Never Let Me Go
18 Capítulo 18. Sentimentos
Notas iniciais
*O* MAIS DUAS RECOMENDAÇÕES!!! #morri Meu Hades, como isso?!?! Quero muito agradecer á vocês duas: "Lory M" e "Sweet Angel" por terem feito eu chorar de emoção! Cara, eu me emocionei tanto!! Muito obrigada!! To quase chorando aqui hehe
2°: Vai ter gente chorando hoje. kspaoskpaosksapo Eu chorei, só pra avisar.
3°: Eu sei que eu deveria ter postado domingo ou sábado mas por problemas e saúde eu nn pude. Adivinhem?.... Errado. Eu estou com infecção na garganta. Tomei duas injeções ( que doeram pra carai >< ) e ainda sim to tomando remédio. Rezem por mim T.T
4°: Eu estou viciada em Black Opps 2 Zombies e o normal :3 Alguém joga?? Ah! Eu também jogo Mortal Kombat 9 #muito #foda Só que eu não consigo passar do Muito Difícil :'( Jogo com a Sonia.
5°: To lendo o livro: O Fim De Todos Nós da Megan Crewe :)
6°: *O* É HOJE SEMIDEUSES!!!!!!! A CASA DE HADES!!!!!!!!! *O* Money que é good nois naum have. ôh tristeza :'( Eu tava tão afim de ler Choremos T.T
Enfim, o cap é para vocês.
Hey! Tem new faces na fic! Digam olá ruffles!
Beijos!
Boa leitura!
POV. Strangers In Paradise.
– Percy Jackson irá lutar contra Piper McLean!
Percy,primeiramente ficou paralisado, mas logo recuperou a sua postura.Uma parte dele havia se decepcionado por ter que lutar com Piper. Mesmo que ele não admiti-se, ele tinha esperanças de poder lutar com uma pessoa de cabelos cacheados e loiros. Ele sabia que sentia algo por ela. Mas ele negava á si mesmo, dizendo que não passava de atração. Mas, será mesmo? Não passava de uma atração?
Percy retirou a venda e seus olhos encontraram Piper á alguns metros de distância. Ela olhava nervosa para Annabeth, que estava á cinco pessoas de distância. Seu olhar estava fixo no da loira. Parecia que Piper pedia conselhos para ela. Me ajuda! A morena implorava pelo olhar. E Annabeth somente olhava para ela com os olhos tristes.
Pela primeira vez, Percy viu alguma emoção nos olhos cinzentos de Annabeth. Eles não estavam frios ou sérios. Eles estavam tristes. O cinza tempestade parecia ter desbotado, parecia desgastado, como o tecido daquela roupa que você usa milhares de vezes. Ela olhava para a amiga com a expressão Me desculpe, não posso ajudar. Annabeth não sabia o que fazer, não sabia qual conselho dar. Ela só olhou tristemente para a amiga. E uma parte dela se sentiu culpada. Parecia que ela, de certa forma, havia falhado com Piper.
– Os dois podem escolher: luta corpo á corpo ou com armas. — Ares teve a bondade de sugerir.
Piper desviou o seu olhar de Annabeth e olhou para Percy. Ela estava nervosa. Sentia suas mãos tremerem um pouco, e um nó se formar em sua garganta. Percy percebeu seu nervosismo. Por isso, ele resolveu falar no lugar dela, decidido á ajudá-la.
– Armas. — respondeu. Ele sabia que a morena não era boa com luta corpo á corpo. E sabia também que ao longo dos anos, ela havia se tornado muito boa com a adaga.
Piper e Percy se aproximaram das armas e cada um pegou a arma que mais gostava: ela a adaga média e Percy a espada.
– Por favor, facilite as coisas para mim. — ela pediu baixo, para que somente ele pudesse escutar.
– Só se você me ajudar com uma coisa. — ele pediu em troca.
Piper ficou em dúvida. O que ele poderia pedir? Pela primeira em que ela esteve na Force Academy, ela iria falar com ele sem ser sobre um trabalho ou sobre as atividades da academia. E isso era um tanto assustador.
Quando os dois se posicionaram para lutar, Piper estava decidida. Ela acenou com a cabeça e Percy entendeu. Ele já tinha em mente o que ele pediria em troca para Piper.
