Notas iniciais
Olá, olá, olá, meus amores! E lá vamos nós para o décimo sétimo capítulo! Estou adorando cada vez mais escrever essa fanfic e confesso que amei mesmo poder escrever o capítulo 17, sério, acho que me apaixonei mais pelos personagens neste capítulo. Estou torcendo muito para que gostem, assim como eu amei ele. Agradecendo mais uma vez todo o carinho de vocês, são os melhore leitores que existem ♥ Agora vamos ao capítulo, estou ansiosa para que vocês leiam. Enjoy ;) ~~07/05/17~~

Nossa família.

Pov Bella.

— Está na hora de contar tudo para Rosalie, Bella. – Engoli em seco e ergui meu rosto, olhando nos olhos de Edward. Ele dirigiu-me um pequeno sorriso e beijou-me rapidamente na testa, suspirando. – Se você a considera sua irmã e confia nela, então não tenho com o que me preocupar, Andrew continuará seguro entre nós. – Assenti sorrindo um pouco, podia ver a tranquilidade brilhando nas orbes verdes, assim como algo que eu definitivamente não conseguia identificar, mas era algo tão puro que fez-me suspirar sem sentir. Edward franziu o cenho e em seguida olhou para frente, rolando os olhos. – Agora eu não posso dizer a mesma coisa do Senhor Agarra Mulheres. – Bufou indignado e eu soltei uma risada.

— Por favor, Edward, se Rose confia nele, eu automaticamente confio e se eu confio, você também vai confiar. – Outro bufar saiu de seus lábios e eu respirei fundo. – Edward. – O repreendi.

— Só para constar, nele eu não confio nenhum pouco. – O olhei com uma sobrancelha arqueada. – Nenhum pouco. — Enfatizou com os braços cruzados e eu revirei meus olhos, mas antes que eu dissesse qualquer coisa, a risada estrondosa soou, chamando-nos a atenção.

— Sem problemas, Bela Adormecida, eu não confio e nem vou com a cara do Sr. Arrogância. – Virei-me para Emmett e esse cruzou os braços, sorrindo ironicamente. – Ou seja, estamos quites.

— Emmett. – Rosalie bufou, dando um soco no braço dele. – Você não conhece o Edward, então não diga essas coisas. – Revirou os bonitos olhos azuis.

— Não o defenda, Rose, eu sei quando uma pessoa não presta. – Revidou e eu coloquei-me na frente de Edward assim que eu o ouvi grunhir, sabia que não ia prestar se eu ficasse longe de seu caminho.

— Eu estou com fome. – A voz infantil sobressaltou-se sobre todas, fazendo com que nós nos tocássemos que Andrew ainda estava presente por ali. Todos os pares de olhos foram para o pequeno loiro em meu colo e ele sorriu abertamente para nós, dando de ombros. – Eu estou em fase de crescimento, ou seja, como bastante. – Ergueu o queixo orgulhoso e eu soltei uma risada, beijando seu rosto.

— Emmett é um ótimo cozinheiro, pequeno, ele pode fazer companhia para você lá na cozinha enquanto eu converso com seus pais. – Rose falou com Andrew, tocando em seu cabelo loiro, sorrindo para ele. – Se você quiser, não tem problema, ele adora crianças. – Piscou e o garoto sorriu e assentiu apressadamente, olhando em minha direção.

— Eu quero muito, posso, mamãe? – Olhou-me com os olhos brilhantes e eu rolei os meus, soltando uma risada.

— É claro...

— ...que não. – Edward completou, cruzando os braços e olhando-me sério. – Nem pensar, Bella. – Respirei fundo o olhando séria e Edward rolou os olhos. – Não me olhe desta maneira.

— É claro que eu vou olhar, pare de ser um bebê, Edward! – Grunhi. – Não acontecerá nada com Andrew, estaremos suficientemente perto dele! E tem mais, confio em Emmett, então pare com sua infantilidade.

— Cara, a arrogância não te deixa em nenhum momento? – Viramos em direção a voz de Emmett. – Não precisa ser um babaca o tempo todo.

— Emmett! – Rosalie grunhiu, respirando fundo em seguida. – É sério, parem com essa briga ridícula. – Ela bateu o pé. – São dois adultos, droga!

— Vem comigo, eu farei algo para você comer. – Emmett piscou para Andrew, esticando seus braços. O meu filho sorriu abertamente e pulou no colo de Emmett, fazendo-o gargalhar. – É isso aí, garotão, vamos lá, querendo ou não, seu pai vai ter que engolir nós dois juntos. – Piscou para Edward passando por ele e seguindo para a cozinha em seguida. Eu olhei para Rosalie indignada, fazendo-a apenas dar de ombros. Claro que Emmett tinha que provocar.

— Isso é sério? – Bufou Edward, olhando irritado em minha direção. Suspirei e toquei seu braço, olhando em seus olhos. – Bella...

— Depois nós conversaremos sobre isso, tudo bem? – Ele revirou os olhos. – Edward. – O chamei e o vi respirar fundo, antes de voltar a olhar-me. – Não tem com o que se preocupar, Emmett é ótimo.

— Claro, eu vi o quão ótimo ele é assim que te agarrou. – Desta vez eu rolei os olhos e ele grunhiu. – Eu não suporto quando você revira os olhos para mim!

— Então não diga coisas absurdas, merda. – Olhei-o séria. – Emmett é o namorado de Rosalie, você não precisa ficar pensando besteiras. – Ele arqueou uma sobrancelha e eu fiz a mesma coisa, retrucando-o. Edward dirigiu seus olhos para Rosalie, como se pedisse alguma confirmação.

— Ele é o meu namorado. – Ela disse, soltando uma risada em seguida. – Toda essa briga é merecimento de ciúmes de Edward? – Cutucou-me e eu ri.

— Não foi ciúmes. – Meu namorado intrometeu-se. – Eu só não gosto e não confio nele. – Balancei a cabeça consternada. – Rose, desculpe-me, mas o que você tem na cabeça para namorar ele? – Olhou institivamente para a Loira, como se não acreditasse.

— A mesma coisa que eu tenho na cabeça para namorar com você, seu bebezão ciumento. – Bufei empurrando-o para dentro. – Agora vamos conversar, tenho muitas coisas para contar para Rose.

— Isso ainda não acabou, Isabella, vamos voltar a falar sobre isso. – Edward sussurrou em meu ouvido, caminhando até a poltrona, sentando-se ali. Engoli em seco olhando em seus olhos e estremeci dos pés à cabeça quando seu olhar brilhante e quente como o inferno encontrou-se como o meu. Oh, merda.

— Eu realmente preciso saber de tudo o que está acontecendo, vamos logo, Bella. – Rosalie estralou seus dedos, chamando-me a atenção. Olhei para ela e a encontrei sentada no sofá de dois lugares, olhando-me curiosamente. – Está tudo bem? – Franziu o cenho e balancei a cabeça, assentindo em seguida, tentando me recompor.

