Never Let Me Go

11 Capítulo 11. Ofensas e Assuntos Sérios


Notas iniciais
Meus lindo e maravilhosos!
Sinto muito dizer que esse capítulo não vai ter POV. Percy, porque eu só recebi quatro reviews no capítulo anterior e a fic tem 33 leitores.
Gente, 33, trinta e três, leitores, e eu recebo somente 4 reviews?? Vocês querem que eu morra do coração, por acaso? Não, e não. Sou muito jovem para morrer ( e se eu morresse mesmo eu ia atormentar vocês todos porque sou filha de Hades e meu espírito iria ficar vagando por aí. )
Mas enfim, eu quero que todos os leitores desta fic - incluindo os fantasmas, os que favoritaram a fic, e todos os demais - para comentarem. O motivo? Se a fic receber MUITOS reviews eu posto capítulo com POV. Percy e mais um bônus...
Boa leitura, meus maravilhosos!
Beijos, bye!
.-.

POV. Annabeth Chase

– Me beije. — ele repetiu me analisando, enquanto eu sentia que todos os olhares da sala estavam em mim.

Percy me observou como se esperasse que eu fosse correndo para seus braços como todas as outras que ele provavelmente já tinha feito este mesmo teste. Mas ele estava muito enganado, pois eu não sou como nenhuma outra que ele já conheceu. E eu iria esfregar isso na cara dele.

– Não. — respondi normalmente. Eu não estava com medo ou até mesmo me sentindo ameaçada no momento. Na verdade, eu não estava sentindo e demonstrando nenhum tipo de sentimento.

– O quê disse? — ele perguntou, se levantando de cima da mesa em que estava sentado. Seu olhar era de raiva como se ele não tivesse acreditado em minha simples negação.

– Eu disse não. E se quer a frase completa, eu digo: Eu não vou te beijar só porque você acha que tem o direito de me mandar por ser metido e mimado filho do diretor desta academia. — a sala toda ficou em silêncio, e a tensão pairava no ar; ninguém ousava falar uma palavra sequer.

Percy me olhou com raiva e determinação, como se minhas palavras o estivessem ofendendo — o que na verdade, era essa a intenção.

– Nossa, Jackson. — começou Leo. — Levando um fora da novata. — e assim, a sala toda começou a rir, porém, a tensão ainda estava presente.

– Calados! — Percy gritou e mandou um olhar frio e singelo para Leo, o qual tentou não demonstrar se importar, mas falhou a tentativa. — Você acha que tem o direito de me insultar? — ele se virou para mim.

– Primeiro, você me ofendeu me pedindo para te beijar. E segundo, quem te da o direito de pensar que eu te beijaria? Eu tenho amor próprio. — eu disse e ele me fuzilou com o olhar.

– Olha aqui sua vadia. — ele disse se aproximando, e eu não me movi. — Eu vou te mostrar com quem você está lidando.

Percy se aproximou e eu bolei um plano rápido e brilhante. Mas ele fez algo que eu nunca iria imaginar que ele poderia fazer: ele me deu uma rasteirinha, e logo em seguida subiu em cima de meu corpo, pressionando meus braços para baixo enquanto ele se aproximava de meu ouvido e sussurrava:

– Dessa vez você não vai fugir de mim.

Flashback ON

Christopher me agarrou e me levou até o armário do zelador. Eu tentei me soltar e por isso ele me jogou com força contra a parede, que com a pancada fez com que fizesse um ponto sensível em minha cabeça. Coloquei minha mão ali e senti uma pequena quantidade de líquido entre meus dedos — sangue. Enquanto isso, ouvi a porta sendo trancada.

– Sabe Annabeth, eu venho esperando por este dia por muito tempo. — ele disse e me virou de barriga para cima, se sentando em meu tronco enquanto forçava meus braços acima de minha cabeça e continuou á dizer com uma voz rouca:

– O dia em que eu te tomaria pra mim. — e assim ele atacou meus lábios, me fazendo desejar estar morta.

Flashback OFF

Percy sussurrou em meu ouvido e atacou meus lábios ferozmente. Eu não o retribuí, mas senti que o gosto de sua boca era viciante, assim como o seu cheiro de maresia. Quando ele forçou a passagem de usa língua, eu meio que voltei á realidade.

