Never It's Late.
25 A proporcionalidade dos sentimentos.
Notas iniciais
A proporcionalidade dos sentimentos.
Pov Bella.
Soprei minha franja enquanto estava sentada na cama, vendo Rosalie e Alice caminharem pelo quarto da baixinha, como se estivessem procurando por algum tesouro. Essas duas podiam dar as mãos e sair alegremente para o mundo, por Deus, eram iguais!
— Por favor, gente, já é quase hora do almoço. – Gemi desgostosa, verificando o horário em meu celular. – Eu queria fazer uma surpresa para Edward, mas com essa enrolação de vocês eu chegarei na empresa somente amanhã. – Resmunguei ao cruzar meus braços.
— Bella, pare de ser uma chata! – Rosalie parou em minha frente com suas mãos na cintura, olhando-me séria. – Nós só queremos ajuda-la com uma roupa bem bonita, você precisa estar perfeita para buscar seu namorado gostosão na empresa. – Piscou maliciosamente e revirei meus olhos.
— Eu só quero almoçar com ele. – Dei de ombros e Alice soltou uma risadinha, ainda verificando seus vestidos nos cabides, virada para o closet. – Alice?
— Eu tenho que concordar com Rose, Bella, você precisa arrumar-se para sair com Edward. – Ela virava a cabeça de lado, como se averiguasse os pedaços de pano por ângulos. – Você namora o homem mais rico da América, e mesmo que nenhum de vocês liguem para status e aparência, sabem que sempre existem os “maus olhos” que julgam, então precisam manter uma boa imagem. – Deu de ombros, suspirando de uma forma exagerada. – E sem contar que eu quero só imaginar as reações de Edward ao ver você gostosona, ele sempre pira. – Virou-se um momento, mandando-me uma piscadinha maliciosa.
— Vocês são impossíveis. – Ri de suas mentes engenhosas. Coloquei-me de pé e caminhei até a penteadeira de Alice, verificando a minha imagem no espelho, soltando um baixo suspiro. Apesar de serem duas doidas, a Loira e a Morena eram boas em maquiar-me, tinham feito um ótimo trabalho com um delineador e rímel em meus olhos. – Rose, ligue para seu namorado sempre que puder em minha ausência, eu temo ao deixa-lo sozinho com meu filho. – Olhei-a através do espelho, vendo-a rir. – É sério!
— Emmett vai cuidar bem do sobrinho, ele tem alguma parte que funciona no cérebro. – Sentou-se na beirada da cama de Alice, olhando para suas unhas. – Edward já conversou com os pais dele, sobre a ajuda financeira? – Seus olhos azuis ergueram-se para mim e eu virei-me para olhá-la. Respirei fundo, cruzando meus braços.
— Ele deu-me a certeza que vai ajuda-los, falou isso ontem no aniversário de Andrew. – Sorri ao lembrar-me de um dos melhores dias da minha vida. Nunca esqueceria todas as palavras bonitas que um menino de apenas sete anos dirigiu-me, tão verdadeiras que pareciam tocar em meu coração. – Ainda não conversou com Esme ou com Carlisle, mas disse-me que precisará de persuasão, pois sabe que ambos são irredutíveis em aceitar coisas assim. – Voltei a prestar atenção na Loira e ela suspirou, assentindo.
— Sim, Esme e Carlisle parecem muito com você. – Soltou uma risadinha. – Todos uns cabeças duras, Edward só quer o melhor para as pessoas que ele ama. – Enfatizou a última palavra, olhando-me intensamente. Voltei a olhar-me no espelho, fingindo arrumar minha franja, tentando fugir do olhar questionador da minha melhor amiga. – Bella, não adianta você fugir disso. Eu vi o jeito que vocês dois ficaram ontem, quando foram receber os parabéns com Andrew, conversavam e se olhavam de uma forma... absolutamente inexplicável. – Engoli em seco, lembrando-me de todos os tremores que senti quando Edward olhou em meus olhos intensamente, tentando ver através de mim. – Comportam-se como marido e esposa, você sabe disso, querida, é completamente decifrável o que sentem um pelo outro. – Levantou-se da cama e segui seus movimentos através do espelho, vendo-a parar atrás de mim e massagear meus ombros, dirigindo-me um bonito sorriso. – Permita-se sentir isso, amiga, ambos merecem mais do que ninguém o amor que os envolve. – Olhei-a de uma forma suplicante, vendo-a respirar fundo. – Eu sei de seus medos e entendo-os, porém, já passaram por muitas coisas juntos em um pequeno intervalo de dois meses, o relacionamento de vocês foi forte o suficiente para aguentar tanta dor, Bella, nada poderá quebra-lo, ele é mais forte da qualquer coisa que eu tenha conhecimento. – Mordi meu lábio, respirando fundo, ainda olhando nos olhos incrivelmente azuis de Rose. – Eu nunca vi tanta intensidade em um relacionamento, o que vocês têm nem pode ser considerado um mero namoro, de tão forte que é. Pense com carinho, se permita a algo mais. – Tocou meu coração, sorrindo lindamente. – Permita isso à Edward. Demonstre todo esse carinho que sente por ele, vocês merecem.
— Faço as palavras dela, as minhas. – Alice saiu de seu closet com um vestido em mãos, sorrindo para nós. – Meu irmão jamais vivenciou isso, Bella, e está mais do que na hora de alguém a mais amá-lo, ele precisa tanto desse carinho. – Piscou em minha direção. – Hoje em dia, sei que ele reencontrou seus pais, tem Emmett, Andrew, Rose, Jasper e eu amando-o, e ele sabe de nossos sentimentos por ele, todos já falamos o quanto aquele homem é importante em nossas vidas. – Pegou em uma mão minha, respirando profundamente. – Mas agora é sua vez de dizer, querida, é a hora de você mostrar todos os sentimentos existentes em você por ele. Edward sofreu tanto em sua vida, acho que agora ele está recuperando-se de toda a dor sentida, tendo o amor em sua volta, amando-o todos que são importantes para ele. – Funguei, engolindo lentamente minha saliva. – Como Rosalie disse: Permita que vocês tenham todo o amor que lhe fora negado na infância, essa é a hora. — Aproximei-me de ambas e as puxei para um abraço apertado, abraçando-as com força, ouvindo a risada de Rosalie.
— Adoro abraço triplo! – Gritou animada, dando um beijo em minha bochecha. – E, Bella? – Olhei-a, ainda abraçando-a junto com Alice. – Não pense nisso como nós pressionando-a, pense como uma ajuda. – Assenti, respirando fundo.
— Vocês são as melhores amigas que alguém poderia ter, obrigada por ajudarem-me. – Apertei-as. – Sim, eu tenho medo de tudo o que virá, após expuser os meus sentimentos. Mas após tudo o que passamos, parece que nada pode mudar o que está acontecendo. Sei que coisas ainda virão nos atormentar... – Olhei Alice e ela dirigiu-me um sorriso triste. – ...só que parece que nem isso nos abala, a família que está a nossa volta é a maior força que precisamos.
— Oh, Deus, parem de drama, daqui a pouco eu choro! – Rose fungou, afastando-se do nosso abraço, virando-se de costas para nós, passando a mão em seu rosto. – Vamos arrumar você, Bella, se ainda quer chegar até ao meio dia na empresa de Edward. – Abriu um sorrisão quando voltou a nos olhar e vi Alice revirar seus olhos, soltando uma risadinha. – O quê? – Arqueou uma sobrancelha. – Um cisco caiu em meu olho. – Deu de ombros e eu sorri.
