Neurótica
11 Capítulo 11
Apesar de se encontrar na Mansão há apenas uma semana, Draco se sentia na obrigação de visitar Granger todos os dias. Mesmo que apenas trocassem ofensas e fosse embora rápido, pelo menos teria certeza que ela estava bem dentro do possível.
Durante esse tempo, constatou como ela parecia acostumada à solidão. No silêncio da Mansão Black, Granger encontrava-se sempre sentada em uma das antigas poltronas da biblioteca lendo algo informativo, nada de romance, como em sua época de adolescente. Lembrava-se de achá-la ainda mais detestável por contrabandear para Hogwarts livros de autores trouxas.
Assim, abriu tranquilamente a porta da casa, ignorando solenemente as crianças que pediam a bola de futebol que havia caído nas dependências da casa. Passou os olhos pelo hall espaçoso e luxuoso, embora sujo, percebendo como tudo estava quieto de acordo com o que esperava. Hermione não havia feito uma faxina geral, como achou que aconteceria, ela parecia muito mais motivada a dormir ou apenas vegetar de um cômodo a outro. Sabia que ela cozinhava e comia apenas por ver a louça suja acumulando-se na pia. Pelo menos de fome não morreria.
– Como vai, titia?
Perguntou em tom baixo ao quadro perto da escada, escondendo a ironia em sua voz, pois aquela mulher era detestável. A figura imponente no quadro o olhou com desprezo, estava inconformada pelo fato de uma “escória da sociedade”, como ela considerava Granger devido ao seu sangue trouxa, estar hospedada novamente em sua casa. Imaginou que Sirius havia levado muitos de seus amigos da Ordem da Fênix até ali visto a revolta do retrato.
– Espero que tenha vindo levar aquela mulher embora, Draco. Não posso vê-la, mas seu andar incessante nesse chão velho me irrita em demasiado.
– Não hoje, lamento. – Fechou as cortinas de veludo que guardavam o quadro na esperança de que assim ela lhe deixaria em paz.
Então, subiu as escadas, lembrando-se como havia demorado a encontrar um feitiço para retirar aquelas cabeças de elfos domésticos horrendas que serviam como decoração macabra e de gosto altamente contestável de uma de suas antepassadas.
Walburga estava certa quanto ao fato do chão ranger quando alguém andava, precisava urgentemente mandar trocar aqueles tacos, pois era realmente irritante. Revirou os olhos por se render a uma das opiniões de sua tia-avó e continuou a subir outro lance de escada em direção ao segundo andar, pois Granger havia se instalado na suíte que fora de Sirius Black.
Não sabia ao certo por que ela era tão ligada assim à figura do homem, mas supôs que a mulher gostava de se sentir pelo menos confortável naquela casa, onde tudo remetia a uma elite que historicamente a desprezava. Havia ainda o fator determinante de que era onde também ficava a biblioteca e ela não teria que se deslocar nenhum andar para ir até lá .
– Granger?
Quando suas mãos se encontravam a centímetros da maçaneta da porta do quarto em que estava hospedada, ouviu um barulho oco em algum lugar abaixo de si, como se algo duro tivesse caído contra o chão de madeira. Desceu para o primeiro andar, finalmente saindo do corredor estreito e adentrando a sala de visitas surpreendendo-se com a desordem do local.
A estante perto da lareira estava completamente vazia, seus itens de decoração se encontravam em pedaços, espalhados por todo o local, assim como qualquer coisa que ela tivesse força suficiente para erguer e jogar contra a parede ou outro móvel qualquer. A banqueta do piano estava virada, as almofadas do sofá jogadas pelo chão, assim como algumas poltronas pesadas minimamente fora do lugar.
Granger, no meio de toda aquela bagunça, se encontrava sentada no chão, as pernas encolhidas contra o corpo, os pés descalços e as costas contra a lateral de pedra fria da lareira. Seus olhos se encontravam vermelhos, o rosto inchado e seus cabelos cacheados bagunçados. Ela sequer ligava para sua aparência agora, ainda que houvesse cuidado disso com bastante esmero nos últimos dois anos.
