Never It's Late.
22 A intensidade das coisas.
Notas iniciais
A intensidade das coisas.
Pov Bella.
— ...Edward é filho de vocês.
A minha voz não saiu mais do que um sussurro, mas pude ver no olhar de Esme e de Carlisle que ambos tinham compreendido perfeitamente minhas palavras, apesar de parecerem incrédulos com a recente revelação. Engoli em seco olhando-os, cruzei meus braços e puxei meu ar com força para os pulmões, tentando acalmar meu coração que estava mais do que errático, até assustando-me com toda sua intensidade, os sentimentos invadindo-me cada vez mais fortes. Continuei com minha atenção voltada para eles e vi a ruiva arregalar seus bonitos olhos tão verdes quanto os do filho, abrindo sua boca em busca de ar, o corpo caindo com força para trás, fazendo-a sentar-se novamente no sofá que antes acompanhava-me. Sua mão direita foi para seu peito e vi Carlisle sentar-se rapidamente do lado dela olhando preocupado para sua esposa, a mesma que encarava-me apavorada, tantas coisas passando em seu olhar, as emoções transparecendo-se no brilho das orbes claras.
Voltei a aproximar-me deles e ajoelhei-me na frente de Esme, puxando suas duas mãos para mim, apertando suas palmas contra as minhas, olhando diretamente em seus olhos, vendo-a acompanhar todos os meus movimentos. Pisquei meus olhos para afugentar as lágrimas teimosas, mas via que Esme nem tentava controlar-se, seu choro, mesmo que silencioso, estava presente diretamente, as lágrimas escorrendo por seu rosto sem parar, entretanto sentia que dessa vez o choro dela não era algo angustiado.
— Eu sei que parece tudo tão estranho e complicado. – Minha voz rouca soou, chamando a atenção deles. Esme piscava diversas vezes e fungava, ainda parecia incrédula demais com as coisas que lhe disse. Carlisle tentava ser mais forte, pois eu o via acariciando as costas da mulher, tentando de alguma forma lhe passar confiança e calma, mas era somente olhar nos seus intensos olhos azuis que dava para perceber o quão abalado ele encontrava-se. Por um momento senti-me mal por abalá-los tanto, porém sei que tudo valeria à pena, tanto para o homem que deu-me tudo o que jamais pensei querer, quanto para o casal em minha frente, todos os três precisavam de sua vida completa outra vez. Cada um passou uma dor diferente, todavia a dor deles foi enorme por quase 30 anos, estava na hora da vida deles mudar e a felicidade reinar com eles, o passado não poderia ser mudado, mas o futuro só nós poderíamos moldar, baseado em nosso presente. – Foi tanto tempo. – Voltei a falar, engolindo em seco. – Mas eu digo do fundo do meu coração, sei muito bem tudo o que sofreram. – Estiquei uma mão e sequei o rosto de Esme, dando-lhe um mínimo sorriso. – Está na hora disso mudar, não acham? – Dirigi meu olhar dela para seu marido e Carlisle engoliu em seco, respirando com dificuldade.
— Eu não sei o que te dizer, Bella. – Sua voz parecia fraca, tamanha era sua força para segurar-se. – Nosso filho está vivo. – Fungou e juntamente com isso, a grossa lágrima caiu de seu olhar direito, enquanto ele movia a cabeça parecendo perdido. – Você está certa, passou-se tanto tempo e isso tudo parece muito inacreditável. – Beijou o cabelo da esposa e colocou-se de pé, caminhando até mim e segurando em minhas mãos, fazendo-me levantar. – Eu deverei sempre minha vida a você, Bella, só por estar trazendo essa informação para nós. – Puxou-me com força para seus braços e eu fechei meus olhos, aceitando abraça-lo e passando meus braços ao seu redor, suspirando alto. – Obrigado, querida, obrigado por dar-nos uma nova esperança. – Senti-o puxar com força sua respiração. – Esme e eu passamos todos esses anos amargurados pela perda tão terrível de nosso filho mais novo, nunca soubemos exatamente o que tinha acontecido com ele, e então todas as noites chorávamos por ter perdido aquele que só traria mais felicidade para nossa família. E agora, quase trinta anos mais tarde, você aparece e tira-nos de toda a escuridão que cerca-nos. – Beijou meu cabelo. – Obrigado, muito obrigado, Bella.
— Você não precisa agradecer-me, Carlisle. – Separei-me de seu abraço e sorri para ele, suspirando. – Eu só quero ajudar Edward e vocês, só quero tirar toda essa dor que sei que estão sentindo há tanto tempo. – Virei-me para a mulher que continuava sentada e nos observando, parecendo aparentemente mais calma que antes. Então segurei sua mão e puxei-a para ficar de pé ao nosso lado, dirigindo-lhe um sorriso. – Posso ver nos olhos de ambos que merecem essa nova chance, merecem, mais do que ninguém, ter suas vidas completas. – A mulher sorriu chorosa para mim e aproximou-se o bastante para abraçar-me com força, fungando contra meu ombro.
— Sempre iremos agradecê-la, Bella. – Apertei-a contra mim. – E também preciso agradecer por estar cuidando de nosso filho, no fundo do meu coração sinto que você surgiu para ajuda-lo, para ajudar a todos nós. – Afastou-se o suficiente para olhar em meu rosto, tocando minha bochecha delicadamente e sorrindo para mim. – Você é uma mulher incrível e... – A fala sumiu completamente e seus bonitos olhos voltaram-se a arregalar-se, olhando-me entre curiosa e completamente assustada. – Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! – Ela deu um passo para trás, abanando-se, respirando com dificuldade. Olhei confusa para Carlisle e ele caminhou até sua esposa, segurando-lhe o rosto e olhando em seus olhos. – Carlisle! – Jogou-se nos braços dele, respirando fundo.
— Calma, amor, fique tranquila. – Suspirou, sua mão deslizando nas costas dela. – Conte-me por que está dessa maneira, parece tão apavorada, mas eu a vejo feliz também. – Franzi meu cenho olhando-os, ele parecia conhece-la tão perfeitamente. Eu só tinha percebido o seu estado assustado, mas Carlisle já via algo além disso, parecia uma relação tão linda a que eles constituíam. – Diga-me, amor. – Separou-se para olhá-la nos olhos.
— Nós já somos avós. – Sussurrou e eu inclinei-me para ver seu rosto, soltando um suspiro de alívio ao ver o quanto seus olhos brilhavam, assim como um lindo sorriso moldava-se em seus lábios. – Aquele menino fascinante é nosso neto! – Falou lentamente, como se fosse uma maneira daquilo entrar em seu cérebro. A todo instante ela sorria com adoração e foi impossível eu não sorrir de volta para isso, vendo a alegria enchendo-a de uma maneira incrível. – Oh, céus, minha família está reconstruindo-se da maneira mais perfeita que poderia existir. – Secou a lágrima que deslizava e olhou em minha direção, sorrindo lindamente. – Desculpe-me por ser tão chorona, eu... eu só não consigo acreditar em tudo isso. – Eu ri e neguei com a cabeça, indo outra vez para perto deles.
