New Beginning

5 Dois dias no Inferno


Notas iniciais
Acho que eu não demorei tanto pra esse capítulo çwç çwç Mas eu fiz o meu melhor çwç Espero que gostem e boa leitura!

Dois dias no Inferno

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Mary estava sem reação, olhava surpresa para o rosto avermelhado de Riko, ambas sorriam bobamente.

– Vamos ir ver o filme baixinha? – Perguntava Mary sorrindo alegremente.

– Sim, sim! – Concordava Riko, sorrindo como uma criança.

Uma forma foi reconhecida aos olhos negros, aquele corpo baixo, cabelos longos e totalmente pintados, vestia roupas pretas, com um capuz da mesma cor.

A pessoa foi se aproximando aos poucos, Mary ficava cada vez mais nervosa e apreensiva, tentava se afastar sem que a pessoa suspeitasse.

Quando a pessoa chegou perto o bastante, dava pra ver que era mulher.

Passou paralelamente à Mary, que andava lado a lado com Riko para o cinema, onde haviam planejado ver "Juntos & Misturados".

Quando percebeu, a mulher havia se afastado, mas tinha uma surpresa no bolso traseiro da calça de Mary, tirou-o rapidamente, e em seguida, lendo-o.

No bilhete estava escrito...

Hey, me trocou, é? Comecei a te amar por acaso sabe... Volta pra mim? Sei que virá chorando aos meus pés logo, logo...

Assinado – Shiro, mais conhecida como Onee-sama.

Mary cambaleou, perdendo totalmente seu equilíbrio, zanzando, sua visão começou a ficar turva, sua cabeça começou a doer muitíssimo, até que caiu no chão, inconsciente.

A última coisa que ouviu foi Riko gritando o seu nome, totalmente desesperada.

Riko POV’s

Mary havia caído inconsciente no chão! Mary havia caído inconsciente no chão! O que eu faço? O que?

– Alguém me ajuda! Por favor! Minha melhor amiga desmaiou! Por favor... – Eu gritava, chamava, implorava, qualquer coisa...

Alguns minutos depois uma mulher, aparentava ter uns 25 anos, relativamente alta, cabelo ruivo, sardas e olhos castanhos, era realmente bem bonita.

– Cadê os pais dessa garota?! – Perguntava a mulher, preocupada.

– Eles saíram! É o aniversário dela! O que eu faço? – Eu perguntava desesperada e segurando-me para não chorar.

– Chame uma ambulância! Eu fico com você até ela chegar, vai ficar tudo bem garotinha... – Ela tentava me acalmar.

– Pode chamar para mim? – Eu pedia, estava preocupada demais com Mary para fazer outra coisa.

– Claro! – Falava a mulher, pegando seu celular e ligando rapidamente.

Nesse meio tempo todos que estavam perto observaram curiosos.

– Está vindo! – Falava a mulher. – Aliás, sou Nico, o seu nome?

– Riko, Hanashi Riko. – Respondi quase que chorando.

– Vamos... – A tal de Nico pegou Mary nas costas, minha melhor amiga estava pálida, muito pálida...

Atravessamos o shopping rapidamente, chegando a sua saída, onde a ambulância já esperava. Nico colocou Mary na maca que fica na parte traseira do carro, onde tinha alguns aparelhos médicos.

Sentei-me rapidamente ao lado de Mary, pedi à permissão que eu a acompanhasse até que sua família chegasse, eles permitiram.

Um enfermeiro me acompanhava, falava que ia ficar bem e que era apenas um sintoma da anemia de Mary, que eles se conheciam já, e até eram amigos, falava também que ela desmaiava assim quando ficava muito surpresa ou amedrontada.

Narrador POV’s

Mary foi até o hospital geral com Riko acompanhando-a, foi levada a uma sala de repouso, onde alguns aparelhos foram conectados a ela, na área do seio, no coração exatamente e um no braço.

Alguns soros foram injetados em seu sangue, mas continuava desacordada.

A mãe da garota da Noite já havia ido para o hospital geral para ver o que tinha acontecido, parecia muito preocupada, mas não pode ficar por conta de seu trabalho noturno.

– Por favor, Riko... Minha filha gosta muito de você... Fique aqui com ela, eu lhe imploro... – Implorava a mãe de Mary, com os olhos lagrimejando, seu rosto era marcado pelas rugas, mas sua aparência geralmente era jovem, agora parecia um tanto quanto miserável.

