Never Mind

19 Capítulo 18 - Um Beijo Interrompido.


Notas iniciais
Oi pessoal! já tinha uns dias que eu não postava né? Mais enfim, aqui estou eu com um capitulo acabado de sair do forno, ou melhor da minha imaginação extraordinariamente fértil.
Espero que gostem (:

Já havia passado duas semanas desde que Demi havia voltado a ser amiga de Sterling. Até o momento estava indo tudo ótimo. Os garotos do time de futebol estavam pegando um pouco menos no pé de Sterling, e isso era um grande avanço.

Numa quarta feira, depois de ter batido o último sinal, Demi foi para casa, quando chegou se deparou com um cheiro inconfundível de queimado. Parecia que a casa estava pegando fogo.

Ela correu até cozinha. Será que Mary tinha esquecido alguma coisa no fogo? Ela não era de esquecer as coisas.

Tudo foi explicado quando ao entrar na cozinha Demi se deparou com sua mãe tentando retirar alguma cosia queimada do forno. Ela colocou a mochila no chão e antes de qualquer coisa perguntou.

-Cadê a Mary?

Depois de tirar um tabuleiro com o que deveria ser um frango assado do forno ela respondeu.

-Dei um dia de folga a ela. Eu não tinha nenhuma reunião hoje então... Pensei que pudéssemos passar um tempo juntas e tentei fazer o almoço – ela disse com um meio sorriso apontando para o frango completamente tostado sobre a mesa.

Demi olhou para a mãe e ergueu uma sobrancelha.

-Primeiramente você não sabe cozinhar e segundo... Porque você queria passar um tempo comigo?

-Bem, depois que eu voltei de viagem mal temos nos visto dentro de casa, eu achei que agente podia sei lá passar um tempo juntas porque tem tanto tempo que agente nem conversa...

-Escuta Dona Dianna... – Demi começou a falar tentando não ser tão grossa quanto gostaria — nós duas sabemos bem que você não quer passar o dia comigo e eu não quero passar o dia com você.

-Isso não é verdade, é claro que eu quero passar o dia com a minha filhinha...

Demi revirou os olhos.

-Pelo amor de Deus não use diminutivos como ‘’filhinha’’ perto de mim. Você sabe que é verdade não vai dar certo nós duas sozinhas por muito tempo no mesmo ambiente.

-Demi – Dianna suspirou e chegou mais perto da filha – vamos tentar vai, só dessa vez, podemos sei lá ir ao shopping ou fazer o que você quiser... Na semana passada eu conversei com o doutor Steve e ele me disse que talvez você esteja se comportando assim porque quer chamar atenção e se eu passasse um tempo com você...

-Então é isso? Você conversou com o psicólogo que você me obrigou a freqüentar a uns anos atrás e ele acha que eu tenho problemas de comportamento? Esse cara não me conhece! E você só quer passar um tempo comigo porque ele disse que talvez isso fosse bom... Que ótimo! – Demi disse a ultima frase sarcasticamente e saiu da cozinha quase correndo.

Dianna ficou sem saber o que fazer. Ela tinha que admitir não conhecia mais a própria filha. Tudo bem, ela não era um modelo de mãe há um muito tempo, na verdade nunca havia sido um bom modelo de mãe mais durante um bom tempo fez o melhor que conseguiu mais depois que seu marido morreu ficou tudo muito mais difícil.

Então ela teve uma idéia, talvez não uma das melhores, mais foi até a sala e abriu a agenda de telefones. Se esforçou ao máximo pra lembrar o nome de pelo menos um dos amigos de Demi ou pelo menos do namorado dela.

Depois de pensar muito ela conseguiu se lembrar de pelo menos um... Sterling era esse o nome não era?

Ela procurou o número na agenda e ligou.

Depois que ele próprio atendeu no telefone Dianna pediu a ele que falasse com Demi talvez conseguisse descobrir o que realmente havia de errado com ela ou pelo menos convence La de voltar ao psicólogo.

Depois de receber um telefonema um tanto desesperado da mãe de Demi, Sterling, antes de sair de casa para ir falar com Demi tentou pensar no porque a mãe dela estava tão preocupada, até que nos últimos dias Demi estava sendo bem... Demi.

Claro ela ainda agia muito diferente da Demi que Sterling admirava por completo. Uma garota doce, preocupada com todos, que não ligava para o que os outros dissessem e ficava completamente feliz quando a mãe voltava de viagem.

Ele chegou em frente a casa de Demi e bateu na porta. A mãe dela abriu, agradeceu por ele ter ido e disse que ela estava trancada no quarto.

Sterling subiu as escadas e quando estava prestes a bater na porta do quarto de Demi escutou um barulho que logo ele distinguiu ser o som do violão seguido pela voz de Demi.

Ele chegou mais perto da porta tentando não fazer barulho e se concentrou para escutar.

And while he was hangin' by a thread

these were the final words he said

Era difícil escutar tudo, então ele se esforçou mais.

