New Life With Aliens

12 Prisoner or Rival.


Notas iniciais
Olá, gente. Então, esse capítulo aqui é diferente. Depois do primeiro *** Darcy quem será a narradora, depois vai mudar de novo para a Scarllet. (Tenho sérios problemas pra decidir quem vai falar o quê e morro de preguiça de mudar a fic toda). Vocês logo entenderão! E outra coisa, agora minhas aulas voltaram. (Sim, estou no último ano do colégio, e isso quer dizer que eu terei menos tempo até pra respirar). Portanto, tentarei postar sempre de sexta, sábado ou domingo. Se eu passar disso, é porque eu fiquei com sérios problemas de criatividade, portanto não me matem ok :P

PS: possui cenas calientes. Nada de hentai, apenas cenas calientes. Ehehe. Não estou certa se farei hentai nessa fic. e_e

Boa leitura.

Sentia o vento em meu rosto com muita violência e velocidade, fazendo com que uma simples ação como respirar se tornasse complicada. Nós havíamos caído do prédio.

O medo tomou conta de mim, no início; mas logo ele desapareceu, pois senti a mão de Loki puxar-me contra o seu corpo, que caía na mesma velocidade do meu. Aquilo foi um calmante muito efetivo.

Notei o chão se aproximar rapidamente e então, meu corpo começou a flutuar calmamente. Quando senti o chão abaixo de meus pés, suspirei aliviada. Eu sabia que nada de ruim aconteceria, mas mesmo assim, pude sentir uma leve ansiedade graças à nossa pequena aventura para fugir de Jane e os outros.

– Isso foi muito prático. Possui alguma outra habilidade especial?

– Várias. — Loki deu um meio sorriso e começou a caminhar para longe do prédio, sendo seguido por mim.

Acabamos andando calmamente até o Central Park, que não era muito longe dali. Olhei para a linda fonte que lá havia e fui em direção à mesma, sentando-me em um dos bancos de madeira à frente dela. Por estar naquele local, olhando Loki aproximar-se de mim, acabei lembrando do dia em que encontrei-o junto com os três irmãos. Sorri bobamente, enquanto ele sentava-se ao meu lado.

– No que está pensando?

– Foi aqui que nos encontramos, lembra?

– Me lembro. Foi quando pensou que mataríamos a mortal de Thor.

– Eu fiquei preocupada com ela, oras.

– Por que se importar? Sequer a conhecia.

– Só por ela ser uma amiga da minha amiga. Geralmente, humanos costumam se importar demais com os outros.

– Loucura, eu diria.

– Talvez, mas é uma loucura boa. Se mais pessoas pensassem assim, muito sofrimento seria evitado. Não concorda?

– Temos ideias diferentes, mortal.

– Você é tipo um psicopata, é lógico que temos ideias diferentes! — Eu sorri e ele bufou, sorrindo torto logo depois. Levei minha mão até a dele, que rapidamente tirou-a de onde estava, impedindo que eu a tocasse.

– Logo terei de voltar para Asgard.

Aquela frase foi cheia de frieza. Foi tão fria que eu parecia estar de férias no Alaska. Continuei fitando-o com os olhos arregalados, sem saber o que lhe dizer. Loki, por sua vez, mantinha os olhos fixos às pessoas que caminhavam por ali naquele momento, como se não estivessem preocupadas com nada, como se elas não possuíssem complicações e problemas em suas vidas.

Ele olhava para todas aquelas pessoas com curiosidade. Parecia estar se perguntando como era possível que os humanos, seres tão inferiores à ele, sempre estarem tão alegres, mesmo cheios de preocupações.

– Eles parecem felizes.

– O que quer dizer?

– Tudo parece ser mais belo aos olhos dos mortais, pois estão fadados à isso. Viverão pouco, mas a vida aos olhos de vocês é muito mais bela do que a mesma aos meus olhos. — Loki enfim fitou o céu, o lugar de onde veio.

Fiquei um tempo sem responder-lhe. Afinal, o que eu poderia dizer? Eu sabia que por mais que eu chorasse, gritasse e esperneasse, não faria com que ele ficasse. Também sabia que ele não poderia. Um homem como ele, sendo tão difícil, nunca desistiria de sua existência divina por uma mera humana. Seria mais fácil eu voar até Asgard, sem qualquer ajuda, matar aquela deusa esposa dele e enfeitiçá-lo, para assim casar-se comigo, do que ele continuar aqui por minha causa.

– Se seu tempo aqui está terminando, deveríamos nos divertir!

– E para onde iremos?

– Para onde eu quiser. — Levantei-me rapidamente e puxei-o pela mão.

