New Moon - A outra Swan
57 3ª Temporada - Livro 7, Carlie: A irmã da noiva
— Bella pelo amor de Deus, ninguém está olhando para você!
Estavamos esperando que os três semáforos da cidade ficassem verdes, enquanto eu tentava lidar com o xilique de minha irmã mais velha olhei pela janela e vi em sua mini van a Sra. Weber que tinha virado o tórax inteiro em nossa direção. Os olhos dela penetraram nos de Bella que se inclinou para trás, perguntando por que ela não desviou o olhar ou pareceu envergonhada.
— Não é considerado rude encarar as pessoas, não era? Será que essa regra não era mais usada? Murmurou Bella.
Foi ai que me lembrei que as janelas eram tão escuras que ela provavelmente nem tinha idéia de quem estava no carro, muito menos de que eu tinha pego ela olhando – Eu achei que os vidros eram peliculados! Disse tentando compreendet todo aquele desespero de Bella tentando conforta-la de que a mulher estava olhando apenas para o carro.
— Ha claro o carro – Bella suspirou.
O semáforo ficou verde e na sua pressa de escapar Bella pisou no acelerador sem pensar e com o motor urrando como uma pantera, o carro saltou rapidamente pra frente que o meu corpo bateu no banco de couro preto, e meu estômago se comprimiu contra a minha espinha.
— Wow – eu gritei.
— Argt – Relosfejou Bella enquanto procurava pelo freio fazendo o carro parar segundos depois.
— O que ha de errado com você? Eu reclamei em um tom de aborrecimento – Por acaso esqueceu que fazem exatos quinze dias que sai de um hospital, eu não estou com saudades de lá.
—Me desculpe – Bella suspirou – Eu ando um pouco ansiosa demais – Ela franziu as sobrancelhas – Esse negocio de casamento.
— Eu também queria estar ansiosa com um carro novo, uma misteriosa entrada para a Ivy League e com seu cartão de crédito preto e brilhante que esta no seu bolso de trás nesse exato momento.
Bella sorriu timidamente voltando a dar partida no carro, chegano finalmente onde queriamos, o posto de gasolina, nos ultimos dias minhas manhãs estavam resumidas a ajudar Bella com os detalhes para sua festa, mamãe também estava em Forks ajudando Alice com isso, como não me lembrava de ninguém meu final de semana seria solitário dentro do meu quarto, decidi ajuda-la nesses detalhes, assim eu não me sentia tão inutil e também ocupava minha mente de meus pensamentos com relação a Jacob.
Nós saimos do carro e eu me encostei no veiculo olhando as ultimas mensagens em meu celular, a maiora eram de Jacob, eu suspirei profundamente e olhei seu numero pensando na possibilidade de retornar as suas ligações, olhei para Bella que se movia como se estivesse numa corrida, abriu o tanque, tirou a capa, passou o cartão, e colocou a mangueira no tanque em questão de segundos impaciente, eu baixei a cabeça e ri pelo fato de que não havia nada que ela pudesse fazer para que os números na bomba de gasolina andassem mais rápido.
— Eu acho que deveria se importar menos com o que os outros pensam – eu sugeri observando o quanto ela se sentia incomodada quando os olhares se voltavam para ela.
— É, quem se importa com o que eles pensam?- Ela murmurou em voz baixa.
—Eu estou falando sério...
— Um, senhoritas?” a voz de um homem nos interrompeu, viramos nossos corpos na direção da voz, dois homens estavam parados ao lado de um jipe chique com caiaques novinhos amarrados no topo. Nenhum deles estava olhando para nós duas, os dois estavam olhando para o carro.
— Eu lamento incomodar, mas será que você pode me dizer que carro é esse que você está dirigindo?” o mais alto perguntou.
— Um, Mercedes, não é? Eu respondi.
— Sim! o homem disse educadamente enquanto seu amigo mais baixinho rolava os olhos com a minha resposta — Eu sei, Mas eu estava me perguntando, você está dirigindo uma Mercedes Guardian?
O homem disse o nome com reverência e eu baixei a cabela rindo tive a sensação de que esse homem se daria bem com Edward.
— Eles ainda nem estão disponíveis na Europa- o homem continuou- Muito menos aqui.
Bella ruborizou.
— Você acha que elas são alguém importante?” o baixinho perguntou com uma voz mais suave.
— Pode ser – o mais alto disse – É a unica justificativa para que duas garotas precisem de vidros á prova de mísseis e quatro mil quilos de proteção corporal num lugar como esse. Ela deve estar indo para algum lugar mais perigoso.
— Proteção corporal? Quatro mil quilos de proteção corporal?E vidros com blindagem á prova de mísseis? Legal – Eu repeti olhando para Bella que tinha a expressão tão sem cor que não via a hora de cair morta aos meus pés — O que aconteceu com as velhas blindagens á prova de tiros?
