New Feelings

23 Capítulo 22 - Decreto Real


Notas iniciais
Hey, chegou a hora do verdadeiro conflito iniciar-se... Preparados? Espero que gostem do capítulo, de alguma forma. Lembrando que esse e os próximos capítulos serão narrados em 3ª pessoa, ok?

Duas semanas depois…

Era difícil de acreditar que aquele um dia fora um lar repleto de alegria. O anteriormente belo e admirável castelo das Ilhas do Sul, construído no início do século 16 pelo antepassado mais antigo conhecido dos Westerguard, agora não passava de uma construção sombria e inóspita. Uma família feliz já vivera ali, mas, por alguma maldição ou simplesmente porque assim quis o destino, essa mesma família feliz tornou-se um bando de miseráveis tentando sobreviver por conta própria, uns passando a perna nos outros para chegar onde queriam. A rainha – como um dia ainda fora chamada – caminhava melancólica pelos corredores do imenso castelo. Frases e imagens perdidas em sua lembrança reviravam sua mente. Lembrava-se desde os filhos pequenos brincando pelo castelo às brigas tolas e diárias. De repente, encontrou-se em frente ao escritório de Gardar, a porta estava encostada, e a conversa podia ser ouvida de fora da sala. A mulher aproximou-se mais um pouco e parou para escutar.

– ... Pegos de surpresa. Vou decretar guerra ainda hoje – aquela era a voz de Gardar. Brunnehilde ficou sem reação ao ouvir isso, mas continuou calada, escutando.

– Essa foi uma das melhores ideias que você já teve – riu-se Lydia, com sua típica voz irritante e livre de qualquer culpa.

Os dois riram de um jeito tão perverso que chegava a ser asqueroso. Será que eles não tinham nenhum pudor? Escrúpulo? Culpa? Brunnehilde não precisou ouvir mais dois minutos da “conversa” para entender tudo que se passava ali.

– Ele vai aprender onde é o seu lugar.

A rainha abriu a porta naquele instante, sem se anunciar. Gardar e Lydia arregalaram os olhos ao vê-la, sem saber como reagir.

– Majestade, não é bem o que parece, a senhora entendeu errado... – tentou começar Lydia, mas foi cortada.

– Calada, ordinária! – berrou, em seguida olhou bem nos olhos de Gardar e o perguntou alto e em bom som. — Você perdeu o juízo?!

– Como se atreve a falar comigo desse jeito? — Gardar levantou-se e mirou-a indignado.

– Eu sou a rainha! Falo com você do jeito que quiser!

– Você era a rainha! Agora não passa de uma velha inútil.

– Não vou permitir que me trate assim!

– Você não tem que permitir nada! Eu mando aqui e ponto final! Quem decide isso sou eu! — ele saiu do aposento e desceu as escadas rapidamente em direção à sala do trono.

– Gardar, como rainha eu não permitirei uma coisa dessas! — ela desceu atrás dele, seguida de longe por Lydia. — E como sua mãe ordeno que pare.

– Ah, quer dizer que agora você é minha mãe? Depois de todos aqueles anos abandonado, infeliz, sem nunca receber um abraço seu! Logo eu, o príncipe herdeiro! Um gênio como sou sendo obrigado a dividir um quarto com os dois idiotas do Triwar e Henktris! — Gardar a olhava com raiva e desprezo enquanto cuspia as palavras na sua cara.

– Eu sou sua mãe, exijo respeito!

– Você não tem direito de exigir nada! — ele pegou-a pelo pulso e jogou-a no chão. — Mas eu sabia que você iria querer atrapalhar meus planos, por isso eu vou dar um jeito em você. Guardas! Guardas! – gritou.

– Sim, majestade?

– Tirem-na daqui! Levem ela para longe da minha vista!

– Mas, senhor, a rainha...

– Calado! Quem manda agora sou eu!

– Claro, majestade. Para onde devemos levá-la?

– Para a cela mais escura e imunda que encontrarem — ele disse sem piedade, e Brunnehilde olhou para o próprio filho com nojo.

– Você é um monstro sem coração! Eu tenho pena de você! — gritou ela.

Gardar encaminhou-se para o trono e mandou chamar um escrivão. À tarde, já havia um decreto fixado em um poste no centro do reino, onde um aglomerado de pessoas se espremia para tentar ler. Um senhor baixo e calvo, mas de bom porte físico, o Almirante G.L. Silver, notou o tumulto e perguntou a uma senhora:

– Minha senhora, pode me dizer o que se passa?

– O Rei fez um decreto, e parece importante!

Ao ouvir tais palavras, o almirante enfiou-se na multidão, curioso e apreensivo. Ao conseguir aproximar-se o suficiente do poste, começou a ler o tal de decreto:

"Eu, Rei Gardar das Ilhas do Sul, decreto oficialmente guerra contra o reino de Arendelle. Que deste momento em diante, todos os reinos parceiros das Ilhas do Sul estejam a favor da nossa causa ou não teremos misericórdia.

Qualquer reunião de pessoas deverá ser monitorada por guardas reais, traidores não serão perdoados. Serão justamente recompensados aqueles que nos entregarem espiões e rebeldes.

Todos os homens do nosso reino são obrigados a se alistar no castelo para participar da guerra. Um navio levando os nossos soldados partirá amanhã exatamente ao amanhecer.

Os cidadãos de Arendelle serão feitos nossos prisioneiros, no entanto se tentarem atacar ou fugir deverão ser mortos.

A Rainha Elsa e o Príncipe Hans devem ser trazidos vivos até as Ilhas do Sul.

Assinado,

Rei Gardar das Ilhas do Sul."

O Almirante Silver chocou-se, o queixo caiu e a mente parecia não raciocinar.

– Não... — murmurou com os olhos arregalados ainda vidrados no papel.

Ele saiu dali tonto, torcendo para que tudo não passasse de um delírio. Olhou para o castelo, e começou a pensar. Onde estava a rainha? Ele a conhecia há tempos e sabia que apesar de tudo ela nunca aceitaria tamanho absurdo. Gardar havia feito alguma coisa com ela. Com sorte, talvez conseguisse convencer os guardas a o deixar falar com a rainha, talvez conseguisse libertá-la e deixá-la em segurança em algum lugar, mas até quando? Quando iria acabar essa guerra? Ele não podia permitir que matassem centenas de pessoas inocentes. E ainda tinha Hans e Elsa, com certeza aquele demente queria trazê-los vivos para torturá-los ou coisa pior.

"Certo, não vai ser fácil, mas consigo fazer isso. Antes de qualquer coisa, preciso de ajuda, muita ajuda." — pensou consigo. Ele sabia onde encontrar as pessoas certas, só tinha que torcer para que as pessoas erradas não descobrissem nada.

Seria um trabalho duro, mas alguém tinha que fazer. Alguém tinha que parar Gardar.

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Notas finais
Eu sei, também odeio o Gardar. Mas não descontem sua raiva em mim, ok? Bjs, e até o próximo capítulo, que espero, sairá em breve.