Nervous
1 Who'll take you home?
Notas iniciais

O rapaz estava sentado numa das árvores em frente à Universidade com um livro sobre o colo. Teria uma importante prova naquela semana e, para sua sorte, conseguia absorver todas as matérias apenas com o olhar. “Uma boa memória”, diziam. Na verdade, memória fotográfica. Talvez por isso, muitos dos alunos tentavam se aproximar para conseguir boas colas e, consequentemente, boas notas, mas, devido à sua infância difícil com o pai, Stephen aprendera a se isolar num casulo que o protegia de tais pessoas. Mas não o protegeram dela.
Seus olhos subiram instantaneamente para o gramado quando ouviu chamarem por ela. Christine. Para ele, sem dúvidas a moça mais bonita do campus. No entanto, ela não lhe dava a mínima. A moça popular nunca falaria com ele, mesmo sendo uma caloura. Olhou para o lado e viu sua única amiga se aproximar.
— Olá, Estranho! – Rosalie sentou ao seu lado sem demora e abriu um belo sorriso.
— Olá, Rosie. – Seu tom não foi tão entusiasmado quanto ela desejava, mas logo entendeu o motivo, já que ele erguera seu olhar para a Palmer rapidamente antes de voltar ao livro.
— Você sabe que ela nunca vai te dar bola, não é?
— Obrigado, senhorita Lincoln, foi muito gentil da sua parte aconselhar o seu amigo neste momento de vulnerabilidade. Agora, se não há mais nada que gostaria de dizer para piorar a situação, eu gostaria de voltar a estudar. Se importa? – disse um pouco irônico e a olhou.
— Fique à vontade. – Ela deu de ombros e abriu sua mochila. Ainda notando o olhar dele sobre si, ela o encarou. – O que foi? Você me pediu para não falar, mas não me pediu para sair.
Vendo que seu argumento tinha fundamento, Stephen soltou o ar de seus pulmões e se voltou à leitura. De uma maneira que não sabia explicar, ele ficava mais relaxado com a moça por perto. Não era como se todo o mundo o odiasse, mas também não era como se isso importasse.
— – –
Era um sábado, no início da noite. Alguns alunos haviam combinado de visitar o parque de diversões em Rhode Island para comemorar o início das férias de verão. Stephen não costumava frequentar as confraternizações da turma, mas, por insistência de Rosalie, ele abriu uma exceção.
— Todos devem se divertir de vez em quanto, Stephen, não seja um chato! – Ela riu, puxando-o para fora do trem.
Ao longe, o grupo de colegas podia ver a brilhante roda gigante do local, quase tão chamativa quanto a Estátua da Liberdade em Nova York. O local não era longe, não demoraram para chegar. Enquanto todos seguiam para a montanha-russa, Stephen e Rosalie continuaram seu passeio pelo parque. Com certa dificuldade de locomoção, alcançaram seu primeiro destino: o Trem Fantasma.
— Eu não acho que seja uma boa ideia – Rosalie protestou quando chegou sua vez. – Pode ir, eu te espero aqui.
— O que foi? Não está com medo, está? – o rapaz provocou.
— Medo? Não, eu só estou com um pouco de claustrofobia. – Tentou fugir, mas ele a segurou pela cintura e a trouxe para si.
— Não me fez vir até aqui para recusar meu convite ao trem fantasma, não é? – Um sorriso brotou nos lábios do rapaz. O coração dela acelerou mais do que gostaria de admitir. Após olhar novamente para o brinquedo e ouvir a reclamação de um cliente logo atrás, ela suspirou.
— Você me paga, Stephen.
— Pode segurar a minha mão se ficar com medo – brincou, seguindo-a até o carrinho.
Após mais alguns instantes esperando as vagas serem preenchidas, os trilhos começaram a puxá-los para além da cortina preta. As luzes nos corredores eram baixas, deixando o clima ainda mais tenebroso. Rosalie mantinha seus ombros encolhidos, como se, de alguma forma, aquilo pudesse amenizar seus sustos, mas não durou muito. Assim que viraram a primeira esquina, um ator pulou próximo aos trilhos, fazendo-a gritar e cobrir o rosto com as duas mãos.
— Isso não é engraçado! – repreendeu o amigo ao ouvir seu riso.
