Never It's Late.

29 A vida não poderia ser mais perfeita.


Notas iniciais
Eeeei, meus amores! Voltei neste domingo, finalmente, hein?! Perdoem-me por não ter postado semana passada, é que sábado - dia que eu queria adiantar o capítulo - fiquei o dia inteiro fora e domingo foi meu aniversário, então infelizmente não tive tempo para escrever. Mas espero que o capítulo de hoje recompense a demora, torço muito para que gostem. Enjoy :) ~~13/08/17~~

A vida não poderia ser mais perfeita.

Pov Bella.

— Eu não consigo. – Edward entrou no quarto, uma careta formando-se em seu belo rosto. Larguei os papéis que eu estava estudando e ergui meus braços, chamando meu namorado manhoso para perto de mim. O ruivo jogou-se na cama e assim que sentou ao meu lado, eu o abracei apertado, fazendo-o deitar seu rosto contra meu pescoço. – Vai ser tão estranho deixa-lo em outro lugar. – Resmungou e eu suspirei, massageando seu couro cabeludo.

Poderia parecer realmente só manha de Edward, mas de certa forma eu entendia o que ele estava sentindo ao saber que teria que deixar Andrew sozinho em um local completamente diferente e longe dele. Após tantas coisas que ele passou, era aceitável todos os temores, mesmo que agora tudo estivesse na mais plena paz. Por muito tempo Andrew foi quem tirava Edward da escuridão que ele passou por toda a sua vida, e os dois criaram um vínculo tão forte que pareciam ser pai e filho de sangue, nada e nem ninguém poderia contrariar isso. E mesmo eu, que pareci tão forte desde a decisão de Andrew querer ir para o colégio, também estava um pouco estranha por ter que deixar meu filho sozinho por lá, eu definitivamente entendia o que meu namorado sentia, e sei que seus medos iam a um estágio muito maior do que o meu.

— Vai ficar tudo bem. – Beijei seu pescoço. – Será só no primeiro dia, Edward, logo iremos nos acostumar com Andrew indo para a escola. – Afastei-o um pouco de mim e segurei seu rosto contra minhas mãos, dirigindo-lhe um sorriso. – Eu também estou deveras assustada por deixar nosso garoto com várias pessoas estranhas, porém é a hora dele. Andrew também está crescendo, nós temos que aceitar isso. – Soltei um longo suspiro e dessa vez Edward sorriu, encostando sua testa na minha. – É estranho. – Fechei meus olhos, sentindo uma mão do ruivo parar em minha cintura, puxando-me para mais perto dele.

— Sei como se sente. – Respirou profundamente. – Sempre foi Andrew e eu, acostumei-me em cuidar dele e deixa-lo sempre com minha irmã, pois eu sabia que ele sempre estaria bem do lado de Alice. Nossa separação nunca foi tão longa como será agora, é assustador pra caralho. – Suspirou. – Meu medo é que ele não se adapte, que algo de ruim aconteça, que as outras crianças sejam más com ele...

— Ei, ei. – Abri meus olhos, olhando diretamente nas orbes verdes que tanto encantavam-me. – Não pense em coisa ruim, amor. – Abracei-o pelo pescoço. – Só estamos sendo pais babões, por isso temos tanto medo de Andrew ficar longe de nós. – Pisquei para ele, ficando maravilhada ao ouvir sua risada baixa soar. – Nada de mal acontecerá, você vai ver. Andrew é um garoto incrível e fará amizades rapidamente, é completamente difícil não gostar dele, você e eu somos provas vivas disso. – Edward assentiu e eu sorri para ele.

— Conheço você, amor, sei que está transparecendo estar com toda a confiança possível, mas sei que também não gosta da ideia de saber como Andrew está crescendo rápido. – Apertei meus lábios em uma linha fina, assentindo fracamente para ele. Sei que não passei tanto tempo com aquele garoto maravilhoso, mas tudo o que eu vivi ao lado dele era intenso demais e eu definitivamente sentia-me como a mãe dele, e perceber que ele estava crescendo assustava-me, assim como eu tinha certeza que assustava ainda mais a Edward. – Nós ficaremos bem. – Ergui meus olhos até encarar os de meu namorado, e então sorrimos um para o outro. – Andrew também ficará. – Assenti em acordo, engolindo em seco. – Tudo bem, eu vou terminar o café e você o ajuda a terminar de arrumar seu material.

— Eu só vou trocar de roupa e então passarei no quarto dele. – Assim que essa frase saiu de meus lábios, observei os olhos de Edward correrem pelo meu corpo e gritei de surpresa quando ele rapidamente me virou na cama e jogou-me contra o colchão, vindo para cima de meu corpo em seguida. – Edward! – Soquei seu ombro, rindo pela mudança repentina.

— Como você consegue ser tão gostosa assim? – Suas mãos deslizaram pelo meu corpo coberto com uma fina camisola e suspirei contra seus toques, contorcendo-me sob ele. Puta merda, jamais me acostumaria com todos os sentimentos que assolavam-me repentinamente quando Edward tocava-me. – Merda, estava tão concentrado sobre Andrew ir para a escola, que nem percebi a sua quase ausência de roupas. – Revirei meus olhos com seu exagero e ouvi-o grunhir, apertando seu corpo contra o meu, fazendo-me suspirar quando senti nossos corpos ondularem-se. – Odeio quando faz esse gesto. – Suas mãos foram para minhas coxas e ele as apertou, arrancando um gemido de mim. Joguei minha cabeça para trás e ele circulou sua cintura com minhas pernas, pressionando-se contra mim. – Você me deixa louco, Bella, que merda. – Sua boca desceu até meu pescoço, mordendo minha pele. – Nem parece que eu a tive durante a noite toda. – Abracei-o pelo pescoço, indo de encontro ao seu corpo, esfregando-nos. As lembranças da noite passada começavam a passar por minha mente como flashes, por Deus, tanto Edward quanto eu parecíamos insaciáveis e nós literalmente fodemos por horas. Eu amava demais meu namorado e adorava quando ele fazia amor comigo, porém tinha dias que nossos corpos queimavam por algo brusco e ontem, por exemplo, foi como saciar todas as fantasias sexuais. Só em lembrar meu corpo começava a ferver.

— Droga, Edward. – Empurrei-o de cima de mim, passando a mão por meu rosto, respirando profundamente. – Você não pode fazer essas coisas quando não temos tempo. – Choraminguei e virei minha cabeça, olhando-o respirar fundo, puxando ar para seus pulmões. Mordi meu lábio inferior, observando seu peito descer e subir com a força que ele usava, os músculos ficando evidentes contra a camiseta preta. – Eu vou me arrumar. – Desviei meus olhos da tentação e sentei-me na cama, apoiando meus pés no chão.

— Ei, e meu beijo? – Arqueei uma sobrancelha em sua direção e Edward sorriu maliciosamente, cruzando seus braços atrás da cabeça. – O que foi, querida, não consegue resistir a um beijo meu? – Debochou e eu bufei, atacando um travesseiro em sua direção, fazendo-o rir.

Ignorando Edward, levantei-me e caminhei até o closet, dirigindo-me até a parte em que minhas roupas estavam. Suspirei passando minhas mãos pelas coisas penduradas, rindo ao lembrar-me que Andrew tinha a mais completa razão, praticamente tudo que era meu estava por aqui. As roupas do outro apartamento eram poucas, afinal Rosalie e Alice fizeram-me reformar todo o meu guarda-roupa, quis negar, mas as duas juntas eram impossíveis e não poderia ficar triste com o resultado final, eu realmente adorava minha nova formar de vestir-me. Estava com um estilo mais mulher e amava olhar-me no espelho, ficava mais feliz com a imagem que ali refletia.

