Nemesis
41 Uma triste e desagradável descoberta

Uma triste e desagradável descoberta
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1 de Julho de 2012, 09:40 AM
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Prisão Balsa – Oceano Atlântico Norte
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Steve e Mary, a mando de Nick Fury, chegavam a Prisão Balsa.
O Capitão finalmente reencontraria seu melhor amigo, já a Segundo-Tenente, teria uma conversa com os irmãos Maximoff, em especial, Wanda.
Enquanto o Super Soldado seguiu para a cela do sargento, Mary ia no sentido oposto, para a cela dos aprimorados.
Quando o loiro reencontrou Bucky, teve de conter a imensa emoção de vê-lo novamente. Ele nunca pensou que aquilo seria possível de novo, porque tinha a certeza que seu amigo estava morto e não havia como reverter isso.
Ele esperava que James o tratasse com frieza e indiferença quando se reencontraram, mas para sua surpresa, tudo o que teve em resposta foi...
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— Hey, punk... a quantas décadas...
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Não era o letal assassino da HYDRA quem estava ali, mas Bucky Barnes, em sua parcial personalidade, fazendo uma piada através do cumprimento.
— Você... sabe quem eu sou...? – O loiro o contestava, completamente assustado.
— Ah, vamos parar com essa ceninha dramática, Steve. Eu sei exatamente quem você é desde que recuperei parte de minhas memórias aqui. Podemos pular a parte onde você me faz várias perguntas sobre como tudo aconteceu? Aposto que você já sabe, então não me faça passar por isso. Eu estou aqui pensando, lembrando e recordando de tudo desde que fiquei confinado nessa prisão, então me poupe desse sentimentalismo. Vamos começar de outro jeito, por favor...
Steve ficava em silêncio com o término das palavras de seu amigo. Não imaginava que ele tinha recuperado tanto de si mesmo...
Talvez a SHIELD tenha feito um bom trabalho em não o forçar a absolutamente nada e... a tal garota Maximoff também o auxiliou muito bem naquele progresso.
— Certo... se você não quer começar assim, então vamos ter um papo como nos velhos tempos? O que acha? – O Capitão o indagava, com um meio sorriso de canto e Bucky assentiu.
— Bem melhor...
Os dois conversaram por mais de uma hora, falando sobre diversas coisas, desde fatos do passado, até a algumas missões que o Soldado Invernal executou ao longo do tempo, mas no final, o assunto principal era sobre a proposta de Nick Fury, de soltar o Soldado Invernal e mantê-lo sob vigilância, da forma mais natural possível.
— Eu estou um pouco apavorado... – Bucky revelava.
— Sobre o quê?
— De tentar... ser eu de novo...
— E por que não? Eu diria que você já está sendo você mesmo.
— Estar perto de você é algo benéfico, mas acho que nem todos do seu novo grupo ficarão felizes com isso... acho que você sabe do que estou falando... – O sargento mencionava alguém importante dos Vingadores.
— Tony Stark?
— Sim... e os dois espiões do Fury.
— Sobre o Stark, eu entendo o motivo, mas sobre Romanoff e Barton, não consigo compreender.
— Não sou ninguém para eles e todos terão motivos para desconfiar de mim.
— Isso realmente é importante? – Steve o questionava, não entendendo sua preocupação. Os dois espiões da SHIELD não eram o maior problema ali.
— O que estou dizendo é: serei monitorado pela SHIELD o tempo todo... isso não deveria ser um problema, além do mais, a garota Maximoff também estará envolvida diretamente nisso.
— A aprimorada?
— Sim... ela tem muitas habilidades... mas no momento, as mais controladas são telecinese e manipulação mental. Ela pode ler seus pensamentos e seus medos... e é por isso que as pessoas no geral têm medo dela ou a odeiam...
— Eu a conheci em circunstâncias diferentes das suas... mas se ela te ajudou tanto assim, é porque essa garota tem um bom coração.
