New Feelings
16 Capítulo 15 - Chegou a Hora
Notas iniciais
Depois que recebemos a notícia, começamos a tomar mais cuidado; eu não podia fazer esforço, me estressar, muito menos trabalhar em excesso. Isso até me irritava às vezes, mas eu sabia que era para o meu próprio bem. Fora isso, também passamos a visitar os trolls com mais frequência, como o doutor havia pedido.
Passado algum tempo, o casamento de Magnor aproximava-se, e desta vez, eu não iria às Ilhas do Sul. Foi difícil convencer Hans a partir sem mim, mas eu consegui, quero dizer, Anna conseguiu. Ela assegurou que cuidaria de mim (uma grávida cuidando de outra, não sei porque isso não me pareceu boa ideia) e me levaria para o ver o Vovô Pabbie. Era um tanto imprudente, afinal, Anna já estava de nove meses.
Numa manhã fria dos últimos dias do outono, nos preparávamos para ir ao Vale das Rochas Vivas, Anna não saia do quarto e eu já estava perdendo a paciência.
– Vamos logo, Anna!
– Peraí, não tô achando nada que me sirva! — gritou ela de dentro do quarto.
– Tem certeza de que quer me acompanhar? Você não precisa ir.
– Até parece que eu vou deixar você ir sem mim! — revirei os olhos.
– Quer que eu te ajude?
– Sim...! Ai! — ouvi um barulho de algo caindo no chão.
– Está tudo bem? — entrei no quarto.
Levei um susto. Anna estava apoiando-se na penteadeira e parecia aflita.
– Anna! — corri para ajudá-la.
– Elsa, eu acho que... O bebê vai nascer.
Arregalei os olhos. Não conseguia pensar em nada além de "Oh, meu Deus!". Ajudei Anna a sentar-se, avisei que iria chamar as criadas e saí do quarto apressada. Ao contar o que estava acontecendo, elas deram um largo sorriso e começaram a combinar algo.
– Nós cuidaremos da princesa, majestade. Quando for necessário, chamaremos as outras e faremos o parto.
– Obrigada. — agradeci, nervosa.
Quatro criadas dirigiram-se até o quarto de Anna, enquanto as outras continuavam o que faziam normalmente. Eu estava tão nervosa que nem me lembrei de avisar a Kristoff, ele apareceu perguntando o porquê da demora e empalideceu no instante em que me viu no corredor em frente ao seu quarto.
– E-Elsa, não me diga que... — ele nem precisou terminar a frase, eu concordei devagar e ele entendeu na mesma hora.
Seu impulso foi de entrar no quarto, mas eu o impedi.
– Só o que podemos fazer agora é rezar para que dê tudo certo. — disse-lhe.
Kristoff colocou um banco no corredor e ali permanecemos por algumas horas, até que o doutor chegou. Depois de ver Anna, veio falar comigo.
– Bem, se eu não erro, nascerá hoje à noite. Temos algumas horas para deixar tudo pronto, podem ficar tranquilos.
Eu expirei aliviada, mas Kristoff não relaxou nada, ficou andando de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Durante o dia todo, só tomou um chá com um pedaço de pão, e foi preciso muito esforço. Finalmente, depois de mais de doze horas, Anna entrou em trabalho de parto. Foi uma hora inteira regada a gritos e agonia, mas ao final, pudemos ouvir o chorinho suave de um recém-nascido. Entramos no quarto, encontrando uma Anna extremamente cansada e um bebezinho sendo banhado por Gerda. Ela entregou-o nos braços da mãe e ficou observando com um sorriso e lágrimas nos olhos. Kristoff aproximou-se lentamente, sentado-se no leito e pegando o pequenino. De repente, Anna pareceu lembrar-se de que eu estava ali e me chamou com a voz falha. Minha vez de pegar o bebê, um garoto loirinho e de olhos azuis acinzentados.
– Que gracinha! — exclamei emocionada — Qual vai ser o nome?
Anna e Kristoff se entre olharam e ela respondeu:
– Syver. — eu sorri.
– Vai ser o queridinho da tia, campeão! — ela riu de leve.
Ficamos nos olhando com sorrisos no rosto, enquanto eu balançava meu mais novo sobrinho.
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