New Girl
11 Pais.
Notas iniciais
Quatro meses depois...
Eu poderia dizer: Nossa! Nem vi o tempo passar. Só que não, eu vi ele passar sim, aproveitei como tinha prometido a mim mesma.
Troquei meu curso na faculdade pra administração, porque eu quis! Mentira, foi porque meu pai realmente me convenceu que eu sou a única herdeira Haruno, então... Me pergunto se fico feliz ou não por ele nunca ter pulado a cerca.
Como o valor da mensalidade dobrou e eu tinha que manter meu carro belíssimo que ganhei de um certo Uchiha, calma ainda vou chegar nele, arrumei um emprego e adivinhem onde? Na empresa Uchiha, sim meus caros no reino do Lúcifer, vulgo Sasuke.
Digamos que minha tarefa é fácil, sim atualmente sou secretária do Uchiha mais novo, mas também sou amiga colorida dele, o que quase nos levou a demissão, por transarmos no elevador, no estacionamento, no banheiro, principalmente na sala dele, no... Chega. Podem me chamar de puta, mas quem resiste à ele? E mesmo Itachi e Scarlet não ficam atrás, pois tem rolado até um vídeo por aí.
Hina também está trabalhando, continua morando no apartamento de Ino, mas vive no nosso, pois a cada dia que passa ela e o Naruto estão mais grudados, às vezes é até um pouco constrangedor ficar perto deles quando estão se pegando, perdendo apenas para Gaara e Ino.
Sasuke me levou para quase todos o rachas em que ele foi, e né que o filho da mãe nunca me deixou tocar no volante? Pois é, mas gosta de me levar, ele passou a dizer que sou a esmeralda da sorte dele. Enfim... Temos nossos momentos quentes, loucos, raivosos, mas às vezes vejo um Sasuke que ninguém ver, por trás de todo aquele sarcasmo, toda aquela ironia e arrogância, tem apenas um homem querendo o orgulho do pai, da família em geral. Ele apareceu poucas vezes pra mim, mas foi o suficiente pra ter a certeza de que estou completamente apaixonada por ele.
Enfim... Estava tudo indo perfeitamente, como um mar de Sakuras, até uma coisa... Um problema, um problemão que eu ainda não tinha citado antes, meus pais.
...
Nesse exato momento estamos reunidos na mesa esperando Gaara terminar de fazer o café da manhã. Naruto está abelhudando as habilidades de culinária do ruivo, enquanto Sasuke está preparando algo no liquidificador. Eu apenas observo... Hehe!
– O que você tanto coloca aí? – Perguntei para o moreno que parecia concentrado no que fazia.
– Vitamina, não está vendo? – Respondeu a ignorância em pessoa. Que amor. Fiz beicinho e ele apenas revirou os olhos com um sorrisinho de canto.
– Ainda vai demorar muito, Gaara? – Pergunto Naruto já roxo de fome.
– Naruto vai te sentar. – Disse o ruivo emburrado terminando de fritar os ovos. O loiro foi batendo os pés até a cadeira esbarrando em tudo como uma criança mimada. – Isso quebra tudo, e vai ter que comprar móveis novos. – Gaara o repreendeu como uma mãe.
– Gaara você está parecido com a Dona Kushina. – Disse Naruto e ruivo jogou a espátula acertando em cheio a testa do loiro. – Ai, porra! – Reclamou. – Vai comigo hoje, Sakurinha? – Perguntou massageando o local onde foi atingido.
– Claro que não, burro. Desde quando ela vai com você? – Perguntou Sasuke servindo os copos com a tal vitamina. – Ela vai comigo.
– Sei lá, me lembrei que o carro dela está na oficina. – Explicou assustado com a reação do Uchiha. Bem lembrado, precisava de alguns reparos. – Está com ciúmes? – Perguntou o loiro malicioso.
– Hm. – Foi a melhor resposta que ele achou.
– Está pronto. – Anunciou Gaara.
– FINALMENTE! – Berrou Naruto comemorando.
Fizemos o desjejum, quietos pela fome. O medo de falar e a comida sair correndo é grande, via-se isso nos olhos azuis do loiro.
Não sei, mas estou com uma sensação estranha de que a qualquer momento algo vai acontecer, ou aparecer. Não é uma sensação ruim, mas é quase uma ansiedade, isso! Estou ansiosa pra algo que eu nem sei, espero que seja apenas impressão minha.
– Puta merda. Já são oito horas. – Disse Sasuke levantando rapidamente da mesa me levando junto. OITO HORAS? Lascou-se.
– Corre povo! – Disse Naruto passando por cima do balcão vestindo seu casaco.
– Modo ninja ativado! – Eu disse calçando meu sneaker preto.
