Notas iniciais
Me empolguei e to postando hoje. Aproveitem, leiam as notas finais. Beijocas ♥

20 ANOS DEPOIS

— Chegamos! — meus três filhos anunciaram quando abri a porta da sala.

Vinte anos se passaram desde que me casei com Edward e tivemos nossa Helena, nossa luz. Depois de dez anos morando em Londres, nós resolvemos vender o triplex e nos mudar de volta para Los Angeles com as crianças. Dessa vez foi ainda mais fácil convencer Carlie e Tony, eles disseram sentir falta do calor, sol, praia então foi mole. Já Lena foi um pouco mais difícil. Na época, com a sua inocência infantil, ela surpreendeu Edward dizendo que namorava. Meu marido, já com 40 anos, desmaiou. No dia seguinte quando ele foi leva-la a escola se surpreendeu ao ver nossa pequena dando um tapa na cara do "namorado", ela explicou que ele havia falado mal do cabelo dela e ela não merecia um namorado com um gosto péssimo pra moda.

Edward suspira aliviado toda vez ao lembrar que foi um namoro de menos de 24h e naquela época ela nem sabia o que namorar significava.

Hoje, vinte anos depois, temos nossos filhos reunidos na nossa incrível cobertura no centro de Los Angeles, junto com a nossa família que virá celebrar nosso aniversário de casamento.

— Mamãe! — Carlie, com 25 anos, me abraçou — Estava com tantas saudades! Você tem que ir a França com o papai! O restaurante é incrível, fora que eu posso te colocar dentro de qualquer um sem fazer reserva — piscou o olho.

Ela havia se formado em Gastronomia com especialização em comida francesa e gastronomia brasileira. Atualmente está trabalhando em um restaurante famoso de Paris. Quanto orgulho eu tenho da minha menininha.

— Vou sim, querida — sorri passando a mão pelo rosto dela — Seu pai e eu queremos muito viajar nas férias dele.

Já com 50 anos, Edward ainda trabalha, dessa vez bem menos. Na verdade, ele estava pensando em se aposentar e viajar o mundo comigo. Doido. Claro que eu aceitaria, deixaria Rose no comando da empresa.

Há 15 anos, Rose e eu começamos nosso próprio negócio: Maquiagem e acessórios. Graças a Deus deu muito sucesso e hoje somos referencia sobre o assunto.

— Mãe! — Tony apareceu empurrando a irmã. Ele me abraçou e encheu meu rosto de beijos — Que saudades! Você está linda, nem parece que já tem quase 50!

Ele recebeu um tapa na cabeça, dado pela namorada.

— Anthony! Não pode falar a idade de uma mulher — Claire ralhou com ele. Claire tem 23 anos e é médica. Eles se conheceram quando Tony bateu no carro dela, ela muito revoltada, deu-lhe um tapa na cara. Ele alega ter ficado apaixonado por esse ato.

— Como vai, Claire? — perguntei abraçando a minha nora.

— Ótima, Bella! E você?

— Bem, querida. Entrem, coloquem as malas em seus quartos e depois desçam para comer algo — eles entraram e foram se ajeitar — Carlie, você não ia trazer o Alec?

— Ele está subindo — avisou indo para o quarto.

Minha filha e Alec Volturi namoram desde que eles se conheceram na França, logo que ela se mudou para lá. Ele é daqui de Los Angeles, porém com o trabalho de crítico gastronômico vive viajando o mundo, mas resolveu parar na França. Ele criticou de forma negativa a comida da minha filha e ela resolveu tirar a história a limpo. Fez um jantar para ele, que não teve como não fazer uma critica positiva sobre.

— Bella! — Alec me gritou. Abri a porta e vi meu genro com várias e várias malas. Deus! Como minha filha conseguiu entrar no avião com tanta coisa?

— Oh, querido, venha — o ajudei com as malas. Ele entrou e me cumprimentou, levando as coisas direto para o quarto de Carlie.

Fui para a cozinha começar a fazer as coisas para o jantar. Edward prometeu estar em casa antes do almoço para ficarmos mais tempo juntos num dia tão especial.

— No que tanto pensa? — ele sussurrou no meu ouvido. Soltei os legumes assustadas e me virei para ele.

A idade fizera bem a ele. Ed ainda tem os mesmos cabelos cor de cobre, com alguns fios brancos aparecendo. Contudo, o mesmo sorriso de lado "matador" ainda está presente. Os mesmos olhos verde, com apenas algumas rugas envolta. Mas garanto, um coroa gostoso.

— Penso na gente — me aproximei dele e lhe dei um beijo. Ele aprofundou nosso beijo me puxando pela cintura.

— Eca! — ouvimos da porta da cozinha.

Olhei para a porta e meus três filhos estavam nos olhando.

— Eu posso ter 26 anos, mas isso sempre será nojento — Tony disse sorrindo igual ao pai.

— Como se você não fizesse isso — Edward revirou os olhos.

— Não fale isso, é da minha mãe que estamos falando — Tony retrucou. Ele entrou na cozinha e foi abraçar o pai — Saudades, pai.