Em um ato completo de desespero, usei a força de minhas pernas para empurrá-lo por cima de mim, o qual rolou desajeitadamente por causa do susto de meu ato, e aproveitei isso á meu favor. Fiquei rapidamente em pé e o observei atentamente enquanto se levantava também.

– É assim que você quer jogar, Chase? — e por um pequeno instante, me perguntei como ele sabia meu sobrenome. — Pois saiba que eu li sua ficha. — ele entrou em posição de combate e terminou dizendo:

– Vamos ver se é tão boa como a sua ficha diz ser. — e assim ele atacou com um ataque pela minha direita.

Eu o desviei com meus braços, e com meu pé, ataquei em seu joelho direito, o fazendo dobrar para o lado direito encostando-o no chão, enquanto eu pegava seu braço e o torcia como eu fiz mais cedo na biblioteca. Mas ele, também sabia um pouco de artes marciais. Ele, agilmente se virou me fazendo perder o equilíbrio por tropeçar em seu pé esquerdo, o qual estava esticado, me fazendo ir ao chão enquanto ele subia novamente por cima de meu corpo, porém, desta vez, eu o deixei com a ideia de que ele venceu, pois sua guarda estava abaixada.

– Parece que não é tão boa, afinal de contas. — ele zombou.

– Isto foi somente o aquecimento. — eu disse e como a guarda dele estava abaixada, eu me girei para a esquerda e ele foi junto, já que tinha parado de me prensar contra o chão. E antes que ele percebesse , eu o tinha derrotado, pois estava em uma posição onde meu braço direito estava parado acima de sua garganta, e meu pé direito estava pressionando seu pulso para frente, o dando um certo ponto de dor. E sem mencionar que meu joelho estava muito próximo de um certo lugar logo abaixo de seu abdômen.

– Se rende? — perguntei.

– Nunca. — ele respondeu ofegante. E antes que eu pudesse dar o golpe final, para demonstrar que a luta não iria continuar, as portas da sala foram rudemente abertas e uma voz grossa, que em seu tom continha grandeza:

– O quê está acontecendo aqui? — Poseidon falou e por um instante eu me distraí, e Percy, aproveitou o momento para que me derrubasse e que se pressionasse contra meu corpo, e desta vez, ele não abaixou a guarda. Porém, o único problema era que em seus olhos, um brilho de maliciosidade surgiu, o que só me fez fuzilá-lo com meu olhar frio.

– Percy! Saia de cima dela! — Poseidon falou alto e em bom som, e seu tom era furioso quando viu a cena. Mas Percy não o ouviu. — Agora!

Percy me soltou e se levantou relutante, e me encarou me fuzilando com seus olhos verde-mar, enquanto eu me levantava e ficava á sua frente.

– Os dois, agora em meu escritório. — Poseidon disse e Percy se moveu indo em direção á porta bufando, enquanto eu o seguia atenta á cada passo seu. — E o que vocês estão fazendo fora da cama á essa hora?! Pros seus devidos quartos! Agora!

E a última coisa que eu queria desde que entrei na Deadly Fights eu tinha conseguido no primeiro dia na Force Academy: encrenca.

[...]

Percy tinha ido primeiro, pois assim queria Poseidon.

Eu estava sentada em uma das cadeiras que tinha no corredor de seu escritório, aguardando pelo momento em que ele terminasse sua conversa com Percy.

Bufei indignada comigo mesmo.

" Como tudo isso aconteceu? Eu só neguei o meu teste. " pensei.

" E assim você o ofendeu. E foi aí que tudo isso aconteceu. " minha mente me contrariou e eu aceitei a derrota. Sim, eu tinha começado e eu iria falar isso para Poseidon. Mesmo se ele achasse que eu estava defendendo seu filho, eu iria falar que quem começou para contribuir para a luta fui eu. Era o certo a fazer.

Suspirei profundamente e o som das portas de madeira ecoaram pelo corredor, me fazendo gelar.

Quando me levantei da cadeira, Percy saiu extremamente bravo do escritório de seu pai, e se sentou frustadamente em uma das cadeiras próximas de onde eu estava. Eu o ignorei e segui para a sala de Poseidon.

Quando cheguei na porta, respirei fundo e bati três vezes. Ouvi ele dizer entre, e abri a porta.

Quando entrei em seu escritório, me forcei á não reparar em como ele era, pois me concentrei em Poseidon que estava sentado em sua cadeira de couro, me olhando intensamente.

– Pode se sentar Srta. Chase. — ele indicou a cadeira á frente de sua mesa e assim eu o fiz.