— Eu achei o vestido perfeito! – Alice pulou em seu lugar, um pano azul claro em seus braços chamando-me atenção. – Sabe, a cor preferida do meu maninho é azul, o vestido é justo e maravilhoso. – Sorriu maliciosamente. – Vamos juntar o útil ao agradável e fazê-lo ficar doidinho com a namorada. – Bateu palmas animada e ouvi um ofegar da Loira.
— Céus, você é incrível, mulher! – Riram animadas e viraram-se para mim, fazendo-me arquear uma sobrancelha. Elas me analisavam como se eu estivesse exposta para uma vitrine. – Bella tem praticamente sua altura, então tudo o que é seu deve servir nela. – Alice assentiu, concordando com a Loira. – Tem um casaco jeans, meia calça e um sapato de salto? – Olhou Alice. – Mas nada tão alto, Bella tem fama de desastrada. – Inclinou-se para a irmã de meu namorado, cochichando em seu ouvido.
— Ei! – Grunhi, chamando a atenção delas. – Eu ainda posso ouvir vocês. – Bufei e ambas soltaram risadinhas.
— Não se preocupe, Rose, já posso ver todo o quadro moldando-se em minha mente. – Alice colocou uma mão no queixo, olhando-me e virando sua cabeça para todos os lados. – Já sei certinho o que ela vai usar, minhas roupas ficarão incríveis! – Deu outro pulo animado, correndo novamente para seu closet. Segui-a com o olhar e dei uma olhada para Rose em seguida, vendo-a sorrir e dirigir-me um olhar “sabido”.
Essas duas ainda tirar-me-iam o sossego.
[...]
Caminhei em direção ao prepotente prédio espelhado, meus dedos correndo pelos fios lisos de meu cabelo, enquanto eu respirava fundo. Deus, Alice e Rosalie arrumaram-me tanto que acabaram deixando-me nervosa para uma coisa que era para ser um simples almoço entre namorados.
Assim que cheguei perto das portas duplas, ambas deslizaram e um suspiro de satisfação escapou de meus lábios quando entrei no ambiente e o ar quente invadiu-me, tirando toda aquela sensação do frio que eu experimentei pelas ruas de Manhattan. A estação já era outra, porém a cidade ainda estava fria demais para a época do ano, estávamos já no final de maio, e o frio ainda erradicava para todos os cantos.
Como na primeira vez que eu estive na empresa, assim que entrei pude ver várias pessoas altamente vestidas correndo para todos os lados. E parece que hoje estava ainda pior do que o dia que eu tinha vindo, afinal o horário de almoço estava quase estourando e parecia que todos estavam aliviados para poderem sair do ambiente de trabalho. Respirei fundo e desviei-me do pessoal, caminhando confiante até a grande mesa de mármore, onde várias recepcionistas encontravam-se, todas com sorrisos simpáticos e algumas atendiam telefonemas.
— Olá, em que posso ajuda-la? – Uma loira questionou-me, assim que parei em frente da mesa. Ela sorria em minha direção, inclinando-se um pouco. – Não acho que eu tenha a visto por aqui ainda. – Franziu o cenho, a curiosidade brilhando em seu olhar. Sim, recepcionistas, pelo menos dessa empresa, eram altamente curiosas. Ainda lembro-me da ruiva que atendeu-me da última vez. – É alguma funcionária nova ou está visitando alguém? – Sua sobrancelha bem feita elevou-se.
— Eu quero ver Edward Cullen, será possível? – Apoiei-me em seu balcão, sua boca abrindo-se levemente. Mordi meu lábio e suspirei fracamente. – Não tenho hora marcada, porém eu queria fazer uma surpresa. – Sorri um pouco e seus olhos dessa vez arregalaram-se. Oh, Deus, parecia ainda mais complicado. – Hm... você poderia liberar-me para subir? – Olhei-a confusa e um pigarro fraco saiu de sua garganta, antes do sorriso inicial voltar em seus lábios.
— Claro, claro... – Riu baixinho. – Eu só fiquei um pouco curiosa, o Sr. Cullen é tão reservado sobre sua vida particular. – Deu de ombros, virando sua cadeira giratória para um armário que estava atrás de si. Ela abriu uma gaveta e puxou um crachá de identificação, voltando-se para mim em seguida. – Cá entre nós, o homem é delicioso, porém fechado demais. – Suspirou auditivamente e eu arqueei minha sobrancelha para ela. Olhei em seu crachá para buscar seu nome. Christina. – Claro que parece ter melhorado de uns tempos para cá. – Brincou com o crachá na sua mão. – Eu sinceramente tinha medo dele no início, comecei a trabalhar por aqui no início do ano. – Relatou. – Mas também... – Soltou uma risadinha. – ...não dá para contrariar que ele é sempre lindo demais, mas quando fica bravo... – Abanou-se e eu revirei meus olhos, apertando a ponte de meu nariz para tentar acalmar meus nervos que pareciam estar muito bem acordados. Sim, julguem-me, o ciúme estava borbulhando em meu sangue. – A cara enfezada que ele faz é altamente maravilhosa! Se possível... hm, é claro que é possível! – Riu. – Aquilo deixa-o ainda mais gostoso e...
— Me desculpe, Christina, mas eu realmente apreciaria que você desse-me o crachá de identificação. – Interrompi sua falação, engolindo todo o meu ciúme e tentando acalmar-me, porque minha vontade era de explodir com a moça que parecia ter minha idade. Controle-se, Bella, por favor, você não é assim. — O horário do almoço está aí, então preciso subir e falar com Edward. – Fiz minha voz mais melosa possível, apoiando-me ainda mais no balcão, sorrindo para ela. De alguma forma, sim, eu estava marcando o meu território. Oh, Deus, sentia-me tão infantil, mas meu lado ciumento parecia não raciocinar. – Ele com certeza irá aproveitar a surpresa. – Pisquei para ela e sua boca, assim como no início, abriu-se em choque. – Por favor? – Estiquei minha mão para ela, controlando-me o máximo possível.
— Oh, claro, claro, claro. – Riu sem graça, entregando-me o crachá. – Hmm... tenha um bom almoço.
— Nós teremos. – Sorri satisfeita, acenando para ela. Coloquei o crachá em meu casaco e ainda vendo as feições surpresas da recepcionista, encaminhei-me para o elevador, fazendo uma careta quando lembrei-me do andar que eu precisaria ir.
O gosto da satisfação parecia tão amargo agora.
As portas do elevador abriram-se e o segurança que estava ao lado da caixa de metal assentiu para mim, cumprimentando-me. Respondi-o rapidamente e meio relutante entrei naquele local, apertando o botão do último andar do prédio. Corri até o final do elevador e colei-me na parede, respirando fundo ao senti-lo subir todos aqueles andares. Eu odiava alturas. Demais.
A caixa de metal fez algumas paradas, deixando pessoas entrarem e saírem, porém quando eu cheguei no último andar, eu era a única que restava por ali. Revirei meus olhos quando as portas deslizaram e eu vi a secretária insuportável do meu namorado. Ela estava em sua mesa rabiscando algumas coisas em uma agenda, mascando o chiclete com força, fazendo bolhas e estourando-o. Sério, que idade ela tinha?
