Nephel no Yume

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Siiim, por essa você não esperava, esperava?!
Meu AmayaxAsami~ Eu podia gastar caracteres dizendo como eles parecem tão efêmeros e tão put*mente azarados, mas isso ia gastar seu precioso tempo~ Espero que goste, ma Lis.

Sparkly angel, I believed
You were my savior in my time of need.

(Anjo brilhante, eu acreditei

Que você era meu salvador quando eu precisava)

A mulher parou com dificuldade em frente à porta devido aos inúmeros livros que carregava em suas mãos, e pela necessidade de achar a chave de sua casa. Com remorso, jogou as pesadas bíblias e enciclopédias que segurava no chão e pôs-se a procurar a maldita peça de ferro em sua bolsa. Onde devia tê-la colocado...? Passou as mãospeloscabelosnegros, emfrustração. Maldição! A culpa era dele, quem o mandou ligar para ela, atrapalhando importantes descobertas que ela havia feito (certo…), chamando-a para ir imediatamente para lá? Se ela tivesse esquecido a chave na biblioteca era tudo culpa dele! Pensar nisso a fez sentir-se imediatamente melhor. Então, encontrou-se num dilema: voltar à biblioteca, tendo de carregar aqueles pesados livros novamente ou engolir o orgulho e apertar a campainha estridente, pois decerto ele estaria em algum lugar lá dentro. Claro, iria passar o resto do mês sendo importunada por isso e eles teriam de trocar a fechadura por causa dela, mas...

Opção número um, então. Pegou aqueles livros, considerando se não seria melhor deixa-los lá, mas não, se Amaya chegasse a vê-los do lado de fora conseguiria adivinhar o que havia acontecido. Sentiu-se inconscientemente satisfeita por enganá-lo em algo tão banal, mas afinal, ela precisava manter seu orgulho... Mas seu coração saltou em seu peito quando ouviu a porta abrir-se e uma risada límpida.

“Amaya!” Ela corou. “E-Eu acabei de chegar! É, foi isso! E- Obrigado por abrir a porta, não preciso pegar a chave que está na minha bolsa, é! Sim, carregue estes para mim, são mais pesados que uma porca prenha!” e jogou os livros nos braços dele, na tentativa de fazer aquele sorriso jocoso desaparecer de seus lábios. Sinceramente, ele era tão irritante às vezes!

Ele ajeitou os livros e deixou-a entrar e, após fechar a porta, lhe disse: “Mas é claro que sua chave está em sua bolsa, Asami. E aquela chave ali encima da mesinha é uma cópia que o marciano sobre o qual você escreveu semana passada duplicou.”

“E você sabe que eu fui obrigada a escrever aquele artigo porque a Ami-chan me pediu, Amaya!” ela corou ainda mais, ao colocar a bolsa ao lado das chaves. “Você sabia que eu estava do lado de fora esse tempo todo?”

“Se você considerar como o “tempo todo” os quinze minutos que você parou do lado de fora, então fiquei sim.” Respondeu, jogando os livros de qualquer jeito numa poltrona, para a agonia da japonesa. “Fiquei te observando da janela, e acho que já lhe contei isso, mas você fica muito linda num dilema moral.”

“Amaya!” Ela exasperou. “Pare com isso! Além do mais, porque você queria que voltasse para casa mais cedo? Eu estava quase descobrindo alguma coisa sobre os Nephilim, até tinha subornado o bibliotecário pra ficar até mais tarde... Aconteceu alguma coisa?”

“Você... Não se lembra que dia é hoje?” O moreno perguntou, estático.

“Como assim?”

No remorse cause I still remember
The sm
ile when you tore me apart.

(Sem arrependimentos porque eu ainda me lembro

Do seu sorriso quando você me quebrou)

“Eu não acredito.” Amaya respondeu, sorrindo incredulamente. “Você não está brincando comigo, está?”

“Amaya, acalme-se e explique isso direito!” Ela pediu, assustada. Nunca havia visto seu namorado daquele jeito...