— Eu entendo completamente, não preocupe-se, Esme. – Carlisle abraçou-a pela cintura e eu olhei para eles, tomando uma longa respiração. – Sei que muita confusão ainda está na mente de ambos, afinal sabem que Andrew não é meu filho verdadeiro, devem estar perguntando-se de quem é. – Eles assentiram, confirmando minhas suspeitas. – Existe muita coisa envolvida nessa estória toda, é maior do que vocês sequer imaginam, mas tudo isso, somente Edward poderá responder para vocês, é a história de vida dele e até hoje não é completamente superada. – Suspirei longamente, pegando uma mão de cada um, apertando-as e olhando no fundo dos olhos deles. – Coisas terríveis ocorreram. – Meus olhos lacrimejaram-se ao lembrar-me de tudo, mas tentei jogar isso para o fundo de minha mente e concentrar-me. – Contudo, será Edward que falará sobre tudo isso com vocês, afinal, é a estória dele que terá que ser contada. – Respirei fundo e tornei a sorrir para eles. – Tudo pode ser difícil demais, só que saibam que as coisas somente irão ajeitar-se a partir de agora. Eu ajudarei para que isso aconteça.
— Não temos dúvidas quanto a isto, Bella. – Carlisle sorriu, apertando minha mão. – Mas agora nós temos que pedir o que mais precisamos no momento: Leve-nos para conhecer o nosso filho.
— Não exista outra coisa que queremos mais do que isso, Bella. – Dessa vez olhei para Esme, ela sorria calorosa para mim, porém mais uma vez durante aquela conversa pude ver seus olhos encherem-se de lágrimas. Meu coração continuava a bater descompassadamente, mas a cada vez que olhava em seus olhos, assim como os de Edward, suas orbes transmitiam-me toda a confiança que eu precisava, um carinho que jamais poderia compreender. Estremeci com toda sua intensidade, olhando atentamente para ela. – Nada nos importa agora, querida, nenhum passado obscuro ou todas as dores que passamos, foram sufocantes, confesso, entretanto conhecer o nosso filho é o que desejamos agora. Não vamos nos importar com tudo o que passamos, o momento é de felicidade, redescoberta. – Sorri para ela, assentindo em compreensão. Dei uma olhada para seu marido e ele sorria amorosamente para a esposa. Abaixei meus olhos por um momento, voltando a olhar para a mulher bonita quando sua voz voltou a soar. – Temos muito o que conversar e temos muitas coisas para resolvermos, mas a única coisa importante é conhecer-nos. – Engoliu em seco. – Eu só quero meu filho de volta, quero Edward sabendo que sua família existe e que ele não precisa mais sofrer por nada, estaremos ao seu lado para qualquer coisa. E então eu repito as palavras de meu marido, querida: Leve-nos para conhecer o nosso filho, o nosso Edward.
Pov Edward.
Rolei os olhos ao ver Andrew pular animado em cima de uma cadeira, a caixa cheia de Lego estava na sua mão e mais uma vez ele montava o seu grande castelo. Meu filho ria com toda a sua energia, parecendo compenetrando nas coisas que fazia, eu tentei ajuda-lo, mas segundo ele, eu o distraia demais e acabaria fazendo-o quebrar seu maravilhoso castelo e isso definitivamente não estava em seus planos. Como não restou-me nada, acabei sentando no sofá próximo à ele, cuidando de cada movimento seu, porque meu coração já estava quase em minha boca de tanto que ele pulava naquela cadeira, fazendo-a mover-se com sua agitação.
— Filho, cuidado! – Sobressaltei-me quando a cadeira tombou um pouco para o lado, ficando de pé no mesmo instante. Os pés do móvel voltaram a ficar completamente no chão e eu respirei profundamente, minha mão indo até minha testa enquanto eu tentava me acalmar. Andrew gargalhou e olhou-me sorridente, dando de ombros, os olhos claros brilhando em diversão.
— Estou perfeitamente ótimo, papai. – Piscou em minha direção, sorrindo e voltando a concentrar-se em suas peças de Lego. Engoli em seco com o susto e caminhei para a poltrona mais perto dele, sentando-me nela enquanto vigiava sua arte, meus olhos acompanhando todos os seus movimentos. Por Deus, Andrew ainda matara-me de susto.
Meu celular começou a vibrar no bolso de minha calça e eu suspirei ao puxar o aparelho, franzindo o cenho ao ver o número de Daniel piscar na tela. Deslizei para atender a chamada e levei o celular até meu ouvido.
— Daniel? – Chamei-o confuso, ouvindo um longo suspiro do outro lado.
— Sr. Cullen, como pediu-me para fazer diariamente, estou seguindo os passos da Srta. Bella, para a proteção dela. — Olhei mais uma vez para Andrew e ao vê-lo brincar animado, levantei de meu lugar e caminhei até o hall de entrada.
— Eu sei disso, Daniel, mas por que acho que tem alguma coisa errada? – Perguntei, respirando fundo e passando os dedos por meu cabelo, fechando os olhos por alguns segundos. – Fale de uma vez! – Grunhi, sentindo medo de algo ter acontecido com Bella, minha respiração até começava acelerar-se. – Você normalmente não me ligaria, se algo importante não estivesse acontecendo. – Suspirei.
— Certamente que não, Sr. — Ouvi-o respirar fundo. — É que foi dito-me que ela seguiria para a casa de Rosalie, ambas resolveriam alguma coisa da faculdade de sua namorada, não era isso? — Franzi o cenho, concordando. — Por isso o liguei, Sr. Cullen, eu estranhei quando o táxi tomou caminhos desconhecidos por mim, mas continuei seguindo conforme suas ordens e até agora, depois de quase duas horas, a Senhorita Bella está dentro de uma casa aqui no Brooklyn.
— Brooklyn? – Praticamente gritei, começando a andar de um lado para o outro, bufando porque ela tinha mentindo para mim. Sério mesmo que ela foi para um lugar completamente estranho? Que diabos ela fazia em um lugar tão distante? – Algum sinal de Rosalie com ela?
— Não, Senhor. Ela chegou sozinha e até agora não saiu da casa, ninguém chegou após sua namorada, bem... só um homem loiro.
— Como assim um homem loiro? – Guinchei, porém antes de Daniel respondesse-me, vi um pequeno garoto sair saltitante da sala de estar, sorrindo conforme caminhava até mim. – Só um momento, Daniel. – Pedi para o meu segurança e olhei atentamente para meu filho, tentando parecer calmo para ele, abrindo um pequeno sorriso em sua direção, por mais que a raiva estivesse começando a borbulhar dentro de mim. Em que porra Bella meteu-se? – Diga-me, campeão. – Agachei-me em frente ao meu filho, remexendo em seu cabelo.
— O telefone do papai começou a tocar. – Estendeu-me o meu segundo celular, o que era mais pessoal, o que eu segurava no momento somente meus seguranças tinham o número, era mais fácil para que nos comunicássemos. Peguei o aparelho da mão de Andrew e arqueei uma sobrancelha para o aparelho telefônico, assim que vi o número de minha namorada aparecer na tela. – Papai, eu posso ir até meu quarto buscar mais Lego? Está faltando para terminar minhas torres incríveis! – Andrew bateu palmas exultante e beijei sua testa, sorrindo para ele.
— Vá divertir-se, campeão. – Ele abraçou-me rapidamente, suspirando alto.
— Fico feliz que você está melhor, pai. – Passei meus dedos entre os fios loiros, beijando seu cabelo. Ele separou-se de mim e dirigiu-me um bonito sorriso. – O senhor tem que estar incrível para minha festa, já é semana que vem! – Abriu os braços com alegria e eu ri assentindo, dando outro beijo em sua testa.
