Nemesis

10 Convencendo uma garota problemática


Convencendo uma garota problemática

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12 de Abril de 2012, 07:12 AM

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Manhattan – Nova York

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Quatro dias haviam se passado e todos os Vingadores se encontravam empenhados em decifrar o enigma que suas versões do futuro deixaram para trás.

Para o espanto de todos, incluindo Nick Fury, dois pontos importantes sobre a tal viagem no tempo foram descobertos:

O primeiro era que o misterioso homem com o traje vermelho que estava ao lado do Capitão América e do Homem de Ferro do futuro, se chamava Scott Lang e acabava de ser preso, condenado a três anos na Prisão Estadual de San Quentin.

Scott Lang era formado em engenharia elétrica e com suas habilidades, o engenhoso ladrão frequentemente roubava criminosos e devolvia o dinheiro para as vítimas.

O caso mais conhecido era o do Vistacorp, ao qual devolveu 4 milhões de dólares aos clientes que a própria corporação havia roubado.

Preso, divorciado e pai de uma menininha de dois aninhos, o engenheiro cumpria sua pena.

Tony, Bruce e Fury, juntamente com Natasha, Clint e Steve, estavam achando tudo aquilo bizarro demais.

Então os Vingadores recrutariam um criminoso para a equipe no futuro?

Agora fazia bastante sentido quando nas imagens o engenheiro citava “Assalto no tempo”.

Mas como se não bastasse essa descoberta chocante, havia outra muito pior...

Ao puxarem as imagens das redondezas de onde os Vingadores do futuro pousaram quando viajaram no tempo, encontraram as gravações do tal Hulk (que parecia muito mais racional e com a fisionomia de Bruce Banner do que a do Hulk em si) e nelas, o gigante esmeralda entrava num local um tanto diferente...

O topo de um prédio antigo, ao qual o cientista conversava com uma pessoa com trajes um tanto medievais num tom amarelo escuro.

Ela parecia um monge e carregava um colar com um objeto estranho no meio.

Não era possível saber o que os dois conversaram por causa do ângulo, mas algo havia ficado explícito...

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Aquela misteriosa pessoa com trajes antigos, possuía uma joia do infinito e a entregou para o Hulk do futuro.

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Fury e todos da SHIELD não tinham ideia quem era ela e agora precisavam descobrir sua identidade.

Um dia depois de descobrirem sobre tais acontecimentos, Tony acordava com muita dor de cabeça...

Mais um dia sem dormir... em meio a ataques de ansiedade, ao qual nunca havia tido antes...

Em breve, Pepper estaria ali, para decidirem o futuro da Torre, mas tudo o que o bilionário queria, era voltar para sua casa em Malibu e tentar descansar.

Naquela manhã, Bruce, que se encontrava hospedado na Torre, fazia novas pesquisas em seu laptop e entrava em contato com algumas pessoas.

Tony Stark entrava no salão principal, com olheiras, uma feição de cansaço, sono e impaciência, deixando nítido que não havia dormido.

— Bom dia, grandão... – E então, o Homem de Ferro resolvia fazer um café expresso na máquina, que se encontrava no canto do salão.

— Não conseguiu dormir de novo?

— É bem óbvio... já faz mais de uma semana... tô quase ouvindo a Pepper e procurando um terapeuta. – O gênio respirava fundo, tentando acalmar a sua mente e se tranquilizar, mas não estava sendo fácil.

— Devia ouvi-la. A Pepper só quer o seu bem.

— Eu sei, mas... e você? Como está conseguindo dormir depois de descobrir que o seu eu do futuro veio pra cá, sabe-se lá pra fazer ou desfazer o quê...?

Banner desviou o olhar do laptop e mirou Tony.

— Sabe... pode parecer estranho o que vou dizer, mas... eu estou tranquilo. Estou enxergando tudo isso com uma perspectiva positiva. Temos a chance de desfazer algo e mudar todo o futuro desastroso que nos aguarda. – O cientista confessava, com um semblante calmo e sereno, bem diferente da expressão carregada que mostrava dias atrás, quando enfrentaram Loki e o exército Chitauri.

— Uau... estou impressionado. O cara mais raivoso e descontrolado da face da terra, está tranquilo e otimista. Parabéns, Banner. Você se superou e quero muito seguir o seu exemplo. – Tony pegava o copo de plástico da máquina de café expresso, andando na direção do sofá que se encontrava ao lado da mesa onde Bruce estava sentado.

— Tony, relaxa... vamos apenas traçar um plano genial, mas baseado na razão, então tente acalmar essa sua mente brilhante, porque você é muito importante nessa grande missão.

O Homem de Ferro suspirou, tentando acreditar nas palavras do cientista, mas...

Lá vinha ele, com mais uma de suas dezenas de indagações...

— Banner... você não acha que o meu eu do futuro fez tudo o que esteve ao seu alcance?

— Como assim? – Bruce abaixava os óculos de seus olhos, encarando-o, indigesto.

— Eu estou tendo ideias geniais, mas... suspeito de que o meu eu tenha tido essas mesmas ideias, só que por algum motivo, não deram certo.