Gaara saiu catando seus livros na sala e jogando dentro de sua mochila. Naruto ainda mastigava algo e tentava xingar Sasuke que estava sentado em cima de sua carteira, amarrando seus cadarços. Os celulares tocaram todos ao mesmo tempo e nos encaramos com cara de “Quem vai sacar a arma primeiro?”.
– É a Samara! – Disse Naruto assustado. – Nós temos sete dias.
– Só se você atender, leso. – Explicou Gaara, não creio que eles realmente estão falando do filme que assistíamos ontem, “O Chamado”, sério?
– Vamos para com essa palhaçada e ir pra aula? – Perguntei ainda não crendo na cena que vi desses machos com medo. – Oito e cinco, vamos!
Pegamos tudo e quase entalamos ao tentar passar os quatro ao mesmo tempo pela porta.
– Odeio me atrasar. – Reclamou Gaara impaciente indo em direção as escadas, já que o elevado estava demorando, corremos para alcança-lo. – Não era a Samara, era a Ino. – Agora ele realmente estava estressado mexendo no celular, descendo os degraus rapidamente.
– Poxa cara, eu preferia a Samara. – Disse Sasuke tirando sarro do ruivo.
– Se fode Uchiha. – Rebateu o ruivo. Naruto nos ultrapassou, mas não correndo, e sim caindo. Vimos tudo em câmera lenta, quando o loiro tropeçou no próprio pé e rolou a escadaria abaixo aos berros. Pelo ao menos ele desceu rápido.
– AÍ CARALHO! SÓ ACONTECE COMIGO! PUTA QUE PARIU MINHA COSTELA QUEBROU! – Naruto berrava enquanto eu juntava suas coisas.
– Levanta e colocar ela no lugar. – Disse Sasuke passando por nós.
– Naruto, sem dramas, por favor. – Pediu Gaara. O loiro levantou e agradeceu pegando a mochila da minha mão, com um beicinho.
– O dia já começou podre. – Reclamou Naruto limpando suas vestes.
– Pense pelo lado bom, hoje é sexta feira. – Eu disse tentando alegrar o coitado.
– ÉEEEEH! Sakura você tem razão. – Disse sorrindo do seu jeito Naruto de ser.
Corri para alcançar o Uchiha que já estava no estacionamento. Se eu tivesse de salto teria caído como o Naruto, mas diferente dele teria quebrado no mínimo duas costelas.
Entrei no carro, coloquei o cinto e encarei o Uchiha ofegante.
– Pra quem aguenta horas de sexo, perdeu pras escadas? – Perguntou cínico.
– Palhaço. Eu prefiro o elevador. – Eu disse tentando normalizar minha respiração.
– Pra fazer sexo? – Perguntou sem olhar pra mim.
– Aaaaargh! – Coloquei as mãos na cabeça tentando não enlouquecer, já enlouquecendo. E o sacana apenas riu de mim.
Cravei as unhas no banco quando Sasuke ultrapassou vários carros, na corrida era mais fácil quando não tinha nenhuma viatura atrás de nós.
– Quero te levar em um lugar amanhã. – Disse Sasuke, ele parecia um pouco empolgado, coisa rara de se ver. Bom, vamos ver... Onde poderia ser? A maioria dos lugares onde ele já me levou, eu corria risco de vida como o racha, pular de bungee jumping, nadar com os tubarões sem eu saber nada... Entre outros. Se vocês soubessem o quanto já corri risco só nesses últimos meses, rum! Mas, o sexo compensa.
– Hm, que tipo de lugar? – Perguntei no mesmo tom de empolgação que ele usou.
– Do tipo que você vai gostar. – Respondeu.
– Okay! Agora me deu medo. – Entramos no estacionamento da faculdade que já estava lotado e eu dei graças a God, não por já está ocupado, mas sim por Sasuke não ter atropelado ninguém.
–Relaxa. – Disse ele apertando minha coxa, enquanto procurava uma vaga.
– Vai fazer outro strip-tease pra mim? – Perguntei animada e ele sorriu de canto.
– Não sabia que tinha gostado tanto, mas não, não tem haver com isso. – Explicou encontrando uma vaga ao lado do carro do Itachi.
– Uau! To curiosa agora. – Eu disse sorrindo, descendo do carro.
– Essa é a intenção. – Disse o moreno pegando sua mochila de vento, nem estuda o filho da puta. Revirei os olhos, seguimos juntos para o prédio, já que agora faço a mesma coisa que ele. – Descobri que nas escadas não tem câmeras... – Disse pensativo.
– Como? – Perguntei sem entender.
– Nas escadas da empresa não tem câmeras, acho que não vamos descer de elevador a partir de hoje. – Explicou com um sorriso safado.
– Sasuke to cm um sensação estranha, agora com esse tal lugar misterioso, eu estou ansiosa, mas não sei por que. – Bufei. Ele passou o braço entorno da minha cintura e eu o abracei.
