Notas iniciais
Peter: http://image.hotdog.hu/user/LOL1995/magazin/keegan-allen_zps707e8a73.jpg

Pov. Dominique.

Faltavam mais ou menos 2 semanas para irmos para casa, não que eu esteja querendo voltar para casa, pelo contrário, se eu pudesse ficaria a vida inteira aqui, sem ter que enfrentar meus pais, principalmente agora que estou namorando o James. Minha mãe já negou ele pelo telefone, quero ver na hora que eles se verem frente a frente. Bem, James nunca foi o exemplo de um cara direito. Minha mãe nunca falou nada a respeito dele, por conta da tia Gina e do tio Harry, mas ela nunca gostou dele, e no atual momento, ela não entende que eu gosto, quer dizer, ela não entende que eu amo ele!

Estou deitada na cama com uma tremenda preguiça de levantar quando escuto meu telefone apitar, estranho...uma mensagem da minha mãe...

Fleur: Filha, você lembra do Peter, filho da tia Daphine?!

Ah sim, o Peter, o filhinho mimado da tia Daphine, eu brincava com ele quando era menor, depois de crescido o vi apenas algumas vezes durante as férias que passamos na França. Senhor como eu odiava aquele garoto. Sempre fazia questão de fazer as cantadas mais inúteis comigo quando o via, e me humilhava na frente da família toda, é, infelizmente eu lembro desse traste.

Domi (euzinha linda e gostosa): Claro mãe! O que tem ele?

Fleur: Estão noivos, já que nao quis largar esse traste do James pelo bem, vai ser pelo mal. Se casam assim que vocês voltarem! Estou organizando as coisas por aqui!

O QUE? NÃO! NÃO MESMO! MINHA MÃE NÃO PODE FAZER ISSO! É, SE ELA ACHAVA QUE ELA IRIA DESTRUIR A MINHA VIDA, ELA REALMENTE CONSEGUIU! ACHO QUE ESSA FILHA DA PUTA NÃO TEM CORAÇÃO!

Bloqueio o celular não respondendo minha mãe. Eu estava com tanta raiva, que esqueci que havia mais pessoas comigo no quarto.

—Domi, por que esta chorando, o que houve?!-Pergunta Rose se aproximando de mim e só ai percebo que chorava de raiva.

—Não, não é nada! Olha, já estou bem!-Respondo me levantando, limpando as lágrimas dos meus olhos. Saio do quarto e entro no banheiro de fora, onde teria paz.

Encaro a parede quieta. Minha mãe não pode fazer isso, ela não pode...Ela nao entende o conceito de felicidade para os filhos? Mas é claro que não né? Ela nunca deve nem ter amado meu pai. Pois ninguém a suporta, e a única coisa que ela quer na vida é manipular as pessoas. Mas porque sempre a mim? Ela nunca teve implicância com o Teddy ou com a Lucy e a Lily, é so com o James e comigo, apenas porque o James tem a fuck fama de um pegador, galinha, maroto 2. Que merda James! Que merda rótulos! Que merda mãe!

Olho ao redor procurando desesperadamente por um objeto cortante. Conjuro uma navalha e mergulho em meus pensamentos e em minha dor.

Pov. James.

Levanto com as meninas invadindo nosso quarto, todas ao mesmo tempo, sério, foi desesperador!

—JAMES ACORDA SEU FILHO DA MÃE, PRECISAMOS DE VOCÊ!-Grita Lily pulando encima de mim e a pego pelo pé a derrubando.-Aí minha bunda!

—Foda-se sua bunda, quero dormir e o resto dos meninos também!-Falo me aconchegado mais dentro das cobertas e vejo os meninos olharem feio para as meninas.

—James, é sério, a Domi estava chorando de manhã e quando perguntamos o que foi ela negou e se trancou no banheiro!-Insiste Victoire e me levanto da cama desesperado. Domi, sozinha, banheiro, chorando. Aquelas palavras não paravam de batucar em minha cabeça.