— Olá. – Chamei sua atenção, assim que caminhei até estar próxima de sua mesa. Ela parou de escrever e seus olhos ergueram-se devagar até meu rosto, uma careta formando-se em seu rosto. Já imaginava essa reação, então sorri abertamente para provoca-la, fazendo-a bufar baixinho. – Edward encontra-se? – Cruzei meus braços e ela respirou fundo, ainda mastigando sua goma de mascar.
— Possui hora marcada? – Abri a boca para responder, mas ela riu. – Creio que não, então pode retirar-se, o Sr. Cullen só atende pessoas que marcam horário.
— Eu não preciso de um horário para conversar com ele. – Eu estava meio fora de mim hoje, enfrentando as mulheres que pareciam ter uma quedinha por meu namorado. Mas eu tentei ser paciente com a recepcionista lá embaixo, mas ela citando qualidades de Edward e suspirando por ele, deixava-me fora de mim. E agora a secretária, eu certamente desconfio de um tombo dela por ele, ainda mais com ela odiando-me profundamente desde que me viu pela primeira vez.
— Sou eu quem decido isso, queridinha. – Saí de meus pensamentos, olhando-a e encontrando-a com um sorrisinho de vitória. – Eu anoto o nome e horário de todas as pessoas que irão falar com o Sr. Cullen, certamente você não está na agenda e então não entrará. – Respirou fundo, acenando. – Tchauzinho.
— Vamos ver se ele não vai querer atender-me. – Pisquei em sua direção. – Me observe. – Ela arqueou uma sobrancelha e eu me virei em direção ao escritório de Edward, caminhando até lá. Ouvi-a levantar rápido de seu lugar, porém minha agilidade foi maior e eu abri a porta da sala do meu namorado, entrando antes que a secretária me parasse.
Encontrei meu homem de negócios sentado atrás de sua mesa, centrado em alguma leitura em várias folhas em sua frente. Ouvindo a porta abrir com força e rapidez exagerada, percebi seus olhos levantando-se devagar dos papéis e surpresa passou pelas orbes verdes, assim que encontrou-me parada na porta de sua sala. Céus, a cada vez que eu via parecia ser a primeira vez, Edward era capaz de tirar todo o meu fôlego apenas com um olhar.
— Me desculpe, Senhor Cullen, essa intrometida negou-se a ouvir-me. – A secretária parou ao meu lado arfante, olhando-me irritada. – Eu avisei que o Sr. atendia apenas com hora marcada, mas ela me ignorou e foi entrando em seu escritório. Mas não se preocupe, eu irei chamar a segurança agora e...
— Retire-se, Srta. Johnson. – Edward interrompeu-a, largando a caneta em sua mesa e ficando de pé, fechando seu paletó. – Vá para seu almoço.
— Mas ela não tem hora marcada! – Bateu o pé no chão e olhei para meu namorado, vendo-o respirar fundo.
— Eu decido quem irei atender, não a Senhorita. – Bufou. – Pode nos deixar a sós. – Apontou para a porta e ela olhou-me zangada outra vez, bufando ao sair da sala e bater a porta com uma força exagerada. – Bella, vem até aqui. – Edward chamou-me e eu voltei a prestar atenção nele, suspirando ao ver o delicioso sorriso em seus lábios. Retribuí seu sorriso e fui em sua direção, sentindo-me arrepiar com seus olhos avaliando-me de maneira prazerosa. Assim que cheguei perto dele, senti seus braços rodearem-me, puxando-me contra ele e abraçando-me apertado. – Hmm... que surpresa deliciosa. – Encostou sua cabeça em meu pescoço, respirando fundo em minha pele, fazendo-me estremecer com o contato. Seus lábios depositaram curtos beijos em meu pescoço, subindo até meu ouvido em seguida. Suspirei quando seu hálito bateu na região, assim que sua boca mordiscou o lóbulo de minha orelha. – Você está gostosa pra caralho. – Sussurrou com sua voz rouca, fazendo misérias comigo.
— Obrigada. – Soltei uma risadinha, apoiando-me em seus ombros. Inclinei-me para trás, assim podendo olhá-lo nos olhos. – Eu queria busca-lo para o almoço. – Dei de ombros e um sorriso maravilhoso surgiu em seus lábios. Antes que ele respondesse, vi seus olhos correrem por meu corpo, como se analisasse-me com mais atenção. Um gemido baixinho escapou de sua boca e Edward apertou-me contra seu corpo, apoiando seu rosto em meu ombro.
— Meias finas e salto alto acabam comigo, Bella. – Suas mãos apertaram minha cintura e eu grunhi quando elas desceram lentamente até minha bunda, espremendo minha carne contra seus dedos. – Sério, o que você tem em mente? – Voltou a me olhar, fazendo-me franzir o cenho confusa. – De uns dias para cá está vestindo-se de forma... – Olhou-me de cima a baixo, soltando um longo suspiro. – ...provocante. – Disse por fim e eu sorri.
— E isso não é bom? – Subi uma mão até seu cabelo, acariciando os fios de sua nuca. – Assim como Alice e Rosalie, acho que eu tenho que vestir-me bem, gosto desse novo visual. – Respondi, dando de ombros e ficando na ponta dos pés para alcançar sua boca. Dei-lhe um selinho rápido e afastei-me minimamente de seu rosto, sorrindo maliciosa. – O que foi? Você não gosta? – Soltei-me de seus braços, dando uma voltinha. Edward grunhiu e sentou-se em sua cadeira, puxando-me bruscamente para seu colo, fazendo-me soltar um gritinho de surpresa quando caí rapidamente sobre ele. – Ei! – Afastei os fios de cabelo do meu rosto.
— Você com essas roupas... Deus... – Apertou minhas coxas que estavam em sua volta. – Desde que eu coloquei meus olhos em você, te achei a mulher mais gostosa que existe. – Confessou, sua boca indo para meu pescoço, fazendo-me fechar os olhos quando senti a pressão de seus lábios em minha pele. – Agora vestindo-se assim... porra, acaba com o resto do meu juízo. – Abracei-o pelo pescoço, puxando-o com força para mais perto de mim, querendo sentir seu corpo pressionado contra o meu. Merda, parece que Rose tinha razão, Edward estava transformando-me em uma ninfomaníaca, nem reconhecia-me mais.
— Edward... – Tentei repreendê-lo quando suas mãos espalmaram minhas coxas, apertando-as com força e desse jeito, fazendo com que eu movimentasse-me em seu colo. A repreensão soou mais como um gemido, e então eu estava com meus lábios em sua pele, beijando seu pescoço com força, marcando-o da mesma maneira que ele fazia comigo. Senti uma mão subir por minhas pernas, passar com um bom apertão por minha bunda, continuando com o caminho lentamente por minhas costas, até chegar em minha nuca e agarrar um punhado de meu cabelo, puxando meu rosto para trás e afastando-me dele. Olhei em seu rosto e engoli em seco ao encontrar a luxúria em seu olhar, arfando quando ele inclinou-se e sua boca tomou conta do meu colo.
— Eu certamente deveria estar no almoço, mas Sr. Cullen... – Pulei rapidamente do colo do meu namorado, ouvindo a voz anasalada de sua secretária preencher meus ouvidos. Apoiei-me na mesa de Edward e respirei com força, tentando recompor-me.
— Droga, Srta. Johnson, não sabe bater na porta? – Soltou um bufo, esfregando seu rosto em seguida. Olhei-o e vi Edward empurrar sua cadeira de frente para a mesa, escondendo-se sob a madeira. – Diga-me logo o que quer. – Mandou-a, vendo que seu silêncio parecia durar horas.