“Esses tais de Nephilim são mais importantes pra você que hoje?” Amaya perguntou,

“Qual é o seu problema com hoje, Amaya?” Ela gritou, se aproximando dele. “Me telefona me mandando vir pra cá e depois me pergunta de datas! Mas é claro que os Nephilim são mais importantes que hoje!”

“Então volte para os seus preciosos Nephilim!” O moreno foi até o quarto deles e fechou a porta do quarto deles com violência, mas ela não o ouviu trancar a porta.

“O que deu nele?!” Asami se perguntou. Não era do feitio de Amaya se comportar daquela maneira. Ele podia ser um verdadeiro chato quando queria, mas normalmente, ele era uma pessoa calma e tranqüila. Até quieta. Mas ele nunca havia se irritado assim antes, pelo menos não com ela. Tão incomum... O que raios será que havia acontecido em sua ausência?

Ela não sabia muito bem se a raiva dele passaria logo, então resolveu ir até a cozinha. Não almoçara nada durante o dia devido àquela nova descoberta sobre os anjos caídos, então resolveu preparar alguma coisa na cozinha, mesmo sabendo dos riscos que a ação possuía: Asami já havia queimado arroz em uma tarde chuvosa e quase botara fogo na casa (sendo salva por Amaya recém-chegado e foi zoada por ele por muito tempo depois).

Bem, sempre havia uma segunda oportunidade para tudo, não é...?

A mulher surpreendeu-se ao descobrir a cozinha escura. Mais outra coisa estranha, ao menos ele sempre acendia todas as luzes da casa quando chegava, embora ela reclamasse das contas. Principalmente aquele lugar, já que era sempre ele que cozinhava para os dois... Asami chegou à conclusão que Amaya tinha sido abduzido. Era a única explicação para todos esses acontecimentos bizarros...

Ao ligar a luz, Asami entendeu tudo. A mesa onde eles jantavam todas as noites estava decorada com uma toalha de mesa branca (que ela nem sabia que eles tinham) e um candelabro (novamente, ela não lembrava de ter visto aquilo na casa) com velas gastas até a metade. Ela se aproximou dela, e vislumbrou aqueles talheres. Eram garfos e facas no estilo ocidental, além de uma porcelana fina. Asami lembrava de Amaya falando que estava guardando a utilização daquelas peças para uma ocasião especial.

A morena encarou o calendário que ficava pendurado ao lado da geladeira, e encarou a sua própria letra escrita sobre a data daquele dia com os inscritos “Um ano que o bobo do Amaya se mudou pra cá <3~”.

“Então era isso, seu bobo?”

You showed me dreams
I wished they would turn into real.

(Você me mostrou sonhos

Que eu desejei se tornarem reais)

A porta do quarto abriu-se lentamente ao comando da mão dela. O quarto, tão escuro quando a cozinha, escondia seu dono assim como sua expressão. Apenas uma fraca luz o iluminava, e Asami podia ver somente ver a silhueta do homem que adorava. A escuridão fazia o favor de esconder seu próprio rosto envergonhado e a expressão de Amaya. Ela percebeu então que temia o que ele estava pensando.

Às vezes, ela percebia um lado mais sombrio em Amaya, mas ele conseguia disfarçar e mentir para ela com tanta facilidade quanto conseguia sorrir ao seu lado. Dizia para Asami não se preocupar, que ele somente estava perdido em pensamentos... Mas ela sabia que algo estava errado com ele. Afinal, ninguém mostraria aquele tipo de expressão triste, não é...?

O que teria pensado ele durante o tempo que estava sozinho?

“Amaya.” Ela murmurou. O moreno virou-se para ela, mas não lhe respondeu.

Ela se aproximou devagar, para em seguida sentar-se junto a ele no leito que compartilhavam. Asami nunca tinha percebido como eles haviam ficado distantes daquele jeito. Como se eles tivessem se perdido em algum lugar do caminho. Ela se distraíra com a paisagem em volta deles e Amaya...

“Desculpe.”

“Você foi na cozinha, não foi?” Amaya perguntou, e ela conseguiu finalmente perceber toda a mágoa acumulada na voz profunda dele.