Comovida com a cena, Riko aceitou, ligou para sua própria mãe, explicou a situação, e que teria que avisar pra escola que a Anja e a Noite faltariam por alguns dias.

A mãe de Riko trouxe algumas coisas para passar alguns dias no hospital, à estimativa dos médicos era dois dias.

Já era quase que meia noite os médicos já tinham deixado a sala, a única coisa que iluminava a sala era uma fraca luz da lua cheia daquele dia, que entrava da cortina entreaberta.

Riko estava deitada em uma espécie de sofá que havia na sala, ficava ao lado da cama/maca que Mary ficava.

A garota da Noite ainda estava desacordada, Riko tentava vencer seu sono mexendo em seu celular, e mesmo que estivesse morrendo de sono, estava preocupada demais com Mary para dormir...

Mary abriu seus olhos com tal cansaço, parecia abatida, desamparada.

– U-Uh? O que... O que aconteceu? – Perguntava a garota, mais pra si mesma, não sabia se havia alguém na sala.

Riko teve um sobressalto, largou o celular rapidamente, e levantou em um pulo só.

– Mary?! – Gritou, perdendo a noção que já estava tarde e estavam em um hospital.

O silencio foi sua única resposta.

Riko aproximou-se da amiga, sentando-se na cama/maca que estava Mary, um pouco confusa ainda. Com calma a garota Anja foi explicando tudo o que tinha ocorrido, sem pressa, com a maior calma do mundo.

Às vezes todos acham que Riko é bipolar.

– Você... Você... Fez tudo isso pra mim? – Perguntava Mary, com a cabeça baixa, choramingando um pouco.

– Eu morreria por você idiota! Eu fiquei muito preocupada com você, deveria ter me falado que tem anemia e podia desmaiar a qualquer hora... – Resmungava Riko, com o olhar desviado, uma de suas bochechas estava inflada, e com a luz da lua, aquela cena era muito fofa e romântica.

– Hehe, desculpa, não queria te causar problemas para você... – Explicava-se Mary, um pouco constrangida com a situação que se encontravam.

– Você é realmente um desafio, o desafio, a pessoa, que eu sempre desejei na minha vida toda... – Falava Riko de uma forma sedutora.

– O que quer dizer... Com isso?

– Quer dizer que eu te amo. – Confessou Riko, corando levemente, porém, continuava com o tom sedutor.

Com o mesmo movimento tímido, Riko se aproximava, seus lábios estavam secos por causa do ar condicionado da sala, mas pareciam sedentos.

Um movimento em falha, e Mary passaria vergonha.

A mesma apenas ficou parada, esperando, engolia o seco, se preparando, seu coração batia forte e rapidamente, sua expressão era de total vergonha.

Riko sobrepôs seu dedo indicador sob os lábios de Mary, e com um movimento rápido, estava de quatro em cima da cama, com Mary embaixo.

Aproximando-se lentamente, os lábios foram selados em um segundo beijo calmo, e cheio de paixão.

Riko tentava aprofundar o beijo, dando leves estocadas em Mary, tentando fazê-la abrir a passagem, que após algum tempo em insistência, a garota da Noite acabou cedendo.

O beijo virou algo mais apaixonado, intenso, tanto Riko como Mary ansiavam por isso, por um tempo, tempos diferentes, mas ansiavam.

E era naquele momento, que as duas, ao mesmo tempo, no mesmo ato, caíram na armadilha do amor, no abismo sem volta, e agora, lutarão pra sobreviver nesse lugar obscuro e cheio de criaturas que sugam a felicidade de uma pessoa, mas estariam juntas, certo?

Quando o beijo foi quebrado, ainda se ligavam por um fio de saliva.

– Me tire desse Inferno, e leve-me para ver as luzes de Natal, por favor... – Pedia Mary, repentinamente.

– Claro!

– Promete?

– Prometo... – Prometia Riko, sorrindo bobamente, como havia feito no shopping.

A sombra tentará vencer a luz de dois Anjos

A batalha pelo amor começa nesse século

E irá acabar no fim do mundo

Notas finais
É... Que comece as pegações! To brincando -qq Até o próximo! E não me taquem pedras se eu demorar ;-;