Ares deu o comando e Piper atacou com um golpe na linha do estômago de Percy. O rapaz era mais alto do que ela, o que a deixava com uma vantagem: ela poderia se esquivar mais rápido de um golpe do que ele. Percy desviou o ataque de Piper com um golpe simples de defesa. Piper se afastou e analisou o seu oponente, assim como Percy. Estudar o adversário era a melhor opção á se fazer em vez de "lutarem ás cegas"
Percy analisou-a. E rapidamente percebeu o ponto fraco de Piper: sua mão enfaixada. Ótimo. Ele iria usar isso contra ela.Já Piper, não conseguiu perceber algum ponto fraco em Percy.
E sem aviso, ele atacou.
O golpe fora forçado, fazendo com que Piper quase não tivesse tempo para bloquear. A espada de Percy se chocou com a adaga dela, fazendo com que Piper aguentasse a força de Percy contra. Mas ela não conseguiu resistir. A força que Percy colocava contra ela era muita e por isso, se afastou ofegante quando empurrou a espada dele para o lado.E Percy aproveitou-se do ato ela. Com um movimento ágil e preciso, ele golpeou a mão em que a adaga se encontrava, fazendo com que Piper recuasse novamente. Percy atacou com um golpe vindo de cima, e Piper defendeu com a adaga, quase sem forças. O moreno fez um movimento giratório com a espada, fazendo com que a adaga voa-se da mão boa de Piper. Ele aproveitou a distração da morena que via a adaga cair não muito distante de onde estava e se aproximou dela. Pegou a mão enfaixada e torceu seu braço, fazendo com que ele ficasse em suas costas, machucando-a um pouco por causa da força.
E por fim, colocou a espada levemente em seu pescoço. Piper ofegou. Além de sentir dor em seu braço, ela sentia o seu pulso pulsar e a mão doer. A torção ainda não tinha curado totalmente.Ela gemeu de dor. Percy queria soltá-la. Mas Ares tinha que anunciar que a luta tinha acabado.
– Chega! — a voz de Jason ecoou pelo salão do oitavo andar. — Ares! Acabe com a luta! — o loiro literalmente mandou o professor parar com a luta. Mas Ares, observava Percy atentamente.
A tensão pairava no ar. Annabeth se sentia mal; quase não conseguia respirar. Alguns dos alunos observavam a cena atentamente, enquanto outros não estavam interessados. Annabeth olhou para Jason. Ele olhava entre o professor e Piper. E por alguma razão, Annabeth sabia que ele não iria agir. Mas ela não deixaria Piper assim.
– Professor!Acabe com a luta! — ela pediu, mas o professor ignorou-a. — Professor Ares!
Piper gemeu de dor novamente. Ela conseguia sentir o aperto de Percy machuca-la mais ainda em sua torção. Ela não duvidava que se continuasse assim, ele teria torcido o pulso e o braço dela.
Annabeth ouviu o gemido de dor da amiga, e não conseguiu se conter. Correu até onde a adaga de Piper estava jogada e a pegou. Percebeu que o seu ato chamou a atenção dos alunos, pois conseguiu ouvir murmúrios como O que ela está fazendo?! / É louca, só pode. / Ela não pode fazer isso! Ares vai ficar muito puto da vida!
– Solta ela. — ela falou ameaçadoramente assim que encostou a adaga nas costas de Percy. Mas ele não fez nada. Estava tão surpreso com o ato de Annabeth que não conseguiu falar, somente sentiu uma corrente de eletricidade subir pela sua espinha por causa do encosto da adaga em suas costas.- Percy, solta ela, você está machucando-a.
As palavras de Annabeth aliviaram Piper. Ela estava ali. Estava ali por ela. Enquanto todos só observavam, ela foi ali. E Piper quase se sentiu a pessoa mais importante com aquele simples ato que Annabeth fizera.
– Jackson, solte a McLean. — Ares falou e Piper estremeceu. O tom de voz do professor estava irritado. E ela desejou que Annabeth não tinha se envolvido na luta. — E Chase, afaste a adaga das costas do Jackson.
Annabeth se afastou e Percy soltou Piper. O braço e o seu pulso doíam. Ela gemeu de dor.
– Estão dispensados! — a voz de Ares ecoou pela sala. Os alunos estremeceram, mas não teve nenhum que desobedeceu a ordem do professor. — Chase! — Ares chamou Annabeth quando viu-a colocar a adaga no suporte de madeira na parede, assim como Percy, que colocava a sua espada. -Você fica. — Annabeth assentiu com a cabeça. Ela, não sabia das as consequências que ela teria ao ter pegado a adaga. — Você também Jackson. — ele também assentiu. Piper, que estava parada na porta, percebeu que não era para ela permanecer ali. Então, decidiu ir para a enfermaria, ver se a enfermeira não poderia cuidar da dor que sentia em seu braço.