— J. Jenks acabou de passar-me algumas coisas por e-mail, dizendo que era urgente que eu imprimisse e entregasse tudo para o senhor. – Caminhou lentamente até perto da mesa dele, respirando fundo pelo caminho. Olhou-me brevemente e eu arqueei uma sobrancelha de volta, assim que captei raiva em seu olhar. Nossa troca de olhares raivosos não durou muito, logo ela voltou-se para Edward, voltando a falar com sua voz enjoada. – Ele enviou-me uma nota. – Ela tirou algo de uma pasta, conforme deixava alguns papéis para Edward, olhando para o papel em sua mão. – Trata-se da compra da loja Fashion Space, adquirida há algumas semanas. Como ele mesmo avisou-me por e-mail, tudo está acertado há tempos, mas queria que eu entregasse esses papéis para o senhor assinar e tudo estar completamente em suas mãos. Assim, ninguém contraria que 50% das ações compradas são completamente suas.
Eu demorei algum tempo para raciocinar tudo o que a Srta. Johnson tinha falado. No início, eu estava concentrada em ataca-la com meu olhar, afinal eu via o desprezo em suas orbes, então apenas estava jogando com as mesmas regras, mas quando ela continuou a falar e meu cérebro captou um nome importante, as engrenagens começaram a funcionar e eu tentei montar todas as peças em minha mente. Paralisei quando sua frase começou a fazer sentido, minha boca abrindo-se lentamente com a recém-descoberta.
...compra da loja Fashion Space...
...adquirida há algumas semanas...
...50% das ações...
...completamente suas...
Ah, ele não teria coragem de fazer isso. Não mesmo.
Apertei a ponte de meu nariz, balançando a cabeça enquanto ia pensando em tudo, tentando negar-me a acreditar nas coisas que eu acabara de ouvir. Com certeza Edward não faria isso, não agiria por minhas costas e muito menos gastaria uma quantia absurda para comprar parte da loja, só porque fui demitida por injustiça. E o pior, ele não podia estar mentindo para mim por tanto tempo.
Ele não faria.
Tentei concentrar-me em meus pensamentos positivos, mas eu sabia que estava enganando-me, porque eu sabia, mesmo sem conhecer, que Jenks era um detetive excelente e se ele havia mandado essas coisas para Edward, um contrato para comprar a loja havia acontecido entre eles. Não era difícil de encaixar as peças.
Eu vou matar Edward Cullen!
Engoli lentamente minha raiva e fechei meus olhos, respirando com força conforme eu ia organizando meus pensamentos. Quando olhei para meu namorado, pude vê-lo olhar-me de volta e a culpa presenciando-se nas orbes verdes, fazendo-me estreitar meus olhos, tamanha era a fúria desencadeada que passava por meu corpo no momento. O pior era que aquele filho da mãe estava escondendo-me isso por semanas!
— Deixe as coisas e vá para seu almoço, Senhorita Johnson. – Edward virou-se para sua secretária, jogando as ordens sobre ela. Claro, claro, ele era o prepotente que poderia fazer tudo o que queria, na hora que queria!
Cruzei meus braços irritada, puxando o ar com força para meus pulmões. Olhei para a mulher que ainda encarava-me e revirei meus olhos para ela, vendo-a dar-me um sorrisinho, antes de se virar e caminhar para fora do escritório, fechando a porta.
Eu não podia acreditar que Edward tinha comprado os 50% das ações da loja! Como Angela tinha vendido tudo isso para ele, de uma hora para a outra? Pois, com certeza tinha sido a morena, eu recusava-me a acreditar que Rose venderia parte de seu sonho por capricho do ruivo que estava olhando-me curiosamente no momento. Estreitei meus olhos em sua direção, bufando raivosa quando ele tentou sorrir para mim.
— Bella... – Levantou-se, tentando pronunciar alguma desculpa esfarrapa. Grunhi e dei um passo para trás, levantando uma mão e mantendo-o parado em seu lugar, impedindo-o de se aproximar.
— Eu não acredito no que você fez! – Rugi entredentes, olhando-o séria, bufando quando o vi rolar seus olhos. – E nem tente se fazer de vítima, Edward Cullen! Seu hipócrita, escondeu isso de mim por semanas! – Apontei um dedo em sua direção. – O que tinha de divertido nisso? – Perguntei desapontada, olhando-o agora de uma maneira triste. Odiava que mentissem para mim, agora esse era o pior dos fatores. Eu estava furiosa por ele ter comprado metade da loja de roupas que eu trabalhava, mas estava deveras magoada por ter ficado no escuro mais de semanas, sem saber o que ele estava aprontando por minhas costas. – Não acredito no que você fez, Edward, não acredito! – Balancei minha cabeça, bufando exasperada. – Para que esconder isso de mim? – Perguntei agoniada, olhando em seus olhos.
— Pare de interpretar da maneira errada, Bella, não é nada disso que está pensando! – Arqueei uma sobrancelha, duvidando de suas palavras. Ele bufou com meu olhar, passando suas mãos pelo cabelo cobre, bagunçando ainda mais os fios. – Isso aconteceu no dia que eu descobri sobre Elizabeth e Anthony não serem meus pais. – Respondeu-me, fazendo-me olhar incrédula para ele, meus olhos arregalando-se. Isso já fazia um bom tempo. Cerrei meus olhos em sua direção, minha raiva aumentando ainda mais pela mentira. Vendo isso, Edward suspirou exasperado. – Eu sei o que está parecendo, Bella, mas eu não queria mentir para você!
— Ah, conta outra. – Bufei, erguendo meus braços. – Você não queria, mas foi exatamente o que fez por semanas! – Gritei irritada. – Por que você fez isso, Edward? Qual seria o benefício em adquirir uma loja de roupas? – Ri sarcástica. – Qual o benefício de mentir para mim por tanto tempo? – Perguntei chateada e o observei respirar fundo, uma, duas, três vezes... e esfregou com força seu rosto.
— Não era para ficar guardado por tanto tempo. – Suspirou. – Quando eu tive essa ideia, eu sabia que odiaria que eu interferisse por você, eu conheço seu temperamento. – Soltou uma risada e voltei a cruzar meus braços, erguendo uma sobrancelha, esperando ele continuar. Ao pegar meu olhar, ele balançou a cabeça, como se tentasse voltar com sua concentração. – Mesmo assim, eu fui adiante, Bella. – Confessou, suspirando auditivamente. – Eu odiei vê-la chorar quando saiu desestabilizada daquela loja, assim que foi demitida. – Seus olhos encontraram com os meus e a maneira que ele olhava-me fazia-me perder naquele mar verde, tirando-me a concentração de qualquer coisa, mas o mais importante, eu conseguia ver o quão sincero ele estava sendo, conforme explicava-se para mim. Nesse momento, eu sentia a raiva diminuindo de intensidade dentro de mim, e a fúria parecendo estar contida. Merda, aquele olhar parecia quebrar qualquer barreira dentro de mim. – Odiei ainda mais ver seu olhar perdido, como se estivesse sem rumo, quando perdeu seu emprego. – Continuou a explicar, tendo a minha total atenção. – Você não imagina o que eu senti, Bella. Eu a tinha de maneira tão desolada em meus braços, como se fosse sucumbir ao pior a qualquer momento. – Engoli em seco, olhando diretamente em seus olhos, estremecendo com a intensidade. – Depois que eu soube de tudo, eu comecei a construir um plano em minha mente, queria fazer a pessoa que te fez mal pagar. – Bufou. – Eu sempre fui vingativo, ainda mais quando trata-se de uma pessoa tão importante para mim, assim como você era, e continua sendo. – Aproximou-se lentamente, erguendo sua mão e tocando com delicadeza meu rosto. – Eu sei que foi errado, mas a maneira que eu encontrei de atingir Angela, era tirando a loja dela, usando as armas que eu conseguisse. Eu descobri que ela e Tanya cometerem um assassinato, há alguns anos. – Meus olhos arregalaram-se surpresos, a informação sendo captada aos poucos por mim. Notando meu estado, Edward assentiu, como se soubesse que eu precisava de uma confirmação. – Jenks descobriu todos os detalhes e eu a chantageei com isso.
