O barulho de aparatação ressoou com uma flecha no cômodo vazio assim que Draco e Hermione se fizeram presentes na sala luxuosa. Viu como ela franziu o cenho por um momento, olhando tudo ao redor com extrema cautela e desconfiança, como se ainda se perguntasse por que ainda se deixava ser levada por ele para qualquer lugar. Porém, já que o fazia, devia ficar alerta o tempo todo.

Certo, em outros tempos, se estivessem na mesma situação – íntimos como jamais haviam se visto – a levaria às masmorras da Mansão Malfoy apenas por capricho, para ver como ela reagia. Mas era um homem adulto, profissional renomado e não tinha tempo para pegadinhas desse tipo. Embora, é claro, reservasse uma hora de seu dia para discutir com Granger no Ministério, o que era sempre um prazer, pois poucos tinham o cérebro tão rápido quanto o dele para formular respostas.

Saindo de suas divagações sobre seus dias normais, entretanto, percebeu que sua mão suava contra a palma dela, o que era muito estranho, pois todo o local parecia frio devido à falta de presença humana. Granger foi a primeira a se afastar, retirando a varinha do bolso para realizar um feitiço de limpeza no sofá empoeirado.

Olhou ao redor constatando que tudo ali estava exatamente no mesmo estado em que deixara, exceto pela camada fina de pó que se encontrava sobre toda a mobília. Devia mesmo ter seguido os conselhos de Narcissa sobre tapar tudo com tecidos quando decidiu não freqüentar mais o lugar.

Grimmauld Place, n°.12, havia passado por uma reforma após a Grande Guerra, quando a reivindicara junto às autoridades competentes – era inaceitável que uma propriedade de sua família fosse passada sem nenhuma contestação a Harry Potter! No início, tratava-se apenas de um capricho de sua parte que viria com o bônus de receber toda a herança da família Black após a abdicação de sua tia Andrômeda, mas realmente passara a gostar daquela casa, principalmente após descobrir os diários de seus antigos moradores: Sirius, Régulos e algumas anotações esquecidas de Granger.

Descobriu que ela passara as férias de verão do quinto ano naquele lugar, juntamente com a ninhada Weasley, e era uma grande admiradora de seu primo Sirius, o qual não conhecera, mas era sempre recordado com saudades por Narcissa e Andrômeda.

Tinha de admitir: era realmente difícil não admirá-lo, não ter inveja de sua coragem malditamente grifinória ao ir contra todos os ensinamentos tradicionais, a educação rígida da família, por princípios maiores como lealdade aos amigos acima do interesse pessoal de um projeto de poder orquestrado por Orion, patriarca dos Black. Por que, se havia alguém mais respeitado, poderoso e temido do que Voldemort no mundo bruxo, esse alguém era seu tio-avô, mas Sirius ignorou tudo isso como Draco jamais teria feito. E a simples memória do que ele fora parecia acusá-lo constantemente de que realmente era o covarde mimado que sabia, que agora sabia que era.

Granger lhe chamou a atenção ao sentar-se em frente ao piano, agora limpo, colocando um dos braços sobre a cauda para apoiar o rosto enquanto a outra mão dedilhava algumas teclas agudas no instrumento. Não fazia ideia de que ela sabia tocar, mas, pensando melhor, não fazia ideia sobre muitas coisas sobre a mulher. Porém, Draco percebeu como a mão dela se encontrava instável, hesitante sobre o teclado, os dedos tremendo sem motivo aparente, o que pareceu frustrá-la. Por fim, com um suspiro audível de raiva, ela colocou as mãos sobre o colo e as enrolou na manga de seu suéter fino.

– Escolher me trazer não foi uma boa ideia. Há... – Draco fez um feitiço de limpeza em uma das janelas, assim como nas cortinas pesadas que a rodeavam e sentou-se confortavelmente no parapeito, como fazia quando estava completamente sozinho, apenas para observar a rua lá embaixo. Os dias de inverno eram seus preferidos, tornava toda a rua mais bonita. Agora, tudo se encontrava marrom demais e detestava marrom, pois era uma cor extremamente sem personalidade e mau gosto. – Lembranças demais.

– Lembranças de um tempo onde tudo entre você, Potter e Weasley era mais simples, certo? – Ela meneou a cabeça e a abaixou, suspirando. – Quando vocês sabiam o que realmente sentiam um pelo outro e o limite que não deveriam ultrapassar. Talvez essas lembranças lhe sejam úteis, afinal.

– Sei que errei, Malfoy. – Draco quase se sentiu culpado por seu tom duro ao ouvir como ela soava cansada. Devia estar se sentindo extremamente culpada por ter transado com o melhor amigo justamente na noite em que seu marido fora assassinado. Mas era seu papel fazê-la chorar ali e não em frente às pessoas que a julgariam, não precisava demonstrar fraqueza para ganhá-las. – Ginny nunca vai me perdoar.