— Quais ideias?

Tony Stark demorou um tempo antes de responder, até que finalmente...

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— Uma armadura ao redor do mundo... seria muita maluquice...? Será que isso deu errado no futuro...?

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— Tony... se formos trabalhar com probabilidades, isso pode ter dado errado sim. – Banner redarguia, convicto.

— Mas a nanotecnologia não. Você viu... talvez essa seja uma das coisas que deram mais certo no futuro, e preciso focar nisso.

— Mas isso está um pouco além do que você consegue no momento, não acha?

— Bem, primeiro pensei em evoluir minhas armaduras, até chegar na nanotecnologia.

— Como? – Bruce indagava, confuso.

— Dividir as armaduras em várias peças e convocá-las uma a uma. O que acha? – Tony esclarecia, expondo suas ideias.

— Acho que isso é algo bem evoluído... mas a pergunta é: Você é capaz de fazer isso?

— Estou pensando em ir pra Malibu e ficar alguns meses por lá, só pra começar a trabalhar nisso. Não estou me sentindo bem em Nova York. – O gênio das Indústrias Stark confessava, enquanto bebericava seu café.

Banner notava a apreensão e agonia nos olhos de Tony...

— Se isso vai fazer você se sentir melhor, acho que deve ir, mas todos concordamos em não agir individualmente, lembra? – O cientista o relembrava.

— Sim... não estou querendo me separar da equipe, até porque, você viu em quem o meu eu do futuro confiava, não é mesmo?

— Claro... Ele e o Steve do futuro pareciam bem alinhados, coisa que você e o Steve dessa época ainda não conseguiram.

— E você acha que é possível?

— Sim, desde que vocês dois deixem de ser orgulhosos.

Tony suspirou pela terceira vez... tudo estava tão confuso em sua mente...

— Algo dentro de mim não queria, mas meu senso de dever está gritando para que eu ceda.

— Ouça seu senso de dever, Tony. Faça um favor para os Vingadores e para a humanidade. – Bruce finalizava, dando total apoio às decisões do Homem de Ferro, desde que o mesmo fosse racional do começo ao fim.

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Do outro lado da cidade, no Brooklyn, Steve levantava de sua cama, tendo dormido apenas duas horas seguidas em mais uma de suas tentativas frustradas de repousar e descansar por pelo menos sete horas ininterruptas, mas como de costume... isso era impossível...

Ao levantar, tomar um banho e se vestir, decidiu testar os dispositivos que havia ganhado de Fury e seus agentes.

O Diretor da SHIELD garantiu que tais aparelhos lhe auxiliariam no mundo moderno...

Ele se sentou na cadeira em frente à mesa na sala de seu apartamento... havia um Macbook ali...

O loiro ligou o aparelho...

Steve tocou no teclado do computador, com o queixo apoiado na mão e uma expressão impaciente no rosto. Sua missão no momento era converter alguns papeis e anotações para um novo arquivo no editor de texto, e salvá-lo na área de trabalho, apenas caso precisasse de tais informações mais tarde, mas... ele tinha muita dificuldade em lidar com toda aquela tecnologia. Não estava familiarizado com a sensação de seu cérebro fritando por conta daquilo.

Cinco minutos depois, imaginava que sua massa encefálica estava frita o suficiente a ponto de cheirar fumaça enquanto continuava digitando e pensando em como realizar aquelas operações tão difíceis...

O Capitão América não tinha a mínima ideia de como usar um computador... ele não era daquela época...

Steve era um soldado da década de 40 e toda aquela tecnologia estava muito acima do que conseguia entender, ao menos no primeiro momento.

Não possuía tais habilidades... só fazia duas semanas que saíra do gelo... sua destreza pendia para outras coisas…

Lutar numa guerra estava no topo de sua lista de habilidades.

Ele tinha visto atrocidades e destruição, coisas que um cidadão comum nunca veria. Havia escoltado prisioneiros fugitivos de alguns campos de concentração, os libertando e acabou testemunhando a crueldade do ser humano em seu ápice.

Lutou ao lado de seu esquadrão. Homens valentes que o acompanharam rumo a morte, arriscando suas vidas.

Steve sabia lutar uma guerra como ninguém, sabia se arriscar como ninguém, fazer tudo o que podia por todos, mas... lidar com um computador era algo muito mais difícil do que... guerrear...

Impaciente, o Super Soldado apenas resolveu desligar a máquina, desistindo de entender como tudo aquilo funcionava.

A única guerra que não venceria no momento, era aquela travada com o Macbook.

E justamente naquele instante, seu estômago deixava claro que precisava se alimentar, já que passara as últimas horas acordado.

E então, o Capitão retirou algumas peças de seu guarda-roupa, vestindo-se para tomar um café próximo a torre, já que havia combinado de se encontrar com Natasha e Clint no local.

Ao terminar de se vestir e arrumar o cabelo, ele se olhou no espelho...

Seu atual aspecto era o mais próximo que conseguia chegar de seu estilo natural... ele não se sentia muito à vontade com certas roupas do século 21.

