New Life, New Love ! (com Justin Bieber)
39 Moving on.
Notas iniciais
O segurança me deu passagem e eu entrei.
– Obrigado... – disse meio sem jeito pra Cody. É, Cody. Ele que me ajudou.
– Acho que estava te devendo essa. – ele disse dando um sorrisinho de lado e eu sorri por educação.
– Essa e mais algumas. – pensei alto demais.
– Então vamos ao bar, eu te pago uma bebida. – ele disse já jogando charme.
– Não, obrigada. Vou procurar meus amigos. – eu nem o dei a chance de responder algo, dei as costas a procura de algum dos meninos ou das meninas. Vi Chaz e Caitlin em um canto e preferi não interromper. Avistei Hayley dançando perto de Ashley e fui até elas, mas antes peguei um Martini que passava em um bandeja.
– E aí, meninas! – gritei um pouco por causa da música e comecei a me balançar também. Virei o Martini todo de uma vez e já coloquei o copo vazio em uma bandeja que passava.
– Falai, Anny. De olho em alguém hoje? – Ashley perguntou e eu ri.
– Não vi ninguém interessante. – falei e rolei os olhos pela multidão a procura de Justin.
– Procurando o Justin? A Selena arrastou ele pra algum lugar há alguns segundos atrás. – Hayley disse lendo meus pensamentos, dei de ombros fingindo indiferença. Mas só fingindo mesmo.
– Cadê o Christian e o Ryan? – perguntei, estranhando não estarem com elas.
– Ah, estão por aí. – ela disseram despreocupadas e nós rimos. Um menino chegou colocando a mão na minha cintura, logo o reconheci, era o Drake. Sim, o Drake, aquele que queria me expulsar da pista de skate no meu primeiro dia na cidade.
– Nossa hein, você é bem diferente de vestido. – ele disse, pelo visto tinha me reconhecido também.
– Tão bonito, tão escroto. – eu falei e ele riu. Ele realmente era bonito, tinha o cabelo preto, uma pele bem branca e os olhos muito verdes.
– Você é de guardar mágoa? Poxa, não foi minha intenção te insultar naquele dia. É porque não estamos acostumados com meninas andando de skate aqui. – ele disse e eu dei de ombros.
– Tá tudo bem. – eu disse.
– Amigos? – ele falou estendendo o mindinho pra eu cruzar e eu cruzei. Ele parecia ser uma boa pessoa, de verdade. – Vamos conversar? Como amigos mesmo. – ele disse e eu assenti. Falei com as meninas e fui sentar no bar com ele.
– Fala. – eu disse.
– Soube que você e o Bieber já namoraram e terminaram... – ele falou.
– É sim, ele terminou comigo pra ficar com a Selena. – eu disse e me lembrei que agora ela fingia ser minha “amiga” e eu tinha que fingir acreditar.
– Ele te trocou por aquela magricela? Esse garoto só pode estar doido. – ele disse e eu ri.
– Mas me conta, por que vocês não se dão bem? – perguntei.
– É meio longa a história, vou resumir. Acredite ou não, o Justin sempre arrasou corações, desde bem pequeno. Ele sempre morou aqui, e eu me mudei pra cá quando eu tinha 10 anos e ele também. Como a cidade é pequena, todos falavam dele, só que quando eu cheguei, todos começaram a falar de mim e o esqueçaram. Na época a gente competia em tudo, chegamos a disputar quem pegava mais garotas. Mas isso já faz 2 anos, faz tempo. Muita coisa mudou, mas ele é do tipo que guarda rancor. – Drake explicou e eu fiquei meio espantada. Eu nunca parei pra pensar em um Justin assim. Metido a pegador.
– Eu nunca havia imaginado o Justin como pegador, galinha. – explanei meus pensamentos.
– O Justin era assim até você chegar. Ele namorou com a Selena um tempo e até hoje ninguém sabe o que aconteceu pra eles terminarem, mas parece que o Justin descobriu alguma coisa. Ele ficou meio frustrado e voltou a pegar várias garotas por noite. Mas aí apareceu você, a brasileira que conquistou o coração dele. – ele disse e eu soltei um riso frouxo.
– Saudades desse tempo que ele gostava de mim. – eu sabia que ele ainda me amava, mas não podia transparecer.
