Never Say Never

38 Cut the Cord


POV Elena

Fiquei tão atordoada que não sabia o que fazer. Stefan me convenceu a dar queixa, mas, realmente não tinha pensado, eu só queria ir pra casa. Na delegacia, não me trataram como vítima e isso foi a pior das coisas. Como se eu tivesse facilitado praquele cretino me agarrar. Que ódio!

Não fosse o Stefan chegar, eu nem sei o que poderia ter acontecido e acho que nem quero pensar nisso. A situação já foi aterrorizante e humilhante demais.

Quando entramos no carro, me senti protegida nos braços dele. Todo esse tempo ele me protegeu, desde o início, mesmo quando eu não sabia quem ele era. Me sinto grata por tê-lo na minha vida. Olho pra ele querendo agradecer por apenas ser ele.

Passo a mão no seu rosto e me deixo levar pela emoção, eu quero beijá-lo há dias, o que aconteceu hoje só me mostrou que eu deveria ter feito isso antes, ter dito pra ele o que eu sinto, e agora isso parece tão certo. Ele me lembra que tem namorada e isso realmente não me importa agora, eu só quero sentir o conforto dos lábios dele nos meus.

Meu corpo todo esquenta, meu coração acelera e sinto borboletas invadirem meu estômago de novo. O toque suave dele no meu pescoço, me beijando com mais vontade, me sinto flutuar.

Infelizmente, o caminho foi mais curto do que eu esperava e o motorista anuncia a chegada. Ele se afasta, buscando ar e diz que vai terminar com a namorada. Fico feliz. Saímos do carro e me ajeito no moletom que me deram na delegacia. Ele abre a portaria e avistamos Rebekah aguardando.

Antes de dizermos qualquer coisa ela começa a despejar tudo o que aconteceu semana passada, e além de não querer, não tenho forças pra me defender. Nada disso importa agora. Eu sei que Stefan gosta de mim, e isso me conforta.

Ela mostra toda a futilidade e insensibilidade peculiar, e eu não tenho o que dizer, mas, percebo que ele está incomodado. Subimos e ele me questiona. Não nego, não tenho forças pra discutir e ele me acusa de mentir pra ele. Me defendo e me sinto perdida.

Ele tem razão, eu fiz igual a ela, Katherine já tinha dito que foi errado, e eu sei disso. Tanto que me desculpei e desmenti a história das barrinhas. Eu podia ter deixado, mas, não fiz. Ele me compara a ela, e isso me magoa, muito.

Não sei o que dizer, não tenho mais como pedir desculpas, porque ele tem razão, eu menti pra ele. Mesmo assim, tento. Ele decide ir embora, sem me ouvir. Imagino que esteja magoado e não acho que vá adiantar falar algo agora. Mesmo assim, me desculpo. Ele vai embora sem olhar pra trás.

Sento no corredor, chorando. Não quero entrar em casa nesse estado. Respiro fundo, tentando parar de chorar. Meu corpo dói, minha cabeça gira. Pego o celular e ligo pra ele, quero dizer alguma coisa e cai direto na caixa postal, desisto. Seco as lágrimas na manga e resolvo entrar, torcendo pra Kath não estar acordada e não me ver assim.

Um silêncio total, o apartamento é todo escuridão. Prefiro. Entro devagar e caminho pro meu quarto. Tiro o casaco e termino de rasgar o vestido. Não quero nenhuma lembrança desse dia terrível. Decido tomar banho pra lavar o corpo, já que não consigo lavar a alma.

Me sinto pior pelo que Stefan me falou do que pelo ataque daquele cretino. As palavras dele, a dor nos olhos dele, lembrar disso tá sendo insuportável. Eu não queria ter envolvido ele nisso, não era pra ser assim. Queria minha mãe aqui, agora. Ela saberia o que dizer.

Termino o banho e tento dormir, meus pensamentos voam, com tudo o que aconteceu desde a morte dos meus pais. Eu me tornei outra pessoa, competitiva, egoísta, vingativa. Eu também não gosto dessa nova eu, e não faço questão de tê-la por perto. Sinto meus olhos pesarem e acabo adormecendo de cansaço.

