Notas iniciais
Então... Olá.
Fiz essa só pra aliviar a raiva que eu estou por não poder postar a one que fiz pro níver do Gee. AQUELE INFELIZ TEVE QUE NASCER SÓ NO DIA 9?! -qn
Eu ia fazer ela ontem mas fiquei tão animada com o filhinho novo do Frankie e tals... Nhaw, Miles Iero ♥
Bom, algumas falas são parte dessas duas músicas: Never Too Late e Someone Who Cares. Ambas são do Three Days Grace. Recomendo muitão as duas.
Enfim... Enjoy!

Frank Iero andava sozinho pelas ruas de Newark. Era tarde da noite, mas ele não ligava. Sua vida não fazia mais sentido mesmo, não tinha família, amigos ou nem mesmo uma namorada... Para quê ficar vivo, afinal? Para que tomar cuidado e não andar pelas ruas de um bairro perigoso a meia-noite?

Para que viver?

Esse mundo nunca será o que eu esperava se eu não me encaixo... pensou ele.

Frank continuou andando pelas ruas razoavelmente frias pela chuva que havia caído minutos mais cedo. O som do asfalto contra seus sapatos o deixava mais e mais nervoso. Seu único desejo era encontrar um penhasco para se jogar ou uma arma para se atirar.

Ao contrário disso, ele encontrou um homem. Um homem particularmente estranho. Tinha os cabelos negros quase na altura dos ombros, olhos verde-oliva, usava um terno negro como a noite, sapatos pretos lustrosos e um relógio de prata no pulso. Sua expressão era totalmente indecifrável. Frank tentou ignorá-lo, mas o homem foi em sua direção e, sem querer, acabou trombando com ele.

–Ah, desculpe-me! – disse o homem.

–Tudo bem. – murmurou Frank, abaixando um pouco o capuz do casaco.

–Ei, er, espera!

–Que é?

–O que faz em uma rua deserta a essa hora da madrugada.

–Pergunto-lhe o mesmo. – retrucou o menor, um pouco ríspido. O maior arqueou as sobrancelhas.

–Calma lá, baixinho. Não queria te ofender.

Frank bufou.

–Não está me ofendendo.

–Então responda-me: o que está fazendo nesta rua a esta hora da noite?

Ele deu de ombros.

–Cada rua desta cidade é a mesma para mim. Não vejo diferença entre esta e outras ruas.

–Esta é a rua mais perigosa da cidade. Por que está aqui andando sem rumo?

–Não vejo motivo para continuar vivendo.

–Por que não?

–Ninguém liga para mim... – suspirou ele – E eu não digo isso como uma criancinha mimada nem nada disso. Digo isso de verdade mesmo. Eu sou invisível para a sociedade.

Frank suspirou fundo mais uma vez e continou:

–Por que é tão difícil encontrar alguém que se importa com você, quando é fácil o suficiente de encontrar alguém que menospreze você? Por que é tão difícil encontrar alguém que pode mantê-lo em conjunto quando você chega destruído? Por que... Porque é tão difícil encontrar alguém que se importa com você?

O homem franziu os lábios.

–Realmente, são perguntas sem respostas.

–Foi o que eu disse. – Frank encolheu os ombros.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, apenas olhando para os próprios pés, até que o outro homem disse:

–Ei, qual é o seu nome?

–Isso não importa. Em poucas horas, não farei mais parte desse mundo.

O homem riu, como se tivesse uma piada interna sobre isso.

–Eu não vou abandonar tudo aquilo que eu possuo pra fazer você sentir como se não fosse tarde demais. Mas saiba que nunca é tarde demais.

–É sim. – retrucou Frank – Você não sabe como é minha vida. Todos me veem triste e não fazem nada para mudar.

–Se há algo errado... Quem iria adivinhar?

Frank franziu os lábios. Vendo que não respondia, o homem continuou:

–Se você não disser para o mundo como você está se sentindo... Não vai poder fazer nada sobre isso. E nem vai poder esperar que os outros façam algo.

Frank suspirou mais uma vez.

–É, mas mesmo que eu diga a todos que eu estou triste, ninguém vai poder me ajudar... – ele riu com amargura.

–Eu posso.

–Eu... Desculpe-me?

–É sério. Eu posso ajudar você.

Frank arqueou as sobrancelhas. O homem misterioso sorriu.

–Confie em mim. Eu vou estar lá quando você precisar de mim. Venha comigo e eu poderei ajudá-lo. – ele alargou seu sorriso. Frank franziu a testa, como se estivesse em dúvida, mas acabou cedendo.

–Eu... Er... Não sei se... Ah, que se dane, ok.

O homem parecia extremamente satisfeito.

–Falando nisso, meu nome é Gerard Way. E o seu?

–Frank Iero. – murmurou ele.

–É um nome bonito...

–O-obrigado... – gaguejou ele, corando um pouco. Gerard sorriu discretamente.

Os dois foram andando em silêncio. Frank não tinha muita certeza do destino dos dois, mas também não se importou muito com isso.

Contanto que ele faça eu me sentir melhor, posso segui-lo até o inferno se for preciso, pensou Frank.

Os dois acabaram indo parar em uma casa cor de pêssego bastante bonitinha. As janelas eram enfeitadas com flores brancas e o jardim era bem cuidado.

Frank foi guiado até o porão. O cômodo era bem organizado, para a surpresa do menor, mas havia alguns utensílios estranhos, como uma maca, correntes e, em um canto, um metal brilhante que Frank não pôde identificar o que era.