— Você perdoa as pessoas muito fácil, Steve... – O sargento sorria de canto, se recordando dos piores defeitos do loiro.
— E você é um idiota estúpido que cai nos encantos de qualquer mulher muito facilmente.
— É, eu sou... parece que nem tudo mudou...
— Você é um bom homem, Bucky, então pare de se cobrar. Vamos resolver tudo isso daqui pra frente, da melhor forma possível.
— Eu ia pedir ao Diretor da SHIELD para me colocar na criogenia de volta, só que... eu sei que isso não vai funcionar...
— Não vai mesmo.
— Mas você tem razão sobre a Maximoff... ela tem um bom coração... muito melhor do que o meu... – O soldado redarguia, com um sorriso plácido nos lábios e uma expressão serena.
Steve notava que seu amigo possuía uma grande admiração por aquela garota aprimorada... então, talvez as coisas funcionariam bem, exatamente como Fury planejava.
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Do outro lado da Prisão, Mary estava de pé, com a perna apoiada na cadeira, e os braços cruzados, encarando os irmãos Maximoff.
Pietro mantinha um olhar estreito e desconfiado, já Wanda, mostrava leveza e serenidade...
— Por que mandaram uma Americana para a nossa sala? – O velocista a indagava, com certa raiva na voz.
Kiara o olhava de baixo em cima, com uma expressão de desdém.
— Olha aqui, meu filho, pra começar, eu sou Italiana, então, rispettami, ragazzino viziato e scontroso, o sentirai l'ira dei miei pugni. (Me respeite, garotinho mimado e ranzinza, ou você vai sentir a ira dos meus punhos.)
— Pietro, comporte-se. – Wanda requeria ao irmão, que mantinha a expressão rezingada em evidência.
— Então, senhorita Ellis... você viu o meu futuro, certo? – A feiticeira ia direto ao ponto.
Isso seria ótimo, porque Kiara podia ir direto ao ponto também, sem rodeios.
— Sim.
— E o que eu estava fazendo nele?
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— Você... se tornava uma Vingadora.
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Os olhos verdes da feiticeira alargaram ao ouvir tal afirmação. Já Pietro, começava a rir.
— Você veio até a nossa cela pra contar piadas, senhorita? – O irmão gêmeo começava a gargalhar, propositalmente.
— Que tal você deixar essa xenofobia de lado e parar para me ouvir, seu crianção babaca!? Eu já disse que não sou americana, e... céus, porque eu estou preocupada com sua opinião!? Aliás, você devia medir as palavras comigo! Meu pai é o Presidente dos Estados Unidos, e eu poderia muito bem mexer os meus pauzinhos e te mandar direto para a cadeira elétrica, pra você aprender a ser mais humilde, o que acha!? – Kiara o ameaçava, obviamente não porque faria aquilo de verdade, mas apenas para colocar Pietro em seu devido lugar.
— Senhorita... acho que de alguma forma, nossas visões se completam... quando nos conhecemos, ao tocá-la, consegui ver muitas coisas do futuro e essas visões não estão claras, além do que, eu não tenho habilidades para ver nada do que pode acontecer no futuro, então creio que o que há em nós duas, se cruzou e tivemos essas visões... não acha...? – Wanda interrompia Mary, indo direto ao ponto novamente enquanto olhava para baixo, ainda assustada com tudo.
— Sim... faz sentido. Disseram que você pode ler mentes e mover coisas, mas não que podia ver o futuro.
— Então... a proposta do Diretor Fury é que eu continue auxiliando o Soldado Invernal e também que possamos trabalhar juntas para descobrir coisas que não sabemos do que está por vir? – Wanda indagava, tentando entender o que a esperava.
— Sim, exato. As coisas ainda não estão claras na minha mente em relação ao futuro... eu não tenho autorização para dizer mais nada, porque são informações confidenciais, mas a motivação do Fury e do Conselho é algo que tem a ver com algo que está além da imaginação e suposição humana.
— Como o quê...?
