Never Let Me Go

4 Capítulo 4 - Um fim definitivo.


Notas iniciais
Como prometido ta ai o próximo capítulo, talvez eu poste mais de um por dia porque eu já tenho vários prontos aqui, espero que gostem e comentem viu? Quero muitas criticas e dicas pra que eu possa melhorar.

(Elena)

Olhei pra Damon e ele me passou segurança quando fez que sim com a cabeça. Caminhei até Stefan com medo de como ele reagiria.

– Elena, onde estava? Fiquei preocupado.

– Oi Stefan, eu, bem, estava com Damon.

– Sim, mas durante a noite eu queria estar com você e estava preocupado também e fui até sua casa e entrei pela janela do seu quarto, já era tarde, não tinha como estar com ele. (Stefan dizia convicto de que eu realmente não estava com Damon).

– Na verdade tinha sim, Stefan, passei a noite com Damon.

– O que aconteceu pra ter que passar a noite perto dele? Deve ter sido algo grave.

A convicção de Stefan de que eu não faria nada com Damon pelas suas costas me matava de culpa.

– Nada aconteceu, Stefan, eu passei a noite com ele de livre e espontanea vontade, me desculpe por isso, eu sei que eu não devia fazer nada pelas suas costas mas quando eu vi já estava nos braços dele e..

Não pude terminar, Stefan me interrompeu.

– Isso é entre mim e meu irmão, Elena, não tem outra forma.

Stefan caminhava até Damon e eu via furia em seus olhos, mas não importava o que acontecesse, eu não deixaria Stefan chegar perto de Damon.


(Stefan)

Eu estava andando para Damon e só conseguia pensar em esmagar a cabeça dele como se ele fosse uma barata.

– Irmãozinho. (Damon disse irônicamente).

Acertei a cara dele com o máximo de força que consegui

– Saudades de quando você era um pacifista e bebia coelhinhos, Stef.

Eu ia acerta-lo novamente quando Elena entrou na frente e eu acabei acertando o rosto dela, claro que foi sem querer, eu nunca machucaria ela de livre e espontanea vontade mas infelizmente mexer com algo ou alguém que Damon gosta não era muito bom. Ele voou em mim antes mesmo de eu pensar em ajudar Elena que estava caida no chão, Caroline voou em cima de Damon segurando-o, ela não era forte como ele mas deu conta de segura-lo, eu queria MUITO que ele conseguisse se livrar dela, ele era mais forte que eu também, mas apenas acerta-lo algumas vezes já valeria a pena. Elena levantou correndo e me encarou, pensei que ela viria até mim e me surpreendi quando ela correu até Damon perguntando como ele estava e limpando o canto da boca dele que sangrava e tirando-o dali.


(Klaus)

Eu não parava de pensar na noite que eu e Caroline tivemos quando eu estava no corpo de Tyler, não conseguia parar de pensar em como ela me olhava, era impressionante como mesmo sendo selvagem na cama ela conseguia ser extremamente delicada e doce, eu queria poder dizer que ela me olhava e me tocava daquela forma, mas eu sabia que se fosse comigo seria diferente, que ela me olhava daquela forma porque eu estava no corpo de Tyler, doia, e era dificil pra mim adimitir que uma mulher conseguisse me ferir mesmo que pra mim mesmo.


(Jeremy)

– Anna? Como é possível?

Eu não conseguia entender o porque mas só eu sabia a alegria me dava poder ve-lá, como eu tinha desejado isso.

– Jeremy? Pode me ver?

– Sim Anna, eu posso te ver mas como?

– Não sei Jeremy, mas algo está acontecendo, aqui do outro lado está tudo uma bagunça.

– Espere, você não estava sozinha como sempre disse?

– Sim Jeremy, não posso falar com ninguém mas as bruxas conversam entre si e eu posso ver como está tudo de ponta cabeça aqui embaixo, parece que é algo a ver com ressucitar mortos e tem a ver com sua irmã também.

– Minha irmã?

– Sim, não sei como e nem porque, mas é isso que parece.

– Senti tanto sua falta, Anna.

– Senti tanto sua falta também, Jer.

– Vou sair, Jeremy, fique a vontade. (Ouvi a voz e sotaque de Klaus)


(Damon).

Elena e eu entramos no carro, eu queria dirigir mas ela com aquele jeito protetor não deixou, ela dirigiu com uma das mãos na minha coxa até a casa dela, quando entramos em sua casa eu a parei.

– Não acredito que Stefan te acertou. (Eu disse acariciando a bochecha dela que agora já estava quase da cor natural).

