Notas iniciais
Oiee amores, eu vou diminuir um pouco a ansiedade de vocês com relação a transformação da Nessie, faltam poucos capítulos para esse dia.

Eu não saia do meu quarto faziam exatos três dias. Jacob havia tentando conversar mas eu não queria, eu sentia sua falta mas tudo dentro de mim ainda estava muito confuso. Não me sentia feliz por tê-lo expulsado do meu quarto, mas a mistura de sensações e sentimentos me deixavam agressiva.

Com Bella as coisas estavam ainda mais dificeis, morar na mesma casa que ela e cruzar seu caminho nos ultimos dias sem trocar uma só palavra estava deixando Charlie irritado, mamãe havia retornado a Jacksonville para resolver assuntos pessoas e só retornaria um dia antes do tão falado casamento, segundo ela Alice Cullen havia assumido tudo e a deixado de lado, mesmo ela estando aborrecida eu sabia que no fundo ela estava feliz em poder voltar para o lado de Phil.

Charlie não havia levado meu café da manhã no meu quarto, eu compreendi que era uma forma ele me obrigar a sair e ir ao menos até a cozinha e de certa forma havia funcionado, faminta eu me arrastei descendo degrau por degrau da escada, manca fingindo não perceber que apesar da dureza da sua ação ele estava de olho próximo a escada preparado para evitar qualquer outro acidente comigo.

— Bom dia Pai! Eu disse ao passar por ele e caminhar lentamente até a cozinha, o cheiro dos ovos mexidos haviam feito meu estomago roncar, gentilmente meu pai puxou a cadeira para que eu me sentasse, eu sorri em agradecimento.

Bella que estava de costas manteve seu silêncio, deixou os ovos dentro do prato que estava no centro da mesa e retornou ao fogão –Eu preciso ir! Disse ela a Charlie – Mas eu venho preparar o almoço.

— Preparativos do casamento? Murmurou Charlie enchendo sua xicara cm café.

— Sim! Respondeu Bella — Alice quer escolher as flores.

— Ah claro, as flores! Disse Charlie levando a xicara até seus lábios e tomano um gole o seu café.

— Preciso ir – disse Bella – Tchau Carlie.

Eu olhei para a xicara e fingi não ouvir.

Bella não insistiu em puxar um assunto, apenas saiu pela porta da cozinha e segundos depois eu ouvi o bater da porta, o som do cereal sendo colocado por mim em minha tigela quebrou o silêncio sendo seguido pelas palavras de Charlie.

— Você não pode continuar assim! Disse Charlie enquanto eu enchia a tigela com leite – Eu não acredito que ainda está com ciumes de sua irmã e Jacob.

Enquanto eu mexia a colher dentro da tigela olhei para Charlie, meus olhos rolaram, como se não bastasse minha irritação em saber que Bella havia concordado em me transforma em uma cobaia humana de vampiros ela aina havia me deixado como carrasca da história contada por ela, segundo minha irmã mentirosa eu tinha flagrado ela e Jacob em uma situação suspeita no quarto dela, e como para Charlie eles haviam tido um passado ele comprou a história.

Agora além de aberração eu era chifruda.

— O que você quer que eu faça? Eu respondi levando a colher com cereal a boca e encarei Charlie enquanto mastigava.

— Primeiro – Disse ele largando a xicara sobre a mesa – Quero que tire Jacob do meu quintal.

Eu suspirei, como eu havia me negado a conversar com Jacob ele estava no debaixo da árvore do fundo a casa desde aquele dia, não saia de lá para nada, eu havia visto algumas vezes pela brecha da cortina Bella levando comida para ele – Você é a policia não é? Acho que não precisa e um mandando.

— Até quando vai ficar fazendo birra? Perguntou Charlie deixando ambas as mãos sobre a nossa mesa – Você nunca foi assim, Jacob e sua irmã tem uma explicação e você insiste em não ouvir.

As palavras de Charlie eram como um grande tapa, realmente eu nunca havia feito drama em minha vida, mas por outro lado ele não fazia a menor ideia da realidade por trás de meu afastamento – Se uma pessoa que ama muito tivesse tomado uma decisão que poderia lhe prejudicar o que você faria?

A expressão e Charlie mudou de rigida para curiosa – Porque está me perguntando isso?

Novamente eu suspirei – Jacob concordou com uma coisa, é algo que não posso dizer mas, que me deixou chateada demais com ele.

— Bem – murmurou Charlie pensativo – Sempre elogiei Jacob, sempre o achei dono de uma grande maturidade e ele só tem dezesssete anos, mas isso não impede que eu use a minha espingarda se ele tiver magoado você.

Dei um timido sorriso – O fato é que seja birra ou não eu me sinto perdida, dividida.

A mão de Charlie escorregou pela mesa e encontrou a minha mão boa que estava sob a mesa – Me perdoe pelo que falei, você sempre foi centrada e confiante, e nos ultimos dias tenho visto uma Nessie triste e quieta, sinto falta a baixinha irritante.

Rimos juntos.

— Talvez eu precise me encontrar.

— Porque não vai passar os próximos dias com Reneé? Sugeriu Charlie – não que eu queria vê-la longe, mas se afastar pode ajuda-la, você tem passado por momentos dificeis e por mais que as vezes eu me aborreça eu compreendo você.

— Posso perguntar mais uma coisa?

Um pequeno bico se formou nos lábios de Charlie – Pergunte.

— Como você se sentiu quando sofri o acidente de carro? Quando eu quase..morri?

