Sonolento, Draco virou-se entre os lençóis macios ao sentir o colchão confortável afundar do outro lado da cama. Preguiçosamente, encarou as costas curvilíneas da mulher de cabelos castanhos extremamente lisos e compridos enquanto a mesma vestia-se sem pressa.

– Sabe, você está bem silencioso hoje. – Apenas vestindo um conjunto de lingerie branco, ela levantou-se em busca de um vestido qualquer dentro do enorme armário luxuoso que havia na suíte. – Diria que conversar ajuda, mas você não é esse tipo de pessoa.

– Sou alguém que acredita que as pessoas não se importam pelos problemas dos outros quando não têm algum interesse oculto. – Deu de ombros e levantou-se, encaminhando-se para o banheiro sem incomodar-se com a própria nudez, embora sentisse o olhar cético dela às suas costas. – Onde está Erin?

– Ela teve de viajar a trabalho. – Ligou o chuveiro, ouvindo a movimentação de Astoria no banheiro, onde provavelmente retocava a maquiagem. – O Harpias de Hollyhead está contratando novos artilheiros.

– Uh, informação privilegiada. – Comemorou falsamente. Embora gostasse de quadribol e até houvesse se aventurado na escola como apanhador, seu tempo para o esporte havia diminuído consideravelmente ao longo do tempo e agora apenas acompanhava as novidades pelo caderno de esportes do Profeta Diário.

– Você está desviando do assunto.

Conhecia Astoria há tantos anos e tão bem que quase podia vê-la revirar os olhos em frente ao espelho. Sem pressa, Draco começou a ensaboar-se e lembrou-se sem fazer esforço de todos os problemas envolvendo Granger, afinal a mesma ocupava grande parte de seus pensamentos durante boa parte do tempo.

Assim que saiu de Grimmauld Place, aparatou em um bairro nobre de Londres, onde Astoria morava em um apartamento elegante e espaçoso juntamente com Erin Monks, sua companheira e agente. As duas haviam assumido um relacionamento sério há quatro anos, mas namoravam há muito mais tempo do que podia se lembrar.

Entretanto, recordava-se claramente da época em que os Greengrass descobriram que a filha era lésbica e da resistência dos mesmos em aceitar sua sexualidade, mas não aguentaram muito tempo longe da filha. Apesar de ter um ramo Sonserino, a família era bastante unida. Pelo menos, foi o que Astoria contou-lhe algum tempo depois do acontecido.

Não mantinha nenhum caso com a mesma, mas encontravam-se esporadicamente quando Draco precisava conversar. Era como unir o útil ao agradável, o que não poderia fazer com Pansy ou Dafne, por exemplo. Ambas perguntavam demais, não sabiam quando parar, não eram nada sutis, lhe cobravam explicações e detalhes em demasiado, o que Astoria não fazia em nível algum.

– Alguém está confundindo minha cabeça mais do que achei que seria possível.

– Acho que posso supor que não é uma de suas conquistas.

Draco quase soltou um riso divertido ao imaginar Hermione Granger como uma de suas “conquistas”. Era inconcebível. Em tempos melhores, sequer conseguiam ficar na mesma sala durante algum tempo sem soltar ao menos uma provocação. Além disso, lembrava-se claramente de certo episódio na antessala do Ministro Kingsley onde um vaso decorativo fora estraçalhado na parede por Granger e seu temperamento difícil em uma tentativa malfadada de deixá-lo, pelo menos, inconsciente.

– Não.

– Granger? – Pôde ouvir o riso de Astoria e franziu o cenho se perguntando o que poderia ser engraçado, ainda que a vida para a mulher fosse levada de forma muito mais leve do que a dele. Certamente, ficou algum tempo em silêncio, pois a mesma abriu o boxe e lhe sorriu espertamente. – A única pessoa que te dá problemas, sem se tratar de suas conquistas, é a Granger. Eu acho que isso não mudou, apesar do tempo que passamos sem nos ver. Além disso, eu leio os jornais.

O mais importante sobre a relação que mantinha com a mais nova das Greengrass é que esta não pedia por atenção e nem iniciava uma discussão por ficar determinado espaço de tempo sem vê-la. Procurava Astoria com pouca frequência e o fato de manter um relacionamento sério ajudava um pouco nisso. Não sabia como ela encarava as traições esporádicas ou se Erin tinha alguma ideia de que se encontravam às vezes, mas não se importava realmente.