Havia acabado de anoitecer, portanto, tínhamos tempo suficiente antes de alguma confusão começar. Levei-o até uma sorveteria e nos sentamos em uma das pequenas mesas do lado de fora do local. Até parecíamos um casal apaixonado aos olhos das pessoas à nossa volta.

– O que é esta coisa? — Perguntou Loki, enquanto olhava curiosamente para o sorvete de flocos que estava dentro de um pequeno pote.

– O nome é sorvete. Come, é gostoso. — Respondi-o, pegando uma colherada do meu sorvete de chocolate, resmungando logo depois como se aquilo fosse a coisa mais saborosa do mundo.

Loki encarou-me desconfiado, mas logo tomou coragem e usou a colher para pegar um pouco do sorvete. Levou-a até os lábios e fitou novamente a colher, com o cenho franzido. Finalmente, envolveu a colher com os lábios finos e concentrou-se na sensação que sentira graças ao gelo.

Segundos depois de ter colocado o sorvete na boca, sua pele começou a tomar uma coloração azul. Loki arregalou os olhos e fitou seu próprio braço, aflito. Não pude negar que também fiquei um tanto quanto assustada com aquilo. Levantou-se em um movimento brusco, derrubando a cadeira em que estava sentado. Escondeu as mãos colocando-as nos bolsos e baixou a cabeça para fitar o chão. Olhou rapidamente para os lados e avistou um beco, indo em direção ao mesmo rapidamente.

Logo segui-o, depois de deixar um dinheiro em cima da mesa pelos sorvetes.

– O que foi aquilo? — Perguntei quando aproximei-me dele. — Você ficou azul, cara. Que tipo de magia é essa?

– Não é magia. Aquela é...a minha verdadeira aparência.

– E por que isso aconteceu agora?

– Jotun.

– O quê?

– Eu sou um...Jotun. Quando entro em contato com gelo, minha verdadeira forma começa a...- Loki voltou a olhar desgostoso para sua própria mão que, segundos antes, havia escondido em seu bolso. Cerrou ambas as mãos, apertando-as com força em um movimento irritado. Olhou na minha direção e quando pisquei, ele estava próximo de mim, com um braço esticado bem perto da minha cabeça.

Arregalei os olhos graças ao susto e olhei para a parede atrás de mim. Havia um buraco na mesma, graças ao soco dele. Engoli em seco. Era bom lembrar nunca deixá-lo com tanta raiva, ou seria a minha cabeça a virar picadinho em vez da parede.

Ousei olhá-lo novamente, mas desta vez, em seus olhos. Ele mantinha aquela expressão fria, mas para mim, acima de tudo, era um olhar de mágoa. Desapontamento. Tristeza.

O que era um Jotun, exatamente?

Seja lá o que for, não parecia ser muito bom graças ao desgosto dele por admitir ser um desses. Levei minha mão até seu rosto e acariciei-o, fazendo com que ele sorrisse levemente. Foi um sorriso diferente, que eu nunca havia visto. Aqueles poucos segundos foram imensamente especiais para mim.

Pousei a mão que sobrara em seu pescoço, acariciando os fios de sua nuca. Loki suspirou e aproximou seu rosto do meu, de uma maneira que nossos lábios quase tocaram-se. Ele mantinha a boca entreaberta e fitava meus lábios, com aquele olhar dominante e impiedoso, mas não mais frio.

– Não me importo se você é um Jotun. Nem sei o que diabos é isso. — Sorri e fechei os olhos quando senti sua respiração bater contra a minha pele. — Você...é muito bonito. Quando está normal ou quando está azul; mas eu sei que você sabe disso. — Eu ri e vi que ele abriu um sorriso enorme, antes de juntar seus lábios aos meus.

O beijo era torturosamente calmo, como se tivéssemos todo o tempo do mundo para ficarmos ali, naquele beco, um ao lado do outro.

***

Estavam todos bem loucos desde que Scarllet e Loki sumiram. Segundo os seguranças do prédio, eles não saíram. Procuramos por todos os andares por várias horas, mas não encontramos nenhum dos dois.

Um dos zeladores, enquanto limpava a cobertura, comentou ter visto duas pessoas perto do parapeito. Disse que quando chegou bem perto de ambos, eles se jogaram. Jane entrou em completo pânico quando ficou sabendo, mas Thor deixou claro que a queda não machucaria Scarllet, muito menos Loki. Concluímos que foi apenas um plano para confundir nossa cabeça.

E o plano deu certo.

Jane e Thor estavam discutindo pela primeira vez, graças ao querido irmão de Thor. Os outros dois irmãos ainda mantinham-se em silêncio, mas quando Thor elevou o tom de voz, eles se intrometeram também.

– Escute, Jane! Eu estou certo de que Loki não fará mal algum à ela.

– Ah, você está certo, Thor? Veja o que está acontecendo! Scarllet acabou de pular de um prédio, graças ao seu irmão! Ele está acabando com ela. Está destruindo a cabeça dela, está acabando com a inocência dela!