— Também, filho — ele disse sincero.

Esses dias, Ed e eu conversamos e ele confessou estar com muitas saudades dos filhos. Mas que entende que agora eles têm a própria vida e tem de seguir os próprios sonhos.

— Como vai no hospital? — Tony perguntou.

— Tudo na mesma. E na empresa? — Tony nos surpreendeu a ser um dos alunos mais jovens da escola a desenvolver um protótipo de game. Hoje ele trabalha para uma grande desenvolvedora de games e recebe muito bem, obrigada.

— Tudo ótimo, trouxe um game pra você testar — piscou o olho. Ed é louco pelos games que o filho desenvolve.

— Oi pai — Carlie disse com sarcasmo cruzando os braços e revirando os olhos — De mim, você não lembra.

— Lembro sim, princesa — ele abraçou ela — Estava com saudades.

— Acho bom — riu — Mas também estava com saudades.

— E você, pequena? — ele se virou para Lena. Nossa pequena sorriu arteira, sempre teve o sorriso do pai.

— Tudo de boa, você me viu ontem — ela abraçou ele.

Lena é estudante de moda, porém trabalha muito de modelo. Principalmente pra mim e Alice. Atualmente ela estava desfilando para algumas marcas e tinha que viajar, então não tem um apartamento próprio, já que vive praticamente como nômade.

Como estava de férias, resolveu passar uns dias com a gente.

— Vão lá pra sala, quero ajudar a mamãe — Carlie ordenou. Os outros três foram para a sala onde Alec e Claire estavam conversando.

— Quer falar sobre alguma coisa? — perguntei sabendo que ela não queria ficar sozinha atoa.

— Vou morar com Alec — disse baixo.

— É um grande passo — afirmei — Mas se vocês estão bem com isso, não vejo porque não.

— Obrigada.

— Pelo o que?

— Por não dizer que estou fazendo uma loucura — riu sem humor — Eu sou muito independente mãe, não sei viver assim.

— Você aprende. Vocês se amam muito, vai dar certo — ela me abraçou e me beijou. — Você sempre vai ser minha bebezinha.

— Sempre, mamãe — ela tinha lágrimas nos olhos, mas logo tratou de secar.

— Querida, que tal irmos almoçar aqui na esquina? — Ed sugeriu — Podemos ficar todos juntos.

— Perfeito. Vou pegar minha bolsa.

Sai da cozinha com Carlie e fomos nos arrumar, já que estava na hora do almoço. Nosso jantar de aniversário será servido às 19h para toda a família ficar mais tempo juntos.

*****

NA HORA DO JANTAR

Faltam 30 minutos para o jantar e estou terminando de me arrumar.

Agora, com a idade, eu cortei meus cabelos na altura dos ombros e repiquei um pouco, porém meu corpo, devido a exercícios e boa alimentação, está até um pouco melhor.

— Pai — Carlie chamou Edward que estava se arrumando dentro do closet.

— Oi — respondeu de lá.

— Posso conversar com você? — estranhei ela pedir isso, Ed também, pelo jeito.

— Claro — eles foram em direção ao escritório.

Terminei de me arrumar tentando não pensar no que ela queria com ele.

No caminho até cozinha, ouvi eles conversando.

— Eu queria te agradecer — ela começou.

— Pelo o que? — estranhei. Será que ele fez alguma coisa por ela e eu não sei?

— Por cuidar de mim e da mamãe. Eu era criança quando você entrou na minha vida como Tio Ed — a voz dela ficou embargada, senti que lágrimas começaram a se formar em meus olhos também — A mamãe não acreditava mais no amor e não era feliz, nem quando moramos com tia Jenna. Mas quando você entrou na vida dela, foi como se toda escuridão fora banida.

— Meu anjo, eu que agradeço pelo o que vocês fizeram — ele começou mas ela o interrompeu.

— Não, você não entende. Ela tinha 29 anos e uma filha de 5, você não tinha obrigação nenhuma mas me adotou como filha — assim que voltamos de Lua de mel, Edward adotou Carlie como filha e eu Tony, colocando nossos nomes na certidão de nascimento deles. Já que os pais de ambos não eram reconhecidos — Eu sei que você não é meu pai biológico e sei que sabe quem é, mas eu não me importo. Você me criou, cuidou de mim — ela chorava e eu também — nossa, eu só tenho a agradecer. Por tudo, por ter me dado uma família, porém, principalmente por fazer minha mãe tão feliz.

— Ah, pequena — ele chorava também — venha me dar um abraço.

Sai da porta do escritório e fui para a cozinha, ver se já estava tudo pronto.

Alguns minutos depois a campainha tocou e Lena avisou que atenderia.

— AAAAAH! Você veio! — Alice gritou espalhafatosa como sempre — Querida, que saudade!

— Tia! — Fui para a sala e encontrei Alice vestida como se fosse Kris Jenner. Jasper estava logo atrás com os jovens Noah, de 18, e Jane de 15. — Tio! — ela correu para Jasper que a pegou e a rodou.