– Ela... É mais complexa do que imaginei, entende? – Astoria meneou a cabeça e voltou para o espelho deixando o boxe propositadamente aberto. Só então percebeu que ela não passava maquiagem, mas um tipo qualquer de creme e o fazia com tanto cuidado que Draco se perguntou onde as mulheres arranjavam paciência para isso. – Estamos mais próximos agora e ainda não me decidi se gosto ou não da pessoa que ela se revelou.

E detestava estar em tal situação. Poucas foram às vezes em que estivera tão dividido sobre algo. Uma dessas ocasiões aconteceu durante a Grande Guerra quando tinha de proteger sua família e ao mesmo tempo tinha consciência de que os valores que lhe foram ensinados e por que supostamente lutava eram extremamente cruéis. Não é como se fosse fácil defender um lado pelo qual não nutria nenhum tipo de fé ou crença cega como vários Comensais que conhecera.

– Isso está atrapalhando a relação profissional de vocês? – Draco finalmente saiu do banho e enrolou-se na toalha parando para encará-la pelo reflexo do espelho. – Se for o caso, você tem um problema.

Então, definitivamente, tinha um problema. Voltou para o quarto lembrando-se do acontecido do dia anterior enquanto evitava a mesma onda de arrepios que percorrera seu corpo quando ouviu Granger contar que se tocara pensando nele. Transar com Astoria, ainda que houvesse sido extremamente satisfatório, não lhe tirara a outra da cabeça. Sequer tinha esperanças de que isso pudesse acontecer – afinal não era um adolescente que agia por impulso -, mas precisava encontrar um passatempo que tivesse o “poder” de tirá-la de sua mente por algum tempo.

De qualquer forma, enquanto conseguisse manter aquela mulher longe de si, sexualmente falando, tudo estaria sob controle. Foi o que constatou ao terminar de vestir-se com algumas peças de roupas conjuradas de casa. O dia havia amanhecido há algumas horas e não se importara em dormir além da conta, pois era sábado. Até os melhores dormem demais no sábado.

Não queria ter de lidar com Granger tão cedo, mas precisava ver como ela estava, afinal de contas a havia deixado doente e provavelmente furiosa pelo “roubo” da carta comprometedora. Astoria voltou ao quarto já em cima de seus saltos colocando os brincos com habilidade e voltando-se para a bolsa pequena que segurava com firmeza embaixo de um dos braços.

– Não se esqueça de despachar suas roupas de volta pra casa, Erin chega hoje à noite.

Com um feitiço rápido, suas roupas da noite anterior foram diretamente para a Mansão Malfoy e Draco pôde voltar sua atenção para a mulher à sua frente, a qual usava um vestido que marcava tentadoramente suas nádegas e quadris.

– Sabe, ainda tenho algum tempo. – Ela lhe sorriu e fechou a bolsa dirigindo-se a ele e sentando-se em seu colo com as pernas abertas ao lado das suas de forma que as intimidades de ambos estivessem completamente em contato ainda que sob algumas camadas de tecidos.

– Sinto muito, estou atrasada para um compromisso com a minha mãe. – Astoria descansou os braços ao redor do pescoço dele e fechou os olhos ao sentir a boca de Draco em seu pescoço ao mesmo tempo em que as mãos apertavam sutilmente suas nádegas, fazendo-a rebolar inconscientemente sobre seu membro. – Você me excita tanto, Draco. Mas é o único com algo entre as pernas que tem esse poder.

– Então vamos aproveitar.

Draco sugeriu e enganchou os dedos na borda da calcinha pequena da mesma, puxando-a alguns centímetros antes que ela pudesse colocar as mãos sobre as suas e lhe impedir, dando-lhe um beijo rápido antes de se levantar e recompor.

– Me procure qualquer dia para conversarmos de verdade. Talvez até lá já tenha resolvido esse problema de... Se abrir. – Por que Astoria sabia que levaria algum tempo para que voltassem a se encontrar. Suas despedidas eram sempre iguais, mas ela nunca perdia a esperança de que pudesse mudar, talvez se tornar um pouco mais emocional. Não sabia de onde ela tirava tanta fé em Draco, sendo que nem ele a tinha em si mesmo. – Tenha um bom dia, querido.

Assim, Draco voltou a Mansão Black, não de forma resignada, pois não era do tipo que fugia dos problemas – ou batalhas. Pelo contrário, sempre estava preparado para lidar com os mesmos. Havia um pouco de Maquiavel em sua personalidade, é claro. Enfim, encontrava-se até mesmo um pouco ansioso para descobrir o desfecho daquela história.