— Tudo sim. – Andei lentamente até Edward e ele arqueou uma sobrancelha para mim. – Eu posso me sentar com você? – Ele riu balançando a cabeça e segurou em minha cintura, puxando-me com força para seu colo, fazendo-me ofegar com a rapidez. Ajeitei-me entre seus braços e respirei fundo ao sentir seu corpo tão próximo do meu, eu ainda não conseguia me acostumar com todas as correntes elétricas passando por nós.

— Eu não estou bravo com você. – Falou contra meu ouvido, dando um beijo em minha têmpora. – Mas eu odeio ser desafiado, você sabe disso, então terá consequências. – Sua mão grande deslizou disfarçadamente até minha coxa e contorci-me contra seu colo, sentindo um forte apertão em minha pele. – É só aguardar por ela. – Sussurrou contra meu pescoço, dando um beijo em minha pele.

— Eu... eu... – Pigarreei para tentar normalizar a minha voz. Respirei profundamente e olhei para Rosalie, sorrindo constrangida ao vê-la segurar um sorriso enquanto comprimia seus lábios. – Enfim, já que a história é sua, Edward, acho melhor você contar tudo para Rose. – Virei-me em sua direção e ele suspirou assentindo, circulando seus braços em minha cintura. Antes que Edward falasse algo, arregalei meus olhos ao lembrar-me de algo. – Espera, você disse-me que Daniel era um segurança de muita confiança, Edward! – Falei alarmada e ele franziu o cenho.

— Mas ele é mesmo, está comigo há anos. – Deu de ombros. – Para que esse alarde?

— Ele deixou Rose subir com Andrew, tudo bem que eu confio muito em minha amiga, mas acontece que ele não a conhece. – Tentei me acalmar, sentindo meu coração já começar a dar marteladas fortes contra meu peito. – E se fosse alguém com más intenções, Edward? – Sussurrei preocupada e ele sorriu, tocando meu rosto e dando-me um selinho rápido.

— Eu confio muito em Daniel, não se preocupe, ele nunca colocaria Andrew em risco. – Abri a minha boca, mas ele balançou a cabeça. – Eu sei o que está pensando, mas Daniel apenas entregou Andrew para Rosalie porque ele já a conhece e sabia que ela estava dizendo a verdade quando disse te conhecer. – Franzi o cenho. – Quando eu fui na Universidade, lembra? – Assenti. – Ele estava lá e tinha visto você e Rose juntas, e eu também já falei com ele, sempre deixo meus seguranças sabendo das pessoas que eu conheço e sei que são de confiança. – Soltei meu ar lentamente, respirando mais aliviada. Edward sorriu para mim. – Eu fico feliz que se preocupe.

— Claro que eu me preocupo. – Soltei um sorriso e beijei seu rosto, deitando minha cabeça em seu ombro. – Agora conte as coisas para a Loira ou ela vai explodir de curiosidade. – Dei um olhar para a minha amiga e ela bufou, mas riu em seguida.

— Só não retruco isso, pois é a verdade. – Cruzou suas pernas. – Sei que é difícil, Edward, pois para esconder um filho com certeza você tem suas razões, mas mesmo sendo suspeito, sabe que pode confiar em mim. – Ela sorriu e senti Edward assentir, enquanto suas mãos faziam um carinho em minhas costas.

— Eu sei que posso, obrigado. – Respirou fundo. – Eu contarei sobre Andrew, pois ele está fazendo parte da vida de Bella, como já deve ter reparado. – Ela riu assentindo. – Eu só não posso contar toda a minha história, é difícil e doloroso para mim, espero que possa entender isso. – Falou como uma súplica. Suspirei e peguei sua mão que estava parada em minha volta e entrelacei nossos dedos como se fosse para dar forças para ele.

— Claro que entendo, está tudo bem, Edward. Eu só preciso saber sobre Andrew, acho que já me encantei com aquela criaturinha. – Ri para minha amiga, realmente entendendo o que ela dizia, eu me encantei por ele desde a primeira vez que tinha o visto. – Seu filho é lindo e já o acho maravilhoso, pelo pouco que conversamos enquanto subíamos as escadas. – Acho que pude ver seus olhos brilharem, sabia que no fundo Rose sempre amou crianças, por mais que ela me negasse veemente isso.

— Agradeço, ele é tudo para mim. – Senti Edward apertar minha mão, respirando profundamente em seguida. – Podemos ter coisas em comum, porém ele não é meu filho de verdade. – Rosalie olhou em choque para Edward, seu cenho franzindo. – Sim, Andrew é adotado. Eu tive uma infância muito complicada e dolorosa, Rose, você ficaria chocada com tudo, as pessoas que eram para serem meus pais nunca fizeram tal papel, sempre deixando-me de lado e renegando-me para Deus e o mundo. – O senti suspirar baixinho. – Eu cresci sozinho, claro, tenho minha irmã mais nova Alice, ela apoiou-me durante toda sua vida, sempre entendendo meu lado e defendendo-me quando podia. Só que eu jamais me esqueceria de tudo o que passei quando criança, de tudo o que eu sofri, então eu tornei-me vazio, arrogante, fechado, prepotente... os adjetivos que quiser dar, mas eu era terrível com tudo e com todos, menos com Alice. Com o passar do tempo, depois que eu saí daquela casa infernal, eu comecei a pensar sobre todas as crianças que poderiam estar sofrendo o mesmo que eu sofri, sendo abandonadas por seus pais ou tiradas deles, amargurando-se em um orfanato. – Abaixei meus olhos e como se sentisse que eu ainda ficava mal com tudo isso, Edward beijou meu cabelo e apertou nossas mãos juntas, sua outra ainda acariciando minhas costas. – Com esse pensamento e depois de ter conversado com minha irmã, convencendo-a sobre isso e tendo seu apoio, nós dois fomos até o orfanato. Lá eu encontrei um pequeno garoto triste, de apenas três anos, assim que eu coloquei meus olhos nele, sabia que seria ele quem precisaria de mim e até talvez, a pessoa que me faria mudar para melhor. – Meus olhos foram em direção a Rose e ela sorria maravilhada, seus olhos banhados de lágrimas e o rosto já úmido, demonstrando que algumas tinham sido derramadas. – Eu fui conversar com ele, só que foi completamente complicado, ele perdeu seus pais muito novo, eles tinham sido mortos, e como não possuía nenhum outro familiar, foi levado para o orfanato. Andrew sofreu demais quando pequeno, as mulheres do orfanato tinham contado tudo para ele, a maneira que seus pais perderam a vida brutalmente e tantas coisas horríveis, fiquei puto da vida quando descobri sobre isso, ele era tão novo com tudo e elas não respeitavam isso, só o faziam mal. – Grunhiu. – Mas eu contei para o pequeno garoto loiro a minha história em forma resumida, dizendo-lhe que também não tive pais e o amor paterno em minha vida e era por isso que eu queria leva-lo para minha casa, queria dar para nós dois uma família de verdade, algo que nunca tivemos. E foi assim que ele aceitou, abraçando-me com tanta força que eu me senti bem com aquilo, pela primeira vez em anos, eu pude sentir algo bom em mim.