– Relaxa, tem muitos outros por aí. – ele disse e eu entendi muito bem. Mas me fiz de sonsa.
– Uma absolut, por favor. – pedi ao barman e ele rapidamente colocou na mesa. Bebi logo tudo.
– Que isso, vai com calma. – Drake disse e eu virei mais 2 copos rindo.
– Vamos pra pista! – o chamei e ele veio. Estava tocando uma música lenta, muito melosa, fui até o DJ.
– Ei, você conhece um ritmo musical chamado funk? – eu perguntei e ele assentiu.
– Quer que eu coloque? – ele perguntou.
– Por favor! – eu pedi e fui andando pra pista, voltando pra Drake.
– O que você foi fazer? – ele perguntou.
– Pedi pra colocar um funk pra animar essa festa. – eu disse e a cara dele de interrogação sobre isso era visível. Fiz um sinal de espera com a mão e começou a tocar “agora eu to solteira e ninguém vai me segurar”. Era tipo conspiração? Ri e comecei a dançar. Todos na pista pararam, porque ninguém sabia como dançar aquilo. Ashley e Hayley me olharam marotas do outro lado da pista e se juntaram a mim. Começamos a dançar que nem fazíamos quando íamos pras baladas no Rio. Juntou Caitlin e mais meninas querendo aprender e nós ensinamos. E também ensinamos algumas coisas aos meninos, inclusive Drake que dançava bem, mas era muito desengonçado no funk. Rimos muito e a festa rolou assim até o final.
Não queria voltar com Justin e não estava em um estado muito bom pra pegar táxi sozinha, por isso Drake me levou em casa. Entrei no carro e fomos em silêncio, chegamos na minha casa rapidamente.
– Obrigado, Drake. Quer entrar? – perguntei.
– De nada. Ah, não posso, tenho ensaio da minha banda, deixa pra outro dia. – ele disse sorrindo.
– Você tem uma banda? Nossa, que legal. – eu falei.
– É de garagem, mas quem sabe nós demos sorte. Gostaria de, sei lá, um dia ir ver um ensaio nosso? – ele perguntou sem jeito. Fofinho.
– Eu adoraria! Toma aqui meu celular e põe seu número aí. Me empresta o seu. – eu disse e nós trocamos nossos iPhones. Coloquei meu número, tirei uma foto na hora pra quando eu ligasse aparecesse e coloquei meu nome de “Anny Gostosona”, morri de rir por dentro. Ele fez o mesmo e colocou “Drake Gostosão”. Rimos juntos quando vimos. Me despedi dele e saí do carro. Entrei em casa e só conseguia pensar em dormir, dormir e dormir.
Joguei meu scarpin, que já estava me matando em qualquer lugar do meu quarto. Tirei aquele vestido com cheiro de bebida e tomei um banho bem tomado, retirando toda minha maquiagem e lavando o cabelo. Coloquei um pijama, mal deitei na cama e já havia dormido.
Acordei com o meu celular tocando desesperadamente. Bufei e olhei no visor. “Tio Scooter”, que merda.
*Ligação mode: on*
Anny: Alô?!
Scooter: Alô! Oi Anny!
A: Oi tio, tudo bem?
S: Tudo sim e com você?
A: To ótima. O que devo a honra da ligação?
S: Esqueceu do nosso almoço? Estou saindo de casa agora pra te buscar, chego aí em 40 minutos.
A: Ah, sim! Ok então, vou me arrumar.
S: Tudo bem, sobrinha. Depois nos falamos, tchau.
A: Beijos tio, tchau.
*Ligação mode: off*
Que droga, vou ter que ir almoçar com o meu tio com essa cara de ressaca, mas promessa é dívida, né? Será que o Justin vai? Acho que não, ele teria falado...
Como já tinha tomado banho de manhã quando cheguei da festa e só tinha dormido depois disso, pra não me atrasar não tomei outro. Com certeza meu tio ia almoçar em algum lugar normal, sem luxos, é a cara dele. Portanto, coloquei um short jeans, uma regata que eu tenho escrito: “Swag Masta From Rio” e uma sapatilha. Penteei meus cabelos e os deixei natural, fiz uma maquiagem leve, só usando pó, corretivo (bastante, as olheiras estavam fodásticas por causa de ontem), rímel e um gloss. O sol estava saindo, então coloquei um óculos para disfarçar mais um pouco essa minha cara de “ontem”. Passei o perfume rápido e coloquei meu iPhone no bolso. A campainha tocou. Fui até o quarto de Ashley pra avisar, mas ela estava jogada dormindo ainda, assim como Hayley. E meu pai pra variar estava trabalhando, saí sem avisar mesmo.