Havia procurado Astoria para, talvez, tirar Granger da cabeça, mas o conteúdo daquela carta e o fato de as digitais dela estarem na varinha que havia matado Weasley não lhe deixavam ter um instante de paz. Então, concluía que estava no caminho certo ao nutrir tão boa vontade em descobrir a verdade. Do contrário, sua sanidade ficaria em frangalhos.

Estranhou ao adentrar o hall da suntuosa casa que todas as luzes daquele andar estivessem ligadas e franziu o cenho ao sentir o cheiro de comida sendo preparada. Comida boa, diga-se de passagem. Porém, antes que pudesse dar um passo sequer em direção à cozinha que ficava no térreo, um feitiço de cor prateada riscou o ar em sua direção, obrigando-o a desviar-se por reflexo e deixando o mesmo ricochetear-se na porta, onde não fizera nenhum estrago além do ruído oco.

No último degrau da escada, de onde viera o feitiço, Granger se encontrava com a varinha apertada entre os dedos enquanto o encarava com as feições completamente coradas de raiva.

– Está louca?!

– Você não tem o direito de mexer nas minhas coisas, Malfoy. – Ela disse entre dentes, mas sem mover um músculo visto que se encontrava em posição privilegiada estando um andar acima de Draco. – Onde está a carta?

– Por que não me contou que as declarações de Brown eram verdadeiras? – Não ia deixar Granger dominar aquela discussão, de qualquer forma. – Ela disse milhares de vezes que Weasley ia pedir o divórcio na noite em que morreu e você não fez questão nenhuma de me contar que foi o que realmente aconteceu. Por quê?

– Não faria diferença alguma, alegar sem provas é o mesmo que não alegar. Vai dizer que se esqueceu desse princípio? – Ela retrucou rapidamente e de forma desdenhosa.

– Granger, vamos deixar as respostas espertinhas de lado. Eu quero saber o que realmente aconteceu naquela noite e não aceito meias verdades.

Entretanto, antes que ela pudesse manifestar-se, uma porta lateral que ficava em frente à entrada da sala de visitas se abriu e a figura de Andrômeda se fez presente encarando-os de forma desconfiada e parecendo resignada ao finalmente compreender o que acontecera ali.

Havia se esquecido completamente de que mandara uma coruja a sua tia contando sobre o estado de saúde de Granger e devia ter previsto que a senhora provavelmente se encontraria ali para cuidar da mesma.

– Ouvi um barulho estranho, acho que entendi por quê. – Disse referindo-se a varinha que Granger ainda tinha em mãos. Era quase como se ela estivesse pegando duas crianças desobedientes no flagra, o que era constrangedor: deveriam tratar de assuntos de importância vital, mas pareciam ter 12 anos idade sob o olhar julgador de sua tia.

– Estávamos resolvendo algumas... Pendências. – Respondeu Granger lançando um falso sorriso à outra enquanto guardava a varinha no bolso.

– Podem resolver as pendências após o almoço, não?

Lançando um olhar de aviso a Granger, seguiu sua tia e ouviu os passos de Granger descendo as escadas para encaminhar-se a cozinha também. Era melhor que ela não achasse uma boa ideia tentar resolver seus problemas durante a refeição, pois não queria expor sua tia a discussões desnecessárias ou desgastar a imagem da própria Granger perante a senhora que tanto acreditava nela.

Revirou os olhos ao sentar-se à mesa – pois era ridículo que se preocupasse tanto com ela – e começaram a comer em silêncio. Sentia os olhos de Andrômeda sobre ambos, analisando-os criticamente pela falta de cortesia um com o outro, mas naquele dia sabiam que estavam muito longe do que as regras de etiqueta exigiam sobre isso.

O silêncio não o incomodava minimamente, de qualquer forma, havia sido criado em um lugar onde falar ou portar-se mal durante as refeições era sinônimo de castigo. Entretanto, gostaria de resolver aquela “pendência” o quanto antes. Ouviu o pigarro de Andrômeda, provavelmente acostumada a outro tipo de vida após optar por deixar para trás seu passado de nobre do mundo bruxo, e a mesma não demorou a se manifestar.

– Tem planos para o Halloween, Draco?

– Não, por enquanto. – Sequer se lembrava de que o Halloween era dali dez dias, na verdade.