Enquanto ela ainda gritava, decidi colocar um fone de ouvido e curiosamente estava tocando Corrupt, do Depeche Mode. Que irônico. Eu sabia que demoraria bastante até eles se entenderem para nós voltarmos a procurar os dois fugitivos. Embora eu não entendesse pra quê tanto auê. Claro, ele era um psicopata procurado; mas tirando isso...

– Pare de acusar Loki! Ele está mudado, Jane.

– Eu concordo com a mortal. — Foi o loiro bonitinho de cabelo tigela quem falou. Luke. Loki. O nome deles dois eram tão parecidos. Será que esse aí não poderia ser psicopata também? Mas eu também desconfiava do outro, bonitão e caladão. Os calados sempre são um tanto quanto problemáticos. Loki era uma prova viva disso.

– Como assim, irmão?

– Loki está destruindo a mente de Scarllet. E você, Thor, sabe dos meus sentimentos por ela. Agora que Loki notou que ela é uma mortal bonita, está interessado nela. Só eu que acho isso estranho? Nós conhecemos Loki. Ele não se interessaria em ninguém se não houvesse um objetivo por trás disto.

– Luke tem razão, Thor. Loki sempre maltratou os mortais, nunca os respeitou. Por que, de repente, iria se preocupar com Scarllet? Ele está tramando algo. — O caladão finalmente abriu a boca depois de uma semana! Uau!

– Parem, os três! Loki pode muito bem ter se apaixonado por ela, assim como eu me apaixonei por Jane. — O bombadão respondeu e sorriu para Jane, que ainda mantinha o olhar raivoso contra o loiro teimoso.

– Loki não poderia ter se apaixonado. Veja o que está dizendo, irmão! Estamos falando de Loki. O mesmo que conhecemos! Não há chance alguma dele ter se apaixonado! — Luke retrucou.

– Mas por que não? Vocês dois não se apaixonaram por ela também? Por que ele não poderia ter se apaixonado?

– Porque...ele é um Jotun. Ele é frio. Nós o conhecemos o bastante para ter certeza disso, Thor. — Anakin respondeu.

– Parece que vocês não o conhecem assim tão bem, pequenos. — Thor deu um leve riso e enfim olhou para Jane. — O que quer que eu faça, Jane? Diga-me e eu farei.

– Leve-o embora daqui. O mais rápido possível. Eu não quero que ela se perca totalmente. Talvez, ainda exista uma chance.

– Jane, deixe-me explicar uma coisa à você. Para todos vocês, na verdade. — Thor olhou para todos, inclusive para mim. — Quando nos apaixonamos verdadeiramente, nunca mais poderemos esquecer a pessoa amada. Quando amamos, é para sempre. Portanto, proponho um desafio à vocês, irmãos. — Ele sorriu. — Sei que no fundo, estão com inveja de Loki por ele conseguir a atenção de Scarllet.

– Inveja? De Loki? Nunca! — Luke elevou a voz e fez com que Thor gargalhasse.

– Vê? Essa é a prova. Darei um mês aos três. Lutem por ela, pela pessoa que amam. Quem conseguir a atenção dela, terá a honra de casar-se com ela. Eu mesmo vou me encarregar de todos os preparos. Falarei com o Pai de Todos e com Scarllet, que terá de aceitar.

– Esperem! Ela não é um prêmio!

– Ela com certeza vai aceitar, se o Loki estiver envolvido. — Falei baixo, mas todos pareciam ter escutado, já que olharam diretamente para mim. Luke e Anakin pareciam estar me trucidando nos pensamentos, juntamente com Jane, enquanto Thor apenas sorria e divertia-se com aquela situação.

– Filha de Lewis, obrigado pelo apoio. O que me dizem, irmãos?

– Está certo. Eu aceito. — Luke respondeu.

– Eu também. — Foi a vez de Anakin.

Os dois irmãos entreolharam-se com um certo ódio passando de um para o outro, fazendo-me compreender finalmente aquela situação terrível.

– Uma perguntinha básica aqui, companheiros. Três homens, que são deuses, se apaixonaram pela mesma pessoa, que é uma humana? É sério isso?

– Não duvide dos meus sentimentos. Fui o primeiro a amá-la verdadeiramente aqui. Na verdade, fui o único a dar valor à ela. — Luke gabou-se, olhando para Anakin.

– Está insinuando que eu não a amo, Luke?

– Você é mais novo. É tolo. Só disse que a amava para me irritar e competir comigo.

– O quê?! Eu a amo verdadeiramente, sim! Até mais do que você!

– E como vai provar isto? Vai lutar comigo? Vai tentar sequestrá-la? O que pensa em fazer?

