Never It's Late.

20 A verdade às vezes é confusa.


Notas iniciais
Hellooouu! Aahhh, fiquei tãoo feliz com os últimos comentários. Vocês são maravilhosos, por Deus, eu li cada coisa maravilhosa que sorrio só de lembrar-me, sério, pessoal, muito obrigada por todo o afeto que dão para a fanfic e para mim, vocês são incríveis demais! ♥ Escrevi com cuidado esse capítulo 20, demorei-me bastante nele, mas quis passar todas as emoções para vocês, transparecendo bem isso. Espero que tenha ficado bom, eu adorei a finalidade dele, mas torço muito para que gostem também, é importante isso para mim. Enfim, vamos ao capítulo, torcendo muitooo para que gostem dele. Enjoy ;) ~~28/05/17~~

A verdade às vezes é confusa.

Pov Edward.

— ...é o seguinte: Anthony e Elizabeth Masen não são seus pais biológicos.

Minha respiração tornou-se irregular no mesmo instante que aquela frase soou pelo telefone e meu cérebro captou direito a mensagem, fazendo-a ter algum sentido em minha mente. Se meu coração já batia desesperado antes de saber da notícia, agora eram batidas cada vez mais erráticas contra meu peito, assustando-me com a intensidade desferida contra a caixa torácica, porém nada mais parecia fazer sentido para mim, uma dor desconhecia começava a apoderar-se de meu corpo, intensificando à medida que eu pensava mais sobre o que meu detetive acabará de falar-me.

As malditas lágrimas começavam a queimar em meus olhos, a dor agoniante parecia piorar a cada segundo e eu não sabia o que pensar no momento, tudo estava girando em minha cabeça depressa demais, a confusão passando em torno de mim de uma maneira totalmente apavorante. Eu tentava puxar algum tipo de ar para dentro de meus pulmões, mas somente esse movimento de respirar parecia fazer tudo doer com força, tamanho era o desespero que estava tomando conta de mim, era como se o desconhecido estivesse absorvendo-me para um mundo estranho, tirando-me qualquer coisa que eu conhecia como verdade.

Eu odiava com todas as minhas forças Anthony e Elizabeth, tudo o que eles fizeram-me passar na minha vida inteira vinha em minha cabeça como horríveis lembranças, atormentando-me terrivelmente de forma psicológica, tirando-me a segurança que todos deveriam sentir. Mas depois de tudo o que eu senti na minha infância e adolescência, era meio difícil sentir-se seguro com qualquer coisa ou com qualquer lugar, eu era perseguido por eles em minha própria mente e não havia coisa pior do que isso, viver aflito com as coisas que eles poderiam fazer comigo e com qualquer um que eu amasse. Era assim que eles viviam, satisfazendo-se ao ver-me sem nada, completamente destruído, importunando-me de todas as formas hediondas.

Só que a medida que eu sentia-me sem ar, machucado de dentro para fora nesse instante, como se sangrasse com a dor apavorante, aquele ódio que eu tinha por eles aumentava. Conforme eu sentia as lágrimas grossas caindo de meus olhos, meu peito apertando-se por causa da temível incógnita que minha vida tinha sido e minha respiração tornando-se escassa, a raiva continuava a borbulhar de uma maneira terrivelmente intensa em minhas veias. A dor estava acabando comigo agora, mas juntamente a ela, eu sentia o ódio desflorescendo de um jeito borbulhante, queimando-me com a sua potência.

Anthony e Elizabeth Masen não são seus pais biológicos.

Ao fundo eu ouvia Jenks chamando-me, então eu desliguei a chamada de uma vez e tombei minha cabeça sobre o volante do carro, deixando meus soluços escaparem com força arrebatadora, enquanto minhas lágrimas caíam sem eu tentar detê-las. Agarrei meu cabelo com as duas mãos e balancei a cabeça, mal conseguindo acreditar no que eu tinha descoberto, parecia um pesadelo, porque tudo o que eu vivi nas mãos daqueles canalhas voltavam com força total em minhas lembranças, arrepiando-me quando eu conseguia presenciar cada cena que eu tinha sofrido em minha cabeça, como se eu tivesse retornado para aqueles dias medíocres, sendo forçado a fazer o que Anthony e Elizabeth queriam, acabando com a minha vida conforme fumava todos os tipos de drogas que eles forçavam-me. Eu podia ouvir meus choros e súplicas desesperadas, as dores que sentia na pele cada vez que negava-me à algo e também as risadas daqueles malditos, os sorrisos diabólicos que eles sempre dirigiam-me, divertindo-se com a desgraça que era a minha vida, por causa deles.

Anthony e Elizabeth Masen não são seus pais biológicos.

Como é que aqueles filhos da puta tiveram coragem de enganar-me a este ponto? Eles fizeram o que queriam comigo desde que eu era um menino de cinco malditos anos, usavam-me da maneira que lhes satisfizesse, tornavam a minha vida um inferno a cada dia que eu passava naquela casa com eles, vivendo aprisionado de todas as formas possíveis, tanto solitariamente naquele quarto, quanto em minha mente, eu tinha torturas psicológicas desde que Elizabeth engravidou de Alice e jogou-me de lado, fazendo o que quisesse comigo, nem ligando para a idade que eu tinha.

Solucei batendo com a testa no volante, a fúria enchendo-se em mim cada vez mais, ganhando consideravelmente das dores que eu sentia dentro de mim. A dor queimava demais, a angústia estava acabando cada vez mais comigo, só que a ira ganhava de tudo isso, ainda mais porque eu lembrava-me das coisas que eu sofri, vendo tudo aquilo como se fosse um filme em minha cabeça, o horror sempre presente.

— Você é um inútil! — A voz masculina bradou e a mão dele empurrou-me com força, fazendo-me cair com as costas no vidro da mesinha de centro, o grito saindo de meus lábios de forma involuntária pela dor do impacto. Fechei meus olhos com força e toquei minhas costas feridas, segurando o choro que queria sair impiedosamente de mim. — Você nunca será um Masen de verdade, Edward. – Abri meus olhos e o olhei, vendo-o embaçado por causa das lágrimas que enchiam-se em meus olhos. O sorriso cruel estava mais uma vez na boca daquele homem, como esteve sempre. – Você nunca será alguém de verdade, para ser sincero. – Riu cruelmente, balançando a cabeça e fazendo a lágrima que eu tanto segurava, deslizar-se, mas eu estava acostumado com as merdas que saíam de sua boca, o que me machucava eram as minhas costas que queimavam com o sangue e a dor. – Sua mãe e eu podemos fazer o que quiser com você, então eu quero vê-lo imediatamente no porão para experimentar aquelas drogas! – Gritou com raiva e eu balancei a minha cabeça, soltando um soluço. Eu odiava as drogas, aquilo parecia acabar com a vida existente dentro de mim, doía de uma forma inexplicável. – Eu não estou pedindo! – Grunhiu com ira, ouvi seus pés batendo com força e me retesei, abraçando meu próprio corpo enquanto o percebia chegar cada vez mais perto. – Não me faça usar a força, Edward, você não vai gostar. – O veneno parecia sair de seus lábios conforme ele falava. Ergui meus olhos e tremi quando o vi tirar um canivete do bolso de sua calça, isso fez com que eu automaticamente levasse minha mão até minha costela direita, aonde ardia o último corte que havia recebido dele. – É melhor levantar, o próximo vai ser pior do que esse. – Os olhos brilhavam com a maldade. Minhas costas estavam sangrando por causa da batida contra a quina da mesinha, e todo o meu corpo doía por causa das pesadas drogas que eu usei desde ontem, ainda mais com o corte que eu tinha recebido, só que apesar de qualquer fator, eu obriguei-me a levantar do chão, engolindo a raiva.

