Nervous

1 Capítulo único


Notas iniciais
Yooooo! Cá estou novamente, não consigo ficar muito tempo sem escrever, ainda mais quando se trata desse casalzão da porra que eu amo tanto. Escrevi essa fic em um surto de criatividade enquanto escutava Nervous do Shawn Mendes, e acabei usando como título, se quiserem escutar enquanto estão lendo vou deixar o link da música aqui. Espero que gostem, beijo beijo e boa leitura ♥ https://www.youtube.com/watch?v=DGzy8FE1Rhk

Era um dia chuvoso, o terceiro para ser exata, quase um anúncio para o próximo dilúvio, e eu amava isso. Dias de chuva parecem não combinar com minha personalidade (ou combinam?), mas eu amo eles, principalmente quando posso ficar em casa, esparramada pelo sofá assistindo ao espetáculo da natureza pela minha janela. Mas hoje não era esse dia, definitivamente não.

Você bateu em minha porta, acabou me acordando, lembro de você pedindo desculpas e pedindo a chave da porta do prédio emprestada, aparentemente era um vizinho novo e tinha acabado de se mudar, pois eu nunca havia visto seu rosto bonito antes. Lembro de seu cabelo molhado e bagunçado, por causa da chuva, seus olhos negros intensos olhando profundamente os meus, como se pudesse ver minha alma e ainda consigo sentir seu olhar sobre meu corpo quando fui pegar a chave para você. Seu olhar ardia em minha pele, me deixava nervosa, de um jeito bom, de um jeito que eu gostei de ser observada, porque você fazia isso de uma forma discreta e eu quase nem percebi seu interesse em mim, mas acho que você deve ter percebido meu interesse em você, pois eu não consegui ser nada discreta.

Lembro-me de ter que sair de casa, emburrada e estressada, pois meu café havia acabado, diferente do meu artigo que estava estagnado e eu precisava terminá-lo até o final da semana. Entrei na primeira cafeteria que avistei, e enquanto esperava meu pedido, lá estava você, em uma mesa ao fundo, em um canto, longe do resto das pessoas, e eu gostei, só não gostei mais pois aquela era a mesa que eu costumava sentar-me.

Você passou por mim e me desejou um “Boa tarde, vizinha”, sua voz rouca e um sorriso discreto me deixaram nervosa, resmunguei algo com um “B-boa tarde”, você sorriu um pouco mais e eu sorri junto, olhou-me mais uma vez e saiu do lugar, enquanto eu ficava boba olhando você sair pela porta e o atendente irritado gritava meu nome pela quarta vez. Saí pela mesma porta, esperando te encontrar, coração acelerado, minhas mãos quase tremiam, e eu não entendia como estava assim por um simples sorriso.

Enquanto caminhava em direção ao prédio, você surgiu, saindo de uma padaria, avistou-me e sorriu de novo, aquele mesmo sorriso de canto que eu tanto havia gostado. Caminhamos na chuva, alguns quarteirões até nosso destino, eu estava nervosa, você me deixava nervosa, mas minha adrenalina foi ao céu quando você me disse seu nome, que eu nem havia perguntado, mas estava louca para saber.

“Sasuke”

“Sakura”

“Faz sentido” Você disse apontando para meu cabelo, eu ri e você riu junto mostrando as duas covinhas que tinha.

Eu já falava demais normalmente, mas com você eu simplesmente não conseguia calar a boca, não sei como você aguentou. Mas prestou atenção em tudo que falei, e ainda opinou em alguns pontos, mostrou-me sua perspectiva de vida e sua linha de raciocínio, e em 5 minutos eu havia desvendado um pouco quem era Sasuke, meu vizinho.

Quando chegamos, consegui ver como você olhava para mim, você desviou o olhar e de relance eu vi suas bochechas levemente coradas, o que deixou mais evidente ainda, entretanto eu me perdi em seu rosto, até encontrar seus olhos novamente presos aos meus, não queria piscar, pois eu havia gostado de me perder neles. Você pigarreou sem graça e me chamou pra sair, não consegui esconder meu misto de surpresa e felicidade, “Eu adoraria”, saltou da minha boca antes que eu pudesse pensar em alguma coisa melhor, e você sorriu novamente, levantou sua sacola e perguntou “Que tal um café?”, você não queria deixar a oportunidade passar, e nem eu.

“Seria perfeito”

Agora estamos aqui, na sua sala, cada um com sua xícara de café observando a fumaça subir, nervosos demais para abrir a boca e acabar falando bobagem. Percebo o quanto você me olha, e como consegue ser discreto. Assopro meu café mais uma vez e te encaro, determinada a acabar com esse nervosismo todo que criamos sem sentido algum.

“Desculpe, normalmente eu não assim.” Você quebra o silêncio e eu sorrio.

“Eu também não, parece que nunca fiz isso antes” Rolo meus olhos fazendo uma expressão de indignada comigo mesma, você sorri de canto.

“Tenho certeza que seus encontros anteriores foram melhores” Murmurou.

“Nem de longe”

Você sorri, aquele mesmo sorriso que eu vi você abrir na rua.

“Você fica muito bonito quando sorri” As palavras simplesmente saltaram de minha boca e eu tento esconder minhas bochechas vermelhas tomando um longo gole de café.