E quando ela saiu da sala, procurou entre os alunos uma sombra.
" Aonde Nico estava? "ela se perguntou. O procurou entre a multidão que esperava o elevador e a que ia pelas escadas. Mas não conseguiu achá-lo. Uma parte dela se sentiu triste. Ela queria conversar com Nico. Sabia que ele não estava bem. Ela conseguia perceber isso em seus olhos.
– Ahn... Oi. — Jason apareceu ao seu lado. Ela o olhou.
– Oi. — respondeu baixo.
– Vem, eu vou te ajudar com o braço. — Jason disse e Piper o olhou confusa. Por mais que gostasse da ideia de Jason ajudá-la, acho estranho a atitude dele. — A Angélica não está, ela foi para casa mais cedo.
– Okay, então... — Piper falou enquanto olhava nos olhos de Jason.
Uma parte dela estava insegura, quase que a fazia dizer não e ir cuidar si mesmo de seu machucado. Mas a outra parte de si falava que era para ela ir. Que ela tinha que ir.
[...]
Thalia estava deitada em sua cama, ouvindo no último volume a sua banda favorita Green Day. Em meio á musica, ela riu. A lembrança da sua briga com o Valdez na enfermaria a fez rir. Ele estava muito irritado com ela. E sempre que abria a boca para xingá-la, Angélica o cortava, dizendo que tudo o que acontecera não passara de uma atividade e que não deveríamos guardar rancor. Com certeza ela não guardaria. Já ele, Thalia não podia dizer o mesmo.
Ela retirou os seus fones e pusou a música. Foi para o seu banheiro e escovou seus dentes. Da quia pouco a aula já deveria terminar, e ela tinha certeza absoluta que Annabeth não gostaria de tê-la ocupando o banheiro enquanto ela queria usá-lo. Se escovou, e logo vestiu seu pijama. Se deitou debaixo das cobertas e colocou os fones de ouvido, dando play em seguida. Ela ficou assim, durante um bom tempo deitada em sua cama ouvindo suas músicas. Até que não aguentou e caiu no sono. Mas não antes de pensar em sua companheira de quarto e melhor amiga, que já deveria ter voltado da atividade.
[...]
Annabeth voltara um pouco depois que Thalia tinha dormido. Ela havia ganhando uma punição por ter interferido na luta. Agora, ela teria que passar o resto da semana limpando a biblioteca e a sala de Treinamento. O problema não era a limpeza, e sim, Percy Jackson. Ele ainda tinha que limpar a biblioteca por mais cinco dias. Então, o moreno faria companhia para ela. Annabeth tinha percebido que Percy se alegrara com a ideia de passar mais cinco dias exclusivos com ela.
" É claro! Para tentar me agarrar. "ela pensou assim que saíra do banho.
Mas ao contrário de Annabeth, Percy estava adorando a ideia. Ele estava em seu quarto, terminando de tomar banho. Ares o tinha chamado para elogiá-lo. O golpe final que ele fizera em Piper realmente tinha chamado a sua atenção. Assim que o professor elogiara ele, Percy saiu da sala de Treinamento, mas ficou na porta para ouvir o que Ares tinha para dizer á loira. Sim, ele estava espionando. E o melhor de tudo, era que Annabeth não sabia disso. Ela só sabia que ele ainda tinha que limpar a biblioteca por cinco dias.
E é claro que Percy Jackson iria tirar vantagem do castigo de Annabeth Chase.
[...]
A noite estava fria. A chuva tinha cessado, e agora só tinha uma fina garoa. Não tinham estrelas no céu. As nuvens de chuva tinham dominado a noite, transformando-a em negra e escura do que poderia ser. Do lado de fora da Force Academy, quatro pessoas esperavam por um táxi amarelo chegar.
– Bi, tem certeza que quer fazer isso? — pergunto Júniper, enquanto sentia seu peito se apertar e as lágrimas novamente surgirem em seus olhos. — Você poderia passar mais uma noite aqui. Poderíamos ter feito uma última noite das meninas... — mas Júniper não conseguiu conter as lágrimas.