— Você ainda vai me pegar por isso. – Olhei em seus olhos, grunhindo, tentando demonstrar todo o rancor que eu tinha construído com o passar desses anos. Anthony arqueou uma sobrancelha e dessa vez eu deixei um sorriso irônico formar-se em meus lábios. – É, eu sei, sou um garoto de quinze anos e não tenho nada, pode repetir seu maldito discurso de sempre, Anthony. – Toquei minha costela, respirando fundo pela fisgada que tinha sucedido ali. – Só que guarde minhas palavras, isso não vai ficar assim para sempre. – Aproximei-me com dois passos. – Eu vou erguer tudo em minha vida, vou cortar qualquer porra de laço que eu tenho com vocês, e daqui a alguns anos, quem estará indo atrás de mim será sua querida Elizabeth e você, papai. – Soltei outra risada, ouvindo-o bufar. – Vamos ver quem correrá atrás de quem. – Ergui uma sobrancelha como desafio, sentindo-me satisfeito quando um lampejo de temor passou em suas orbes.

Eu iria acabar com eles.

— Malditos, malditos, malditos! – Gritei com ódio, socando com força o painel do carro, bufando alto em seguida. – Vocês vão me pagar! – Grunhi, esfregando meu rosto em seguida.

Eu não acreditava que eu tinha sofrido todo esse tempo nas mãos deles, e aqueles canalhas não eram meus pais biológicos. Nem um pai biológico teria o direito de fazer o que eles fizeram comigo, mas agora descobrir que eles nem eram meus pais, sangue do meu sangue, só dava-me ainda mais furor para querer acabar com eles, vingando qualquer momento horroroso que eu tive que passar em suas mãos. Todo o rancor corria por mim por todas as coisas que eu vivi: a dor que eu sentia ao lado deles, o pavor de cada vez ver o sol nascer e saber que logo eles estariam batendo na minha porta para obrigar-me a fazer suas crueldades, os pedidos de sempre querer escapar daquele local terrível, o desejo de ter tido uma família normal...

Eu estava tendo algo desconhecido sugando-me, eu não sabia de nada sobre minha vida, para dizer a verdade, agora que eu descobri que eles não eram meus pais, minha existência tornou-se uma incógnita, eu não fazia ideia de onde tinha vindo, por que fui parar nas mãos daqueles miseráveis... nada fazia sentido algum agora. Só que eu preferia isso, realmente ter tudo desconhecido a minha volta, do que ser filho daqueles marginais, era muito melhor não ter pais, do que ter o sangue deles. Eu na verdade, apesar de toda a tortura que estava sentido por dentro agora, pois era insólito descobrir tudo isso nesse auge, mas sentia-me aliviado por não ter o sangue daqueles que eu odiava, a suavidade complementava, afinal, eu não tinha ligação alguma com eles.

— Alice... – O nome de uma das pessoas que eu mais amava escapou de forma involuntária da minha boca, assim que eu refleti sobre as coisas. Se eu não tinha ligação alguma com eles, Alice não era a minha irmã. – Merda! – Grunhi, engolindo em seco ao cobrir meu rosto e respirar fundo, a confusão continuava a rondar-me. Tudo vinha para mim de forma rápida, mal dava tempo de eu respirar para raciocinar a universalidade das coisas.

Eu não era filho Anthony e Elizabeth, mas também não era irmão de Alice.

Nada sobre mim era uma certeza agora, eu não tinha pais, irmãos, eu estava perdido no meio das coisas, afinal tudo sobre mim era completamente desconhecido. A única certeza que eu tinha, era que a culpa era totalmente dos malditos dos meus progenitores, foram deles que fizeram o inferno tornar-se real em minha vida, eu podia não saber de nada sobre minhas origens, mas eu tinha certeza que tudo foi modificado por causa deles. Tudo o que ocorreu, por mais que eu não saiba o que, foi causado pelos Masen.

Meus olhos ainda ardiam por causa da força das lágrimas, eu realmente não estava ligando por estar chorando, o choro era uma consequência do ímpeto do que eu vivenciava no momento.

Engoli em seco e olhei para as minhas mãos, vendo-as tremerem pela incredulidade de ter descoberto isso agora. Nada estava fazendo sentindo e eu não fazia ideia do que seria daqui para frente, porque o mais apavorante era perceber que eu tinha tantas coisas para revelar ainda. Havia muita confusão em mim, eu precisava descobrir cada coisa que aqueles malditos fizeram, necessitava saber como eles tiraram-me de meus verdadeiros pais, como eles conseguiram fazer-me passar por todo aquele sofrimento que tinha sido a minha vida ao lado deles.

Empertiguei-me quando o telefone do carro começou a tocar alto, tirando-me da confusão que estava a minha mente. Meus olhos dirigiram-se para o aparelho no painel e o nome da minha namorada piscava ali, fazendo-me engolir minha saliva lentamente, a minha atenção voltada para o local, mas eu nem conseguia levantar a mão para atender ou rejeitar a ligação.

Como eu conseguiria encarar Bella e Andrew nesse estado? Ambos estavam tão felizes há minutos atrás, assim como eu que atingia-me pela alegria deles, então como eu poderia ser egoísta o suficiente para olhá-los e contaminá-los com o meu terrível estado de espírito do momento? Eu nem conseguia parar de derrubar lágrimas, não daria para eu fazê-los passar por isso comigo, era doloroso e egoísta demais.

Passei a mão pelo meu rosto, respirando fundo quando ouvi a chamada ser desligada por causa da minha demora em responde-la. Puxei o ar lentamente para dentro de mim, expirando em seguida, repetindo o movimento sucessivamente, tentando acalmar-me de algum jeito, eu precisava de calma para voltar a dirigir. Eu não tinha ideia do que faria agora, meu último desejo era ficar sozinho, mas eu não podia perturbar Bella com isso, muito menos meu filho que passou por tantas coisas. Também não poderia ir até a casa de Alice, não aguentaria olhá-la e ver que o nosso laço estava quebrado desde sempre, eu sempre a consideraria minha irmã, eu a amava demais e nunca conseguiria agradece-la por todas as coisas que ela fez para mim, por todo o carinho que deu-me em minha adolescência, no momento que eu mais precisava de alguém, Alice sempre esteve comigo e apesar dos pesares, sempre seria a minha irmã. Só que agora eu não poderia vê-la sem chorar como um garoto desesperado. Eu precisava de um tempo, mas eu não queria ficar sozinho, parecia que a dor iria levar-me para um local sem fim caso não ficasse ao lado de alguém.

Olhei para o painel quando o telefone voltou a soar, o nome Bella piscando outra vez ali. Engoli em seco, respirando com força, tentando pensar em algo que eu poderia fazer, eu não poderia perturbá-la, não queria vê-la sofrer junto comigo agora, parecia que Bella estava tão feliz, era terrível pensar em tirar aquela alegria dela.