– Bate no Naruto, isso resolve. – Disse rindo fazendo cocegas em minha orelha. Ri junto com ele.
– É sério. – Insisti. – Acho melhor a gente tentar a escada só na segunda, okay? – Pedi. E por um milagre ele aceitou.
– Okay! Sem escadas. – Deu de ombros. Deu um tapa em minha bunda antes de entrar na sala, fazendo com que eu desse um gritinho involuntário. Os corredores estavam vazies, quando ia entrar na minha sala, Naruto dobra com mais de mil no corredor, só faltou tocar a música das olímpiadas.
Quando entrei estavam todos me olhando com uma cara esquisita, até o professor, maldito Uchiha maníaco, vou ter que sentar de lado agora pela ardência. Pedi licença e fui para o fundão, não curto tomar banho de saliva de alguns professores.
As aulas passaram rapidamente, a parte de contabilidade acaba comigo, matemática não é meu forte, com certeza não. Sou do tipo: 7x9= Hãm? E fazendo cara de quem está olhando para o sol. O resto é tranquilo, nada que me faça sair correndo.
Com a fome do cão que eu to, nem vou esperar o Uchiha, hehe. Mentira! Não volto andando nem a pau.
A professora velhaca finalmente nos liberou, pense em uma velha mal amada, que desconta tudo em nós seres humanos que rala pra pagar essa porra.
Saí e dei de cara com um Naruto desesperado.
– Viu o emo? – Perguntou procurando o moreno pela multidão que agora lotava os corredores.
– Não, pensei que vocês estavam juntos. – Eu disse seguindo o olhar de Naruto.
– Ele disse: Vou ali resolver um negócio, volto pra ultima aula. – Ri do modo como o loiro imitou a voz do Uchiha. – Mas não voltou. Antes eu poderia dizer que ele estaria comendo alguma garota no banheiro, mas agora eu sei que não está. – Disse mexendo no celular impaciente.
– E como pode ter tanta certeza? – Perguntei, mas só de imaginar que ele possa estar fazendo uma coisa dessas, eu tenho vontade de matar... Argh! Nós não temos nada sério, Sakura. Repetia mentalmente. – Nós não temos nada sério. – Repeti, mas agora para Naruto.
– Acho que você não entende... Talvez por que não conhecia tão bem o Sasuke antes da Sakura, é como eu costumo dizer. – Disse rindo pra mim.
– Sasuke antes de mim? – Perguntei com a sobrancelha arqueada.
– Sim. – Assentiu. – Você subestima o quanto ele gosta de você. – Disse e seu celular tocou e logo foi atender.
Eu subestimo o quanto ele gosta de mim? Como assim? Naruto eu queria realmente te bater por ter confundido minha cabeça agora, mas também agradecer, por ter me dado um pinguinho de esperança que eu tanto recusei nesses últimos meses. Caminhei pensativa pelo meio da multidão até que encontrei a saída e fui para o estacionamento.
Não demorei pra encontrar a Lamborghini de Sasuke, já que é um dos carros que mais chamam atenção aqui nessa bagaça.
Ele estava sentado no capo tragando seu cigarro, de óculos escuros, sua camisa preta contrastava bem com o tom de sua pele branca. Ai meu Jesus, que ser lindo é esse? Nunca me canso de apreciar essa beleza dos Deuses.
Me aproximei devagar e tirei o cigarro de seus dedos.
– Perdeu. – Eu disse rindo, logo em seguida ele tirou de mim. – Naruto estava procurando por você.
– Eu sei, por isso que estou aqui. – Disse entediado. – Você demorou. – Reclamou. Revirei os olhos, alguém tem que estudar né? Ou pelo ao menos fingir, no meu caso.
Itachi e Scarlet logo apareceram, assim como Gaara e Ino.
– Testuda! – Correu para me abraçar. –Eu quero ir também! – Disse animada olhando pra Sasuke, que desviou o olhar e eu fiquei sem entender.
– SASUKE! – Naruto berrava do outro lado do local com Hinata em seus ombros vermelha como um pimentão, atraindo a atenção de todos no local.
– Ninguém merece. – Disse Sasuke levantando rapidamente, praticamente só faltou me carregar também. Naruto finalmente nos alcançou, percebi que Tenten e Neji estavam logo atrás deles, acham que enganam quem? Casal macho esse, hem?
– Nós já vamos. – Disse sasuke impaciente.
– Não! Espera! Quero ir também, vou levar a Hina, ta? – Naruto parou de falar quando ouviu a música Back in Black do AC/DC que soava de um Cadillac 1959 preto. Senti um frio na espinha quando reconheci...