Trajava uma camisa xadrez, calça verde musgo, jaqueta de couro marrom e botas também de couro no mesmo tom da jaqueta.

O Super Soldado também colocava seus óculos escuros. Achava que aquilo inibiria a curiosidade de certas pessoas que sabiam quem ele era.

O loiro então fechou a porta de seu apartamento e dirigiu-se para o estacionamento do prédio, prestes a tirar do local a maior recompensa que recebera de Nick Fury após a batalha de Nova York.

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Sua linda e incrível Harley-Davidson Softail Slim...

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Steve já estava habituado a uma Harley desde a segunda guerra, então não era uma novidade... exceto por aquele modelo ser muito mais moderno do que os da década de 40.

Ao sair do estacionamento em sua moto, adentrou a Avenida da ponte do Brooklyn, indo direto para Manhattan.

Quando chegou no local, estacionou próximo a torre, e caminhou a pé até o Pershing Square Plaza.

Steve adorava sentar ali para tomar um café e relaxar, fazendo alguns esboços da arquitetura local num bloco de papel.

Um de seus maiores hobbies era desenhar...

Naquela manhã em específico, ele repetiu tal ritual, se sentando em uma das mesas da cafeteria, do lado de fora, onde a simpática e educada Beth trabalhava.

Beth era a garçonete que sempre o servia quando o mesmo resolvia tomar um café no local, e coincidentemente, uma das pessoas da multidão ao qual salvou do exército Chitauri.

Ela sempre o tratava gentilmente, com muita cordialidade e parecia jogar alguns flertes vez ou outra, o que deixava os velhinhos que sempre tomavam café naquele mesmo horário, com muito ódio de Steve.

Por diversas vezes, o Capitão ouvia sempre os mesmos grunhirem coisas como: “lerdo”, “idiota”, “não sabe azarar” e “amador”, obviamente, porque achavam que o loiro não tinha tato para cortejar uma mulher, ainda mais quando a garçonete parecia externar certo interesse nele.

Enquanto esperava seu café, Steve tirou um bloco de papel e um lápis da bolsa de couro que carregava, além de alguns itens importantes como uma carteira e seu iPhone, que era mais uma das recompensas de Fury para ele.

Estava tentando terminar de desenhar a torre Stark, que ficava em frente ao Pershing Square Plaza, mas... algo pulsava em sua mente…

Ele se recusava a ceder aos seus pensamentos e transformá-los no que seus instintos de artista imploravam para serem traçados numa folha de papel...

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A imagem de Mary Crystal Ellis, aquela que deveria ser a musa inspiradora de qualquer homem, mas na verdade era uma odiosa vilã, típica de filmes de terror.

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Ele estava pensando seriamente em desenhá-la, mas não porque possuía qualquer admiração pela garota, e sim porque seus traços eram tão belos e simétricos a ponto de relembrar do quadro de uma mulher parecida com ela, ao qual visualizou em 1941...

Aquela imagem, não saia de sua cabeça... a fisionomia da Segundo-Tenente apenas reforçava suas antigas memórias... apenas isso...

E foi o que Steve Rogers fez, um pouco a contra-gosto...

Começou a desenhá-la...

O Super Soldado possuía um artista oculto dentro de si e ele adorava aquele hobby...

Desenhar era o único jeito que encontrava de respirar quando lhe tiravam o ar... de transbordar tudo aquilo que não tinha coragem de falar...

Seus dedos se moviam, traçando riscos que concebiam as linhas do rosto da filha do Presidente dos Estados Unidos...

O loiro permaneceu concentrado até que Beth trouxesse seu café.

Naquele momento, a garçonete percebia que o mesmo desenhava o rosto de uma bela jovem.

— É sua namorada...? – Ela perguntava, enquanto tirava a xícara de café da bandeja.

Steve ergueu o rosto, mirando-a, sem entender sua pergunta.

— Perdão, senhorita... o quê...?

— Estou perguntando se a pessoa que está desenhando é sua namorada. – Beth indagava com um lindo sorriso no rosto. Ela sempre era muito educada e comunicativa.

— Ah, não... é só uma pessoa que... está em minha mente... – Replicava timidamente ao notar que a garçonete o flagrava desenhando o rosto daquela garota irritante.

— Se está em sua mente é porque ela te causou uma boa impressão.

— Eu diria que é o contrário...

— Então foi uma má impressão?

— Sim e... não... – Steve se limitava a dizer apenas o que julgava necessário, afinal, ninguém deveria saber sobre os últimos acontecimentos envolvendo Mary Crystal.

— Bem, é como dizem por aí... às vezes a primeira impressão é a que fica, então talvez seja por isso que está desenhando ela.

— Talvez sim... – E então o loiro sorriu para a garçonete.

Os velhinhos atrás, logo começavam a cochichar sobre o quanto Steve Rogers era patético em não pedir o telefone de Beth.

— Não consigo mais vir aqui e ver essa lesma não jogar um xaveco sequer para a garçonete. – Um deles comentava com o outro, e era bem obvio que o Capitão ouvia, mas sua reação era sempre a mais pacífica possível.

Provavelmente muitos deles eram de sua época...