Aproximou-se lentamente, no que ela abaixou a cabeça para que não pudesse encará-la realmente. Ouviu o fungado ressentido e forçou-se a buscar uma das almofadas verdes do sofá para sentar-se no chão em frente a ela. Encarou-a esperando, imaginando o que havia provocado uma onda de raiva suficiente para que pudesse produzir aquele estrago na sala de visitas de sua propriedade – deveria anotar mentalmente que a cobraria em uma oportunidade propícia.
Entretanto, o exemplar do Profeta Diário jogado logo ao seu lado, já amassado e um pouco molhado, capturou sua atenção. Esticou-se para pegá-lo e fechou os olhos amaldiçoando quem quer que fosse que tivesse colocado aquele jornal nas mãos dela. A matéria de capa possuía uma manchete chamativa, como bem sabia desde cedo quando Emily lhe trouxe seu exemplar acrescentando que não havia boas notícias.
Lilá Brown: a amante apaixonada que busca justiça
Foi depois de muita insistência que a veterinária Lavender “Lilá” Brown, uma das peças chaves do caso Ronald Weasley, aceitou receber a reportagem do Profeta Diário em sua residência, um flat simples e elegante no Beco Diagonal. Os acontecimentos recentes exigiram que Lilá se afastasse dos holofotes por alguns dias em busca do restabelecimento de sua paz interior, como ela mesma define.
“Eu precisei parar um pouco, parecia obstinada demais... A morte de um amor tira dos eixos e só quem já passou por isso sabe do que estou falando”. Declara ela, sentada confortavelmente em uma poltrona apresentando uma aura muito mais tranqüila do que aquela que estávamos acostumados a ver nos dias seguintes a morte de Ron Weasley.
Entretanto, Lilá ainda se encontra focada em sua busca pessoal por justiça e não se sente desconfortável em admitir que mantinha um caso extraconjugal com o Sr. Weasley. Segundo ela, Hermione Granger sabia sobre seus encontros com Ronald e tinha muitos motivos para querer se vingar do marido e do sofrimento pelo qual ele lhe fez passar.
“Não serei hipócrita, sei que fizemos muito mal a Granger durante esse tempo em que ficamos juntos. Entretanto, ela se negava a abrir mão do casamento com Ronald, alegava que não iria se passar pela esposa machucada e traída perante a sociedade, pois isso era uma vergonha que não admitiria. Pode não aparentar, mas Granger manipula as pessoas como ninguém e, devido a isso, por muito tempo Ron se sentiu culpado ao pensar na ideia de deixá-la.”
Lilá completa que não ignora a história de Ronald e Hermione Weasley, a qual começou ainda nos tempos de Hogwarts e foi fortificada pela guerra, mas defende que o conto de fadas acabou antes que adentrasse a vida do casal. “Se tudo estivesse bem, Ron não teria me procurado de boa vontade para retomarmos o breve relacionamento que tivemos no sexto ano de Hogwarts” Afirma ela com segurança ao ser abordada sobre a possibilidade de ter sido a responsável pela degradação do casamento de seu amante.
Perguntada sobre sua própria consciência e valores, afinal, de certa forma estava contribuindo para o fim de uma história de cumplicidade entre dois amigos, a mulher assegura que não se sente mal pela posição que Hermione ocupou durante dois anos nesse triângulo amoroso. “Granger só se preocupava com seu trabalho no Ministério, ela não queria ficar com Ron por que o amava, mas por que sua imagem ficaria denegrida caso se separasse. Em parte, considero que a demasiada atenção dela ao trabalho tenha sido a responsável pela crise em seu casamento, Ronald sempre reclamava sobre como Hermione não se importava com ele ou a casa”.