She's beautiful, so beautiful.

It might get rough sometimes

But I hope she keeps her faith.

Sterling finalmente desistiu de tentar ouvir e bateu na porta.

-Vai embora! – Demi gritou.

-Demi sou eu Sterling!

Passaram alguns segundos e ele ouviu a tranca sendo aberta e logo depois Demi apareceu. Não estava lá com a melhor das aparências, estava um pouco pálida e com os olhos vermelhos.

Sterling entrou no quarto e Demi fechou a porta.

Estava tudo um tanto... Bagunçado. Havia alguns papéis de balas e biscoitos sobre a cama, alguns caindo até no chão. Haviam vários papéis amassados jogados em um canto, e outros vários rabiscados em cima da cama.

-Demi, você comeu isso tudo? – ele perguntou espantado com a quantidade de pacotes de biscoito jogados se distribuindo entre a cama e o chão.

Ela passou a mão no rosto e se apressou em recolher todos os pacotes vazios e jogar na lixeira.

-Selena não diz que biscoitos resolvem tudo? Pensei que eles pudessem dar uma ajudinha com os meus problemas. – ela deu de ombros.

-É, mais não devia comer tanto assim, vai passar mal, aliás, tem certeza de que você não está passando mal? Está tão... Pálida.

-Eu estou bem Ster. Mais me diz, porque você veio aqui?

Sterling não podia contar que a mãe de Demi tinha ligado pra ele ou só pioraria a situação ao invés de ajudar.

-Sei lá, de repente me deu vontade de te ver, e pelo visto, acho que você ta precisando desabafar.

Ela deu um suspirou.

-Não, não preciso eu só precisava que – outro suspiro – que desse pra voltar no passado e mudar algumas coisas sabe?

-Ah, sei... Mais o que você ia querer mudar?

Ela deu de ombros.

-O que você mudaria se pudesse?

Faria o possível pra você nunca ter mudado – ele pensou. Mais respondeu.

-Muitas coisas. Pra melhor claro.

Demi assentiu. Por alguma razão Sterling resolveu mudar de assunto.

-Ouvi você cantando lá de fora... Que música era?

-Só uma música que eu escrevi há um tempo.

-Hum... Será que eu posso ouvir?

Demi deu outro suspiro, longo. A cada minuto ela parecia mais pálida.

-Vamos fazer uma coisa? Você está devendo uma música daquele dia na sua casa lembra? Então você canta uma música pra mim e talvez eu cante a minha música pra você, está bem?

Sterling revirou os olhos.

-Está bem... Mais posso pedir uma coisa?

-O que?

-Você vai tomar um remédio pra parar de ficar pálida, sério parece que você vai desmaiar a qualquer momento.

O pior é que realmente Demi se sentia como se fosse desmaiar a qualquer momento. Depois de comer tanta coisa ela havia passado um bom tempo no banheiro colocando tudo pra fora, e para compensar havia vomita até mais do que havia comido.

-Prometo – ela disse forçando um sorriso.

Ele pegou o violão e começou a tocar e em seguida a cantar.

They come and go but they don't know

That you are my beautiful

I try to come closer with you

But they all say we won't make it through

But I'll be there forever

You will see that it's better

All our hopes and our dreams will come true

I will not disappoint you

I'll be right there for you 'til the end

The end of time

Please be mine

I'm in and out of love with you

Trying to find if it's really true

na na na na

How can I prove my love

If they all think I'm not good enough

But I'll be there forever

You will see that it's better

All our hopes and our dreams will come true

I will not disappoint you

I will be right there for you 'til the end

The end of time

Please be mine

I can't stop the rain from falling

Can't stop my heart from calling you

It's calling you

I can't stop the rain from falling

Can't stop my heart from calling you

It's calling you

I can't stop the rain from falling

Can't stop my heart from calling you

It's calling you

But I'll be there forever

You will see that it's better

All our hopes and our dreams will come true

I will not disappoint you

I will be right there for you 'til the end

The end of time

Please be mine

Sterling cantou a música toda olhando bem nos olhos de Demi, como se olhar para ela fosse fazer ele cantar melhor ou sei lá. Parecia que ele não estava apenas cantando, mais dizendo alguma cosia... Alguma coisa que ele realmente queria dizer pra ela.

Demi também olhava nos olhos de Sterling. Tentando se concentrar na música sem ficar completamente perdida nos olhos dele, o que convenhamos era quase impossível.

Eles estavam perto um do outro e inconscientemente pensando a mesma coisa. Que chegar um pouco mais perto não seria nada mal. E foi o que eles fizeram. Ficaram tão perto um do outro, que podiam sentir um a respiração de outro, os olhos semicerrados prontos pra se fechar, dava até pra terem se beijado. E com certeza teriam se beijado se não tivessem sido interrompidos por um:

-Ster... Acho que eu não estou muito bem.

Sterling abriu os olhos por completo de novo e largou o violão a tempo de segurar Demi que havia acabado de desmaiar.

Notas finais
Reviews?