Bianca abraçou a amiga apertadamente. Mal elas sabiam do aperto em seu coração. Ela não queria ir embora. E parecia que a cada segundo que ficava, sentia mais vontade de ligar para o táxi e pedir para ele dar meia volta. Sentia vontade de ligar para o aeroporto para que cancelassem o seu nome na lista de passageiros, para que ela ficasse ali, na academia com elas.
Silena tinha lágrimas em seus olhos. Ela não se importava se as lágrimas estavam borrando a sua maquiagem perfeita, ou se o seu cabelo estava horrível por causa do sereno e da garoa. Ela se aproximou das duas, e as abraçou fortemente também, deixando que as lágrimas viessem á tona.
– Bia, você não pode ir! — Silena soluçou enquanto Bianca fazia carinho em suas costas. — Como eu vou viver sem você? — ela perguntou, chorando. Silena não conseguia acreditar que Bianca estava realmente indo embora. Quando ela dera a notícia que iria fazer o intercâmbio no início do ano, parecia que faltavam séculos para este dia chegar. E agora, ela desejou que este dia durasse para sempre. Desejou que Bianca não tivesse que ir. Desejou que ela ficasse. Desejou que ela nunca fosse embora, que nunca saísse de seu lado.
– Meninas, sejam fortes. Não deixem que Drew e Calypso mudem vocês. Fiquem verdadeiras á vocês mesmas. Acreditem em si mesmas como eu acreditei.- ela disse com dificuldade. Parecia que todos aqueles ensaios da despedida foram em vão. Bianca não conseguia dizer adeus. Era muito doloroso. — Eu sempre vou levar vocês na memória e no coração. Vocês são importantes para mim, e nunca deixem que te digam o contrário. Eu amo muito vocês duas.
O abraço das três amigas duraram diversos minutos, mas elas queriam que durasse eternamente.Entre promessas de se verem pelo Skype e de manterem contado, as três choravam. Parecia que agora, nada mais importava. Elas não queriam se separar.
Bianca sempre iria se lembrar delas como suas melhores amigas. Desdo dia em que conheceu elas, sentiu uma forte ligação com Júniper e Silena. Bianca se lembro entre lágrimas da primeira vez que as viu, durante o teste para o grupo. Assim que entrou, ela já fizera amizade com Júniper. Ela era doce e meiga na época. E ela não mudara muito desde então. Ainda continuava com essas características, mas ainda sim tinha mudado, pois o tempo muda todos. Silena também tinha mudado. Agora, ela não era tão ranzinza em questão de maquiagem e estilo dos outros. Ela tinha aceitado o estilo de Bianca. E era isso que ela mais gostava em Silena. Ela aceitava os outros como eles eram, não por quem eles aparentavam ser. A característica que ela mais gostava em Júniper era que ela era otimista. Sempre tentava enxergar o lado positivo de tudo. Nunca tinha desistido das coisas facilmente. E assim como Silena, as duas eram especiais. Únicas.
"Como é difícil dizer adeus." pensou Bianca.
O táxi chegou e as três choravam desesperadamente, tentando falar tudo o que ainda não disseram e o que nunca tiveram a chance de dizer.
Elas ajudaram Bianca á coloca suas malas no porta-mala e por uma última vez, se abraçaram.
– Eu amo vocês. — Bianca sussurrou. Ela não iria se despedir. Bianca se recusava á dizer Adeus. Adeus era usado para uma ocasião onde você possivelmente nunca mais fosse ver alguém novamente. Não. Ela se recusava á pensar nisso. Ela não podia. Ela tinha que voltar. Independente de quando e como, mas ela tinha.
Bianca entrou no táxi, depois de um último abraço em cada uma. Nenhuma das três falou tchau ou adeus. Somente vou sentir saudades e eu te amo sua chata.Não falaram como se fossem simples frases. Falaram com sentimento. Com a dor em seus corações, lágrimas em seus olhos e a emoção em suas palavras. E fora isso que mais emocionara Bianca.
E assim que o táxista deu a partida no carro Bianca se lembrou que tinha que uma última coisa á fazer. Ela abriu a janela, e entregou para Júniper um envelope.
– Entregue isso para Piper, por mim. — ela pediu, e Júniper assentiu, enquanto Silena a abraçava de lado.
Bianca deu um sorriso para as duas, e fechou a janela quando o táxi andou. Ela limpou as lágrimas com as mangas do seu casaco e deu um longo suspiro.
– Para onde, moça? — o táxista perguntou.
– Para o aeroporto, por favor. — ela pediu tristemente.