Mary respirou fundo... não devia dizer nada, mas seus instintos lhe imploravam para isso, afinal, os dois não pareciam tão dispostos a colaborar.
Então...
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— Estamos vivendo numa realidade alternativa. Meses atrás, os Vingadores de outra linha temporal viajaram no tempo para coletar as joias do infinito e desfazer algo no tempo deles, então... a missão dos Vingadores desse tempo é descobrir o quê e o que fazer para evitar uma tragédia.
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Os irmãos arregalavam os olhos... chocados...
Acho que aquilo era o que faltava na conversa...
— Isso... é mais assustador do que eu imaginava... – Pietro confessava, completamente assombrado pelas recém-palavras de Mary.
— Isso é algo perturbador, e é por isso que precisamos da sua ajuda, Wanda. Você estará disposta a colaborar conosco? Não se trata mais de países, mas do planeta inteiro e até mesmo do universo. Tente entender... – Kiara rogava a garota, num tom de voz áspero.
— Eu entendo... vou colaborar... – A garota respondia facilmente, ainda olhando para baixo.
— Espere, Wanda, nós não temos nada a ver com isso! Por que deveríamos ajudar esses Americanos? E os Vingadores? Você se esqueceu o que Tony Stark fez!? – Pietro tentava convencer a irmã do contrário, mas ela parecia decidida.
— Não esqueci, mas prefiro redescobrir o meu real propósito fora dessa prisão. Achei que pensasse da mesma forma, Pietro. – A garota dizia o que achava, deixando o velocista confuso.
— Não acho isso certo...
— Olha, não importa o que você acha. É algo muito importante e que está acima do seu ódio pelos Americanos ou pelo Stark. Eu espero que você chegue numa conclusão rápida, porque se a sua irmã está decidida a colaborar, então você que continue preso com sua mágoa pelos Estados Unidos e pelas Indústrias Stark nessa prisão para sempre. Agora eu vou nessa, porque tenho mais o que fazer do que ficar aqui convencendo crianças a agirem como adultos. – Mary virava de costas para os dois, saindo da cela.
Wanda já havia tomado sua decisão e Pietro também... embora não quisesse admitir.
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Quando Kiara finalmente terminava de cruzar o corredor, ela resolvia esperar por Steve em frente a cela de Bucky.
Obviamente, o sargento notava a presença da Segundo-Tenente ali... e atentava para seus atributos físicos...
— Ela é sua namorada? Isso é meio impressionante... aliás, diria que é um verdadeiro milagre... Deus atendeu suas súplicas. – O soldado zombava de seu amigo, forçando-o a rir.
— Mesmo depois de tudo que aconteceu com você, sua real personalidade ainda está aí... isso sim é inacreditável.
— Isso não responde minha pergunta.
— Não, ela não é minha namorada. Apenas minha parceira de missão. – Steve redarguia, rindo enquanto o olhava.
— Bem, essa sua parceira de missão é linda... será que se eu a convidasse para sair, ela diria sim? – Bucky o questionava, provocando-o deliberadamente.
— Honestamente? Não. A senhorita Ellis não é o tipo de dama que você está acostumado. Ela é diferente de tudo que existe.
— Sei... você está dizendo isso só porque não quer que ninguém a roube de você.
— Estou dizendo a verdade.
— Ok, Punk... mas acho que devia ao menos admitir que a primavera chegou de novo em sua vida. Não imaginava que outra garota teria capacidade de superar a Peggy.
— A Peggy é insubstituível. – O loiro afirmava com convicção.
— Mas muitas décadas se passaram... acho que devia dar uma chance a si mesmo... a Peggy com certeza seguiu a vida sem você, então faça o mesmo.
— Vou pensar a respeito, afinal, você sabe... a parceira certa não é algo fácil de se encontrar.
— Você já a encontrou. Pare de ser prepotente. – O sargento olhava para Mary, que nem sequer percebia que falavam dela.
E então, Steve se levantava da cadeira, prestes a sair dali.