– Foi um acidente, além de que agora como vampira isso já não me machuca tanto. Ficou rouxo mas agora já está normal. Ouvimos a porta e quando ouvir Elena pronunciar as palavras "Klaus, gostaria de entrar?" corri até ela em um milésimo de segundo.

– Está louca Elena? (Eu disse indignado).

– Não ouviu o que Car disse, Damon?

– E confia nele só pelo que a barbie disse?

– Confio nela, sei que ela não faria nada pra nos prejudicar.

– Caroline está acreditando em mim Elena?

Nunca ouvi a voz de Klaus daquele modo com que ele pronunciou "Caroline", era um tanto que.. doce?! Klaus doce?

– Ela acredita em você Klaus, mas digamos que sou um pouco mais difícil de convencer. (Eu disse em tom de sarcasmo).

– Tenho alguns modos de convence-los, Damon, o primeiro deles é não matando você, Elena, seu irmãozinho traira, Katherine quando atrai-la até aqui e o resto da cidade.

– Não vou atrair Katherine até aqui pra ser morta, Klaus. (Elena me encarou).

– Damon, ele não vai matar Katherine, consigo sentir isso, eu não colocaria a vida de todos nós em risco.

– Confia nele Elena? Depois de ter te feito de bousa de sangue por meses? De ter matado Jenna?

– Temos que tentar, Damon, por Caroline, por Jeremy e até mesmo por nós.

Era incrível o poder que ela tinha sobre mim principalmente quando me olhava daquela forma.

– Ok (eu disse finalmente), mas não será fácil trazer Katherine aqui, ela foge de Klaus a 500 anos e se ele está aqui ela tem que estar na outra direção e a milhões de quilometros.

– Use Stefan, ela tem uma quesa por ele.

Klaus disse isso e foi embora, Elena correu até mim e me abraçou, eu segurei-a em meus braços, depois de tudo eu não acreditava que estavamos ali e eu não podia perde-lá, eu iria proteger nosso relacionamento acima de tudo e cuidaria dela como se fosse meu oxigênio, o que não deixava de ser verdade.


(ELENA).

Já fazia tempo que eu estava ali com Damon assistindo programas chatos e conversando sobre nada, fazia tempo que eu não parava e fica assim, como se fosse uma menina normal, como se meu unico problema fosse nada de bom passando na tv. Até que o telefone de Damon tocou e ele atendeu.

– Damon, como vão esse olhos azuis pelos quais me apaixonei?

– Katherine, eu precisava mesmo falar com você.

Damon disse revirando os olhos e eu levantei e fui até a cozinha, eu não gostava de como Katherine falva com Damon mas eu não podia deixar de ouvir a conversa deles mesmo da cozinha.

– As noticias correm Damon.

– Então você já sabe?

– Sim, Damon, passei quinhentos anos fugindo de Klaus, tenho pessoas do ciclo de confiança dele que perderam seus empregos depois dessa "mudança" de Klaus.

– Então, quando vem pra mystic falls?

– Nunca Damon, acha mesmo que acredito nesse papo furado? Por favor, não seja tão inocente, eu gosto do Damon malvado.

– Katherine, se fosse mentira, eu, Elena, seu querido e amado Stefan e talvez todas as pessoas que Elena conhece já estariamos mortos.

– E você prefere que apenas eu morra? Já entendi, Damon.

– Não Katherine, eu sou uma pessoa difícil de ganhar a confiança e eu acreditei em Klaus além de que, sou a prova viva de que as vezes, um rabo de saia nos muda completamente.

– Ah é, e falando em Elena, como vai ela? Ou vocês?

– Não é da sua conta, Katherine. Então, virá ou não pra Mystic Falls? Por favor, não seja burra, passou quinhentos anos fugindo, não desperdice a chance de ganhar sua liberdade.

– Ok, Damon, quem sabe assim eu não consiga roubar Stefan da cópia sem sal. Tchau Damon.

– Cuide-se Katherine.

Quando ele desligou o telefone voltei pra sala nervosa.

– Quem ela pensa que é? E também não sou sem sal.

– Não mesmo.Damon disse com um sorriso malicioso no rosto me beijando em seguida e me erguendo no colo direto para o meu quarto.


(BONNIE)

Eu não queria mais isso, eu estava cansada de todos esses mortos vivos, eu queria na verdade sumir de Mystic Falls, ir embora pra bem longe e esquecer tudo o que descobri e fiz nesse ultimo ano e era exatamente isso que eu faria.