Back in black, I hit the sack
I've been too long
I'm glad to be back
Yes I'm let loose from the noose
That's kept me hangin' about
I been livin like a star 'cause it's gettin' me high
Forget the hearse, 'cause I never die
I got nine lives, cat's eyes
abusing every one of them and running wild
– Papai? – Perguntei incrédula, surpresa... Ele chegou chamando a atenção de todos, parecia estar procurando por algo, quando virou o rosto em nossa direção abaixou o óculos escuro, sorriu quando encontrou sua cria de cabelo rosa, eu.
– Olha Saky, não é o tio? – A porca perguntou, é obvio que é ele! Esse é o problema, é o meu pai.
Podemos dizer que ele é o oposto do Senhor Hyuuga, um médico que fuma, bebe, usa um baseado de vez em quando que eu sei, com quem vocês acham que eu aprendi a manjar disso? Com o Sasori é que não foi.
Ele costuma dizer que AC/DC é a trilha sonora de sua vida, que quando ele e minha mãe se conheceram a primeira coisa que eles pensaram foi: Esse (a) deve foder muito. Agora eu pergunto pra vocês, se eu precisava saber disso?
Meus pais são tudo pra mim, eu os amo muito, mas tenho certeza absoluta que eles não são normais. No hospital são os famosos doutores Haruno, fora dos hospitais eles são os famosos loucos Haruno. Quem ver de jaleco e um sorriso colgate até compra... Pois é, agora acho que está explicado o motivo de eu ser eu.
'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm baack, baack
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!
Na verdade minha maior preocupação é se minha mãe estiver aqui, se meu pai já souber do Sasori e encontrar ele, já era, game over para o ruivo. Se dona Mebuki ver o Sasuke vai saber que temos algo, ela repara em tudo, apenas observando. Ai meu Lorde, e agora? Fodeu.
E o pior de tudo vai querer saber onde eu consegui aquele carro, vai me fazer contar a verdade por que sabe quando estou mentindo, então... Vai querer participar dos rachas também. NÃO! NÃO! NÃO! Tá chega de não.
Back in a band, i got Cadillac
Number one with a bullet, I'm a power pack
Yes I'm in a band with a gang
they gotta catch me if they want me to hang
'Cause I'm back on the track
and I'm beatin' the flack
Nobody's gonna get me on another trap
So look at me now, I'm just a makin' my pay
Don't try to push your luck
just get outta my way
– Sakura! – Disse descendo do carro e vindo em minha direção, engoli seco.
– Kizashi. – Abracei-o apertado, se tem uma coisa de que sinto falta é de quando minha mãe mandava ele tomar conta de mim por alguns minutos e ele me levava para garagem pra mexer no carro, era graxa pra todos os lados, minha mãe às vezes surtava, ou se juntava a nós. Até que um dia eu resolvi dirigir sozinha, com apenas oito anos de idade e destruí a garagem, por sorte não matei ninguém.
– Muito doido esse lugar, me deixaram entrar quando eu disse seu nome, você não é chefe de gangue aqui não filha? – Perguntou tirando sarro da minha cara, eu ri pra não perder a mesada.
– Engraçadinho. – Revirei os olhos. – Lembra da Ino e da Hina? – Perguntei e ele assentiu.
– Claro! Filha do Yamanka, certo? – Perguntou e a loira assentiu. – E você do rabugento Hyuuga? Sem ofensas, por favor. – Hinata assentiu tímida, mas Naruto gargalhou junto com meu pai. Apresentei meu pai para todos rapidamente, preciso saber o motivo disso tudo.
– Mas então... O que você veio fazer aqui? – Perguntei.
– Credo menina, até parece que não gostou de me ver aqui. – Disse fingindo estar chateado, tá sei... – Okay! Vim passar o fim de semana na casa de praia de um amigo, é caminho, por isso passei aqui pra ti ver e saber se você quer ir conosco. – Explicou. Pera aí! Conosco?
– Não me diz que a... – Não terminei, ele me interrompeu.
– Sua mãe queria comprar um presente pra você, e ficou no shopping, depois íamos na sua casa, mas aí lembramos de que você e aquele bunda mole do Salori terminaram, então... – Deu de ombros.
– Sasori. – Corrigi e ele murmurou um “tanto faz”. – Dona Mebuki está aqui em Konoha? – Perguntei surpresa. Ele assentiu, mas seu olhar percorria pelo estacionamento.
– Por falar naquele ruivo aguado, ele está aqui? – Perguntou sem olhar pra mim.
– Já deve te rido embora. – Respondi.
– Sim, você vai né? Sua mãe com certeza vai te obrigar a ir. – Ele disse cruzando os braços. Suspirei. Olhei para Sasuke e o mesmo me olhava com cara de “Lembra do compromisso amanhã, senão seu bumbum já era”.
– Tenho compromisso amanhã, pode dizer pra ela que fui ajudar alguma comunidade ou que eu fui pra Marte. – Tentei procurar alguma desculpa, mas sem sucesso.