— Eu vou voltar daqui a uma semana para sairmos daqui, então se comporte até lá.
Quando o Super Soldado virava de costas, a voz de Bucky o impedia.
— Hey, espere seu idiota...
Steve olhava para trás, esperando o que o sargento diria...
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— Feliz aniversário adiantado...
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James sorria naturalmente... um sorriso puro e genuíno...
O Capitão correspondia ao sorriso.
— Quem sabe no ano que vem, não possamos comemorar meu aniversário juntos?
Agora, Bucky sorria maliciosamente.
— No seu próximo aniversário, você com certeza vai estar aproveitando com aquela belezinha loira ali fora e não com esse seu amigo estúpido e desmemoriado.
Steve bufava em resposta ao vê-lo insistir naquilo.
— Comporte-se. Em uma semana venho busca-lo.
— Não prometo nada...
E então, ambos se despediram...
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4 de Julho de 2012, 10:30 AM
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Manhattan – Nova York
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Era feriado no país e todos os americanos comemoravam o dia da independência dos Estados Unidos.
Steve participava de um evento ao lado do Presidente dos Estados Unidos.
O líder supremo da nação sempre se sentia honrado na presença do Capitão América.
Em meio a um desfile cívico que acontecia, Matthew Ellis dizia ao Super Soldado para olhar para o céu.
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O grupo Thunderbirds fazia uma apresentação aérea... e era extraordinário e incrível...
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Seis aviões mostravam um verdadeiro espetáculo no céu, com um show maravilhosamente surpreendente, deixando um traço de cor por onde passava...
A performance era digna de um filme... as seis aeronaves voavam de forma sincronizada... tudo estava perfeito...
Steve sorria ao vislumbrar aquilo...
O Presidente sorria de volta ao contemplar o sorriso do Capitão América, pensando que ele já sabia quem fazia parte do grupo Thunderbirds.
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— A minha pequena não é incrível...?
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O loiro inclinou o rosto para encará-lo. Ele estava mencionando Mary Crystal?
— A senhorita Ellis? Por quê?
— Ela não te contou que se apresentaria com os Thunderbirds hoje?
Steve arregalava os olhos... então... Mary Crystal estava pilotando uma das aeronaves que se apresentava no céu naquele exato momento?
— Ela... está lá...? – O Super Soldado voltava a olhar para o céu, impressionado... como assim aquela garotinha mafiosa estava pilotando naquele exato momento e ele não sabia?
— Pensei que ela tinha te contato...
— Ela não me disse nada, senhor...
— Bem, a minha filha gosta de viver no anonimato... mas sim, é ela quem está lá em cima agora... – O Presidente afirmava, plenamente orgulhos de sua filha.
O Capitão atentava para o céu... aquela linda apresentação mexia com ele... ainda mais agora, por saber que Mary estava ali...
— Sabe qual é o avião que ela está pilotando?
— Sim. O do canto esquerdo. Eu monitorava as demonstrações quando ela estava em Colorado Springs.
E então, Steve atentava para a exata aeronave que Mary pilotava...
Exatamente como Sam disse, a Segundo-Tenente era uma incrível piloto...
Um sorriso pleno e confino florescia nos lábios do Capitão...
A Segundo-Tenente de fato tinha incríveis habilidades pilotando um avião. Ela não mentiu quando se gabava disso...
O loiro sentia seu coração aquecer diante daquela apresentação... nem mesmo entendia o porquê, mas...
Estava deslumbrado... e completamente surpreendido...
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As horas passaram e após todos os compromissos, Steve se encontrava com Nat e Clint na entrada da Torre dos Vingadores.
Os dois espiões já conheciam seu líder tão bem, que resolviam revelar que Tony Stark havia planejado uma festa surpresa para ele a noite. E como Steve não curtia as extravagâncias do Homem de Ferro, seria melhor se ele soubesse disso.
