Neo Sekai
14 Arrears: Os dois elementos
Notas iniciais
— Huh... que cheiro... isso é sangue? — Pergunta uma voz Feminina.
— Vem daquele corpo ali. — Uma voz masculina respondeu.
Um corpo feminino desce de uma árvore.
— Pobre situação, hehe. Espera... esse.. cabelo.. esse cheiro.. droga. — Outra voz feminina.
— Oh.. então você apareceu?
— Já era hora. Alguém está vindo, melhor nos escondermos!
Passos se aproximavam do local.
***
*POV Kaguya
— Kaguya, todas as enfermeiras já estão aqui, certo? — Perguntou Syter.
— Sim.. pelo menos as que restaram, estou dando apoio com a minha essência para se recuperarem mais rápido. — Respondi.
— C-Como devem estar os outros...? — Choramingava Ikuy.
— Calma, Ikuy, a gente vai resolver isso. Eu vou ir à procura da Harumi. — Yusuji me parecia estar tenso.
— EU VOU COM VOCÊ!- Gritou Ikuy.
— Tem certeza? Você pode se machucar, Ikuy. — Avisou Syter.
— A Harumi é a minha dona! Eu quero ir vê-la!
— Ele está certo, Syter. Vá com o Ikuy, Yusuji.
— Vamos! — Ikuy subiu em cima do ombro de Yusuji e foram à procura de Harumi.
Estou preocupada.... eu não posso perder ela também! De jeito nenhum. Não podemos desistir.
— Vamos resolver isso, Kaguya. Irei avisar o mestre! — Disse Syter, já saindo do Refeitório.
Assenti e me sentei em um banco próximo. Como deve estar Harumi? Iahiko? E... Zura. Não merecemos, eu não mereço perder mais ninguém. Ela que causou tudo isso... não podiam esquecer a dívida? Ela já está morta..
— Senhorita Kaguya?
Engraçado, Kaguya, a coração de gelo e irritada pensar nesse tipo de coisa..
— Senhorita Kaguya, está me ouvindo? — Perguntou uma enfermeira.
— Ah! Sim, me desculpe, o que foi? — Pergunto enquanto me levanto.
— Você pode ver se tem mais alguém lá fora precisando de ajuda? Todas as outras enfermeiras estão ocupadas.. — Disse a enfermeira.
— Claro. — Respondi.
Saí do refeitório.
— Melhor eu colocar alguns selos em volta daqui... ótimo.
Uma garota está se aproximando, será que está bem?
— Ei! Precisa de ajuda? Venha!
A garota vinha com passos sonolentos, tinha olhos verdes e era ruiva. Estava sem expressão, deveria ser pelo choque do ataque, sem dúvidas.
— Tch. — Disse a garota.
— Tch? — Pergunto. — Realmente!
— Está assim pelos seus amigos? — Perguntou a garota.
— H-hein? Qual o seu nome, garota? — Pergunto.
— Dae.
Coreano? Espera... não seria?
— Não sabia que tinha coreanos na nossa Guilda. — Falei.
— E não tem.
Hm.. é direta..
— De que Guilda você é? — Pergunto.
— Você gosta de brincar com fogo? — Pergunta Dae.
— Quem faz as perguntas aqui sou eu.
— E com lava? — Perguntou novamente.
— Faça-me o favor! — Respondi.
— Acho que gosta. Ugh...
Ela está tonta...? Realmente.. ela não parece ser do mesmo grupo daqueles que nos atacaram. Ela está vermelha! Será que é febre?
— Você está bem? — Pergunto.
A garota virou para o outro lado e começou a andar, me deixando para trás.
— Tch.
— Ah claro, é da Guilda Mouse.
Ela parou, virou-se e soltou uma risada.
— Petra.
— Estou perdendo a paciência.
Dou meia volta, o ar começou a esquentar.
— Posso te abraçar?— A voz de Dae ecoa pelo local.
?
— AH!
O que é isso? Meu corpo... se queimou? U-ugh, realmente ela está me queimando. Mas como ela veio parar aqui tão rápido?
— Eu gosto de tocar nos outros... você gostou? — Perguntou Dae.
— Ugh, não gosto muito de contato... físico.
— Você precisa de um abraço mais forte? — Disse aumentando a força de seu abraço.
Isso é estranho.. estou morrendo de dor, mas minha pressão está caindo... que sono... meus olhos estão... pe..sa..dos...
Não podemos desistir
— AHH! — Grito.
— Você não gosta do meu abraço?
— ODEIO! ME SOLTE! ISSO DÓI!
