Nem tudo é oque parece ser...
4 As revelações
Notas iniciais
POV.PEDRO
Caraca nem acredito que eu estou sentado ao lado da esquentadinha, mas do que adianta se ela não quer falar comigo. Não tem problema eu quero mudar ela, e vou tentar mudar ela. ~Fala ele olhando fixamente em Karina. ~
As aulas passaram rápidas, logo chega a hora da saída, Karina ao chegar ao ponto só vê um menino, quando os olhares se cruzam os dois sentem levemente um choque, o silencio era ensurdecedor, porem Pedro quebra-o.
–Esquentadinha, preciso falar com você. ~ Ele diz decidido e olhando seriamente pra K. ~
–Fala. ~Diz a lutadora revirando seus olhos (como de costume) e tira seus fones ~
–K, eu estou sentindo uma coisa por você que eu não sei explicar, eu sei que você é lésbica, mas, eu posso tentar, eu posso tentar mudar você. ~Disse o musico se aproximando da garota, que faz cara de desaprovação, mas quando ele a beija, pedindo passagem para sua língua ela tenta resistir, mas no final da à passagem, suas línguas dançam juntas, o beijo vai se intensificando, Karina percebe isso e se afasta fingindo indignação, limpa sua boca com a costa da mão, e fala brava, e também recuperando o folego~
–Mo-moleque, quem você esta pensando que é pra ir me beijando assim? ~Nesse momento o ônibus chega e Karina entra no mesmo, senta nos últimos bancos, pois lá só havia um lugar sobrando ai o Pedro não poderia sentar perto dela, quando ela se senta pensa “Salva pelo gongo” já que ela teria que se explicar porque dera passagem para língua dele e blá, blá, blá.
Pedro sobe e quando percebe que não tem mais nenhum lugar perto da esquentadinha se decepciona, senta a dois bancos pra frente do dela.
O ponto chegou, Karina desceu e tentou andar rápido para sua casa, mas uma mão pega pelo braço, puxando para traz fazendo-a virar.
–Pedro me larga tenho que ir pra casa! ~diz ela tentando tirar a mão de Pedro de seu braço, sem sucesso ele era mais forte que ela. ~
–Calma esquentadinha, já você vai embora, mas me responde primeiro você gostou do nosso beijo?
–NÃO! AGORA ME LARGA QUE EU QUERO IR PRA CASA. ~Karina mentia que até doía, mas seus olhos não deixavam mentir ela tinha gostado muito do beijo, ela era lésbica sim, mas o namoro dela não foi bem uma paixão, foi mais uma curiosidade do que uma paixão, já que ela e a Pri estavam solteiras, decidiram se pegar uma vez, duas, três até que namoraram serio a K gostara de homens também ela nunca mentiu ao falar que sentia atração por nenhum homem. Pedro percebera que ela havia mentindo e não perderia essa oportunidade de ver ela corada. ~
–Mas não é isso que seus lindos olhos dizem!~Karina cora forte na hora, Pedro se aproxima tenta beija-la, mas ela não permite e sai correndo pra sua casa.
POV.KARINA
Aquele mala do Pedro vai sentar do meu lado, aff! Mas que palhaçada, se ele ficar me enchendo vou bater nele, hoje eu não to boa.
Ainda bem que a aula passara rápido e aquele moleque não me encheu muito.
Quando acabou as aulas fui direto para o ponto, só havia eu e um moleque, adivinha quem o imbecil do Pedro. Eu não sei oque houve, mas quando nossos olhos se cruzaram eu me arrepiei dos pés a cabeça.
Ai do nada ele vem e diz que gosta de mim, que não sabia explicar oque era, e me beijou, e o pior? EU GOSTEIIII, aff eu devo dar doida só pode!
O ônibus chegou na hora certa, eu me sentei bem lá no fundo onde só tinha um lugar vazio, percebi a decepção estampada em seu rosto ao ver que não tinha mais lugar aqui perto de mim, ele fora sentar a dois bancos pra frente.
Quando chegou ao ponto perto da minha casa, desci e andei o mais rápido que pudim, mas ele me alcançou, perguntou se eu gostei do beijo eu digo que não, claro, não vou facilitar as coisas pra ele, já que ele quer me mudar, ele vai ter que suar a camisa. Meus olhos me entregavam eu sei, mas quando ele tentou me beijar eu saio correndo não queria beija-lo, pois ai eu, não saberia oque falar nem como agir depois disso então só veio isso em minha mente, corre que é melhor!
POV.PEDRO
É isso mesmo? Eu beijei a esquentadinha, e ela retribuiu o beijo? Não to acreditando nisso!
Ela deve gostar de mim pelo menos um pouco, se não, ela não retribuiria o beijo.
Pedro chega a sua casa, mal sentia fome, então decidiu subir tomar um banho e tentar compor já que todos já haviam jantado e fazendo alguma tarefa.
Ele estava com um sorriso bobo no rosto, lembrando-se do que acontecera no ponto de ônibus mais cedo, quando tomtom entra no quarto assustando-o.
–Oi Pê, te assustei desculpa.
–Oi pirralha, foi nada não, mas diz oque você quer por que eu to tentando compor.
–Eu só queria saber de quem é a dona.
–Dona de que sua louca? ~pergunta ele realmente confuso ~
–A dona desse seu sorriso bobo, a dona de suas composições, a dona de seus pensamentos, então me diz quem é a nova musa?
– Você me conhece bem em maninha, é a Karina ela é meio fera, mas eu gosto dela. ~Diz ele com o mesmo sorriso bobo lembrando-se do fato ocorrido~
–huuuum, ta apaixonado ne, Pê.. ~Diz a pequena fazendo-lhe cosquinhas. ~
–A seila maninha, eu queria uma ajuda sua, será que rola? ~Tomtom era pequena mais entendia do assunto, sempre ela ajudava Pedro nas suas paixonites. ~
–Claro Pê, pode falar!
–Queria que você me ajudasse a ficar sozinho com a K. Ela é meio tímida e tals, vai que nesse dia rola uma química?
–Essa tal Karina é a filha do Gael? Aquele lutador? Da academia embaixo da ribalta?~Pedro assentia que sim em todas as perguntas, e via a expressão de Tomtom pensativa, aquilo durava minutos, ele não conseguira aguentar.
–Fala logo Tomtom.
–Bom vocês podiam ficar na ribalta lá anoite amanha já que é sexta, e só fica o Nando lá mesmo, e ele dorme um lugar perfeito!
–verdade maninha, obrigada, mas como eu vou fazer pra levar ela lá?
–Ah Pê, tivira, eu já ajudei como pude. Beijos. ~Ela sai do quarto de Pedro ~
E agora como eu vou levar a esquentadinha pra lá amanha a noite?
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