Neo Saint Seiya - The Fangs Of The Lion
1 Capítulo 1 - As Presas Do Leão
As sombras da guerra já apareciam no horizonte, um garoto caminhava carregando uma bolsa e uma espada, uma espada que carregava mais peso do que qualquer um que passasse pelo lado do garoto pudesse imaginar. Seus olhos amarelos pulavam da escuridão como se fossem olhos de gato ao escuro, o garoto caminhava no meio daquela estrada de terra, o lugar era bem simples, era de assustar como aquele país, que o garoto já havia esquecido aonde era, podia se mostrar tão simples como um Japão na era feudal. Não havia nenhuma luz para iluminar, por isso o garoto deveria tentar a sorte de não tropeçar em nada. O sol finalmente desaparecia, e então, os cabelos brancos do garoto eram jogados para cima com o vento causado por algo estranho, o garoto logo se vira para trás, mas não havia nada, voltando a olhar pra frente, um homem obstruía sua visão. Aparentemente o homem brilhava, porque apesar de toda escuridão no lugar ele podia ser visto, seu corpo era vestido por uma armadura avermelhada, acrescentados alguns detalhes que formavam o desenho de touros, ou mais provavelmente de um animal mitológico, nem homem nem touro, mas ao mesmo tempo os dois, chamado Minotauro. O homem parecia olhar para a espada que o garoto carregava em sua cintura, e então começava a falar.
– Você é aquele que carrega a espada... Garoto... Eu fui enviado por Atena, a Deusa da sabedoria e da guerra. Ela necessita de sua ajuda nesse momento de preparação para uma guerra... Eu peço, por favor, garoto, que nos auxilie nessa batalha, siga o seu coração que você vai achar a arma que você deve usar.
– Ei, ei, que loucura é essa? Aquele que carrega a espada? Atena? Isso não é mitologia? Ou você é um dos loucos que ta usando aquelas folhas de maconha que tavam ali atrás?
– Eu não sou louco... Meu nome é Teseu, eu já fui um guerreiro de Atena, mas no momento somente a minha alma foi permitida a vir te avisar... Você é... É mesmo aquele da espada?
– Se ta falando dessa aqui, sim, sou eu mesmo. — O garoto estende a sua mão para que o homem o cumprimente, mesmo ele acabando de dizer que é só um espírito- Meu nome é Nova, Nova Luvel!
O homem desaparecia na frente de Nova, provavelmente sua energia para continuar ali havia acabado, o homem se transformava em luzes e começava a voar para o céu, seu tamanho ia aumentado e aquelas luzes se tornavam cada vez mais aparentes estrelas que retornavam aos céus. O garoto não ficava muito preocupado no começo, mas sua atenção era chamada por causa de um barulho, longínquo e provavelmente vindo da floresta ali de perto, os olhos de Nova se arregalavam e fitavam a floresta: Era o rugido de um leão.
O garoto começava a correr. O rugido sofrido, aparentemente, de um leão numa floresta daquelas era bem difícil de ser verdade, agora sim o garoto lembrava que estava em algum lugar da Grécia, só não sabia aonde. Ele corria freneticamente enquanto o barulho dos rugidos começava a aumentar e logo ele adentrava na escola, mas Nova era parado, o garoto ficava paralisado não por alguém, mas por sua visão.
A floresta parecia queimar em sua frente, mas as chamas rochas eram almas, os gritos agonizantes de pessoas que sofriam em morte atormentavam o jovem garoto de olhos amarelos, até que uma mão tocou no seu ombro, o que deixou o garoto mais assustado ainda.
– NÃO, NÃO, POR FAVOR, NÃO!!!- Nova estava deitado no chão com suas mãos na cabeça quando sentiu a mão tocar em seu ombro, já sabia o que estava por vir. – ESSAS VISÕES DENOVO NÃO!!!
– Irmão... No... Nova... Porque você fez isso? Porque me matou? – Um homem parecido com o garoto estava de pé à frente dele, seu pescoço sangrava por causa de uma espada, a mesma que Nova tinha em sua cintura, atravessando o seu pescoço, o homem caia no chão, sem vida, o que fazia Nova o abraçar e chorar, abraçado com o corpo morto do irmão que não passava de uma ilusão causada por sua cabeça.
O choro do garoto era atrapalhado por aquilo que finalmente o tirava do transe causado por sua própria mente, o rugido do leão era ouvido em alto e bom som, vindo de uma caverna, Nova escorregava no chão com o vento causado por aquilo e finalmente percebia que ele estava parado chorando numa floresta vazia. Nova se levanta limpa suas roupas e torna a correr em direção à caverna na qual se originava o rugido do leão. Entrando na caverna, o garoto encontra uma urna de cor cinza que adornava o desenho de um leão com uma corrente em sua boca. Nova tocou até a corrente, mas ele foi atrapalhado por uma figura de armadura negra, que nem ao menos falou nada e começou a atacar Nova.
O garoto caia no chão e continuava tomando socos, sangrando e cuspindo o mesmo no chão da caverna, o homem de armadura negra ria enquanto socava Nova. Mais uma vez era ouvido o rugido do leão e Nova conseguia entender o que era aquilo, o leão queria ser protegido e dependia do garoto, o que o motivou a levantar e pular para trás, uma aura começava a ser formada ao redor de seu corpo, coisa que o garoto não percebia mas que não passava despercebida para o homem, que parecia assustado.
– OQUE FOI? DESISTIU É?- A urna da onde o rugido do leão vinha começava a tremer, Nova percebia e virava sua cabeça lentamente para poder vê-la tremendo, logo ele voltava a visar o inimigo e aumentava o seu cosmo novamente, fazendo com que a caixa abrisse e o garoto fosse vestido por uma armadura, suas cores laranja brilhavam até no escuro da caverna.
– Isso é... Uma armadura? Agora estamos QUITES!- A energia que o garoto emanava em sua aura começava a se tornar laranja e a migrar para os seus braços, Nova logo os estendia em direção ao seu oponente, os seus lábios soltavam as palavras sozinhos, como se fosse automático- Rugido do Leão- Aquela energia se transformava em chamas, chamas que eram lançadas na direção do inimigo de Nova em forma das presas de um leão e acertavam o homem de armadura negra, ele era lançado para longe e caia no chão, desaparecendo e deixando em seu lugar somente uma peça de xadrez de um peão, Nova guardou a peça em seu bolso e levava a urna da armadura também, mas continuava vestindo a armadura e olhando para a sua beleza.
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