Tocou por instantes, até que minha namorada pareceu desistir outra vez, deixando mais uma ligação perdida mostrada no painel. Suspirei lentamente, meus olhos presos na luminosidade que o painel refletia.

— Me desculpe. – Sussurrei roucamente, fechando meus olhos para respirar profundamente. Inclinei minha cabeça para trás e a encostei no encosto do banco, meus olhos agora encarando o teto do carro, minha cabeça à mil, os pensamentos corroendo minha mente.

Batidas repentinas no vidro assustaram-me, fazendo-me sobressaltar sobre o banco. Virei minha cabeça para a porta e franzi o cenho ao ver um homem parado ao lado de fora do carro, batendo mais duas vezes na janela, tentando chamar a atenção. Soltei um longo suspiro e levei minha mão até os botões, apertando um para abaixar o vidro. A janela abriu-se devagar e quando estava totalmente aberta, um cara alto empoleirou-se na porta, olhando confuso para dentro.

— Sr. Arrogância? – Arqueou uma sobrancelha e revirei meus olhos ao ver o namorado da loira olhando-me deveras confuso. – O que está fazendo por aqui? – Seu cenho franziu-se em confusão e eu respirei fundo, olhando-o. O meu estado não era um dos melhores, meu rosto com certeza não transpassava nenhuma expressão e meus olhos com certeza estavam vermelhos por causa do choro, sem contar que ainda ardiam pra caralho. – Tudo bem, sei que não gostamos nenhum pouco um do outro, mas você está péssimo, cara. – Voltei a prestar atenção nele e dessa vez, o moreno não encarava-me com hostilidade, como fez desde que nos conhecemos, mas talvez eu também não tenha sido tão amigável assim.

O aparelho do meu carro chamou-nos atenção e ambos olhamos para o painel, outra vez uma ligação de Bella. Balancei a cabeça e engolindo todo o meu orgulho, voltei a olhar para o namorado de Rosalie, respirando fundo.

— Eu acho que preciso de ajuda, Emmett. — Minha voz fraca soou e ele suspirou, assentindo apressadamente.

— Claro, eu ajudo no que precisar. – Assenti, suspirando. – Mas não acha melhor falar com Bella? Ela parece estar louca atrás de você. – Apontou para o telefone que ainda tocava insistentemente. – Se achar melhor, levo você até a casa de Rose, eu estava voltando para lá agora. – Olhou-me questionador, fazendo-me suspirar outra vez, eu com certeza não estava bem.

— Eu não posso falar com Bella agora. – Ajeitei-me no banco, esfregando meu rosto com força, tentando acordar de meu estupor. – Eu sei que é pedir demais, Emmett, afinal não nos damos bem, mas mesmo que eu seja arrogante e orgulhoso, como todos dizem, eu realmente preciso que você me ajude. – Ergui meus olhos para ele. – Eu não estou em condições de dirigir.

— Tudo bem, tudo bem. – Esfregou a nuca, suspirando. – Eu vou trancar meu carro e dirijo o seu, pode ser? – Concordei e ele deu um tapa em meu ombro, respirando fundo. – Olhe, Edward, seja o que for, tente falar com sua namorada, ela preocupa-se com você. – Balancei a cabeça, concordando. – E eu o ajudarei, nada me impede a isso, nem a nossa hostilidade um com o outro. – Soltei uma risada pelo nariz, fazendo-o repetir o gesto. – Já volto.

— Obrigado, Emmett. – O agradeci, tirando o cinto da minha volta. – Eu não fui nada educado com você, desde a primeira vez. – Ele balançou a cabeça, dando de ombros.

— Não tem problema, Edward, eu realmente não vou guardar rancor por causa disso. E além do mais, eu fico feliz em ajudar, ainda mais vendo que seu estado está péssimo.

Enquanto Emmett ia para seu carro, que estava estacionado um pouco atrás do meu, eu retirei-me do meu veículo e dei a volta, indo para o lado do passageiro. Eu estava tão afetado com tudo que passava-se em minha mente, que nem aguentar-me de pé eu conseguia direito, então fiz o caminho lentamente até o outro lado do carro, sempre apoiando-me na lataria. Assim que entrei novamente no automóvel, relaxei contra o banco, movendo a mão por meu cabelo, apertando alguns fios entre meus dedos, tentando ligar-me novamente a realidade.

Vi que novamente Bella ligava-me e mesmo sentindo-me mal por ignorá-la, eu desliguei o aparelho de vez, assim ela não conseguiria ligar de novo. Eu odiava deixa-la preocupada, eu poderia mandar uma mensagem quando chegasse em casa, eu precisava explicar algo para deixá-la longe por algum momento, não podia incluí-la nessa avalanche de sentimentos que estava assolando-me agora. Seria egoísmo de minha parte.

Inclinei-me para o GPS do carro e tirei o endereço de Rosalie dali, digitando o meu, assim seria mais fácil para Emmett achar o caminho, e eu não precisaria ficar dizendo as ruas certas que ele deveria seguir. Assim que terminei de configurar o aparelho, recostei-me no banco e puxei o cinto em minha volta, prendendo-o.

— Já mandei uma mensagem para Rose. – Emmett avisou, abrindo a porta e esgueirando-se para dentro do veículo. – Disse que haveria um contratempo, felizmente ela não questionou nada a respeito. – Olhou-me, fechando o cinto em sua volta. – Você está mesmo bem? – Perguntou realmente preocupado e eu suspirei, engolindo em seco e sentindo-me mal por ter julgado ele de forma errada. Acho que tinha sido o ciúme falando mais alto, porém Bella tinha razão, Emmett parecia ser uma pessoa boa.

— Um pouco abalado. – Respondi sinceramente, vendo-o arquear uma sobrancelha. – Eu descobri algumas coisas que definitivamente abalam qualquer um. – Engoli em seco. – É um pouco difícil de aceitar que é verdade. – Remexi em meu cabelo e ele pareceu compreender, fazendo um gesto com a cabeça. – Apesar de qualquer coisa, eu fico agradecido que está ajudando-me, Emmett, não sei até que horas ficaria por aqui. – Levantei meus olhos. – Minhas condições estão verdadeiramente péssimas, para qualquer coisa.

— Tudo bem, cara. – Sorriu um pouco. – Eu sei que fomos horríveis um com o outro, mas eu não sou um cara deplorável, então ajudarei se for necessário, não se preocupe em agradecer-me por isso. – Assenti e ele suspirou, seus olhos indo para o GPS que iluminava o carro. – Esse é seu endereço?

— Sim, achei melhor do que ficar comandando você.

— Acho que é mesmo. – Concordou e virou a chave, ligando o carro. – Posso pelo menos dar-lhe um conselho? – Segurou o volante e eu continuei calado, esperando-o falar. – Converse com Bella. – Repetiu sua frase de antes. – Eu sei que não devo intrometer-me, mas ela com certeza deve estar preocupada com você, só pelo número de ligações que te fez. – Olhou-me e eu abaixei meus olhos para minha mão, sentindo-me péssimo por pensar em como Bella deveria estar por minha causa. – Não precisa ser agora, mas não a deixe fora por muito tempo. – Cocei a nuca e respirei fundo, assentindo.