É claro que ele odiou a ideia, mas não podia fazer descaso do que Tony fazia por ele, ainda mais porque em breve, teria de dar a notícia trágica sobre o assassino de seus pais...
Ele aceitou a ideia e fingiria que não sabia de nada.
Natasha e Clint agora respiravam aliviados.
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E exatamente como o planejado, Steve resolvia entrar no salão principal da torre, como se não soubesse de nada...
Ele já estava trajado para a ocasião, já que passou a maior parte do tempo com o Presidente dos Estados Unidos.
O loiro usava um terno discreto, seu clássico penteado, o semblante discreto, e mantinha uma postura polida.
Quando Steve cruzou a porta, tudo que estava escuro, repentinamente ficava claro.
Ele ouvia o barulho dos estouros de confetes, além de um enorme bolo no centro do salão, um show pirotécnico e uma música ensurdecedora de fundo, com um Tony Stark descendo de uma plataforma móvel no teto do salão com um microfone na mão, trajando uma de suas armaduras.
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— FELIZ ANIVERSÁRIO, CAPICOLÉ!!!
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A voz estridente do Homem de Ferro que ecoava pelos quatro cantos do salão, fazia todos taparem os ouvidos... céus, por que Tony era tão maluco?
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— São 95 anos de puro heroísmo e gelo! Vamos agitar os nossos traseiros nesse dia especial e patriótico e-
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O gênio das Indústrias Stark não conseguia terminar, já que estava um tanto bêbado...
Steve revirava os olhos... Tony Stark sendo Tony Stark...
Havia muitas pessoas ali. Além dos próprios Vingadores, amigos e pessoas próximas a eles.
Thor, Jane, Erik, Darcy e alguns estagiários novos.
Sam, Riley, o Coronel Rhodes com a armadura tingida de uma nova cor, e batizada carinhosamente pelo Presidente dos Estados Unidos de Patriota de Ferro.
Pepper, Natasha e Clint, dentre outras figuras importantes que trabalhavam na torre e também muitos espiões da SHIELD.
O Homem de Ferro saia da plataforma e corria na direção do Capitão.
Como Tony estava bêbado, ele não tinha muita noção do que fazia e quando encontrou com Steve, ele apenas lhe deu um abraço apertado.
Era obvio que o bilionário jamais faria isso em seu perfeito juízo... sóbrio...
— Quantos litros de tequila, Stark? – O loiro perguntava, desacreditado do que via em sua frente.
— Foi vodka. E não, eu não estou bêbado.
— Não... eu que estou... – Steve zombava, e ambos começavam a conversar sobre coisas aleatórias que nada tinham a ver com a situação.
O Capitão reconhecia quase todos que estavam ali, mas... estava faltando uma pessoa... a pessoa que ele procurava por todos os cantos do salão e não encontrava...
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Mary Crystal...
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Tony já sacava tudo, porque ele sempre estava de olho no seu casal favorito. “STARY reina”.
— Procurando sua princesa?
— Que princesa?
— A filha do Presidente.
— Não... – O Super Soldado mentia, fazendo o Homem de Ferro rir.
— Pare de disfarçar na minha frente. Eu sei que você está sentindo a falta dela.
— Stark... você está bêbado. Pare de delirar.
— Olha, se fosse você, eu a pegaria rápido. Uma garota assim não vai ficar sozinha por muito tempo. Convide ela pra sair. Tome a frente, ou as coisas não vão evoluir entre vocês dois.
— Sei... e como você sabe de tudo isso?
— Porque eu estou torcendo por vocês... de verdade, Cap, eu sei que não nos damos muito bem, mas quero que seja feliz.
— Obrigado, Tony. Mas acho que estou melhor solteiro.
— Eu não acho... você é incrível sozinho, mas com ela, você é extraordinário.
— Não sei porque acha isso...
— Olha, Capitão, ela é uma pestinha, mas tem um coração enorme. Eu vejo isso. Muitas das coisas que a Mary faz, não são reais. Ela só faz tudo aquilo pra passar uma imagem de garota forte.