— Eu já estou perfeitamente perfeito. – Pisquei em sua direção. – Agora vá brincar, sim? – Ele assentiu alegre e correu em direção as escadas. – Não corra, Andrew! – O repreendi e o vi respirar fundo e subir degrau por degrau devagar, fazendo-me respirar mais aliviado. Voltei com minha atenção para o telefone que falava com Daniel. – Vou desligar, qualquer coisa eu retorno à ligação.
— Estarei aguardando, Sr. E se eu tiver qualquer novidade, ligarei de volta também.
— Tudo bem, obrigado por manter-me informado. – Daniel despediu-se e eu semicerrei meus olhos para o celular que vibrava em minha mão. – Bella, Bella, o que você está aprontando? – Grunhi para o aparelho e em seguida atendi a chamada.
— Edward! — Suspirou e eu respirei fundo, odiava ficar zangado com ela, mas por que diabos ela mentiu para mim? — Estou ligando tem um tempo, está ocupado? — Questionou confusa e eu esfreguei meu rosto, respirando fundo duas vezes seguidas.
— Estou em casa, como pediu-me. – Debochei. – Diga-me, precisa de algo ou ainda está ocupada na Faculdade? – Cruzei meus braços e a ouvi respirar fundo, ficando em silêncio por alguns segundos. Bella era fácil de decifrar, se Daniel não tivesse me contado o que estava acontecendo, eu descobria somente por sua falta de palavras no momento. – Então? – Chamei-a, esperando por alguma resposta.
— Hmm... estamos voltando para a casa de Rosalie no momento. — Merda, por que ela estava enganando-me assim? O que Bella escondia? Senti meu coração apertar e engoli em seco, cerrando os olhos por um momento. – Você parece estranho, Edward, está tudo bem?— Sua voz soou preocupada. — Aconteceu alguma coisa com você? Com Andrew? Oh, Deus, não diga-me que... – Atropelou-se em suas palavras e eu pigarreei, interrompendo-a.
— Estamos bem, fique tranquila. – Caminhei até o balcão da cozinha e deixei o celular que antes eu falava com Daniel ali, sentando em um banco. – Demorará muito ainda, Bella? – Cocei minha nuca, sentindo-me cansado com tudo o que ocorria em minha volta, e meu peito apertava-se por Bella mentir para mim justamente agora. Esse era o momento que eu precisava dela em todas as circunstâncias, e sendo completamente sincera comigo.
— Em meia hora estarei em casa, só passaremos na casa de Rosalie. — Ouvi-a suspirar auditivamente. – Se estiver acontecendo alguma coisa, sabe que pode contar-me, querido, não deixe-me nas escuras. Eu me preocupo com você, ainda mais nesse momento crucial, conte comigo, sim? — Senti a sinceridade em suas palavras e isso voltava-me a loucura, em um momento ela mentia e agora falavam palavras que penetravam em meu coração. Como essa mulher conseguia ser ainda mais confusa? — Edward? — Deitei minha cabeça na bancada.
— Obrigado por preocupar-se, Bella, porém tudo está na mesma desde que saiu daqui. – Ela murmurou um “ok”. – Por que queria me contatar com urgência? – Mudei de assunto, sentindo-me também mal por estar sendo distante com ela, mas isso ainda era eu sendo controlado, porque também estava sentindo raiva por causa da mentira, mas eu sabia que tinha que controlar-me com ela, Bella não mereceria minha grosseria, mesmo mentindo descaradamente para mim.
— Só queria falar com você. — Suspirou. — Eu conversarei mais tarde com você, prometo. — Isso era ela admitindo que estava escondendo algo? – Hmm... não deu tempo para passar em minha casa, mas irei pegar alguma roupa de Rosalie para passar a noite aí.— Bella pareceu interromper-se e pigarreou. – Você ainda quer que eu passe a noite, não é?— Perguntou insegura e apesar de estar bravo, soltei uma risada, revirando os olhos para mim mesmo.
— Claro que sim, não seja absurda, Bella, nada mudou. – Aspirei o ar, vendo que eu também parecia hipócrita, afinal, eu também menti para minha namorada, eu estava escondendo sobre a aquisição dos 50% da loja em que ela trabalhava. Era omissão, mas também tornava-se uma mentira. Ainda mais que eu já estava em total domínio da minha porcentagem, já havia recebido uma mensagem de Jenks e ele confirmava-me que Angela estava fora do país e a transferência da loja já estava em meu nome. – Ah, devo alertá-la que terá que deparar-se com um castelo enorme de Lego. – Distraí meus pensamentos e também suas preocupações, eu sei que Bella era uma pessoa boa, mesmo que mentisse, explicara-me o porquê. Era estranho, mas eu sentia que podia confiar minha vida nela.
— Oh, já estou até imaginando.— Riu alegremente e senti-me melhor ao ouvir esse som. – Que altura?— Perguntou interessada e eu dei uma olhada para a sala, inclinando-me para ver a obra de Andrew, encontrando o garoto novamente sobre a cadeira, montando suas peças.
— Bem alto. – Revirei meus olhos ao ver meu filho sorrir com sua obra, colocando cada peça em um lugar certo. – E ele está sobre uma cadeira, isso tira-me a respiração. – Resmunguei contrariado, meus olhos seguindo os passos de Andrew, vendo-o ficar na ponta dos pés, tirando uma peça do alto e recolocando-a em outro lugar. – Nada bom. – Balancei a cabeça e outra risada de Bella sucedeu-se.
— Ele vai ficar bem, querido.— Sua voz já tinha um tom mais alegre. – Eu vou desligar agora, mas lembre-se: Meia hora. – Assenti para mim mesmo, meus olhos buscando o relógio que tinha na parede da cozinha.
— Estarei aguardando.
— Beijo.
Despedi-me dela e desliguei a chamada, colocando o celular no balcão. Meus dedos batucando o tampo de gratino da bancada, enquanto eu respirava fundo. Peguei o celular de antes e disquei rapidamente o número de Daniel, aguardando ele atender.
— Sr. Cullen. — Cumprimentou-me.
— Bella está indo para casa de Rosalie? – Questionei angustiado.
— O táxi estacionou agora mesmo na casa da amiga dela. — Respirei mais aliviado, Bella nunca mentiria inteiramente para mim. Alguma coisa ela estava aprontando, e mesmo que eu odiasse mentiras e ficava raivoso com isso, aguardaria ela contar-me o que estava acontecendo com ela.
— Ótimo, obrigado Daniel. Qualquer coisa, só ligar-me.
— Claro, Sr. Cullen, estou às ordens.
Descansei o celular sobre o balcão novamente e respirei fundo. Passei os dedos por meu cabelo, pensando no porquê Bella mentir para mim. Odiava o fato de ela ter ido até o Brooklyn, era um bairro deveras perigoso, porém esse não era o motivo da minha raiva, o que deixava-me com fúria era ela ter dito-me que tinha ido para outro lugar, isso estava queimando-me por dentro. Mas era como eu tinha dito: Deixaria ela explicar-me, porque tinha certeza que ela queria fazer isso, pois motivos para mentir ela deveria ter, Bella não faria isso por mera coisa, disso eu tinha certeza.