Desde que emergiu do gelo para aquele estranho mundo novo, sabia que levaria um bom tempo para se acostumar com todas as pessoas e todos os avanços da tecnologia. As diferentes normas culturais, até mesmo a maneira de cumprimentar alguém pela primeira vez era extremamente diferente de antes.

Felizmente, as pessoas que sabiam quem ele era, o viam apenas como "um homem fora do tempo".

Alguns faziam piada e outros achavam adorável, a exemplo da doce e simpática Beth.

Enquanto terminava de desenhar o rosto de Mary Crystal em uma de suas folhas de papel, Natasha e Clint finalmente chegavam ao local.

Os dois agentes se sentaram automaticamente ao lado dele.

— Desculpe a demora, Capitão. Você está nos esperando a muito tempo? – Clint o indagava, observando o mesmo esconder o que desenhava naquele instante.

— Não muito... mas não há problemas, já que gosto desse lugar. É ótimo para passar o tempo e relaxar. – O loiro dizia enquanto colocava uma folha do bloco por cima do desenho da Segundo-Tenente, mas...

A Viúva Negra o impediu, puxando rapidamente a folha e a pegando para visualizar o que havia ali, num gesto invasivo e proposital.

Os olhos de Steve alargaram e...

Natasha Romanoff sorriu, terrivelmente petulante...

— Podemos saber porque está desenhando a filha do Presidente, Capitão? – A ruiva indagava, com um sorriso sórdido nos lábios.

Clint, que estava de óculos escuros, os tirava para averiguar.

— Uau... por essa não esperávamos. – O Gavião Arqueiro mostrava certa surpresa ao pegar na folha e ver a imagem de Mary Crystal Ellis.

O olhar do loiro deslocou para o lado e certo rubor subia por suas bochechas.

— Olha, não é o que vocês estão imaginando... é só... que... que essa garota lembra a imagem de uma mulher que vi pintada num quadro a muito tempo atrás. Estava com a imagem dela na cabeça e resolvi desenhar. – Justificava aos dois agentes, que no mesmo instante se olhavam enquanto sorriam um para o outro...

Natasha e Clint se comunicavam apenas pelo olhar, mostrando que o nível da amizade ali era tão elevado quanto a que Steve tinha com seu falecido amigo Bucky Barnes.

— Ninguém está insinuando nada, Capitão. E estou impressionado que você desenhe tão bem assim. Parabéns. Ficou ótimo. – Clint o parabenizava por seu talento como artista, já Natasha... parecia bastante risonha porque imaginava mil coisas naquela mente obscura de agente secreta.

— Aquele dia, você e a Mary Crystal discutiram feio antes de encontrarmos vocês, não é? – Clint o questionava.

— Sim...

— E ela não topou entrar nessa com a gente… — O Gavião suspirava, um pouco impaciente.

— Você mesmo viu a reação violenta dela… — Steve completava.

— Já era de se esperar e é por isso que estamos aqui. O Fury pediu para darmos uma mão pra você. – Natasha revelava, deixando Steve desconfortável. Não desejava ver Mary Crystal nunca mais...

— Sua primeira missão é algo bem elevado, porque convencer essa menina não será fácil. – O Gavião dizia obvio.

— Eu não diria que essa missão tem a minha cara...

— Não adianta confessar derrota, Capitão. Você agora é oficialmente um agente da SHIELD. – A Viúva Negra declarava, deixando Steve com uma sobrancelha arqueada.

— Que eu saiba, não me tornei um agente. Estou colaborando com Fury em algumas missões e em troca, recebo uma remuneração por isso. – O loiro não estava feliz ao ser chamado de “agente”.

— Bem, isso veremos com o tempo, mas por enquanto, o Fury disse que devíamos auxiliá-lo até o fim dessa semana. – A ruiva continuava.

— Com o quê?

— Atualizá-lo sobre o mundo. – Dessa vez, era o Gavião que assumia a frente.

— Isso será de grande ajuda. Estou tendo... algumas dificuldades, principalmente com o computador. – Steve revelava, sentindo-se um pouco constrangido.

— Vamos ajuda-lo com tudo e monitorar seus avanços. – Natasha sorria em resposta, embora por dentro quisesse rir, porque era bizarro que um homem com a aparência de Steve Rogers, aos 26 anos, estivesse tão deslocado do tempo atual.

— Vamos atualizá-lo sobre tudo. Desde todos os maiores acontecimentos históricos, culturais, esportivos e tecnológicos. – Clint afirmava, causando certo alívio do Super Soldado.

— Precisamos renovar seu guarda-roupa também... – A ruiva olhava para os trajes do loiro, deixando nitidamente claro que ele se encontrava... fora de moda.

— Aproveite que a Nat vai te ajudar nisso. Ela é uma ótima consultora de moda. — Clint brincava enquanto mirava a face desconfiada do Capitão.

— Com todo o respeito, mas acho que prefiro o meu estilo. – Steve replicava, deixando claro que não estava disposto a mudar seu visual.

— Ninguém usa esse corte de cabelo nos dias de hoje, Capitão. – Natasha sorria, contendo certa risada de escárnio.