“Não- Quero dizer, eu fui. Mas não é por isso que eu estou me desculpando.” Ela diminui a distância entre os corpos e segurou a mão alva do outro entre as suas, colocando-a próximo de seu próprio rosto.

“Eu não reparei... na sua solidão. Me desculpe.” Ela murmurou. Isso a recordava da primeira impressão que havia tido dele, quando se conheceram ainda na faculdade: uma pessoa solitária. Era isso que Asami sempre havia achado de Amaya… e ela não queria que ele continuasse assim. Se dependesse dela, ela gostaria de ver o sorriso especial dele, muitas e muitas vezes, mesmo que se não fosse possível para ela estar ao lado dele...

“Às vezes,” Ele respondeu, tocando o rosto dela, “Eu acho que você está comigo porque eu sou um Nephel e isso te interessa. Não porque você gosta de mim.”

“Não é verdade.” Ela disse, e forçou-o a olhar em seus olhos negros. Para que seus sentimentos fossem transmitidos corretamente, para que ele acreditasse nela. “Eu te amo, Amaya. Sempre amei. Sempre vou amar. Não importa se você é um Nephel ou um E.T., eu te amo porque você é Amaya. Você sabe disso.”

Amaya encostou sua cabeça no ombro dela, abraçando-a, e não teve vergonha de deixar lágrimas escorrerem, mesmo porque sabia que ela estava chorando também. Ela retribuiu o abraço, e não foram necessários palavras para que os lábios deles se unissem.

“Eu também te amo, Asami.’

“Eu sei, bobo. Então, o que você queria me contar hoje?” Ela perguntou, já refeita da situação. Amaya a invejou naquele momento. Nada parecia abalá-la por muito tempo, ao contrário dele.

“Não, agora não dá.” Ele respondeu, escondendo com a mão o rosto avergonhado. “Eu não estou ‘cool’ agora.”

Asami riu ante esse comentário. “Você sempre é ‘cool’ para mim, Amaya.” Ela protestou, enxugando as lágrimas dele.

“Não posso falar agora. Estou parecendo a mulher da relação demais pra te pedir a sua mão em casamento.”

“... Peraí.”

“Você me ouviu.”

Ainda bem que estava escuro, Asami pensou. Os dois deviam estar mais vermelhos que as paredes da sala de estar (que, num surto insano, os dois haviam pintado quando ele se mudou para lá). Mas as trevas não a impediam de ver o sorriso autoconfiante que começa a brotar nos lábios do jovem (Muito bom para alguém que estava se acabando de chorar no escuro até a pouco!, refletiu ela.)

“Seu bobo!” Ela respondeu, virando as costas para ele. Asami ruborizou ainda mais quando ele levantou-se da cama, para se ajoelhar à frente dela, com uma pequena caixinha aveludada nas mãos. “Não acreditoquevocêtápagandoessemico.”

You took my heart
Deceived me right from the start

(Você tomou meu coração

Me enganou desde o começo)

“Quando eu te conheci, percebi que você seria a única pessoa por quem eu jamais iria pagar esse mico.” Ele respondeu, sorrindo. “Então, ex-Asami Ebisawa, você deseja passar o resto de sua vida com Nephel amaldiçoado e entristecido que tem como única felicidade a sua companhia?”

“Se você já colocou um ‘ex’ na frente do meu sobrenome, acho que você já sabe a resposta, bobo.” Delicadamente, ela estendeu a mão alva para o outro, tentando conter em vão as renovadas lágrimas que teimavam em escorrer por seu rosto. Não percebeu que sua mão tremia até que Amaya a segurou, estabilizando-a. O aro dourado não tinha muitos ornamentos (francamente, nem ele nem ela podiam arcar com os custos, mesmo Amaya sendo um professor), mas era especial. Único.

“Amaya.... Eu... Estou tão feliz, Amaya…”

O Nephel a beijou, passando os dedos por entre os longos fios negros, soltando-os do rabo de cavalo que ela usava para prendê-los. Ela própria sentiu-se derreter ante ao toque dele. Já haviam se deitado juntos muitas vezes, mas aquela vez parecia inigualável. Lembrava-os muito de sua primeira vez, com a exceção do fato de já conhecerem cada pedaço do corpo de ambos, conferindo mais mobilidade ao ato.