Lilá acredita que o casamento deve ser mantido por um trabalho em conjunto das duas partes envolvidas e Ron, segundo as palavras de sua amante, estava cansado de ser o único a se esforçar. Ela conta ainda que o ruivo havia lhe dito, alguns dias antes de sua morte, que iria finalmente deixar a casa que dividia com Hermione Granger para que pudesse morar em seu flat. “Eu estava muito feliz, finalmente passaríamos a ter uma vida de verdade juntos, poderíamos nos concentrar apenas um no outro, sem obrigações com terceiros”.
A Srta. Brown, depois que passou publicamente a acusar Hermione Granger pelo assassinato do próprio marido, defende a ideia de que ele iria acabar com o casamento naquela noite, mas a Sra. Weasley relatou em seu depoimento que não este com Ronald em momento algum. “Não tenho medo de declarar que ela seria capaz de matá-lo se sentisse que ele a estivesse atrapalhando em seus planos profissionais e estou feliz que essa máscara de pessoa confiável e de caráter ímpar esteja caindo, pois me sinto cansada demais para continuar guardando esse segredo sujo. Granger é dissimulada e falsa e me sinto bem revelando isso as pessoas, pois tenho em mente que todos merecem saber como realmente é seu ídolo, a pessoa que admiram”.
A entrevista de Lilá é engendrada à luz da recente divulgação do Ministério a cerca de uma nova testemunha para o caso. Helena McLearn, vizinha da residência dos Weasley em Godric’s Hollow, disse aos aurores ontem à tarde (9) ter visto uma mulher – ela concluiu devido ao fato de que usava um vestido longo e de cor escura sobre uma capa de chuva negra – visitar a casa horas antes da morte do proprietário. Segundo Helena, o Sr. Weasley atendeu a porta sorrindo amigavelmente e a deixando entrar como se fosse íntima.
Harry Potter, chefe do QG dos Aurores, declarou a nossa reportagem que essa mulher pode ser a peça faltando no quebra-cabeça da morte de seu melhor amigo e Lilá diz não ter ideia de quem pode ser, pois, apesar de estar com Ron, não tinha interesse em saber quem fazia parte do convívio social do casal Weasley.
Ela ainda acrescenta, surpreendendo-me ao passar a mão carinhosamente sobre o ventre minimamente distendido, que não quer ver seu filho vivendo com uma sombra negra como esta sobre a cabeça podendo até mesmo correr perigo de vida caso os fatos sobre a morte do pai do mesmo não sejam elucidados e um culpado não seja encontrado. Quando questionada se Ronald sabia sobre sua gravidez, ainda nos estágios iniciais de 11 semanas, Lilá sorri com os olhos lacrimosos e acrescenta:
“Ron estava muito feliz com a ideia de ser pai... Por isso iríamos viver juntos, queríamos criar essa criança com todo o amor e carinho possível e é muito injusto que nossos sonhos tenham sido interrompidos de maneira tão cruel”.
Brown pediu para que a entrevista fosse encerrada ao não conseguir controlar uma onda de choro, visivelmente abalada pela perda daquele que seria uma figura extremamente importante em sua vida dali em diante, mas fica subentendido que não descansará enquanto não encontrar justiça pela morte de Weasley ainda que precise levar algum tempo para superar o obstáculo da emoção.
Evangeline Dippet
– Fui visitar Andrômeda hoje... – Ela tentou rearranjar os cabelos, mas não obteve sucesso. – É aniversário de Tonks, fomos juntas ao cemitério levar flores e quando voltamos vi o jornal jogado sobre a mesa da cozinha. Pretendia me contar?
A voz de Granger era baixa e rouca devido ao choro, mas ela fazia algum esforço para tentar soar mais forte do que provavelmente estava se sentindo. Descartou o jornal e esticou as pernas, encostando-se a estante de madeira.
– Eventualmente. – Deu de ombros sem ver necessidade de mentir ou tentar protelar. Aquela ainda era a Granger e não adiantaria de nada tentar enganá-la. – Eu contaria quando achasse necessário.
