Nephilins de Londres

17 A Corte Seelie Tem a Gália


Notas iniciais
Eu vi que poucas pessoas conseguiram ver o especial de natal, e uma personagem (que já vão poder ver pelo título) irá aparecer aqui, então, aqui está o link: http://fanfiction.com.br/historia/548974/Nephilins_de_Londres/capitulo/14/

Ella ainda não havia chegado ao ponto, quando Charlie viu uma coisa: mais fadas e vampiros chegando para a guerra, mas no meio da multidão, notou algo: uma fada de pele muito branca, cabelos longos rosa que esvoaçavam, olhos cor turquesa arroxeado, as asas tão finas que pareciam seda.

–Gália!-Charlie exclamou baixinho, como se não acreditasse no que via.

Ella aterrisou com Tatiana e Charlie alguns metros de distância e lá tinha uma fenda no chão, que era onde todos estavam saindo, e era uma estranha confusão organizada. Muitas pessoas por todos os cantos, mas havia guardas na entrada. Perceberam que estavam levando alguns nephilins importantes para dentro, pareciam reféns. Tatiana reconheceu o inquisidor sendo levado para lá.

–Eu tenho um plano!

–Qual?

–Eles estão levando pessoas importantes como reféns, não estão? Então, eu poderia ir, já que tenho asas e orelhas de fada, e levá-los como meus prisioneiros.

–Nós somos importantes!?

–Claro! O filho da consulesa e a sua tutora! O que ela não faria para ter o filho querido de volta? Mas, então quando estivermos lá dentro, procuraremos a rainha, para então Charlie a possuí-la e fazê-la decretar o fim da guerra!

–Mas, tem alguns furos nesse seu plano.

–O que?

–Eles não iriam te reconhecer?

–Quem ficou comigo foram os vampiros, não as fadas. Eles não parecem estar aqui, afinal, esse deve ser o lugar onde as fadas ficam, área livre de vampiros!

–E eu sei que você consegue esconder seus dentes, mas as suas marcas estão a mostra.

Ella toca a mão e aparecem luvas, tampando as marcas.

–Como fez isso?

–Eu consigo criar novos feitiços, lembra?

–... Tudo bem. Mas, você vai nos levar para lá assim? Nós não parecemos prisioneiros!

Ella tocou no pulso deles e apareceram amarras onde tocou.

–Se quiser, posso cobri-los de manchas roxas para ficar parecendo que brigamos.

–Não! Não precisa não!

–O que você está pensando? Eu ia fazer surgir em vocês, e não bater em vocês de verdade!

–Mas, do mesmo jeito, não! Iria estragar minha pele perfeita!

–Eu também ia fazer sumir depois.

–Melhor não arriscar.

Ella revira os olhos:

–Vamos para a fila, então.

Eles entram na fila para entrar na fenda, o Charlie estava no colo de Ella e Tatiana, sendo segurada pela mão esquerda.

–Quem são esses que sequestrou?

–Charlies Fairchild, o filho da Consulesa Charlotte Branwell, nascida Fairchild e sua tutora, Tatiana Blackthorn, nascida Lightwood.

–Hum.-O guarda era alto e forte, por isso, Ella foi bastante específica, para não acontecer nada, mas ele olhava para eles com um leve olhar quase imperceptível que dizia “promissor”.-Pode passar.

Entraram.

Lá dentro era cinza e havia um corredor em que no final tinha uma corrente de borboletas, em que eles seguiram, atrás de outra fada que levava reféns também. Acabaram dentro de uma sala, onde tinha um divã que funcionava como uma espécie de trono, e lá estava ela.

A Rainha da Corte Seelie.

A atual rainha era de uma beleza magnificamente assustadora, cabelos verde-claro escorriam como água até o tornozelo e seu olhos completamente azuis inundavam a pupila inteira, além de sua pele um pouco bege.

A fada que estava na frente apresentou seu refém e foi para uma outra sala ao lado. Os três pararam na frente da rainha.

–Quem minha súdita traz agora?-Ella e Tatiana esperavam um toque mais brincalhão em sua voz. Era estranho como a Rainha tratava os súditos diferente de visitantes.

Antes de falar, Ella fez uma reverência:

–Vos lhe trago o filho da Consulesa, Charlie Fairchild e sua tutora, Tatiana Blackthorn

–Ele tem uma tutora com essa idade?-A Rainha desvia o olhar entre os três.

–O pai da criança é Henry Branwell, majestade. Ele é conhecido por ter criado coisas como o portal, por exemplo. Já era de se esperar que seu filho nascesse um gênio também.-Ella falava olhando para Charlie como quem queria dizer “O que está esperando?”

Mas, Charlie encarava a fada que acabara de entrar:

Gália.

Ela estava com algo que chegava perto de um uniforme de batalha e carregava uma espada consigo. Olhava séria para a Rainha, esperando sua vez.

–Só um instante.-A Rainha levantou a mão para Ella em um sinal para que parasse de falar.-Tem algo de importante para me disser, guerreira?

Ela se referenciou, e disse:

–Represento a fileira de ataque 2. Solicitamos mais flechas e…-Gáia olhou para o lado e reconheceu Ella. Pegou sua espada e apontou na direção dela:-É A ESCOLHIDA DO DE QUINCEY!-Gritou.

Parece que todos já sabiam da existência dela, pois souberam exatamente do que Gália estava falando. Os guardas fincaram suas armas na direção deles e a rainha atribuiu um sorriso maldoso:

–Então essa é a Ella Herondale? Acha que tem um treinamento tão intensivo ao ponto de ousar penetrar em nosso reino?

–Com todo o respeito, vossa majestade, mas a senhora estava acreditando em minhas palavras.-Ella olhou para Charlie como quem dizia “A hora é agora! Faz logo!” Ella era muito boa nisso.

–Talvez eu quisesse que entrasse. Você tecnicamente também é uma de nós. E com suas habilidades, poderia ser muito útil para a gente.-A rainha saiu de seu “trono” e chegou mais perto de Ella, que chegou um pouco para trás e encostou as costas na ponta de uma lâmina logo atrás dela.-Teria um lugar muito melhor do que aquele quarto do Instituto, que com certeza você deve estar. Arrumaríamos um jeito de que não precisaria se preocupar com a luz do sol. Poderia ter todo o sangue que desejar. E não seria julgada, afinal, somos todos iguais.

–Ham. Continue...

Tatiana olhou para ela com espanto. Charlie continuava a encarar Gália.

–Somente o que precisa fazer é me entregar seus reféns, que era o que você já iria fazer, e se juntar ao nosso lado.-A Rainha falava muito persuasivamente.

–Muito interessante! Realmente, seria muito melhor,...

–Ella! O que você está fazendo?

–Olhe! Seus amigos não confiam em você! Nós, por outro lado, estamos confiando em suas habilidades e te convidando a se unir a nós, o que seria uma grande honra, para ambas de nós!

–Ella! Não vai!

–Eu acho que eu vou…

Notas finais
Espero que tenham gostado! Ella, não faça isso! Não seja tão ingênua de novo! O que você acha disso? Como foi o seu natal? (Nada a ver com o capítulo, mas tudo bem.). Comentem aí! Faça um autor feliz! :)