— Nat, acho que isso é muito pessoal. Deixe ele se vestir como quiser. Pense no lado bom, foi assim que ele conquistou a filha do presidente na festa. – Clint sorria descaradamente, mostrando que sabia sobre o que aconteceu no dia do evento.

O rosto do Super Soldado enrubesceu e ele desviou o olhar para o chão, mediante as últimas palavras do agente.

— Quando me disseram que você estava aos beijos com a filha do presidente na festa dos veteranos, nós não acreditamos. – A Viúva revelava, deixando-o ainda mais envergonhado.

— Eu fui pego de surpresa... – Justificava, embora fosse difícil convencer dois agentes daquele porte.

— Pelas fotos que vimos, não parecia estar tão surpreso. — Clint alfinetava de volta.

— Eu... eu... eu... não sabia que ela era filha do presidente... – Gaguejava, ruborizado.

— Ela que chegou em você, certo? — Natasha arriscava o palpite mais óbvio.

— Sim... mas... espere, disseram que ninguém havia tirado fotos ou filmado o evento, então como vocês tiveram acesso a qualquer tipo de material? – Steve os interpelava, totalmente desconfiado.

Clint deu de ombros e Natasha virou o rosto, não fazendo questão de esconder um sorriso cínico nos lábios.

— O Fury realmente não sabia de nada...? – O loiro voltava a questioná-los, já imaginando se de fato o Diretor da SHIELD não havia tramado tudo aquilo.

— Isso é algo que nem mesmo nós sabemos, Capitão... – Clint respondia a perguntava em meio ao olhar estreito do Super Soldado.

— De qualquer forma, essa garota é uma peste, segundo a Hill. Tome cuidado. Tem a aparência de um anjinho inofensivo e bondoso, mas é uma bruxinha diabólica disfarçada. – A ruiva reforçava as impressões que o loiro já possuía da Segundo-Tenente.

— Eu já testemunhei isso... — Ele se arrependia de ter cedido aos encantos dela. Estava mais do que provado que a aparência de uma pessoa não significava nada.

— Ela é o extremo oposto de você. – A Viúva Negra afirmava, com muita certeza, mais um ponto obvio.

— Por que diz isso?

— Você é o maior herói da américa, um homem de caráter e honrado. E ela é a herdeira de um dos homens mais sórdidos e inescrupulosos que pisaram na face da terra. Tudo o que essa garota é foi forjado de acordo com os valores da Cosa Nostra. Ainda que a mesma seja filha do presidente dos Estados Unidos.

Naquele exato instante, Steve se surpreendia negativamente com as palavras de Natasha.

Mary Crystal Ellis era alguém tão terrível daquela forma?

— Mas o Fury disse que ela não teve contato com a máfia. – Steve se recordava das palavras do Diretor.

— Sim, mas até onde sabemos, o Lorenzo Castelani passou tudo o que sabia para ela. – Natasha despontava mais coisas sobre a garota que ele não sabia.

— E por que ela está na Força Aérea? Como alguém como ela pode estar num lugar tão disciplinado e difícil de entrar?

— Não sabemos... – Clint respondia.

— Isso é muito estranho...

— De qualquer forma, a ligação que essa garota tem com o Tesseract vai nos ajudar. Precisamos trazê-la pro nosso lado e já estou trabalhando para que consigamos isso ainda hoje. – Natasha dizia, como se já tivesse um plano em mente.

— Como? – Steve indagou, confuso.

— Ela está nesse exato momento tomando café da manhã num lugar muito próximo daqui. Então o plano é: Vou até lá conversar com ela, amaciá-la de alguma forma e depois você entra em cena, Capitão. – A ruiva redarguia, com firmeza na voz.

— E isso vai dar certo? Por que da última vez, tive que deixá-la falando sozinha, já que essa garota levou tudo na brincadeira, entrando num debate caloroso contra mim. – O Capitão se mostrava pessimista quanto a convencê-la a trabalhar com todos eles.

— E você deve tê-la tirado ainda mais do sério também, não é? – Clint indagava.

— Apenas porque também tenho meu orgulho.

— Então hoje você vai ter que engolir esse orgulho, Capitão. Clint e eu estamos indo agora mesmo para a Avenida Madison encontrá-la. Daqui a exatos 25 minutos, você precisa ir até o local pra assumir a frente. – Natasha dizia o que haviam planejado, e Steve apenas respirou fundo, um tanto impaciente.

— Certo... devo dizer apenas o que Fury instruiu...?

— Sim.

— Então boa sorte para vocês dois.

Clint e Natasha então levantavam de suas cadeiras, prestes a saírem dali.

A ruiva colocava o desenho de Mary Crystal na frente de Steve, na mesa.

— Nos encontre na Avenida Madison, 621. Vai dar tudo certo, Capitão. Confie em nós.

— Estou contando com isso... – E então, o Super Soldado sorriu desanimado.

Os agentes cruzaram a Avenida e andaram a pé até a cafeteria onde Mary Crystal estava.

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Numa cafeteria não muito longe dali, na Avenida Madison, Kiara pedia uma xícara de café.