— Se você não olhar, não é mesmo. – Ele a abraçou de lado e tentou abaixar seus braços, mas desistiu depois de tamanha resistência dela, porém, sem recolher seus braços. Acariciou seus ombros para tentar acalmá-la e aguardou.
Assim que sentiu uma brisa quente tocar sua pele, Rosalie abriu seus olhos, respirando profundamente, e quase pulou para fora do carrinho. Seguiu rapidamente pela saída, mal esperando Stephen, e se apoiou nas grades da fila. Sentiu as mãos de Stephen segurarem seu braço e a guiarem até um banco próximo.
— Eu não sei como deixei você me convencer a ir nesse brinquedo – resmungou.
— Ah, mas você não viu quase nada, não teve graça.
— Não, realmente não teve, eu poderia ter morrido! – Se levantou, soltando-se das mãos do jovem Strange. – Mas você vai me pagar, pode ter certeza disso.
— Eu mal posso esperar para ver como vai ser. – Ele riu.
— Não – Stephen protestou. – Não, não, não! Eu não vou entrar aí nem que me pague! – Cruzou os braços e parou antes de alcançarem a fila para a roda gigante.
— O que foi? O grande Stephen Strange está com medo? – ela implicou, fazendo beicinho. – Venha logo, pode segurar a minha mão se estiver com medo – repetiu suas palavras e o puxou pelos braços até a ponta da fila.
Para seu azar, não haviam tantas pessoas aguardando, então, se quisesse fugir, não teria tanto tempo. Olhou para a moça e notou o belo sorriso que ela tinha em seu rosto. Em partes, ela havia enfrentado seu medo ao acompanhá-lo no trem fantasma. Ele sabia que ela não tinha claustrofobia, era apenas medrosa, mas, ainda assim, não havia nada mais justo do que retribuir o gesto, não é? Afinal, ela não precisava ir. Ele soltou um longo suspiro e deu o primeiro passo em direção ao pequeno casulo assim que foi liberado.
O brinquedo subiu lentamente, permitindo que aproveitassem a vista de boa parte da cidade e suas luzes. Não era tão bonito quanto Nova York, mas, ainda assim, a calmaria lhes proporcionava a sensação de paz. Ninguém ali estava com pressa, só que queriam aproveitar o tempo com seus familiares, amigos ou amados. Como tudo deveria ser.
No entanto, a paz deu lugar ao nervosismo assim que a roda gigante parou de repente. Rosalie viu que Stephen agarrara o ferro da proteção com certa força e murmurara algo para si. Ela não sabia, mas, em sua mente, ele repensava tudo o que havia feito de errado em sua vida e prometia a qualquer um que pudesse escutar seus pensamentos que seria uma nova pessoa caso saíssem vivos dali.
Ele encolheu os ombros, assim como ela havia feito mais cedo, e abriu os olhos assim que sentiu o toque dela em sua mão. Seu sorriso não era mais convencido ou vingativo, agora expressava tranquilidade. O toque doce da moça, ao invés de acalmar seu coração, apenas piorou a situação. Não era o caso de não se sentir seguro, mas sim o de se sentir seguro até demais.
— Está tudo bem – ela sussurrou.
Ele abriu um pequeno sorriso e apertou sua mão. Não demorou muito e voltaram a se mover. Ao tocarem o chão, Stephen respirou mais aliviado, apesar de ainda ter um pouco de adrenalina em seu sistema nervoso. Ao notar seu estado, Rosalie riu.
— Vá com calma, ainda não me formei em neurologia, prefiro que não tenha um AVC na minha frente! – pediu.
— Me desculpe, mas talvez o meu AVC não possa esperar pelo seu diploma e seus anos de residência – ironizou, reajustando sua postura. – Agora, qual o próximo? – perguntou e, sem nenhuma palavra adicional, seguiu a moça. Seu rosto assumiu uma expressão confusa quando pararam na fila do trem fantasma novamente. – O que fazemos aqui?
— Bem, acho que não fui 100% honesta na minha primeira vez aqui e você enfrentou seu medo, então, o que é um trem fantasma para uma medrosa? – Ela sorriu sem graça.
— Justo. – Riu e estendeu seu braço para ela, que aceitou.