— Bem... eu acho que a senhorita Ellis realmente tem essa personalidade, e concordo que muitas vezes tenho a impressão que ela desejava ser mais calma e gentil, porém, não parece conseguir por algum motivo que não compreendo...
— Assuma pra mim, Cap...
— Assumir o quê?
— Aposto que o rosto dela é o primeiro que vem em sua mente quando você acorda e também é o último que se recorda antes de dormir... você quer mais do que uma amizade com ela, porque está loucamente e desesperadamente apaixonado pela Mary. Assuma isso...
— Não estou... – Steve suspirava fundo... por mais que negasse, Tony estava certo sobre um ponto: Ele realmente pensava nela quando ia dormir e quando acordava. Mas aquilo não significava nada, não é mesmo?
— E se ela quisesse isso também? E se ela retornasse seus sentimentos?
— Que sentimentos, Stark? Não estou apaixonado pela senhorita Ellis.
— Por que está negando? É tão obvio que você fica mais feliz e ao mesmo tempo mais irado quando está com ela.
— Estou feliz de apenas sermos amigos.
— Sei... você não quer arruinar tudo... talvez esteja com medo de estragar o que vocês conquistaram e tem medo de ser rejeitado caso venha se confessar.
— Tony, você quer minha real opinião sobre isso?
— Sim... sou todo ouvidos. – O Homem de Ferro se aproximava, para ouvi-lo melhor e então, Steve dizia em seu ouvido, claramente...
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— Pare de beber.
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O loiro deixava o gênio das Indústrias Stark ali, dando as costas para ele, com o intuito de cumprimentar os convidados daquela festa maluca, afinal, ele era o aniversariante.
O tempo passava, e a festa continuava.
Steve passava mais tempo com Sam e Riley. Os três até jogavam sinuca juntos, mas...
Mary Crystal não aparecia... o que era estranho, já que ela sempre estava com ele nos momentos mais importantes, então... por que justo em sua festa de aniversário ela não estava ali?
De costas, se distraindo com os dois aviadores, Sam o alertava sobre uma certa loira que acabava de cruzar a porta do grande salão, o procurando...
— Cap... acho que a pessoa que você está esperando, chegou...
E então, os olhos de Steve alargaram imediatamente... seu coração palpitou de uma forma mais frenética...
Quando ele se virou para visualizar a entrada da pessoa que mais queria ver aquela noite, eis que ela surgia...
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Kate Sanders...
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A enfermeira o fitava de longe, com uma expressão gentil no rosto e um sorriso resplandecente, completamente produzida para a ocasião.
O Super Soldado a fitava... suspirando... decepcionado...
Não era aquela loira que esperava ver naquele momento...
Porém... ainda que estivesse feliz que sua amiga Kate marcasse presença em sua festa para cumprimenta-lo, havia algo em sua mente que ainda estalava desde que Mary lhe alertou...
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Kate não era Kate... então quem era ela?
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Steve estava desconfiado desde então, mas resolveu que perguntaria diretamente a enfermeira quando se reencontrassem.
Quando a loira se aproximou, o cumprimentou com um beijo no rosto, lhe desejando parabéns, porém, a primeira coisa que o loiro perguntou em seguida, foi...
— Nós somos amigos, certo, Kate?
— Sim.
— Então você jamais mentiria pra mim, certo?
A enfermeira franzia o cenho, estranhando o tom de Steve.
— Por que está me perguntando isso?
O Capitão resolvia ir direto ao ponto...
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— Quero que me diga a verdade... seu nome não é Kate, certo?
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A expressão dela era de... perplexidade...
Steve descobriu sua identidade? Mas como? Fury jamais deixaria que tal coisa acontecesse...
A única que poderia conseguir tal informação, era...
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— Foi a filha do Presidente que disse isso?
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— Normalmente eu ignoro a maioria das coisas que a senhorita Ellis me diz, mas dessa vez, não consegui.