— Como? – A pergunta escapou da minha boca, antes que eu a processasse direito.
— Pedi para ela ir embora do país e vender-me sua parte da Fashion Space. – Abri minha boca, pronta para brigar com ele de volta, mas Edward colocou um dedo sobre meus lábios, impedindo-me de dizer qualquer coisa. – Eu sei que irá me falar que é errado e tudo o mais, só que eu precisava vingar-me de alguma maneira, Bella, ela maltratou você! – Grunhiu pavoroso, bufando. – Eu não deixaria que isso voltasse a acontecer e muito menos queria ver seu olhar perdido outra vez, então fiz o que eu pensei que deveria ser feito. – Deu de ombros, respirando fundo. – Demorou, mas Angela acabou aceitando e embarcou para fora do país, deixando tudo para trás. Ou era isso, ou eu contaria para a polícia o crime cometido há alguns anos, então ela iria para a cadeia. – Assenti, respirando com dificuldade, tentando absorver tudo o que ele estava contando-me. – Ela obviamente escolheu o lado mais fácil: Fugir. – Revirou seus olhos. – Tanya ainda está na loja, Angela meio que vingou-se dela também, deixando-a para a própria sorte. – Riu sarcástico. – Grandes amigas. – Debochou.
— Você não tinha o direito de me esconder isso por tanto tempo, Edward. – Choraminguei, tirando seu dedo de meus lábios. – Eu ficaria brava por ter feito isso, assim como estou furiosa no momento. – Soltei um bufo. – Mas seria em uma intensidade menor, porque não teria mentido para mim por tanto tempo! – Bati o pé no chão e Edward revirou seus olhos.
— Não foi uma mentira, droga! – Olhei debochada para ele. – Tudo bem, eu deveria ter contato, mas tanta coisa aconteceu nesse passar de tempo, Bella. – Soltou uma lufada de ar, aproximando-se mais de mim e segurando meu rosto com suas duas mãos, olhando-me diretamente nos olhos. – Eu admito, foi errado demais deixar isso escondido por tanto tempo. – Suspirou. – Mas tenta me entender, isso ficou no fundo da minha mente, por causa de tudo o que houve conosco nas últimas semanas. – Encostou sua testa na minha. – Eu te contaria no mesmo dia, juro, só que Jenks me ligou contando toda a verdade sobre eu não ser filho daqueles cafajestes e todos os dias seguintes foram turbulentos demais para sequer pensar naquilo que eu tinha feito. – Fechou seus olhos e eu suspirei vendo-o fazer uma careta de dor. – Sinto que eu tenha te magoado por deixar isso escondido por tanto tempo, vejo a mágoa em seu olhar, mas eu te juro, Bella, foi sem intenção alguma. – Franziu suas sobrancelhas. – Me perdoe. – Sua voz saiu em um sussurro e eu soltei o ar por minha boca, vendo alguns fios de meu cabelo saírem de frente do meu rosto com o movimento.
— Eu odeio que esconda as coisas de mim. – Passei meus braços em volta de seu pescoço. O gesto o fez abrir seus olhos. – E eu te desculpo, só porque você é um filho da mãe que faz meu coração bater mais rápido, afinal, você fez tudo isso por mim, pensando em melhorar tudo. – Engoli em seco e vi um sorrisinho brincar em seus lábios desejáveis. – Obrigada por cuidar de mim.
— É meu prazer. – Segurou meu queixo, puxando meu rosto em direção ao seu. Inclinei-me para cima e suspirei ao sentir sua boca grudar na minha, seu gosto adentrando ao meu paladar, conforme ele beijava-me com paixão. Como sempre, assim que seus lábios tocaram nos meus, parece que eu fui carregada para fora de órbita, Edward conseguia tirar todos os pensamentos coerentes de minha mente, ainda mais quando abraçava-me com tanta força contra seu corpo. – Bella. – Ele separou-se de mim, sua mão tirando os fios de cabelo da frente do meu rosto, deslizando seus dedos por minha bochecha, olhando-me fixamente. Ergui meus olhos até os seus, soltando um baixo suspiro ao ver a proporção da paixão que era possível identificar em seus olhos. Engoli em seco, meu coração já batia descompassadamente e onde suas mãos apertavam-me a cintura, eu sentia o choque espalhando-se por todo o meu corpo, fazendo-me tremer com a intensidade. – Tudo o que eu quero, é mantê-la segura e bem, querida. – Suspirou alto, acariciando meus lábios. – Eu sei que foi errado fazer tudo isso, ainda mais sabendo que você odeia receber esse tipo de ajuda. – Revirou seus olhos e eu bufei, fazendo-o rir baixinho. – Mas tente pensar em meu ponto de vista, por favor, tudo o que eu queria, de alguma forma, era fazer quem de magoou pagar por ter deixado tanto desespero estampado em seus olhos. – Senti-o tocar embaixo de meus olhos, engolindo em seco, ainda olhando fixamente para mim. Seu rosto aproximou-se do meu e ele depositou um casto beijo em meus lábios, encostando sua testa na minha, tocando minha bochecha com cuidado. – Eu sei que apesar de estarmos tão pouco tempo juntos, já passamos por mais coisas que poderíamos sequer imaginar. – Assenti, sentindo toda a intensidade chicotear em mim. Edward sorriu torto, tirando-me a concentração, aquele sorriso deveras sexy poderia acabar com a estrutura de qualquer um. – Quero que saiba que é uma das pessoas mais importantes da minha vida, Bella, porque assim que te conheci, tudo melhorou ao meu redor, eu melhorei. Você sabe disso, não é? Sabe que meus sentimentos por você são tão intensos, que parece que nem posso nomeá-los. – Ofeguei baixinho e Edward sorriu mais, respirando profundamente. – Você deveria saber, Bella, eu jamais tinha me aberto com alguém dessa maneira, nunca tinha deixado uma pessoa entrar da forma que você entrou. – Sua mão deslizou por meu braço direito e o senti segurar a minha mão, puxando-a até seu peito, exatamente onde ficava seu coração. Funguei sentindo as batidas frenéticas e erráticas em seu peito, eram tão fortes. – Meu coração só bate por você. – Sussurrou contra meus lábios. Meus olhos lacrimejaram-se por causa da força de suas palavras, então os fechei brevemente, tentando segurar as grossas lágrimas que lutavam para deslizarem por meu rosto. – Ninguém conseguiu conquistar-me com tanta potência, nenhuma pessoa alcançou meu coração. – Confessou, fazendo-me olhá-lo novamente, vendo o quanto seus olhos estavam brilhando. – Você fez tudo isso mais rápido do que eu imaginei, mudou-me em uma proporcionalidade enorme, fez-me querer ser alguém melhor, porque dessa maneira eu poderia conquista-la. – Puxou o ar com força para si, soltando-o lentamente em seguida, seus olhos não deixando os meus por nada. – E é por isso que eu te amo tanto, Bella, você não faz ideia do quanto eu sou absolutamente apaixonado pela mulher incrível que é. – Meus olhos arregalaram-se com a afirmação, olhando para Edward em choque.