Os botões da camisa dela foram abertos com facilidade por Amaya, e ele permitiu-se deliciar da pele quente enquanto lhe retirava a peça de roupa. Uma das coisas que ele mais adorava fazer (e traziam um rubor intenso à pele da morena) era dedicar beijos por toda a extensão de seus braços até a ponta de seus dedos.

Enquanto espalhava ósculos diversos e perdidos por entre suas mãos, Amaya voltou a olhar a mulher com quem passaria o resto da vida.

Isto é uma mentira. Acorde, Amaya.

Estranho, ele pensou. Não era a voz de Asami que lhe falava isso, já que ela não movera os lábios em momento algum, mas ele parecia conhecer o som de algum lugar...

“Algo errado, Amaya...?”

Sim. Tudo está errado. Lembre-se.

“Não, não foi nada.” Ele negou, continuando a torturá-la com aqueles gestos amorosos, mas ainda desconfiado daquele eco espectral. Ele voltou a deitá-la na cama, admirando a beleza dos cabelos negros dela desalinhados e espalhados sobre os lençóis brancos, contrastando de maneira harmoniosa. Deitou-se em cima dela, e deixou-a livre para retirar sua própria camisa, tão delicadamente que ele jurou que Asami realizava um ritual.

Mas havia algo errado no olhar dela. Amaya não sabia identificar o quê, mas havia. Como se ela estivesse preocupada com algo. Como se ela estivesse escondendo algo... Embora fosse impossível, já que Asami não conseguia mentir para ele.

Ele se inclinou para mais um beijo quando tudo desmoronou.

You broke the promise

And made me realize

It was all just a lie

(Você quebrou a promessa

E me fez perceber

Que era tudo uma mentira)

“Amaya...” Ela suspirou. “Nós vamos ficar juntos para sempre, não é? Para sempre, como num sonho?” Perguntou ofegante, com as bochechas coradas de vergonha e desejo.

“Mas é claro que-”

Não.

A nova negativa o atingiu tão forte que ele foi obrigado a desviar o olhar. Não entendia o que havia acontecido a pouco, como uma voz misteriosa sussurrando palavras malditas em seu ouvido, amaldiçoando-os... Será que era fruto de sua insegurança quanto ao fato de ser um Nephel...? Não. Não era isso. Se fosse essa a sua preocupação, há muito ele já teria abandonado Asami, se ela estivesse em perigo.

Você sabe do que isso se trata. Pare de mentir para si mesmo. A voz ecoou novamente, cada vez mais forte e profunda.

“Você nunca voltou para casa. Era isso a incógnita.”

A frase pegou a outra de surpresa. Seus olhos se arregalaram e ela gaguejou as palavras que ele temeu ouvir.

“Como- como assim, Amaya? Não estou aqui, debaixo de você? Em nossa casa? Não sou real para você? Não sou eu a Asami que você ama?”

“Você não é a Asami.” Ele murmurou, cada letra alquebrando seu espírito. Sua respiração tornou-se mais pesada, e ele levantou-se, jogando-se na parede oposta a cama, se afastando daquele ser. “Porque... eu a matei. Asami morreu... por minha causa. Então você não pode ser ela. Você não pode ser a minha Asami.”

“Não, não continue a dizer tais palavras, Amaya...” A criatura sentou-se na cama, mal cobrindo a nudez, os olhos suplicantes encarando o outro de forma intensa. “Se terminar, poderá ficar aqui para sempre...! Se me aceitar, poderá sonhar feliz para sempre!”

Ele sorriu. As memórias voltavam mais facilmente agora, por mais que doessem. Amaya lembrava-se do telefonema que encerrara sua felicidade, e sabia que ele não a havia tomado para si naquela noite devido ao acidente. Recordava-se da voz fria lhe explicando que a senhorita Asami Ebisawa fora atropelada por um carro desgovernado, ao atravessar a rua de forma imprudente e agora se encontrava instalada na emergência do hospital, por causa das injúrias que seu corpo sofrera no acidente.