– Não direi nada para você, agora que é meu rival. Veja e aprenda, Luke. Afinal, todos sabemos que sou mais inteligente que ambos vocês aqui. — Anakin sorriu vitorioso e Luke voltou a encará-lo cheio de raiva, mas nada falou.

– Você pode até ser mais inteligente que nós dois, Ani. Não negarei, pois é a verdade. Mas vocês estão esquecendo do outro rival. Loki é mais inteligente que nós três. Juntos. Eu não terei de competir, mas vocês dois terão. E contra ele. Desejo sorte aos dois. — Thor riu levemente e foi até Jane. Segurou sua mão e olhou-a nos olhos. — Me perdoe por gritar com você, Jane.

– Vou pensar se perdoarei. Mas, Thor, no que isso tudo vai ajudar? Se Loki vencer, nada disso vai ter adiantado.

– Pelo contrário, Jane. Se Loki vencer, provará de uma vez por todas que ele merece Scarllet e assim, ela será sua noiva. Agora, se ele perder, terá de deixá-la para sempre.

– E como você pensa em fazer ele concordar com isso?

– Ele concordará. Não vai perder a oportunidade de mostrar-se melhor que os outros dois, acredite, Jane. — Thor respondeu-a, dando-lhe um beijo rápido nos lábios. — Agora, devemos procurá-los. Você e a Filha de Lewis devem se entender com a Filha de Dasovic.

É, parece que meus pés não teriam descanso por enquanto.

– Por onde vamos começar? — Perguntei. — A cidade é enorme.

Antes que pudessem me responder, o celular de Jane tocou. Ela atendeu-o e franziu o cenho, colocando o aparelho no viva-voz.

– Pode falar. — Disse Jane.

– Thor, venha até a S.H.I.E.L.D. nesse exato momento ou enviaremos tropas para capturar Loki. Estou certo de que você não vai gostar nem um pouco do que faremos com ele.

– Fury, por favor, não faça nada com ele. Eu posso explicar.

– É bom mesmo, Thor. Venha já até aqui ou chamarei Os Vingadores. — Falou Fury, desligando logo em seguida.

Todos nos entreolhamos e pela expressão de Thor, aquilo poderia ser muito sério. Eu sabia mais ou menos de toda a história. A S.H.I.E.L.D não gostava nem um pouco de Loki. Quero dizer, não simpatizava com ele, assim como o resto dos cidadãos americanos que estavam aqui na cidade de NY. Claro, quem poderia simpatizar com um psicopata daqueles?

– Thor, está tudo bem? — Jane perguntou.

– Não sei dizer, Jane. — Disse Thor, com calmaria em seu tom de voz, diferentemente de até alguns momentos antes da ligação. — Temos de convencê-los que Loki não fará mal a ninguém; mas se os próprios irmãos duvidam dele, como os mortais poderiam confiar em Loki?

***

Logo chegamos até a base da S.H.I.E.L.D. e quem nos recebeu foi uma mulher ruiva de cabelos compridos.

– Natasha, é bom vê-la novamente. — Disse Thor.

– Igualmente, Thor. Me acompanhem, por favor. — Respondeu a mulher, levando-nos para dentro da base imensa.

Seguimos até uma sala com uma mesa bem grande e a mulher gesticulou para que nos sentássemos. Foi o que todos fizeram. Logo em seguida, um homem com um tapa olho apareceu, com Tony Stark ao seu lado, e Bruce Banner.

Céus. Os Vingadores já estavam lá.

– Barbie! Você veio! Como anda Ken? — Stark veio em direção à Thor com a mão esticada, em cumprimento.

– Saudações, Man of Iron. E não me chame disso. — Respondeu Thor, apertando a mão de Tony com força.

– Chega de saudações, todos aqui já se conhecem. — Disse o caolho. — Thor, explique o que queremos saber e pensaremos em não punir Loki.

– Nós viemos aqui apenas para descansar e para entregar o Tesseract à vocês. Asgard passa por problemas, portanto, tivemos que fazê-lo. Loki precisou vir junto, não poderíamos deixá-lo em Asgard para morrer.

– Trouxe um assassino em série pra passar férias aqui na Terra? — Disse Stark.

– Não diria dessa forma. — Disse Thor. — Loki está diferente.

– Quem garante? Você? Vamos lá, Thor. A mente daquele cara é mil vezes mais avançada que a de todos nós presentes nessa sala. — Disse Fury.

– Ei! Não é por aí, não. — Respondeu Stark.

– Stark, por favor. Agora não. — Um homem grande e loiro falou. Cogitei que ele deveria ser o Capitão América, já que o único bombado — além de Thor — era Steve Rogers.

– Não se intrometa, picolé. Estamos tratando de assuntos importantes aqui.