— Eu não a deixarei. – Verbalizei meus pensamentos. – E eu também tenho que te agradecer por preocupar-se com ela. – Ri um pouco, balançando a cabeça. – Você parece olhá-la como uma irmã, e eu sentia ciúme disso. – Emmett soltou uma risada, fazendo-me olhá-lo, o sorriso estava estampado em seu rosto.

— Eu começo a olhá-la como uma irmã mesmo, Bella é adorável e é importante para Rosalie, então já é importante para mim também. – Balancei a cabeça, sabendo do que ele falava, afinal, sentia a mesma coisa pela Loira. – Você definitivamente não tem que ter ciúmes de mim. – Riu outra vez. – É até ridículo pensar nisso. – Revirou os olhos e eu bufei, dando de ombros.

— Eu assumo que sou meio possessivo, então foi algo involuntário. – Emmett soltou outra risada e acelerou o carro, deixando um silêncio apossar-se do veículo.

Encostei minha cabeça na janela e fechei meus olhos, apertando a ponte do meu nariz, puxando o ar para meus pulmões, eu precisava voltar ao normal, mas a escuridão parecia piorar. Até aparentava que eu tinha me acalmado, porém a confusão estarrecedora continuava a piorar dentro de mim.

Essa verdade de saber que aqueles malditos não eram meus pais abalava-me, não por sentir-me mal por eles ou algo parecido, mas porque eu ficava ruim por ter tudo sobre mim desconhecido e também por causa de todo o sofrimento que passei nas mãos deles, odiando tê-los como meus pais, porém agora odiava ainda mais a mentira que formou-se durante meus 29 anos. Acreditava que era um castigo tê-los como pais, felizmente eu não tinha sangue deles, só que era inexplicável a fúria que eu estava sentindo, era maior que qualquer raiva que eles já tenham despertado em mim, pois agora eu sabia que eles eram piores do que eu sequer imaginava. Algo muito estranho deve ter acontecido comigo, porque mesmo não sabendo quem são meus pais biológicos, eu sentia, de alguma forma, que eles não me dariam para aqueles degenerados, os filhos da puta com certeza armaram alguma coisa, era bem a cara deles. Eu iria descobrir o que tramaram e eles mal podiam esperar pela fúria que seria Edward Cullen.

Pov Bella.

Andei trêmula para lá e para cá, arfando conforme passava minhas mãos por meu cabelo. Por Deus, como Edward podia ficar sem atender-me dessa forma? Eu era sensitiva pra caramba e já estava sentindo alguma coisa dentro de mim enquanto ele falava divertido com Andrew e Rosalie pelo telefone, porém desde que ele desligou, meu coração começava a martelar com força, como um aviso, mas agora, as batidas estavam mais intensas do que nunca.

— Querida, acalme-se um pouco. – Lilian apareceu em meu campo de visão, trazendo um copo em sua mão. – Sei que pode parecer apavorante demais não ter notícias dele, mas tem que ficar mais calma. – Parei de andar, respirando com força, olhando para a mãe de Rose que olhava-me de forma carinhosa. Eu poderia estar sendo paranoica, mas era para Edward estar aqui há mais de meia hora, a preocupação enchia-se em mim, ainda mais que seus progenitores estavam à solta, isso dava-me mais pavor ainda. – Ei, Bella. – Lilian pegou em minha mão direita, dando um aperto gentil. – Ele está bem, ok? Não precisa alarmar-se tanto, querida. – Sorriu bondosamente, estendendo-me o copo. – Beba, é água com açúcar, isso ajudará a acalmá-la, ao menos um pouco.

— Obrigada. – Tentei sorrir, mas parecia um pouco complicado. Ainda com a mão tremula, peguei com cuidado o copo e engoli rapidamente a água, tentando não sentir o gosto. Assim que tomei tudo, devolvi-lhe o copo, suspirando. – Desculpe o transtorno, Lilian, mas... – Engoli em seco, balançando a cabeça. – ... não sei, é como se eu sentisse que algo está fora do lugar. – A olhei assustada e a mesma suspirou, dando outro aperto em minha mão.

— Eu imagino sua preocupação, Bella. Estou tentando acalmá-la, porque Andrew já está ficando nervoso, sei que está sentindo-se abalada com toda a demora, eu verdadeiramente lhe entendo, mas Andrew tem que ser a preocupação central. – Assenti apressadamente e olhei em volta, buscando por meu filho. – Ele está no jardim com Rose, ao que parece, também está esperando demais pelo pai. – Sorriu tristemente e fechei meus olhos brevemente, respirando fundo. – Vai lá vê-lo, ele precisa da mãe. – Olhei-a e ganhei um beijo no rosto. – Fique tranquila, pense sempre positivo.

— Obrigada, Lilian. – Sorri um pouco em sua direção. – Você é ótima. – Ela retribuiu meu sorriso, beijando minha testa.

— Está tudo bem, Bella, sempre que precisar estarei aqui para ajudar. – Assenti e despedi-me dela, precisava ir até Andrew e ver como ele estava.

Fiquei tão ligada na minha preocupação que esqueci-me que meu filho também poderia estar ficando preocupado, ele conhecia bem Edward, sabia que era difícil demais o ruivo atrasar-se, ainda mais estando perto do local, como tinha dito.

Saí pela porta da frente e desci os lances de escadas, caminhando pelo jardim em busca de Rose e Andrew. Não demorou muito para que eu os achasse, logo os vi sentados no banco perto do enorme portão da casa. Rosalie tinha Andrew em seu colo, conversando com o pequeno enquanto fazia-lhe um cafuné. Cruzei meus braços e suspirei, indo até onde estavam, sentando-me ao lado da Loira que sorriu assim que viu-me.

— Espero que tenha se acalmado um pouco. – Fiz uma careta e ela suspirou. – Está tudo bem, Bella. – Alisou meu braço. – Logo ele chega.

— Mamãe! – Andrew pulou para meu colo e eu ri ao segurá-lo. Ajeitei-o sobre minhas pernas e acariciei seu rosto, suspirando ao ver o olhar que ele dirigia-me, parecia existir milhares de perguntas nas orbes claras. – Eu queria meu papai aqui. – Fez um beicinho e eu engoli em seco, beijando rapidamente sua testa.

— Eu sei, querido, eu também queria. – Abracei-o, deitando sua cabeça em meu peito. – Talvez ele demore só mais um pouco. – Falei para tentar infiltrar isso em minha cabeça, mas nada se resolveu, eu ainda tinha a preocupação dentro de mim. Parecia fervilhar.

— Mas o papai não é de se atrasar, mãe. – Suspirou longamente e eu olhei para Rose, vendo-a suspirar e tocar o cabelo loiro de Andrew. – Parece que tem algo errado. – Sussurrou contra meu peito e eu acariciei suas costas, tentando acalmá-lo. Eu não conseguia negar isso, afinal, pensava sobre a mesma coisa. Rosalie, ao ver o desespero em meu olhar, suspirou outra vez.

— Não tem nada de errado, pequeno. – Chamou a atenção de Andrew, fazendo-o virar a cabeça para olhá-la, mas sem desgrudar de meu peito. – Ocorreu um atraso, isso é super normal, ainda mais com o trânsito da cidade. – Piscou para ele, tentando descontraí-lo. – Logo Edward chegará, você vai ver.

— Mãe? – Olhou para mim, as dúvidas em seu olhar. Sorri um pouco e respirei profundamente, tocando seu bonito rosto.