Ela suspirou, apoiando a cabeça nos joelhos e sustentando o silêncio entre eles por muito tempo. Draco imaginou de que maneira aquela notícia poderia abalá-la ao lê-la pela primeira vez no dia. Granger e Weasley eram casados há 12 anos e tinha certeza que, em algum momento durante esse tempo, ela havia pensado em filhos.
Sabia disso, pois essas coisas eram extremamente previsíveis para o tipo de casal que ela formava com o ruivo. Casar ainda jovens, ter uns dois filhos, morar em lugar onde pudesse criá-los com segurança, próximos aos pais... Era o tipo de vida que ela teria idealizado. A questão que não saía de sua mente era: por que não tiveram filhos antes da crise?
Havia sido dez anos de casamento harmônico, parceria inabalável e todas essas coisas que as pessoas contam como “felizes para sempre” – o que não era exatamente o estilo de Draco. A notícia da gravidez de Brown e o modo como Granger ficara abalada só aumentava suas suspeitas que motivos mais sérios impediram o casal de ter herdeiros legítimos.
– Três anos atrás eu engravidei de Ron. – Ela começou, surpreendendo-o pela forma fácil com que começava a se abrir. – Ele não estava muito empolgado, mas eu queria um filho há muito tempo, achava que... Uma criança tornaria minha vida um pouco mais leve. Ron e eu passamos a brigar muito devido as minhas mudanças de humor, ele... Era um ignorante, não entendia que toda mulher passa por isso durante a gravidez.
“Nessa noite, haveria um jantar na casa dos pais dele, era o aniversário de 65 anos de Molly, mas estávamos em uma audiência no Ministério... O caso Gambol, deve se lembrar... Enfim, eu me atrasei e só cheguei quando todos estavam indo embora. Foi uma de nossas brigas mais feias. Ronald dizia que eu não tinha nenhuma consideração por ele ou sua família e que não entendia por que eu queria um filho se não conseguia deixar o trabalho por algumas horas. Nós já não conversávamos muito sobre... Nosso casamento e o que estávamos sentindo havia um bom tempo.”
Novas lágrimas percorreram as bochechas de Granger, que parecia se martirizar ao reviver as memórias que lhe contava. Ela não tentou secá-las ou reprimi-las, do modo como fazia sempre que estava por perto, simplesmente deixou que elas escorressem livremente, assim como os soluços descontrolados.
Seu corpo balançava tão frágil que as mãos de Draco começaram a coçar para abraçá-la. Tinha de admitir ainda que para si mesmo que detestava vê-la naquela situação, pois, em sua mente Granger era supostamente forte demais para merecer estar naquele buraco. Ela não era o tipo de pessoa que se deixava cair como estava deixando e isso lhe angustiava, de certa forma.
– Então eu disse... – Ela respirou fundo sem olhá-lo nos olhos, o chão parecendo ser um ponto mais interessante no momento. – Eu disse que não precisava dele para criar aquela criança, pois ele não a queria realmente e, se fosse desse jeito que as coisas funcionariam entre nós, não o queria por perto. Eu já amava aquela criança, mesmo com toda a energia negativa de Ronald, eu a queria tanto, tanto...
– Granger? – Chamou tentando fazer com que voltasse ao foco. – O que aconteceu? Como ninguém soube que estava grávida?
– Ele me empurrou. – Declarou em voz baixa evitando que uma nova onda de choro lhe dominasse. – Não foi muito forte, ele só queria encontrar alguma forma de me ofender, mas eu não estava esperando... Eu caí naqueles três degraus que levam a cozinha da minha casa. Então, houve um sangramento e perdi o bebê. Foi quando Ron e eu começamos a nos distanciar. Eu até percebi como ele se sentiu culpado, mas... Simplesmente não conseguia me importar, acho que estava envolta demais em minha bolha pessoal de dor.