Levantei minha cabeça e olhei nos olhos de Edward, suspirando ao vê-los brilhando com lágrimas. Toquei em seu rosto com carinho, sentindo-me ainda mais atraída por ele, aquele homem fez tantas coisas boas, por mais que negasse que fosse uma pessoa do bem, ele sempre seria para mim a melhor pessoa do mundo, a única pessoa que eu vi batalhar por todos seus propósitos, lutando para salvar sua vida e a do pequeno ser que tornou-se tão vital para si: Andrew.

Edward a cada segundo conseguia um lugar mais especial em meu coração.

Pov Edward.

Sorri um pouco para Bella, sentindo sua mão quente tocando meu rosto. Inclinei-me em sua direção e beijei rapidamente seus lábios, soltando um longo suspiro ao sentir-me bem com aquele encostar de bocas, ela transmitia-me tantas coisas boas que eu jamais conseguiria explicar ou dizer em palavras o quanto isso significava para mim.

— Edward, você é uma pessoa tão incrível. – Levantei meus olhos e olhei para Rose, ela sorria em minha direção enquanto secava seu rosto, respirando fundo. – A dor que eu senti em sua voz, só me fez perceber o quanto deve ter sofrido em sua infância, e apesar de você ter se tornado amargurado, nem isso deixou com que você fechasse sua mente para as coisas que acontece ao seu redor. – Sorriu. – Você é a pessoa mais corajosa que eu já conheci. – Falou com ênfase e com meus olhos conectados aos seus, podia sentir a verdade naquela frase, e aquilo só me fez sentir-me melhor.

— Andrew me fez querer mudar as coisas para ele, mudar a mim para ser um pai que ele merecia. – Ela assentiu sorridente, fungando. – Eu sempre soube que ele precisava do mundo, Rose...

— E você eu a ele. – Completou a minha frase, suspirando alto. – Você é um pai, incrível, Edward, Bella sabe disso. – Olhou para a minha namorada, sorrindo. – Eu estou vendo isso agora, e eu tenho toda a certeza do mundo que Andrew concorda com isso, porque eu sinto o amor dele quando diz sobre você. Ele te ama demais, Edward. Você diz que ele é a sua vida, mas eu tenho certeza que você é a vida dele.

— Eu prefiro ficar sozinho, o que quer comigo? – Seus grandes olhos tristes olharam-se completamente confusos, assim que agachei-me ao seu lado. Engoli em seco sentindo meu coração batendo com tanta força contra minha caixa torácica, que fazia meu ar ficar escasso em meus pulmões, mas eu não conseguia desconectar meus olhos do menino magrelo que chamou-me a atenção desde que entrei nesse lugar enfadonho.

— Você tem quantos anos? – Disparei a pergunta, nem atendo-me ao que ele tinha me perguntado, meus olhos não saíam dele e eu mal conseguia respirar, aquele garoto tinha algo que prendia-me com ele.

— Assim. – Seus dedos ergueram-se, formando o número três. Sem me importar com meu terno, ajoelhei-me no chão, ficando de sua altura, olhando-o atentamente. Seus olhos avaliavam-me com curiosidade e eu podia a notar a tristeza brilhando ali, seus olhos eram tão apagados, sem brilho, assim como sua pele era pálida demais e seu corpo exageradamente magro. O que faziam com essas crianças naquele lugar imundo? – Todos me odeiam por aqui. – Olhei-o, ouvindo sua voz transmitindo a dor. Eu espelhei-me naquele menino, ele era tão amargurado quanto eu era com cinco anos, tanto quanto eu sou até hoje em dia. – Ninguém conversa comigo, cresci sozinho. – A voz infantil soltou as palavras de forma embolada, mas tão maduras para um menino de apenas três anos. – O que quer comigo? – Repetiu a pergunta inicial e eu engoli em seco, puxando meu ar com força para meus pulmões. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, mas assim que olhei-o quando entrei, tinha certeza que era ele, era algo nele que me puxava, seus olhos implorando por alguma ajuda, seria esse garoto que precisaria de mim, de tal forma que eu sentia que também seria dependente dele.

— Eu quero cuidar de você. – Minha voz saiu em forma de sussurro, minha garganta parecia estar fechando-se conforme eu sentia a dor vindo daquela criança inocente. Seus olhos arregalaram-se e ele abriu a boca em choque. – Ei, fique calmo, eu não vou te fazer mal.

— Mas... mas... todos me odeiam. – Repetiu, balançando a cabeça. – Você também deveria me odiar, assim como todas as pessoas desse lugar. – A voz foi ficando mais fraca a cada palavra que ele dizia-me. Peguei sua mão pequena, sentindo-a fria, suspirei e segurei-a contra minhas duas mãos, meus olhos não abandonando os seus.

— Ninguém deveria odiá-lo. – Disse-lhe. – E eu não vou fazer tal coisa, pode confiar em mim. – Ele negou-me com a cabeça e tentou tirar sua mão da minha, quase levantando-se do chão que eu tinha encontrando-o. – Ei, ei, por favor, não vá. – Segurei sua mão com força. – Eu te prometo, não farei mal algum a você.

— Mas mal é a única coisa que as pessoas sabem fazer. – Falou com a voz embargada, seus olhos já ficando lacrimejados e uma lágrima caindo em seguida, molhando o rosto pálido. – As pessoas daqui só sabem ser ruins comigo, sempre me dizendo coisas horríveis dos meus pais. – Soluçou baixinho e eu franzi meu cenho, olhando-o assustado.

— Dizendo coisas de seus pais? – Repeti a pergunta completamente confuso. Ele assentiu rapidamente, fazendo-me sentir um ódio correr por mim. Desde quando as mulheres daqui poderiam falar sobre a vida antiga da criança, ainda mais alguma tão nova, porra? – O que elas dizem? – Perguntei tentando controlar a minha voz, ele já parecia tão assustado, não precisa aumentar isso com a raiva que apoderava-se de mim.

— Que eles me odiavam, assim como todos odeiam agora. – Fungou. – E que eles preferiam levar aqueles tiros do que ficar ao meu lado. – Soluçou, balançando sua cabeça, as lágrimas caindo com força. – E depois de tudo o que eu escuto aqui, acho que é a verdade. – Deu de ombros e neguei, minha mão apertando mais a sua, chamando a atenção dele para mim, os olhos brilhando com lágrimas encararam-me assustados. — Você não viu o que eu faço com as pessoas? Eu as faço se matar. – Disse fracamente. – O que ainda faz aqui?