– Eu... Irei fazer um jantar. Hogwarts mudou a política do feriado e agora os alunos podem voltar para casa durante essa semana, como no Natal, então... Teddy estará por aqui. – Ela deu de ombros, feliz por ter o neto em casa ainda que por uma semana, já que ficava a maior parte do ano sozinha. – Eu avisei a Narcissa e ela confirmou presença, mas disse que não estão conversando muito e por isso não sabia se tinha algum compromisso, então...

– Estarei lá, não se preocupe, também quero ver Teddy.

Ela lhe lançou um sorriso grato e voltou seu olhar a Granger, que cortava a costela de carneiro em seu prato sem muito cuidado enquanto ignorava a ambos.

– Você também irá, Hermione?

Impaciente, a mulher soltou os talheres sobre o prato produzindo um ruído alto e respirou fundo ao voltar-se para Andrômeda, provavelmente tentando acalmar-se para não ser mal educada com a única pessoa que ainda estava ao seu lado por que gostava e não por obrigação, como o próprio Draco.

– Claro, tudo bem, eu... Também estou com saudade de Teddy. – Assim, Granger jogou o guardanapo na mesa e levantou-se. – Obrigado pelo almoço, Andrômeda, mas... Eu estou sem fome.

– Precisa comer para recuperar-se totalmente...

– Estou bem, obrigada. – Andrômeda tentou argumentar, mas já estava quase no fim das escadas que levavam ao hall e retrucou de lá mesmo, sem fazer grande caso disso.

– O que foi isso?

– Isso foi a verdadeira Hermione Granger. – Respondeu abruptamente, no que a mulher apenas revirou os olhos e continuou a olhar-lhe como se a atitude mal educada de Granger fosse sua culpa.

– Draco, sei que ela não agiria assim por qualquer coisa. – Draco quase bufou, mas sabia que o conhecimento de sua tia sobre Granger era bastante limitado. – O que aconteceu?

– Novos problemas surgiram e nos desentendemos. Previsível, iria acontecer em algum momento. – Draco tomou toda sua água e levantou-se. – Mas não é algo que podemos deixar sem resolução, como Granger provavelmente quer.

– A situação dela pode se complicar ainda mais? – Perguntou a mulher, temerosa.

– Possivelmente. – Andrômeda abaixou os ombros de forma desanimada pela situação em que a outra se encontrava e Draco obrigou-se a lhe apertar os ombros em sinal de apoio. – De qualquer forma, obrigada por vir ver como ela estava. E pelo almoço, a comida estava ótima.

– Prometa que fará o possível para não deixar que ela vá para Azkaban. – Sua tia suplicou com os olhos lacrimosos antes que pudesse retirar-se da cozinha. – Hermione é como uma filha, Draco. Acompanhei tudo que ela passou durante o casamento com Ronald e sei que é a última pessoa que merece passar por algo assim.

Última? Draco não estava pensando dessa forma no momento.

– É o que estou fazendo, tia.

Desse modo, depois de despedir-se de sua tia, Draco verificou que a sala de visitas estava vazia e subiu em direção ao quarto de Granger, batendo na porta apenas uma vez para anunciar sua presença e adentrando o quarto sem esperar pela permissão de sua atual dona. Não estava realmente com paciência para esperar pela boa vontade de Granger quando até mesmo a sua já se encontrava no limite.

A mulher, aliás, estava sentada sobre o parapeito da janela abraçando os joelhos e encarando as crianças que brincavam na rua lá fora enquanto sentia a brisa fria que a atingia sem restrições e balançava seus cachos de forma lenta. Deveria alertá-la de que a encontrara ardendo em febre no dia anterior e aquilo poderia lhe fazer mal, mas estava cansado de bancar o papai.

Assim, tirou o envelope do bolso do terno e o estendeu a ela, que ainda o encarou com o cenho franzido antes de aceitá-lo em um gesto abrupto e voltar a encarar o tempo lá fora em uma tentativa inútil de ignorá-lo. Porém, não aguentou o silêncio por muito tempo e logo o olhou de forma raivosa.

– Qual é o seu problema? – Ela desceu da janela e jogou o envelope de forma displicente sobre a cama. – Se eu não falei sobre a carta é por que não estava preparada para isso. Por que talvez não quisesse lidar com o fato de que Ronald acabou o nosso casamento de 12 anos por meio de uma mísera carta, pois era simplesmente covarde demais para fazê-lo pessoalmente.