Rogers olhou torto para Stark, que ainda mantinha aquela expressão sarcástica no rosto. Fury teve de separar os dois, antes que pudessem se matar naquele momento, apenas com olhares.

Em pouco tempo, uma discussão sobre Loki havia começado. Thor defendia o irmão, enquanto todos os outros mandavam inúmeras acusações sobre ele.

Os outros dois irmãos nada disseram durante todo o tempo. Jane e eu também ficamos caladas, pelo menos no início. Fury e Os Vingadores começaram a fazer perguntas à Jane, que concentrava-se para não dizer nada que pudesse complicar ainda mais a situação.

– Srta Foster, pode nos dizer porque Thor acha que Loki mudou?

– É...porque ele já pagou a sua pena. Por isso.

– Não envolvam Jane em seus jogos! — Thor falou mais alto e bateu com as duas mãos na mesa.

– Você tem suas especulações e eu tenho meus joguinhos, Thor. — Disse Fury, olhando em direção à Jane outra vez. — Sabemos que não é só isso. Tem algo que vocês estão escondendo. Estou dando a chance de me contarem agora, na frente de todos, pois se eu descobrir, e eu descobrirei, será bem pior.

Thor olhou para Jane e para seus irmãos, logo em seguida. Nenhum dos três disse nada e Thor baixou a cabeça, respirando fundo. Enquanto ele pensava no que poderia dizer, Anakin levantou-se, chamando a atenção de todos.

– Thor pensa que Loki se apaixonou.

– Ani! — Disse Thor. — O que está fazendo?

– Acabando com isso! Será pior, não ouviu o que ele disse? Diga logo a verdade de uma vez por todas!

– Seu grande tolo! — Gritou Luke, levantando-se igualmente. — Você acabou de colocar a vida dela em perigo!

Luke olhou para Fury, que continha um sorriso torto em seu rosto. Todos seguiram os olhos de Luke, inclusive eu. Fury parecia vitorioso, mas, acima de tudo, a reação dele deixou uma coisa clara.

Ele já sabia de tudo.

– Parece que a Srta Dasovic está com problemas, pelo que vejo aqui. Loki está manipulando-a? Ou ela está do lado dele por vontade própria? Se esse é o caso, teremos de puni-la. Ela esteve abrigando um inimigo mundial por todo esse tempo, bem abaixo de nossos narizes.

– Não...não machuquem a Scarllet. — Disse Anakin. — Ela não sabe o que está fazendo! Não quer prejudicar ninguém, eu sei disso!

– Anakin, cale a boca. — Eu falei e ele parece finalmente ter entendido a grande merda que havia acabado de fazer. Pela segunda vez.

– Loki deve ser mantido preso, Thor. Entregue-o, e deixaremos a garota em paz. — Disse Fury, olhando para Thor.

– Não posso fazer isso. Peço que confiem em mim. Não hesitarei em puni-lo se ele fizer alguma coisa, prometo à vocês.

– Loki pode tramar coisas terríveis em um pequeno intervalo de tempo, Thor. Não podemos arriscar.

– Deixe que todos Os Vingadores fiquem de olho nele, assim como eu. Garanto que ele não fará absolutamente nada. Confiem em mim, eu insisto. Loki pode ser mais inteligente que eu, porém sou mais forte. E ele sabe bem disto.

– Está tudo sob controle, você quer dizer? — Disse Fury. — Se você acha que ele não está um passo a frente, onde está Loki agora?

– Ele e a garota saíram juntos. Logo voltarão para casa.

– Essa não foi a minha pergunta, Thor. Para onde foram? Eles não disseram pra vocês? Que interessante. Você não sabe o que Loki esteve fazendo durante o dia, e já é quase de madrugada. Você realmente pode controlá-lo sozinho, Thor?

– Você não sabe o está falando. Posso ter ajudado na batalha quando vocês precisaram, mas ainda sou um deus. Respeite-me. Loki não está longe disto, também. Vocês devem respeitá-lo.

– O respeitarei depois de jogar uma bomba nuclear sobre a cabeça dele. Veremos o quão poderoso ele pode ficar depois disso. — Disse Fury.

– Qual é, cara. Dá um desconto pra Barbie e pra Rena. Vamos fazer o que a Barbie disse aí. Escute, Barbie. Fique de olho bem aberto em tudo que a Rena fizer, ou entraremos em ação, fechado? — Disse Stark.

– Está certo. Podemos voltar para casa?

– Sim, vocês podem. Mas saibam que estarei vendo tudo. Saberei de cada passo de cada um de vocês, portanto, não tente me passar a perna outra vez, Thor. — Disse Fury.

Thor nada respondeu, apenas levantou-se e levou Jane com ele para fora da sala, sendo seguido pelos dois irmãos idiotas e por mim.