Ouvi um estrondo e em seguida, um grito sucedeu-se. Levantei rapidamente de meu lugar e corri imediatamente em direção a sala, fazendo uma careta quando vi Andrew caído sobre seu castelo de Lego completamente destruído. Caminhei entre as peças e agachei-me ao seu lado, acariciando os fios de seu cabelo ao ver seus olhos fechados e uma careta de dor formando-se em seu rosto.
— Machucou-se, campeão? – Tirei algumas peças que estava sobre seu corpo e puxei-o para meus braços, levantando-me com ele, ajeitando-o contra meu peito. Arqueei uma sobrancelha em direção a Andrew e sentei-me com ele na poltrona, fazendo-o abrir os olhos, olhando-me de modo consternado. – Andrew, diga alguma coisa para o papai. – Afastei os fios de cabelo de sua testa, respirando fundo. – Alguma peça feriu-o?
— Estou chateado. – Bufou ao cruzar seus braços.
— E você não deveria estar sentindo dor? – Perguntei completamente confuso. – Você caiu da cadeira sobre seu castelo! – Falei o óbvio e ele revirou seus olhos.
— Eu sei disso, pai, mas olha só o estrago! – Meu coração já começou a bater descompassadamente e olhei preocupado para o seu corpo, afastando a manga de seu casaco e procurando por possíveis machucados. Fiz a mesma coisa em suas pernas e em seguida olhei atentamente para seu rosto, porém nenhum arranhão foi detectado por mim. Andrew gargalhou e sentou-se em meu colo, fazendo-me franzir o cenho em sua direção. – Eu estou otimamente ótimo, pai. – Ri e revirei meus olhos para seu jeito de falar. – Eu disse aquele estrago. – Apontou para as milhares de peças de Lego caídas pela sala e eu bufei.
— Eu morrendo de preocupação que você tinha se machucado e você está consternado com seu castelo destruído? — Questionei contrariado e ele riu, abraçando-me e deitando sua cabeça em meu ombro.
— Fico feliz e muitão quando você se preocupa comigo, papai. – Beijou meu rosto e eu sorri para ele, tirando a franja de seus olhos. – Mas eu queria preparar um castelo bonitão para você e para a mamãe, mas foi tudo por água à baixo. – Bufou olhando a destruição e eu gargalhei.
— Vamos, campeão, eu vou te ajudar a organizar até sua mãe chegar. – Dei tapas leves em sua perna e ele pulou para o chão animado, pulando alegremente em seu lugar. Rolei meus olhos para a imperatividade, nem parecia que o garoto tinha caído da cadeira, eu realmente não sabia de onde vinha tanta agitação. – Bella chega em meia hora, temos que agilizar. – Andrew gargalhou e bateu palmas, correndo em seguida até os Lego, separando as cores como havia feito mais cedo.
E lá vamos nós mais uma vez.
[...]
— Ah, isso é muito mais divertido do que ficar sobre a cadeira. – Andrew riu animado, e eu balancei a cabeça, entregando-lhe mais peças para que colocasse no topo do castelo.
O garoto divertia-se enquanto estava sentado sobre meus ombros, fazendo-me andar para todos os lados, como se estivesse supervisionando sua obra, querendo olhar de todos os ângulos. Mas eu neguei-me a deixa-lo subir na maldita cadeira novamente, preferia tê-lo sobre meus ombros, assim eu tinha 100% de certeza que ele estaria seguro.
— Ainda bem que está finalizando, já passou-se meia hora, sua mãe logo estará aí. – Avisei-o, dando-lhe as últimas peças.
— Está tudo ótimo, papai. – Olhei para cima e o vi sorrir animado para mim. – Na verdade, acho que terminei. – Inclinou-se e colocou uma última parte, finalizando a torre. Não sei como Andrew conseguia, mas o castelo está praticamente de minha altura.
Ambos olhamos em direção ao elevador, assim que ouvimos o barulho da caixa metálica parando no andar.
— Timing perfeito, campeão. – Belisquei sua perna e ele gargalhou com vontade, apoiando as mãos em meu cabelo, brincando com os fios. Deixei-o divertir-se e caminhei com ele em direção ao elevador, esperando ansiosamente para ver minha Bella novamente, precisava mesmo conversar com ela.
As portas abriram-se lentamente e minha sobrancelha arqueou-se quando, ao invés de encontrar somente minha morena, vi mais três integrantes junto com ela. Rosalie estava abraçada com Emmett, e um casal desconhecido estava atrás dos dois, abraçados da mesma maneira. Olhei em busca de respostas para a minha namorada e ela respirou fundo, sorrindo como se estivesse desculpando-se.
— Precisamos de uma longa conversa. – Comentou, franzindo o cenho quando uma risada chamou-lhe a atenção. Ela sorriu ao ver o pequeno arteiro sobre meus ombros, caminhando até estar próxima de nós. – Olá, pequeno, divertindo-se?
— Ah, mamãe, você nem faz ideia! – Riu animado, batendo em minha cabeça. No momento não liguei muito, meus olhos acompanhavam os movimentos do estranho casal que entrava no apartamento, ambos olhando-me atentamente, meu coração começando a bater erraticamente enquanto meus olhos não desprendiam-se deles.
Estremeci olhando-os, fechando meus olhos por alguns instantes para tentar achar alguma concentração dentro de mim, parecia que algo em minha volta estava girando, e depressa. Senti minha mão sendo pega e olhei na direção da Bella, vendo-a sorrir lindamente para mim, como se transmitisse-me alguma força. Apertei seus dedos e respirei fundo, tentando voltar em mim, sentindo minha cabeça começar a doer com o ímpeto de sensações que começavam a preencher-me.
— Eu ficarei com o garotão aqui. – Rosalie parou perto de nós, sorrindo. Assenti para ela e ajudei Andrew descer, colocando-o no chão, sorrindo para meu filho e bagunçando-lhe o cabelo, tentando distraí-lo do ambiente estranho que formava-se. – Então, Andrew, eu adoraria que você mostrasse-me seu quarto, Bella disse-me que é cheio de personagens. – Piscou discretamente para a amiga e vi a morena assentir, seus olhos castanhos voltando-se para mim em seguida. Algo diferente brilhava nas orbes achocolatadas e eu precisava descobrir o que era, imediatamente.
— Claro, tia, vou adorar muitão também! – Andrew voltou a pular em seu lugar, sorrindo ao acenar para todos que estavam no apartamento. – Oi, tio Emmett, Esme, Carlisle. – Sorriu para cada, movendo sua mão em um aceno animado. – Eu vou conversar com vocês depois, agora tia Rose quer ver meu quarto e eu preciso atender o pedido dela, é o mais importante! – Sorriu enormemente para a Loira e ela olhou encantada para o menino, segurando a mão que ele estendia para ela. – Vamos, tia! – Puxou-a em direção das escadas e eu os acompanhei com meu olhar, encarando-se até vê-los saírem de minha vista.
— Eu preciso de muitas explicações. – Falei olhando em direção da minha namorada, caminhando até poder abraça-la pela cintura. Olhei em volta e assenti para Emmett, ganhando um pequeno sorriso em minha direção, mas uma respiração profunda chamou minha atenção e outra vez meu olhar recaiu sobre o casal afastado, meu coração batendo com força quando meus olhos encontraram-se com os da mulher que parecia abatida, mas mesmo assim, tinha um sorriso pequeno em seus lábios. – Bella? – Chamei-a angustiado, os sentimentos estavam sendo avassaladores e começavam a me deixar apavorado com a intensidade.