Como a temperatura estava amena, peguei um vestido azul que ia até um palmo acima de meu joelho, separando-o e deixando-o sobre a poltrona que tinha. Retirei a camisola que eu vestia e abri a gaveta de lingeries, colocando um conjunto em meu corpo. Abri o zíper do vestido e o vesti, ajeitando-o em meu corpo, puxando o fecho lateral. Caminhei até o grande espelho do closet e sorri para a minha imagem, virando-me conforme me olhava, verificando todos os ângulos.

Eu comecei a gostar de me vestir bem, mas hoje a ocasião era mais do que especial. Edward e eu deixaríamos nosso garoto no colégio e em seguida iríamos para nossos respectivos trabalhos, ou seja, era o grande dia de eu voltar para a loja. Edward bateu o pé quando contei-o sobre meus planos, mas ele sabia o quanto eu era teimosa, então acabou cedendo com meus argumentos. Odiava ficar trancada em casa sem fazer coisa alguma, sentia-me inútil, então depois que todos os acontecimentos trágicos foram-se, a ideia começou a borbulhar em minha mente, e é claro que além de satisfazer-me pessoalmente, porque eu adorava trabalhar, eu também adoraria ter uma vingança sobre Tanya. Ela foi a mulher que mais humilhou-me desde que comecei a trabalhar naquele lugar, e agora eu daria a minha volta por cima, nem era preciso fazer nada contra ela, só precisava mostrar-lhe o quanto eu estava realizada com a minha nova vida, isso já a deixaria para baixo. Ah, é claro, ela também amaria saber que além de Rosalie, que é como minha irmã, possuir 50% das ações da loja, meu namorado, com quem eu praticamente morava junto, estava em domínio da outra metade. Oh, sim, ela ficaria tão feliz sabendo que eu seria como sua mais nova chefe.

Balancei a cabeça para sair de meus pensamentos e caminhei até meus sapatos, fazendo uma careta ao encarar os meus novos saltos. Eu era desiquilibrada por natureza, mas como eu usava saltos agora, eu tinha me acostumado a não matar-me ao andar com coisas altas. Claro que a satisfação de ver Edward babando em minhas pernas também fazia parte de meu mais novo amor por sapatos altos, mas isso era uma coisa que eu guardava somente para mim.

Puxei um sapato com salto médio da prateleira e sentei-me na poltrona, calçando-o em meus pés. Quando estava bem, fiquei novamente de pé e sorri para minhas escolhas, a cor escura do sapato combinava com o azul claro de meu vestido. Meu sorriso aumentava ao lembrar que a cor preferida de Edward era azul. Oh, sim, os jogos de provocações começariam mais cedo hoje.

Passei no banheiro para escovar meus dentes e passar um rápido rímel em meus cílios. Quando estava pronta, peguei a papelada sobre Psicologia que estava na cama e guardei em minha pasta, colocando sobre a cabeceira da cama em seguida. Ajeitei as colchas e quando tudo estava arrumado, retirei-me do quarto que dividia com Edward, indo até a porta azul em frente, abrindo-a devagar e sorrindo ao ver meu pequeno olhando animado para o seu material espalhado pela cama.

— Divertindo-se, querido? – Perguntei, enquanto caminhava em direção da sua cama. Seus olhos claros ergueram-se para mim e o maravilhoso sorriso abriu-se em seus lábios. Deus, eu amava demais aquele garoto, nem era possível descrever o tamanho de meu sentimento por ele.

— Mamãe! – Ficou de pé sobre o colchão e eu ri. Aproximei-me dele e o abracei apertado, puxando-o de sua cama e ajeitando-o em meu colo. – Você está bonita demais. – Avaliou-me, sorrindo a todo instante, arrancando uma risada de mim. – Você também sairá hoje? – Olhou-me confuso, suas sobrancelhas unindo-se.

— Sim, lembra que a mamãe disse que voltaria a trabalhar na loja que nos conhecemos? – Ele assentiu animado e começou a brincar com as mechas de meu cabelo, fazendo-me ri ao observar seu jeito compenetrado. – Então, será hoje. – Sua atenção voltou para mim. – Enquanto você estiver na escola, o papai vai ficar na empresa e eu na loja. – Expliquei, antes que as engrenagens de sua mente começassem a movimentar-se e ele pensar que ficaríamos separados por muito tempo. – Quando você sair a uma hora da tarde, nós estaremos lá para te esperar. – Pisquei em sua direção, fazendo-o sorrir animado.

— Ótimo! – Remexeu-se em meu colo, pedindo para descer. Coloquei-o sobre o colchão novamente e ele segurou em minha mão, fazendo-me sentar ao seu lado. – Olhe só, mãe, meu material é totalmente do Capitão América. – Ergueu seus braços animados e eu sorri com sua alegria contagiante, observando-o mexer em seu caderno, agenda, estojo e lápis de cor. – Papai até me deu a mochila do melhor herói que existe. – Andrew puxou o objeto de trás dele e mostrou-me. – Não é bonito, mamãe? – Ergueu seus olhos e eu sorri. Baguncei seu cabelo e lhe dei um beijo na testa, sendo recompensada por seu sorriso perfeito.

— É tudo maravilhoso, querido. Dê-me aqui, irei ajuda-lo a guardar, precisamos ir tomar café e logo sair, senão chegaremos tarde. – Ele assentiu cheio de animação e entregou-me sua mochila. Ri com a alegria que ele transpassava e com sua ajuda comecei a guardar seu material, ajeitando tudo na bolsa.

Assim que tudo estava arrumado, coloquei Andrew em minha frente e ajeitei seu cabelo indomável, remexendo nos fios até conseguir arrumar da melhor forma possível. Peguei a jaqueta de seu uniforme e o ajudei a vestir, pela manhã ele poderia passar um pouco de frio, afinal Andrew era o garoto mais friorento que eu conheci, porém se esquentasse ele tiraria mais tarde. Amarrei o cadarço de seu tênis e com as coisas em mão, saímos de seu quarto.

Andrew conversava comigo enquanto caminhávamos pelo corredor do terceiro andar, eu apenar sorria ouvindo-o tagarelar animado sobre o colégio. Descemos as escadas e assim que estávamos no primeiro andar, fomos em direção da cozinha, encontrando Edward terminando de arrumar a mesa. Mordi meu lábio inferior ao observar meu namorado caminhar para lá e para cá, cuidando de nosso café da manhã, ele era ágil e habilidoso na cozinha. Por Deus, eu ganhei o pacote completo.

Em um rompante, uma imagem de nós oficialmente casados veio em minha mente. Era Edward, Andrew e eu na mesa do café da manhã, como fazíamos todos os dias, porém a forma que Edward e eu comportávamos era algo diferente, eu não sabia explicar, mas com toda a certeza, pelo sentimento maravilhoso que eu estava sentindo, nada daquilo era algo ruim. Claro, nada mudaria por completo, estaríamos apenas com uma certidão a mais e alianças em nossos dedos, mas ao pensar que eu poderia chamar Edward de meu marido fazia-me estremecer com a sensação boa que preenchia-me. Sem contar a alegria que eu sentiria ao vê-lo usando uma aliança que eu colocaria em seu dedo. E é claro, nós moraríamos juntos oficialmente também, eu não teria mais desculpas para dar aos nossos familiares, como dizendo que eu apenas estava passando alguns dias com meu namorado e filho, e nem queria ter.