— Nunca repita isso. – Murmurei firmemente. – Você não teve nenhuma culpa nessas coisas, não pense besteiras. – Respirei fundo. – As mulheres daqui não sabem o que dizem, elas mentem, eu olho para você e penso que é a criatura mais fascinante que existe, e eu nunca o odiaria, ainda mais vendo a inocência em seus olhos. – Suspirei. – Tenho certeza que nunca faria mal a alguém, ainda mais sem intenção alguma, você é maravilhoso.

— Não me conhece. – Uma lágrima deslizou e eu sorri esticando minha mão vazia, limpando seu rosto.

— Eu vejo quem é e isso importa. – Pisquei. – Eu posso cuidar de você.

— Ninguém pode.

— Eu posso. — Enfatizei. – É só você deixar-me. – Ele balançou a cabeça e eu respirei fundo. – Diga-me seu nome.

— É Andrew Kyle. – Sussurrou e eu movi minha mão até seu cabelo, fazendo um cafuné nos fios loiros. Ele olhou-me assustado, franzido seu cenho. – Ninguém nunca mexeu em meu cabelo.

— Eu vou cuidar de você, Andrew. – Repeti, movendo minha mão pelos fios. – Eu também tive uma infância difícil. – Vi a curiosidade em seu rosto e engoli em seco, odiava lembrar-me de tudo o que eu passei. – Eu morei com as pessoas que deveriam ser meus pais, porém eles não eram, só me faziam muito mal, brigavam comigo, me maltratavam e as vezes fingiam que eu não existia naquela casa. – Olhei para baixo. – Eu tenho até hoje minha irmã comigo, mas fora ela eu nunca tive ninguém, Andrew, nunca fui amado por pais e nunca tive uma família para cuidar de mim e dar-me amor que uma criança merece. – Voltei a olhá-lo, agora meus olhos estavam lacrimejados e eu o via embaçado. – Sempre fui jogado de lado e renegado, sei que é assim que se sente, ainda mais com pessoas terríveis falando-lhe coisas que não são verdadeiras. Eu sinto que você pode ficar assim para sempre se alguém não ajuda-lo agora, eu sou assim. – Confessei. – Eu não tive a ajuda que queria, mas eu sei que eu posso ajudar agora. Foi esse meu propósito, Andrew, por isso vim até aqui. – Acariciei seu rosto, erguendo seu queixo e fazendo-o olhar-me. – Eu sei que é difícil para você confiar em mim, depois de tudo o que sofreu, mas por favor, olhe em meus olhos e veja a verdade, eu só quero cuidar de você. Eu vou fazer de tudo para leva-lo para minha casa e dar-lhe uma família, o amor que você merece, tudo o que precisar será seu, Andrew, basta você dizer-me que quer isso, que me permite ajuda-lo.

— Eu não posso, tio. – Sussurrou. – E... e se eu for e depois você ver que eu sou problemático? E se você ver que me odiar é o caminho certo, assim como todos?

— Me escute, Andrew, preste muita atenção. – Segurei seu rosto com minhas duas mãos, olhando em seus olhos. – Eu jamais poderia odiar você, eu estou olhando em seus olhos e vendo o quão especial és, ainda mais depois de tudo o que sofreu por aqui. Eu te prometo, vou ser a melhor pessoa que já teve na vida, vou ser alguém especial demais em sua vida e eu darei o mundo a você, da maneira que eu estou vendo que merece. Me permita, por favor, me permita leva-lo comigo, dar início a tudo, porque a nossa vida nunca mais será a mesma depois que estivermos juntos.

— Como se chama? – Franziu o cenho e eu ri.

— Desculpe-me ser desatento com isso, sou Edward Cullen. – Estiquei minha mão para ele e o vi olhar para lá e depois apertar meus dedos com força. – Se você me der a oportunidade de tentar fazer isso tudo der certo, Cullen será seu sobrenome também.

— Eu sempre gostei do nome Thomas. – Olhou-me curiosamente, fazendo-me sorrir.

— Você também poderá ter esse nome. – Suspirei. – Eu sei que pode parecer assustador e apenas um sonho, mas eu não vou desistir de nada, Andrew, eu darei o nome completo que você desejar, mas o que eu mais quero é dar uma família para você e para mim, tentando nos curar de toda a nossa dor.

— Você vai cuidar de mim? – Os olhos acinzentados levantaram-se até conectarem-se aos meus, sua voz saiu fraquinha e no mesmo momento, a lágrima caiu de seus olhos.

— Você será a minha vida a partir de agora, Andrew, vou sempre cuidar de você. – Sussurrei, olhando-o nos olhos.

— Nós seremos uma família então. – Ele disse-me com firmeza, fazendo-me arregalar os olhos. Antes que eu tentasse raciocinar, o corpo pequeno chocou-se contra o meu e os braços finos circularam-se em meu pescoço. Senti-me completo assim que meus braços circularam Andrew, eu tinha a certeza que nada seria a mesma coisa depois disso, eu viveria para ele, por ele. – Cuide de mim, tio Edward, por favor.

— Será o propósito da minha vida, Andrew. – Beijei seu cabelo, respirando fundo. – Nós seremos felizes, pode ter certeza.

— Então foi amor à primeira vista. – Pisquei meus olhos, movendo minha cabeça para tentar sair do turbilhão de lembranças e sentimentos que se apossavam de mim no momento. Engoli em seco, respirando fundo, e então olhei novamente para Rosalie, vendo-a olhar-me com seus olhos brilhando de curiosidade. – Está tudo bem? – Questionou confusa.

— Edward? – Bella tocou meu rosto, sua mão levando choques por todo o meu corpo. Respirei fundo outra vez e meus olhos foram em sua direção, vendo-a arquear uma sobrancelha. – Você se desligou de nós por alguns minutos, está mesmo bem? – Perguntou preocupada e eu sorri para ela, encostando minha testa na sua e beijando seus lábios demoradamente.