– Não irei conversar com você como uma criança, Annabeth. — ele começou. — Mas também não terei uma conversa séria.

Concordei com a cabeça. Aprendi que nessas horas, tudo o que você tem que fazer é concordar e permanecer em silêncio.

– Deixe-me fazer-te uma pergunta: por acaso você viu alguma câmera de segurança pelos corredores, elevador e salas? — ele perguntou.

– Com todo o respeito, senhor, acredito que não. — terminei a frase assim, para que se ele quisesse ouvir o resto, ele teria que autorizar.

– Prossiga.

– Porém, acredito que o senhor usa o mesmo método que o Sr. Zeus usa: por minusculas câmeras de segurança instaladas aonde o Senhor bem entender.

– Sim, está certa. — ele disse. — E por isso que eu quero que você saiba que se a Srta. preparou algum tipo de discurso sobre que meu filho não é o culpado e sim você quem começou á dar motivos para lutarem, pode esquecê-lo. Eu vi a luta Srta. Chase. Porém, receio que vocês dois tenham a mesma parcela de culpa neste sentido.

– Sim, Senhor. — respondi. — E me desculpe se ofendendo seu filho eu o ofendi.

– Não se preocupe, Srta. Está perdoada. — concordei com a cabeça e Poseidon se ajeitou em sua cadeira dizendo:

– Eu tenho uma dúvida sobre um assunto extremamente delicado sobre a Srta. E se me permite, eu gostaria de saber vindo de você. Isso, se não se sentir incomodada com o assunto.

– Pode perguntar, Senhor. — eu disse, já temendo o pior.

– Em sua ficha, eu li que você foi para a solitária uma vez desde sua entrada á Deadly Fights, entretanto, o motivo de seu exílio, assim por dizer, me deixou curioso, pois não havia relatórios sobre o motivo.

– O Senhor quer saber o motivo de eu ter ido para a solitário? — perguntei.

– Sim, se estiver tudo bem para você compartilhar este fato comigo.

Respirei fundo e me ajeitei na cadeira. O olhei fixo nos olhos e comecei a contar:

– Eu tinha quatorze anos, era meu quarto ano na academia. Eu tinha ido tarde para meu quarto pois estivera ajudando a bibliotecária á empilhar os livros usados pelos alunos por causa das provas que estavam próximas. Eu estava sozinha, tinha recém saído da biblioteca e estava cansada, quando eu fora surpreendida por trás. — eu respirei fundo e continuei. — Era um dos alunos que iria partir por ter completado dezenove anos de idade, e a academia somente continha alunos até esta faixa etária. Sempre havia boatos de que ele se interessava por mim, mas, eu achava que boatos eram somente boatos. Mas descobri que estava errada em relação á isso. Ele me agarrou por trás quando eu tentei correr, e me arrastou em direção ao armário do zelador, trancando-nos ali. — eu suspirei, retirando meus olhos do de Poseidon. Para mim era muito doloroso e humilhante contar sobre esse fato de meu passado.

– Ele me ameaçou de que se eu gritasse por ajuda, eu iria sentir dor. Mas mesmo assim ele me torturou e violentou o meu espírito. Mas quando ele iria de fato me violentar, Quíron e o zelador apareceram e me salvaram por causa das micro-câmeras que estavam instaladas no armário do zelador e gravaram o acontecimento. — eu respirei fundo. e continuei:

– Mas o verdadeiro motivo de eu ter ido para a solitária era que na manhã seguinte, eu o confrontei. Eu o ataquei e descontei toda minha raiva em cada golpe que eu o atingia. Eu nunca fora violenta desse jeito, mas quando vi as marcas que ele deixara em meu corpo, era como se a raiva tivesse me domado, e me obrigasse á fazer tudo o que eu não tive coragem de fazer naquela noite para me defender. Eu o feri bastante, e por fim ele teve que ir ao hospital. Acredito que isso não estava em minha fixa, mas, eu quebrei duas de suas costelas, a clavícula e duas partes de seu ombro. — parei e quando retomei a coragem de olhá-lo nos olhos, tudo o que eu vira era compaixão estampados neles.

– Eu ficara por duas semanas na solitária pelo meu ato, mas no final, eu não me senti bem com o que eu tinha feito. E até hoje eu não sei o motivo disso.