— Bella? – A voz rouca começou a preencher meus ouvidos. – Amor, você está bem? – Abri meus olhos que nem notei fechar e pisquei rapidamente, saindo de meus pensamentos. Olhei para frente e Edward arqueou uma sobrancelha em minha direção, olhando-me de forma curiosa. – Está tudo bem? – Suas mãos seguraram as minhas, como se quisesse puxar-me para a realidade. Apertei nossos dedos juntos e sorri em sua direção, inclinando-me e dando um beijo estralado em seus lábios.

— Está tudo perfeito. – Abri um sorriso ainda maior, soltando um suspiro. Edward olhava-me ainda mais confuso que antes, mas eu apenas dirigi-lhe mais sorrisos animados. – Estou feliz. – Dei de ombros, explicando-me. A imagem que eu tive de nossa família era a culpa dessa felicidade mais do que repentina, eu estava tremendo de medo por Edward estar citando coisas sobre casamentos dias atrás, mas tendo a perspectiva de como tudo seria, só enchia-me de mais alegria. Não tinha o que ficar pensando, Edward e eu nos amávamos e já nos comportávamos como marido e mulher, oficializar isso só seria a realização de um grande sonho.

— Vamos tomar café, está quase na hora de irmos! – Andrew pulou animado em seu lugar. Franzi o cenho olhando-o e vi que ele já estava na sua cadeirinha, Edward deve ter o colocado lá, eu tinha me desligado por alguns minutos então.

— Já vamos, querido. – Voltei a olhar para meu namorado e ri ao ver o seu olhar perdido. – E você, amor, está tudo bem? – Soltei uma mão da sua e acariciei seu rosto, tendo sua atenção em mim, seus olhos brilhando contra os meus. – Agora parece que foi você que desligou-se do mundo. – Arqueei uma sobrancelha e ele riu.

— Apenas pensando, não é nada demais. – Deu-me um beijo rápido, fazendo-me suspirar baixinho. Esses beijos rápidos só davam-me mais vontade de agarrá-lo contra mim. – Aliás, você está maravilhosa. – Piscou em minha direção e eu sorri para ele, sentindo-o abraçar-me contra si. – Eu diria que esse vestido está mexendo demais com minha imaginação, mas você já deve saber disso, afinal colocou exatamente a cor azul. – Choramingou, olhando em meus olhos. Sorri maliciosa em sua direção e abracei-o pelo pescoço, dando-lhe um selinho. Tudo bem, seus lábios eram viciantes demais para meu próprio bem.

— Você me conhece tão bem, amor. – Mexi em seu cabelo da nuca, enrolando os fios contra meus dedos. – Mas pense pelo lado bom, será você quem o tirará de meu corpo. – Sussurrei contra seus lábios e ele grunhiu baixinho, tirando suas mãos de mim.

— Você me paga, Isabella. – Afastou-se e caminhou até seu lugar na mesa, sentando-se rapidamente. Ri animada e fui até a cadeira, ajeitando-me em meu lugar para podermos tomar café. – Nós deixaremos Andrew no colégio e logo em seguida eu vou até a loja para deixa-la. – Edward comentou, olhando para mim. – Tem certeza disso? – Franziu seu cenho e eu assenti, pegando a garrafa com leite quente, despejando na xícara de Andrew. – Mas sabe que Tanya estará lá, Bella, e eu definitivamente não quero vê-la chorar novamente por causa dela. – Sua mão pegou na minha que descansava sobre a mesa e eu sorri.

— Obrigada pela preocupação, amor, porém não precisa, ela não será um problema para mim. – Inclinei-me, dando um beijo em seu rosto. – Ela não me afeta mais, eu superei seus deboches e humilhações, afinal, eu tenho uma família incrível apoiando-me. – Ele sorriu para mim, apertando meus dedos. – E Rose também estará lá. Não se preocupe.

— Se você diz, então tudo bem. – Beijou meus dedos. – Mas qualquer coisa, é só me ligar. – Assenti e ele sorriu para mim, voltando com sua atenção para a torrada que ele preparada para Andrew.

Peguei a lata de Nescau e uma colher, preparando o chocolate quente que Andrew tanto amava tomar de manhã. Entreguei para ele sua xicara e ele bebericou o Nescau, abrindo um grande sorriso em seguida, fazendo-me Edward e eu rirmos ao notar o bigode de chocolate que formou-se sobre sua boca.

Eu amava demais minha família.

[...]

— Estou muito ansioso! – Andrew pulou em seu lugar, mexendo-se a todo instante. Estávamos sentados em um banco perto das árvores, esperando dar o horário do portão do colégio abrir, Andrew infelizmente não conseguia sentar como as outras crianças, sua alegria era grande demais para que ele parasse quieto por alguns instantes.

— Esse garoto é impossível. – Comentei e Edward riu contra meu ombro, visto que ele estava com o rosto apoiando em mim. Aconcheguei-me contra ele e seu braço apertou-se contra mim, circulando com mais força a minha cintura. – Acho que isso aconteceu por você deixa-lo passar tanto tempo com Alice. – Continuei a divagar. – Oh, Deus, tenho pena do filho dela. – Murmurei e meu namorado soltou outra risada, beijando a minha pele.

— Deixe-a ouvir você falando essas coisas. – Rimos e dei de ombros, olhando a todo instante para Andrew, cuidando para ver se ele não saía correndo pelo local. O garoto movia-me para todos os cantos, olhando ansiosamente para o portão, como se isso fizesse-o abrir mais cedo. – Mas eu fico feliz de ele ser animado assim, tinha medo de Andrew tornar-se solitário e quieto demais, sabe, pelas coisas que ele passou no orfanato. – Suspirou e eu assenti concordando, apertando sua mão que estava em minha volta. Entendia perfeitamente o que ele queria dizer, Andrew foi tão maltratado por palavras más das mulheres do orfanato, elas nem ligavam para o fato de ele ser apenas uma criança. E era realmente maravilhoso o porto seguro que Edward era para Andrew e vice e versa, eles ajudaram um ao outro a se recuperar. – Mas confesso que eu prefiro que meu próximo filho seja menos ligado em 220 volts. – A voz de Edward preencheu meus ouvidos e assim que a frase fez sentido em minha mente, engasguei com a minha própria saliva e olhei-o completamente em choque, meus olhos arregalando-se de susto. Obviamente eu queria uma vida e uma família constituída com Edward, porém tudo o que acontecia com nós parecia correr mais depressa que o tempo, e isso assustava-me, porque além de ser intenso, ainda era irreversível.

Eu amava demais Andrew e Edward, meu amor por eles eram algo incompreensível, de tão forte que era. Eu poderia amar construir algo maior com ambos, aumentar a nossa família só traria mais felicidade para nós, porém era deveras apavorante pensar nisso nesse exato momento, afinal foi somente há alguns dias que eu coloquei finalmente minha cabeça em ordem. Faz pouco tempo que eu consegui lidar com tudo o que acontecia em minha volta atualmente e era somente agora que a ideia de uma vida longa de casada com Edward começava a ser mais incrível e menos assustador. Mas um filho? Eu amaria ter um vínculo maior ainda com o homem da minha vida, mas eu tenho dezenove anos e acabei de entrar na Universidade, então no momento essa ideia parece tão... pavorosa.