– Provavelmente não.

Deu de ombros quando ela o olhou de forma contrariada como se esperasse que dissesse o contrário, que discordasse do fato de que a Sra. Potter sempre fora extremamente possessiva e mimada – possivelmente, resultado de ser a caçula de seis irmãos – e a perdoaria num futuro próximo. Até poderia acontecer, Draco ponderava, se o irmão dela não estivesse morto. Porém, sabia como a mente de alguém com raiva funcionava e Ginny Weasley logicamente associava a morte de Ronald ao fato de Hermione não se encontrar em casa, o que era agravado pelo fato de estar transando com o marido da outra.

– Eu já... Pensei tanto sobre isso. – Ela deixou os ombros caírem. – Como pudemos deixar acontecer? O clima surgiu e levamos adiante como dois adolescentes inconseqüentes.

Draco sabia que Granger seria a última a se refrear, a vida dela estava toda errada e Potter apareceu como uma válvula de escape do pesadelo que era Weasley, mesmo que isso se tornasse um problema após o ato consumido. Ela não teria nada a perder se as coisas não houvessem saído de ordem após a morte do marido, porém duvidava que pudessem engatar um caso, pois o auror obviamente era nobre demais para tanto. Que tipo de pessoa trai a esposa com a melhor amiga do casal e conta tudo a mesma por “não conseguir conviver com a culpa”?!

– Vocês reprimiram esse clima durante a vida toda e Weasley está furiosa por que sabe disso. Potter pode amá-la, mas sempre desejou você.

Viu como o encarou franzindo o cenho e quase revirou os olhos pela ingenuidade que ela ainda possuía, apesar de tudo.

– De qualquer maneira, não deveria ter acontecido.

Não mesmo, pensou Draco ao observá-la sentar-se com as pernas espichadas sobre o sofá confortável que havia perto de uma lareira, a qual ela não se incomodou em acender. Por que Weasley era bonita, mas Granger e suas curvas eram demais para Potter e imaginá-los juntos lhe dava náuseas.

Evitou uma careta ao vê-la prender os cabelos no alto da cabeça deixando toda a linha alva do pescoço à mostra, provavelmente com calor devido à depressão. Precisava procurar um médico urgentemente, mas buscar um que fosse discreto o suficiente para não comprometer o caso era uma tarefa árdua visto que suas opções eram poucas. Logo Granger seria acusada formalmente pela Corte do Ministério e não queria notas sobre seu estado mental pipocando na imprensa bruxa.

– A promotoria irá usar um batalhão de Weasley’s dispostos a acusá-la para mostrar solidariedade a Ginevra, sabe como funciona. – Avisou Draco vendo-a deitar a cabeça no encosto do sofá, parecendo abatida. Por um momento, pensou que deveriam parar por ali, que estava esgotando-a, principalmente, se levasse em conta onde estavam. Porém, ela também estava extremamente receptiva e com sua guarda baixa conseguiria mais respostas para as muitas dúvidas que possuía. – Granger?

Ela o encarou como se saísse de um devaneio qualquer e não estivesse prestando a mínima atenção ao que ele dizia. Levantou uma sobrancelha interrogativa, no que o rosto dela corou denunciando que não estava realmente lhe prestando atenção, pois Hermione Granger não corava jamais.

– Estava falando sobre...?

– Não importa. – Não havia nada que pudesse, pessoalmente, fazer para melhorar seu estado no momento. Ela cruzou os braços, insatisfeita. – Eu vou perguntar apenas uma vez, de boa vontade, e espero que seja sincera.

– Sua boa vontade é comovente. – Granger levantou-se e andou até a estante que se encontrava ao lado da lareira, abaixando-se para abrir um compartimento que ficava perto do chão e tirando alguns livros de lá. Típico, ele pensou semicerrando.

– Há algo mais que eu deva saber sobre seus hábitos? – Sentou-se em uma antiga poltrona bege sem tirar os olhos dela, observando, particularmente, como hesitou ao continuar lendo os títulos dos exemplares que tinha em mãos.

– O que quer dizer?

– Como está sendo ficar com a minha tia? – Por que ele sabia que algo estava errado quando batera os olhos na figura de sua tia e a vira de cachecol, num dia de temperatura amena, quando esta nunca costumava usar aquele tipo de peça.

Lentamente, ela colocou os livros de volta na estante e respirou fundo olhando-o rapidamente e voltando a mexer nos bibelôs de decoração quase ridículos e femininos demais que Narcissa insistira em colocar ali sob o argumento de que a Mansão Malfoy já era sem vida o suficiente por algumas gerações.

– Andrômeda é uma boa pessoa.