— Está tudo ótimo. – Sussurrei contra sua boca e a vi abrir um maravilhoso sorriso, seus olhos demonstrando-me todos seus sentimentos, fazendo-me acreditar cada vez mais que estar ao seu lado era a melhor coisa que eu poderia fazer. – E sim, Rose, foi amor à primeira vista. – Respondi sua pergunta e ela abriu um sorriso ainda maior. – Era difícil conversar com Andrew, ela estava tão sentido com tudo o que estava passando naquele lugar, mas felizmente ele ouviu seus sentimentos e o seu desejo que querer algo melhor, então aceitou-me. – Sorri. – Dei entrada nos papéis e recorri a tudo, porém foi complicado como deve imaginar, eu era um odiado por todos e com péssimos hábitos, só trabalhava, bebia e saía com diversas mulheres. O juizado praticamente riu quando eu falei que queria adotar e ainda mais quem eu queria adotar, todos achavam que Andrew era problemático, mas mal sabiam que faziam mal a ele com as merdas que falavam. Eu tive que mudar tudo a minha volta para que eu conseguisse adotá-lo, diminui minha carga horária, parei de beber e sair, apenas vivia trabalhando na adoção de Andrew, era aquilo que eu queria e não desistiria disso. Passou-se um ano quando permitiram-me passar um mês com ele em minha casa. – Sorri olhando para a minha mão entrelaçada na de Bella. – Foi a melhor coisa que já tinha me acontecido. Foi assustador pra caralho, admito, era difícil acostumar-me com alguém a mais no meu apartamento, acordar e ter que cuidar de outra pessoa. Só que a experiência em si foi maravilhosa, nunca tinha me sentido tão bem quanto me senti naquele mês ao lado de Andrew, nós vivemos como pai e filho durante aquelas semanas e nos divertimentos demais. Assim que acabou nosso tempo, demorou mais ou menos dois dias para a audiência que já tinha sido marcada desde que eles me permitiram leva-lo para casa, eu conversei abertamente com os juízes e guarda de menores e depois o juiz foi conversar pessoalmente com Andrew em uma sala, confesso que fiquei com medo, mas assim que eles saíram da saleta e Andrew sorria abertamente, eu senti um alívio imenso, ainda mais quando notei que o juiz parecia admirado. Demorou, mas assim que a audiência terminou, Andrew foi entregado a mim e eu legalmente tornava-me o pai dele, nós dois não conseguíamos controlar nossa alegria, acho que sorrimos pelo resto da semana. – Ri e ouvi fungos, quando olhei para cima, tanto Bella quanto Rose derramavam lágrimas. Aproveitei que minha namorada estava em meu colo e passei meus dedos por suas lágrimas, sorrindo para ela. – Depois disso tudo melhorou em minha vida, Andrew sempre foi incrível para mim e quando chamou-me de pai... eu amei um pouco mais ele.

— Isso é mais do que incrível! – Andrew gritou energicamente, pulado sobre o sofá e rindo conforme encaixava as peças de lego em seu castelo. Sorri para sua animação e peguei mais peças, entregando-as para ele. – Edward, você é o máximo, olha só o tamanho desse castelo! – Olhou-me risonho e corado por toda sua afobação.

— Obrigado, campeão, mas o mérito é seu, eu apenas comprei o Lego e estou entregando-lhe as peças. – Dei de ombros e remexi na caixa cheia de peças, dando-lhe mais algumas. O castelo estava ficando enorme mesmo, o garoto tinha até que ficar de pé para continuar montando-o. – Acho que está quase na hora de colocar a torre, pois senão tudo vai desmontar. – Arqueei uma sobrancelha para ele, vendo as peças tremeram um pouco e ele rir, conforme ia colocando mais algumas.

— Que nada, vai dar super certo e vamos chegar até o teto da casa! – Abriu os braços empolgado e eu engasguei. Teto?

— Não vamos chegar ao teto, Sr. Cullen. – Ri, balançando a cabeça. – Isso nem é possível.

— Mas você é grandão, pode ir colocando as peças depois que eu não conseguir mais. – Deu de ombros, inclinando-se na ponta de seus pés, encaixando mais algumas peças coloridas.

— Eu sou alto, mas não é para tanto, Andrew. – Balancei a cabeça rindo para sua lógica infantil. – Vamos, coloque sua torre e tiraremos uma foto, assim guardamos de recordação o maior castelo que já construiu de Lego. – Peguei a torre da caixa e entreguei em sua mão.

— Tudo bem, tudo bem, vou colocar. – Ficou na ponta dos pés e olhou concentrado para o castelo, sorrindo quando achou a posição certa para colocar a torre. Ele inclinou-se e finalizou seu castelo.

Ri para sua animação e Andrew começou a pular animado no sofá, conforme comemorava sua recente construção. Antes que eu pedisse para ele se acalmar, a câmera lenta começou a funcionar, porque eu o vi tropeçar na almofada que estava sobre o estofado e seu corpo cair lentamente sobre o castelo de Lego, fazendo um barulho alto soar conforme as peças se desencaixavam e o corpo pequeno ia de encontro ao chão e as peças.

— Ah, droga, Andrew! – Corri até ele e agachei-me ao seu lado, minha mão passando por sua testa, tirando os fios de cabelo de seus olhos. Ele tinha uma careta de dor no rosto, então eu o peguei no colo e levantei-me, indo sentar-me no sofá com ele sobre meu colo. – Está tudo bem, campeão? Machucou-se muito? Acha que precisa do médico? – Disparei as perguntas sobre ele, minha respiração saindo fortemente. Ele riu e abriu os olhos, olhando atento. – Por que está rindo? Bateu a cabeça?

— Só machucou as costas por causa das peças, mas estou bem. – Sorriu animado. – Não precisa se preocupar, papai! – Rolou seus olhos enquanto ria e eu arregalei meus olhos, olhando-o chocado. Meu coração começou a martelar descompassadamente e meus olhos automaticamente encheram-se de lágrimas, conforme eu olhava Andrew nos olhos, tentando absorver o que ele tinha dito-me.

— Do... do que me chamou? – Perguntei em um sussurro, nem força na minha voz eu tinha. O ouvi pigarrear e ele sentou-se em meu colo, seus olhos caindo para suas mãos que torciam-se nervosamente. – Andrew. – Chamei-o, respirando fundo e sentindo a primeira lágrima cair. Ele olhou-me e franziu seu cenho, soltando um longo suspiro.

— Desculpe, Edward, eu não deveria te chamar assim, foi só... empolgação, eu acho. – Deu de ombros, fungando. – Por favor, não fique bravo comigo, eu jamais faria algo para chateá-lo, é que eu...

— Ei, ei, ei. – Segurei seu queixo, fazendo-o olhar-me nos olhos. – Você está se desculpando? — Olhei-o abismado, rindo e sentindo mais lágrimas deslizarem-se. – Pare com isso, campeão, eu adorei que você me chamou de pai. – Ele arregalou os olhos. – Eu estava esperando por isso, você nunca me dizia. – Passei meu dedo por seu rosto, limpando a lágrima que acabara de cair.

— Eu tinha medo de você se zangar. – Confessou. – Eu... eu comecei a vê-lo como meu pai, Edward, você é tão bom comigo, cuida sempre de mim, se preocupa... eu já amo você como meu pai e simplesmente saiu da minha boca. – Fungou e eu abracei-o apertado, meus olhos fechando-se com força para que eu não chorasse mais ainda, Deus, o que esse menino fazia comigo?

— Você pode me chamar assim sempre que quiser, Andrew, eu já o considero meu filho faz muito tempo. – Sussurrei, minhas mãos correndo por suas costas. – Eu também te amo demais, e sempre estarei aqui por você, campeão, sempre. – Apertei-o contra mim e o ouvi fungar outra vez.