POV Stefan

O Elevador abre e Rebekah permanece me esperando, eu saio igual um furacão.

— Vamos embora. — Ela vem, reclamando, eu paro. — Você quer mesmo continuar discutindo isso agora? Então tá. Quer saber? Eu cansei! Eu cansei de ficar me equilibrando pra ter um relacionamento saudável quando você só quer me atormentar. Você se importa demais com sua aparência e muito pouco com seu caráter. Você é linda demais, eu fico tonto com isso, mas, cansei desses joguetes, dessas suas artimanhas e ardis. Suas ameaças ensaiadas, eu tô cheio dessa perturbação na minha cabeça. Você é mimada e me vê como um brinquedo seu que ninguém pode tirar. Você nem deve me amar de verdade, só tá acostumada a me ter te bajulando o tempo todo. Não aguento mais isso. Estou farto de ser um joguete na sua mão, um troféu que você exibe pra todo mundo. “O namorado capitão do time”. Quantas vezes a gente já não teve essa conversa? Eu cansei de ficar tentando fazer você entender. Se você não consegue aprender, a vida um dia te ensina. Pra mim chega, já deu!

— Stefan... Eu achei que você tava me traindo...

— Sabe o que mais me irrita nisso, Rebekah? É isso, essa sua desconfiança o tempo todo, isso que me afastou de você. Quando que nesses anos que a gente namora eu te dei algum motivo pra pensar isso? Não passou na sua cabeça que tinha um motivo pra eu sair e te deixar sozinha? Eu avisei, eu mandei uma mensagem te explicando.. — ela me interrompe.

— Eu não recebi nada. E tentei ligar pra você diversas vezes, e o celular desligado. — pego o aparelho do bolso, sem bateria, a última mensagem nem deve ter ido. Fiquei mexendo nele a noite toda, Elena deu sorte que ainda conseguiu me mandar uma mensagem a tempo. Respiro fundo e meu estômago dói em pensar que, por pouco, a coisa poderia ter sido pior. Abro a porta de saída e continuo discutindo no meio da rua.

— Eu nunca fiz nada pra você achar que eu te largaria sozinha num lugar se não tivesse um bom motivo, mas, você, como foram as palavras que você mesma usou? Ah, sim. “prefere sempre pensar o pior de mim”. Eu tô bem cansado disso, Rebekah. Pra mim chega, eu tô terminando, se não estiver sendo muito claro.

— Ah, claro, agora que você conseguiu o que queria vai me dispensar, né. Era só isso, transar comigo e me largar! — sinto o chão sumir sob meus pés. A raiva toma conta de mim quando ela termina de falar isso. Respiro fundo pra não perder o controle e abaixo o tom de voz, pra tentar não ser escroto.

— Eu esperei você querer. Eu aguardei o seu tempo. Eu poderia ter transado, como você mesma faz questão de dizer, com todas as garotas que me dão mole, e eu não fiz isso. Porque eu queria que fosse especial com você. Eu não queria transar por transar, eu queria transar com a minha namorada. Eu aguardei você querer transar comigo, o tanto que eu já queria transar contigo. E ouvir você dizendo isso agora, me faz ter certeza da decisão que eu tô tomando. Eu não quero mais falar com você, eu não quero sequer olhar pra você. Você pode dizer o que quiser de mim, eu não ligo. Até porque, eu sei que vai dizer mesmo. Mas, por favor, não fala mais comigo.

Ela me olha com os olhos marejados, enquanto faço sinal pra George manobrar o carro e peço que a acompanhe até em casa. Ele me olha confuso.

— Eu espero aqui até você voltar.

Ela ainda ensaia uma reclamação, eu ignoro, abrindo a porta do carro pra ela entrar. Fecho a porta e entro no prédio do meu irmão, de novo, sem olhar pra trás. Meu corpo treme de raiva de tudo isso. Meu estômago arde. Sento no sofá do hall, colocando meus pensamentos em ordem.