– Temos que encontrar os dois rapidamente. — Thor falou baixo para que apenas nós pudéssemos escutá-lo. Todos concordamos silenciosamente, balançando a cabeça e saímos de lá, voltando para o centro da cidade para procurar Loki.

***

Decidi voltar para a casa de Jane antes que amanhecesse completamente. Já era, mais ou menos, umas quatro da madrugada. Loki e eu zanzamos por inúmeros lugares durante a noite e foi melhor do que eu esperava. Ele não estava mais tão preocupado com aquela história de Jotun, ou algo do tipo. E, em alguns momentos, eu me sentia mais próxima dele.

Quando chegamos lá, não tinha ninguém em casa. Por um lado, foi ótimo. Assim não teríamos que ouvir sermões. Entramos em casa e vasculhamos rapidamente todos os cômodos. Loki também parecia estar aliviado, conclui isso graças ao sorriso travesso dele.

– Podemos continuar vivendo por enquanto. — Eu ri.

– Estamos parecendo crianças fugindo do sermão dos pais. — Ele debochou, andando até onde eu estava.

– Eu sei. Mas é divertido. 'Tá com fome? Fala o que você quer comer, porque eu 'tô faminta. Melhor, será que se eu ligar pra algum lugar, eles entregam essa hora? — Brinquei e virei o corpo na direção da cozinha. — Vamos rezar pra ter alguma coisa que preste na geladeira.

Senti meu braço sendo puxado para trás, fazendo com que eu voltasse para perto de Loki. Ele passou as duas mãos pela minha cintura e se aproximou de mim, olhando-me profundamente nos olhos.

Fiquei paralisada, para variar um pouco. Nunca conseguia respirar direito quando ele estava próximo demais, e ele sabia disso. Sorriu vitorioso e encostou sua testa na minha, fechando os olhos, respirando fundo.

– Tenho fome de outro tipo de coisa.

Não sei que tipo de expressão fiz. Talvez uma bem surpresa. Ou safada. Ou uma expressão de um bebê prestes à chorar. Senti tantas sensações ao mesmo tempo que eu não sabia qual demonstrar primeiro. A única coisa que eu sabia era que deve ter sido engraçado, porque Loki sorriu. Ou melhor, ele riu. Riu tanto que deixou o pescoço cair levemente para trás.

– Não. Brinque. Com. Essas. Coisas. — Praticamente ordenei, cheia de ódio em meu tom de voz. Eu era uma mulher jovem, oras bolas. Coisas como essas eram bem...convidativas para mim e para meus hormônios.

– Por que não? Deveria ter visto sua expressão. — Ele enfim separou-se de mim, indo em direção ao sofá.

Pensei que ele sentaria até eu fazer algo para comermos, mas me enganei. Ele tirou a jaqueta de couro que havia comprado para ele e jogou-a no estofado. Girou apenas metade da cabeça na minha direção, fazendo com que eu fosse capaz de ver apenas metade de seu rosto. Ele estava com um sorriso travesso em seu rosto, e os olhos estavam semicerrados.

Vi que ele fazia algo com a camisa, mas não pude ver o que era, já que ele estava de costas para mim. Só consegui entender qual era o seu objetivo quando vi a camisa cair levemente por seus ombros.

Alerta. Perigo. Perigo.

Quando ele finalmente tirou-a, jogou-a onde também estava a jaqueta. Continuou de costas para mim, mas percebi que ele ainda me encarava.

– Oh, céus. — Mal pude perceber que havia dito aquilo. A sala estava escura e as cortinas estavam abertas. Eu mal podia enxergá-lo direito, mas consegui ver bem as costas dele. Pefeito. Realmente.

Se por trás já era assim, mesmo no escuro, imagina de frente. Uh.

– É...então. É. Eu...eu ia fazer algo...o que era mesmo? Ah. Comida. Isso. Comida. Vou lá. Eu...vou. É. Vou onde? Ah! Cozinha. Isso. Espere...Espere aí. — Gaguejei, no mínimo, umas trezentas vezes e saí rapidamente de lá, dando-lhe as costas. Ouvi-o rir e sentar-se no sofá enquanto esperava que eu preparasse algo.

Estava concentrada em demorar o máximo possível para preparar alguma coisa. Loki já havia reclamado umas duas vezes, mas eu o respondia de forma nervosa, sem esquecer de gaguejar. Aquela cena de antes foi um grande choque para o meu pobre corpo. Ele com certeza já havia percebido isso, por isso provocava.

– Acho que você precisa de uma ajuda. — Ouvi-o dizer.

– N-não, está tudo bem. Já estou terminando.