— Eu vou conversar com você e com Emmett. Esme, Carlisle e eu vamos, e iremos explicar tudo. – Ficou na ponta dos pés e deixou um rápido beijo em meus lábios. Meus olhos dirigiram-se para Emmett e ele deu de ombros, respirando fundo.
— Eu realmente queria saber o que está acontecendo, cara, mas estou tão perdido quando você. – Engoliu em seco. – E por que você foi buscar meus pais, Bella? – Questionou confuso.
— Podemos ir até seu escritório? – Bella virou-se para mim e eu suspirei assentindo. – Lá vamos explicar tudo detalhadamente. – Ela pegou em minha mão, entrelaçando nossos dedos e apertando-os juntos, fazendo-me olhá-la completamente confuso. – Eu sei que pode tudo parecer estranho agora, Edward, mas prometo que será tudo melhor depois. – Sorriu e eu engoli com dificuldade, o pavor correndo-me, assim como os sentimentos desconhecidos, tudo isso estava deixando-me estarrecido.
— Vamos lá. – Pigarreei, notando minha voz rouca. Apertando meus dedos com força contra os de Bella e comecei a caminhar com ela ao meu lado, os passos de Emmett e de Esme e Carlisle vinham em seguida, seguindo-nos.
Fui em direção ao escritório e empurrei a porta, entrando no cômodo e apertando o interruptor. Fui diretamente para a poltrona que estava próxima de um sofá de três lugares, sentando-me e puxando Bella para meu colo, já estava assustado com tudo o que estava acontecendo em minha volta, então o que eu mais precisava era ter a minha namorada o mais próximo possível. Emmett deixou os pais entrarem na sala e assim que o mesmo entrou no cômodo, fechou a porta e caminhou até o sofá onde Esme e Carlisle estavam sentados, sentando-se ao lado de sua mãe, pegando a mão dela e apertando-a, olhando confuso em sua direção.
Estranhamente meus olhos seguiram cada gesto deles, meu peito apertando-se com... porra, eu não sabia com o que! Estava mais perdido do que qualquer coisa, algo estava me atraindo para aquele casal, mas nada fazia sentido em minha mente, e a todo instante sentimentos assolavam-me, alguns pareciam bons, outros ruins, porém toda a intensidade dava-me medo, era apavorante o que poderia suceder-se a isso.
Meus olhos buscaram os de Bella, parecia que o pavor era transmitido em meu olhar, porque ela encostou sua testa na minha e com a mão livre acariciou meu rosto, respirando com força, seu hálito batendo em meu rosto. Fechei meus olhos e senti seus lábios tocarem os meus em um beijo rápido, e quanto ela afastou-se, sorriu um pouco em minha direção, seus dedos correndo por meu queixo.
— Você vai compreender tudo. – Sussurrou. – Parece que eu estou sentindo seu pavor daqui. – Respirou fundo. – Sei o quão confuso pode ser, mas deixe-os falar, sim? Tudo vai melhorar, eu te garanto isso. – Apertei nossos dedos juntos e engoli em seco, meus olhos conectando-se aos seus.
— Só fique ao meu lado. – Pedi em um sussurro e ela assentiu rapidamente, seus dedos afastando os fios de cabelo que caiam em minha testa.
— Eu estarei a todo instante com você, Edward. – Suspirou. – Eu fiz uma promessa para mim mesmo. – Franzi meu cenho. – Eu prometi que lhe ajudaria em tudo, iluminaria seu mundo e tiraria qualquer confusão de sua mente. – Sorriu olhando para baixo. – Eu estou tentando cumprir com isso.
— Bella... – Ela balançou a cabeça.
— Esme e Carlisle irão falar tudo. – Minha cabeça virou na direção deles e ambos ergueram seus olhos para mim, assim que notaram que eu os olhava. Vi o homem loiro engolir em seco e olhar rapidamente para sua mulher.
— Emmett, espero que nos perdoe por ocultar isso de você, querido. – A voz de soprano soou e eu passei um braço ao redor do corpo de Bella, apertando-a contra mim, era algo como buscar forças, porque ao ouvir a voz da mulher ruiva algo aconteceu dentro de mim, e era doloroso.
— Vá em frente, mãe. – Emmett beijou o rosto da mais velha, seus olhos vindo em minha direção. – Eu só quero que acabem com esse mistério, vejo a angústia no olhar de Edward, e eu mesmo estou sentindo-me da mesma forma. – Seus olhos escuros transmitiam algo como pavor, assim como a angústia que ele tinha falado. Assenti para ele e em seguida busquei o casal que atormentava-me, pigarreando.
— Acho que está na hora de sermos francos por aqui. – Respirei profundamente. – Eu não faço ideia pelo o que Bella andou buscando, mas eu só quero respostas para o que está acontecendo por aqui. – Pedi a eles e Carlisle assentiu, abraçando Esme pelos ombros. Vi ela abaixar seu olhar e uma mão correu pelo rosto, como se estivesse limpando algo. Ajeitei-me em meu lugar, sentindo algo com a cena, olhando a todo instante para ela, e assim que ela voltou a erguer sua cabeça, meu coração fechou-se ao ver marca de lágrimas no canto de seus olhos.
Porra, o que estava acontecendo comigo?
Quando olhei para seu marido, um estremecimento passou por meu corpo ao ver o modo que ele olhava-me. Puxei meu ar lentamente e engoli minha saliva lentamente, outra vez com dificuldade, olhando de forma espantada para ele que estava voltando-me a loucura com sentimentos tão impetuosos e confusos, tirando-me o chão. O vi assentir em minha direção e esfreguei meu rosto no ombro de Bella, respirando com força contra sua blusa, buscando alguma lucidez em mim.
— Comecem, por favor. – Emmett pediu, fazendo-me olhá-los. – Mãe, pai, por favor, esse silêncio só nos angustia ainda mais. – A mulher ruiva assentiu, puxando o ar lentamente por sua boca, seus olhos indo do seu marido, para o filho e em seguida para mim, e a intensidade das orbes fizeram-me arfar.