Kate não sabia o que responder... ele parecia não saber quem ela era, então para que sua missão não falhasse ainda mais, teria de dizer a verdade. Não tinha outro meio.
— Meu nome não é Kate... – Ela redarguia, com uma expressão vergonhosa no rosto, encarando o chão.
— E você não é uma enfermeira, certo? – O semblante de Steve se desfazia completamente... ele tinha algumas suspeitas em sua mente e sabia que dependendo do que ela dissesse, a amizade entre os dois poderia acabar.
— Não... não sou uma enfermeira...
Naquele momento, o loiro virou o rosto, soltando um riso nervoso... a primeira pessoa que vinha em sua cabeça quando pensava sobre tal absurdo era só uma: Nick Fury.
— Me diga seu nome real e o que você faz.
A loira relutou por alguns segundos... sentindo-se envergonhada... mas tinha de ser sincera...
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— Meu nome é Sharon Carter e sou uma agente da SHIELD, como Natasha.
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Steve a encarava... abismado... perplexo... sentindo-se traído...
— O quê...?
— O Diretor Fury me designou para ficar de olho em você... mas acredite ou não, eu não estava levando tudo isso muito a sério. Estava de fato sendo sua amiga...
— E você acha que isso realmente vai me convencer? Você não é ingênua como eu...
— Me desculpe, Steve, mas... tive meus motivos para aceitar a missão, e também para sair dela, mas... as coisas ficaram complicadas demais... – A agente tentava se justificar, em vão.
Naquele instante, outro estalo vinha na mente de Steve.
Mary havia mencionado que ele se surpreenderia com o sobrenome dela...
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Carter...
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Os olhos azuis arregalaram quando pensou a respeito... seu estômago deu algumas voltas e suas mãos começaram a suar frio...
— Me responda uma última coisa... seu sobrenome... – Ele não conseguia terminar e a agente já sabia aonde o Capitão queria chegar.
Ela respirou fundo por alguns segundos, tentando reunir forças para responde-lo.
Até que...
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— Sim... tenho relações sanguíneas com a pessoa que está pensando...
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O Super Soldado a encarava de modo irresoluto... estava assustado...
— Peggy...?
— Sim... – Sharon admitia, triste, envergonhada e com raiva de si mesma por ter falhado em sua missão, mas também por tê-lo enganado...
Ela estava levando tudo muito a sério, mas começou a ficar dividida no meio do caminho, cada vez que eles se encontravam e o conhecia mais... Steve Rogers era um homem fantástico, exatamente como sua tia dizia e enganá-lo estava se tornando uma missão penosa demais.
Naquele momento, o Capitão sentia como se seu dia tivesse acabado... a decepção lhe acometia mais uma vez... ser traído, ser enganado, era uma das piores sensações já sentidas...
Como aquela mulher tinha a coragem de enganá-lo, sendo ela uma parente de Peggy? Onde estava sua sensibilidade humana?
E quanto a Nick Fury? O que ele estava pensando? Céus, por quê...?
A única coisa que o Super Soldado pensava, era em sair dali... correr... fugir... sim, porque não havia mais sentido aquela festa... não tinha mais nada a ser comemorado...
Quando Steve olhou para frente, já pensando em partir e deixar Kate, ou melhor, Sharon sozinha...
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Mary Crystal cruzava a entrada do salão, observando impressionada toda a decoração e o incrível trabalho que Tony fez na festa surpresa do Capitão América.
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O loiro olhou para ela... e sentiu que somente alguém podia lhe tirar daquela situação...
Steve deixava Sharon, se afastando imediatamente dela, e passou a correr no mesmo instante na direção de Mary.
A Segundo-Tenente estava linda... seus cabelos se encontravam ondulados, uma leve maquiagem deixava seu rosto mais bonito, além de trajar um simples vestido escuro médio, que na verdade não tinha uma saia, mas uma espécie de short-saia, e uma sandália sem salto.