Tudo que tinha na geladeira era presunto e queijo. Haviam alguns pães, também. Quando saí de lá, a geladeira estava lotada. Thor e os outros monstros comilões simplesmente acabaram com toda a comida que eu tinha ali. Sorte que, pelo menos, havia sobrado algo e eu era craque em me virar com pouco.

Quando Loki se aproximou e sentou-se no banco em frente ao balcão, olhou para os pães e franziu as sobrancelhas, olhando para mim em seguida.

– Desculpe aí, cara. Seus irmãos fizeram o favor de comer tudo que eu comprei. Misto-quente é simples, mas é gostoso, sério. — Falei enquanto me sentava no outro banco, ficando de frente para Loki.

– Por que estamos comendo no escuro?

– Nossa, é verdade. Esqueci de acender a luz, mas tá muito longe. Preguiça. — Sorri com a minha própria piada, mas Loki sequer esboçou reação.

É, lembrei que eu era péssima em piadinhas.

– Claro, preguiça. — O tom de voz dele foi diferente ao dizer aquilo, eu percebi muito bem. Olhei-o desconfiada e semicerrei os olhos, tentando compreender o quê ele estava insinuando.

– Por que não vai lá acender, então?

– Preguiça.

Ele sorriu torto e voltou a comer, ficando em silêncio. Continuei olhando-o com os olhos semicerrados. Aquela expressão maldita e travessa dele estava começando a me deixar inquieta. Na verdade, eu já não estava sã depois do quase striptease há alguns momentos antes.

– Não fique com essa cara. O que você quer, afinal? Não fui eu quem quase ficou nua ali, viu.

– Não me provoque, mortal.

– Você que tá provocando, imbecil. — Tomei um gole de suco que estava em meu copo.

– Eu te provoquei? Como?

– Pare. De. Ser. Cínico. — Praticamente cuspi as palavras. — Vou matar você se não parar com isso.

– Vai me matar, é? Mate, então. — Ele largou o copo em frente ao prato e levantou-se, cruzando os braços enquanto olhava para mim e sorria.

Tentei ignorar aquilo e mordi o último pedaço do meu misto. Fechei os olhos para evitar olhá-lo e tomei mais um pouco do suco, suspirando profundamente, procurando ficar calma.

Quando abri os olhos, Loki não estava mais na minha frente. Como estava escuro, não conseguia ver onde ele estava. Debrucei parcialmente para cima do balcão, tentando ver mais à frente, mas não adiantou nada.

Decidi levantar-me para procurá-lo.

– Sem piadinhas agora, Senhor. Faz mal brincar depois de comer, sabia? Sua mãe nunca te falou isso, não? — Falei um pouco mais alto, já que não sabia se ele estava no andar de baixo ou não.

Andei para perto do sofá, onde havia luz. Olhei para a porta que dava na varanda e agradeci por ter a luz que o vidro deixava passar. Fora útil para mim inúmeras vezes, como estava sendo agora.

– Por que eu não acendi a luz ainda? Como sou idiota.

Assim que dei as costas para o sofá, pensando em ir até a parede para poder acender a luz, esbarrei em alguma coisa. Fui alguns passos para trás e vi um sorriso.

– Oh, aí está você. É esconde-esconde agora?

– Você têm andado muito atrevida, mortal.

– Eu? Atrevida? Eu te disse que não deixo ninguém passar por cima de mim, cara.

– Até hoje. — Ele sorriu ainda mais e lançou-me um olhar furioso. Segurou meus dois braços com força e colou nossos corpos, fazendo-me ficar imobilizada.

– Uh, autoritário. Gostei. — Mordisquei meu lábio inferior e Loki apertou meus braços com ainda mais força. Ele arfou raivoso e em menos de um segundo, prensou seus lábios contra os meus em um beijo considerado selvagem.

Passei meus braços em volta de seu pescoço, enlaçando-o, abraçando também todo o seu corpo com as pernas. Ele sorriu antes de jogar-me no sofá de uma forma nada amigável, deitando-se em cima de mim.

Enquanto nos beijávamos selvagemente, Loki desceu as mãos pelo meu corpo, e, sem dificuldade alguma, levou as mãos por baixo de minha blusa e rasgou meu sutiã. Eu suspirei, surpresa, e ele voltou a beijar-me. Passou ambas as mãos pelo meu corpo, por baixo da blusa. Pensei que morreria de vergonha, para ser sincera. Mas aquilo era bem melhor do que eu pensava.

Levei uma das mãos até seus cabelos e agarrei-os, puxando-os. Ele rosnou alguma coisa que eu não fui capaz de entender e levou seus lábios ao meu pescoço. Eu estava parecendo uma drogada, na verdade. Ele fazia com que eu sentisse um trilhão de sensações ao mesmo tempo e isso fazia com que eu ficasse insana. Nos beijávamos intensamente, parando para pegar um pouco de fôlego e, em seguida, continuar com o que estávamos fazendo.