— Eu... eu... – Comecei a gaguejar, tentando encontrar palavras certas para dizer para Edward. Olhei-o em seus olhos, respirando fundo para tentar acalmar-me e conseguir falar alguma coisa certa, mas parecia que tudo com coerência não formava-se em minha mente. Uma epifania estava acontecendo, era isso. – Edward... – Encostei minha testa na sua, suspirando auditivamente.

— Ei, amor. – Suas mãos ficaram em meu rosto, segurando-o e fazendo-me ficar com meus olhos interligados nos seus. Funguei com o perfeito sorriso que ele dirigiu-me e meu coração acalmou-se ao ver o quão calmo Edward estava, tanto que parecia que ele estava passando-me esse sentimento. – Desculpe-me, às vezes eu simplesmente falo as coisas sem pensar na sua reação ou como tudo está indo rápido demais. – Revirou os olhos e eu ri, olhando firmemente em seus olhos perfeitos. – Não estou dizendo que quero um filho exatamente agora, eu posso esperar seu tempo, não precisa preocupar-se, tudo bem? – Assenti lentamente. – Sei que é jovem e está cursando a faculdade de seus sonhos, eu jamais iria querer interromper isso, amor, só falei por falar... digamos que foi uma força de expressão. – Sorri abraçando-o pelo pescoço, beijando o canto de seus lábios.

— Eu quero tudo com você, Edward. – Respirei lentamente, acalmando-me aos poucos. – Casar, ter mais filhos... constituir realmente uma grande família feliz. – Pisquei divertida. O sorriso torto formou-se em seus lábios e eu levei minha mão até seu maxilar, massageando o local que continha uma barba rala, o que realmente levava-me a loucura. – E não precisa pedir-me desculpas por pensar em coisas assim, eu também penso, só não digo. – Ele elevou uma sobrancelha e eu ri ao dar de ombros. – É sério. Mas vamos fazer isso aos poucos e com calma, temos um longo tempo juntos. – Apertei-o contra mim. – E para falar a verdade, eu adoro a forma espontânea que fala sobre nosso futuro. Muito diferente do homem egocêntrico e babaca que eu conheci. – Falei contra sua boca, meus olhos a todo momento interligado com os seus. Ele riu e senti seus braços apertarem-se contra meu corpo, puxando-me para mais perto dele. – Eu te amo. – Sussurrei, meu coração aumentando suas batidas no mesmo instante que captei um brilho diferente no olhar daquele homem perfeito. Se fosse para ver sempre aquele brilho, eu falaria a todo momento o quanto eu o amava. – Jamais alguém foi tão feliz como eu sou com você. – Acariciei os fios de sua nuca. – Você é perfeitamente perfeito para mim.

— Temos exceções. – Ele sorriu, suas mãos passando por minhas costas. – Eu estou tão feliz quanto você, amor, e da forma que jamais pensei que seria. – Beijou minha testa demoradamente. – Eu te amo demais, Bella, tanto que nem sei se essas três palavras traduzem a verdadeira intensidade de meus sentimentos.

Incapaz de falar alguma coisa, porque sei que começaria a chorar, eu aproximei-me de Edward e colei nossos lábios, beijando-o de forma apaixonada, sentindo toda a eletricidade tão conhecida envolver-nos.

Antes que nosso beijo começasse a ser empolgante demais para o local em que nos encontrávamos, um flash estranho atingiu-me em cheio, fazendo-me franzir o cenho. Afastei-me com cuidado de meu namorado e virei a cabeça confusa para o lado, arqueando uma sobrancelha ao ver meu pequeno garoto pular em seu lugar e olhar animadamente para o celular que estava entre suas mãos.

— Por que seu celular está com ele? – Questionei Edward e o mesmo riu, dando-me um beijo no queixo.

— Eu tinha entregado para ele antes de sairmos de casa, assim Andrew poderia distrair-se até chegarmos na escola. – Olhamos para o menino que vinha em nossa direção, um sorriso enorme preenchendo seus lábios. – Mas parece que além de jogos, Andrew encontrou outras funções pelo aparelho. –Soltou uma risada e logo nosso filho nos alcançava. Edward sorriu para ele e segurou-o, puxando-o para sentar-se em seu colo. – Divertindo-se, campeão? – Perguntou e Andrew assentiu animado.

— Vocês são os melhores papais apaixonados! – Gritou extasiado. – Tirei tantas fotos bonitas de vocês, pareciam estar em outra dimensão. – Ergueu o queixo orgulhoso por suas deduções e eu sorri em sua direção, bagunçando seu cabelo. – Aqui, papai. – Esticou o celular para seu pai. Edward pegou o aparelho e começou a mexer nele, sorrindo a cada coisa que via.

— Definitivamente algumas irão para a revelação, querida. – Olhou-me, mandando-me uma piscadela. – Hmm... as do beijo podemos deixar bem perto de nossa cama. – Moveu as sobrancelhas sugestivamente e eu dei-lhe um empurrão, fazendo-o gargalhar. Andrew, mesmo que não tivesse entendido, começou a rir, seguindo seu pai. – Bella, querida, esse vestido é verdadeiramente perfeito em você. – Assoviou, ainda encarando a tela do celular. Dava graças por meu filho não entender o tom de voz maliciosa de Edward.

— Edward, cale a boca. – Ele riu, bloqueando a tela e guardando o aparelho em seu bolso do paletó. Ele voltou a abraçar-me pela cintura e puxar-me até estar colada a ele. Assim que estava perto o suficiente, ele deu-me um beijo rápido, piscando em minha direção. Sorri e balancei a cabeça, apoiando-a em seu ombro.

— Ainda vai demorar muito? – Andrew encostou sua cabeça no peito do pai, olhando-me impacientemente. Ri para sua agonia e peguei em uma de suas mãos, apertando-a contra a minha.

— Chegamos um pouco cedo, querido, logo os portões irão abrir. – Ele puxou a respiração com força, olhando-me inquieto. Ri e mexi em seu cabelo, movendo meus dedos pelos fios. – Calma.

— Mas é que está demorando muitão. – Exasperou e ouvi Edward rir.

— Abre oito horas, campeão, falta somente alguns minutos. – Ele acariciou os ombros do filho, aonde as alças da mochila estavam. – Da próxima vez você não irá querer sair tão cedo de casa.

— Verdade, é cansativo ficar esperando. – Resmungou e eu ergui meu rosto, vendo Edward encarar-me e sorrir com o exaspero da criança. – Eu nem consigo conhecer amigos assim, precisamos estar em sala para podermos conversar. – Divagou, brincando com a gravata de Edward.

Olhei em volta e vários pais estavam sentados com os filhos nos bancos próximos da árvore, alguns ainda continuavam de pé e ouviam as crianças falarem animadas, porém todos que eu via, pareciam pais sempre atentos. Conforme eu observava tudo, percebia que nenhum homem ou mulher mais velhos estavam com celular nas mãos ou ouvidos, todos estava com a atenção sobre suas crianças.

Sorri olhando a multidão, era bom ver cenas assim, diferente de toda a negligência que era normal hoje em dia.

— Vamos? – Saí de meus pensamentos ao ouvir a voz de Edward e o olhei confusa. – São oito horas, vai abrir logo. – Indicou o portão com a cabeça e eu assenti, afastando-me dele e ficando de pé.