Os olhos de Charlie se prenderam nos meus – Você não tem ideia do quanto eu te amo baixinha – respondeu ele prendendo minha mão entre as mãos dele – Para ser honesto eu não sei o que seria de mim se algo acontecesse a você e a Bella.

Fiquei pensativa por alguns segundos, por mais que uma parte de mim ainda esivesse furiosa uma outra parte compreendia Bella e Jacob, talvez eu tivesse exagerado, Bella só havia pensado no sofrimento que Charlie teria se eu morresse, e Jacob, eu ainda não havia parado para pensar em como ele estava naquele momento, por mais que eu tivesse pedido para que não colocassemos o imprinting em nossa relação e mesmo não fazendo a minima ideia do quanto aquilo era poderoso sobre ele eu reconhecia que talvez Jacob naquele momento não tivesse como dizer não.

Por um breve segundo me senti egoista.

Carinhosamente Charlie levou minha mão até seus lábios e a beijou, eu sorri coma quele gesto – Eu vou conversar com Jacob.

Ele assentiu soltando minha mão.

Lentamente eu me levantei arrumando as muletas e caminhei até a porta dos fundos, Charlie a abriu para mim e então eu o vi, sentado no chão com as costas em uma das muitas arvores que haviam no fundo de nossa casa, Jacob erguei a cabeça ao me ver e se levantou quase que em um pulo vindo ao meu encontro.

— Ness...

— Oi Jake! Eu sussurrei ao vê-lo parar a minha frente.

Olhei para a porta e Charlie nos obervava em silêncio, mas logo percebeu que precisavamos de privacidade – Qualquer coisa estou na cozinha — Disse ele.

—Obrigada pai, mas não se preocupe vai ficar tuo bem.

— Assim espero – ele murmurou entrando em casa e fechou a porta.

— Ness, eu sei que tem toda a razão do mundo em ter ficado dessa forma – Disse Jacob em um to de voz aflito – Mas você precisa me ouvir.

— É por isso que estou aqui.

Jacob suspirou – Eu estava perdido Ness, naquela noite eu estava desmoronando, isso não justifica mas, quando Edward disse que você não passaria daquela noite eu...

— Eu sei Jake – o interrompi – eu não estou mais brava com você Jake.

— Ness – ele murmurou novamente e um sorriso esperançoso se formou em seus lábios, então senti seus braços quentes e fortes envolvendo meu corpo em um abraço cuidadoso e acolhedor – Pequena, não sabe o alivio que sinto em ouvir isso.

— Mas – eu sussurrei com o rosto contra o peito dele e ele se afastou olhando novamente em meus olhos.

—Mas...Jacob sussurrou tocando suavemente minha bochecha.

— O normal seria eu culpar alguém, Riley, Victoria, os Cullen, mas no momento não dá, não da porque sei que não foi culpa de ninguém, nem mesmo minha, tudo aconteceu porque tinha que acontecer – Eu sorri timidamente- Pode ser culpa do destino, talvez seria uma boa ideia, mas o que isso iria mudar? O fato é que eu não sei mas quem eu sou – balancei minha cabeça negativamente – E eu preciso descobri isso Jake, descobrir quem eu sou agora.

— Você é a Carlie, a minha Carlie – Jacob respondeu prendendo meu rosto entre suas mãos quentes.

Sorri timidamente.

—Você me perguntou uma vez o que eu queria que você fosse para mim, lembra ? você sempre me disse que mesmo eu sento sua impressão eu tinha liberdade.

— E você tem – disse ele concordando com a cabeça – Eu serei feliz se você for Ness, não importa a forma, só importa que seja feliz.

— Eu vou para Jacksonville!

A expressão de Jacob se tornou mais séria – Você vai embora?

Neguei – Não, não definitivamente, eu só preciso me afastar, preciso me reencontrar e eu só vou conseguir se ficar longe de Forks, longe de tudo.

— Você está terminando comigo Ness?

Sorri timidamente – Que tal vermos isso como uma pausa e não como ponto final? Eu só quero que vá para casa, que se junte a sua matilha e...

— Acha mesmo que isso é mais importante do que você?

— Não Jacob, eu sei que não é.

Jacob passou ambas as mãos nos cabelos as deixando em sua nuca e me olhou, um olhar e dor, aflição, tristeza, senti um nó em minha garganta, sem duvidas estava sendo dificil para nós dois, mas para ele estava sendo um martirio – Eu te amo Ness...

— Eu também amo você Jake, mas no momento eu preciso voltar a ser a Nessie de antes, eu preciso vencer meus fantasmas, só assim eu posso seguir.

Jacob concordou com a cabeça, novamente deu alguns passos parando a minha frente e beijou minha testa – Não importa o tempo que precise, eu vou estar aqui Ness.

— Eu sei – Respondi dando um beijo no rosto dele, Jacob me puxou mais uma vez para seus braços e me abraçou forte, eu me perdi no seu calor por alguns minutos e em seguida me afastei – Se cuida!

— Você também! Disse ele enquanto eu lentamente caminhava manca até a porta da cozinha, antes de fechar a porta eu o vi caminhar na direção do bosque e seu corpo rasgar e o grande lobo desapareceu em meio as grandes samambaias.

Eu fechei a porta e meu corpo deslizou pela mesma enquanto eu me sentava no chão, sempre havia dito que o mundo não acabaria por causa de um garoto, mas naquele momento eu compreendi o sofrimento de Bella quando Edward se foi, naquele momento eu descobri o tamanho do meu amor por Jacob, e então eu chorei por Jacob Black, mas eu precisava partir e enfrentar meus medos para que eu pudesse ama-lo sem fantasmas entre nós dois.