Apoio a cabeça nas mãos, tentando equilibrar meus sentimentos. Não esperava saber de todas essas coisas sobre Elena. Como eu pude me apaixonar e não perceber isso? Respiro me jogando pra trás no encosto, olhando pro teto.

— Precisa de ajuda pra subir? — ouço uma voz doce falando comigo e avisto Caroline do meu lado, sorrindo. — Bebeu demais? Saíram da festa cedo...

— Antes fosse. — respondo, sorrindo, tentando me recompor. Ela senta do meu lado. — Precisei trazer Elena.

— Hum... Vocês estão namorando? — ela me pergunta, curiosa.

— Não. Elena é só... – eu ia responder uma amiga, mas, duvido disso agora. — irmã da minha cunhada. — digo.

— Entendo. Que rapaz responsável. — ela passa a mão no meu ombro e sorrio, sem graça. — Você não parece muito bem.

— Não estou. Descobri umas coisas desagradáveis.

— Quer subir e conversar? — Fico confuso com o convite, mas, aceito. Não que eu vá contar tudo o que aconteceu, mas, bater um papo agora é exatamente o que tô precisando. Ela sorri e se levanta, esticando a mão pra mim. Me levanto, deixo recado com o porteiro, pra quando George voltar, me aguardar, pegamos o elevador, parando no 12.

O corredor nunca pareceu tão longo e Caroline vai na frente, procurando a chave na bolsa. Minha cabeça gira pensando em tudo que Rebekah e Elena aprontaram uma pra outra, e me irrito em não ter insistido pela verdade.

Caroline abre a porta e me convida pra entrar. O apartamento é um pouco menor do que do Damon, mas bonitinho. Parece um pouco uma casa de bonecas, com rosa demais em volta. Ela larga a bolsa em cima do balcão da cozinha, abre a geladeira pegando duas cervejas e me entrega uma.

— Senta, fica a vontade. Vou tirar esses saltos. — e atravessa o corredor.

— Você mora aqui há muito tempo? — pergunto, vendo ela se afastar.

— Não, vim pra cá esse ano, quando fui aceita em Juilliard. — ela responde, entrando num dos cômodos.

Me acomodo numa poltrona que pareceu macia e abro a cerveja. A mensagem de Elena me deixou sóbrio e todo o resto que veio depois. Eu só queria ter ficado bêbado e curtir a festa e o que consegui foi aborrecimento.

— Então, Stefan, me conta, o que te incomoda? — Caroline sai do quarto, vestindo um shortinho jeans e uma camiseta larguinha, sem sutiã, super sexy, que me deixa um pouco perturbado. E fico sem ar por um minuto.

Ela senta no sofá, coloca os pés pra cima e as palavras me escapam. Ela é claramente mais velha que eu, será que ela sabe disso? Claro que não, eu estava numa festa pra maiores quando ela me conheceu, mas, também não vai ser agora que eu vou contar.

— Senta aqui do meu lado, me conta. — ela insiste.

Me levanto, vou pro sofá e me acomodo ao lado dela. Puxo outro assunto.

— Você morava onde?

— Eu sou de Luisiana, New Orleans. Meus pais ainda moram lá. E você?

— Sempre morei aqui. — conto, olhando pro gargalo da garrafa. Ela engata um assunto falando da própria cidade e emenda outro. Eu só escuto e sorrio.

— Eu tô adorando New York. É sempre tão movimentado e tanta cultura! As pessoas tão sempre correndo, mas, a cidade respira emoção! — ela fala de forma tão empolgada que me encanta. Gesticula de um jeito charmoso e mexe no cabelo enquanto fala. Lembro de Elena, ajeitando o cabelo atrás da orelha e meu peito pesa.

— Preciso ir. — ameaço me levantar, ela segura meu braço.

— Tá cedo ainda. — olho o relógio, são quase duas horas e meu pai vai me matar se eu chegar depois disso, mas, como explico pra ela que não posso chegar tarde? Minto, descaradamente.

— Eu tenho umas coisas pra resolver amanhã cedo, preciso mesmo ir.