Andrew soltou uma risada animada e seguiu-me, esticando sua mão direita para mim. Sorri com toda a animação de meu pequeno e entrelacei nossos dedos, vendo Edward ficar de pé em seu outro lado e segurar a mão esquerda dele. Juntos caminhamos até o portão de ferro do colégio, vendo a todo instante Andrew saltitar com toda sua animação diária.

Paramos para aguardar e ao longe eu podia ver professores e professoras caminhando até a entrada. A identificação era feita pelos jalecos coloridos que todos usavam. Quando eles estavam pertos da entrada, as crianças começaram a gritar animadas e o portão foi deslizando devagar, abrindo aos poucos.

Andrew, de longe, era a criança mais animada, sempre pulando entre Edward e eu, gritando extasiado com sua mochila do Capitão América nas costas. Olhei para meu namorado e ele deu de ombros, rindo com a euforia de nosso filho. Sim, definitivamente Andrew era ligado aos 220 volts, se não mais do que isso.

— Bem-vindos à Escola de Educação Infantil Semeando o Saber. – Uma mulher sorridente tomou a frente dos professores, sorrindo calorosamente. – Sou a Diretora Leah Clearwater e estou feliz demais por escolherem nossa escola para o início do aprendizado de seus filhos. – Apresentou-se. – Irei indicar os professores das respectivas séries e pedirei para se despedirem das crianças, elas estarão em boas mãos quando passarem por esse portão, podem ficar tranquilos.

Agachei-me ao lado de eu pequeno, sendo seguida por Edward. Vi Andrew virar rapidamente para seu pai e jogar-se nos braços dele, sendo apertado com muita força pelo ruivo, como se ele não quisesse deixar seu pequeno campeão sair dali. Sorri ao olhar a cena e apoiei minhas mãos sobre meus joelhos, sentindo a felicidade preencher ao ver o amor tão translúcido que Edward e Andrew tinham um pelo o outro.

— Sentirei sua falta, papai, muitão. – A voz infantil de Andrew soou e eu suspirei, ouvindo-a meio embargada. – Eu sei que estava ansiosamente ansioso para vir para a escola e ainda estou, mas jamais foi para afastar-me de você. Eu nem tinha pensando que ficaríamos sem nos ver por tanto tempo, só estava com as coisas boas na cabeça. – Fungou. – Mas eu te amo, pai, demais. – Pisquei meus olhos rapidamente, espantando as lágrimas idiotas que queriam formar-se.

— Também te amo, campeão. – Vi Edward beijar os fios loiros, suspirando alto. – Sei que não queria afastar-se, Andrew, eu também não queria, mas é definitivamente necessário. Vai ficar tudo bem, o dia passará tão rápido que nem vamos notar o tanto de horas que ficamos separados. – Piscou para o filho e de relance vi um grande sorriso formar-se no rosto de Andrew. Os olhos verdes vieram em minha direção e Edward sorriu para mim, dando mais um beijo no filho. – Vá despedir-se de sua mãe, logo terá que entrar.

O pequeno furacão virou-se para mim e abri meus braços, vendo-o correr até jogar-se em meus braços. Apertei-o contra mim e fechei meus olhos, beijando diversas vezes seu cabelo.

— Mamãe também sentirá sua falta. – Murmurei chorosa. Oh, Deus, agora a realidade batia fortemente contra mim. Passei tanto tempo ficando o dia inteiro ao lado daquele garoto maravilhoso, era completamente estranho pensar que só voltaria a vê-lo depois do almoço. – Te amo muito, Andrew, muito, muito, muito. – Repeti diversas vezes, ouvindo sua risada gostosa soar.

— Também te amo, mãe, e sentirei sua falta também. – Tirou o rosto de meu pescoço, seus olhos erguendo-se até os meus. Passei meus dedos por seu rosto, tirando os vestígios de algumas lágrimas que escaparam. – Você estará aqui para me buscar, não é?

— Claro que estarei, amor. – Beijei sua testa. – E não precisa chorar, volte a sorrir com toda a animação que estava antes. – Ele fez o que eu pedi e sorri em sua direção, adorando ver o maravilhoso sorriso que ele tinha. – Isso mesmo. Seu pai e eu estaremos uma hora aqui, esperando-o sair de seu primeiro dia de aula. – Pisquei. – Divirta-se.

— Eu vou. – Assentiu, a alegria novamente tomando conta dele.

— Tudo bem, pais. – A voz da diretora chamou-nos a atenção. – Vamos começar a embarcar as crianças no primeiro dia de aula delas. – Beijei novamente meu pequeno e Edward fez o mesmo. Ficamos de pé e meu namorado abraçou-me pela cintura, respirando fundo, segurando-se nos ombros de Andrew. – Essa é a Professora Renata, ela irá administrar as aulas do primeiro ano. – Apontou para uma mulher jovem ruiva, que sorriu acenando. – Todas as crianças do primeiro ano, podem entrar e dirigir-se até ela, formando uma fila. – Leah indicou e Andrew olhou para nós, sorrindo abertamente. Edward mexeu em seu cabelo e eu acenei para o pequeno, vendo-o afastar-se de nós aos poucos, caminhando animado para dentro do colégio, indo de encontro com as outras crianças que estavam na mesma série que ele.

Aconcheguei-me contra meu namorado e senti-o abraçar com mais força, beijando delicadamente os fios de meu cabelo. Juntos e em silêncio, ficamos observando as ordens da diretora e cada criança correndo para seus respectivos professores. Aos poucos todos os alunos foram entrando e quando todos estavam por lá, o portão fechou-se e ao longe vi meu pequeno loiro acenar com animação para nós. Sorri olhando-o e Edward e eu acenamos de volta, vendo-o caminhar em sua fila para dentro do colégio, indo atrás da professora dele.

— É isso. – Exclamei por fim, vendo todos os pais saírem de frente da escola, indo para seus carros. Olhei para Edward e notando isso, ele olhou-me de volta, abrindo um pequeno sorriso. – Está tudo bem? – Acariciei sua barba por fazer e ele suspirou, assentindo.

— Só absorvendo tudo, mas ficarei bem. – Separou-se de nosso abraço e esticou sua mão em minha direção. Edward entrelaçou nossos dedos e beijou-os juntos, começando a caminhar comigo em direção ao seu carro. – Agora vamos em direção a loja, deixar mais uma parte de mim por lá. – Resmungou e eu ri, andando perto dele.

— Você não existe.

Fomos até o carro e Edward abriu a porta para mim, dando-me um beijo forte antes de deixar-me entrar. Um pouco sem fôlego deslizei sobre o banco de couro e enquanto passava o cinto em minha volta, ouvi a minha porta bater. Edward deu a volta no veículo e entrou em seu lugar, puxando o cinto sobre si e colocando a chave na ignição e seguida. Olhei-o com uma sobrancelha arqueada, ainda puxando ar para meus pulmões. Notando que eu o observava, Edward olhou para mim, abrindo um grande sorriso.

— O que foi? – Questionou como se não soubesse, virando a chave do carro e ligando-o.

— O que foi aquele beijo? – Retruquei, ainda não estava completamente recuperada. Edward riu e pisou no acelerador, concentrando-se na estrada.

— Apenas provei que existo. – Olhou-me brevemente, mandando-me uma piscadela.

Sorri para ele e balancei a cabeça, pegando meu celular que estava sobre o painel do carro, assim que eu o ouvi apitar. Desbloqueei a tela e entrei nas mensagens, vendo que era Rosalie.

“Espero que esteja a caminho, Sister, estou loucaaa para ver a cara de Tanya assim que ela ver que você está de volta e toda poderosa.