Depois de alguns instantes de silêncio pela sala, Poseidon finalmente falou:

– Sinto muito pelo acontecimento, Annabeth. E admiro muito sua vontade de contá-lo para mim. — concordei com a cabeça. — Acredito que é isso que tinha á conversar com você. — concordei novamente com a cabeça. — Tenha uma boa noite.

Quando me levantei da cadeira passei brevemente meu olhar sobre o escritório, e me surpreendi quando percebi que realmente ficava na parte de vidro que eu tinha visto quando tínhamos entrado na academia. Ele era simples, porém, continha vários retratos dele com peixes, em corais e em barcos.

" Ele tem negócios com barcos. " pensei ao ver que em uma foto tinha um certificado de uma loja de barcos com o nome Poseidon's Boat.

Antes de sair da sala, meu olhar parou em uma maquete em um canto mais afastado do escritório. E sem querer, parei antes de encostar na maçaneta, e encarei espantada a maquete.

– Annabeth? — ele perguntou e eu o perguntei sem retirar meus olhos do projeto.

– Senhor, me diga que aquela assinatura no quadro não é o de minha mãe. — eu disse com dificuldade.

Poseidon não me respondeu, e isso só aumentou minhas suspeitas.

– Sim, senhorita. — ele respondeu e eu senti meu coração pular uma batida. — Esse prédio fora designado pela sua mãe, uma grande e maravilhosa arquiteta, se me permite dizer.

– Me desculpe perguntar, mas vocês se conheceram? — perguntei com dificuldade, mas desta vez, eu o olhei nos olhos.

– Muito antes de você nascer. Eu a conheci em uma viajem de faculdades. Magnífica mulher, tinha os olhos abertos para enxergar as belezas das coisas mais insignificantes e simples. — ele disse e eu dei um sorriso de lado. — Mas quero que saiba Annabeth, que suspeitei no momento em que a vi, que você era a filha dela. Seus olhos são inesquecíveis. — concordei com a cabeça enquanto olhava para o projeto.

– Acho que tomei demais o seu tempo, Senhor. — eu disse. — Boa noite.

– Boa noite. — ele se despediu e eu abri a porta saindo de seu escritório.

E quando me virei, me deparei com Percy. Seus olhos me encaravam com compaixão e um sentimento de confusão. E além dessas camadas de sentimentos extampadas em seus olhos, um brilho, o qual eu não consegui descrever, surgiu em meio o mar de confusão.

" Não. Ele não pode ter ouvido. " pensei e passei por ele rapidamente, seguindo apressada em direção ao elevador, enquanto sentia seu olhar queimar em minhas costas.

[...]

– Finalmente! — Thalia gritou quando eu entrei no quarto e se correu em minha direção me abraçando apertado enquanto dizia:

– Como foi lá? O que ele disse?

– Foi tranquilo, somente conversamos e logo após isso eu saí. — menti.

" Eu não estou preparada para contar á Thalia o que realmente aconteceu naquele escritório. "

– Ainda bem! — ela exclamou. — Você não sabe o que eles estavam comentando sobre você e Percy logo depois do teste! Diziam coisas absurdas como Esses dois vão se enfrentar na cama, Até que eles combinam, e muitas e outras baboseiras sobre você ser difícil, sobre apostas e muito mais!

– Calma, Thalia! — eu disse e ela respirou fundo. — E me conta, qual foi o seu teste?

– Eu não fiz teste nenhum. — ela disse e eu a olhei intrigada. — Eu sou a prima do Percy, e ele declarou que eu não iria fazer o teste.

– Sortuda você, hein. — brinquei e ela riu.

– Que nada.- ela disse rindo e depois ficou séria de repente. — Mas está tudo bem mesmo, Annabeth?

– Sim, Tha. Não se preocupe com coisas que você não deveria se preocupar.- falei e ela assentiu com a cabeça.

Depois disso, Thalia se jogou em sua cama e eu segui para o banheiro. Fiz minha higiene pessoal e prendi meu cabelo em um coque. Voltei para o quarto e vesti meu antigo pijama. Apague a luz, e me deitei em minha cama.

" Amanhã é terça. " pensei. " Amanhã começamos oficialmente como alunas da Force Academy. "

Demorei á pegar no sono, pois fiquei pensando sobre os acontecimentos do dia. Ou melhor, sobre os acontecimentos envolvidos comigo com Percy.

" Eu vou mostra á ele que eu não sou como ninguém que ele já conhecera. " e assim, adormeci com esse pensamento.