— Também te amo, papai. – Sorri ao ouvir sua frase e suspirei longamente, escolhe-lo foi a melhor coisa que eu já fiz em minha vida.

— Eu sempre escondi Andrew do mundo inteiro, poucos sabiam de sua existência. – Continuei narrando. – Em maior parte é por causa de meus progenitores, você não faz ideia do que eles são capazes, Rose, e eu só quero-os longe de Andrew, meu filho precisa ficar seguro. – Ela assentiu, suspirando. – E então depois de tanto tempo sendo só Andrew, Alice e eu, Bella entrou em nossas vidas. – Pisquei para minha namorada e ela sorriu, sua cabeça encostando-se em meu braço. – No dia do nosso encontro, Alice chegou com Andrew no meu apartamento, e lá ele a reconheceu do dia que fomos na loja de vestidos. – Rosalie riu. – Ele ficou animado demais ao conhece-la e no dia seguinte, me fez trazê-lo até aqui, pois segundo suas “fontes” ele precisava passar mais tempo com a moça bonita da loja. – Bella riu contra meu braço e eu afaguei seu cabelo. – A partir daí ele começou a amar Bella eu sentia isso, e sentia a alegria que ele tinha sempre que a via ou sempre que falávamos nela. Então ele pediu-me permissão para Bella fazer parte de nossa família, pois ele sentia-se seguro e amado por ela. – Beijei-a, suspirando. – Depois ele pediu para Bella ser a mãe dele. – Rosalie arregalou seus olhos.

— Oh, meu Deus!

— Você nem imagina. – Bella murmurou, respirando fundo. – Eu fiquei em choque e em pânico, cuidar de uma criança é uma responsabilidade enorme e eu não sabia se conseguiria fazer isso. – Suspirou. – Só que eu tinha que tentar, entende? Eu já amo demais Andrew e o jeito que ele tentou me convencer, as coisas que ele me disse quando fez esse pedido, a maneira que ele me olhava... por Deus, eu não podia negar uma tentativa a ele. – Seus olhos castanhos encontraram-se com os meus e eu sorri para ela, vendo as lágrimas na beirada. – Eu aceitei ser mãe dele, aceitei comprometer-me com tudo isso, juntando a ele e a Edward. – Ela voltou com sua atenção para a Loira que sorria para nós dois. – Eu sei que pode ser precipitado e até arriscado, mas eu amo Andrew e adoro estar ao lado de Edward, eu sinto que estou fazendo a coisa certa, Rose, sinto que é esse o caminho que eu tenho que seguir.

— Ah, irmã. – Rosalie ficou de pé e Bella foi até ela, abraçando-a apertado. – Eu sempre irei te apoiar em tudo, Bella, tudo mesmo e ainda mais nisso que está seguindo agora. Eu sinto que é o certo também, você está indo para o rumo certo da sua vida e eu confio em Edward para dizer que ele a ajudará, caso você fizer alguma coisa errada nesse negócio de ser mãe pela primeira vez. Vocês estão dando certo e isso importa, porque eu sinto de longe que a ligação que ambos têm um com o outro é mais forte do que qualquer um de vocês imagina. Mas não se preocupe, sempre existem tombos, mas também sempre existem pessoas para te ajudar a levantar e isso não falta em sua vida, Bella, você tem Edward, agora Emmett e a mim, sempre estaremos do seu lado. – Ouvi minha morena fungar e apertar ainda mais sua amiga em seus braços, ambas chorando juntas.

Levantei-me de meu lugar e ouvindo a minha movimentação, Rose abriu seus olhos e sorriu para mim, fazendo-me retribuí-la. Ela separou-se de Bella e caminhou até mim, agarrando-me em um abraço apertado, fungando contra minha camiseta.

— Obrigada por ter entrado na vida da minha amiga, Edward. – Sussurrou e eu a abracei, beijando seu cabelo loiro. – Sei que sua vida deve ter sido um inferno quando criança, a dor ainda está presente em você, mas eu também tenho certeza que nem isso o fará desistir de Bella ou de Andrew. Você os têm como as melhores coisas de sua vida e eu te agradeço muito por ser esse homem incrível que é, nunca vi minha irmã tão feliz quanto ela está agora, e isso é mérito seu, Edward, obrigada. – Sorri abraçando-a com força.

— Eu agradeço por ter cuidado dela por tanto tempo, sei que é a família que Bella sempre sonhou.

— Você é a família dela agora também, Edward. – Afastou-se e sorriu para mim, secando seu rosto. – Somos uma grande família. – Piscou seu olho azul claro e eu ri, assentindo.

— Com certeza somos.

— Eu pensei que não era para agarrar a mulher de outro. – A voz que estava irritando-me profundamente surgiu e bufei olhando para a entrada de cozinha, encontrando aquele homem insuportável de braços cruzados.

— Somos uma grande família, Rose, mas faça-me um favor, exclua seu namorado da lista. – Ela riu e caminhou até ele, prendendo seu braço no dele. Bella veio até mim e acertou-me um tapa no ombro. – Bella? – Esfreguei o local, mesmo que seu tapa não tenha feito nem cócegas.

— Pare de ser grosseiro. – Rolei meus olhos e de repente uma criatura começou a pular em minha frente. Olhei para baixo e ri ao ver Andrew pulando enquanto comia um biscoito. A bateria desse garoto era infinita.

— Oi, papai! – Acenou animadamente e eu sorri agachando-me e pegando-o no colo. – Sabia que eu estou entediado? – Mordeu o biscoito e eu arqueei uma sobrancelha.

— Entediado enquanto pula com toda essa afobação? – Assentiu rapidamente e eu olhei para Bella, vendo-a rir.

— Emmett e eu viemos fazer uma companhia para Bella, mas já que ela está com ótimas pessoas ao seu redor, acho que podemos ir para casa, não é, Ursão? – Rosalie sorriu para nós e em seguida olhou para seu namorado. Ele olhou para mim com uma sobrancelha arqueada.

— É seguro deixa-la com esse cara? – Olhei indignado para Bella e ela balançou a cabeça.

— Completamente seguro, Emmett, pode ir tranquilo. – Ela respondeu, sorrindo.

— Eu não confio nele. – Resmungamos ao mesmo tempo e nos medimos, bufando juntos em seguida. Sério, eu não suportava ele.

— Vocês podem parar com a briga de testosterona, está tudo ótimo por aqui. – Rose interrompeu e beijou a bochecha do moreno. – Nós vamos, Emmett, amanhã eu preciso resolver algumas coisas e Edward vai cuidar muito bem de Bella, eu confio nele. – Bateu com o dedo indicador no queixo do namorado, fazendo- revirar os olhos.

A Loira caminhou sorridente até nós e piscou para mim, em seguida esticou os braços para Andrew e ele sorriu caindo no colo dela, ganhando um beijo no rosto.