Draco passou as mãos pelo rosto, bagunçando os cabelos ao constatar o quanto tudo aquilo era surreal demais. A vida de Granger havia sido um inferno durante aqueles últimos anos e tudo pelo que ela estava passando, a depressão e o alcoolismo, era um reflexo de tudo isso. Ela havia sucumbido a essas válvulas de escape como forma de tentar diminuir a dor, o que duvidava muito que houvesse acontecido.
– Com quantos meses estava? – Disse querendo fazê-la falar, pois era a melhor forma de mantê-la focada.
– 16 semanas... – Ela respondeu rouca enxugando o nariz com a ponta da manga do suéter e tentando secar as lágrimas ao redor de seus olhos. – Era uma menina.
Então, Draco lembrou-se de um episódio ocorrido alguns anos atrás quando estava trabalhando justamente no caso Gambol, citado por ela.
O processo girava em torno de um bruxo inconseqüente que ajudara um amigo trouxa a ganhar dinheiro ilicitamente por meio da magia e se estendia por longos três meses. O último dia de julgamento, quando o veredicto final foi dado declarando a vitória da promotoria representada por Hermione, havia sido exaustivo para ambos.
Quando estava saindo do Ministério praticamente vazio devido à hora avançada, Granger bocejava e esfregava os olhos parecendo sonolenta enquanto esperava o elevador, mas ainda assim lhe lançara olhares irritadiços ao perceber sua aproximação, nada fora dos conformes. Não emitiu nenhuma gracinha ou sorriso irônico ao adentrarem o elevador, estava cansado demais para travar uma batalha de ofensas, afinal fizera isso o dia todo.
Porém, ela suspirava e parecia inquieta enquanto observava a lentidão com que o elevador subia em direção ao átrio.
– Está de TPM ou grávida? Suas mudanças de humor hoje foram palpáveis. – Não conseguiu segurar a língua, no que a mulher o olhou um pouco assustada, mas logo transformou o rosto em uma máscara de desdém que ela adquirira com o tempo e só era usada para ele.
– Minhas mudanças de humor não lhe dizem respeito, Malfoy.
– Não seja mal educada, só estou iniciando uma conversa amigável. – Disse em seu tom arrastado, o qual sabia que a irritava ao máximo.
Granger bufou e o ignorou até que o elevador chegasse ao átrio, o que ele não fez questão de tentar reverter, embora em outras circunstâncias detestasse as tentativas dela de fingir que não existia. Outro dia, talvez, faria com que ela se arrependesse de suas atitudes inapropriadas.
Entretanto, antes de sair do elevador, ela o olhou de forma desgostosa e ainda declarou:
– Você não é amigável.
Ela perdeu a criança naquela noite e, desde então, escondia sua destruição, fantasiando a realidade com mentiras apenas para que pudesse passar a imagem de que sua vida era perfeita. Draco se perguntava quem realmente sabia sobre o drama pessoal de Granger e a única coisa que lhe vinha à mente era que, possivelmente, ninguém tinha conhecimento disso.
Conhecia Ronald o suficiente para saber que ele se sentiria o pior dos homens, pelo menos por algum tempo, e, devido ao seu convívio com Granger, tinha certeza que ela ignorara de propósito os sentimentos do marido, pois o considerava culpado por sua dor.
Agora, Lilá Brown teria o filho que ela nunca teve, iria desfrutar dos privilégios pelos quais não desfrutou e, de quebra, seria considerada a mulher ideal para Ronald depois daquela entrevista enquanto Hermione seria colocada como a esposa frígida e interesseira, a pessoa que havia atrapalhado a história de amor dos outros dois.
Olhando-a de forma compadecida, o que, diga-se de passagem, não acontecia com freqüência, Draco lhe estendeu a mão esquerda. Ela franziu o cenho e o encarou por alguns segundos, confusa, mas aceitou segurar sua mão de forma relutante. Puxou-a levemente vendo os olhos de Granger se encher de lágrimas, mas perdeu o contato visual quando ela o abraçou, apertando o tecido de sua camisa com as mãos e desabando novamente, dessa vez em um choro silencioso e profundo.
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