Rose.”

Ri com as loucuras da minha irmã e a respondi brevemente, avisando que já estava chegando, afinal o Colégio de Andrew era próximo do apartamento, da loja e da empresa de Edward. Escolhemos pela facilidade de locomover-nos e também por ser a melhor Escola de Educação Infantil de Manhattan.

Em alguns minutos Edward já estacionava em frente da loja de roupas em que eu trabalhava. Olhei para fora da janela do carro, observando a loja com cuidado, respirando calmamente para tomar a coragem devida de sair do veículo e ir até lá. Eu estava por cima, sabia disso, mas ao olhar aquela fachada fazia-me lembrar das vezes em que fui humilhada por Tanya e Jessica, e também a forma que Angela defendia elas, nem ligando para as coisas que eu passava. Felizmente eu estava muito melhor e mais madura agora, conseguiria lidar com as duas víboras, afinal Angela já não era mais um problema.

— Tudo bem, amor? – Senti a mão de Edward sobre a minha coxa e desviei o olhar da entrada da loja, olhando para meu namorado maravilhoso. Sorri para ele e assenti, apoiando minha mão sobre a sua que estava em mim. – Tem certeza? – Seus olhos avaliam-me, buscando qualquer vestígio de arrependimento que eu poderia ter ao voltar.

— Estou bem. – Soltei meu cinto. – Só estava pensando em como as coisas vão ser diferentes agora. – Pisquei para ele e o mesmo riu, soltando seu cinto também. – O que está fazendo? – Arqueei uma sobrancelha e o vi desligar o veículo, puxando a chave e abrindo a porta do carro.

— Eu vou entrar com você. – Deu de ombros. – Tenho uma coisa para falar com Rosalie. – Piscou e saiu de seu lugar, fechando a porta. Olhei-o dar a volta no carro e abri a boca em choque, vendo-o abrir minha porta e esticar a mão para ajudar-me a sair. – Vamos, querida. – Riu com meu baque. Pisquei e aceitei sua mão, saindo do carro e vendo-o ligar o alarme em seguida. – O que foi? – Perguntou, vendo a forma que eu estava olhando-o.

— O que você tem para falar com Rose? – Perguntei deveras curiosa e ele sorriu, abraçando-me pela cintura. – Edward? – Meu namorado simplesmente ignorou-me e caminhou comigo até a entrada da loja. Subimos os degraus e ele empurrou a porta, entrando comigo. Eu iria teimar para que Edward falasse-me o que ele estava escondendo, mas entrar naquele ambiente fez-me paralisar e olhar tudo em volta com calma, tentando deixar as más lembranças para trás.

As únicas coisas boas que aconteceram por aqui, foi conhecer Rosalie, Alice, Edward e Andrew, as pessoas mais importantes de minha vida. O resto era mal, todas as discussões, humilhações e risadas maléficas rondavam a minha mente no momento, fazendo-me esquecer das pessoas maravilhosas que eu conheci por aqui, por causa da dor que eu senti antigamente, mostrando-me como minha vida era complicada antes de toda a reviravolta que ocorreu. Parecia que tantos anos tinham se passado, não era como se eu ainda estivesse apenas com dezenove anos de idade, estava sentindo-me deveras diferente do que eu era há alguns meses, antes de conhecer Edward, era como se eu fosse mais velha, talvez tenha sido o amadurecimento que eu sofri ao passar por tantas coisas ao lado do meu namorado e nossa família. Porém, eu não poderia estar mais feliz ao ver toda essa mudança, isso dava-me ainda mais certeza de que todas as minhas escolhas foram mais do que certas, porque agora eu estava em meu devido lugar.

— Amor. – Edward chamou-me e eu olhei sorridente, mas vi seu cenho franzir. – Ei, por que está chorando? – Automaticamente minha mão foi para meu rosto e senti-o molhado, nem tinha percebido que alguma lágrima havia deslizado. Edward tomou a frente e secou minha pele, respirando fundo. – Está sentindo-se mal?

— Estou maravilhosamente bem. – Sorri e apoiei-me em seus ombros, suspirando. – Entrando aqui, lembranças da minha antiga vida veio em minha mente. – Expliquei, ganhando mais de sua atenção. – E eu não poderia estar mais grata por ter você em minha vida. – Beijei sua boca rapidamente. – Foi você quem deu-me uma vida melhor. Obrigada, Edward.

— Você definitivamente não precisa agradecer-me por isso. – Revirou seus olhos, seus dedos acariciavam minhas bochechas. – Fico feliz que esteja bem. – Piscou. — Aliviado na verdade, temia que fosse ficar mal por tudo o que passou por aqui. – Assenti, compreendendo-o.

— Eu também temia isso, mas está tudo bem, de verdade. – Abracei-o apertado, deitando minha cabeça em seu peito. – Agora você precisa ir, sabe que tem uma reunião nove horas com alguns sócios. – Lembrei-o, fazendo-o rir e apertar seus braços em minha volta.

— Nova ideia: quer trabalhar como minha secretária? – Gargalhei contra seu peito e ele bufou. – Estou falando sério, você sabe mais de meus compromissos do que a mulher que possui a minha agenda. – Afastei-me de seu corpo e ergui a cabeça, olhando-o. – Você ficará bem?

— Perfeitamente. – Minha mão foi para seu queixo, acariciando sua barba rala. – Merda, você fica completamente sexy assim. – Divaguei, ganhando um olhar malicioso de Edward. – Verdade. – Pisquei. – Eu gosto.

— É bom saber disso. Deixarei dessa forma mais vezes. – Arqueei uma sobrancelha ao ver o sorriso malditamente malicioso formar-se em seus lábios. Edward aproximou-se de mim e estremeci quando a boca quente colou-se em minha orelha, sussurrando: – Então é por isso que ontem à noite você gemeu tanto? – Senti uma mordida no lóbulo, fazendo-me grunhir baixinho. – Gostou de minha barba raspando entre suas pernas, enquanto eu a beijava e chupava? – Apertou-se contra mim e eu fechei meus olhos, concentrando-me para não gemer naquele lugar.

— Você não presta, Edward. – Resmunguei, apoiando-me com força contra seus ombros, minhas pernas pareciam bambas sobre aqueles saltos.

— Hmm... me desculpem, mas aqui não é lugar para agarrarem-se. – Uma voz conhecida soou e eu revirei meus olhos, saindo da nuvem de desejo que Edward tinha colocado. Continuei me segurando nele, afinal eu ainda não tinha total controle sobre minhas pernas, mas afastei meu rosto o suficiente para olhar para o lado e encontrar uma Jessica de cabelos... ruivos? Oh, parecia que algumas coisas também tinham mudado por aqui. Vi com satisfação seus olhos arregalarem-se e eu sorri quando ouvi sua voz embasbacada de surpresa: – B... Bella?

— Olá, Jessica. – Abri meu maior sorriso de vadia, afastando-me de Edward e ficando de frente para ela. – As coisas mudaram por aqui, hein? – Arqueei uma sobrancelha. – Pena que não tenham sido para melhores.

— O que está fazendo por aqui? – Bufou, cruzando seus braços e tomando a postura de puta que não tinha mudado nenhum pouco. – Pensei que tinha sido demitida por Angela. – Grunhiu, batendo um pé. – Não é porque ela foi embora, que você pode voltar quando quiser, ela ainda possui 50% das ações. Rosalie não é dona disso tudo.

