Neve...

1 Um abraço quente em uma manha gelada


Notas iniciais
VAGAMENTE baseada no jogo Fatal Frame
Uma fina camada de neve cobria o chão do quintal naquela manhã de sábado, eu calcei minhas botas e fui para o lado de fora ver mais de perto a massa branca e fina no chão. Pisei com força na grama, forçando meus pés contra o chão com vontade... Era tão suave e derretia tão rápido. Abri minha boca pra falar algo e uma \"bolinha\" de ar saiu de minha boca. Puxei uma quantidade considerável de ar para dentro de mim e depois soltei devagar pela boca fazendo com que uma \"bolinha\" maior saísse de dentro de mim. Estava tão frio a esse ponto? Eu ainda estava de camisola. Oh! Sim, minha longa camisola de algodão, branca e com mangas bufantes, e alguns detalhes de renda. Ela balançava contra o vento, era algo tão leve, tão sutil. Resolvi sentar no chão, não sentia o frio da neve e sim um ar reconfortante que exercia em volta de mim como se fosse um balançar de um berço quente e macio e eu fosse a criança não qual estaria dentro dele. Era um sonho? Era tão real... Então o que era? Fechei meus olhos e acabei adormecendo. Era engraçado, ao contrário de diversas pessoas que tentam fugir da realidade para chegarem até o mundo encantado dos sonhos, eu queria voltar para minha doce realidade assim que o meu querido pesadelo começou. Der repente, abro os olhos e observo o meu redor. Tudo havia passado de um pesadelo... Mas meu coração ainda batia com força. Me levantei batendo minha camisola para que a neve saísse por completo percebo que havia uma mancha vermelha bem do lado. O vermelho ainda estava úmido, passei minha por ele e pude ver uma gosta escorregando pela palma da minha mão até chegar a meu pulso, quase que por instinto pus na boca e identifiquei o que era. Levantei com veracidade a minha camisola e comecei a procurar por algum corte ou algo parecido. Até que encosto em um corte, ele era fundo, conseguia sentir uma de minhas costelas. Nesse momento me lembro do que acontecera, algo que não foi recente como o que aparentava ser o liquido vermelho que agora jorrava com força de meu machucado. A verdade era que morri ali, algum tempo atrás, aquela casa não pertencia a mim, e sim a quem me prendera ali. Essa pessoa... Ela me levou até lá, ela havia... Não, era impossível aquilo. Corri para dentro de casa, estava mais lenta, mais cansada, começava a sentir uma dor quase que insuportável. Acabei tropeçando no ar e cai no chão, não havia mais forçar para levantar. Até que a vi. Ela usava um vestido parecido com o meu mas com um caimento mais sofisticado. Seus cabelos eram bem cuidados e seus olhos estavam demonstrando um ar de preocupação mas ainda sim sorria para mim. Ela me levantou do chão me abraçando, ela estava fazendo minha dor desaparecer. Seu abraço era tão apertado que parecia que eu entrava dentro dela. De repente, meu sangue sumiu minha dor sumiu tudo ao nosso redor sumiu só sobrou ela e eu mais nada. Foi quando ela chorou, chorou por mim e desapareceu. Me deixou ali sozinha, no frio, sentada no chão. Até que adormeci. /~/ Acordei, estava em meu quarto. Havia dormido demais. Levantei da minha cama e calcei minhas botas e fui para o lado de fora ver mais de perto a massa branca e fina no chão. Pisei com força na grama, forçando meus pés contra o chão com vontade... Era tão suave e derretia tão rápido...... /~/ Relatório da policia: \"Wataru Yoshizumi, foi raptada por dupla de assassinos e levada a uma cabana \"no meio do nada\" um pouco distante de sua cidade. Lá ela foi torturada e morta com um facão de cozinha, logo depois seu corpo foi largado lá. Uma semana depois sua irmã, Aya Yoshizumi encontra seu corpo. Cinco horas depois a policia consegue convence-la de deixar que enterre a irmã na qual não parava de abraçar e permitir que ninguém chegue perto. Após a cerimônia Aya Yoshizumi se mata com um tiro na cabeça próximo a cabana.\" -Dizem que, quando uma pessoa não morre totalmente em paz ou ainda com missões que deviam ser compridas na sua vida ainda pela metade... Sua alma continua vagando presa nesse mundo e revivendo toda a dor que sentiu durante sua morte... Para sempre ou... Até que sejam ajudadas. -Ele comentou consigo mesmo entrando na casa. Uma das mãos segurava uma câmera velha que continha uma densa energia em volta e na outra um potinho de água benta. Não era religioso e acreditava mais no poder da câmera mas, sentia que a água iria ajudar. ~Hora de ajuda-las~
Notas finais
Sim, pessoas que nunca jogaram vão achar totalmente confuso e talvez as que já jogaram também. Escrevi assim que lançou o primeiro jogo... Ainda era nova, não tinha um vocabulário tão vasto e não sabia coordenar os fatos de forma coerente. Mas enfim, nem tinha idéia que ainda guardava essa coisa aqui D: por isso, resolvi postar. Obrigada a você que leu até o final...Comentários são muito bem vindos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!