– Eu sei. – Andou até se encontrar atrás dela e, aproveitando que era uma cabeça mais alta, segurou seu pulso para que parasse de tentar descontar sua ansiedade naqueles objetos. Porém, Granger assustou-se e deixou o exemplar de um pequeno vaso de porcelana chinesa negra ir ao chão, fazendo-o em pedaços. Não se afastou, ainda que devesse, mas deu alguns segundos para ela se recuperar enquanto olhava os cacos aos seus pés. – Não foi isso que perguntei.

– Não vai querer saber, Malfoy. – Ela disse em voz baixa e Draco soltou seu braço, escondendo as mãos no bolso enquanto a via respirar fundo, provavelmente de olhos fechados, como já a vira fazer muitas vezes no Ministério com a intenção de conter o nervosismo.

– Está enganada.

– Por que quer sempre saber de tudo? – Granger falou entre dentes e virou-se o encarando com os olhos vermelhos pelo fato de estar segurando o choro. – Somos maduras o suficiente para resolver o que houve, tudo está bem e não precisa se preocupar...

– De alguma maneira, você a machucou. – A cortou deixando-a desconfortável ao encurralá-la contra a estante. – Eu quero saber por que e quero saber agora.

– Afaste-se, Malfoy, eu não sou tão frágil quanto pensa. – Disse friamente, os olhos tomando uma cor opaca que o assustava.

Apesar do que afirmava, era possível perceber como ela se controlava para não ruir perante ele. Surpreendentemente, essa mesma pessoa que estava manipulando as emoções, bem na sua frente, era a mesma que circulara pelo Ministério nos últimos anos, sempre policiando os verdadeiros sentimentos com aqueles mesmos olhos sem vida que o encaravam no momento. A mudança dela fora tão discreta que ninguém percebera, nem mesmo Draco que tanto se gabava pelo fato de ser um observador minucioso.

– Repetir essa mentira para si mesma não irá torná-la verdade.

Hermione o empurrou pelo peito, se afastando da estante e quebrando o contato visual que, provavelmente, perturbava. Ela estava acostumada demais a manter segredos e certamente sentia-se invadida quando alguém – Draco não considerou ser ele o problema de toda equação – ameaçava se aproximar destes.

Voltou-se em direção a figura pequena da mulher que tremia e tinha uma das mãos apertadas contra a boca para não arriscar soltar ruído algum. Então, finalmente, entendeu por que Potter transou com ela, por que jogou fora o trabalho de anos ignorando a tensão sexual que havia entre eles. Granger estava devastada psicologicamente e era quase impossível não querer ajudá-la de alguma forma quando conhecia seu estado normal, quando sabia que poderia ser alegre e educada mesmo nos dias mais tumultuados, quando não a via soltar um sorriso verdadeiro – se deu conta – há meses, de acordo com o que podia se lembrar.

Se Draco sabia apenas isso e queria fazer algo para mudar tal situação, Potter, provavelmente, sentia uma carga de responsabilidade muito maior por conhecê-la bem melhor do que o loiro.

– Você está sim frágil, Granger. – Começou se aproveitando do estado em que ela se encontrava para que pudesse lhe ouvir. Talvez pudesse funcionar, fazê-la reagir de alguma forma. – Tornou-se fraca pura e simplesmente por que foi orgulhosa demais ao negar deixar a vida medíocre e orquestrada que levava, covarde demais para admitir que precisava de ajuda. Talvez ainda alimentasse uma esperança descabida de que tudo pudesse voltar ao normal, mas no fundo sabia que era inútil. Você estava quebrada, seu casamento estava acabado, mas o conto de princesa que criou não deveria ser desmascarado perante todos, certo? Deixou as coisas como estavam por medo e isso é ser frágil, sim. Não sairá deste estado enquanto permitir que essas adversidades continuem definindo quem você é como fez nos últimos dois anos e está fazendo no momento.

O silêncio se fez presente no ambiente e, aos poucos, viu como o corpo dela parou de tremer. Ao contrário do que esperava, Granger se esforçou nada para lhe formular uma resposta esperta e minimamente ofensiva. Havia lhe chamado de covarde com todas as letras, como jamais ousara fazer em uma conversa séria e, tinha certeza, se fosse há outros tempos ela não permitiria que o fizesse.

Como Draco supunha que tinham, aliás, pois muitos minutos se passaram até que ela se manifestasse. Minutos suficientes para fazê-lo pensar que a conversa havia acabado e que demoraria, pelo menos, alguns dias para encontrar outra chance de persuadi-la a falar sobre seus problemas para ele.

– Todas as noites... – Ela começou com a voz baixa. – Vejo sombras por todo o meu quarto. Sombras que atormentam, parecem me perseguir na escuridão... Estão em todos os cantos, entende? Não me deixam dormir.

– Tem medo do escuro? – Perguntou apenas para verificar se estava realmente acompanhando a moral da história, recebendo uma afirmação silenciosa.