— Papai, eu já adoro a tia Rose. – Disse-me e eu ri.

— Eu também te adoro, sobrinho. – Piscou para o loiro. – Eu adorei te conhecer e pode apostar que eu o verei mais vezes, tudo bem?

— Eu vou adorar! – Beijou o rosto dela, fazendo-a sorrir ainda mais. – Mas a tia Alice me chama de sobrinho, porque é irmã do meu papai, por que você me chama assim também? – Olhou confuso para Rose.

— Eu sou irmã de coração de Bella e como ela é sua mãe, eu também sou sua tia. – Sorriu. – Pode me chamar assim sempre que quiser e esteja preparado, eu sou bastante grudenta com garotos fofos como você. – Mandou-lhe uma piscadela e Andrew riu.

— Tudo bem, tia! – Abraçou-a. – Então o seu namorado vai ser meu tio também? – Arqueou uma sobrancelha.

— Sim!

— Não! – Emmett e eu falamos ao mesmo tempo, fazendo Andrew olhar confuso entre nós dois. Respirei fundo. – Olha, filho, nós conversaremos sobre isso outra hora, tudo bem?

— Mas eu adoro o garoto, então pode me chamar de tio a qualquer hora. – Ele bagunçou os fios loiros de Andrew, fazendo-o rir animado.

— Agora estou confuso. – O garoto me olhou com os olhos semicerrados. – Pode me explicar, papai?

— Outra hora, campeão. – Ele assentiu e beijou outra vez Rosalie, vindo em seguida para meu colo.

Rosalie abraçou Bella e depois deu-me um abraço, beijando mais uma vez o rosto de Andrew. Emmett deu um abraço, muito apertado para meu gosto, em Bella e em seguida circulou a cintura de Rosalie, acenando com a cabeça para mim. Minha namorada os acompanhou até a porta e sorriu para eles, dizendo que os veria em outra hora.

— Papai, eu preciso de mais biscoitos! – Andrew pulou em meu colo e eu voltei com a minha atenção para ele, rindo com o sorriso aberto que estava em seus lábios.

— Nada disso, vamos para casa e você vai tomar um banho para dormir, já está ficando tarde.

— Capaz, Edward, vocês podem ficar aqui hoje. – Bella disse, caminhando até estar próxima de nós. – Não tem muito espaço, mas acho que Andrew pode ficar na minha cama e eu arrumo algo para nós dormirmos aqui na sala. – Deu de ombros, cruzando seus braços. Sorri em sua direção e ela retribuiu-me, piscando para mim.

— Sim! Sim! Sim! – Meu filho gritou, agitando-se em meus braços. Bella e eu olhamos para ele e rimos com sua animação. – Vamos, papai, por favor, por favorzinho, a mamãe vai ficar mais feliz se ficarmos, não é, mamãe? – Olhou institivamente para Bella, e ela riu baixinho, assentindo.

— Claro, querido. – Ela voltou-se para mim, caminhando até estar próxima. – Eu sei que você precisa trabalhar amanhã, Edward, mas fique por aqui hoje, por favor. – Ficou na ponta dos pés, dando-me um rápido beijo nos lábios. – Nós ficaremos sozinhos aqui na sala, pense no que poderemos fazer. – Sussurrou em meu ouvido e assim que afastou-se, piscou, sorrindo maliciosa. Respirei fundo para acalmar-me e ela continuava sorrindo para mim, mordendo seu lábio.

— Ficaremos. – Disse por fim e Andrew gritou animado, abraçando-me apertado. – Quanta afobação, campeão. – Acariciei suas costas e ele continuava remexendo-se animado.

— Estou feliz. – Ri e beijei seu cabelo. – Será que a mamãe pode me dar mais biscoitos? – Olhou de mim para Bella e depois retornou a olhar para mim. – Já que ficaremos, posso comer mais doces. – Deu de ombros e eu balancei minha cabeça.

— Claro, Andrew, claro. – Ele abriu um sorriso do tamanho do mundo e Bella riu, pegando-o no colo.

— Seu espertinho. – Apertou a bochecha dele, fazendo-o sorrir ainda mais.

— Faço o que eu posso, mãe. – Sorriu para Bella e depois voltou-se para mim, olhando-me animado, fazendo-me rir e balançar a cabeça.

Esse garoto não tinha jeito.

[...]

— Ainda bem que você veio, papai, pensei que esqueceria de me dar boa noite. – Andrew resmungou assim que eu entrei no quarto e ri, fechando a porta e caminhando até a cama de solteiro de Bella, sentando-me na beirada. – A mamãe deu-me boa noite e disse que você viria, mas demorou demais, pai. – Olhou-me curioso e eu sorri, mexendo em seu cabelo.

— Desculpe, campeão, é que a sua mãe foi arrumar a sala para dormirmos e eu terminei a bagunça que o senhor fez com os jogos e tabuleiros. – O acusei e ele riu baixinho, apertando a coberta contra si.

— Eu arrumaria, mas fiquei com frio. – Sorriu e eu rolei meus olhos, beijando sua testa.

— Está tudo bem, pequeno arteiro. – Ele riu com o apelido. – Já passou da hora de você dormir, Andrew, é mais de meia noite. – Remexi nos fios loiros e ele assentiu, soltando um bocejo.

— Eu sei, papai, e agora estou com sono, acho que os doces pararam de fazer efeito. – Sorri para sua lógica, mas não deixava de ser verdade. – Eu estava quase pegando no sono, mas me forcei a ficar acordado para receber o seu boa noite, não posso dormir sem isso. – Seu sorriso inocente me fez suspirar por todo o amor que eu sentia por esse garoto, Deus, ele realmente mudou-me por inteiro, mas não havia coisa melhor do que ter escolhido mudar por ele.

— Eu fico feliz que tenha me esperado, filho, mas eu viria mesmo se já estivesse dormindo. – Pisquei.

— Eu sei, mas não seria a mesma coisa, pai. – Eu assenti concordando. – Sabe, papai, eu adorei o dia de hoje. Me diverti bastante em casa com Daniel, mas amei muito vir até a casa da mamãe e poder conhecer a irmã do coração dela, tia Rosalie é irada. – Ri com a palavra que eu odiava, mas eu tinha que concordar, Rose era demais.

— Sua nova tia é ótima mesmo, eu adoro muito ela, pois Rosalie sempre cuidou bastante da mamãe e isso me deixa feliz. – Ele sorriu para mim, assentindo satisfeito. – E eu acho maravilhoso que tenha gostado dela.

— Eu amei ela! – Disse agitado, erguendo seus braços. – Ela foi legal comigo desde que me pegou com Daniel, e já vi que ela era incrível só com a nossa pequena conversa nas escadas. – Abriu um bonito sorriso. – E eu adoro ainda mais saber que a mamãe a ama bastante e confia nela.