Ousei passar a mão livre por seu tórax e ele contorceu-se levemente, como se estivesse arrepiado. Sorri entre o beijo e ele olhou-me profundamente, enquanto respirava pausadamente, também sorrindo.

De repente, a luz acendeu.

– Opa. Parece que chegamos em má hora. — Darcy foi a primeira a entrar no apartamento, dando tempo suficiente para Loki sair de cima de mim. Mas tanto ele quanto eu estávamos sem reação e permanecemos lá, paralisados.

– O. Quê. Estão. Fazendo. No. Meu. Sofá? — Disse Jane, que entrou logo após Darcy, sendo seguida por Thor e os outros.

Thor gargalhou assim que viu a cena e foi isso que fez com que Loki acordasse do transe. Ele pulou para longe de mim, ficando em pé rapidamente. Eu levantei parcialmente, ficando sentada. Se eu levantasse, com certeza cairia.

Olhei para todos eles e para Loki logo em seguida. Ele não havia falado nada, e não parecia que iria falar em momento algum. Ele olhou para mim de canto de olho e bufou, indo em direção às escadas.

– Parado aí, Loki. — Ouvi a voz de Luke. — Temos que fazer um acordo com você.

– Agora não. — Respondeu Loki, nervoso. Pude perceber que se alguém o irritasse agora, ele poderia até matar essa pessoa.

– Agora sim. A S.H.I.E.L.D já sabe de você e quer te prender. Portanto, você só tem duas opções: Ou fica preso, ou volta pra Asgard agora.

– O quê?! — Eu disse, fazendo com que todos olhassem para mim.

– Sabemos que você não aceitará nenhuma das duas opções, portanto, vamos fazer um acordo. Eu e Anakin seremos seus rivais por um mês aqui em Midgard.

– Rivais? E por que?

– Passaremos todo esse tempo ao lado dela. — Luke apontou para mim e eu franzi as sobrancelhas. — Quem conquistá-la, será seu marido, podendo levá-la até Asgard.

– Ei! Que história é essa? — Falei.

– Não vá dizer que não vai aceitar a chance de ficar com Loki, mortal? — Luke respondeu, com frieza.

– Ai, não me trate assim. Tudo bem, então. Ah, por que tudo isso, afinal? Não pode ser só por minha causa.

Luke olhou para Thor e Anakin, que nada disseram. Loki olhou para mim e eu percebi que ele também estava desconfiado. Era óbvio que tinha alguma coisa por trás daquilo. Obviamente, eles não lutariam entre si por uma pessoa como eu.

Sou burra sim, mas não tanto, né. Pera lá.

– Queremos ter certeza de que Loki...não está tramando nada contra Midgard.

– Não é possível que vocês ainda duvidam dele, cara. — Falei, indignada.

– O importante não somos nós, são os humanos. Eles não querem deixá-lo aqui, portanto, fizemos esse acordo. Estaremos sobre supervisão da S.H.I.E.L.D e dos Vingadores. Assim que o prazo acabar, teremos de ir embora. — Respondeu Luke, olhando para Loki logo em seguida. — E então, você concorda? Se recusar, seremos apenas eu e Anakin. Quem vencer, terá o direito de casar-se com ela.

– Espera! Vão me obrigar?

– Você já disse que aceita.

– Mas...

– Estou de acordo. — Loki respondeu, vindo em minha direção novamente. Levantei-me rapidamente quando notei que ele viria.

– Mesmo? Se perder, não poderá sequer olhá-la com outras intenções, Loki. Ela será a esposa de um dos seus irmãos. E nem pense em fazer alguma travessura ou usar magia.

– Eu compreendo. — Olhou para mim e eu balancei a cabeça negativamente.

– Loki, eu não quero participar disso. Eu estou com uma sensação péssima e por algum motivo, me lembrei do sonho. E se você perder? Vai precisar se casar com aquela mulher. Loki, eu não quero que isso aconteça. Por favor, vamos ver se tem outro jeito! — Falei perto de seu ouvido para que ninguém ouvisse.

– Se não for assim, serei preso, Scarllet. — Ele sussurrou e eu pude compreender. Com certeza, iriam puni-lo por tudo que fez aquilo há alguns anos. Eu não podia deixar que o machucassem.

– E então? Ambos concordam? — Luke perguntou.

– Sim. — Disse Loki. Apertei sua mão com força em reprovação, mas ele olhou-me nervoso e apertou minha mão com ainda mais força, fazendo-me ficar em silêncio. Baixei a cabeça e fitei nossas mãos entrelaçadas.

Aquela sensação era ótima, mas eu temia não poder sentir aquilo nunca mais.

\"\"

\"\"

Notas finais
Espero que tenham gostado, meus amores. Beijinhos!