Corri o mais rapido que pude para o banheiro, as meninas ficaram no quarto com os meninos. Bem, elas não iriam ajudar muito naquela situação também. Bato na porta lentamente esperando uma resposta.

—Domi, por favor...Abre para mim...-Peço baixinho e não obtenho nenhuma resposta, apenas altos soluços do outro lado da porta.-Vamos Domi...-Peço mais uma vez com calma e escuto o trinco se abrir.

Entro ainda devagar e me deparo com a figura de Domi sentada ao chão com os braços cruzados na frente do corpo, os olhares baixos, não conseguindo me encarar, e seu rosto vermelho de tanto chorar. Fecho a porta calmamente atrás de mim e sento do lado de Domi a abraçando.

—Quer falar o que foi?-Pergunto cuidadosamente e ela afirma devagar com a cabeça.

—Minha mãe...-Sua voz sai quase como a de um sussurro mas consigo entende-la perfeitamente.

—O que ela fez dessa vez?!-Falo bufando e ela me entrega seu celular com uma conversa aberta. Leio a conversa rapidamente e me arrependo logo depois. -ISSO É SERIO?!-Pergunto exaltado e ela afirma com a cabeça.-Puta que pariu! E-eu não sei o que pensar, não sei o que fazer...

—Não quero me casar com ele James...-Domi se manifesta suplicante e meu coração dói, eu não sei o que fazer, eu não sei o que...espera? Ela não fez isso!

—Domi, o que é isso no seu pulso?-Pergunto severo e ela se encolhe cada vez mais no seu canto, e vira o rosto, com vergonha de olhar em meus olhos. -Você se cortou de novo Dominique?!-Não obtenho resposta e fico parado a olhando, deixo uma lágrima teimosa cair dos meus olhos.-Porra Dominique...

—O QUE JAMES? O QUE EM?! TA DOENDO CACETE! NÃO OS CORTES, MAS A REJEIÇÃO, A REJEIÇÃO DA MINHA MÃE QUANTO A MINHA PESSOA E QUANTO A MINHA FELICIDADE! ME DESCULPE OKAY? ME DESCULPE! SEI QUE TE FIZ UMA PROMESSA, MAS EU SOU FRACA CARALHO! OS PENSAMENTOS SE ACUMULAM NA MINHA CABECA E EU NÃO SEI O QUE FAZER TA BEM! ME DESCULPE!-Ela termina ofegante e soluçando e a abraço com força não conseguindo conter meus soluços também.

—Não precisa voltar...Você não vai voltar! Foge comigo?! Olha, eu tenho um dinheiro no banco que meu pai me deu e que eu faço economia, não dá para muita coisa, mas é o suficiente para nos estabelecermos...Podemos ir no dia que eles forem embora, pedimos cobertura a eles, e fugimos para onde quiser! Mas apenas de você quiser...-Falo um pouco vacilante.

—Sim!

—Sim?!

—Sim...James, não importa para onde vamos, como vai ser nossa situação, apenas quero estar com você...

—Okay, então fazemos o seguinte, vou procurar casas o mais rapido possível em diversos países, compramos e colocamos no nome do Teddy, assim ninguem desconfia. Terei que falar para o meu pai apenas, caso aconteça algo. Planejamos tudo e partimos junto com o pessoal, mas ao invés de irmos para a Toca, vamos para nossa casa...-Proponho e ela afirma um pouco mais alegre.-Mas antes você vai ter que me deixar cuidar desses seus cortes...

E foi assim, limpei cada um de seus cortes, cuidei dela como se ela fosse uma boneca, a minha boneca, ela já até sorria, e com isso, eu sorria também...Vai ser complicado? Óbvio! Mas vai valer à pena, apenas para ver o sorriso dessa loira todo dia pela manhã.

Depois que saímos do banheiro, repassamos tudo para o pessoal, que toparam na hora nos ajudar. Passamos o dia pesquisando casa e fazendo planos, não só o meu e o da Domi, mas sim como de todos nós como amigos, imaginando casamentos, filhos e até sorrisos que um dia vamos dar...