– Como se ela fosse acreditar, só invento se me disser o que vai fazer amanhã. – Disse arqueando a sobrancelha, chantagista de primeira esse aí. Olhei de relance para Sasuke e o velho percebeu. – Você não está pegando minha filha, está? – Encarou Sasuke com um sorriso sarcástico.
– Dividimos o apartamento, somos amigos. – Explicou o moreno, Itachi espirrou um “mentiroso”.
– Puta merda! Olha... Só não magoa ela como aquele veado fez, okay? – Disse meu pai para o moreno que riu de canto e assentiu, não disse que ele não é normal? – Agora entendi por que você está com uma aparência melhor, cortou o cabelo, ta mais cheinha... – PARA TUDO! CHEINHA?
– Cheinha? – Fuzilei-o com os olhos e ele estremeceu. – Você quer dizer que estou gorda? – Pisei no cigarro em que Sasuke deixou cair.
– Nã-Não! Eu quis dizer que você está mais... Mais musculosa. – Disfarçou, rum!
– Aham! Sei. – Disse emburrada.
– Bom! Essa é minha deixa. Manda seu endereço pelo Whatsapp, passo amanhã pra te buscar, vamos ficar no hotel... – Disse meu pai já adentrando seu carro.
– Fui trolada. – Disse cabisbaixa.
– Por quê? – Perguntou Sasuke pegando minha bolsa gigante e jogou dentro do carro dele, junto com a sua mochila de vento.
– Por que ele só queria saber o que eu ia fazer amanhã, mas vai me buscar do mesmo jeito. – Respondi entediada.
– A gente pode adiar para o próximo fim de semana, o tal lugar, como você diz. – Deu de ombros.
– Você está tão bonzinho, o que aconteceu? – Perguntei desconfiada.
– Prefere quando eu to carrancudo e te dou patada? – Disse emburrado me fazendo rir.
– Prefiro você de qualquer jeito. – Disse e me arrependi, ele me fitou, não consegui decifrar sua expressão, seria de surpresa, ou de sei lá... Já caguei tudo, com essa língua grande, puta que pariu.
– Ta lascada Sakura, com dona Mebuki na área. – Disse a porca rindo de mim, linda essa minha amiga, apoio total que ela me dá.
Naruto não parava de falar o quanto o carro do meu pai é foda, e que ele quer um idêntico.
– Então pra onde vocês estavam dizendo que queriam ir? Quem sabe eu não consigo fugir deles, sabe... – Perguntei. Era minha chance de ir pra Marte.
– Aaah! Nós vamos para a Chá... – Sasuke interrompeu Ino que ficou com cara de cu.
– Lugar nenhum, vamos Sakura. – Disse frio, ai Jesus! Por que eu fui falar aquilo? Foi mal, aí Sakura, sua língua é grande. Assenti e todos ficaram nos olhando, só esperando nossa saída pra poder comentar a cena.
No carro, o silêncio não era agradável, liguei o som e Sasuke continuava sua atenção na pista.
'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yeah, I'm back!
Well, I'm baack, baack
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!
Let's go!
Já que a minha língua é grande e resolveu estragar tudo, ela é grande o suficiente pra consertar ou pra acabar tudo de vez.
– Sa... – Respirei fundo. – Sasuke, olha... Eu não quis dizer... Eu quis, mas sei lá não quero que você entenda errado. – Porra Sakura, está se enrolando legal, né? Ele estacionou o carro em frente ao restaurante onde íamos almoçar. Tirou o cinto e me fitou por alguns segundos.
– Eu entendi. – Disse sério ainda. – Só não quero que você confunda as coisas, Sakura. – Abaixou o olhar, depois tornou a me olhar.
– Eu sei, eu disse sem pensar. – A segunda parte é verdade, mas esse “Eu sei” saiu doído. Clima estranho. Sorri pra disfarçar. – O que eu quis dizer é que eu falaria isso para o Gaara e para o Naruto também, vocês são meus amigos, antes de tudo. – Consegui explicar, ele franziu o cenho, mas depois sorriu como eu. – Vamos almoçar? – Perguntei e ele assentiu.
Conversamos sobre comidas, e descobri que ele é louco por tomates, louco.
Ele disse que eu era mais por colocar batata em quase tudo que como.
Depois fomos pra casa, cada um pro seu canto, tomei um banho relaxante, vesti meu uniforme, sim usamos uniforme no trabalho, menos Sasuke já que é meu chefe.
Na empresa Uchiha, Sasuke não parou um minuto na sala, tinha várias reuniões hoje, fiz tudo o que ele pediu, mas eu desconfio que se instalou um clima estranho entre nós.
Enfim... Já passavam das 19h, eu estava terminando de organizar tudo, mandei meu endereço para meu pai, inevitável, eles iriam me achar até no Paquistão.