Só agora eu me lembrei, não posso desistir, não posso simplesmente ficar inconsciente, não posso me deixar levar. Parece que só agora a dor realmente está chegando em mim..!
— Como...? — Dae estava se enfurecendo. — COMO?
Dou um pulo para trás, assim me soltando dela.
— Acabei de perceber o que você estava fazendo, não sou tonta como você. Através do seu abraço, através da sua essência que deve ser ligada com lava, você controlava a minha pressão, assim eu não precisando sair do lugar e aos poucos me queimando até a morte, certo? — Pergunto.
— Como ousa....
Estou em um grande problema... não sei como lutar corpo a corpo, também nem sei como lidar com esse tipo de essência.. como posso derrota-la? Tenho que pensar em uma maneira.. será que o poder dela evolui?
— Isso mesmo! Odeio contato físico, essa é a sua única maneira de tentar me derrotar? Realmente, você é bem inútil. O que é? Me queima através de um abraço? Pfff, por mais que queime bastante, isso é bem tolo. — Disse eu.
— C-Como v..você... — Dae vacila. — JÁ CHEGA!
O ar está ficando muito denso e quente... está um pouco difícil de respirar, talvez.... se eu tentar este selo...!
— CIRCULUS, ATIVAR! — Gritei ativando meu selo de proteção.
BOOM
— Realmente vai fugir dos meus ataques? — Pergunta Dae.
Ela parece não ter sentimentos concretos.. seu forte é explosão de lava? Desse jeito essa luta não vai ter fim.. se é que isso é luta.
— Que tal desistir? — Pergunto. — Huh?
Ela desapareceu...? Espera... claro! Ela está evoluindo... aquele ar quente... ela se fragmentou...
— Só irei aparecer quando você vier brincar comigo.
— UGH! — Dae esquentou o meu selo, transformando seu ar morno em ar quente.
Isso não faz sentido... como ela pôde fazer isso no meu selo..? Ouço passos.
— Hum... e se eu brincar com você? — Pergunta uma voz masculina.
— KURA?! — Grito.
Dae retorna a sua forma normal.
— Vamos brincar então. — Responde Dae.
— Hahaha! Como você pode estar perdendo para uma adversária tão simples assim, Kaguya? — Perguntou Kura.
— Ugh, cale a boca! — Falei.
— Bastardo, é para brincar comigo. — Resmungou Dae.
— Argh! Essa foi por pouco! — Disse Kura.
Dae jogou um jato de lava em Kura, ou pelo menos tentou.
— Kaguya, como você conseguiu aturar ela? Chega a ser sem graça!
— Já estou sem paciência com ela.
— Já chega! — Gritou Kura enquanto sorria. Sinceramente, ele é único, haha!
A aura pura de Kura o rodeou, assim fazendo sair água de suas mãos e logo em seguida transforma-la em gelo. Kura começou a jogar em Dae.
— Isso dói! — Resmungou Dae. — Mas isso é pouco para as minhas lavas.
— Ah! Claro! Me desculpe! Kaguya, pode me dar uma ajudinha? Saia daí. — Pediu Kura.
— Ok. — Saí do meu círculo de proteção.
Kura continuava jogando seus pedaço de gelo em Dae.
— Você já consegue fazer o septagrama?? — Perguntou Kura. — Se não, você já sabe o que fazer!
— Pode deixar! — Falei pegando os meus selos e o pincel.
— Vocês dois... — Dae ajoelhou-se e enfiou suas mãos no chão.
O chão começou a tremer e estava queimando, pedaços de lava estavam se espalhando.
— Vai Kaguya! — Gritou Kura.
— Sagrado Pantáculo do Sol! Nonagrama!
O fogo que veio do meu Sagrado Pantáculo do Sol foi em direção à Dae, meu Nonagrama fez com que o fogo ficasse indestrutível.
— Agora Kura! — Gritei.
— Ah? É isso então? Tanto faz.
Kura transformou a lava que atingiu Dae em gelo, assim congelando-a.
— Isso! — Festejei.
— A-Ah! Droga! — Kura caiu no chão.
— O que foi? — Disse me aproximando. — A-AAAH!
— K-KAGUYA! AGUENTE! — Grita Kura.
Muita dor, muita dor, muita dor. Meus olhos, meu corpo inteiro, estou totalmente... queimada.. é como se fosse... o inferno.. caí no chão.
— K-Kura..
— Acho que o poder dela n..não era tão simples assim como pensávamos.. — Cambaleava Kura.
— O efeito da lava em nosso corpo.. — Tentei completar.
— Só entra em ação depois que ela é derrotada.. — Kura disse sem forças. — Irei chamar as enfermeiras..
É.. parece que subestimei ela..
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