Pela segunda vez, tomaram seus assentos no carrinho e foram de encontro às cortinas. Diferente da vez anterior, ela segurou seu grito, mas sua resistência se acabou assim que viu que o arco da passagem para a próxima área simulava a boca de uma aranha. Tentou ao máximo não cobrir o rosto, enquanto Stephen parecia se revigorar com o drama que ela fazia por causa de atores fantasiados e efeitos especiais baratos. Estava tendo sua vingança, afinal, ela quase não vira nada antes e, mesmo assim, ele enfrentou a roda gigante.
Quando saíram, ela parecia mais agitada. Queria gritar, mas a chamariam de louca e provavelmente clamariam pelos médicos. Se sentou no mesmo banco de antes e tentou se acalmar. Ao erguer seu olhar para Stephen, viu-o sorrir.
— Que bom que se diverte com minha desgraça.
— Na terceira vez melhora – brincou.
— Na terceira? – Cruzou os braços e uma expressão incrédula tomou sua face.
— Não me olhe assim. Foi você quem veio até aqui, a primeira não tinha valido, mas eu não ia te obrigar a vir de novo – se defendeu. – Agora, venha, eu te pago um algodão-doce.
— Não – protestou, recebendo um olhar confuso em resposta. – Não disse que na terceira melhora? – Ela se levantou e seguiu para a fila novamente.
E, então, eles foram. A terceira, a quarta e a quinta. Na última vez, ela já saiu rindo. De nervoso, talvez, mas também dos pontos errôneos que Stephen lhe mostrara, diminuindo seu medo. Ela acabou notando que não havia nada de tão assustador assim a não ser a enorme cabeça de aranha, para a qual nenhum dos dois conseguia olhar por muito tempo.
Eram quase duas da manhã, estavam no trem de volta, dividindo o vagão com dois colegas, mas que estavam adormecidos, pois mal haviam chegado à metade do caminho. Rosalie tinha sua cabeça no ombro de Stephen, mas custava a dormir. Adorava viajar à noite e não era comum sair da cidade de trem, um hábito que adoraria mudar.
Uma respiração profunda tirou sua concentração da paisagem e ela ergueu seu olhar, encontrando os olhos de Stephen a observando. Ela sorriu ao senti-lo depositar um beijo em sua testa. Não era comum que ele demonstrasse afeto pelas pessoas, ainda mais em público, mas aquela noite estava sendo um caso à parte. Ambos podiam sentir algo a mais no ar, porém, nenhum dos dois queria tocar no assunto.
Por volta das seis da manhã, o táxi parou em frente à casa dela. Mesmo sobre os protestos dela, Stephen insistiu em levá-la até sua porta. Ela pôs a chave na porta, mas se virou para ele assim que a destravou.
— Obrigada por ter ido.
— Obrigado por ter me convencido. – Riu. – Eu sei que pode não ter sido uma das melhores ideias que já tivemos, mas eu me diverti bastante. E não poderia conseguir companhia melhor.
— Nem eu. – Ela sorriu e se aproximou, no intuito de beijar seu rosto. Sem que notasse, no entanto, seus lábios foram de encontro aos dele.
Pensara em recuar e se desculpar, mas as mãos dele em sua cintura lhe mostrara que não havia necessidade. Seu beijo era doce e os lábios eram macios, bem como imaginara. Poderia ter levado dois anos para que finalmente criasse coragem, mas, naquele instante, toda a espera valeu a pena. Os dois se separaram assim que a porta foi aberta, assustando-os.
— Boa noite – uma voz grave se pronunciou.
— Boa noite, senhor Lincoln – cumprimentou-o e se recompôs. – Eu peço desculpas, estava…
— Não precisa se desculpar, rapaz. – Sorriu, tranquilizando-o. – Está um pouco tarde, não acham? – continuou e os dois esperaram pelo sermão, mas se surpreenderam quando este não veio. – Ou cedo, se preferirem. – Riu. – Obrigado por trazê-la, Stephen.
— Não precisa agradecer. – Sorriu e assentiu em despedida, logo voltando para seu táxi.
— – –
Haviam passado dez minutos do horário combinado, Stephen estava a ponto de ter um ataque de nervos. Não era do tipo que surtava, mas ela nunca se atrasava. Olhava impaciente para todos os cantos do restaurante, talvez a hostess tivesse se enganado e estavam perdidas procurando por ele. Não, a moça estava em seu balcão na entrada do estabelecimento.