— Tudo bem. — Ela responde, se levantando de um jeito muito sensual que me deixa um pouco nervoso. — Agora você já sabe onde fica, pode voltar quando quiser. — ela segura meu braço e fala mansinho, meu corpo treme. Sorrio, sem jeito. Ela me entrega um cartão. — Me liga.

Vou andando até a porta, terminando a cerveja. Caroline abre a porta e me olha, sorridente. A manga da blusa caiu do ombro, revelando mais pele do que deveria, deixando ela mais sexy, e penso se não deveria ficar. Em tempo algum eu tive uma oportunidade de estar com uma garota diferente da Rebekah, é a segunda vez que ela surge e a segunda vez que preciso sair correndo. Olho pra ela, mantendo metade do meu corpo pra fora, sem querer me despedir.

Ela se encosta, colocando a mão no meu peito. Meu coração dispara e sinto meu sangue gelar. Ela se aproxima do meu rosto e me dá um beijo na boca, sem suspense. Passo a mão na cintura dela, retribuindo. Me separo, em seguida, e me despeço.

— Boa noite.

— Boa noite. — ela sorri e me responde.

Entro no elevador puto comigo mesmo. Me lembrei do beijo no carro, como me senti, a emoção, o gosto. Foi especial, eu queria tanto e foi perfeito. Caroline é linda, divertida e sexy. Caralho, como é sexy! Mas minhas lembranças são todas da Elena, eu me apaixonei por ela, era com ela que eu queria estar agora. E toda essa história entre ela e Rebekah me irritou demais.

Mesmo que eu pudesse ficar, não seria legal. Eu não consigo desviar minha mente disso. Por sorte, George me espera do outro lado da rua. Sigo até o carro, meio tonto com essas informações pipocando no meu cérebro ainda. Chego em casa quase no horário limite, e meu pai sequer está acordado.

Tomo um banho pra colocar os pensamentos em ordem e conseguir dormir. Gostaria de esquecer esse dia.

POV Elena

Me isolei o domingo inteiro, me martirizando pelo que aconteceu. Acabei contando pra minha irmã sobre o ataque no terraço e pedi segredo, acho que Damon seria capaz de abrir um processo e eu realmente não tenho estrutura pra passar por nada disso.

A semana passou arrastada, apesar da modinha que eu e Rebekah acabamos criando. Metade das meninas apareceram de cabelo roxo, a outra metade com uniformes rajados de pink, deixando o reitor enlouquecido. Mas foi engraçado ver a divisão.

Stefan tem falado comigo só o essencial, as brincadeiras na natação pararam, ele voltou a não almoçar no mesmo horário que a Lexi, e não me acompanha mais até o abrigo, chega e sai depois de mim. Eu tentei conversar, mas, ele me cortou algumas vezes, então, desisti.

Kath e Damon ficam me perguntando sobre ele e eu já não tenho mais desculpas pra dar de porquê ele não tem ido jantar lá em casa. Eu tentei me desculpar, ele não quer me ouvir. Não vou ficar provando que sou diferente dessa víbora da namorada dele. Se ele prefere ficar com ela, azar. Devem se merecer mesmo. Eu desisti de me culpar.

Hoje temos jogo fora, em outro colégio e é estranho estar em ambiente diferente. Nos aquecemos num pedacinho da quadra, e ainda tô bem tímida com meu uniforme. Os rapazes saem do vestiário pra se aquecer e percebo que Stefan nem olha pra Rebekah. Ela também não se aproxima dele pro tal beijo da sorte e fico confusa. Chego perto de Lexi, curiosa e pergunto.

— Terminaram. Mas, eu não posso falar disso contigo, Elena. Ele me pediu. E chega desse assunto, vamos, coreografia!

Volto a dançar e me sinto menos pior. Ele não tá falando comigo, mas, também não está mais com ela. Eu queria ter sabido disso. Sinto muita falta das nossas conversas. Agora, pelo menos não tem mais essa garota no caminho, em algum momento, eu consigo me aproximar de novo e ele vai me perdoar, eu sei.