Bianca olhou pelo espelho retrovisor a academia se afastar, e consigo, Silena e Júniper que ainda estavam lá, paradas no mesmo lugar. Elasentiu uma lágrima escorrer pela sua bochecha.
" Me perdoe, Nico. "era tudo o que ela mais pensava até o caminho do aeroporto.
[...]
O que ela deveria fazer? Ligava ou não ligava?
Angélica estava parada com o telefone em suas mãos.Era só apertar a tecla verde e esperar chamar. Era tão fácil quanto respirar.Ela pensava. Mas na verdade,parecia que o mundo estava em seus ombros. Esse era o peço de sua escolha. A escolha que mudaria a sua vida.
Ela tacou o telefone para longe. Somente ouviu o estrondo do aparelho se chocando contra a parede.Sentiu uma fúria dominar o seu interior e parecia que ela a abraçava, envolvendo-a em um abraço doloroso. Forçando mais ainda aquela agonia dentro de si, dentro de seu peito.
Não.Não era fúria.
Era dor e medo juntos. Em um único sentido.
Angélica fechou seus olhos e colocou suas mãos em seu rosto. Se deitou em sua cama vagarosamente enquanto sentia as lágrimas caírem de seus olhos como cascatas, e a dor em seu peito apertar.
O que ela deveria fazer? Ela se sentia tão sozinha, tão perdida. Não sabia o que decidir. Parecia que o seu mundo tinha caído quando ela recebera a carta que comprovava o seu maior medo. Ela estava grávida do ex-namorado. Daniel nunca iria voltar para ela, principalmente agora que ele estava em Paris, com alguma prostituta barata em sua cama.Provavelmente ele riria se ela ligasse e dissesse que estava grávida dele. Mas ela não tinha coragem de ouvir a voz dele. Não tinha coragem de contar. Ela não tinha. Simplesmente não tinha. O medo a atingia de tal modo que ela simplesmente preferiu chorar.
Ela não estava sendo fraca ou medrosa. Ela estava simplesmente em dúvida. Ela não abortaria, disso ela tinha certeza. Mas, criar um filho sozinha? E como ela provaria para o mundo que Daniel era o pai? Ela não sabia o que fazer. Era muito para ela conseguir aguentar.
Batidas ecoaram na porta de seu apartamento. Angélica se levantou assustada. Ela limpou suas lágrimas, mas ainda sentia seus olhos inchados, provavelmente vermelhos.
" Quem seria? "ela não fazia ideia de quem poderia ser. Por isso ficou desconfiada enquanto caminhava até a sala de estar do apartamento.
Angélica pegou o taco de baseball que escondia atrás de sua porta e olhou no olho-mágico. Ela ofegou quando viu quem batia a sua porta. Largou o taco e assim que destrancou a porta, Apolo já tinha entrado em seu apartamento e a abraçado fortemente. Angélica não sabe por quanto tempo ficaram assim. Ela somente o abraçou de volta, como se sua vida dependesse disso. Quando Apolo se afastou um pouco do aperto gostoso que era o abraço, ela olhou em seus olhos e perguntou:
– O que faz aqui?
– An, como você não me disse? — ele perguntou, olhando tristemente para ela. — Por que você não me disse?
Angélica não precisava de mais palavras vindas dele. Só bastou olhar em seus olhos azuis que ela soube o que ele estava falando. E ela não resistiu. Angélica chorou em seu ombro. Não fazia ideia de como ele tinha descoberto que estava grávida, só sabia que ele sabia do seu segredo.
– Shh, eu estou aqui. — Apolo sussurrou em seu ouvido. — Não chora, An. Vai ficar tudo bem.
Apolo os levou até o sofá da sala, e se sentou, fazendo com que Angélica se deitasse ao seu lado, com a cabeça em seus braços, enquanto Apolo estava meio que deitado com as pernas em cima do sofá, para dar de apoio para o corpo pequeno de Angélica.
Antes de ter vindo do trabalho, Apolo tinha ido na enfermaria para conversar com Angélica, quando viu um papel amassado na lixeira. Ele não sabia mas, de alguma forma, aquele papel parecia importante. E quando o pegou, sentiu seu coração falhar. Não. Angélica não podia estar grávida. Não de Daniel. Apolo simplesmente não podia aguentar saber dessa verdade.
Ele... Ele a amava. Seus sentimentos foram confirmados quando ele sentiu seu coração falhar ao ler a palavra POSITIVO na folha. Apolo sempre a amou. Mas só agora que foi admitir para si mesmo que amava Angélica.