— Eu vou até seu pai. – De relance, pude ver Rosalie olhar-me de forma espantada, mas eu tinha mesmo que ir até Edward, na verdade, só até o apartamento dele. Eu precisava saber de algo sobre ele, estava ficando aflita aqui, somente esperar não me ajuda em nada, ainda mais que ele não atende nenhuma de minhas ligações. Agora Andrew olhava-me de forma curiosa e eu tentei sorrir para despreocupá-lo. – Que tal você ficar aqui na casa da tia Rose? Assim a mamãe vai buscar o papai e voltamos para levar você para casa. – Toquei a ponta de seu nariz, arqueando uma sobrancelha.

— Mas por que eu não posso ir junto com você? – Franziu o cenho. – E como sabe onde o papai está?

— Ah, Andrew, ele deve estar no caminho para cá e eu vou com Daniel até ele. – Tentei explicar. – É ruim você ir comigo, amor, está tão tarde e frio para você sair por aí. – Belisquei devagar sua bochecha. – Prometo que voltaremos rápido, é só uma chance para eu conversar rapidinho com ele e ver o porquê de sua demora. – Suspirei. – E a tia Rose vai ficar muito feliz de tê-lo com ela, não é? – Olhei para a minha amiga e ela semicerrou os olhos para mim, só que ao ver o jeito que eu a olhava, a percebi respirar fundo e assentir apressadamente.

— Claro que sim, Andrew, pensa nas coisas divertidas que podemos fazer? – A atenção dele voltou-se para a Loira e eu sorri para ela, agradecendo-a. – Emmett estará voltando para cá daqui a pouco, já recebi uma mensagem dele, então podemos ficar juntos e fazermos uma típica festa do pijama. – Piscou um olho, sorrindo para ele. – O que acha?

— Lilian vai participar também? – Abriu um sorriso animado e eu suspirei ao ver que Rosalie estava conseguindo distraí-lo.

— Claro, minha mãe adora esse tipo de coisas. – Esticou os braços e Andrew riu animado, pulando para o colo dela novamente. – E também, mamãe pode fazer cookies especiais, eu sei que ela ama assá-los com gotas de chocolate. – Vi meu filho arregalar os olhos e sorrir com divertimento.

— Eu vou adorar! – Abriu os braços e eu ri ao inclinar-me e dar um beijo em seu cabelo loiro.

— Viu só, querido, vai ser bem mais divertido por aqui. – Ele virou-se para mim e eu pisquei para ele. – Eu vou ir buscar o papai e então a diversão só vai aumentar. – O vi sorrir abertamente e assentir.

— Volte com ele rapidinho, por favor. – Assenti, beijando sua testa.

— Te amo, querido. – Ele ficou de pé no banco e abraçou-me pelo pescoço, fazendo-me fechar os olhos e suspirar ao sentir o pequeno corpo contra o meu.

— Também te amo, mãe. – Sorri bestamente ao ouvir isso e afastei-me, dando mais um beijo em seu rosto. – Não demore. – Arqueou uma sobrancelha e sorri.

— Vou fazer o possível. – Rosalie pegou-o no colo novamente e ficamos de pé. – Dê um tchau à Lilian, Rose. – Pedi e ela suspirou.

— Tem certeza que quer ir, Bella? E se Edward chegar? – Dei de ombros.

— Qualquer coisa vocês me ligam, mas eu preciso mesmo ir ver se ele não está por lá. – Ela deve ter entendido que eu ia até o apartamento dele, então soltou um longo suspiro e abraçou-me de lado.

— Vá com cuidado.

— Eu vou. – Afastei-me dela. – Daniel vai comigo, então estarei segura. – Ela concordou. – Eu ligarei se tiver qualquer notícia.

— Eu farei o mesmo. – Assenti e despedi-me mais uma vez dela, sorrindo para Andrew quando ele acenou freneticamente para mim.

— Cuide bem do papai, mamãe, ele com certeza fica melhor quando está do seu lado. – Andrew abriu um caloroso sorriso e eu o retribuí, assentindo.

Como Rose tinha o controle do portão consigo, ela abriu-o para mim e eu acenei para eles, caminhando rapidamente até o carro escuro que estava estacionado perto de sua casa. Ao notar-me perto, vi o homem sair do veículo e dar a volta nele, caminhando até mim e dirigindo-me um gentil sorriso.

— Boa noite, Srta. Bella, deseja algo?

— Eu preciso muito ir até o apartamento de Edward. – Ele franziu o cenho e respirei fundo. – Ele ligou faz muito tempo dizendo que estaria aqui, porém não chegou até agora. Estou ficando preocupada, por isso quero ir atrás dele. – Expliquei-me e Daniel suspirou.

— Mas e se ele estiver a caminho?

— Nós veremos o carro dele, tenho certeza. Sei para que lado fica a empresa dele, então só tem um caminho para vir até a casa de Rosalie, se ele estiver vindo, o encontraremos. – Olhei-o suplicante. – Leve-me até lá, Daniel, por favor, preciso certificar-me que ele está bem.

— Claro, Srta. – Sorriu, assentindo. O agradeci e ele abriu a porta traseira para mim. – O pequeno ficará por aqui? – Questionou-me e eu parei na porta, olhando-o.

— Sinto que é mais seguro, afinal, Andrew também estava preocupado com Edward e por aqui minha amiga conseguirá distraí-lo. – Respondi e Daniel assentiu, suspirando.

— Acho que tem completa razão, Andrew tem um amor enorme por Edward, e se você já está preocupada assim, nem quero imaginar como ele deve estar. – Concordei, formando uma linha fina com meus lábios. – Ele ficará melhor com distração. Entre, assim não demoraremos a chegar até a casa do Sr. Cullen.

— Obrigada. – Daniel sorriu para mim e eu escorreguei para dentro do carro, tendo a porta fechada em seguida. Puxei o cinto em minha volta e respirei fundo, deitando a cabeça no vidro do carro.

Por favor, Edward, que você esteja em casa e bem.

[...]

Fechei o zíper do casaco de Rosalie que eu estava usando e caminhei rapidamente até o elevador do prédio, apertando o botão para as portas abrirem. Esgueirei-me para dentro da caixa metálica e apertei o andar da cobertura, digitando a senha que Daniel tinha me feito memorizar no caminho até a casa do meu namorado. Assim que a senha foi digitada, as portas fecharam-se e eu fui até o fundo, escorando-me na parede, fechando meus olhos.

Eu estava ficando tão preocupada com Edward, no caminho até aqui eu tentei ligar para ele novamente, mas nada de ele atender. E eu não sei porquê, mas algo dizia-me que algo estava fora do lugar, o aperto em meu peito falava que meu namorado não estava totalmente bem, isso deixava-me ainda mais apavorada. Engoli em seco repetidas vezes e respirei com força, tentando normalizar a minha respiração e acalmar-me um pouco.

O barulho do elevador chamou a minha atenção e eu abri meus olhos no mesmo momento que as portas abriram-se, revelando a sala de estar do apartamento do Edward. Saí do elevador e caminhei para dentro da sala, franzindo o cenho ao ver todas as luzes do local acesas, como se demonstrasse que alguém estava em casa. Cruzei meus braços e suspirei, andando até a sala para ver se eu encontrava algo, mas não havia nada ali. Retornei para o caminho de entrada e estava pronta para subir as escadas, quando gritei de susto ao ver um homem sair da cozinha com um copo na mão, assustando-o com meu grito.