A garota se sentava numa mesa perto da janela, sentindo os raios solares daquela manhã aquecerem sua pele...

Ela estava com os cabelos soltos, um cardigan cinza, uma regata escura por baixo, calça jeans flare e sapatilhas claras, uma roupa simples demais para a filha do homem mais poderoso do país.

Ainda era primavera nos Estados Unidos e de manhã costumava fazer um pouco mais de frio do que a tarde.

O rádio da cafeteria estava ligado e muitas músicas interessantes tocavam fluidamente pelo local.

Naquele momento em especial, Violet Hill do Coldplay começava.

A Segundo-Tenente, que naquele momento estava de licença, forçadamente por causa de Nick Fury e o conselho mundial de segurança, passava os dias num hotel em Manhattan, pensando o que deveria fazer para anular tal decisão, mas por mais que tivesse pensado em várias formas, não conseguia chegar a nenhuma conclusão.

Estava cogitando a possibilidade de ceder, apenas para fazer o que tinha de fazer e enfim voltar para Colorado Springs o mais rápido possível.

A loira sabia que era questão de tempo até que um dos agentes de Fury lhe procurasse, ou até mesmo o honorável e sublime Capitão América.

Mas...

Ela não era uma pessoa tão idiota assim para simplesmente ceder ao que Nick Fury pedisse, sem ter nada em troca.

Pensava seriamente em fazer algumas exigências antes de concordar fazer parte daquela missão, que ao seu ver, era ridícula.

Sim, porque não se meteria numa enrascada daquela sem ter algo que lhe beneficiasse diretamente, então... sua decisão estava tomada.

A garçonete trazia seu café e ela conseguia sentir o aroma inebriante de uma de suas bebidas favoritas.

Naquele mesmo instante, Natasha Romanoff e Clint Barton cruzaram a porta da cafeteria, e obviamente, Kiara reparou.

A loira sorriu, triunfante. Que coincidência divina...

Já sabia que estavam ali por causa dela.

Os delicados dedos pegaram o recipiente de vidro com açúcar e jogaram em cima do café, para logo depois a garota segurar a pequena colher ao lado do prato com a xícara, no intuito de misturar a bebida.

Mary fingia que não os tinha visto.

Natasha naquele momento, caminhava na direção dela, sentando na mesma mesa de Mary, enquanto Clint permanecia do outro lado, no balcão, observando a cena das duas de longe.

A Segundo-Tenente não se intimidou quando a Viúva Negra olhou diretamente em seus olhos, pelo contrário...

A garota sorriu e a encarou profundamente.

As duas sorriram uma para a outra.

— A que devo a honra da bonequinha russa do Fury sentando em minha mesa? – Mary continuava misturando o açúcar no café com a pequena colher, agitando o líquido na xícara.

— Prefiro ser chamada de a arma russa do Fury. – Natasha rebatia, ainda sorridente.

— Pode até ser, mas... que tipo de arma? Um Nerf? – Kiara ironizava explicitamente a Viúva Negra, reduzindo-a a uma arminha de brinquedo.

— Gosto de pensar que seria uma glock.

— Você é muito meiga pra ser uma glock, agente... – A Segundo-Tenente sorria de canto, totalmente provocativa.

— Gosta de brincar, senhorita Ellis?

— Não, eu sou assim naturalmente, já você... se esforça em criar vários personagens distintos uns dos outros, afinal, quantas identidades falsas você tem mesmo, Natalia Alianovna Romanova? – Mary Crystal dizia o nome completo de Natasha em tom de provocação e aquilo arrancava certa surpresa nos olhos esverdeados da Viúva Negra.

— Você realmente sabe de coisas que muitos agentes secretos não sabem. – A ruiva se referia ao fato de quase ninguém saber sobre sua real identidade.

— Meu avô tem um acervo de documentos bem interessantes sobre diversas pessoas… — A loirinha sorriu, petulante.

— Bem, isso é realmente impressionante.

— Agente Romanoff, diga a verdade... você realmente acha que vale a pena trabalhar pro Fury? – Mary a indagava, um pouco desconfiada das intenções de Natasha na SHIELD.

— Sim.

— É... deve ser bem legal trabalhar pra um cara que esconde segredos cabulosos e finge que é pra manter a paz e a ordem no mundo. – Kiara arqueou uma sobrancelha e sorriu antes de começar a beber seu café.

— Eu prefiro pensar que ele está dizendo a verdade em noventa por cento dos casos. – A ruiva rebatia, mostrando confiança em seu chefe.

Naquele momento, a garota começou a rir, quase cuspindo seu café.

— Acha mesmo que o Fury diz a verdade na maioria dos casos? – Ela lançava a dúvida para a ruiva, que a respondeu de imediato.

— Sim, eu acho.

— Uau... é bem óbvio que está sendo enganada e gosta disso. Parabéns, agente Romanoff. Você já pode ser levada ao matadouro, já que gosta de viver como um gado. – A loira voltava a bebericar seu delicioso café.

— Eu sei que você tem conhecimento sobre muitas coisas... o Fury nos disse sobre a sua ligação com a Cosa Nostra.