– Sua escolha de palavras não irá me comover. Você não se importava minimamente com seu casamento, Granger. – Ela vacilou por alguns segundos, mas em momento algum deixou de encará-lo nos olhos. – O seu problema é que Weasley havia finalmente encontrado um motivo real para deixá-la: a gravidez de Brown. E, apesar de não ter conhecimento disso quando leu a carta, o fato de que ele iria embora a deixou furiosa por que dessa vez não poderia fazer nada para impedi-lo.

– Acha que eu não me importava com Ronald, com tudo que já havíamos sido...?

– Não me venha com essa historinha medíocre, está bem? – A interrompeu antes que pudesse se alongar em seu discurso sobre o quanto considerava tudo que eles haviam sido antes de entrar em crise. – Você queria manter Weasley como um objeto de exibição, um idiota para bancar o marido da mulher perfeita que você queria aparentar ser. Arquitetou isso há muito tempo? Você pensou nisso quando se casou com ele, Granger? Considerou que ele seria a pessoa perfeita para estar ao seu lado quando alçasse sua meteórica carreira profissional?

– Eu não admito que elabore essas suposições absurdas sobre a minha vida. – Ela disse entre dentes, de forma baixa, como se estivesse se esforçando ao máximo para não perder a cabeça no momento.

– Não admite? – Draco riu desdenhoso. – Você não está em condições de admitir nada.

– Ronald e eu fomos felizes! – Ela gritou, segurando seus braços o mais forte que conseguia, como se quisesse chacoalhá-lo para a verdade que gritava, a sua verdade.

– Ou você se arrependeu da escolha que fez quando passou a noite com Potter? – Ao contrário dela, que o empurrou subitamente com os olhos vermelhos de raiva, perguntou calmamente. – Sabe que poderia ter escolhido qualquer um deles há anos atrás, não sabe? Você tentou fazer uma espécie de... Curva no tempo e resolveu ficar com Potter quando Weasley lhe pediu o divórcio? Premeditou aquela noite, sua transa com ele, mas tudo saiu dos eixos com a morte de Weasley...?

– O que está falando é absurdo, Malfoy, eu jamais faria isso! Não com Harry, não com a família que ele tanto preza apesar de tudo. – Para Draco, tal argumento era tão hipócrita, pois “apesar de tudo” ela fora pra cama com Potter. Ela havia, de fato, colocado os Potter, e talvez o mundo bruxo em crise.

– Então me conte, Granger! – Pediu, farto de ter que praticamente implorar por detalhes que ela sabia que devia a ele. – O que aconteceu naquela noite, realmente.

– Fará alguma diferença para você? – A pergunta dela o pegou desprevenido por alguns segundos, mas Granger o interrompeu quando estava pronto para responder de forma objetiva, apesar de não estar com paciência para lhe explicar por que era necessário que ela lhe desse todos os detalhes do acontecimento, pois era algo com que lidava todos os dias no trabalho. – E se eu tiver matado Ronald após ler aquela carta? Como irá lidar com meu caso? Irá abandoná-lo? Irá me abandonar por que considera demais para sua sanidade, Malfoy?

Notas finais
Oieee!! Tudo bem com vocês? O que acharam deste capítulo?! :D Gente, a opinião de vocês é tão importante por que essa história está me deixando tão satisfeita. Por isso, preciso saber o que vocês acham! Então, muito obrigada pelos comentários, por tirar um tempinho pra dizer o que acharam ^^ Não sou do tipo que faz chantagem pra ter comentários, mas que é bom tê-los por aqui é. Obrigada mesmo! Enfim... Esse não foi um capítulo realmente esclarecedor, mas serviu para introduzir o próximo, o qual já estou escrevendo e amando também! Mas é o começo de um embate entre eles, o que não vinha acontecendo, certo? O que acharam sobre esse final de Hermione? :D E a relação de Draco e Astoria? Tão livres! Eu realmente não pretendo me aprofundar muito nela, mas é legal colocar estes elementos diferentes e acho que combina muito com Neurótica. O que acharam? Se quiserem mais detalhes sobre, eles podem vir com o tempo... Bem, o que esperam para o próximo capítulo? :)) P.S: Estou muito puta com o nyah, pois começo a responder os comentários e o site não carrega. P.S: Estou me esforçando muito pra terminar o capítulo de Vínculo, então... Leitores de lá, não pensem que esqueci. Beijão, até o próximo!