Arregalei meus olhos e levei minha mão direita até o peito. Meu coração batia de forma errática e eu franzi meu cenho, abrindo minha boca em choque quando reconheci o homem que olhava-me com uma sobrancelha arqueada, também com uma mão sobre o peito.

— Emmett? – Perguntei completamente confusa, piscando meus olhos em seguida repetidas vezes, para ver se eu não estava sonhando. Balancei minha cabeça e voltei a olhá-lo, vendo-o respirar fundo. – O que você está fazendo aqui?

— Eu estava ajudando Edward. – Deu de ombros e caminhou até mim, suspirando ao ver-me olhar cada vez mais confusa em sua direção. – Eu sei que é confuso demais, Bella, mas você precisa falar com seu namorado sobre isso, eu não sei direito o que aconteceu ele. – Soltou um suspiro.

— Oh, meu Deus! – Levei minha mão até a boca, respirando com força. – Ele está ferido? – Olhei em choque e completamente assustada para Emmett, porém ele balançou a cabeça depressa, tirando um peso de mim. Consegui suspirar um pouco aliviada. – O que houve então, Emmett? Eu estava morrendo de preocupação, Edward não chegava nunca na casa de Rose. – Disse praticamente sem forças, meus olhos lacrimejando-se, meu coração estava cada vez mais forte contra meu peito, assustando-me com toda a intensidade.

— Eu juro que não sei, Bella. – Tocou meu rosto com sua mão vazia, olhando-me solidário. – Eu estava indo para a casa de Rosalie quando encontrei-o com o carro estacionado no meio fio. – Franzi meu cenho, engolindo em seco. – Eu não sabia que era ele, mas fui oferecer ajuda. Assim que eu o vi, parecia que não dava para reconhecer Edward naquele homem, ele estava com um olhar tão perdido, Bella, eu não sei te explicar o que eu senti ao vê-lo daquele jeito. – Abracei meu próprio corpo, sentindo-me mal somente por imaginar aquela cena que Emmett descrevia-me. – Seus olhos além de perdidos estavam vermelhos, e ele também tremia demais, eu fiquei totalmente confuso com tudo. – Ergui meus olhos para os seus, deparando-me com um certo desespero em suas orbes escuras. – Eu o trouxe até o apartamento, não podia deixa-lo lá, suas condições para dirigir eram deploráveis, e eu não sei até quando seu namorado teria ficado naquele meio fio, se eu não aparecesse. – Toquei sua mão que estava em meu rosto, respirando fundo.

— Obrigada, Emmett, eu não tenho palavras o suficiente para te agradecer. – Suspirei longamente, meu coração ficando pesado com a imagem de Edward. Por Deus, o que tinha acontecido com ele? – Obrigada. – Sussurrei de volta e o moreno balançou a cabeça, beijando meu rosto.

— Está tudo bem, eu fiz porque eu senti que era o certo, não poderia deixa-lo lá. – Repetiu, suspirando e esticando o copo que estava em sua mão. – É água com açúcar. – Ri com isso, olhando para o copo de forma irônica. Parecia que todos tinham que se acalmar hoje. – O quê? – Olhou-me confuso e eu balancei a cabeça.

— Não é nada. – Suspirei. – Eu vou tomar conta dele agora. – Emmett assentiu. – Andrew ficou na casa de Rosalie, você poderia ir até lá e ajudar a distraí-lo? Ele estava tão preocupado com a demora de Edward, preciso que ele fique calmo, Andrew é apenas uma criança para ter tantas preocupações assim. Rosalie prometeu dar doces e fazer uma festa do pijama com ele, isso o animou um pouco. – Sorri lembrando-me do pequeno e Emmett riu, beijando meu rosto.

— Eu vou sim até lá, só preciso ir buscar meu carro. – Franzi o cenho. – Eu vim dirigindo o de Edward.

— Certo. – Assenti. – Daniel está na primeira vaga, assim que descer com o elevador, peça para ele deixa-lo aonde ficou seu carro. – Emmett começou a negar, porém bufei, interrompendo-o. – Por favor, Emmett, eu prefiro que vá com o segurança de Edward, você ajudou tanto meu namorado, é como um agradecimento. – Ele balançou a cabeça. – Pare de ser cabeça dura. – Lhe dei um tapa, fazendo-o grunhir. – Por favor, vá com ele. – Supliquei e o grandão suspirou.

— Tudo bem, eu vou. – Levantou os braços, como se estivesse rendendo-se. – Cuide de Edward, eu acho que ele precisa. – Balancei a cabeça, concordando.

— Eu vou sim, obrigada mais uma vez. – Beijei sua bochecha. – Cuide de Andrew por mim.

— Pode deixar, eu adoro aquele carinha. – Sorri e Emmett despediu-se outra vez de mim, caminhando até o elevador. Acenei para ele uma última vez, vendo as portas fecharem-se logo em seguida.

Soltei um longo suspiro quando olhei para as escadas do apartamento, como se eu estivesse tomando coragem para ir até Edward. Ele não estava bem, eu sabia disso, desde que eu comecei a sentir que algo estava errado, eu já começava a suspeitar que meu namorado estivesse passando por alguma coisa, e depois de como Emmett descreveu ao acha-lo, eu penso que pode ser pior do que eu sequer poderia imaginar.

Esfreguei meu rosto com a mão que não segurava o copo e fui em direção as escadas, subindo os lances devagar. Cheguei até o andar do quarto de Edward e abri a porta devagar, olhando em volta para procura-lo, mas o chuveiro ligado foi minha pista para saber que ele estava tomando um banho. Suspirei ao entrar no cômodo quente e fui até a cômoda, deixando o copo com água ali, cruzando meus braços e esperando com que Edward saísse do banheiro.

Demorou uns cinco minutos até que eu vi a porta ser aberta. Respirei fundo e vi Edward sair do banheiro, trazendo consigo uma lufada de vapor do chuveiro, seus dedos passavam nos fios cobres e em seu pescoço estava pendurada a toalha. Assim que meus olhos caíram em seu rosto, eu vi a fachada abalada, suas feições demonstravam dor e eu senti-me angustiada em notar isso, vendo-o suspirar conforme caminhava para o quarto. Notando que não estava sozinho, Edward olhou-me confuso e o vi engolir em seco enquanto caminhava rapidamente até mim e agarrava-me em um abraçado desesperado, puxando meu corpo contra o seu, apertando-me em seus braços.

— Bella... – Falou de forma sufocante, deitando sua cabeça em meu pescoço. Funguei ainda sem lágrimas, abraçando-o com todo o ímpeto que ele abraçava-me também, apertando meus braços nele, tentando transmitir algum conforto, porque mesmo não sabendo o que tinha acontecido, somente por suas expressões eu sabia que ele precisava ser reconfortado. – Me desculpe, me desculpe... – Repetiu contra a minha pele, apertando seus braços em minha volta. – Eu deveria ter te atendido, eu só... só não conseguia acordar do estupor. – Balançou a cabeça, respirando fundo, as gotas de água caindo de seu cabelo, molhando-me também, mas isso era irrelevante agora. – Eu nem sei se acordei ainda. – Confessou.