Meus lábios abriram-se em busca de ar, puxando lentamente tudo o que podia para preencher meus pulmões, afinal, meu coração estava tão acelerado que parecia tirar-me o ar, enquanto martelava contra minha caixa torácica. As três palavras faziam sentido aos poucos em mim, e a certeza de que estar ao lado de Edward, invadia-me ainda mais intensamente, eu sabia que estar com ele era a melhor coisa que tinha feito em minha vida, mas a cada passo que dávamos juntos, tudo parecia tornar-se ainda mais certo para mim.
Eu fiquei na ponta dos pés e já sentindo uma lágrima deslizar por meu rosto, eu abracei Edward como se minha vida estivesse dependendo disso no momento. Apoiei meu rosto em seu pescoço, sentindo os braços quentes circularem-me, apertando-me contra seu corpo firme. Funguei em meio ao meu choro silencioso, sentindo meu corpo tremer com a recém-descoberta, todos os choques entre nós tornando-se mais intenso, todo o sentimento invadindo-me com uma força inexplicável. Eu tentei fugir de tudo, tentei jogar as coisas que eu sentia para o fundo da minha mente, eu admitia, era medrosa demais para revelar tais coisas, mas eu só queria... não sei, tentar conservar tudo o que Edward e eu estávamos construindo. Eu era loucamente apaixonada por ele, isso não poderia restar dúvidas, mas eu acho que nós expressávamos isso por meio de olhares e gestos, palavras não eram realmente necessárias entre nós, e eu temia soltá-las e algo mudar. Era meio idiota, mas a insegurança cercava-me nestes momentos.
— Você não sabe o quanto é importante para mim, Edward. – Sussurrei chorosa contra sua pele, sentindo sua mão deslizar por minhas costas, tentando acalmar-me. – Você foi a pessoa que mudou toda a minha vida, fez-me acreditar em coisas que jamais tinha me permitido, e além do mais, mudou-me de um jeito inexplicável. –Confessei, respirando fundo. – No começo, eu odiava as coisas que você me fazia sentir, tinha um ódio mortal por todos os sentimentos que me invadiam quando eu pensava em você, ou quando nos encontrávamos. Eu pensava que mudar por alguém era completamente errado e ainda mais por alguém como você, eu temia e muito envolver-me com Edward Cullen, porque no fundo, eu sabia que eu já começava a sentir algo por você, tudo o que passava por mim, desde que te conheci, era forte demais e nunca consegui explicar para mim mesma o que era. – Afastei-me de seus braços, sentindo ele afrouxar seu aperto. Fiquei separada o suficiente para poder olhar em seu rosto, e então ergui uma mão, tocando seu queixo altamente atraente, deslizando meu dedo indicador pelo local, olhando diretamente nas orbes que tanto fascinavam-me. – Eu pensava te odiar, mas naquele jantar, eu vi o quanto estava enganando-me. Depois de você ter me confessado tantas coisas naquela noite, eu via que jamais tinha te odiado, o meu ódio era voltado por tudo o que você me fazia sentir, pois eu estava tão confusa quanto nunca estive. – Soltei um sorriso debochado, olhando para seu peito, puxando todo o meu ar. – Mas eu comecei a ver tudo em proporções diferentes, assim que te deixei entrar completamente em minha vida. – Voltei a olhá-lo, meus olhos embaçados outra vez. Funguei para evitar o choro, engolindo em seco, puxando o ar para ter coragem para confessar tudo o que Edward merecia saber. – Passamos por tanta coisa, Edward, e a cada obstáculo que enfrentamos, eu tinha um motivo a mais para te admirar. – Confessei. – A cada novo dia, eu via o homem incrível que era, sempre lutando pelas pessoas que amava, deixando sua felicidade em segundo plano. Mas eu comecei a ver, que mesmo que escondesse, você era feliz quando tinha as pessoas que importavam a sua volta. – Sorri fracamente, vendo o sorriso torto aparecer novamente em seus lábios, mandando vibrações por todo o meu corpo. – Nunca conheci uma pessoa mais incrível que você, Edward, e eu realmente não ligo para seu passado, tudo o que me importa é tê-lo comigo todos os dias de minha vida, porque eu jamais poderei explicar o quanto eu amo você. – A lágrima que eu tanto segurava caiu, fazendo-me sorrir por ser tão sensível, mas eu sentia-me tão leve por estar confessando o que a tanto tempo deixava-me guardado no fundo de meu coração. – Eu te amo, Edward Cullen, demais. – Sussurrei novamente e no segundo seguinte, ele agarrava-me outra vez, puxando-me fortemente para seus braços, colando seus lábios contra os meus.
Nosso beijo foi explosivo, a paixão impregnada em cada movimento de nossos lábios. Eu abraçava-o pelo pescoço, puxando o quanto podia para mais perto de mim, querendo senti-lo cada vez mais contra meu corpo. Podia sentir suas mãos deslizarem por minhas costas, parando firmemente em meu quadril, puxando-me fortemente contra si, grudando nossos corpos, virando-me e prendendo-me contra a mesa e ele. Eu podia sentir a intensidade fervorar em nós, estava ainda maior do que sempre foi, parecia que a revelação dos sentimentos tinha despertado algo em nós, fazendo-nos ser movidos pelo forte sentimento que nos ligava.
— Eu te amo. – Sussurrou novamente, separando nossos lábios. Encarei-o ofegante e Edward sorriu para mim, distribuindo curtos beijos por todo o meu rosto, fazendo-me sorrir por seu ato. – Te amo demais, Bella. Queria ter falado isso ontem, na hora dos parabéns. – Confessou, segurando meu rosto contra suas mãos. Assenti, lembrando-me da intensidade das palavras que ele soltava para mim, porém quando eu pensei que ele falaria alguma coisa, sua conversa pareceu mudar de foco. – Eu juro que queria ter confessado tudo isso em um momento deveras importante para nós e Andrew, mas infelizmente parece que tudo o que eu queria dizer ficou travado em minha garganta. – Bufou baixinho. – Mas, saiba que nunca desistirei de nós, pode ser que eu cometa outras burradas, como eu fiz ao esconder algo, só que sempre tenha em mente que eu quero fazer o melhor por você. – Deslizou seu dedo por meus lábios, sorrindo. – Obrigado por ter me aceitado, apesar de todas as coisas que descobriu sobre mim, isso fez toda a diferença.
— Eu nunca o julgaria por um passado, ainda mais porque você nunca teve culpa por tudo o que aqueles crápulas fizeram com você. – Apoiei-me em seus ombros, sorrindo em sua direção. – Sem contar que você é um homem deveras persistente, mesmo eu tentando fugir, você não me deixava. – Dei de ombros, fazendo-o rir. – O mérito é seu, você que não desistiu. – Inclinei-me, beijando rapidamente seus lábios. – Eu que tenho que agradecer-te. – Acariciei os fios cobres, olhando-o nos olhos. – Você deu-me uma nova perspectiva da vida, apresentou-me ao amor incondicional e ainda acrescentou-me em sua família, isso era o que eu precisava. – Sorrimos um para o outro e ele beijou-me demoradamente, fazendo-me suspirar contra seus lábios. – Eu te amo. – Sussurrei descolando nossas bocas, fechando meus olhos e encostando minha testa contra seu queixo.