(STEFAN)

Eu andava de um lado para o outro e não acreditava no que Elena tinha feito. Eu sabia que ela sempre sentiria algo por Damon, mas ir pra cama com ele pelas minhas costas?

– Calma Stefan. (A voz calma de menininha de Caroline me mostrava o quanto ela queria me ajudar mas não sabia como).

– Caroline, eu sei que quer me ajudar, mas eu preciso ficar sozinho, preciso colocar a cabeça no lugar, pensar no que fazer.

Caroline me abraçou, ela era tão sincera. Devolvi o abraço e logo em seguida sorri pra ela.

– Não precisa sorrir se não quiser, pode ser quem você é de verdade comigo, Stefan, sou sua amiga e depois de tudo o que fez por mim o minimo que posso fazer é ficar com você e te fazer esquecer dos problemas nem que seja por cinco minutos, aliás, depois desses cinco os problemas estaram nos esperando.

Caroline apertou o botão play no som e começou a tocar um dance music animado e ela começou a dançar me puxando, eu ri

– Não Caroline, não estou no clima pra dança agora.

– Pra dançar não precisa de clima. Ela se mexia jogando os cabelos de um lado pro outro e eu só pude entrar na dela e dançamos por um longo tempo, ela ria e fazia chacota da minha falta de habilidades pra dançar, ela me lembrava Lexi, eu sabia que se Lexi estivesse ali ela teria feito a mesma coisa.


(ELENA)

Eu estava deitada no peito de Damon faziam alguns minutos.

– Você sabe que eu queria que isso nunca acabasse né? Que eu te amo o suficiente pra te fazer feliz pro resto da nossa eternidade.

– Eu sei, Damon, mas eu tenho medo, medo de dizer que te amo, de fazer promessas que eu não possa cumprir e acabe te magoando depois, eu não me perdoaria por isso.

– Tudo bem, Elena, não preciso que você diga o mesmo pra que eu te ame da mesma forma.

Não consegui responde-lo, apenas o beijei intensamente querendo que o tempo parasse ali, mas fui interrompida pelo barulho na campanhia.

– Temos que voltar pro mundo mesmo?

– Claro que temos. (Eu disse rindo e me vestindo). Descemos as escadas pra atender a porta, eu estava totalmente descabelada e com o batom borrado e Damon ainda sem camisa.

– HMMMMMM, pelo jeito a coisa estava mesmo boa por aqui.

– Katherine? Maravilha. Obrigada por enterromper. (Damon disse).

– Entre Katherine. Eu disse amando a ideia de te-la ali na minha sala de estar agora.



(KATHERINE)

Confesso que ve-la com Damon me despertou uma pontinha de ciumes, ele sempre foi meu apesar dos ultimos tempos, apesar de ele negar.

– Como vai Stefan, Elena? (Eu disse num tom provocativo).

– Não provoque, Katherine.

– Você continua tão sexy, Damon.

Eu disse tocando o peito dele com as pontas dos dedos até que Elena entrou na frente dele me olhando como quem disse "eu arrancaria sua cabeça e cada membro do seu corpo agora se pudesse".

– Podemos falar sobre algo importa agora?

– Claro, Elena querida, não precisa se enciumar.



(DAMON)

Ver Elena sentindo ciumes de mim me alegrou um pouco eu confesso.

– Katherine, Klaus não quer mais sua cabeça e nem as nossas numa bandeja, e ele quer te ver pra provar isso e também tem mais alguma coisa que ele quer nos dar, mas ainda não sabemos o que é, então, vamos marcar um jantar na minha casa para descobrimos.

– Você faz parecer tão fácil, você sempre foi tão ingênuo, Damon, mas por favor, não vamos exagerar.

– É verdade Katherine, Klaus está diferente.

– Você é suspeita de falar, Elena, pra você quanto antes eu morrer melhor.

– Ok, sem barraco as duas, já volto.

Eu tinha notado que estava sem camisa, não que aquilo fosse tão ruim afinal as duas já tinham me visto assim milhares de vezes mas eu queria deixa-lás sozinhas pra ver pra onde a conversa iria, então subi as escadas de dois em dois chegando até o quarto e olhando por todo ele pra procurar minha camisa e ela não estava, até que fiquei bem embaixo do ventilador e olhei pra cima, lá estava ela pendurada no ventilador, eu a peguei mas não deu tempo de vesti-la, ouvi barulho de vidros e outras coisas coisas como o movel no meio da sala quebrando, desci correndo.

– Parem, as duas, AGORA.