— Shiuuu... – Ergui minha mão direita até seu cabelo, massageando os fios molhados. – Está tudo bem, eu não fiquei zangada, mas a minha preocupação estava a mil, Edward, por isso tive que vir até aqui. – Respondi-lhe. – Estava ficando louca sem ter respostas suas. – Disse, suspirando alto e sentindo-o abraçar-me ainda mais, como se estivesse precisando de um apoio.

— E tudo o que eu queria evitar era deixa-la preocupada. – Uma risada irônica saiu de seus lábios. – Eu sou um idiota. – Afastei-me para olhar em seu rosto e suspirei ao tocar o queixo dele, olhando em seus olhos e vendo o brilho que eu tanto adorava apagado. Edward parecia estar fora de si, era terrível olhá-lo e perceber isso. – Eu estou inquieto demais, Bella, sofrendo pra caralho. – A voz sofrida saiu fraca e eu engoli em seco, segurando seu rosto com as duas mãos. – Eu não sei o que fazer. – Disse perdido, seus olhos a todo instante grudados nos meus. – Eu só queria deixa-la longe dessa dor terrível, não queria te envolver nisso, mas eu definitivamente não consigo ficar sozinho com tudo isso, sinto-me deslocado e como se estivesse ficando irreparável. – Balancei a cabeça e fiquei na ponta dos pés, beijando rapidamente seus lábios.

— Eu estou angustiada desde que comecei a pensar sobre sua demora, Edward. – Confessei, abrindo meus olhos e encarando os verdes apagados, nada da intensidade que eu sempre amava ver. – Tive que acalmar Andrew que também estava inquieto com tudo. – Ele suspirou. – Ele está em boas mãos, Rosalie cuidará bem dele. – O acalmei, minha mão descendo o tocando seu peito nu, sentindo o coração dele martelando com força. – Eu sinceramente não sei o que te aconteceu, querido, mas estou tão mal de vê-lo assim. – Funguei, não permitindo que o choro fluísse, eu tinha que ser forte por ele, Edward parecia tão desnorteado. – Me deixe ajuda-lo. – Pedi, meus olhos buscando os seus. – Por favor.

— Você é tão incrível. – Tocou meu rosto, sua testa apoiando-se nas minhas, os olhos conectados aos meus quando senti um longo selinho em meus lábios. – É ótimo tê-la aqui, Bella, eu estava precisando ter você comigo, por mais que negasse a mim mesmo, dizendo que deixa-la longe era melhor para você. – Fechou os olhos, respirando fundo. – Eu só queria afastar-te de momentos ruins ao meu lado, é só isso que você passa quando está comigo. – Falou amargurado e eu bufei, afastando-me um pouco.

— Claro que não, não fale algo desse tipo, Edward. – Deitei minha cabeça em seu peito e senti seus braços fecharem-se em minha volta. – Ter você ao meu lado foi a melhor coisa que aconteceu-me. – Suspirei. – Jamais pensei que poderia sentir-me tão bem ao lado de alguém... jamais pensei que poderia querer mudar para ficar com uma pessoa. – Engoli em seco. – Eu adoro estar ao seu lado e todos os momentos que passamos até aqui, sendo bons ou ruins, para mim foram ótimos só porque você estava comigo. – Aconcheguei-me contra seu corpo, sentindo um beijo em meu cabelo. – Conte-me o que está acontecendo com você. – Pedi, respirando fundo. – Emmett disse-me que encontrou-o tão estranho, parecia desamparado.

— Eu estava. – Exprimiu, seu corpo afastando-se do meu. – Emmett foi muito legal em ajudar-me, caso contrário, era capaz de eu estar por lá ainda. – Olhou para baixo, encontrando meu olhar. – Em partes eu estou aliviado pelo o que eu descobri, mas por outra, é totalmente dolorido, porque eu não sei nada sobre minha vida, o início dela pelo menos. – Olhava-o atônita, tentando entender suas palavras. Parecendo notar meu desespero para entende-lo, Edward suspirou. – Eu vou te explicar. – Segurou em minha mão e puxou-me até a cama, sentando-me nela.

Ajeitei-me sobre o colchão e vi Edward deitar, respirando fundo ao esgueirar-se para perto de mim e colocar sua cabeça sobre meu colo, fechando os olhos como se buscasse forças. Fechei meus olhos por breves segundos, tentando concentrar-me para não chorar, era completamente destruidor ver Edward daquela maneira, ele sempre era tão seguro de si, forte por todos, agora vendo-o de forma tão dependente doía no fundo do meu coração.

— Converse comigo. – Pedi, abrindo meus olhos e focando minha visão em seu rosto. Acariciei sua face máscula e beijei sua testa, caminhando com meus dedos até se cabelo, acariciando os fios. – Eu entendo que é algo difícil, eu vejo isso em você. – Os olhos verdes abriram-se e ele olhou para mim, fazendo seu olhar encontrar-se com o meu. – Só em ver seus olhos tão apagados eu sei que alguma coisa terrível foi descoberta, mas eu quero te ajudar, Edward, odeio ver-te tão... perdido. – Suspirei auditivamente, inclinando-me e beijando demoradamente seus lábios, sentindo sua boca quente tomar conta da minha. – Eu estou do seu lado. – Sussurrei contra seus lábios e o vi abrir um pequeno sorriso, assentindo.

— Você sempre está. – Beijou-me brevemente e em seguida afastei-me, me encostando na cabeceira da cama, meus dedos brincando com os fios cobres. – Depois que eu encerrei a chamada com Rosalie e Andrew, eu dirigi por segundos até receber uma ligação do meu detetive particular. – Começou, fazendo-me prender a atenção nele. – Jenks é de minha extrema confiança, ele sempre fez os serviços que eu pedi de força muito bem calculada, sem deixar nada de fora, tudo em perfeita ordem. – Respirou fundo. – Há alguns dias, pedi para que ele ficasse de olho em Elizabeth e Anthony, pedi isso depois que eles começaram com as ameaças novamente. – Explicou, talvez vendo quando eu franzi o cenho confusa. Assenti para ele e o vi fechar os olhos, suspirando alto em seguida. – Hoje ele ligou-me para dizer que tinha novidades, eu achei completamente estranho, afinal, tirar algo daqueles malditos é completamente difícil, eu sei de tudo sobre a vida deles. – Riu amargurado, fazendo-me engolir em seco. – Mas Jenks conseguiu algo ao segui-los até uma cafeteria, aparentemente estavam discutindo e ele estava observando tudo, poderia conseguir algo e conseguiu. – Esfregou seu rosto. – Eu não sei mais o que pensar, Bella, não ter laços com Anthony e Elizabeth é completamente satisfatório para mim, mas dói saber que minha vida, minhas origens, tudo é misterioso demais, está oculto de mim. – Falou sombriamente, meus olhos arregalando-se quando eu comecei a captar o que ele estava dizendo-me. Olhei assustada para ele, meus olhos fazendo a pergunta muda. Edward engoliu em seco e respirando fundo levantou-se, sentando ao meu lado. – Acho que é exatamente o que está pensando. – Olhou-me seriamente. – Anthony e Elizabeth não são meus pais biológicos. – Minha boca abriu-se em choque, eu estava completamente em choque, para ser sincera.

