Neo Saint Seiya - The Fangs Of The Lion
3 Capítulo 3 - Atenas, a Casa da Deusa da Sabedoria
Os passos cansados de um garoto que lutava para poder garantir um futuro e despedaçar um passado negro se faziam aparentes nos caminhos da Grécia. Nova já caminhava há duas semanas, e, sem sucesso por enquanto, almejava chegar as terras protegidas pela Deusa da sabedoria e da guerra, Atena. Sua viajem começou quando o garoto encontrou um Deus, o mensageiro dos Deuses, Hermes.
Finalmente, aos portões da cidade cujo nome de uma Deusa estava gravado em grego: “Αθήνα”, ou seja, Atena. A cidade parecia uma cidade onde filmes antigos se passam, como se ela tivesse sido parada no tempo, mas mesmo assim, os edifícios eram bem guardados, pois não tinham rachaduras ou coisas do tipo. O garoto, cansado, dormiu no primeiro hotel que achou na cidade, esperando pelo dia seguinte. A atitude do garoto provavelmente havia salvado a sua vida. Nova acordou no dia seguinte, pegou a urna da sua armadura e começou a ouvir história dos locais, as pessoas falavam que o santuário da Deusa Atena havia sido atacado naquele dia e que um de seus mais fortes guerreiros, os cavaleiros de ouro, havia sido morto. Um cavaleiro de ouro? Os olhos de Nova se arregalavam, a vida de Dante poderia ter desaparecido sem que Nova tivesse a chance de se redimir? O garoto se levantava e entrava no meio da conversa dos dois senhores, que tomavam café nas mesas em frente ao mesmo hotel que Nova passou a noite:
–- E... EI! Como assim um cavaleiro de Atena morreu? Por favor, me digam onde fica esse santuário, eu to procurando ele desde meus oito anos de idade! – Nova tremia enquanto pronunciava as palavras, o suor cheio de desespero descia no seu rosto.
–- Ei, calma aí garoto! Respeite a conversa dos outros! Mas muito bem, já que você quer saber... – O homem conta sobre os boatos que passavam por aí, a localização do santuário e aonde o ataque tinha acontecido, Nova saía em disparada, seguindo os caminhos que o homem indicou.
Após uns 30 minutos de caminhada, o garoto chegava em um cenário difícil de se entender, uma grande cratera formada aos arredores do santuário, mas o santuário estava intocado, parece que quaisquer acontecimento que houve por ali, talvez um ataque contra o santuário, fora neutralizado no próprio lugar, nenhum combate aconteceria mais ali e... Na verdade não. Um garoto cambaleava para trás, seu rosto totalmente cheio de machucados e ele era seguido por um homem de armadura negra, exatamente igual aquele que atacou Nova há alguns dias.
–- “Que droga é essa? As lutas não tinham acabado? Ou eles abandonaram essa parte do território sem checar?” – Pensava Nova enquanto corria ainda com a urna nas costas, parando logo atrás dos dois e chamando atenção do homem com a armadura negra, que tinha até a aparência parecida com o homem que deu origem ao peão que Nova guardava no bolso. – A não... Não. Mais um desses fracassados? Você vai ter o mesmo fim que seu amigo, idiota. – Colocando a urna no chão, Nova fazia a urna abrir e vestia a armadura, entrando em pose de batalha. Nova olhava pro garoto que estava sendo atacado pela figura estranha de armadura negra – Ei, você, ta tudo bem? Vamos, levante-se e corra daqui!
–- Eu não preciso de você pra me defender. – O garoto parava de correr, entrando em pose de batalha também. – Só estava saindo de perto das crianças, eu sou um aspirante a cavaleiro de bronze do santuário. – O garoto estralava seus dedos, cuspia sangue no chão, e partia para cima do homem de armadura negra com a intenção de atacá-lo – E também tenho nome, me chame de Bieh! – Com cosmo emaranhando o seu braço direito, o garoto tentava acertar o homem com um soco, mas acabava acertando o chão, já que não tinha ninguém para ser acertado ali, ele havia escapado do golpe – Droga. Do próximo você não escapa!
