Neve no Olhar

2 Caítulo 2 - Um Novo Mundo [POV Cate]


Notas iniciais
Eu decidi fazer vários POVs diferentes para tornar a história mais dinâmica. E desculpem qualquer erro de português, eu estou com um teclado novo e ainda não me acostumei com ele. E esse capitúlo tem uma linguagem um tanto quanto mais leve (muito mais leve) que o outro. Divulguem Pfv ^^

Acordei com fiapos de luz invadindo meus olhos doloridos. Eu estava num quarto branco, deitada numa cama com lençóis cobrindo todo o meu corpo. "A enfermaria? Porque estou aqui?" pesei lembrando da corrida fracassada pro caminho até onde eu estava — bom, não a enfermaria, mas você entendeu.

Duas sombras conversavam do lado de fora, enquanto eu me esforçava para sair daquela cama. Me sentei com esforço e puxei os lençóis, esperando um frio malicioso percorrer todo o meu corpo, mas fui recebida por um calor confortável, provido pelo sol raro naquela época.

Uma pequena dor surgiu no meu pé, apesar de estar completamente bem. Bem? Como bem? Era para eu ter quebrado o pé com aquela corrida. O pânico começou a tomar conta do meu corpo, e eu já senta que meu mundo ia desabar novamente.

— Cate, você está bem? — Um das sombras se aproximou sem que eu visse.

— Minha perna não quebrou? Como? — Foi a única coisa que eu consegui perguntar.

Ele olhou para mim por alguns segundos como que pensando no que dizer. Eu o observava tentando compreender o que estava por trás do olhar dele.

— Cate, precisamos conversar. Mas não aqui.

"Claro, não responde minha pergunta, só me mata mais do coração" pensei, tentando controlar o pânico que crescia dentro de mim, mais uma vez.

— Miles, conte logo à ela. Não adianta mais. — Uma voz feminina disse, enquanto entra na enfermaria. — Você está só assustando ela.

Parece que era realmente evidente o quanto eu estava perto de surtar. Ela foi se aproximando e sorriu para mim. Seus olhos eram como os meus, mas não era possível que fôsse como eu, ou era?

— Dá pra tirar as lentes, por favor? Tá me assustando um pouco.

— Só se você tirar as suas — Ela respondeu, rindo.

Agora, sim, eu estava a beira de um surto. Mas não entendo muito bem o porque. Eu me via todos os dias no espelho com os olhos lilás e mesmo assim aqueles, vermelhos como sangue, me davam um certo — muito — desconforto.

— Dá pra algum de vocês explicar o que tá acontecendo? — Olhei para os dois, respirando fundo para meu coração não sair pela boca, enquanto Miles olhava para a mulher misteriosa que eu esqueci de perguntar o nome.

— Nem olhe pra mim, Miles. Você que atrasou isso e, além do mais, ela é sua responsabilidade, não minha. Eu estou aqui só pra ajudar.

— Mas Sarah... — Parece que nem precisou perguntar o nome — Okay.

Ele respirou fundo e eu esperei, enquanto a boca dele abria e fechava sem que nenhum som — ou explicação — saísse.

— Cate, você não é normal.

— Obrigada pelo elogio — falei já me levantando da cama com raiva. Isso tudo para dizer que eu era uma aberração, que eu era a diferente, a esquisita.Eu pensei que pelo menos ele ia entender que não é culpa minha que meus olhos sejam de uma cor impossível.

Lágrimas começaram a descer pelo meu rosto e minhas pernas me levavam para fora daquele quarto com cheiro de remédio. Já estava perto da saída do colégio quando uma mão colocou a mão em meu ombro e me virou. Eu não precisava olhar para saber quem era e por isso nem olhei.

— Cate. Me desculpa. Não foi isso que eu quis dizer. — Ele suspirou e disse. — Eu também não sou normal. Olhe pra mim e você vai ver.

Apesar de estar com raiva e querer esconder as lágrimas, a curiosidade foi maior e eu olhei para ele. Seus olhos estavam diferentes, tinham a cor do pôr-do-sol. Meu rosto se contorceu numa careta de confusão.

— Aquela Sarah, também é assim? — Os olhos dela eram vermelhos, então, porque não?

— Sim e não. Claire, você sabe toda aquela estória sobre vampiros, lobisomens, anjos, demônios, e tudo mais?

Eu assenti, sem entender muito bem como aquilo se encaixava com o que ele tinha falado antes — mas tinha uma teoria, e eu não gostava muito dela.

— São todos reais. A Sarah é uma vampira e nós dois somos algo além disso: Nós somos descendentes de filhos de anjos e demônios.

— Okay... Hã.. É... Acho que eu vou indo...

— Cate, não estou mentindo e eu posso te provar.

— Ele não está mentindo, Cate. — Sarah apareceu lá de repente.

— Como...

— Eu sou, realmente, uma vampira.

E, instintivamente, eu andei um passo para trás.

— Eu não vou te machucar, seu sangue é venenoso pra mim.

Miles veio para perto e estendeu uma das mão para mim, enquanto Sarah cruzou os braços e olhou para mim como que olhasse para uma criancinha aprendendo a falar. Eu fiz a única coisa que veio na minha mente, na única coisa que eu era melhor: Correr. Sem pensar no novo mundo que surgia diante de mim — que eu não queria aceitar — e sem prestar atenção no mais belo pôr-do-sol que a cidade já viu.

Notas finais
YEYYY CHEGOUU UHUUU AEEE>>> Obg por ler seus xerosos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.