— Mas... mas... – Balbuciei incerta do que dizer, meus olhos correndo pelas expressões de Edward. Ele parecia desamparado com tudo, aparentemente era como se ele estivesse tentando descobrir se essa descoberta era algo boa ou ruim. E era como ele tinha dito-me, não ter laços com eles era o lado bom, mas pensando pelo lado que meu namorado não sabia como foi parar com esses vermes era a parte terrível. – Eu sinto tanto, Edward. – Cheguei perto dele, minhas mãos agarrando seu rosto para obriga-lo a olhar-me, seus olhos marejando-se. – Eu não sei o que te dizer. – Encostei minha testa na sua.

— Eu não sou irmão da Alice. – Sussurrou de forma dolorosa. – Aquela mulher incrível não é minha irmã de sangue. – Expressou, os olhos cheios de dores. – Acho que essa é a pior parte, Bella, não ter Alice como a minha irmã, pensar nisso foi o que doeu-me mais. – Balançou a cabeça. – Com certeza é a pior parte, ganha até de minhas origens desconhecidas. Eu amo ela, mas... mas...

— Não tem nada de “mas”, Edward. – Suspirei. – Sei que dói, consigo imaginar o que está sentindo. Mas mesmo que não seja de sangue, ela sempre vai ser sua irmã, se ambos consideram-se assim, não tem o que pode contradizer a isso, entendeu? – Assentiu rapidamente, abraçando-me outra vez de forma apertada, seus dedos apertando-se contra meu casaco, o rosto contra meu pescoço e os lábios quentes deixando beijos espalhados em minha pele.

— Eu sei, eu sei... – Respirou fundo, o ar quente de sua respiração arrepiando-me. Fechei meus olhos e apoiei meu rosto em seu ombro, meus braços em sua volta. – Mas é tão difícil, eu estou aliviado demais por não ser filhos deles, mas eu os odeio cada vez mais pelo o que me fizeram.

— É totalmente compreensível, querido. – Massageei sua nuca. – Eu sei que tudo isso tem a parte horrível, mas a melhor coisa é saber que nenhum vínculo une você a eles. – Separei-me para olhar em seu rosto. – Nada deles está em você, é isso o que importa. – Tentei sorrir um pouco, meus dedos correndo por seu rosto. – Eu sei que você tem muita coisa para descobrir, só que saber disso agora é a melhor coisa que tinha, Edward, você não precisa mais culpar-se tanto por causa deles, você está livre desse fardo. – Soltei uma risada. – Talvez agora você se veja da forma que és, porque eu tenho certeza que minimizar-se e culpar-se por tudo o que acontecia, tinha a ver com eles. – Semicerrei meus olhos em sua direção e ele rolou os seus, rindo baixinho e fazendo-me sentir-me um pouco melhor ao ouvir aquele som.

— Como você pode perceber todas essas coisas? – Arqueou uma sobrancelha e dei de ombros, beijando seus lábios deliciosos por um bom tempo, sentindo os braços quentes fecharem-se contra mim, apertando-me contra seu peito.

— Eu tenho um dom, querido. – Falei contra seus lábios, piscando em sua direção, arrancando um sorriso dele, os olhos verdes brilhando de divertimento enquanto encarava-me.

Sorri ao ver o bonito sorriso torto formar-se em sua boca, elevando seus lábios para o lado direito. Mordi minha boca e continuei inspecionando seu rosto, um suspiro escapando de mim quando pude notar o brilho retornando em sua face. Toquei seu queixo, beijando o local e voltando a olhá-lo, franzindo meu cenho quando algo piscou com força em minha cabeça, fazendo-me levar minha mão livre até lá, a dor repentina assustando-me.

A mulher tinha um rosto arredondado, em forma de coração com covinhas, contudo delicada, olhos incrivelmente verdes, cabelo marrom caramelado, quase um tom ruivo, e o sorriso dela... céus, era algo tão bonito e familiar, tanto que chegava a dar-me arrepios. Meus olhos dirigiram-se para o homem que estava com os braços em sua cintura, alto, bonito, com cabelos loiros penteados para trás e o sorriso tão bondoso que me causava estremecimento.

— Bella? – Edward olhou-me confuso, sua mão massageando meu rosto. – Está tudo bem? – Assenti, respirando fundo, engolindo em seco com as minhas lembranças de mais cedo. – Querida? – Edward chamou-me novamente e eu suspirei.

— Estou bem. – Fechei meus olhos por um momento, olhando-o em seguida. – Só uma dor de cabeça.

— Tem certeza? – Arqueou uma sobrancelha preocupado e sorri assentindo. Tirei minha mão de seu queixo e levei-a até o cabelo cobre, deslizando meus dedos entre os fios, olhando com atenção para o local.

...cabelo marrom caramelado, quase um tom ruivo.

— Só estou pensando em algumas coisas. – Sussurrei para ele, sentindo meu coração aumentar suas batidas, sufocando-me um pouco por causa da intensidade, as lembranças assustando-me. Desci meus olhos para o rosto de Edward e meus dedos seguiram para seus lábios, tocando-os.Inclinei-me e dei-lhe um selinho, afastando-me e vendo um sorriso bonito moldar-se ali, fazendo-me arfar baixinho.

...o sorriso dela... céus, era algo tão bonito e familiar, tanto que chegava a dar-me arrepios.

...alto, bonito e o sorriso tão bondoso que me causava estremecimento.

— Tem certeza que está tudo bem? – Edward soltou uma risada, revirando os olhos. – Parece perdida em alguma coisa. – Franziu o cenho para mim. – Quer contar-me algo?

— Não, não... – Balancei a cabeça, inspirando o ar, expirando-o em seguida. – Só pensamentos que surgiram. – Olhei em seus olhos, o brilho retornando aos poucos. Meus dedos seguiram até lá e contornei seus bonitos olhos, suspirando baixinho.

...olhos incrivelmente verdes.

Fiquei de joelhos na cama e abracei Edward fortemente, deitando minha cabeça em seu pescoço, sentindo-o retribuir-me e passar seus braços quentes em minha volta. Fechei os olhos, meu nariz aspirando o cheiro de seu perfume, a fragrância acalmando-me um pouco. Mas meu coração ainda batia com força e uma velocidade assustadora, as memórias de hoje cedo retornando a todo instante, fazendo-me ofegar baixinho, meus braços apertando Edward contra mim, buscando forças naquele abraço forte.

Deus, o que estava acontecendo comigo?

“Continua...”

Notas finais
N/A (Cintia Cullen: Aaahh, Deus, eu realmente estou ansiosa para saber o que acharam do vigésimo capítulo. Simmm, estou bem nervosa, para dizer a verdade, pois eu tentei ao máximo demonstrar cada emoção de cada personagem por aqui, espero mesmo que meu trabalho tenha sido finalizado da maneira que eu queria. Eu agradeço demais todos os 680 comentários, simmmm, estamos quase chegando nos 700 o / Mal consigo controlar minha alegria, vocês são os melhores leitores que alguém poderia ter, sério, adoro demais cada um! Muito obrigada por todo o carinho que disponibilizam por aqui, sem contar as palavras emocionantes, realmente agradeço, isso é de extrema importância para mim. Obrigada mesmo, amores, de verdade ♥ Preciso mesmo ir agora, espero muito que tenham gostado do capítulo 20. Desejo-lhes uma semana maravilhosa! :3