New Feelings
12 Capítulo 11 - Seguir o Curso
Notas iniciais
– Abençoar o casamento? — questionou Hans, confuso.
– Sim, sua união será reconhecida também no mundo troll.
– Eu agradeço muito, mas não acho que seja neces... — Vovô Pabbie me cortou.
– Aceite, por favor. É o nosso presente.
– Bem, sendo assim...
Ele fez sinal para que nos ajoelhássemos e juntou nossas mãos.
– Neste dia, diante destas testemunhas, eu abençoo a união de Elsa e Hans. Que ela seja próspera e duradoura, repleta de amor e felicidade, e que eles nunca venham a arrepender-se. — ele largou nossas mãos e fez uma reverência em sinal de respeito.
– Obrigada.
– Sejam muito felizes. — eu sorri e virei-me, mas ele me chamou — Elsa?
– Sim, Vovô Pabbie?
– Posso perguntar como tem passado os seus poderes?
– Claro. Eles estão muito bem, já não se descontrolam há tempos. — ele concordou.
– Eu senti que a sua magia está mais fraca. Isso é bom de certa forma, só tome cuidado para ela não desaparecer.
– O quê eu posso fazer? — perguntei apreensiva.
– Só use-a com mais frequência, isso já deve ser o suficiente para mantê-la. — eu assenti.
– Bem, felicidades. Com licença. — ele aproximou-se de Anna e Kristoff — Como vão vocês? E o bebê, como está?
– Estamos ótimos, falta pouco para o bebê nascer! Anna diz que ele chuta bastante, deve ser menino!
– Eu acho que é menina! Qual o seu palpite, Vovô Pabbie?
– Na verdade, eu já sei o sexo do bebê. Vi nas estrelas.
– Sério? Então conta! — pediu Anna.
– Não posso, é errado da minha parte. Tenho que deixar a vida seguir seu curso natural.
– Ah, conta, vai!
– Aguardem, em breve vocês terão mais respostas do que esperavam. Até mais. — o velho troll voltou a ser pedra, assim como os demais, deixando-nos sem entender nada.
Pegamos nossos cavalos (e Sven) e começamos a voltar.
– Vocês acham que o Vovô Pabbie está escondendo algo de nós? — perguntei.
– Ele não está "escondendo", ele só não pode contar! — respondeu Kristoff.
– "Tenho que deixar a vida seguir seu curso natural." Acho que ele só queria nos deixar curiosos. — disse Anna.
– Dá pra mudar de assunto? O Vovô Pabbie sabe o que faz.
– Sim, por que não nos contam o que fizeram enquanto estivemos fora? — perguntou Hans.
– Trabalho, trabalho e mais trabalho, nada divertido. — choramingou Anna.
– Anna está exagerando, os conselheiros ajudaram muito, não foi tão trabalhoso. Mas mesmo assim, por favor, não saia de novo tão cedo, Elsa.
– Como você consegue lidar com todo esse trabalho?
– Ah, quando eu trabalhava sozinha era realmente cansativo, você lembra, mas agora que Hans me ajuda, alivia um pouco as coisas.
– Sempre o Hans! Por que você nunca me chama para te ajudar?
– Porque você não quer. Está se sentindo bem, Anna?
– Ela tem estado assim sempre, não vejo a hora do bebê nascer e essas variações de humor acabarem.
– Então agora você vai se virar contra mim, Kristoff Bjorgman?!
– Claro que não, Anna, você sabe que eu te amo. — ele revirou os olhos e deu um beijo suave em seus lábios, ela pareceu bem mais calma.
Fez-se silêncio por um tempo, apenas não era absoluto devido ao barulho dos cascos dos animais.
– Acho que ainda não te contei, eu conheci pessoas que você com certeza vai querer conhecer também. — eu disse.
– Quem?
– Dagny e Thrud. Elas são esposas dos irmãos do Hans, tão simpáticas! A Thrud é cheia de classe, postura, firmeza mas também um grande alto astral contagiante. E a Dagny, puxa, ela me lembrou muito você! Animada, alegre, divertida, e até um pouco tagarela! — Hans murmurou com desagrado. — Mas Hans acha que elas são falsas...
– Eu até acharia isso se não fosse pelo fato de você ter me comparado a essa... Da, da...
– Dagny.
– Enfim, se ela for mesmo parecida comigo, ela nunca seria falsa com você, Elsa. E a... A outra, ela não parece o tipo de pessoa que faz essas coisas.
– Eu também acho. Anna, queria tanto que vocês se conhecessem!
– Hum... Não sei, eu não estou a fim de ir até as Ilhas do Sul encarar a família do Hans.
– Nem vai! Eu não deixo! — interrompeu Kristoff.
– Além do mais, o quê eu diria a eles? "Olá, eu sou a Anna, a ex-noiva do Hans que quase morreu por culpa dele!"
– Não é a melhor forma de apresentação... — disse Hans.
– Certo, só estou dizendo que queria que vocês se conhecessem, mas não vou fazer você ir até as Ilhas de forma alguma. — Anna assentiu.
– Fala mais! Eu quero saber tudo!
Continuei contando tudo para Anna, que se surpreendia, ria e até ficava brava com o que eu dizia. Eu tinha mesmo muita conversa para pôr em dia com ela.
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