— Alguém te perguntou alguma coisa? – Retruquei ríspida, ganhando um olhar de ódio em minha direção.

— Bella! – Ouvi a voz animada da Loira e em seguida seus braços apertaram-me. – Por Deus, você está ficando gostosa, mulher. – Revirei meus olhos e ri ao ouvir Rose. Desde que começou a ter Emmett morando com ela, Rose parou de ter filtro verbal. – O que você anda dando para ela, Edward? – Minha irmã desbocada olhou para meu namorado e eu fiz uma careta quando aquele sorriso malicioso preencheu os lábios do ruivo.

— Eu tenho certeza de que você não gostará de saber. – Edward abraçou-me pela cintura. Vi a compreensão passar pelos olhos de Rose e eu escondi meu rosto contra o braço de Edward, já esperando pelo pior.

— Eww, que nojo! – A Loira grunhiu. – Seu tarado, eu não preciso ficar sabendo dessas coisas! É deveras nojento, por Deus, é minha irmã. Ew, ew. – Ri com sua reação e a olhei, vendo a careta formada em seu rosto. – Credo, Bella, como você bebe o...

— Rosalie! – Interrompi-a, antes que mais merda saísse de sua boca. Meu namorado riu com vontade ao meu lado e eu dei uma cotovelada nele. – Edward. – O repreendi também, mas ele ainda ria.

— Foi Rose quem perguntou.

— E o que você está fazendo aqui ainda? Tem uma reunião em... – Conferi as horas em meu relógio de pulso, objeto que eu tinha ganho de Esme. – ... vinte e cinco minutos.

— Você não é a minha secretária, Bella. – Arqueou uma sobrancelha e eu rolei os olhos, soltando uma risada. Adorava provoca-lo. – Isabella! – Grunhiu.

— Que merda está acontecendo por aqui? – A voz esganiçada preencheu o ambiente, fazendo-nos ficar em silêncio. Olhei para trás de Jessica, que parecia encarar tudo completamente em choque, e vi uma vadia aproximar-se de nós. Tanya parecia a mesma de sempre, vulgar demais, e nojenta demais, ela caminhava com a cabeça erguida, como se fosse dona do lugar. A única diferença é que seu cabelo loiro morango agora estava muito liso, como a mais perfeita folha de papel, nenhum fio fora do lugar. – Bella? – Parei de avalia-la e sorri ao ver seu corpo estacar alguns metros longe de mim, até parecia que ela tinha visto um fantasma. Seus olhos arregalados começaram a correr por todo o meu corpo, tentando acreditar que era realmente eu quem estava por ali. – Que diabos está fazendo por aqui? Foi demitida! – Bateu o pé no chão como uma criança.

— Ah, você não soube? – Coloquei minha mão em meu peito, da forma mais teatral que eu podia. – Eu quis me readmitir, então estou trabalhando novamente por aqui. – Pisquei em sua direção e juro que vi um de seus olhos piscarem, tremendo de raiva. – Infelizmente, para você, eu estarei somente até uma hora da tarde, posso apostar que você adoraria ver-me até as sete da noite, como sempre acontecia. – Dei de ombros. – Só que não é mais possível, sabe, minha vida anda tão corrida.

— Eu não quero você aqui! – Grunhiu com raiva, caminhando para mais perto de mim, os saltos batendo contra o piso da loja. – Você foi demitida, Bella, demitida! E eu não vou deixa-la voltar a trabalhar aqui! Eu não quero mais te ver, sua sonsa! – Fiz uma cara de choro, soltando um arfar falso de indignação. Tanya bufava de raiva, encarando-me com superioridade. Definitivamente ela não tinha mudado muita coisa.

— Eu sinto tanto, Tanya. – Suspirei dramaticamente. – Eu não me importo com o que você quer. – Voltei ao meu normal, parando de fingir-me de coitada. Cruzei meus braços e abri o melhor sorriso que podia, encarando-a de forma superior, sentindo satisfação de ver a incredulidade passando por seus olhos azuis. – E não sei se você sabe, mas Rose é quem possui 50% das ações da loja, e não você.

— Mas isso não a faz dona! – Gritou estridente. – Ela não pode te readmitir dessa forma! Angela pode não estar aqui, mas eu estou, e tenho a mais completa certeza de que ela passaria a sua parte da loja para mim! – Grunhiu, dando mais um passo para perto de mim. Ergui meu rosto, desafiando-a a tentar encostar um dedo nojento dela em mim, como já tinha feito uma vez, bem nas minhas primeiras semanas trabalhado por aqui. – Você está fora, Bella, fora!

— Eu acho que não. – Falei da forma mais calma possível. Virei-me para meu namorado e ele sorriu para mim, retirando um envelope do bolso interno de seu terno, entregando-me. Peguei o envelope e o abri, puxando o papel devagar de lá, tendo a todo instante o olhar raivoso de Tanya sobre mim. Desdobrei a carta e ia começar a ler em voz alta sobre os 50% das ações transferidas de Angela para Edward, porém calei-me e arregalei meus olhos ao notar as coisas escritas naquele papel. – Edward? – Olhei em choque para meu namorado e ele deu de ombros, abraçando Rosalie pela cintura, puxando-a para perto dele. A Loira sorria abertamente, acenando em minha direção, totalmente animada com as coisas. – Mas..., mas...

— Vá em frente, amor. – Edward assentiu e eu pisquei meus olhos confusa. – Rosalie e eu tivemos essa ideia juntos e só você poderá ter o prazer de comunicar as novas mudanças para suas colegas de trabalho. – Piscou um olho de forma sacana.

Engoli em seco, sentindo minhas mãos um pouco trêmulas. Dei uma olhada para Tanya e tanto ela quanto Jessica encaravam-me com toda a merda daquela superioridade, seus braços cruzados e o deboche brilhando em seus olhos, como se pensassem que eu estava perdida.

Ah, agora meu sorriso diabólico fez-se presente e eu suspirei teatralmente, olhando-as. As coisas mudariam daqui para frente, elas mal podiam esperar.

— Convoco a vocês, que eu sou a mais nova dona da outra metade das ações da loja. – Comuniquei-as, vendo os olhos de ambas esbugalharem e olharem-me de forma embasbacada. – Referindo aos termos nesse papel, que é registrado no Cartório. – Balancei para elas, sorrindo abertamente. – Eu, Isabella, passo a dominar 50% das ações da loja “Fashion Space”, que antes pertenciam a Angela Weber. – Li o que estava escrito no contrato, possuindo reconhecimento em cartório e até a assinatura de Angela. Podia jurar que Edward deu um jeito nisso, afinal ela tinha sumido do mapa após a ameaça dele. Mas eu não importava-me mais com isso. – Portanto... – Voltei a dizer, ganhando mais olhares de ódio, mas com isso eu já estava acostumada. – ... queridas, Tanya e Jessica, vocês continuaram a trabalhar aqui, sabem, porque eu sou uma pessoa completamente solidária com os outros. – Sorri debochada. – Porém vou querer trabalhos perfeitos, ou posso zangar-me com minhas funcionárias. Tanto Rosalie, quanto eu, não iremos suportar receber reclamações por causa do mal humor constante de vocês. Espero que tenham um ótimo dia de trabalho. – Olhei para a porta, vendo um casal entrar conversando na loja. – Os primeiros clientes são seus, Tanya. – Vi com prazer ela bufar raivosa, aproximando-se mais de mim. – Ah, eu também não admito brigar por aqui. – Segurei sua mão que havia se erguido, sorrindo da melhor forma, apertando seu pulso contra meus dedos, vendo a careta de dor formar-se em seu rosto. – Ainda mais com uma das donas. – Ri e soltei sua mão com força. – Agora seja uma ótima vendedora, querida. — Pisquei em sua direção.