— Você estava com um ano, Emmett, quando eu fiquei grávida outra vez. – Os olhos do citado arregalaram-se e eu apoiei meu rosto contra o ombro de minha namorada, tentando prestar atenção em tudo. – Era a maior alegria que descobrimos, após termos tido Emmett. – Sorriu chorosa, lágrimas já enchendo-se em seus olhos. Angustiei-me com a visão e busquei o olhar de Carlisle, encontrando-o no mesmo estado. – Todos da família estavam alegres com a mais nova notícia, Carlisle e Emmett eram os mais empolgados, discutindo a todo momento sobre possíveis nomes, mesmo sem saber se teríamos uma menina ou outro menino na casa. – Olhou para seu colo, respirando fundo. Olhei deveras desesperado para minha namorada e Bella suspirou tocando o meu rosto, seus olhos fechando-se quando ela encostou sua testa na minha novamente, sua mão indo para meu rosto novamente, seus dedos correndo por minha pele, tocando-me delicadamente. – O tempo passou-se e quando tivemos a certeza sobre um menino, o nome do tio avô de Emmett foi escolhido para o nosso novo garoto, seria Edward quem chegaria para alegrar mais a nossa casa. – Fechei meus olhos com força, não me atrevendo a olhar novamente em direção a mulher que mexia com minhas estruturas, parecendo arrancar coisas escondidas no fundo de meus sentimentos. Levei uma mão até meu peito, apertando-o sobre a camiseta, sentindo meu coração pular com força, meu ar tornando-se mais escasso por causa das batidas vigorosas. – Os meses passava-se lentamente para as pessoas mais ansiosas do mundo, Emmett era o que mais especulava sobre o tempo demorar tanto, mas o sentimento dividia-se entre nós três, todos queríamos o novo McCarty em nossos braços. – Ouvia-a fungar, sua voz enfraquecendo-se conforme narrava sua estória. Algo ascendia em meu cérebro como um alarme, mas eu tentava ignorar isso, concentrando-me no que Esme contava, não queria pensar em nada além de suas palavras, parecia que meus pensamentos tomavam rumos perigosos, assim como meus sentimentos. – Quando Elizabeth M. Smith começou a tomar conta de minha gravidez, tudo desandou e um inferno começou a instalar-se em nossas vidas. – Meus olhos arregalaram-se automaticamente com a menção daquele nome, tanto que minha cabeça ergueu-se e procurei desesperadamente por Esme e Carlisle, o último tinha o rosto deitado no pescoço da esposa e pelos ombros chacoalhando, podia presumir que chorava com a dolorosa lembrança. Meu peito queimava com o nome que acabara de ouvir e meus olhos arderam quando Esme encarou-me com lágrimas caindo em seu bonito rosto, Emmett ao seu lado tentava secar as lágrimas, porém parecia impossível, uma nova sempre surgia. – Nunca gostei dessa mulher, mas quando ela pediu-me para dar meu bebê à ela, somente a quis fora de minha vida.
— Pediu? – Emmett guinchou olhando assustado para a mãe. – Como pediu seu filho? – Esme balançou a cabeça, sua mão apertando a de Emmett e a de Carlisle no mesmo momento, conforme respirava fundo.
— Ela queria-o, acho que não poderia ter filhos, então achou conveniente pedir-me o menino que eu esperava. – Riu amargamente. – Ela só queria se fosse um menino e adivinhem? Eu era a melhor solução. – Fechou os olhos. – Eu neguei, com certeza e ela sumiu da minha vida quando eu quis isso, não poderia nem sequer voltar a vê-la. Após esse... escândalo, a gravidez continuo normalmente. – Seus olhos brilharem e eu senti o ar faltar quando a cor verde intensa conectou-se aos meus olhos, não deixando-me nenhum instante. – Quando chegou o dia do parto, eu senti-me a pessoa mais feliz do mundo. – Uma lágrima caiu em meu rosto e no mesmo momento, vi outra deslizar na face corada da mulher que narra a dolorosa estória. – Eu peguei meu filho nos braços por pequenos instantes, olhando o pequeno Edward com amor, desejando mais do que nunca que a vida estabilizasse para nós, para que o amor e o carinho reinassem conosco outra vez. – Senti um aperto em meus dedos trêmulos e Bella deitou sua cabeça em meu ombro, fazendo-me suspirar alto, conforme ainda olhava diretamente nos olhos de Esme. – Mas quando eu acordei, parecia que o balão do meu sonho havia estourado, porque de repente vi-me na escuridão instantânea. Carlisle chorava enquanto enfermeiros conversavam com ele e um em especial chamou-me a atenção, vindo até minha cama e dando-me a fatídica notícia: Meu bebê estava morto. Nascido em 20 de Junho e dado como falecido um dia após, e isso foi como arrancar um pedaço de mim. – Soluçou olhando-me e quando vi aquela mulher cair nos braços de seu marido e chorar desesperada com ele, não consegui mais fazer nada a não ser chorar junto, abraçando a mulher que estava em meu colo, que parecia acabar com qualquer problema que surgisse em minha mente.
Um estralo havia acontecido em minha mente e eu não podia mais ir contra aos sentimentos e pensamentos fortes que assombravam-me desde que meus olhos recaíram sobre o casal que chora abraçados, assim como eu podia notar Emmett com eles, abraçando os pais com todo o carinho do mundo, assim como eu já havia desejado em toda a minha vida. Eu sempre quis ter um pai e uma mãe amorosa comigo, sempre quis ser motivo de orgulho deles, queria fazer as coisas certas para ver meus pais sorrirem, porém nunca foi possível, a partir de meus cincos anos minha vida virou um inferno total, eu fui abusado de todas as formas possíveis, a maneira que convinha à eles, a alegria não era presente em minha vida e muito menos o amor fraternal que eu sonhava ter. Tudo o que eu sempre desejei nunca aconteceu, eu tive Alice desde que ela começou a sair das garras dos pais, porém eu nunca tive o que eu mais sonhava: Mãe e pai que amavam-me.
— Sua enfermeira era Elizabeth Masen Smith. – Minha voz chorosa soou e eu apertei meus olhos, respirando com dificuldade. – Quem deu-lhe o óbito de seu filho... – Ri com amargura, balançando a cabeça. – ...esse chamava-se Anthony Masen. – Ergui meu rosto e vi Esme e Carlisle olharem-me com atenção. – Ambos tiraram a criança de vocês, porque quando Elizabeth pediu, você negou para ela e ninguém diz não para a Sra. Masen. – Lágrimas caíram depressa em meu rosto, meu coração apertando-se com a descoberta, com a vivência de tudo o que eu tive, das dores por quais passei... – Ela nunca aceita uma negação para seus pedidos. – Soltei uma risada irônica, sentindo Bella abraçar-me com força, sua cabeça apoiada em meu ombro, ela ali era a minha força, ou caso contrário, eu nem estaria falando no momento. – Você pensou que ela sumiu da vida de vocês, Esme, mas ela estava a todo momento espreitando cada novo acontecimento, junto com Anthony, seu marido. – Relatei, respirando fundo. – Se ela tinha sido sua enfermeira, teria acesso a todos os exames os quais fez com ela e isso era a preciosidade que o pobre casal precisava. – Debochei, chorando de raiva, sentindo todo o ódio por aqueles miseráveis aumentar cada vez mais. Eles não perdiam por esperar. – Eles não poderiam ter filhos, segundo alguns exames em Elizabeth, então a melhor ideia foi pegar o filho de outra pessoa. – Esfreguei meu rosto, meus olhos não deixando Esme e Carlisle mais, eu não conseguia parar de olhá-los, tudo estava resumindo-se a eles. – A criança nasceu, Esme, e eles estavam mais uma vez cuidando de tudo, procurando sempre uma pista a mais, não deixando nada escapar das mãos deles. Então, dia 20 de Junho... – Minha voz falhou e eu apertei a ponte de meu nariz, puxando mais ar para meus pulmões, parecia tudo escasso em minha volta. – ...nesta data, de alguma forma, Anthony tornou-se um dos enfermeiros presentes em seu parto. Assim como Elizabeth. Você teve o pequeno filho que tanto aguardava, então após segurá-lo em seu colo, o enfermeiro Anthony levou-o para exames, mas ao invés disso, entrego-o para sua esposa, que antes que qualquer um notasse, fugiu do hospital. – Pausei, recuperando meu fôlego. A dor estava queimando de dentro para fora e isso estava acabando comigo aos poucos. – Dessa maneira, simples e fácil, ele subornou quem podia e deram seu filho como morto e quando você acordou, a terrível notícia recaiu sobre você. – Funguei com a lágrima quente escorrendo. – Fim da história... – Ri chorando. — ...para vocês.