Saí de casa e entrei no carro.
– Oi, Anny! Pensou direitinho? – meu tio disse enquanto dava a partida.
– Pensei bem sim. – eu disse e ele sorriu.
– Quer ir em algum lugar especial? – ele perguntou.
– Eu estou afim de um Mc Donalds. – eu disse e ele riu. Dirigindo até um que se localizava bem perto da minha casa. Chegamos, ele estacionou, pedimos nosso lanche e nos sentamos.
– E aí, o que você decidiu? – ele perguntou.
– Então tio, eu pensei bem e acho que isso não é pra mim. Eu prefiro ficar aqui no Canadá mesmo, com o Justin e o pessoal. – eu disse.
– Ué, ele não te contou? – meu tio disse confuso.
– Contou o que? Quem? – perguntei confusa.
– O Justin. Então, ontem a noite ele me ligou e disse que queria ter uma reunião separada da sua e nós tomamos café hoje de manhã e ele aceitou a proposta. – meu tio dizia e as lágrimas já rolavam, então tudo se encaixou. Meu iPhone na lista de contatos, o Justin tinha mexido pra pegar o número do meu tio, o modo que ele me olhou cheio de dor quando eu disse que não ia de carro com ele... – Anny, por favor não chora, eu achei que ele tivesse te contado. Ele me contou que vocês terminaram, mas que estava tudo bem entre vocês. Então achei que você soubesse, me desculpa. – meu tio Scooter pediu e eu assenti. Todos no Mc Donalds nos olhavam, por isso me recompus. O Justin queria se distanciar de mim, e era tudo culpa minha. Ele ia recusar, se eu não tivesse gritado com ele e entrado no closet daquele jeito, nada daquilo aconteceria. Segurei as lágrimas que tentavam cair.
– Quer saber, tio? Então eu também vou aceitar essa proposta. Mas com uma condição. – falei e meu tio sorriu.
– Diga-me qual é. – pediu.
– Eu não quero ter contatos com o Justin, ok? Cada um vai seguir sua vida. Do jeitinho que ele quer. Quando nós vamos mesmo? – perguntei.
– Vamos amanhã a tarde. – ele disse com naturalidade.
– Mas já? O Justin vai amanhã também? – perguntei assustada e receosa.
– Vai sim, vamos de jatinho particular pra Atlanta, mas pode deixar que eu coloco o Justin em um lugar que não seja ao seu lado. Bom, como o seu pai viaja bastante e a mãe dele também, eu vou ser responsável legal por vocês dois lá, ok? Já vou ligar pro seu pai e acertar tudo, assim como fiz com a Pattie. – ele disse e eu assenti.
– E a Ashley e a Hayley? – perguntou já com dor só de imaginar a resposta.
– Querida... Elas vão ter que ficar. – ele disse e eu engoli o choro mais uma vez. Eu nunca me separei de Ashley na minha vida. Sempre tem aquela coisa, o irmão mais velho tem vergonha do irmão mais novo e blá blá blá. A Ash é 1 ano mais nova que eu, ela tem 15, e eu nunca tive vergonha dela. Sempre a levei pra sair com os meus amigos e nossos pais nunca se incomodaram. Eu só fico distante dela quando estamos em salas diferentes na escola. E a Hay é a minha melhor amiga, nos separamos quando ela foi pra Austrália em umas férias e quando eu vim agora pro Canadá, fora isso nunca também. Tenho certeza que vai doer em mim e em muita gente essa ida pra Atlanta. Mas eu preciso disso pra seguir meu sonho.
– Perdi o apetite. – eu disse sem graça enquanto terminava de comer o hambúrguer e já tinha empurrado algumas batatas.
– Eu entendo. – meu tio disse carinhoso e nós fomos pra minha casa em silêncio.
