New Life
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Quarta feira
Tudo começou com uma proposta que meu pai recebeu de seu trabalho,o que nos levaria a mudar pra Londres. Não gostei nem um pouco da ideia, mas meus pais nunca ligaram pra mim muito menos pra minha opinião, então tive que aceitar né? Eu estava tão nervosa com essa viagem que até esqueci de me apresentar, sou Lizzie, tenho quinze anos e me considero uma garota fria, deve ser por isso que em toda minha vida eu só fiz uma amiga de verdade( que se chamava Nathalie ). Seria muito difícil pra mim começar em novo país, uma nova escola, e até mesmo fazer novos amigos. Meus pensamentos foram interrompidos pelo meu pai entrando e analisando a bagunça que estava meu quarto:
-Lizzie, comprei as passagens, estaremos viajando sexta feira de tar...O que ouve minha garota? -ele perguntou depois de ver uma lagrima que ensistia em cair no meu rosto, eu até estranhei a forma que meu pai falou, fazia tempo que ele não tinha toda essa preucupação comigo e se tinha não demonstrava, na verdade ele sempre foi mais próximo de mim do que minha mãe, mas depois que meu irmão caçula nasceu ele se dedicou mais ao trabalho e eu acabei ficando de lado, já que minha mãe só prestava atenção em meu irmão. No começo eu tive ciúmes, mas agora já me acustumei.
-Nada pai,só acho ruim mudar de país, mas quem liga não é mesmo?
-Filha sei que nesses ultimo anos a gente não deu muita atenção pra você, mas eu e sua mãe trabalhamos muito e também tem o James ele ainda precisa de nós.
-Cuidar do James e trabalhar é só isso que vocês sabem fazer. Pai ele já tem dez anos não é mais um bebê! Ele só é cinco anos mais novo que eu. Mas quer saber? Eu não ligo pra isso, sei me cuidar sozinha sou a irmã mais velha não é isso que você e a mamãe vivem falando? Agora por favor, me deixe sozinha tenho que arrumar minhas malas. — Quando terminei de falar tudo me arrependi por que eu sabia que havia pegado pesado com ele, mas era verdade. Fiquei pior ainda quando vi seus olhos encherem de lágrimas, mas continuei calada, ele saiu eu fechei a porta. Sentei-me ali mesmo e comecei a chorar. Eu tentava não chorar na frente dos meus pais ou do meu irmão, então quando eu ficava sozinha eu deixava acontecer. Levantei-me e fui até o banheiro, (que ficava no meu quarto) peguei uma lâmina que eu guardava em uma das gavetas e comecei a me cortar. Aquilo de certa forma me ajudava, era como se aliviasse a dor que eu estava sentindo sabe? Tomei um banho e continuei a arrumar minhas malas, e quando me dei conta já eram duas horas da manhã então resolvi ir dormi. De repente eu senti minha cama balançando:
-JAMES! SAI DE CIMA DA MINHA CAMA AGORA! -ele continuou pulando e dando várias gargalhadas. -JAMES VOU FALAR PELA ULTIMA VEZ, SAI DA MINHA CAMA.- ele continuava,eu simplesmente me levantei, peguei ele pelo braço, e levei até a aporta do quarto e falei: -NUNCA MAIS FAÇA ISSO, SE NÃO EU VOU FAZER PIOR!
-Foi a mamãe que mandou eu te acordar.
-Ela mandou você me acordar não fazer da minha cama um pula pula! Agora sai daqui! — eu disse fechando a porta sem ao menos esperar ele responder, só depois ouvi ele gritar:
-MAMÃE MANDOU AVISAR QUE NATHALIE ESTÁ QUI!
-Manda ela subir.Entrei no banheiro e comecei a fazer minha higiene matinal, quando ouço Nathalie me chamando eu respondo:
-Estou aqui coisa! — saí do banheiro e dei de cara com um ser loiro de cabelos cacheados e com uma franja de lado.
-Liii! -Disse ela me dando um abraço.
-O que você quer coisa chata? Aonde você quer ir dessa vez?
-Que tal compras no shopping e depois assistir qualquer filme lá em casa?
-Não dá Nathy... tenho que continuar a arrumar minhas coisas..
-Por favor Lii! É nossa última tarde juntas, eu sei que você odeia fazer compras mas é a despedida tem que ser algo diferente. — Nathalie era a única pessoa que sempre esteve ao meu lado, nos conhecemos quando minha vida começou a virar um inferno: quando meu irmão nasceu a dez anos atrás. Desde aquele dia eu me encantei com ela, além de ser linda ela era simpática e sempre me fazia rir. Seu único defeito era ser patricinha, mas acabei me acostumando. De tanto ela insistir aceitei ir com ela. Aquela tarde foi incrível, andamos, brincamos e fizemos muitas compras, eu realmente sentiria muita falta dele. Fomos para casa de Naty e ficamos assistindo filme. Estava anoitecendo e eu resolvi ir pra casa. Despedimos-nos, me segurei muito, mas não consegui evitar comecei a chorar. Fui caminhando pra minha casa distraída com meu Ipod, de repente sinto uma coisa esbarrar em mim, me desequilibro e caio no chão:
-Não olha pra onde anda não? -falei enquanto me levantava.
-Você que não olha! Estava muito ocupada mexendo no seu Ipod né?- Respondeu um garoto de cabelos curtos e castanhos.
-Se você viu que eu estava distraída por que não desviou de mim? Por que também estava distraído. Agora me dê licença, preciso ir pra casa antes que outro garoto esbarre em mim. -Saí sem ao menos esperar ele responder. Caminhei mais um pouco e cheguei em casa. Fui direto para meu quarto, guardei as coisas que comprei nas malas e fui tomar banho. Fiquei mais ou menos uns vinte minutos lá de baixo d'água, mas antes de eu sair peguei aquela lâmina de novo e fiz a mesma coisa, comecei a me cortar, lavei meu braço e saí do banho. Coloquei meu pijama peguei o notebook entrei no twitter e no tumblr, desliguei quando meu pai me chamou pra jantar.Desci coloquei minha comida no prato e sentei-me a mesa, quando estávamos todos sentados minha mãe começa a reclamar:
- Lizzie, seu irmão disse que você o empurrou pra fora do seu quarto e apertou o braço dele até machucar, o que tem a dizer sobre isso? -olhei pra James com uma cara de ‘seu mentiroso’.
-Eu não fiz isso, ele me acordou pulando em cima da minha cama, aí eu falei pra ele sair duas vezes e ele não saiu, aí eu me levantei e coloquei ele pra fora do meu quarto.
- Não foi isso que ele me falou, não quero você batendo nele já falei.
- Mas... Esquece. — Queria evitar brigas naquela noite então assim que terminei de jantar subi para meu quarto, conversei um pouco com a Nathalie por mensagem e fui deitar já que tinha que acordar cedo pra arrumar as coisas que faltava, pois a viagem seria amanhã às duas da tarde.
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