— Edward... – Bella segurou meu rosto, fazendo-me olhá-la arfante. Meu peito queimava, e parecia sangrar. – Acalme-se, querido, por favor, você está ficando fora de si. – Beijou meu rosto, respirando fundo. – Talvez se conversarmos outra hora...
— Não, eu preciso colocar tudo para fora agora. – Olhei para Esme e Carlisle. – Minha vida nunca foi normal, desde que eu lembro-me. – Comecei a relatar o lixo que era a minha história e por mais que doesse demais, eu faria isso de uma vez. – Com pequenas memórias que eu tenho da minha infância, eu sei que jamais fui feliz naquela casa, como poderia? Estava ao lado de dois monstros em forma de humanos. – Cuspi as palavras, recordando-me de cada maldita dor, física e mental. – Eu parei de procurar monstros embaixo da cama, quando descobri que eles estão dentro das pessoas, assim como eram meus queridos pais. — Falei amargurado, respirando profundamente, procurando forças dentro de mim. – Eles sempre foram frios comigo, eu tentava esforçar-me e arrancar algum sorriso deles, como a inocente criança que era, achava que se eu fizesse algo bom, eles me notariam e teriam orgulho de mim. – Esme levou uma mão até sua boca, olhando-me em choque. Abaixei minha cabeça e concentrei-me em olhar minha mão unida com a de Bella. – Eles queriam porque queriam um filho de outra pessoa, mas parece que não souberam lidar com isso, porque eu não era tratado de uma boa forma, nunca fui. O olhar deles também era algo estranho, mesmo menino, eu notava que era errado aquilo. – Falei ressentido. – Com meus cinco anos, Elizabeth engravidou de Alice, minha irmã. – Sorri lembrando-me da morena espevitada, eu ainda tinha tanta coisa para conversar com ela. Tanta coisa para esclarecer. – Quando descobriram da gravidez, eu fui largado, e minha situação que já era ruim ao lado deles, piorou ainda mais. Fui jogado para todos os tipos de babás e a cada dia uma nova surgia, porque Elizabeth parecia gostar de ver-me sofrer, perdendo as mulheres que poderiam ajudar-me de alguma forma, tirando todo aquele peso que foi carregado por mim durante toda a minha vida. Foi assim durante a gravidez e como é o ciclo da vida, depois que Alice nasceu a situação tornou-se insuportável e a cada dia, parecia que eu não aguentaria viver mais daquela maneira. – Trouxe a mão de Bella até perto do meu rosto, beijando seus dedos que estavam entrelaçados nos meus. – O tempo foi passando e a minha vida ia piorando, a cada dia isso acontecia, um era pior do que o outro. A única coisa que eu tinha era Alice, porque apesar de tudo, de seus pais a mimarem e de serem verdadeiros canalhas, ela tornou-se uma garota maravilhosa e sempre estava do meu lado, ajudando-me. Só que em uma noite, como um adolescente curioso e idiota, ouvi barulhos e fui no porão tentar descobrir do que se tratava e aí acho que fui jogado diretamente no inferno. – Soltei uma risada sombria, como se isso tirasse alguma dor. – Eles tinham uma máfia. Como eu descobri o segredo sujo deles e não valia nada, era um garoto inútil, Elizabeth e Anthony acharam divertido brincar comigo, dando-me todos os tipos de drogas para experimentar. – Levantei meu olhar e olhei para os três que estavam no sofá em minha frente, todos olhavam-me compadecidos e choravam abraçados. Eu tive um aperto maior no abraço que Bella dava-me e isso deu-me forças para terminar de narrar tudo o que havia me acontecido. – Se eu negava-me, eles me puniam com cortes ou pancadas, seja lá o que os divertissem no dia. – Assenti engolindo em seco. – Eu fui maltrato a vida inteira, sim, sofri cada maldito dia. E quando eu descobri que iam vender-me para estupro, eu fugi daquela casa, com dezoito anos. – Esme arfou chocada e meus olhos ficaram embaçados outra vez. – Comecei a construir minha vida longe daquele pandemônio e é por isso que encontro-me onde estou hoje, lutei sempre por isso.
— Edward... – Bella suspirou chorosa em meu pescoço e eu engoli em seco, olhando para as pessoas que olhavam-me espantadas.
— Com quase tudo reconstruído em minha volta, eu comecei a pensar em todos que sofriam com a perda de pais, assim como eu sofri. – Mordi meu lábio, contando o restante. – Eu sei que é muita coisa para assimilar, mas foi assim que eu tive Andrew. Eu comecei a refletir sobre crianças que também desejavam uma família, e com a ajuda da minha irmã, fui em busca de um orfanato e lá encontrei o garoto mais perfeito desse mundo. – Sorri para Bella que tirou o rosto de meu pescoço e toquei o bonito rosto dela, olhando para aquela mulher perfeita, que de alguma maneira, estava dando um jeito em toda a minha vida. – Eu adotei Andrew há praticamente quatro anos e foi a melhor decisão que eu tive. Aquele menino mudou o meu mundo, ele tornou-se tão vital como respirar e hoje eu vivo por ele, assim como para essa mulher incrível. – Vi um sorriso surgir nos lábios da minha namorada e ela beijou-me rapidamente, ficando de pé em seguida, inclinando a cabeça para Esme, Carlisle e Emmett.
Fiquei de pé e soltei sua mão, caminhando até o trio que olhavam-me ansiosos e curiosos. Parei em frente deles e Esme, ainda trêmula, colocou-se de pé com a ajuda de Carlisle e chorando enquanto abria um enorme sorriso, ela jogou-se em meus braços, e eu deitei minha cabeça no cabelo ruivo, deixando que o choro que eu guardei por tanto tempo saísse. Deixei meus soluços sofridos saírem conforme eu apertava a pequena mulher em meus braços, sentindo sua cabeça em meu peito, seu corpo balançando com o choro.
— Meu pequeno Edward. – Esme separou-se um pouco e tocou meu rosto, ficando na ponta dos pés e sorrindo para mim. – Você é tão lindo, Edward, tornou-se um homem incrível. – Sequei as lágrimas de seu rosto. – Eu te amo demais, demais, demais... nunca tive a oportunidade de lhe dizer isso. – Sorriu amorosamente. – Apesar de tudo, você sempre esteve em meu coração.
— Mãe. – Disse com a voz trêmula e ela assentiu beijando meu rosto. Virei-me para o loiro e ele aproximou-se, abraçando-me com força, suas mãos apertando minhas costas. – Pai. – Falei baixinho, deitando a cabeça em seu ombro e ele puxou seu ar.
— Sim, filho, sou eu. – Sussurrou, sua mão esfregando minhas costas, meu corpo aquecendo-se com o carinho paterno. – Esperamos tanto por você, Edward, tanto. – Afastou-se suficientemente para olhar em meu rosto, seu rosto tão molhado quanto o de Esme. – Eu peguei-o no colo uma vez e sabia que você seria um homem perfeito. A prova viva disso está agora, em minha frente. – Tocou meu cabelo, sorrindo. – E eu também te amo demais, sempre amei e sempre vou amar. – Deu-me outro abraço apertado.