–- Entendo que você seja forte, mas isso é assunto pra gente grande. – O garoto travava o caminho de Bieh com seu braço esquerdo, enquanto começava a emanar a mesma aura alaranjada ao redor do seu corpo – Isso de novo... Não faço idéia de como controlar isso nem o que seja, mas está funcionando. – Ele estendia os braços, lançando aquela energia transformada em fogo de seus braços em direção ao inimigo – Rugido do Leão! – O golpe acertava o inimigo e, tomando o rumo inicial das coisas, ele se reduzia a uma simples peça de xadrez. – Mais um já foi. – O garoto caminhava até a peça, se ajoelhava, e guardava ela também em seu bolso
–- Você... Eu nunca te vi pelo santuário... – Bieh observava o garoto de cima a baixo – Como você consegue controlar o cosmo assim, sem nunca ter treinado? E essa sua armadura, Leão Menor? – Bieh assistia o garoto de longe, e então passava a mão no seu próprio machucado, sentindo as dores naquele momento – É impressionante que você parece ter treinado tão pouco e sabe tanto... Você é... Estranho.
–- Ah, então o nome disso é cosmo!? Leão Menor é? Bem, isso explica os rugidos. É... Acho que isso tem a ver com... Bem, você já ouviu falar sobre Dante? – Contava a história dos acontecimentos de seus últimos dias, mas não conta a história sobre ele ter atacado o cavaleiro em sua infância.
–- Você é irmão... DO DANTE? Diz Dante, o cavaleiro de Sagitário, é isso? Eu não vejo nada a ver com vo... Na verdade vocês são parecidos sim... Espera... Vocês são irmãos mesmo? Acho que o que mais me espanta aqui é que você não sabia nem o que era o cosmo ainda. – O garoto se levanta, estavam ambos sentados no chão daquele lugar, e também limpa a sua roupa – Acho que... Devemos entrar no santuário... Você... Veio aqui atrás de Atena, e assim quer servi-la, não é?
–- Não me culpe por não saber de nada, não cresci em um lugar que nem esse, onde você foi ensinado tudo isso e blá, blá, blá. Mas eu... Eu não deveria me arrumar primeiro? Quer dizer, eu só tenho essa roupa e to vestindo ela faz umas 2 semanas. – O garoto falava meio envergonhado, passando a mão no cabelo longo
–- Muito bem, acho que não faz diferença, mas vou te ajudar com isso. – Bieh levou Nova para o dormitório dos aspirantes, emprestando uma roupa sua, assim como uma armadura de aspirante, feita de couro.
Pra variar o ritmo das coisas, que estavam indo muito certo, a roupa ficou grande demais em Nova, e eles tiveram que cortá-la e remendá-la diversas vezes. Finalmente conseguiram que algo desse certo, a roupa ficou de tamanho normal, depois de todo aquele trabalho, mas parecia mesmo é que Nova tivesse acabado de apanhar de uns 20 homens ao mesmo tempo, com aquele esparadrapo. Nova saiu do quarto de Bieh e estava a caminho do coliseu, aonde foi mandado para o garoto que disse que iria avisar à Atena e aos outros cavaleiros que uma nova ajuda havia chegado, até que uma figura de armadura dourada parou em sua frente. Os olhos de Nova brilhavam, os cabelos brancos idênticos aos de Nova pairavam sobre as ombreiras daquela armadura de ouro, e ele usava um cachecol vermelho, os olhos do, agora homem, na sua frente, brilhavam tão intensamente como os de Nova, mas como o infinito oceano azul, e os olhos de Nova se enchiam de lágrimas enquanto ele abraçava o homem com força.
–- Da....Dante! Meu irmão! – Abraçava o homem fortemente, mas quando ele olhou novamente a imagem era assustadora, o pescoço de Dante era atravessado pela mesma espada que Nova carregava na sua cintura, o sangue jorrou no rosto de Nova, que começou a chorar e gritar intensamente.
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