Nenhum de Nós

3 Oracion al sol


Notas iniciais
#3. Sol Sinopse: Eles eram um povo puro, que reverenciavam o sol e esperavam os deuses que viriam pelo mar. O que veio,no entanto, foi outra coisa... Alucard Poesia Avisos: Violência. Leiam como um pov de uma garota Inca. Acho que Alucard não se passou por espanhol...mas uma vez na europa, creio que fosse natural que ele fosse onde houvesse sangue... Baseado na canção "Oracion al sol" interpretada por Mercedes Sosa, sugiro que ouçam, é realmente linda!

Acordei cedo, como de costume

Lavaria meus longos e negros cabelos

E das lhamas escovaria os longos pelos

Mas cedo, cedo, chegaram, antes que o sol atingisse o cume

Meu povo estava com uma movimentação estranha

Corri, até onde começa a água a terra acaba

E os vi, ao longe, no horizonte, onde o céu desaba

E a ansiedade e fé corromperam-nos cada entranha

Eles vieram andando pelo mar

Deuses, enfrentando ondas bravias

Venceram os desafios das águas frias

Fariam de nossa terra sagrada,sagrado lar

Oramos ao sol, agradecendo ao milho

E esperamos que chegassem até nós

Para nos abençoar com sua sagrada voz

Até que da armadura e espada vimos o brilho.

E nos perguntamos, ó sol deus

Abençoou a colheita, e nos deu da terra o alimento

Não é possível, não nos enviaria este tormento...

O que é isso, o que fazes com os filhos seus?

Mas não havia sol, e sim sua amante a lua

E eles perguntavam, de onde tiram o ouro?

Apontamos o dourado milho, nosso tesouro...

Sobrou apenas sangue, espalhado pela terra nua

E então ele apareceu, em meios aos espelhos

Imponente, liderando o açoite

Congelando a quente noite

Com seus frios olhos vermelhos.

Era uma figura distinta, não procurava poder

Não buscava o ouro e seu porte

Estava pelo sangue e pela morte

E a batalha durou, até o alvorecer.

Então silêncio, o monstro ficou recluso

O massacre continuou menor em magnitude

E pudemos nos refugiar, emboscar em amplitude

Podíamos guerrear, uma vez o tirano excluso.

E tão rápido chega a noite silenciosa

O monstro de seu sono é desperto

Nosso chão de sangue coberto

Nada é sacro, em sua busca valiosa.

E para sua loucura ele se entrega

Matando sem propósito, sem razão

Maculando a santidade desse chão

E sabemos, para ele, a vida o sol nega.

Deve negar também a alma

Que lhe abandona quando me vê

As narinas dilatam com o sangue que prevê

E eu parto em paz, com calma.

E são para ti, meus últimos pensamentos

São de pena e compaixão

Você, que mata sem motivo, sem razão

Viverá sua morte, triste, em lamentos.

Notas finais
Era pra ser uma song fic, mas simplesmente não saiu! Não vou transformar isso em uma série de poesias do desafio do dia do post, prometo!