Never Comes So Easy
7 Capítulo 7
Lilian’s P.O.V.
-- Sério mesmo que você ficou com medo? – eu perguntei rindo da cara dela.
-- É claro! Você fez uma cara que... Pelo amor de Deus, gosto nem de pensar. – rimos de novo. – Não faça mais isso ok?
-- Ok. Mas se você me chamar de bebê de novo, haverá consequências.
-- Ok pequena, ok.
-- Nananinanão. Só o Niall pode me chamar de pequena. Escolha outro.
-- Ai meu Deus... Ok... Vou pensar em um ok?
-- Quero só ver hein! Olhe lá o que você vai aprontar. – ela riu ainda mais.
-- Tá bom Lily. Tá bom. – o assunto acabou por um momento até que eu me lembrei de que eu tinha faltado no ensaio. Agora que eu estava de férias, comparecia a todos os ensaios, sem falta. Esse foi a minha primeira ausência, espero que seja a última também. – AH! – ela deu um pulo com o meu grito. Eu gargalhei. – O que fizeram no ensaio de hoje?
-- Ai que susto menina! Para com isso! Mas enfim, eles ensaiaram a música toda hoje.
-- E... Quem fez o meu solo? – eu fiquei com medo da resposta. Todos os meus parceiros de dança são muito talentosos, qualquer um era melhor que eu. E o meu maior medo: qualquer um poderia pegar o meu lugar.
-- Eu fiz. – ela sorriu e me abraçou. Fiquei mais aliviada de saber que uma amiga minha tinha me representado e com certeza maravilhosamente bem. Apesar de ter uma amizade muito saudável com Dani, ela continuava sendo a minha concorrente. Isso me dava um friozinho na barriga. Quase a minha vida inteira foi assim, ser substituída por alguém melhor do que eu. – Lily? Você tá bem? – ela me despertou dos meus pensamentos. Percebi que lágrimas escorriam do meu rosto sem a minha permissão. Odiava chorar na frente dos outros. Mas com a Dani... Era diferente. – Aw Lily, não fica assim não. Eu falei pro diretor que eu não iria participar dessa vez e que o solo continuava sendo o seu. Ninguém vai pegar o seu lugar. – eu apoiei minha cabeça no colo dela. Ela começou a fazer carinho no meu cabelo, o colocando atrás da minha orelha. Eu queria acreditar nela, que o solo seria meu e só meu. Mas acontece que a verdade não era essa. Qualquer oportunidade que qualquer um tivesse de tirá-la de mim, eles o fariam. Essa era história da minha vida. Ser substituída. – Lily, você é a melhor dançarina que eu já vi. Ninguém vai te trocar. – eu me levantei, me sentei e sequei as minhas lágrimas com a minha blusa. A olhei e lhe dei um abraço apertado. Ela era como a minha mãe, já que a minha de verdade estava em casa, morando em Wolverhampton. A gente se mudou para Londres para o Liam seguir seu sonho. Não faz muito tempo que mamãe e papai voltaram para casa. Eles sempre apoiaram Liam, em tudo. Eles fizeram esse esforço de morar em uma cidade grande, mas as fãs começaram a “atrapalhar” a vida deles. Eram várias pessoas acampando fora de casa praticamente todo dia. Eles não conseguiram aguentar toda a pressão e voltaram. Mas eu quis ficar, aqui eu teria mais chances de conseguir seguir o meu sonho. Ser uma dançarina. Dani me ajudou muito. A conheci nos bastidores do X Factor. Ela foi muito gentil comigo, sempre me protegendo. Então ela passou a ser a minha mãe enquanto a verdadeira estava longe. Apesar de me sentir sozinha às vezes, eu gostava de independência. Ela não sabia desse meu sentimento por ela, não sei se contaria pra ela um dia. Quem sabe.
-- Lucy!! Vem cá! – Liam me chamou. – Visita pra você! – outra? Caramba. Liam que era o famoso e eu que recebia as visitas? Olhei para Dani e ela fez um sim com a cabeça indicando que era para eu ir.
-- Vou tentar dar um jeito nesse seu quarto. Tá precisando. – nos levantamos e ela riu. Ela abriu o meu guarda-roupa e o encarou por um momento. Ela me olhou com uma das sobrancelhas levantada. Eu ri e saiu do quarto. Quem seria agora? Fui caminhando calmamente até a porta. Passei pela sala e todos os meninos, sem exceção estavam dormindo. Um encostado no outro. Harry roncava tão alto que fez o Liam despertar assustado. Eu segurei muito a risada, não queria acordá-los. Liam estava com tanto sono que nem percebeu a minha presença. Ele fechou os olhos e continuou dormindo. Eu continuei rindo e abri a porta. Uma moça linda estava parada sorrindo na minha frente. Nunca tinha visto ela na minha vida.
-- Sim, pois não? – falei da forma mais simpática o possível. O seu sorriso agradável se tornou um confuso.
-- Oi, acho que foi engano. Me desculpe. – ela se virou em direção ao elevador.
-- Ei! Espere! Talvez eu possa ajudar! – eu disse indo atrás dela. Ela se virou para me olhar.
-- Eu... Er... Eu acabei de me mudar pra cá e... Eu precisava falar com o... – ela olhou um papel que estava amassado na sua mão e o leu com dificuldade. – Eu não sei que nome tá escrito aqui. – ela riu, sem graça e me mostrou o papel.
-- Ah sim! O John. Ele é que cuida do prédio. O apartamento dele é o do andar de cima. – ela sorriu agradecida.
-- Muito muito muito obrigada.
-- Imagina. Qualquer coisa é só me chamar viu? – ela voltou a sua atenção para o painel do elevador que indicava o andar em que o mesmo se encontrava. Eu fui andando lentamente até a porta do nosso apartamento. – Ei moça! – ela olhou para mim. – Qual o seu nome? – perguntei curiosa. Eu fui até ela, que estendeu a sua mão para mim.
-- Me chamo Eleanor. E você? – ela disse com um sorriso no rosto, como sempre.
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