POV Stefan

Essa semana foi bem difícil. Ver Elena e lembrar do que ela fez está sendo torturante. Eu queria que ela tivesse confiado em mim como eu confiei nela. Me sinto magoado e traído com toda essa história. Ela tentou se desculpar, mas, isso não muda o fato dela ter feito. Não adianta se arrepender depois, se não pretende mudar de verdade, e eu não tenho visto nada que comprove essa mudança.

Além disso, ela decidiu contar pro Joe todas as armadilhas entre ela e Rebekah, e ele não só ficou do lado dela, como veio querer me culpar por isso. Meu melhor amigo contra mim. Ainda tenho que ficar vendo ele bajulando ela na saída do abrigo, é irritante.

Rebekah, por outro lado, parece ter desistido de mim e acho bom. Não tem tentado falar comigo, e me ignora nos treinos. Exatamente como pedi. Meu pai andou tão ocupado essa semana que ainda não contei que terminei com ela.

E, fora isso, George tem me ensinado a dirigir e ainda estou aprendendo a pilotar motos pra poder usar meu presente de aniversário em breve. Tô tentando me focar nisso pra esquecer o que realmente me atormenta. Olhar pra Elena todos os dias e ficar distante.

Assim que o jogo acaba, pego minhas coisas pra ir direto pra casa. Não paro nem pra tomar banho, não estou afim de papo e confraternizações, apesar de termos ganhado, de novo. Lexi vem falar comigo na saída, pra comemorar. Dou um abraço e digo que prefiro ficar sozinho. Ela entende e se despede.

Chego em casa e papai está na biblioteca. Tomo um banho antes e vou falar com ele. Ele me mostra alguns papeis da empresa master, e me dou conta que no outro dia, o da festa, enquanto esperava Rebekah se arrumar, Elijah estava me perguntando sobre isso.

Paro pra olhar e vejo que o patrimônio do meu pai é muito maior do que eu pensava. Fico um pouco assustado com os números e entendo que Elijah é sócio de uma pequena parte, e fico confuso com o interesse dele e comento. Meu pai diz que é um interesse normal, já que eu sou o único herdeiro e namoro a filha dele.

— Então, pai, sobre isso... — respiro fundo – é sobre isso mesmo que eu queria conversar. Eu não namoro mais ela. — ele me olha um pouco furioso.

— Como não? Semana passada vocês estavam juntos, indo a uma festa, o que aconteceu?

— Exatamente, depois dessa festa, eu descobri que a Rebekah não é quem eu pensava e, bom... Eu terminei.

Ele mantém a expressão furiosa, me dá um sermão sobre ética e caráter, e que não me criou pra ser um cretino que abandona uma garota depois que transa com ela.

— Eu não... Peraí, como o senhor sabe que eu transei com ela?

— Eu não sou idiota, Stefan! — e continua me dando esporro sobre isso. Tento me defender, sem sucesso. — Você vai se desculpar com ela.

— Eu não vou não, porque eu não fiz nada de errado. Foi ela quem fez. Eu terminei e vai ficar terminado. — digo, no mesmo tom que ele e quase me arrependo quando ele levanta.

— Eu sabia que essas idas a casa do rebelde do teu irmão iam fazer isso. Desde quando você me desrespeita assim? Perdeu o juízo? Você vai na casa dos Mikaelson e vocês vão voltar a namorar, porque eu estou mandando. Eu tenho planos pra você e isso inclui seu casamento. — me assusto com essa ideia.

— Pai, eu não vou voltar com ela. Parece até que o senhor tá me vendendo. O Elijah tá sabendo de alguma coisa e chantageando o senhor, é isso? Essa aliança é pra manter ele calado, porque a filha vai herdar metade se casando comigo, por acaso? — esbravejo, irritado.

Neste momento, vejo meu pai colocando a mão no peito e se curvando, ficando calado. Meu coração para quando ele cai no chão com o olhar fixo no nada, se contorcendo. Grito pedindo socorro e George vem correndo. Ele arrasta meu pai dizendo que vai pro Hospital.

— Ele tá tendo um ataque cardíaco.