Edward abraçou-me fortemente, apoiando sua cabeça contra meu pescoço, dando-me um beijo na pele. Sorri para seus movimentos e o apertei contra mim, sentindo meu coração bater fortemente em meu peito, dando-me mais esperanças que nosso futuro seria algo incrível, talvez ter Edward ao meu lado fosse tudo o que eu precisava. Ter o amor do homem da minha vida era meu suporte, a razão que eu precisava.
Pov Edward.
— Isso é incrivelmente incrível! – Andrew pulou animado ao meu lado, apertando mais sua mão contra a minha, enquanto caminhávamos juntos. Ouvi a risada deliciosa de Bella ao lado de Andrew, afinal ele estava em nosso meio, caminhando com suas mãos entrelaçadas nas nossas. – Eu adorei conhecer o Shopping com você, papai! – Ele sorriu abertamente para mim. – Tia Alice é compulsiva, só entra em lojas e mais lojas. – Revirou seus olhos claros. – É legal caminhar pelos lugares. – Deu de ombros e eu sorri para ele.
— Fico feliz que esteja gostando, campeão. – Pisquei em sua direção. – Foi a mamãe que teve a ideia de passearmos por aqui. – Olhei brevemente para Bella, respirando fundo ao ver seu rosto sorridente e uma piscadela para mim, meu coração batendo mais forte somente com aqueles gestos dela.
Deus, desde que tínhamos nos confessado em meu escritório, parecia que nosso vínculo entrelaçava-se com mais força, ricocheteando em meu corpo toda a intensidade de nossos sentimentos. Eu amava demais aquela mulher, de uma maneira que pensei que nunca amaria uma pessoa, porém Bella acabou com todos os muros que eu tinha construído em minha volta. Ela mostrou-me uma nova perspectiva para a felicidade e para o amor.
— Estava na hora de nos distrairmos. – Pisquei meus olhos, balançando a cabeça para sair de meus pensamentos e concentrar-me no que Bella estava dizendo. – O medo nem sempre precisa nos fazer querer desistir do que queremos. – Ela sorriu para mim e eu devolvi seu sorriso, entendendo a mensagem em suas palavras. Eu sempre temi sair junto com Andrew, mas o que eu faria agora? Aqueles malucos, que assustavam-me demais por estarem tão silenciosos, já sabiam da existência dele, não precisa mais ficar escondendo-o do mundo. E eu sempre protegeria Andrew, do que quer que fosse.
— Papai, sabe o que o tio Emmett contou-me hoje? – Abaixei meu rosto, elevando uma sobrancelha ao ver o enorme sorriso que Andrew tinha em seus lábios. Tinha um pouco de medo do que Emmett tinha falado para o garoto. – Eu fiz sete ontem, e ele falou que normalmente é nesta idade que as crianças começam a ir para a escola. – Se possível, sorriu mais, arrancando uma risada de mim. – Eu queria ir, papai, pensa que legal conhecer novas crianças. – Pulou enquanto andava.
— Emmett falou algo do tipo? – Viramo-nos para Bella, vendo-a encarar Andrew um pouco em choque. – Oh, Deus, será que seu irmão está bem, Edward? – Ergueu seus olhos para mim e eu ri. – Isso é surpreendente demais para ele. – Revirou seus bonitos olhos.
— Nem me fale. – Concordei com ela e em seguida voltei com minha atenção para Andrew, ele olhava de Bella para mim com curiosidade. – Seu tio está certo, campeão, é exatamente nesta idade que a vida escolar das crianças começa. – Expliquei para ele, sentindo uma dorzinha incômoda em meu peito. Poderia ser ridículo, mas desde sempre eu tinha Andrew comigo, ele não saia de meu lado, somente quando eu o deixava com Alice para ir trabalhar, mas eu sempre desistia na metade do turno, aquele menino era importante demais para mim, era um pouco complicado afastar-me dele. – Podemos pensar nisso. – Falei para Andrew, mesmo que eu tivesse uma ideia contrária. Eu não poderia negar aquilo para ele, mesmo porque já estava na hora de ele começar a estudar.
— Podemos ir comer alguma coisa? – A voz de Bella chamou-me a atenção. – Deixamos Andrew na parte de brinquedos e pedidos algo para jantarmos, assim ele não fica entediado enquanto espera. – Assenti para minha namorada, sorrindo fracamente para ela. Ela suspirou e parecia que Bella estava entendendo o que passava-se por minha mente, pois ela dirigia-me um olhar de compreensão e sorria amavelmente.
Ainda segurando na mão de Andrew e ouvindo-o tagarelar animadamente sobre o colégio, nós andamos até a praça de alimentação do shopping lotado. Tinha uma ala de brinquedoteca próximo, então fomos até lá para deixar nosso filho e um homem colocou uma pulseira em Andrew e outra no meu pulso e no de Bella, assim evitávamos de perder ele. Na pulseira dele tinha nossos nomes e um telefone celular, sem contar que era um verde fosforescente, e isso deixava-me um pouco mais calmo por deixa-lo sozinho.
Assim que ele começou a brincar na cama elástica, eu fui para o lado de Bella e abracei-a pela cintura, indo com ela até uma mesa próxima da brinquedoteca. Puxei uma cadeira para ela e em seguida sentei-me ao seu lado, vendo-a cuidar de todos os meus movimentos silenciosamente.
— Edward, você não precisa ficar assim. – Ela aproximou sua cadeira da minha, segurando em minha mão que estava sobre a mesa. – Andrew está certo em querer ir para a escola, já está na hora dele. – Assenti, respirando fundo. – Um dia ou outro, você sabia que isso aconteceria. – Olhou-me com uma sobrancelha arqueada.
— Eu sei que sim. – Entrelacei nossos dedos e sorri, beijando sua mão. – É só meio complicado pensar nisso, até dias atrás ele ainda era o menino que eu acabara de adotar, e agora já está com sete anos. – Suspirei pesadamente, deitando minha cabeça no ombro de Bella. – É estranho. – Confessei, sentindo sua mão deslizar por meu cabelo. – Ele está crescendo tão rápido. – Resmunguei e ela soltou uma risadinha, afastando meu rosto de seu ombro e dando-me um beijo na bochecha.
— É assim que funciona, Edward, não precisa ficar dessa maneira. – Apertou meu queixo, revirando seus olhos. Esse gesto. – Crianças sempre crescem mais rápido do que queremos. – Segurei em seu queixo e puxei-a para mim, colando minha boca na sua com urgência.
Merda, eu não sei o que acontecia comigo, mas ao vê-la rolar seus olhos para mim, parecia fazer um interruptor acionar dentro de mim, era como se ela desafiasse-me de alguma maneira. Talvez seja porque esse era o gesto que deixava-me maluco quando eu a conheci, pois ela sempre fazia isso quando eu dizia alguma coisa que parecia absurda em sua mente.
Abracei-a contra meu corpo e agarrei seu cabelo com uma mão, sugando seus lábios nos meus. Sentia Bella enrolar seus braços em meu pescoço e devolver meu beijo na mesma intensidade, suspirando contra meus lábios, mordiscando o superior em seguida.