Acidente este causado por Amaya porque ele pedira para ela se apressar e voltar logo para casa. Por seu desejo de possuí-la por completo. Por causa de seu egoísmo.

Ele nunca havia se perdoado por isso. E nunca iria.

“Desculpe-me. Mas eu ainda tenho uma promessa a cumprir.” Respondeu ao pedaço de sonho que se despedaçava, assim como sua felicidade e seu futuro.

A nossa última promessa, Asami.

E Amaya entendeu que a voz era a dele.


Sparkly angel, I couldn\'t see
Your dark intentions, your feelings for me

(Anjo brilhante, eu não pude ver

Suas intenções sombrias e seus sentimentos por mim)

Ele lembrava de como chegara em pânico à emergência, e vira o sangue, tanto sangue escorrendo pelas entranhas de Asami que quase desmaiara. E a angústia que sentiu durante a cirurgia, todos aqueles momentos inquietos dos quais a vida dela dependia...!

Tudo por culpa dele. Porque ele era um dos Nephilim, um ser amaldiçoado com a própria vida. E ele não podia ser feliz, mesmo ela que ela tenha lhe murmurado que a culpa não era dele, depois, quando ficou em segurança. Mas Asami nunca conseguiu mentir para ele. Amaya sabia que a culpa era sua.

Ele ainda conseguia se lembrar de observar com os olhos tristes os aparelhos ligados a Asami, e seu peito subir e descer devido à respiração tranqüila que lhe era imposta por medicamentos. Como se fosse possível, ela lhe parecia ainda mais bela do que ele já a achava, mas talvez fosse apenas uma reação ao fato de, pelo menos por agora, ele não a havia perdido. Ainda havia uma segunda chance para eles. Talvez a maldição não os causasse mais nenhuma angústia.

“Por favor, Amaya... Pare. Esqueça sobre os Nephilim.” Asami pediu a ele, em desespero, mesmo sabendo que o incidente fora causado por aqueles amaldiçoados. Por culpa do Nephel o qual ela havia se apaixonado. Por culpa dele.

“Como você pode me pedir isso? Eu sou um deles! Eu preciso...” Eu preciso saber por quê. Por que acontecera aquilo com a doce e gentil Asami...

E eu preciso me vingar.

“Amaya…” ela suspirou pesarosamente após algum tempo, mas ainda sorrindo. “Eu te amo. Vai ficar tudo bem. A culpa não foi sua.”

“Eu também te amo, Asami.” Ele respondera, mas seus olhos ametistas não estavam focados nela quando o fez.

Mas nada estava bem, porque Asami não sabia mentir.

E, então, ela se fora. Em um dia quente de verão, estação que ela adorava, por causa de seus céus límpidos que um dia ela lhe confidenciara que a faziam se recordar dele. Ela morrera. Sem aviso, sem dor... e sem ele.

XXX

Amaya acordou com lágrimas a turvar sua visão na manhã seguinte. Não conseguia se recordar muito bem do sonho, mas lembrava das formas graciosas de Asami debaixo de si e da promessa quebrada dos dois. Seu olhar vagou de forma incerta até o caderno de anotações que se encontrava ao seu lado, as folhas escritas num misto de várias línguas que certamente a maioria das pessoas mal desconfiava a existência. A última herança que ele possuía de Asami.

“Prometa que vai deixar de levar essa loucura adiante, Amaya...”

“Eu te juro, Asami... Descobrirei o que causou a sua morte, custe o que custar. Porque, mesmo se eu morrer, eu encontrarei você novamente.”

“Acho que já é meio tarde para isso, Asami.”

Could have been forever
Now we have reached the end

(Poderia ter sido para sempre

Mas agora chegamos ao fim.)

Notas finais
Não foi realmente um hentai, hentai, mas foi a cena mais ecchi que já escrevi na vida. Oh deuses, tô parecendo uma virgem envergonhada ¬¬ (e você não é?).
Bem, espero que você goste, ma dear.
Te amo ~ De seu caso-lésbico-nada-secreto~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!