— Saudade da minha caminhonete – Disse Bella abrindo a porta da mercedez e me empurrando pra dentro, nem esperou que eu colocasse o cinto e saiu cantando pneus.
— Veja o lado bom podemos por nossas mãos na calçada da fama! Tentei amenizar a situação – Mas devo admitir que Edward é doente!
— Ela só quer me proteger! Disse ela olhando para a estrada.
—De misseis nucleares?
— Você acha que Jacob é diferente? Perguntou ela sabendo exatamente onde ficava a casca da minha ferida nos ultimos dias.
— Eu não sei – respondi dando um sorriso timido – Eu não me lembro esqueceu?
— Se conversasse com Jacob...
Eu rolei os olhos – E porque eu deveria conversar com o Jacob? Eu sinto que você me escondem algo mas a resposta que tenho suas, do Charlie e da Reneé são sempre as mesmas, converse com o Jacob.
— Não precisa ficar nervosa – Disse Bella estacionando o carro, eu sai e caminhei lentamente através da chuva fraca – Eu não queria te aborrecer, se eu não falo nada a você é porque é um assunto dele e seu.
Eu balancei a cabeça e Bella deu a volta na mercedez abrindo o porta malas, coloquei a mão no bolso da calça retirando o aparelho celular, faziam exatos sete dias que eu estava evitando Jacob, eu tinha apenas duas escolhas, conversava com ele ou continuava cheia de incertezas.
Enquanto o som da viatura de Charlie anunciava a sua chegada eu caminhei lentamente na direção da porta, curvei meu corpo pegando a chave extra no vasinho ao lado do tapete da porta e enfiei na fechadura, voltei a olhar para o celular lendo as mensagens que Jacob havia mandando mas a minha atenção se voltou para o som mais exaltado de voz que vinha da nossa cozinha.
— Você precisa entender que é importante para mim Reneé – Disse a voz masculina e desconhecida – Eu não quero que conte nada a ela apenas que me permita me aproximar dela.
—Como espera que eu faça isso Joshua? Carlie não sabe de absolutamente nada do que aconteceu no passado.
—Eu não estou pedindo para contar a ela, eu estou pedindo para que me deixe me aproximar e ser amigo da minha filha!
Eu paralisei no meio da sala.
Eu ouvi o conhecido som das botas do meu pai batendo na calçada, a porta bateu contra a parede e eu enrijeci como se tivesse levado um choque, a expressão de Reneé ao aparecer na entrada da cozinha era de uma aolescente sendo pega no pulo, o dono da voz desconhecida apareceu logo após se colocando ao lado dela e sua expressão também foi de surpresa.
— Oh vocês chegaram! Disse Reneé cortando a sala e ajudando Bella com as sacolas, e a expressão de Charlie foi de forçadamente amigável á suspeitas obscuras em um segundo.
—Ha alguns minutos – eu murmurei olhando para o homem.
— O que faz aqui? Perguntou Charlie olhando para homem e para mim.
— Eu precisava conversar com Reneé, mas já estou de saída – Disse ele caminhando na direção da porta, mas parou ao ouvir meu pedido em um tom alto de voz.
—Espera!
— Nessie, algum problema querida? Mamãe perguntou aproximando-se de mim.
— Eu ouvi o que disseram – eu murmurei
—Não sei do que está falando Nessie – Afirmou Reneé.
— Você sabe – eu respondi ainda com um tom alto – Porque esse senhor disse que sou filha dele?
A expressão de Charlie tornou-se mais tensa e seu olhar se voltou para o homem – O que você disse a ela Joshua?
—Ele não disse nada! Respondeu Reneé – Nessie só ouviu o final de uma conversa.
A mão de Bella tocou meu braço e eu me perguntei em que momento ela havia se aproximado de mim – Nessie vem, vamos subir.
— Não! Eu respondi libertando o meu braço da mão dela – EU SEI MUITO BEM O QUE EU OUVIR, ESSE SENHOR DISSE QUE É MEU PAI!
— Ele não disse...
—Chega Reneé! Disse Joshua dando alguns passos tentando se aproximar de mim – Eu não vou mais esperar – Completou ele.
—Não se atreva! Disse Charlie se colocando a minha frente.
— O que ouviu é a verdade Carlie, eu sou seu pai, você é minha filha e não de Charlie.
Aquela resposta me deixou sem chão, eu quem cobrava tanto a verdade de meus pais, minha irmã e de Jacob percebi naquele momento que não havia mentiras que durassem para sempre, assim como não haviam verdades que não aparecessem, mas também havia percebido que nem todas as verdades eram para todos os ouvidos.
Aquela verdade não era para os meus.
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