Nem tudo é o que parece
5 O Golpe
Junto com seu advogado o Sr Smith está em uma sala isolada para que possam conversar.
Beckett os interrompe e os leva para a sala de interrogatório.
— Bem Sr Smith, como devo chama-lo?
— É Stuart mesmo detetive!
— Bem, por que matou o Sr Robert Lugs?
— Eu não o matei o Robert. Para que eu o mataria?
— Então, porque suas roupas estavam cheias com os sangues do Sr Lugs?
— Porque fui ajuda-lo e não mata-lo, ele era meu amigo e parceiro.
— Parceiro de quê? – ela começa a estranhar mais ainda aquela situação.
Stuart olha para seu advogado que acena positivo com a cabeça para conte o que sabe.
— Bom, antes eu quero um acordo.
— Qual? – Beckett fala muito nervosa, já perdendo a paciência.
— O que eu disser aqui não será levado a diante.
— E o que tem de tão importante para falar que poderá prejudica-lo?
— Bem, eu e Robert éramos sócios em uma “Entidade Filantrópica”, arrecadávamos dinheiro para tratamento de pessoas com problemas mentais, mas, não tínhamos como fazer um vídeo institucional e levar para as empresas.
— E o que isso tudo tem a ver com a morte do Sr Robert Lugs?
— Então, ele era a cara da empresa enquanto eu, já fui de tudo para podermos arrecadar dinheiro, desde um mendigo cadeirante até um autista.
— Então, vocês enganavam as pessoas para ganhar dinheiro? – Castle pergunta com ironia.
— De certa forma sim. Registrávamos, em gravações, Rob ajudando as pessoas com problemas.
— Quando você diz que registravam em gravações, quem as registrava? Quem mais estava envolvido neste golpe?
— Apenas eu e o Lugs, mais ninguém.
— Mas, se você era o doente e ele o benfeitor, quem filmava? – Beckett pergunta curiosa
— Ele mesmo, como se ele tivesse visto a pessoa na hora. Em situações aleatórias mas reais, do dia a dia.
— Você tem algum destes vídeos? – Beckett questiona.
— Não, ficavam todos com Lugs. Ele que levava os vídeos para editar, mandar e visitar as empresas.
— Então isso deve estar no apartamento dele. Investigaremos os fatos e, só depois disso, liberamos o Sr e analiso os termos do seu acordo.
Eles saem e Beckett fala para Ryan e Esposito levarem uma equipe para o apartamento de Lugs enquanto Smith fica na delegacia detido para averiguação dos fatos.
— E então Castle, está a fim de ver a Jen enquanto eles fazem as buscas? – Ela olha para o marido vendo sua preocupação com a prima.
— Claro! – tirando o celular do bolso do seu casaco – Vou ligar para o Tom e saber se já estão em casa.
Beckett vai pegando as coisas e a chave do carro enquanto ele está ao celular.
— Eles já estão em casa.
Ao chegarem Tom abre a porta do apartamento.
— Que bom que chegaram, Jen está no quarto.
Os três se encaminham para o quarto quando passam pelo escritório do apartamento, Castle sussurra “... sala do pânico!...” e Beckett olha séria para o marido.
— Ei, vocês por aqui! – Jen está deitada em sua cama e fica muito contente em ver Castle e Beckett.
— Como você está? – Beckett pergunta sentando-se na beirada da cama.
— O que está precisando? Pede que eu mando buscar. – Castle fala contornando o pé da cama se deitando ao lado de Jen e já segurando a mão da prima.
— Na verdade, foi ótimo os dois terem vindo e estarmos todos neste quarto. – Demming fala sério.
— O que foi Tom? – Beckett ficou preocupada.
— Queremos saber uma coisa de vocês. – Jen está segurando forte a mão de Castle.
— O que quiserem? Eu faço. – Castle está bem preocupado.
— Estamos bem, eu e o bebê, fiquem calmos.
— É verdade, os dois estão bem. O Dr. só pediu repouso, mas, sabe como é sua prima, já me pediu para colocar uma cama no escritório para ela poder trabalhar. – Tom está escorado no batente da porta com os braços cruzados.
— É que ele acha que me colocando em uma cama me deixará melhor.
Era nítida a sensação de tédio na cara da garota.
— Claro que não, mas, poderia colaborar um pouquinho, não acha? – Castle fala e beija a mão da prima com carinho.
— Bem, isso não vem muito ao caso, porque não foi por isso que chamamos vocês aqui. – ela olha para os dois, — Já informo antes que não é uma questão de opção, ou de sim ou não. Tom e eu conversamos muito antes de chamar vocês aqui. Como ele é filho único e nossos pais já faleceram, a única opção que sobrou foram vocês mesmo.
— Opção de quê? – Beckett parecia muito confusa e deslocada.
— Os padrinhos de Antony serão vocês!
— ÚNICA OPÇÃO?!?!?! – Castle está indignado e Beckett fica muda.
Tom e Jen começam a rir.
— Eu te disse que ele faria isso! – esticando a mão para Tom – Pode me passar as 20 pratas.
— Você fez isso de propósito?
— Vindo da sua prima, você realmente achou que tinha outra opção? – Tom disse rindo da cara de Castle.
Percebendo que Beckett não se manifestou, Jen fica curiosa.
— Algum problema Kate? Você acha que eu faria esta loucura se ele não fosse casado com você?
— Não Jen, não é isso. Apadrinhar uma criança é uma responsabilidade muito grande e não sei se estamos preparados para isso.
— Beckett, é por isso que escolhemos vocês. Família acima de tudo. Se minha família não estiver preparada para apadrinhar um filho meu, então, ninguém estará.
— Se é assim, ficaremos muito orgulhosos de sermos padrinhos do Antony.
— Então vamos comemorar. Pizza para todos! – Jen fala comemorando, mas, logo é interrompida.
— Você está doida, Jen! PIZZA??? – Tom fica bravo.
— E BROTO DE FEIJÃO pra mim! – ela faz uma cara furiosa e lança um olhar fulminante para ele.
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