— Eu não acredito que você é meu irmão. – Separamo-nos ao ouvir a voz de Emmett e eu arqueei uma sobrancelha em sua direção, vendo que ele também tinha chorado após toda a história. Ele riu balançando a cabeça. – Eu peguei implicância com você de cara, mas nunca te achei uma pessoa ruim, talvez fosse meu sentimento de irmão surgindo. – Piscou. – Quando eu te ajudei... merda, eu não sei o que eu senti ao ver seu estado, Edward. – Olhou para baixo, respirando fundo. – Ali, quando seus olhos perdidos pediam por ajuda, eu senti realmente que era como ajudar um irmão e eu faria isso sem pensar duas vezes. – Assenti e ele aproximou-se, suspirando. – Posso abraçar meu irmãozinho?
— Claro, irmão. – Revirei meus olhos e em seguida senti-me familiar ao sentir os braços de Emmett ao meu redor, como se eu estivesse esperando por isso minha vida inteira. – Obrigado por ter me ajudado, desde o primeiro dia fui tão grosseiro e mesmo assim você ajudou-me quando realmente estava precisando. – Respirei fundo e ele separou nosso abraço.
— Edward, eu faria de novo. – Apertou meu ombro, olhando-me nos olhos. – Eu senti que era o que eu tinha que fazer. – Deu de ombros, sorrindo. – Cara, você é meu irmão! – Riu e eu tive que segui-lo, balançando a cabeça ao ouvir Esme e Carlisle rirem também, aproximando-se de nós.
— Eu fico feliz demais ao poder presenciar isso. – A voz da mulher da minha vida soou e ela parou ao meu lado. Os bonitos olhos castanhos ergueram-se para me conectar-se aos meus e vi um delicioso sorriso aparecer em seus lábios vermelhos. – Odiei ter mentido mais cedo, Edward, mas desde que eu vi Esme e Carlisle pela primeira vez, algo ficou em minha cabeça, todas as semelhanças deles com você. – Sorriu mais. – Eu fiquei pensando ainda mais nisso, quando disse-me que descobriu não ser filho daqueles degenerados. Eu só fui atrás de minhas suspeitas, pedi o endereço de Esme para Rose e pedi para ela encobertar-me, sei que mentir é terrível, mas eu tinha que ter certeza. Eu... eu só queria ver o bonito sorriso em você novamente, Edward, queria tirar aquele desespero que carregava todo dia... queria vê-lo livre. – Aproximei-me dela e segurei seu rosto com minhas duas mãos, meus olhos não deixando os dela, e a todo instante podia sentir meu coração martelando contra minha caixa torácica.
— Você é a mulher mais perfeita que existe. – Sussurrei olhando-a, ouvindo um suspiro deixar seus lábios. – Desde o primeiro momento que eu te vi, percebi que nada seria igual novamente, só aquele olhar que trocamos mudou o meu mundo por completo. – Confessei, respirando fundo. – Você me traz motivos para sempre continuar em frente, Bella, você e Andrew são as minhas razões de viver. – Encostei nossas testas. – Eu nunca vou poder te agradecer pelo o que fez por mim e por meus... – Engoli em seco e a vi sorrir, fazendo-me espelhar-me nela. – ...pais. – Soltei a palavra, era como uma avalanche de emoções sendo jogada sobre mim. – Você fez mais do que mudar a minha vida, você a trouxe de volta para mim, colocou tudo em seu devido lugar. – Acariciei a pele de porcelana, suspirando. – Jamais vou poder agradecer.
— Você não precisa. – Balançou a cabeça, sorrindo em minha direção. – A única coisa que eu queria era vê-lo sorrindo dessa maneira, queria tirá-lo de todo o seu desespero, arrancar a escuridão que estava em sua volta. – Mordeu seu lábio inferior. – Queria o homem da minha vida feliz. – Deu de ombros e eu beijei-a brevemente, suspirando alto.
— Você é a mulher da minha vida. – Sussurrei contra seus lábios. – Eu prometo, Bella, por mais que odeio promessas, vou te prometer que farei a mulher mais feliz que existe. – Olhei em seus olhos. – Você merece isso, toda a felicidade do mundo é destinada a você.
Bella beijou-me outra vez e eu sorri contra seus lábios, sentindo seus braços abraçarem-me pelo pescoço. Dei-lhe um selinho demorado e afastei-me dela, olhando para Emmett e seus... nossos pais, vendo-os sorrir em nossa direção.
— Olá. – A porta abriu-se devagar e Rosalie suspirou alto, olhando-nos. – Eu tentei segurar a eletricidade em gente, mas Andrew é um perigo as vezes. – Nem deu tempo de ela falar mais alguma coisa, logo um vulto passou pela porta e mãos pequenas agarraram-se em minhas pernas.
Todos nós olhamos para baixo e Andrew abriu um sorriso enorme, olhando para todos os presentes na sala, acenando para cada um. Ri da animação do meu filho e ele esticou seus braços para mim. Agachei-me e o peguei em meu colo, beijando sua testa demoradamente, sorrindo em sua direção.
— Olá, papai. – Abraçou-me pelo pescoço.
— Olá, campeão. – Pisquei em sua direção, fazendo-o rir. Olhei em volta e Rosalie foi até seu namorado, sendo abraçada pela cintura por ele. Vi Emmett cochichar algo em seu ouvido e os bonitos olhos azuis arregalaram-se em minha direção, como se estivesse pedindo alguma confirmação, eu meramente assenti e ela riu animada, batendo palmas.
— Pai? – Olhei para Andrew e ele suspirou. – Algo aconteceu? – Arqueou uma sobrancelha e eu respirei fundo.
— Muita coisa aconteceu, campeão. – Suspirei e senti Bella abraçar-me de lado, beijando o rosto de Andrew rapidamente. – Eu vou contar tudo para você, filho, mas o mais importante de tudo isso, é que agora somos todos uma família. – Sorri para Esme e Carlisle e ambos retribuíram, aproximando-se mais de mim. Andrew olhou para eles e sorriu animado.
— Uma grande família? – Perguntou animado e eu ri.
— Com certeza, Andrew. Tem muita coisa para ser resolvida, mas como eu disse, o importante está nesse escritório. – Beijei seu cabelo. – Tia Alice logo juntará-se a nós para completar tudo isso, assim como Jasper. – Pisquei em sua direção, porque com seus olhinhos brilhando, já podia perceber sua próxima pergunta.
— Então está tudo perfeitamente perfeito. – Deu de ombros sorridente e em seguida jogou-se para o colo de Esme, fazendo-a rir animada com sua agitação. – Olá, olá, Esme.
— Oi, amor. – Beijou o rosto dele, e o sorriso de Andrew parecia ainda maior.
Olhei para todos naquela sala, respirando fundo quando notei o quanto tudo tinha mudado em um dia. Engoli em seco e senti Bella apertar-me contra ela, chamando-me a atenção. Meus olhos foram para a morena sorridente ao meu lado e eu a abracei com força, apertando meus braços em volta da mulher que foi capaz de mover-se de todas as maneiras, para dessa forma descobrir algo para a minha felicidade.
Fechei meus olhos e beijei o pescoço de Bella, sentindo-me completo com tudo isso. Coisas ainda viriam para serem resolvidas, porém agora eu saberia como lutar, eu tinha toda a minha família ao meu redor, assim como a mulher da minha vida. Poderia ser complicado, mas depois de enfrentar tantas coisas na vida, eu não tinha mais medo do que poderia acontecer, sabia que se eu lutasse pelo o que eu queria, valeria à pena.
“Continua...”
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