Eu segurava Elena que estava furiosa e descontrolada enquanto Katherine ficava rindo sarcasticamente do outro lado da sala.

– Quantos anos vocês duas tem? Cinco?

– Você deve ensinar Elena que ciumes é ruim quando humana mas quando vampira piora.

– Não temos tempo pra isso, Elena, se acalme e sente.

Eu disse agora aumentando um pouco a voz, Elena estava tão furiosa que nem ouvia direito, ela sentou e ficou em silencio. Nós bolamos um plano quando começou a escurecer Katherine foi embora, eu e Elena ficamos sozinhos de novo e começou a passar o sumisso das pessoas que ela tinha sugado no jornal. Ela sentou com as mãos no rosto deitava sobre o joelho.

– Ainda não acredito que fiz isso.

Passei as mãos nos cabelos dela carinhosamente e ela deitou no meu ombro.

– Brigada.

– Pelo que?

– Por sempre estar aqui por mim.

Ficamos em silêncio por alguns minutos até que o celular de Elena começou a vibrar, era Stefan e queria ve-la.


(STEFAN)

Eu tinha ligado para Elena a mais ou menos uma hora e eu sabia que ela estava com Damon apesar de ele ter ficado em silêncio quando eu estava com ela no telefone, ela entraria por aquela porta a qualquer minuto e eu sentia o coração apertado por saber que aquela seria uma conversa definitiva, por saber que talvez meu unico motivo de ainda lutar pudesse ir embora pra sempre daqui a alguns minutos. Sentei e ouvi depois de alguns minutos o baralho do carro de Damon e o carro de Elena logo após e me preparei pra ouvir qualquer corversa entre eles.

– Tem certeza que quer fazer isso, Elena?

– Tenho, Damon. Não posso ficar com os dois ao mesmo tempo e não posso abrir mão de você.

– Ok, então stay strong (Damon disse com sotaque). Quer que eu te espere?

– Não Senhor. Não quero seus ouvidos na nossa conversa.

Os dois riram, nunca ouvi Damon rindo tão sinceramente como ali e me dói admitir isso mesmo que em pensamentos mas, Elena também não. Os dois passaram pela porta, Damon só trocaria de roupa.

– Oi Stefan. Ouvi a voz linda de Elena e logo após a de Damon:

– Oi Irmão, se acalmou?

– Na verdade minha vontade é arrancar sua cabeça.

– Se acalme, só vou trocar de roupa.

Damon subiu e eu fiquei a sós com Elena, ela tirou o cachecol e o perfume de Damon exalou na sala.

– Precisamos conversar. (Eu estava tenso e notei que ela também estava).


(KATHERINE)

Eu estava me arrumando pra ir pra casa dos Salvatores quando pensei ter alguém me observando, meus instintos predatórios não me enganam. Eu sai e rodei a pensão toda inclusive lá fora e não vi sinal de nada além humanos circulando normalmente pelos corredores. Voltei pro meu quarto e continuei a enrrolar meus cabelos, lembro-me até hoje de quando Stefan disse amar meus cabelos encaracolados, eu estava com saudades dele.



(ELENA)

Eu estava frente a frente com o homem que um dia foi meu, o homem que foi um dia o que de mais precioso eu possuia e só pensava em dizer a ele..

– Basta, Stefan, não posso mais continuar com isso, me desculpe.

– Eu já percebi isso, Elena, eu sei que acabou, mas eu preciso perguntar o porquê. Por que mudar de idéia logo agora que podiamos ficar juntos sem Klaus, maldições ou Katherine no nosso meio?

– Não sei explicar, Stefan, eu apenas não posso mais ficar longe de Damon, quando eu estou com ele isso apenas me consome.

– Então é isso? Acabou tudo o que construimos juntos pra sempre?

– Sim, Stefan, acabou.

Notei que os olhos dele estavam molhados e lágrimas começaram a escorrer no seu rosto e automaticamente no meu também, eu não queria ter feito aquilo com ele, mas era preciso. Eu estava me virando pra ir embora quando percebi que não podia sair sem fazer aquilo, voltei e o beijei como nunca e ele correspondeu e eu voltei pra casa pensando em tudo o que aconteceu na minha vida, em toda essa loucura de vampiros, lobisomens, híbridos e bruxas porque se fosse a dois anos a trás eu não acreditaria, pensando apenas em como eu tinha me apaixonado por dois homens e tentando encontrar o porque de eu ter escolhido Damon e notei que era amor quando eu não consegui encontrar a resposta.


Notas finais
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