— Amiga! — Alice correu na minha direção e me abraçou — Amiga, eu to tão feliz! Trouxemos champanhe para comemorar.

— Também!

— Cheguei! — Rose gritou. Depois de nos acertarmos no dia do meu casamento, ela correu atrás da felicidade. Hoje, ela e Emm estão juntos a 15 anos. E tem o pequeno Caius de 15 anos, cópia fiel de Emmett.

Todos nos abraçamos rapidamento e conversamos. Até que a campainha tocou novamente e eram nossos pais. Os quatro já passaram dos 60, mas continuam igualmente apaixonados pelos seus respectivos pares.

Mamãe e papai estavam no Egito semana passada. Já Carlisle e Esme estavam na França, haviam se encontrado com Carlie lá.

Feitos os cumprimentos, fomos a mesa — que estava muito bem decorada, por sinal. Carlie e Lena me ajudaram em tudo.

— Gostaria de falar uma coisinha — chamei a atenção de todos antes da janta — Eu estou muito feliz por estar completando mais um ano ao lado do meu amor. Parece que foi ontem que nos casamos e nos amamos até mesmo mais intensamente que naquela época. Você me deu três filhos lindos e uma vida maravilhosa. Você me tirou da escuridão, me fez voltar a acreditar no amor e me deu esperança — Ed me olhava com lágrimas nos olhos — Você aceitou a minha filha e de brinde me deu Tony e Lena. Muito obrigada Ed por tudo que você fez por mim. Muito obrigada por nunca me fazer esquecer do amor.

Ele se inclinou para me beijar e nossa familia bateu palmas.

— Felicidades ao casal — mamãe disse.

— Eu tenho algo a dizer — Carlie se levantou — Eu vou morar com Alec e eu estou grávida.

Edward e Alec que estavam com vinho na boca acabaram cuspindo na hora do susto.

— Oi? — Alec perguntou incrédulo — Eu vou ser pai! — berrou feliz e beijou minha filha.

Edward eu meu lado bebeu a taça de vinho dele e minha. Começou a respirar fundo e dizer "meu bebê vai ter um bebê".

— Eu também tenho algo a dizer — Tony se levantou, afastou a cadeira e se ajoelhou na frente da namorada — Quer casar comigo?

— Sim! — bateu palmas animada. Quando meu filho colocou a aliança no dedo dela, a puxou para um beijo e voltou a se sentar.

Voltei minha atenção para Lena.

— O que foi?

— Você não tem nada a dizer? — todos na mesa riram.

— Vou ser o rosto propaganda da Chanel — Alice gritou e fez um "yes" com as mãos.

Olhei para as pessoas a mesa e foquei em cada um deles. Há vários tipos de amor: fraternal, de amigo, de marido e mulher... Mas são todos amor. Vinte anos depois de tudo que houve com James e Tanya, nunca mais ouvimos falar deles, devem ter ido atrás do próprio amor. Conseguimos criar nossos filhos com carinho e cuidado, amor e sobretudo paz.

Edward me fez enxergar que nos pequenos detalhes é que há o grande amor. Me fez bem, me trouxe paz. Ele me ensinou a amar e a nunca me esquecer desse sentimento tão bom. Vinte anos depois e com três filhos incríveis, nós estamos bem. Estamos felizes. E nada, nem ninguém será capaz de abalar esse sentimento.

Hoje eu vejo que cada esforço, cada luta, cada segundo ao lado dele valeu a pena.

Olhei para meu marido e ele me olhava apaixonado.

As conversas ao nosso redor não nos incomodavam, estávamos como sempre em nossa pequena bolha de amor.

— Obrigada — eu disse.

— Pelo o que?

— Pelo amor. Por tudo — agradeci — Te amo.

— Te amo, minha Bella.

Nos beijamos apaixonados, como se vinte anos não tivessem passados, como se fosse nosso primeiro beijo. E eu estava agradecida, pois graças a ele eu não deixei de acreditar no amor.

Notas finais
É triste dizer adeus mas é necessário. Eu não sabia como terminar de escrever NFTL quando comecei a escrever, por isso demorei tanto a voltar. Mas quando voltei tive tantas ideias... E esse final foi uma delas. Eles acreditaram no amor. Acreditaram num sentimento tão bom e tão puro que nada abalou os dois. Confesso que quando comecei a escrever em 2012, eu não sabia o que era o amor, mas hoje 4 anos depois eu sei. E me sinto bem com esse sentimento, pois para chegar até ele eu tive que enfrentar a rejeição, a humilhação e a dor de um coração partido. Eu tive que ter alguém para colar os cacos, pois foi tão fragmentado que eu sentia estar desmoronando. Agradeço pelo rumo, pelos comentários, favoritos a vocês. E NFTL é dedicado a todos que fizeram essa fanfic tomar um rumo incrivel! NFTL não é só minha, é de vocês, é nossa. Eu espero que vocês tenham se divertido, rido, chorado e curtido cada segundo dela. Porque vai por mim, eu curti e muito. Obrigada a todas e nós vemos na próxima fanfic. Beijocas ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!