Olhou pela vidraça mais uma vez e sentiu seu coração acelerar quando um táxi parou. Uma morena desceu, trajando um vestido vermelho, escondido pelo casaco. Não conseguiu tirar seus olhos dela até ter certeza de que não estava sonhando. Quando ela se aproximou da mesa, Stephen se levantou e puxou a cadeira para que pudesse sentar. Ela agradeceu com um sorriso e selou brevemente seus lábios, se sentando sem demora. Ele logo voltou ao seu lugar.
— Desculpe o atraso, mas eu precisei… – Rosalie começou, mas foi interrompida.
— Você está linda. – Sorriu, pondo sua mão sobre a dela. – Fico feliz que esteja aqui.
— E aonde mais eu estaria?
Após o jantar, o casal seguiu para o apartamento do jovem doutor, onde conversaram acompanhados por mais vinho. Desde a noite de sua aventura no parque de diversões de Rhode Island, os dois não se separaram mais. Ambos fizeram estágio e seus primeiros anos de residência no Hospital Metropolitano de Nova York, onde a pressão de ser trocado não era tão grande quando seu concorrente pela vaga de “melhor neurologista” era sua amada. Os dois conseguiam nutrir uma harmonia perfeita entre o profissionalismo e suas vidas pessoais, o que também ajudava bastante na hora que chegavam em casa.
Stephen se levantou para buscar mais vinho na cozinha, mas, quando voltou, percebeu que havia algo errado na expressão de sua namorada. Ele pôs as taças na mesa de centro e se sentou de frente para Rosalie.
— Está tudo bem? – perguntou e segurou suas mãos firmemente, atraindo o olhar da mulher.
— Sim. – Ela sorriu de lado. – Eu preciso te contar uma coisa, Stephen.
— Pode falar, eu estou aqui. – Depositou um beijo em cada uma de suas mãos.
— Me chamaram para um programa de seis meses de residência e pesquisa no Hospital John Hopkins, em Baltimore – disparou as palavras e abaixou seu olhar, com medo da reação dele.
— Rosalie, isso é…
— É muito tempo, eu sei, mas…
— Não! Isso é maravilhoso! – Se ajoelhou de frente para ela e segurou seu rosto entre as mãos. – Baltimore fica a duas horas daqui, nós podemos revezar e nos vemos uma vez na semana. Não vai ser como agora, mas, quando tudo terminar, estaremos bem. Não se preocupe comigo – pediu e sorriu.
— Você não faz ideia do quanto eu te amo, Stephen Strange. – Ela sorriu abertamente.
— Ama? – Ele riu e puxou-as pelas mãos. De pé, abraçou-a pela cintura, olhando em seus olhos, e a beijou, embalando-a no ritmo da música que tocava baixo no rádio. – Quando você vai? – perguntou num tom baixo, incerto se realmente queria a resposta.
— Marcaram meu voo para amanhã de manhã, eu me atrasei fazendo as malas – confessou e repousou sua cabeça no ombro dele, apertando-o em seu abraço.
— Então, vamos fazer nossa última noite valer – propôs, sentindo os beijos dela por seu queixo.
Rosalie apoiou as mãos nos ombros do namorado e deslizou-as, desabotoando sua camisa, enquanto as mãos dele acariciavam a cintura dela, subindo as laterais do vestido que ela vestia para tirá-lo. Ela ergueu os braços, facilitando a tarefa, e voltou a beijá-lo quando a peça se juntou à camisa dele em um canto qualquer. Ela passou as mãos por seu tórax, descendo os beijos para seu pescoço conforme as mãos desciam para as calças dele, onde abriram o zíper, fazendo a peça deslizar até o chão. Ela o abraçou pelos ombros e, num impulso em suas coxas, Stephen prendeu as pernas dela ao redor de sua cintura, sentindo o contato de suas peles. Ele caminhou calmamente até a cama e a deitou, depositando beijos por seu pescoço, enquanto ela enlaçava seus dedos nos cabelos dele. Ele desceu os beijos para o colo dela, acariciando seu seio com uma mão, enquanto o outro foi tomado por sua boca.
— Stephen – sua voz saiu rouca e ela arfou com o carinho, o fazendo inverter os lados e deixar alguns chupões no caminho até sua intimidade. Ele acariciou a lateral de seus quadris e tirou sua calcinha, deixando-a completamente nua à sua frente.