— Você me deixa louco. – Disse ao separar nossas bocas. Ela respirou com dificuldade, abrindo seus olhos e encarando-me confusa. – Odeio que revire seus olhos. – Ela iria repetir o gesto, mas eu segurei seu queixo, beijando-a rapidamente. – É sério, Bella, você não faz ideia do quanto isso me deixa fora de mim. – Mordi seu lábio inferior, afastando-me dela depois.
— Hmm... é bom saber disso. – Olhou-me de maneira maliciosa e eu estreitei meus olhos em sua direção, vendo-a aproximar-se de mim, quase colando seus lábios nos meus. – Talvez... – Suspirou dramaticamente, pegando em minha gravata e brincando com ela em sua mão, olhando-me ao morder seus lábios. – ...eu faça isso quando estiver a sós com você. Sabe, eu posso ganhar uma punição. – Piscou de maneira maliciosa e eu grunhi, mas antes que eu tentasse agarrá-la, ela foi mais rápida e se afastou, ficando de pé. – Eu irei comprar lanches para nós. – Abriu um sorriso zombeteiro e caminhou para dentro da praça de alimentação, indo até uma das lanchonetes. Ela iria me pagar por isso.
Respirei fundo para tentar me acalmar e também para tirar imagens de Bella nua de minha mente. Esfreguei meu rosto suspirando e olhei para frente, vendo-a conversar com o atendente da lanchonete. Ao observá-la, engoli em seco ao lembrar-me de todas as suas mudanças. Confesso que eu amava o jeito que ela estava, sempre adorei vê-la confiante de si e tendo isso presente todos os dias, parecia cada vez melhor, só que eu não posso negar que isso voltava-me a loucura. Ela estava mudando drasticamente de uns tempos para cá, não parecia mais aquela garota enfezada e inocente que eu tinha conhecido, agora ela estava comportando-se como uma mulher fodidamente provocadora, de todas as formas possíveis. De alguma forma, eu adorava isso, mas era difícil resistir a uma Bella tão maliciosa, ainda mais quando eu era perdidamente louco por ela. Ela conseguia fazer estragos em minha mente.
— Papai! – Andrew gritou ao meu lado, pulando em seguida em meu colo. Assustei-me com sua repentina chegada e ele sorriu para mim, sentando-se confortavelmente. – Eu cansei de brincar. – Respondeu, dando de ombros quando eu o olhei com uma sobrancelha arqueada. – Cadê a mamãe? – Olhou para todos os lados, tentando buscar Bella.
— Ela foi fazer os pedidos de lanches para nós. – Ajeitei-o em meu colo, brincando com seu cabelo. – Eu pensei que você gostaria de conhecer novas crianças. – Olhei para a cama elástica, vendo alguns meninos e meninas brincarem lá, rindo com divertimento.
— E eu gosto. – Brincou com minha gravata. – Eu conversei com Eric, ele é um garoto bem legal. – Apontou discretamente para um menino moreno que agora caía na cama, bufando quando as outras crianças não deixavam de pular para ele ficar de pé. – Ele foi divertido comigo, falou que estuda em um colégio aqui perto, e então eu disse que também começaria a estudar. – Continuou a tagarelar, fazendo-me sorrir com sua animação. – Ele prometeu ser meu melhor amigo, se eu for para a mesma escola que ele. – Abriu um sorriso enorme, olhando-me.
— Provavelmente você vai, campeão. – Beijei sua testa. – Vai ser um pouco estranho não tê-lo o dia inteiro em casa. – Resmunguei, fazendo uma careta e arrancando uma risada divertida de Andrew.
— Eu sei que sim, papai, também vou sentir sua falta. – Olhou-me nos olhos. – Mas eu nunca vou deixar de te amar, só porque vou para a escola. – Piscou inocentemente para mim e eu suspirei abraçando-o, fechando meus olhos ao senti-lo abraçar com força. Esse menino tinha uma lógica incrível. – Você sempre está em meu coração, pai. – Falou abafado por estar com o rosto contra meu peito. Suspirei assentindo, acariciando suas costas.
— Assim como você está no meu, campeão. – Beijei os fios de seu cabelo. – Só estou sendo um pai, preocupando-me por você ficar longe. – Afastei-me e pisquei para ele. Andrew sorriu.
— Eu vou ser um aluno exemplar, vou dar orgulho para você e para a mamãe. – Sorri para ele, assentindo ao beliscar devagar seu queixo.
— Eu sei que vai, Andrew, você é incrível com as coisas. – Ele assentiu animado e uma aproximação chamou a nossa atenção. Bella sorriu para nós dois e colocou a bandeja com hambúrgueres sobre a mesa, colocando outra com copos ao lado, fazendo-me arquear uma sobrancelha para ela. – Você trouxe isso tudo sozinha?
— Eu fiz um esforço. – Deu de ombros, sentando em seu lugar antigo. – Ei, amor, por que não está brincando? – Andrew riu animado e pulou para o colo da mãe, fazendo-a rir.
— Eu cansei. – Inclinou-se para a mesa e gritou animado ao pegar um copo com suco de limão. – É meu sabor preferido! – Segurou o canudinho, sugando o suco. Bella olhou para mim e sorriu, colocando meu copo em minha frente, assim como o meu lanche.
— Não é algo saudável, mas uma vez só não fará mal. – Explicou-se por causa dos hamburguês. Inclinei-me e beijei rapidamente sua boca, fazendo-a sorrir mais. – Você não ficou afetado por causa de minhas palavras, não é, querido? – O brilho malicioso voltou em seus olhos e eu bufei, dando uma olhada para Andrew. Ao vê-lo entretido com sua comida, levei minha boca até o ouvido da minha namorada e mordisquei o lóbulo.
— Mais tarde você vai me pagar. – Beijei sua orelha e ela suspirou alto, fazendo-me sorrir malicioso. – Te afetei, querida? – Brinquei. Antes que Bella me respondesse, senti meu celular vibrar no bolso de meu terno.
Afastei-me da minha namorada e franzi o cenho ao pegar o aparelho telefônico ao ver Emmett ligando-me. Ele tinha se encontrado poucas horas atrás comigo e com Bella, para deixar Andrew em nossos cuidados, era estranho que ele estivesse ligando-me agora. Deslizei meu dedo sobre a tela e levei o celular até o ouvido.
— Emmett? – Chamei-o confuso e vi Bella virar-se para mim com suas sobrancelhas franzidas. Dei de ombros e esperei meu irmão responder-me, mas o silêncio continuava por longos segundos. Engoli em seco e fechei meus olhos por alguns instantes, sentindo meu coração apertar-se em meu peito. – Emmett, responda-me logo! – Mandei, podendo sentir minha respiração ficar desregulada. Algo parecia estar errado e de alguma forma eu estava sentindo isso.
— Ei, Edward. — Engoli com força, ouvindo sua voz soar fraca e meio trêmula. Agarrei meu cabelo com minha mão vazia, sentindo meu mundo rodar com força. Oh, não, nada de ruim poderia estar acontecendo agora. — Mais cedo, quando deixei meu sobrinho com vocês, eu fui para a casa de Rosalie. Neste meio tempo, a mãe ligou-me e me informou que sairia com Alice, ela já estava adorando-a e conseguia sentir que estava ganhando mais uma filha. — Ofeguei ao sentir uma certa dor em suas palavras. Apertei a ponte de meu nariz e senti meus olhos lacrimejarem-se, nada estava certo, eu sentia. — Papai ligou-me há poucos minutos. — Fungou e eu fechei meus olhos com força, a dor sendo presente com uma potência assustadora. — Elas foram sequestradas, Edward.
“Continua...”
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