— É mesmo...? E o que mais ele te contou?

— Que você sabe muitas coisas que as maiores instituições de espionagem no mundo não sabem...

— Só isso? Ele não te disse mais nada? – Mary mostrava certa surpresa. Imaginava que os maiores agentes de elite da HYDRA soubessem sobre o incidente envolvendo ela e o Tesseract, a muitos anos.

— Disse só o essencial.

— Percebe-se que ele não disse o essencial mesmo... – A Segundo-Tenente revirava os olhos, bebendo o café em sua xícara.

— E o que seria o essencial?

— Hmmm... quer um exemplo?

— Seria ótimo. – Natasha assentia.

Mary Crystal fazia certo suspense antes de fazer uma revelação bombástica que faria os Vingadores se descabelarem se descobrissem.

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— Qual seria a sensação, agente Romanoff... de saber que o Thor não foi o primeiro alienígena a pisar na terra?

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Natasha esbanjava uma leve surpresa, porque obviamente, a Viúva Negra não podia expressar suas emoções diante de revelações como aquela.

— Por que você teria uma informação dessas?

— Porque o Fury não te contou o essencial sobre mim. – Mary Crystal sorriu, convicta.

— E como sabe que ele não foi o primeiro alienígena a pisar na terra? – Natasha a interpelava, pacificamente.

— Ora, agente... porque não pergunta pro Fury o que aconteceu em Los Angeles, no dia 7 de março de 1995? – A Segundo-Tenente mencionava algo numa época em que Nick Fury estava no começo de sua carreira na SHIELD.

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Algo que envolvia a Doutora Wendy Lawson e Carol Danvers.

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— Certo... vou perguntar a ele na próxima vez que nos encontrarmos...

— Quer uma dica? O Agente Coulson sabe, mas... aah, ele morreu, então sugiro que compre uma tábua ouija e tente contato com ele do além. – A garota sorria novamente, ousadamente diabólica.

A Viúva Negra observava a Segundo-Tenente, já imaginando que todo aquele deboche e sarcasmo eram de informações que nem ela e nem Clint possuíam... talvez Hill, mas não eles. E por mais que desejasse descobrir sobre tudo, tinha que cumprir sua missão, que era trazê-la para o lado dos Vingadores.

E tinha de ser agora.

— Sabe, senhorita Ellis, eu adoraria ficar aqui fingindo que não sei aonde quer chegar, mas não posso. Temos algo sério para resolver e precisamos da sua ajuda, então proponho que pense a respeito do que Steve Rogers lhe dirá quando chegar aqui...

— Ooh, é mesmo...? E por que eu deveria...? – Mary largou a xícara e apoiou os dois cotovelos na mesa, fitando-a com muito desdém.

— Porque é algo importante. Fury já lhe adiantou alguns detalhes, mas depois de você e o Capitão discutirem no térreo da Torre Stark, espero que agora você diminua suas piadas ácidas e ouça o que ele tem a dizer.

— Desculpe, agente Romanoff. É que eu não resisto... sabe, o Capitão Rogers é uma pessoa que me inspira a ser alguém pior do que já sou. – A garota sorria ternamente, como um anjo puro, casto e cristalino, que possuía uma aura cintilante.

— Sugiro que seja apenas uma pessoa normal quando se falarem. É importante.

— Ok... eu prometo que serei branda com nosso ícone nacional.

— Fico feliz em ouvir isso. – Natasha sorriu de volta, já imaginando que talvez a garota fizesse o contrário. Não conseguia confiar nela.

— Palavra de escoteiro, agente Romanoff. O super-herói mais amado da América será tratado gentilmente por minha pessoa. Sem piadas, sem discussões e sem deboches, afinal, ele é o Vingador mais legal e moderno.

— Nada contra o seu sarcasmo, Mary, mas espero que de agora em diante você seja... profissional.

— Cumprirei minha promessa, Natalia. Nada farei ao garoto propaganda da justiça americana.

E então, do outro lado, Clint observava as duas, com uma carranca no rosto.

Era bem óbvio que ele não gostava de Mary Crystal.

A loira sorria ao constatar tal fato tão descarado.

— Você e o Clint são tipo a Kim Possible e o Ron Stoppable?

Natasha alargou levemente o olhar.

— É tipo isso e adorei a comparação. Vou fazer cosplay de Kim Possible na próxima San Diego Comic Con. – A ruiva correspondia ao sorriso da loira.

— Quando for na próxima Comic Con, me chame. Adoro esses eventos Geek.

— E vai fazer cosplay do quê?

— Beatrix Kiddo — Kill Bill Volume 1. Tenho a roupa amarela e uma linda espada que nomeei carinhosamente de... Witchblade. — Ela piscou e a Viúva Negra mostrava uma feição de surpresa.

Eram muitas referências pra ignorar...

— Gosta dos quadrinhos da Sara Pezzini? – A ruiva indagava.

— Adoro.

— É, garota... acho que a partir de agora eu te amo. – Natasha confessava com certa sinceridade, já que a loira parecia ser fã de Witchblade.