Ele acariciou sua entrada suavemente e depositou um beijo em sua barriga ao estimular seu clitóris, levantando os olhos, a vendo suspirar com o toque. Conforme ele acelerava os movimentos, ela o acompanhava com os quadris. Ele parou de repente, sorrindo ao ouvir um resmungo protestante da namorada. Ele passou a língua pela intimidade da morena, sentindo-a estremecer, e a penetrou com um dedo.
Rosalie sentiu um turbilhão de sensações tomando seu corpo. Sua mente não se firmava em nada sólido, era tudo um borrão além de ela e Stephen. Suas mãos apertaram fortemente os lençóis quando sentiu o segundo dígito adentrá-la, fechando os olhos e soltando um suspiro alto. Depois de mais algumas estocadas, um gemido entrecortado ecoou pelo cômodo, provocando um sorriso no rosto do cirurgião. Ele parou os movimentos e subiu de encontro aos lábios dela, selando-os antes de se esticar até o criado-mudo, de onde retirou um preservativo. Ela pegou a embalagem da mão dele e inverteu as posições, tomando o controle.
Ela deixou uma trilha de beijos do pescoço à virilha do parceiro, segurando o membro ereto em sua mão e passando a língua na glande antes de colocá-lo na boca. Ele passou a mão em sua nuca e segurou seus cabelos, como se fosse ditar o ritmo. Seu corpo estremeceu e Stephen fechou os olhos para aproveitar o momento. Ao abri-los, ele a viu cobrir seu sexo com a camisinha e posicioná-lo em sua entrada. Ela permaneceu parada por alguns instantes, mas, ao se acostumar, logo começou a se movimentar, dando liberdade para que ele também se movesse. Ele se sentou e a beijou, apertando a coxa dela com uma das mãos, enquanto a outra repousou em suas costas.
O beijo foi cortado e ela mordeu seu lábio, soltando um rouco gemido em seguida. Rosalie levou sua mão à nuca dele, trazendo-o mais para si, e encostou sua testa à dele. Fechou seus olhos ao senti-lo estimular seu clitóris novamente e pôs um pouco mais de velocidade em seus quadris. Espalmou suas mãos nos peitos dele e o empurrou, deitando-o. Seus gemidos ficavam mais altos conforme seus corpos se chocavam.
Estavam perto de seu ápice quando Stephen puxou os pulsos da mulher para si e assumiu o topo. Diminuiu o ritmo, apenas para ver a feição de indignação dela, e selou seus lábios, logo voltando às fortes investidas. Beijou seu pescoço e sentiu-a arranhar suas costas. Seus gemidos ecoaram pelo quarto, anunciando seu clímax. Ele trilhou seus beijos até os lábios da morena e tomou-os para si. Ao se separarem, um sorriso estampava seus rostos. Ele não conseguia mais esconder.
— Eu te amo, Rosie.
— – –
E então, os dias sem nos vermos se tornaram semanas, que logo viraram meses e, em seguida, anos. Não sei exatamente quando tudo deu errado. Se foi quando ela me disse que havia feito as malas sem me contar ou se foi quando ela me disse que não poderia vir por causa dos estudos. Havíamos combinado que, por mais importante que fosse, não deixaríamos que a distância nos atrapalhasse. Porém, atrapalhou. E agora fico aqui, encarando o maldito celular. Infelizmente, meu orgulho não me deixa ligar, pois não sei o que dizer, já que, até onde sei, ela foi embora.
E agora, as duas se foram. Christine, por livre e espontânea vontade, afinal, não sou o mesmo homem que fui quando tinha Rosie ao meu lado. E Rosalie, por um infeliz acaso e conflito de interesses. Talvez eu nunca tenha dito que meu coração canta quando a vê, talvez eu nunca tenha dito que meus joelhos enfraquecem, talvez eu nunca tenha dito o quanto eu agradeço por ter feito de mim uma pessoa melhor. Espero que possamos nos reencontrar qualquer dia. Espero que eu possa dizer tudo isso e muito mais. Apenas espero.
Agora que está nos ombros de outra pessoa
Os ventos de inverno são mais frios sozinho
Talvez nós nos encontremos quando ficarmos mais velhos
Talvez não
Então eu não vou dizer que te amo
Se você não disser
Gavin James – Nervous
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