Roupas simples... cabelo simples... maquiagem simples... apenas ela mesma... naturalmente sendo quem era...
O Super Soldado a encontrava praticamente na entrada e quando Kiara o avistou...
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Ela sorriu... aquele lindo e mágico sorriso ensolarado que aquecia seu coração e iluminava tudo em volta...
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O loiro sentia-se inebriado, confortado e acalorado diante daquele esplendoroso sorriso.
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— E aí, Capitão América!? Feliz aniversário!
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A loirinha o cumprimentava, com um sorriso puro, translúcido e cristalino...
Suas entranhas se contorciam com a potente sensação que lhe sobrevinha naquele momento...
Mas Mary notava que a feição dele não era de felicidade e sim...
De tristeza...
— O que foi, Cap? Aconteceu alguma coisa?
— Bem... aconteceu, e pensei que não te veria aqui hoje... – Ele confessava, olhando intensamente nos olhos esverdeados.
— Você devia estar feliz... é sua festa e seu aniversário...
— Não tenho motivos pra comemorar.
— Por quê?
— Não me pergunte os motivos... eu só... preciso sair daqui...
— E pra onde você vai? – Ela o questionava, assustada. Tinha acabado de chegar e ele já estava de partida?
— Preciso ir embora e não me peça pra ficar.
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— Não vou te pedir pra ficar... vou te pedir pra me levar com você...
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Steve arregalava os olhos... Mary queria ir embora com ele?
— Por quê?
— Já que você quer ficar sozinho agora e eu estou sozinha, vamos ficar sozinhos juntos!? – Ela o questionava, com os olhinhos verdes brilhando.
O que Mary estava aprontando?
— Aonde quer chegar, senhorita Ellis...? – Ele a questionava, desconfiado.
— Bem... na verdade eu ia te convidar pra ir a um lugar comigo mais tarde... mas não esperava que você já fosse embora de sua festa...
— Que tipo de lugar?
— Um lugar incrível... – A garota sorria novamente, deixando-o surpreendido e até mesmo aliviado...
Talvez seu dia não acabaria de uma forma tão triste...
— Onde fica esse lugar? – A contestava, curioso.
— Quer mesmo saber?
— Sim...
— Então vem... vamos...! – Mary pegava na mão de Steve, puxando-o para fora dali.
Era bem obvio que muita gente assistia a cena...
Tony sorrindo de um lado, Sam e Riley de outro, Darcy Lewis do outro lado, chamando Mary Crystal de sortuda, e Sharon... bem, essa não estava nada feliz por ver que seu “amigo”, ou melhor “ex-amigo”, era puxado dali pela filha do Presidente.
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O Capitão América fugia de sua própria festa, e antes de cantarem parabéns...
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Steve e Mary desciam toda a torre pelo elevador.
Ao saírem pela entrada do imenso edifício, a garota pedia as chaves da moto do Super Soldado.
— Hoje quem vai dirigir essa Harley sou eu!
— Será que essa é mesmo uma boa ideia?
— Relaxa, Cap. Se entregue, depois eu te devolvo. – Kiara piscava, tranquilizando-o.
— Tudo bem, senhorita. E pra onde vamos? – O Capitão segurava o riso, deixando que ela fizesse tudo do seu jeito, já que ele não estava em condições de nada naquele momento.
— Pra onde vamos? Surpresa! Mas eu prometo que você estará seguro! — Ela sorriu mais uma vez... aquele lindo e esplendoroso sorriso ensolarado...
O loiro correspondia mais uma vez ao sorriso resplandecente.
— Estou confiando em você...
— Pode confiar... prometo que hoje não vou te decepcionar...! – Mary prometia, deixando-o feliz e ao mesmo tempo tranquilo.
Não havia mais ninguém no mundo que Steve desejasse ter ao seu lado naquele momento... era como se a Segundo-Tenente tivesse aparecido para salvar o dia de seu aniversário.
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E ele sentia que aquela noite... tudo seria incrivelmente especial...
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