–Gerard, você tem certeza... – ele nunca pôde terminar sua frase pois, no segundo seguinte, Gerard o jogou contra a maca e o acorrentou ali mesmo. Em sua face, estava estampado um sorrisinho sádico, como se algo que tivesse planejado estivesse finalmente se concretizando. Seus olhos brilhavam, um brilho que dava medo. Frank assistia enquanto o maior o acorrentava. Estava com medo do que Gerard iria fazer com ele. Tudo bem, ele tinha pedido para morrer, mas não queria morrer daquele jeito.

–Gerard... O que... Mas... Porque... – ele não conseguia terminar suas frases. Aquilo parecia deleitar o maior, que assistia a tudo com o mesmo sorrisinho no rosto. Quando Frank começou a chorar, ele deixou até escapar um risinho.

–É, continue fazendo isso mesmo, meu querido. – disse Gerard, passando a ponta dos dedos finos no rosto corado de Frank – Vou deixá-lo para baixo quando você finalmente confiar em mim...

Gerard se aproximou do menor e beijou seus lábios rosados lentamente.

–G-Gerard... – murmurou o menor, observando o par de olhos verde-oliva.

–Shh... Ainda te ouço dizer que você quer acabar com sua vida... – ele abriu mais uma vez seu sorrisinho sádico – Estou apenas dando-lhe o que você pediu... – ele se virou e pegou o metal brilhante que se revelou ser uma faca particularmente grande. Seu sorriso se alargou ainda mais ao ver o metal brilhar contra a luz da lâmpada que pendia do teto.

–Gerard... P-por favor... N-não faça isso c-comigo! Eu imp-ploro...

–Tarde demais para implorar, não é, meu bem? – disse ele, passando a faca levemente pela bochecha esquerda de Frank, vendo o sangue escorrer do pequeno corte. O menor gemeu de dor um pouquinho, mas manteve-se forte.

–Sério, por favor... Deixe-me ir... Não vou contar a ninguém que você é um assassino...

–Hah, se eu ganhasse um dólar a cada vez que eu ouvisse isso, provavelmente eu estaria rico. Na cadeia, mas rico. – ele fez um barulho de escárnio.

–Mas é sério! Eu p-promet-to que não v-vou falar nad-da!

–Frankie, meu bem, não adianta mais prometer, implorar ou pedir! Você já está em minhas mãos e creio que não voltará a ver o sol.

–M-mas... Por que eu?

–Simples: você era um baixinho inocente que andava pelas ruas mais perigosas da cidade. Não seria tão difícil atraí-lo para cá. Além do mais... Havia algo em você que me intrigava... E não tem nada mais excitante do que ver o sangue de alguém intrigante escorrer para fora de seu corpo.

O menor tremeu enquanto chorava tristemente. Não foi o fim que ele imaginou para si mesmo.

–Nunca é tarde demais... – sussurrou ele, baixinho.

–O que disse?

–Nada. – sua cabeça pendeu para baixo. O maior revirou os olhos. Vítimas, pensou ele, sempre falando baboseiras.

Com este último pensamento, Gerard beijou mais uma vez os lábios rosados de Frank e, a partir dali, não se importou mais com seus sentimentos ou pensamentos. Apenas matou. E matou com maestria.

–X-

Os dias se passaram após a “Vítima Frank” e, ao contrário do que Gerard imaginava, ele parecia não ser só mais uma vítima. Logo após a matança, o assassino não conseguia pregar os olhos sem imaginar aqueles olhos cor de avelã que lhe encaravam com um medo tão profundo. Ele se sentia culpado toda vez que seus pensamentos deslizavam em direção a Frank. Ele, de certa forma, se arrependia de ter matado uma criaturinha tão indefesa e pura. Ele não merecia o fim horrível que havia levado.

Mas ele nunca tinha se arrependido por matar alguém!

E ele era só mais uma vítima!

Não era?

Não.

Não era.

Todos esses pensamentos confusos o levaram a comprar remédios para dormir e antidepressivos. Em poucos dias, ele estava cercado de pílulas, garrafas vazias de cerveja, móveis jogados pelo chão e camadas e mais camadas de poeira por cima de praticamente tudo dentro daquela casa. Em uma certa noite, Gerard acordou suando por causa de um sonho que havia tido pela terceira vez seguida. Em seu sonho, Frank aparecia, com uma aparência fantasmagórica, e dizia:

Porque não é tarde demais... Nunca é tarde demais...

Aquilo foi a gota d’água para Gerard. Com uma expressão de loucura nos olhos, o assassino pegou a faca que usava para cortar suas vítimas e usou em si próprio.

Ele mesmo seria sua última vítima.

Gerard riscou o peito com a faca, deixando cortes profundos. O sangue que escorria o deixava estranhamente feliz... Uma felicidade que, até este dia, nada e nem ninguém foi capaz de lhe proporcionar, nem mesmo seus assassinatos tão bem elaborados lhe proporcionaram tamanha felicidade...

Restou-lhe a questão: ele estava feliz por finalmente estar em paz...

... Ou estava feliz por finalmente se reencontrar com Frank Iero?

–Não é tarde demais... Nunca é tarde demais... – sussurrou ele roucamente –... Nem mesmo para se amar. — com essas últimas palavras, Gerard Way tombou no chão, morto.

Notas finais
Er... Levo pedradas ou não? -q
Beijo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!