– Amanhã ás 15:00 passo aqui pra te buscar, ok? Nosso vôo é ás 17:00h. – ele disse e eu assenti. Já me preparando em como dar esta notícia a todos, meu pai daqui há alguns minutos ficará ciente. Mas eu que vou ter que jogar a bomba em todos: Ashley, Hayley, Caitlin, Chaz, Christian, Ryan e até ao Drake. Preciso me distrair, será que ele se importa se eu for no ensaio dele hoje?
Liguei pra Drake naquela hora e ficou tudo certo para eu ir ao ensaio. Ele viria me buscar ás 14:00h. Nós fomos rindo e conversando, resolvi contar a ele só na despedida. Ele e a banda dele são muito bons, eles ainda não tem um nome e ri bastante disso. Aproveitei e gravei eles cantando, quem sabe eu não mostre ao meu tio qualquer dia desses? Rimos bastante e chegou a hora da despedida.
– Gente, eu tenho que falar uma coisa, ok? Principalmente com você Drake. – eu disse e eles ficaram meio tensos e assentiram me incentivando. – Eu estou indo embora do Canadá amanhã a tarde, não sei quando volto. Meu tio está me levando porque ele tem interesse em me lançar no mundo da música. Foi muito, muito bom conhecer vocês. E vamos manter contato, ok? – eu disse e eles me abraçaram em grupo.
– Não acredito que você vai... – Drake disse.
– Ei, eu volto, ok? Pelo menos um dia. – nós rimos. – Eu gravei vocês cantando né, então se meu tio se interessar, nos vemos em breve. – eu falei e os olhos deles brilharam. Ouvi a buzina do lado de fora da casa de Matt, um dos integrantes, era meu pai, havíamos combinado de jantar fora hoje, eu, ele, Ashley e Hayley. Joguei um beijo no ar e saí. Entrei no carro e meu pai foi logo falando.
– E aí filhona, animada pra ir pra Atlanta realizar seu sonho? – ele perguntou.
– Super animada, só estou um pouco triste com ter que deixar você e as meninas aqui. – desabafei.
– Está tudo bem, por mim eu até me mudaria pra Atlanta... – eu o interrompi.
– Nem pense nisso, a Ash está muito feliz com o Christian e a Hayley está nutrindo uma paixão pelo Ryan. E olha, a Hayley apaixonada, é tipo um milagre! – eu disse e nós rimos. – O ar canadense fez bem pra elas, não vou privá-las disso por causa de mim. – completei e ele sorriu.
– Sua mãe te criou muito bem. – ele disse por fim e eu me lembrei dela. Aposto que ela vai ficar ainda mais orgulhosa de mim.
Chegamos lá, as meninas já nos esperavam em uma mesa, papai tinha vindo me buscar direto do trabalho.
– Falem logo, não agüentamos mais de ansiedade. – disse Ash assim que o garçom nos serviu.
– Bom gente, amanhã a tarde eu estou indo pra Atlanta realizar meu sonho. O Tio Scooter vai tentar me lançar no mundo da música. Eu vou ficar separada de vocês por um tempo, mas está tudo bem. Eu logo volto! – eu disse e elas começaram a chorar.
– T-t-tudo bem, a gente entende. – Ashley disse mais chorona.
– O Justin vai ficar arrasado... – Hay disse.
– Ahn, não vai não... Na verdade, o Tio ofereceu essa proposta pra nós dois e ele também aceitou. Só que a condição pra eu ir, é nenhum tipo de contato com o Justin. – eu disse e elas me olharam espantadas.
– Nossa, guerreira você, hein. Depois de tudo nenhum tipo de contato com ele. – Hay soltou e eu a encarei mortalmente, pois meu pai estava na mesa e ela falou isso no PÉSSIMO SENTIDO. Meu pai me encarou.
– É verdade, um sentimento tão forte como o de vocês... – Ash tentou amenizar e eu assenti sorrindo disfarçado. Conversamos, rimos e comemos. Quando terminamos voltamos pra casa. Amanhã eu iria ao shopping comprar coisas pra viagem e ia na escola na hora da saída apenas pra me despedir do pessoal.
Cheguei em casa mortinha da Silva, tomei um banho e coloquei um pijama qualquer. Nem tive tempo para pensar na viagem ou em como daria a notícia que iria embora pros meus amigos, porque logo adormeci.
Fale com o autor