— Eu sou do caixa! – Bateu o pé no chão e ao longe podia ver Jessica conversar com o casal que acabara de entrar. Bom. Ela parecia ter entendido como as coisas funcionariam de agora por diante.

— Eu quem decido isso. E você será uma vendedora a partir de agora, a não ser, é claro, que prefira ir para o olho da rua. – Olhei para minhas unhas despreocupada. – Você se decide. – Dei de ombros e logo ouvi um grunhido fino. Ergui minha cabeça e sorri satisfeita ao vê-la caminhar até o casal que conversava com Jessica. A mulher foi com Tanya e o homem com Jessica. Ótimo, as coisas estão ficando em ordem e minha alma estava lavada, porque eu não poderia pensar em nada pior para Tanya, afinal ela odiava-me e adorava ser superior a mim, porém quem possuía autoridade por aqui era eu.

— Admito que vê-la toda mandona excitou-me mais do que o esperado. – Gritei de susto quando Edward abraçou-me por trás, beijando minha nuca. – Você fica deliciosa toda irritadinha, amor.

— Edward, você é nojento. – Rosalie grunhiu, parando ao nosso lado. Ri e a olhei, vendo-a tirar a careta de seu rosto e sorrir abertamente em minha direção. – E você, hein? – Cutucou-me, fazendo-me rir. – Espero que tenha ficado feliz com a decisão de seu namorado gostoso. – Piscou animada e eu revirei meus olhos, arrancando uma risada dela.

— Eu realmente fico surpresa com tudo isso. – Levantei a cabeça e olhei para trás, vendo Edward dar-me um beijo na bochecha. – Pensei que eu comunicaria que Angela havia passado suas ações para o nome de Edward, e não o meu.

— Uma mudança repentina. – Meu namorado deu de ombros. – Pensei que dessa maneira as coisas ficariam melhores. – Sorriu. – E Rosalie concordou com minha ideia, então rapidamente comuniquei Jenks e pedi para ele mexer em algumas coisas nos papéis do contrato.

— Vocês são as melhores pessoas! – Abracei Rose e Edward juntos, apertando-os contra meus braços. – Com certeza foi incrível! – Sorri animada, arrancando risadas deles. – Ver a reação delas lavou toda a minha alma, agora sim eu sinto-me em paz, sem qualquer lembrança ruim atormentando-me. – Funguei. – Obrigada.

— Tudo para vê-la feliz, Bella. – Rosalie beijou minha bochecha. – Você merece tudo de bom. – Sorriu abertamente em minha direção.

— Eu preciso ir. – Olhei para Edward, sentindo-o soltar seus braços de minha volta e vendo-o separar-se do abraço de Rosalie também. – Como minha adorada secretária dois lembrou-me, eu tenho uma reunião importante logo. – Mandou-me um olhar acusador e eu ri, vendo-o conferir as horas no relógio. – Depois do almoço passarei para buscá-la e daí iremos até Andrew, já sinto falta dele. – Suspirou longamente e vi Rosalie acenar, afastando-se para deixar-nos a sós. Aproximei-me de meu namorado e abracei-o pelo pescoço. – Hmm... eu vou ganhar um daqueles beijos deliciosos? – Moveu as sobrancelhas e eu ri, sentindo-o abraçar-me com força por minha cintura.

— Só quero te agradecer por tudo. – Dei de ombros, olhando no fundo dos seus olhos. – Você deu-me muito mais do que eu esperava, de verdade, obrigada, amor. – Fiquei na ponta dos pés, encostando nossas testas.

— Não precisa agradecer-me, Bella. – Ele passou seu dedo por minha bochecha, acariciando minha pele. – Vê-la feliz é o que eu mais desejo. – Sorriu da forma malditamente sexy. – Eu te amo e...

— Eu quero me casar com você. – Soltei de repente, interrompendo sua fala e fazendo-o arregalar seus olhos. Edward abriu a boca em choque e encarou-me sem reação alguma. Meu coração martelou com força por causa da minha fala e de todos os pensamentos que assolaram-me no instante, o medo do futuro e de tudo o que modificaríamos após a decisão de juntar-nos oficialmente, mas era assim que as coisas tinham que ser. Eu tinha um pavor absolutamente alto pelas coisas que poderiam acontecer, eu nunca tive conhecimento de muitos casais que deram certo com o casamento, eu conhecia Esme e Carlisle que eram incríveis um com o outro e como eu tinha dito, era neles que eu me basearia para ter um casamento dos sonhos. Sabia que Edward e eu faríamos dar certo, nós já conseguimos tantas coisas juntos e isso somente seria uma conquista a mais. – Sim, é isso. – Voltei a falar, ganhando a atenção de Edward. Sorri chorosa para ele e abracei-me contra seu corpo, apertando meus braços em sua volta. – Andrew e você têm razão, Edward, nós nos amamos e seremos para sempre, então podemos sim nos casar. – O sorriso maravilhoso preencheu os lábios de Edward, iluminando todo o seu rosto, fazendo-me sorrir ainda mais com sua reação. – Eu quero uma vida com você e somente ao tê-lo o meu lado, sei que será perfeito, porque eu te amo demais.

— Eu não sabia que você poderia fazer-me ainda mais feliz, Bella, mas ao ouvir essas palavras... – Beijou-me delicadamente, tirando o meu ar com a intensidade de seu beijo. Suas mãos apertaram-me contra seu corpo e suspirei contra sua boca, separando-nos e olhando no fundo de seus olhos. – Você também merece o mundo inteiro, amor. – Sua mão pousou em minha bochecha, fazendo um carinho em minha pele. – Eu vou dá-lo para você.

— Você já me deu isso, Edward. – Acariciei os fios cobres. – Andrew e você são meu mundo e eu já tenho vocês como meus, do que mais eu precisaria? – Pisquei e ele riu, aproximando-se de mim e beijando-me apaixonadamente.

Sempre existirá coisas para serem superadas e o medo também estará a todo instante ao nosso lado, foi assim comigo e sei que mais coisas dessa forma viram, a vida não é um mar de rosas, mas acontece que meus portos seguros estão comigo. Se eu tiver Andrew e Edward para sempre ao meu lado, nada poderá me derrubar, porque a nossa família e o amor que é constituído entre nós é mais forte do que tudo. Já passamos por tantas coisas e isso tudo nos fortaleceu, mostrando-nos que juntos somos melhores, e é dessa forma que sempre será.

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen): Aaahhh, amores, eu primeiramente tenho que agradecer todos os perfeitos comentários do capítulo anterior! Não tive tempo para ler durante a semana, mas assim que eu li todos e os respondi, fiquei emocionada por cada palavras incríveis. De verdade, amores, agradeço mesmo por tanta dedicação e carinho que vocês possuem ♥ E mais uma vez desculpo-me por ter ficado um domingo fora, mas eu amo de paixão fazer aniversário, então eu não tive tempo para parar e escrever. Mas de verdade, espero que esse capítulo fofo e cheio de amor, tenha recompensado a demora. Torço muito para que tenham gostado. Obrigada por tudo, vocês são os melhores leitores que eu poderia querer e ter. ♥ Agora necessito ir-me, desejo uma semana incrível para todos vocês. Tudo de booom. :3