– Não conseguia pregar os olhos há dias... Então, na noite passada eu consegui dormir com as luzes acesas. Mas quando eu acordei... – Ela prendeu a respiração e teve a impressão de vê-la encolher-se ainda mais contra o próprio corpo. – Estava tudo escuro e havia essa sombra ao meu lado, na cama...

– Andrômeda. – Sua tia usava cachecol para esconder as marcas dos dedos de Granger, como desconfiara desde o princípio.

Deu a volta no sofá que ela se apoiava, observando como todo o rosto se encontrava contraído e os olhos vermelhos, embora se recusasse a soltar uma lágrima. Sentou-se ali mesmo, de costas para sua cliente. A imagem de Hermione sobre o corpo de sua tia enforcando-a com as próprias mãos lhe parecia aterrorizante por que ela era supostamente boa demais para fazer esse tipo de coisa e vê-la confessando era como se uma peça do quebra-cabeça estivesse errada.

Andrômeda estava apenas tentando ajudá-la, fazê-la perder seus medos, e saiu machucada de verdade, quase do mesmo modo que Potter. Todos que tinham Granger em suas vidas eram prejudicados de alguma forma e isso não poderia ser apenas coincidência. Uma coincidência desencadeada poeticamente pela morte de Weasley onde todos cairiam como num jogo de dominó, parecia perfeito para uma mente sem escrúpulos.

Draco, provavelmente, possuía um instinto masoquista muito afiado, pois tudo naquele caso apontava para Granger e sua mente fria e calculista e ainda assim queria ajudá-la por que acreditava piamente que essa casca, essa máscara que ela havia usava, era apenas um tipo de proteção. Não cabia em sua mente considerá-la uma assassina, apesar de às vezes desconfiar do modo suspeito como ela agia às vezes.

– Granger... – Recomeçou, tentando focar no que realmente importava ao ouvir a respiração compassada e completamente controlada atrás de si. – Eu irei ajudá-la, mas é inadmissível que machuque minha família.

– Eu sinto muito. – Draco voltou-se para a figura frágil, que parecia pequena demais em meio aos móveis imponentes daquele lugar e suas roupas casuais e confortáveis.

– Talvez queira, mas não tenho certeza se realmente sente. – Pois tudo sobre ela estava se tornando uma incógnita muito confusa para Draco. Viu como ela abaixou a cabeça e mordeu os lábios, insegura, sem parecer realmente pensar em contestá-lo.

– Poderei voltar para a minha casa?

Mesmo que pudessem ignorar toda a imprensa do mundo bruxo acampada em Godric’s Hollow, ainda havia o problema da carga de lembranças que aquela casa em especial possuía, o que não era nada indicado ao estado emocional instável em que Granger se encontrava.

– Irá ficar em Grimmauld Place até que as coisas se resolvam e, caso for preciso, eu ficarei com você.

Por que, de qualquer maneira, ela não poderia fugir das lembranças de sua vida e, pelo menos, a Mansão Black lhe trazia as melhores.

Notas finais
Hello, peoples!! :D Gente, eu tenho esse capítulo pronto há dias, mas cada vez que o revisava para postar algo não parecia bom, mas estava muito ansiosa pra postá-lo, de verdade! E então, gostaram da conversa deles?! Adoro fazer Draco dar sermões nela, me faz tão bem pensar que isso pode ser possível e não apenas o contrário por que, para mim, ele é o tipo de pessoa que saberia muito bem elaborar sermões que podem simplesmente acabar com alguém kkkkkk Enfim, só quero acrescentar que as coisas são pela visão dele e nem tudo pode ser realmente verdade, só podemos descobrir a partir do momento em que Hermione verbaliza seus verdadeiros pensamentos, então, vamos esperar pelos próximos capítulos dessa novela :)) Sobre Andrômeda... Eu queria dizer que ando acompanhando algumas coisas sobre depressão e ansiedade em um site muito legal chamado awebic, onde há relatos de pessoas que realmente passaram por isso, então o fato de Hermione ver sombras no escuro é uma consequência da doença, foi de onde surgiu a ideia do acidente com Andrômeda. Estou fazendo ela sofrer ou acham que faz parte? kkkkkk Agora, Hermione sente ou não muito? Sim, essa nota está ficando muito grande, mas é por que gosto de dizer de onde vem minhas inspirações, mas se estiverem incomodados podem dizer... Enfim, depois que escrevi essa cena pensei em Supernatural, onde Sam não tem alma e por isso não pode sentir, foi só algo que me veio a mente que poderia ser encaixado na situação de Hermione e Draco ali. Aiai, acho que é isso. O próximo já começou a ser escrito e... Surgirá uma nova evidência!! Espero que tenham gostado e muito, muito, obrigada por todos os comentários no último capítulo, eu pude falar tanto sobre a história *_* Beijão, até o próximo!!