New Legends - Cavaleiros do Zodíaco
143 Um chamado urgente, parte 7
Notas iniciais
Suryudan estava extasiado e maravilhado, enquanto olhava o horizonte para contemplar a batalha que se estendia diante dele. Um observador desavisado poderia não entender o porquê do entusiasmo dele, considerando a ampla batalha e a invasão que o Santuário poderia sofrer.
Mas o cavaleiro novato se deixou tomar por outras emoções. Estar no campo de batalha e ajudando seus companheiros o fazia se sentir cada vez mais vivo, e útil para o desenrolar daquela Guerra Santa.
Ele ansiava ter uma oportunidade para poder usar novamente sua técnica dos espelhos de gelo e quem sabe impressionar os cavaleiros veteranos com ela. Talvez o senhor Gianfranco ainda estivesse ali por perto e veria o seu desempenho. Talvez comentasse com outros veteranos das tropas do Santuário.
Porém, havia outra coisa nos pensamentos do garoto. Suryudan sentia calafrios constantes na espinha, não apenas por conta da batalha, mas por um pressentimento que havia tomado conta dele. Sentia como se alguém fosse chama-lo ou que iria precisar da ajuda dele em breve. Quem poderia ser?
Olhou em volta. Não era o senhor Gianfranco, provavelmente, já que ele organizava estratégias com outros cavaleiros seniores, preparando-se para instruir os cavaleiros mais jovens, naquele momento. Então quem poderia ser? Aquele pensamento se apossou dele, e seu nervosismo foi aumentando exponencialmente, bem como a sua vontade de entrar de vez na batalha e provar seu valor.
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Betinho sentia-se leve, incrível e invencível. Seus pés mal tocavam o chão; era quase como se flutuasse, avançando sobre os soldados corrompidos e desferindo seus golpes rápida e incansavelmente, derrubando cada vez mais as fileiras inimigas à medida que ele, Gustavo e Thiago avançavam em direção ao Palácio de Poseidon.
Enquanto desferia seus Meteoros, ele sentiu-se grato por ter a presença de seu irmão e de Gustavo ali com ele. Mesmo assim, Betinho há muito ansiava por uma oportunidade de se provar: de mostrar que não era um completo inútil e de que podia dar conta do recado. Ele sentia que Gustavo observava seu desempenho, mas não deu muita atenção.
Ele sabia que muitos falavam dele pelas costas lá no Santuário. Seus amigos sempre o entendiam e o defendiam, mas para outros cavaleiros Betinho era o encostado do grupo apelidado de "os Rookie Five". Sempre contando com a ajuda dos companheiros para vencer alguma luta ou para ser salvo ou resgatado. Ou de que ele não fazia jus ao nome de Cavaleiro de Pégaso, que Seiya e outros haviam honrado antes dele.
Ou de ser constantemente comparado, em níveis de poder, a seu irmão, a Gustavo, ou a Rina e a Matt.
Ele estava farto disso. As batalhas recentes — Cavaleiros de Ouro, Asgard, Marinas — haviam sido um divisor de águas para ele. Estava cada vez mais controlando o Sétimo Sentido com frequência. Não permitiria que ninguém mais debochasse ou falasse dele. Iria mostrar que não devia nada em termos de poder aos demais amigos do seu grupo. Estava já de saco cheio.
Ele mostraria a todos que era um Pégaso de verdade. Sem tirar nem por. Haveriam de respeita-lo, como respeitavam sua constelação, sua armadura e o histórico de ambas; como respeitavam, também, o seu famoso mentor.
Mas havia outra razão para a ânsia enorme de Betinho. Uma que ele não contava a ninguém por enquanto — nem mesmo a seu irmão ou seus amigos.
Ele queria se provar útil e forte para todos, pois tinha uma garota em seus pensamentos.
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