– Por que não contou para mim, An? — perguntou, depois que Angélica tinha se acalmado um pouco. Apolo beijou o topo de sua cabeça e Angélica deu seu último soluço. Doí em seu peito saber que sua amada estava grávida de outro. E doía mais ainda saber que ela estava sofrendo.
Angélica ficou chorando ali, nos braços de Apolo. No momento, era tudo o que ela mais queria. Ela não poderia admitir, mas sempre teve uma queda por seu amigo de trabalho. Não chegava á ser só um atração, era muito mais do que isso. Chegava quase á ser.... Amor.
Não, não poderia ser. Como ela poderia estar apaixonada por Apolo? Um homem como ele nunca a amaria. Ela tinha certeza disso. E ela soube que não importa o que acontecesse, ela estaria sozinha.
– Me diga, An, me diga que eu estou errado. — Apolo implorou baixinho. Ele estava com os olhos lacrimejados e suas mãos tremiam. — Me diga que você não está grávida dele.– Apolo nunca gostou de Daniel. Nunca. Sempre o achou perfeitinho demais perto de Angélica. Sempre carinhoso, olhando-a com os olhos verdes significantes. Mas na verdade, ele só queria sexo. Daniel nunca amou de verdade Angélica. E Apolo sabia disso, o tempo todo.
– Ele é, Apolo. — Angélica respondeu baixinho depois de um longo tempo, enquanto Apolo fazia carinho em seu cabelo.- Ele é.
– E o que você vai fazer, An? — perguntou Apolo, sentindo o seu coração pesar. Doía demais vê-la assim.
– Eu não sei. — confessou, sentindo uma lágrima escorrer. — Eu não sei o que fazer, Apolo. Eu não sei...
– Você já falou pra ele? — a pergunta doeu mais em Apolo do que em Angélica.
– Não... Ele nunca iria assumir o bebê... — ela disse, sentindo Apolo fazer movimentos circulares em suas costas, deixando-a um pouco menos tensa. — É por isso que eu não sei o que fazer... Estou tão confusa e perdida... — Angélica voltou á chorar.
– Shh, eu estou aqui... — Apolo sussurrou, abraçando-a. Uma lágrima ameaçou escapar de seus olhos, mas ele não a deixou cair. Ele tinha que ser forte por ela. Ele tinha que ser. — Eu estou aqui, An. E não vou deixá-la.
Apolo fechou os olhos e fez uma promessa á si mesmo: que nunca iria sair do seu lado. Que iria amá-la ou seria simplesmente o seu amigo se ela quisesse.Ele estaria ali por ela, não importa o que ele tenha que desistir por causa disso.
– Eu te amo, Angélica. — Apolo sussurrou.
Angélica se levantou e o olhou surpresa.
– Você me ama? — perguntou, com a voz falhando.
– Eu te amo. — ele afirmou.
O sorriso de Angélica não podia expressar o quão feliz ela se sentiu.
[...]
Piper colocou a mão em sua boca, enquanto a outra mão que estava trêmula, segurava uma das cartas.
Querida Piper,
Estou te entregando esta carta para te pedir um favor que só você pode me fazer. Eu sinto muito por pedir isso á você, mas é preciso. Não pense que ficarei magoada se não quiser fazer o que estou pedindo, até entenderei a sua escolha. Mas se o fizer, estou em dívida com você.
No envelope, há duas cartas. Esta, e mais uma outra, a qual estou pedindo para você entregar para Nico.
Se quiser lê-la,sinta-se á vontade. Mas só peço para que não deixe Nico se sentir culpado ou triste. Eu te imploro, Piper. Não o deixe pensar que é culpa dele.A culpa é minha.Se ele se sentir triste ou deprimido, por favor, o console. Estou te pedindo para fazer algo que eu não sou capaz.
.É só isso que te peço.
ASS: Bianca Di Angelo.
P.S: Obrigada, Pips. Vou sentir sua falta.
Piper se sentiu triste. Ela meio que já suspeitava do que poderia estar escrito naquela carta. E ela sabia que deveria entregá-la para Nico. O problema era se ela conseguiria ou não.
Notas finais
Perguntinha do cap: Qual a sua cor preferida?
Se o cap tiver algum erro de digitação, me falem okay?
Enfim, é só isso pq eu to muito mal e quase não consigo digitar.
Beijos meus Ruffles! Mentira, não quero que vocês fiquem doentes como eu então, só Bye!
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