“Obrigado, e você nem precisa sorrir para ficar bonita, você simplesmente é.”

Fico te encarando um tanto embasbacada, você falou e deu de ombros como se fosse a coisa mais normal do mundo, o certamente pra mim não era, não era todo o dia que alguém me elogiava, e vindo de você me sentia mais livre, e consequentemente, comecei a relaxar e aproveitar sua presença tão envolvente.

Os dias passaram e eu não te vi mais, conversamos algumas vezes por mensagens, mas não eram a mesma coisa do que te ter em minha frente, com seu cheiro, seus sorrisos discretos e seus olhos analisando-me como se eu fosse um projeto de ciências, e eu simplesmente adorava isso. Acabei me pegando pensando em você inúmeras vezes, e cada vez que isso ocorria eu ficava nervosa e até animada, meu coração acelerava e minhas mãos tremiam. Era o efeito que você tinha sobre mim, mesmo longe.

Você perguntou sobre mim para Naruto, que eu nem sabia que era seu amigo, ele ficou extremamente animado, pois segundo ele: “É ótimo saber que finalmente algo chamou atenção daquele idiota”, e eu ria mais nervosa ainda por saber que você tinha perguntado sobre mim a alguém, já que eu havia feito a mesma coisa.

No domingo fui a um pub, havia marcado com alguns amigos, e assim que atravessei a porta, eu te vi, minha adrenalina foi às alturas no momento em que nossos olhares cruzaram-se. Vi você arrumar a postura apressadamente e sorrir, atravessei o lugar até a mesa em que todos estavam sem desgrudar o olhar do seu, todos nossos amigos perceberam, porém eu só me importava em não tropeçar ou cair no meio do lugar, pois você me deixava nervosa e animada ao mesmo tempo, e eu não conseguia entender o porquê, ou conseguia mas mentia para mim mesma que era só uma atração pelo homem bonito que você é.

Você me perguntou se eu queria sair dali, aproveitando o fato que alguns de nossos amigos já estavam indo embora. Enquanto levantávamos e eu juntava minhas coisas, nossos amigos faziam piadas sobre nossos olhares nada discretos e sobre você me levar em casa, e Naruto vangloriava-se dizendo ser um ótimo cupido.

“Você seria um cupido se tivesse nos apresentado ou se já tivéssemos nos beijado.” Você percebeu que havia falado demais, seu olhar caiu sobre mim e tudo que eu conseguia fazer era rir da sua cara de apavorado, acompanhada de todos na mesa. Você se desculpou totalmente sem jeito, e eu percebi que quando você ficava nervoso ou sem jeito, você passava a mão pelo cabelo, deixando-o ainda mais desajeitado e te deixando mais sexy. Me aproximei do seu rosto, seu olhar confuso me analisava e minha ideia maluca fazia com que as borboletas em meu estômago quase saíssem pela boca.

“Está tudo bem”, sussurrei antes de colar meus lábios aos seus. Não foi propriamente um beijo, foi um roçar de lábios desajeitado. Você piscou inúmeras vezes como se quisesse acreditar que eu realmente fiz aquilo, nem eu acreditava, mas aquele seu sorriso de canto novamente apareceu, enquanto surgia um brilho diferente em seu olhar. Nossos amigos começaram a gritar e bater palmas, em milésimos de segundos todo o bar olhava na direção do escândalo que eles faziam.

“Foda-se!” Te olhei sem entender e você pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos puxando-me para fora do bar enquanto meu rosto assumia uma coloração entre vermelho e vermelho escarlate.

Estamos na frente da porta do meu apartamento, eu não quero te deixar ir e não consigo afastar meus lábios dos seus, assim como você não consegue tirar suas mãos de minha cintura e sua boca da minha. Seus beijo é viciante, exigindo tudo e mais um pouco de minha boca, e eu queria te dar esse tudo e mais um pouco.

“Não consigo te deixar ir.” Você falou entre beijos.

“Não deixe...quer entrar?”

“Esse é tecnicamente nosso segundo encontro mulher!…Como você havia pensado em terminar sua noite?” Você sorri sacana e eu sorrio junto concordando internamente com sua ideia ousada.

“Depende de como você quer começar sua manhã”

“Adoraria começar com cabelos rosados espalhados pela cama.” Eu te beijo sinalizando que aprovo sua ideia e levo um susto soltando um pequeno gritinho quando você me ergue, fazendo passar minhas pernas em volta da sua cintura e te beijando com mais desejo ainda, que eu nem sabia estar presente.

O nervosismo volta, meu coração parece querer pular do peito, minhas mãos tremem e eu fico inquieta assim que percebo que estamos na sua cama. Você respira fundo, acaricia meu rosto de forma delicada fazendo-me fechar meus olhos, e quando os abro encaro a profundidade dos seus.

“Acho que estou me apaixonando por você, Sakura”

“Também estou me apaixonando por você, isso é normal?”

“Quem liga? Só sei que você não sai mais da minha cabeça a semanas.”

“E você não sai da minha...Vizinho”. Você sorri e me beija, e eu me entrego ao seu beijo e a esse novo sentimento que você despertou em mim...em nós.

Notas finais
P.S: Não esqueçam de comentar! ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!