A porta da sala foi aberta, Sasuke passou por ela com uma cara não muito boa, isso é realmente estressante.
– Eles me tiram do sério. – Resmungou jogando algumas pastas em sua mesa, fazendo um estrondo. Rodou em volta de sua mesa, andou de um lado para o outro, depois parou e ficou me olhando.
– Que é? – Minha tolerância é zero meu filho, não venha dar chiliques pra mim. Ele afrouxou sua gravata, sem tirar os olhos de mim, e logo percebi que seu olhar estava mudando, seus olhos negros estavam mais brilhantes, agora de excitação.
– O que é? – Repetiu minha pergunta. – Temos um problema Sakura. – Disse caminhando como um felino em minha direção. Continuei parada.
– Que problema? – Perguntei, foi quase um sussurro.
– Eu quero te foder loucamente, mas meu pai está subindo pra falar comigo. – Disse alisando minha coxa por dentro da saia. Tirei sua mão rapidamente.
– Então, você tem um problema. – Disse sorrindo de canto pra ele. – Eu não tenho nenhum. – Na verdade é o que eu mais tenho nesse momento, meu corpo grudado no dele, não sei como essas palavras ainda saíram da minha boca.
Ouvimos batidas na porta e ele me soltou rapidamente ajeitando a camisa e eu fiz o mesmo.
– Sasuke? – A voz grave do Senhor Uchiha ecoou pela sala.
– Oi pai. – Sasuke disse em seu tom normalmente sério.
– Você deve ser a Sakura. – Disse o Uchiha mais velho, assenti. – É um prazer conhece-la. Sou Fugaku.
– O prazer é todo meu. – Retribui o aperto de mãos. – Vou me retirar, para que vocês possam conversar melhor. – Disse tirando o meu da reta, ele agradeceu e eu saí colocando alguns papéis na bolsa.
Antes de fechar a porta pude ouvir o senhor Fugaku dizer algo como: “Por favor, me diz que não está tarando sua secretária, ela parece ser uma boa moça”. Pronto fodeu, vou ser despedida, tenho certeza que o Sasuke vai dizer que de moça não tenho nada.
Soltei um longo suspiro, segui com passos lentos até o elevador. Na verdade eu estava me arrastando, quando cheguei no estacionamento, resolvi que não esperaria Sasuke, pegaria um táxi mesmo.
Fui pra frente do prédio, por ficar bem localizado logo consegui um táxi, o senhor que estava dirigindo até que era educado e não tentou abusar de mim.
Ele não enxergava direito, e passou voado por bem umas cinco lombadas, isso é o de menos.
A sensação esquisita que eu tinha dentro de mim já passou, acho que a surpresa do meu pai conseguiu tirar qualquer outra sensação, menos a que sinto perto do Sasuke, pela primeira vez quis ler os pensamentos de alguém, e esse alguém é aquele maldito Uchiha, ele se acha o quê? A caixinha de Pandora?
Por favor, não sou advinha. Primeiro quer me levar em um lugar que dizendo ele eu iria gostar, depois age todo grosseiro quando dou aquela mancada de “Prefiro você de qualquer jeito”. Ah pelo amor de Deus, Sakura! Nem me lembre. Agora vem com essa de que o maior problema do momento é que ele que me comer em sua sala, mas seu papaizinho veio ver como ele está indo nos negócios?
Tenho mais o que fazer, como por exemplo, achar meus biquínis, faz tanto tempo que não vou à praia, que nem lembro como é pisar na areia.
Meu celular tocou e era o bendito me ligando.
– Alô! – Disse como se eu não soubesse quem era.
– Sakura, onde você ta? – Perguntou com sua voz impaciente.
– No táxi. – Respondi olhando para as luzes da cidade.
– Por que não me esperou? – Pronto, agora ele está com raiva.
– Pensei que a reunião com seu pai fosse demorar e mesmo tenho que arrumar minhas coisas, e... – Ele suspirou do outro lado da linha.
– Merda, eu fiquei preocupado. – Resmungou. What? – Vou levar pizza pra gente jantar, já que vamos passar o fim de semana longe, não vamos dormir hoje. – Riu maliciosamente, ai Senhor! Já sei que não vou poder usar biquíni amanhã. – O taxista não está tarando você, está? – Perguntou.
– Não. – Ri da preocupação dele. Ele resmungou algo como “ótimo” e desligou.
Cheguei em casa, estava tudo silêncio, com certeza os meninos deviam estar no apartamento de Ino, o motivo é obvio.
Tirei os saltos, sim o uniforme exige saltos, aff! Meus pés doeram quando entraram em contato com o chão gelado.
Joguei a bolsa em algum canto do meu quarto. Tirei minha roupa, fiquei apenas de calcinha e sutiã, preciso de um banho.