Enquanto ainda conversavam, era possível vislumbrar Steve Rogers chegando na Avenida Madison pelo vidro da janela da cafeteria...

O loiro estacionava sua moto do outro lado da rua.

Mary soltava um "Uau" sonoro com os lábios... a garota estava boquiaberta e Natasha percebia.

O Capitão América descia de seu veículo, elegantemente e Kiara analisava suas vestimentas...

Calça musgo, camisa xadrez, jaqueta e botas de couro, além dos óculos escuros num estilo retrô... sim, um verdadeiro homem elegante, charmoso com uma beleza exuberante e a moda antiga, ainda mais quando o mesmo estacionava uma moto tão perfeita como aquela, tornando a visão ainda mais especial.

Mary não resistiu em fazer uma piada...

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— O príncipe não veio a cavalo, mas veio numa Harley Davidson...

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A Segundo-Tenente estava impressionada sobre o quão belo, esplêndido e celestial Steve Rogers parecia.

Sua aura tão resplandecente, possuía nuances nos tons azul e dourado...

Era um espetáculo inigualável contemplar a magia de seus raios invisivelmente dourados, revelando um cenário iluminado e digno de um filme que mais parecia um sonho...

O ar mudava naturalmente... era tão lindo e puro... sem mancha... sem mácula...

E o sol apenas adornava todo o cenário por onde o Super Soldado passava...

Enquanto o observava do outro lado da Avenida, esperando o semáforo abrir para atravessar, Kiara tinha vontade de emoldurar aquela linda imagem na parede de sua memória...

A garota passou a roer parte da unha do dedo indicador, como se mostrasse certa ansiedade por vê-lo ali...

A Viúva Negra achava aquele gesto um tanto revelador...

— Vai acabar com o esmalte da sua unha desse jeito... e elas estão lindas a propósito, então não as estrague. – A ruiva dizia o que achava quando olhava para as unhas bem-feitas e pintadas da loira.

— Aah, sim, tem razão... é que às vezes eu acabo me excedendo quando vejo algo belíssimo de se apreciar... – Ela revelava, desavergonhadamente, deixando bem claro que estava se referindo ao Capitão América.

Natasha arqueava a sobrancelha, desconfiada.

— Sabe, a impressão que tenho quando te vejo olhando pro Rogers é que: opção um: Você tem uma admiração secreta por ele por algum motivo que desconheço e opção dois: Você tem uma forte e irresistível atração por ele.

— Hmmm... não vou negar, Natalia... acho que é a opção dois. – A loira sorria, mordiscando o lábio inferior enquanto continuava vislumbrando Steve do outro lado da Avenida.

Se tinha algo que realmente amava no Super Soldado era a sua incrível aparência, mas em contrapartida, odiava a personalidade e o caráter dele.

No entanto, ela ainda não o conhecia tão bem para julgar 100% de tudo o que Steve Rogers representava, porque na maioria das vezes, ele mostrava a índole do Capitão América, o Sentinela da Liberdade e o Menino de Ouro da América... mas não quem ele realmente era...

Talvez, Mary fosse a primeira pessoa que notara aquilo...

— Isso explica porque você se aproveitou dele na festa dos veteranos... – Natasha continuava notando que Mary não escondida absolutamente nada naquele momento.

— É verdade e... eu amei tirar essa casquinha, mas não conte pra ninguém...! — Ela piscou e sorriu ao fazer o gesto de silêncio com o dedo indicador.

— Eu não conto, se prometer que não vai começar uma discussão com o Capitão. – A ruiva tentava fazer a Segundo-Tenente reforçar sua promessa de não se desentender com Steve.

— Eu prometo, agente Romanoff... pode confiar em mim... – E então...

Mary Crystal Ellis sorriu novamente, só que diferente das outras vezes, aquele sorriso soava luminosamente sombrio, devasso e mordaz...

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Que Deus tenha misericórdia de Steve Rogers naquele momento...

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Notas finais
Se você nunca ouviu falar de Kill Bill volume 1 e 2 (do Quentin Tarantino e Uma Thurman), você precisa assistir. Um dos melhores filmes que já vi na vida e... é um pouco nojento, mas vale super a pena. Recomendo! Witchblade é uma série de histórias em quadrinhos americana. Sara Pezzini, uma policial da seção de homicídios do Departamento de Polícia de Nova York (NYDP), um dia encontra um artefato sobrenatural místico com incríveis poderes. Este artefato, de início, tem a aparência de um simples bracelete, mas quando o bicho pega, muda para a forma de uma braçadeira (ou manopla) que, então, pode se desdobrar e tornar-se uma armadura, espada ou qualquer outra arma cortante que protege seu portador. Houve uma série de TV que passava no SBT sobre os quadrinhos. Era muito legal, gente. Pena que não achei em lugar nenhum pra rever online. Preparados pro próximo capítulo? Será deveras interessante, logo adianto, já que a Mary é uma diabinha especialista em fazer joguinhos e o Steve é só um soldado que deseja fazer tudo 100% certo, com seu jeito de ser tão moralista e civilizado. O que vai render? Acompanhem, muahahahaha *muita maldade travestida de bondade vindo :P