— Eu também, Andrew. – Belisquei seu queixo.

— Também gostei do tio Emmett, ele foi super divertido comigo na cozinha e me fez biscoitos deliciosamente deliciosos! – Fiz uma careta e Andrew riu. – Ah, papai, é irado você sentindo ciúmes da mamãe. – Arregalei meus olhos e o olhei indignado, fazendo-o rir ainda mais. – Mentir é feio, pai, então nem pense em fazer isso. – Bateu de leve em meu braço. – Mas é legal você sentir ciúmes da minha mãe, isso demonstra que você gosta muitão dela! – Abriu seus braços alegres e eu rolei meus olhos, rindo baixinho.

— Eu gosto muito dela sim, filho, mas não foi ciúmes. – Bufei com a hipótese. – Emmett só não me passou confiança. – Dei de ombros.

— Não pode mentir, é feio! – Balançou a cabeça. – Mas você vai ver que tio Emmett é incrível assim que deixar seu ciúme de lado, pai. – Piscou para mim e eu ri. Inclinei-me para ele e beijei sua testa.

— Agora vai dormir, campeão, está tarde. – Acariciei seu rosto e sorri quando ele bocejou demoradamente. – E você está cansado, pare de lutar contra seu sono.

— Tudo bem, mas é que eu gosto de conversar com você. – Sorrimos um para o outro e eu suspirei, continuando a mexer em seu cabelo, fazendo um cafuné como sempre fazia antes de ele ir dormir.

— Eu também adoro conversar com você, filho, mas amanhã nos falamos mais, você está realmente cansado. – Repeti, assim que ele soltou mais um bocejo. – Está quente o suficiente? – Ele assentiu, aconchegando-se entre as cobertas.

— Estou sim, a mamãe colocou um casaco quentinho dela em mim e depois cobriu-me, estou satisfeito assim. – Assenti. – Boa noite, papai, eu te amo muitão. – Ri com o aumentativo de sua palavra e beijei-o em seu rosto, suspirando ao ver seus olhos brilhando em minha direção.

— Eu também te amo muitão, filho. – Pisquei em sua direção e ele sorriu, soltando um longo suspiro conforme fechava seus olhos e aconchegava-se na cama.

Fiquei fazendo cafuné nele e velando seu sono por um bom tempo, sem ter vontade de sair dali. Eu olhava cada vez com mais admiração para aquele garoto, ele parecia tão maduro para seis anos de idade, mas eu amava tanto ele, que isso só deixava tudo melhor. Adorava a forma como ele compreendia as coisas e parecia sempre tão sábio com tudo, Andrew era incrível e eu só sentia-me ainda melhor por tê-lo comigo. Era meu filho e sempre seria.

— Edward? – Bella abriu uma brecha da porta e eu pisquei, olhando em sua direção. Ela sorriu para mim e cruzou seus braços, tentando se aquecer. – Você está há tanto tempo aí, está tudo bem? – Assenti para ela e dei mais um beijo em Andrew, vendo-o dormir profundamente.

— Eu só me perdi no tempo. – Levantei-me devagar da cama, respirando fundo. Caminhei para fora do quarto e como o abajur de Bella refletia bastante no quarto, eu pude fechar completamente a porta. – Conseguiu arrumar tudo na sala? – Abracei-a e ela suspirou, deitando sua cabeça em meu peito.

— Sim, felizmente forrei bem o chão para nós e ainda sobrou cobertas para podermos nos esquentar. – Beijou meu peito. – Eu estou morrendo de frio, então deitei, mas é estranho ficar sem você lá. – Bufou e eu ri, afastando-a para poder olhar em seus olhos.

— Eu te disse que dois dias eram suficientes para nos acostumarmos a dormirmos juntos. – Pisquei em sua direção e esfreguei seus braços, vendo-a ranger os dentes. – Muito frio? – Assentiu e eu sorri, beijando-a levemente nos lábios. – Vamos deitar, eu esquento você. – Pisquei e ela riu.

Segurando em sua mão, caminhamos juntos até a sala e eu retirei meus sapatos e a minha gravata, deitando aonde ela tinha ajeitado para nós. Bella seguiu-me e veio rapidamente para baixo das cobertas, deitando próxima de mim e abraçando-me com força. Ajeitei-nos ali e arrumei as cobertas sobre nós, virando-me de frente para ela e deitando-me de lá.

Os grandes olhos castanhos avaliaram-me e eu sorri tocando em sua bochecha, depois seguindo para seus lábios gelados, tocando-os com a ponta de meus dedos.

— Você é uma mulher incrível, sabia? – Sussurrei e ela sorriu abertamente, sua mão passando em meu braço que a circulava.

— Você é um homem perfeito. – Retrucou e eu rolei os olhos. – Nem comece, Edward, se você pudesse se ver com os meus olhos, também acharia a mesma coisa. – Engoliu em seco. – É a pessoa mais especial que eu já conheci, te adoro demais. – Beijou-me brevemente e eu a abracei contra mim.

— Eu também te adoro, Bella, muito... – Beijei seus lábios. – ...muito... – Dei um beijo em seu nariz. – ... muito. – Beijei demoradamente sua testa e a vi sorrir, olhando-me com os grandes olhos cheios de sentimentos.

— Rose tem razão, nós com certeza estamos seguindo o caminho certo. – Sussurrou perto de meus lábios e eu sorri, segurando-a pela nuca e trazendo-a para perto de mim, beijando-a profundamente.

Eu ainda tinha medo do que o nosso futuro nos traria, mas depois de sofrer tanto pelas mesmas pessoas, estava na hora de tomar as rédeas da situação e batalhar pela minha família, eram eles que faziam minha vida valer à pena.

“Continua. ”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Aaahh, eu realmente surtei ao escrever o capítulo 17, sério, surtei por ter chorando a maior parte dele! Realmente estou torcendo muito para que vocês tenham gostado bastante dele, eu dediquei-me a cada linha, pois eu sabia que estava na hora de vermos como Edward e Andrew conheceram-se, confesso que ao escrever isso eu chorei mais do que pensei, nunca tinha escrito fanfic com crianças, mas por Deus, estou amando demais isso! Aaahh, quero agradecer e muitooo todos os comentários do capítulo anterior, sério, meus leitores são simplesmente os melhores, a cada comentário eu sorria um pouco mais. Vocês sempre deixam palavras incríveis e não tem como não se emocionar, é perfeitamente perfeito! ;) Estamos rumo aos 600 comentárioooos! o / Mal posso acreditar que NIL está quase no comentário de número 600, passou tudo tãooo rápido! Mas muito obrigada, meus amores, vocês tornaram tudo isso possível e sempre vou agradecê-los. ♥ Agora estou indo, mas saibam que fico muito feliz por ter todos vocês ao meu lado. Uma ótima semana para todos! ♥