A rainha da bagunça chegou, podem se misturar. Peguei uma camiseta azul-marinho com dois números estampados na frente, ela ia até o meio de minhas coxas.
Quando liguei o chuveiro, a água estava gelada pra porra, esqueci que essa merda estava escangalhada. Fiquei quase meia hora tentando me molhar por completa, quando finalmente meu corpo se acostumou com a temperatura da água, consegui tomar meu banho que durou quase uma hora e meia, espero que Sasuke tenha se atrasado, senão vai meu castigo vai ser maior ainda.
Finalizei o banho contra minha vontade, por mim passaria a noite inteira ali, passei os cremes que ganhei da Ino, creme pra tudo, eu hem. Sequei meus cabelos e vesti minha camiseta, quando sai do banheiro me assustei com a figura deitada em minha cama apenas de cueca boxer branca, com uma caixa de pizza ao seu lado.
– Você demorou. É a segunda vez que te digo isso hoje. – Disse Sasuke abrindo a garrafa de vinho.
– Foi mal, a água estava uma delicia. – Eu disse colocando a toalha no cabide. – Vinho com pizza? – Perguntei surpresa. Ele deu de ombros. Serviu as duas taças e me deu uma.
– Ao sexo! – Disse quando brindamos.
– A nossa amizade... – Ele me encarou com um sorriso de canto. – Com sexo. – Finalizei e ele riu abertamente. O vinho está divino. – Às vezes tenho medo do nosso romantismo. – Disse irônica.
– Eu também. – Ele disse me sentando entre as pernas dele, colocando a caixa de pizza em meu colo. Abri e logo tirei uma fatia, ele fez o mesmo. – Credo, tava esfomeada? – Eu apenas assenti sem tirar os olhos da fatia divina em minha mão. – Quem é mais gostoso eu ou a pizza? – Perguntou, depois tomou um gole de seu vinho.
– Nunca mais me faça esse tipo de pergunta. – Disse séria, ele só podia estar de sacanagem comigo, pizza é vida, Sasuke é vida, como viver sem eles? Ele arqueou a sobrancelha com minha resposta, mas depois riu de canto e continuou saboreando essa pizza maravilhosa.
Bebemos todo o vinho e comemos as três caixas de pizza que estavam na mesa, e eu nem tinha visto.
– Sem querer ser enxerida, mas já sendo, o que seu pai foi conversar com você hoje? Algum problema na empresa? – Perguntei curiosa. Continuamos na mesma posição, ele pegava em meu cabelo, enquanto eu fazia desenhos imaginários em seu joelho.
– Não, ele veio me convidar pra passar o fim de semana com eles, de qualquer forma não iria poder te levar onde queria, se eu dissesse não para dona Mikoto, com certeza ela garantiria que eu não fosse ter filhos. – Explicou fazendo careta. Rimos juntos.
– Quer dizer então que o Uchiha mimado, tem medo da mamãe? – Provoquei, sabendo que ele no mínimo ficaria puto.
– Não é nada disso. – Me virou de frente pra ele, fazendo-me olhar nos olhos dele. – Perdeu a noção do perigo, Haruno? – Perguntou mordendo o lábio inferior, se contendo pra não me morder.
– Sei bem com quem brinco Uchiha. – Desci minha por seu abdome definido, já sentia minhas pálpebras um pouco pesadas, efeito do vinho, sou fraca para o vinho, ele me derruba rapidinho.
Beijei seu pescoço, subi com minha boca até seu queixo mordiscando, até que meus lábios encontraram os dele. Sua língua quente se enroscava na minha. Ele parou e desceu o olhar pra minha camiseta.
– Meia nove? – Perguntou com um sorriso divertido. – Não pode ser mais direta, Sakura? – Perguntou ainda olhando para os números estampados, puta merda! Como eu não percebi que eram justamente esses números?
– Tarado. – Dei um para forte em seus braços musculosos. – Pervertido. – Outro tapa só que agora no rosto, ops! Acho que me empolguei, ele piscou por alguns segundos surpreso com minha reação. Sorri safadamente pra ele, dei outro tapa em seu rosto. – Safado! – Puxei ele pelo cabelo e o beijei com força, descendo as unhas por seu tronco.
Deitei-o na cama, ficando por cima, desci minha boca por sua barriga, umbigo, até chegar em sua cueca boxer, que ficava perfeita nele, ou ele ficava perfeito nela? Puxei-a com os dentes depois arranquei de seu corpo rapidamente, vinho o que você fez comigo?
Quando abocanhei seu pênis já ereto, ele soltou um gemido rouco. Isso me enlouqueceu. Ele puxou-me pelos cabelos e trocou de posição, ficando por cima.
Mordiscou um de meus seios, e apertava fortemente o outro, tudo girou, eu ainda sentia sua intimidade roçar na minha, senti seus dentes puxando o bico de meu mamilo, suas mãos passeando por meu corpo...
Minhas mãos frouxaram em seus cabelos negros, ele levantou o olhar e franziu o cenho.
– Sakura? – Me chamou. — Sakura? – Me chamou novamente, sua voz estava longe. – Ah não dorme, por favor. – Pediu. – Vai me deixar na mão? – Meus olhos fecharam e eu enxergava a galáxia, que lindo. – Porra. – Ouvi a voz rouca de Sasuke reclamar.
...
Acordei com meu pai abrindo as cortinas, fazendo com que a luz do sol queimasse minhas retinas, minha cabeça está dolorida pra porra. Está mais pesada que o normal.
– Bom dia, flor! – Meu pai disse sentando na ponta da cama, puxando meu cobertor. – Que ressaca, hem? Já falei pra não beber vinho, ele acaba com a gente no outro dia. Bebi vodka. – ótimo pai, vou me lembrar disso na próxima vez que e for comer pizza... Pizza, Sasuke? Puta que pariu, deixei-o não mão ontem, tsc!
– Hm, que horas são? – Perguntei com a voz rouca.
– São sete horas da manhã. – Disse rindo. Como alguém rir a essa hora? – Agora levanta, vai lavar essa cara, escovar esses dente, sinto seu bafo daqui. – Disse fazendo careta.
– Engraçadinho. – Soprei na direção dele e ele se escondeu embaixo da cama. – Vou tomar banho. – Disse entrando no banheiro.
Depois de um banho pra tirar a ressaca, tomei um remédio pra ajudar. Quando saí meu pai mexia em meu notebook.
– Como entrou aqui? – Perguntei, acho quase impossível que algum deles tivesse acordado só para atender a porta.
– Aquele seu amigo colorido, Sasuke, abriu a porta, muito simpático ele de manhã. – Disse meu pai irônico.
– Imagino. – Arrumei minha bolsa, enquanto meu pai estava tuitando algo, espero que não seja nada sobre mim, já que sou mais do que queimada em redes sociais. – Mamãe não veio com você? – Perguntei.
– Ela veio, mas já foi, estou tentando te acordar à uma hora, sabe como sua mãe é um poço de paciência, por isso foi na frente. – Disse fazendo poses pra webcam. – Seu amigo loiro disse que pegou seu carro na oficina ontem à tarde, por que não disse que já tinha carro? – Perguntou sem olhar pra mim.
– Ah! Sasuke me deu de presente. – Disse e ele parou com suas poses e me encarou incrédulo.
– Tudo isso pra levar você pra cama, não acha que foi demais, Sakura? – Perguntou boquiaberto.
– Não foi por isso pai! – Repreendi-o, ai Jesus. Isso por que ele é meu pai, imagine. – Ele ganhou uma corrida em um racha, e me deu o carro, satisfeito?
– Que doido, cara! Faz tempo que não vou em um racha, hospital toma muito meu tempo. – Disse triste.
– Ah pai, oportunidade não vai faltar, vai dizer que nunca correu em Nova York? – Perguntei tentando anima-lo.
– Já uma vez, só. – Disse rindo. – Mas, então já está pronta? – Assenti e ele sorriu. – Vamos.
Pelo visto todos saíram e cedo, estranho. Que bom assim não vou ter que me desculpar com o Sasuke.
Ele babou quando viu meu Audi, depois fez piadinhas sobre Sasuke e eu. Passei a chave pra ele, estou sem condições de dirigir e ele me acusou de não saber dirigir, lembrou do dia em que eu destruí a garagem, no dia me que tentei ser bailarina e quebrei o pé, muito linda eu era gente. No dia em fui suspensa por quebrar a cara de um moleque que comeu meu lanche na escola, nossa! De volta no túnel do tempo.
O caminho foi tranquilo, ele disse que chegaríamos no máximo em duas horas, tempo suficiente pra ouvirmos nossas músicas do AC/DC favoritas.
Eu já estava quase rouca de tanto cantar.
– É na próxima. – Disse animado. As praias ficavam no interior da cidade, adeus celular.
Casa de praia? Isso é uma mansão, caralho! Que perfeita, vi assim que entramos na rua. Era a única casa da rua, dãa!
Meu pai passou pelos portões, era bem na beirada da praia, já podia ouvir o som das ondas. Fechei os olhos apreciando a brisa.
Tinha algumas pessoas na entrada, mas nem reparei, estava mesmo era apreciando a bela vista que tínhamos da praia logo de entrada.
– Porra! Parece bicho, nunca viu praia, Naruto? – Eu reconheceria essa voz em qualquer lugar, até porque é ela quem me leva a vários lugares quase todos os dias. Arregalei os olhos quando vi as cinco criaturas na sala.
– O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntei.
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