Nem tudo é o que parece - Rose e Scorpius
2 Kings Cros's
Notas iniciais
Dia do embarque de Rose
O outono pareceu chegar sem aviso naquele ano. A manhã de primeiro de Setembro estava fresca e dourada como uma maçã, enquanto a pequena família cruzava a barulhenta estrada em direção à grande estação, as chaminés das locomotivas fumegavam e a respiração dos pedestres condensava no ar frio, como uma teia de aranha.As corujas dentro delas piavam zangadas; uma garoto de cabelos vermelhos passou choroso por sua irma e se segurou no braço do mãe.
— Não vai demorar muito para você embarcar também. — Hermione disse a ela.
— Dois anos, — choramingou Hugo– eu quero ir agora!
As pessoas olhavam curiosamente para as corujas enquanto a família se dirigia para a barreira entre as plataformas nove e dez. Os quatro Weasley se aproximaram da barreira.
—Esta pronta Rose?- perguntou Rony
—Sim-falei
—No três, um, dois, TRÊS-falou meu pai
Lado a lado, eles empurraram o segundo carrinho, ganhando impulso e, quando chegaram à barreira, Rose fechou os olhos, esperando por uma colisão que não veio. Ao invés disso, a família emergiu na plataforma Nove e Meia que estava coberta pelo vapor lançado pela locomotiva vermelha do Expresso de Hogwarts. Figuras indistintas se moviam através da névoa.
— Onde eles estão? — quis saber, ansiosa, observando as pessoas entre a fumaça enquanto eles cruzavam à plataforma.
—Devem não ter chegado ainda- falou minha mãe
Mas o vapor era denso, tornando difícil distinguir o rosto de alguém. Separada de seus donos, as vozes pareciam anormalmente altas.
—Olha Rose quero que você me escreva todos os dias, tire notas boas e não se meta com o Pirraça, não se meta em confusão mas pelo menos se divirta um pouquinho ta ok?
—Ok mãe, prometo-
— Eu acho que são eles ali, Rosie. — disse Rony de repente.
Um grupo de cinco pessoas saiu da neblina, próximos ao último vagão. Seus rostos só se tornaram nítidos quando Rony, Hermione, Rose e Hugo se aproximaram deles.
— Olá. — disse Rose, imensamente aliviada.
Alvo, que já estava usando os trajes novos de Hogwarts, sorriu para a garota.
– Então, estacionou bem? — Rony perguntou a Harry – Eu estacionei. Hermione não acreditou que eu pudesse passar no exame de direção dos Trouxas, não é? Ela achava que eu teria que Confundir o examinador.
– Não, não achei. — disse Hermione — Depositei minha fé em você!
– De fato, eu o Confundi um pouco. — Rony sussurrou para Harry, enquanto ambos colocavam o malão e a coruja de Alvo no trem. – Eu só me esqueci de usar o espelho retrovisor, mas na real, eu posso usar um Feitiço Supersensorial para isso.
De volta à plataforma, eles encontraram Hugo e Liliam, a irma mais nova de Alvo, tendo uma conversa animada sobre em qual Casa ficariam quando finalmente fossem para Hogwarts.
– Eu o deserdo se você não for da Grifinória, — disse Rony — mas nada de pressão!
– Rony!
Liliam e Hugo riram, mas Alvo e Rose permaneceram sérios.
– Ele não quis dizer isso! — disseram Gina e Hermione, mas Rony não estava mais prestando atenção. Olhando para Harry ele indicava com a cabeça um local a alguns metros dali. A névoa parecia ter diminuído um pouco, tornando possível ver três pessoas paradas, aliviadas pela neblina que se movia.
– Olha quem é.
Draco Malfoy estava em pé, com sua mulher e filho, um casaco abotoado até o pescoço. Seu cabelo estava com uma entrada, te tal modo que acentuava seu queixo fino. O filho lembrava tanto Draco assim como Alvo lembrava Harry. Draco percebeu que Hermione, Harry, Rony e Gina olhavam para ele, acenou brevemente, e deu as costas ao grupo.
— Então aquele é pequeno Scorpius. — disse Rony entre os dentes — Arrase-o em todos os testes, Rosie. Graças a Deus que você tem o cérebro de sua mãe.
— Pelo amor de Deus, Rony. — disse Hermione, um pouco nervosa, um pouco sorridente. – Não os tente colocar um contra o outro antes mesmo de as aulas começarem!
— Você está certa, desculpe. — disse Rony, mas incapaz de se segurar, completou, – Mas não fique muito amiga dele, Rosie, vovô Weasley nunca a perdoaria se você se casasse com um puro-sangue!
— Ei!
James havia retornado. Tinha se livrado do carrinho, do malão e da coruja e agora parecia explodir com novidades.
— Teddy está lá atrás. — disse sem fôlego, apontando por sobre os ombros, para uma cortina de fumaça. – Acabei de vê-lo! E adivinha o que ele estava fazendo? Beijando a Victoire!
Ele olhou para os adultos, evidentemente desapontado pela falta de reação.
— Nosso Teddy! Teddy Lupin! Beijando a nossa Victoire! Nossa prima! E eu perguntei o que ele estava fazendo...
— Você os interrompeu? — quis saber Gina — Você é tão parecido com o Rony...!
— ... e ele disse que estava aqui para vê-la partir! E daí ele me mandou embora. Ele a estava beijando! — completou James, achando que não havia sido claro o bastante.
— Não seria lindo se eles se casassem. — murmurou Lily, extasiada — Daí sim o Teddy realmente faria parte da família.
— Ele já janta em casa umas quatro vezes na semana. — disse Harry – Por que não o convidamos para morar conosco e acabamos logo com isso?
— Boa! — disse James, entusiasmado – Eu não me importo em dividir o quarto com o Al....Teddy poderia ficar com o meu!
— Não. — disse Harry firmemente — Você só irá dividir um quanto com o Al quando eu decidir demolir a casa.
Ele olhou para o relógio gasto que antes pertencera a Fabiano Prewett.
— Já são quase onze, é bom subirem a bordo.
— Não se esqueça de dar um abraço em Neville! — disse Gina ao filho mais velho enquanto o abraçava.
— Mãe! Eu não posso dar um abraço a um professor!
— Mas você conhece o Neville...
James girou os olhos.
— Fora de escola sim, mas lá, ele é o Professor Longbottom, né? Eu não posso entrar na aula de Herbologia e lhe oferecer carinho...!
Balançando a cabeça para as bobagens da mãe, ele aliviou seu aborrecimento dando um chute no irmão.
— Te vejo mais tarde, Alvo e Rose. E cuidado com os testrálios!
— Pensei que eles fossem invisíveis? Você me disse que eles eram invisíveis!-eu disse
Mas James simplesmente sorriu e deixou que a mãe o beijasse, deu um abraço rápido no pai e entrou no trem. Ele acenou e depois atravessou o corredor, em busca de seus amigos.
— Não se preocupe com os testrálios. — disse Harry – Eles são bem dóceis, não precisa ter medo deles. Além disso, vocês não vão para a escola em carruagens esse ano, vocês vão de barco.
Hermione deu um beijo de despedia em Rose.
– Te vejo no Natal.
— Até mais, Al. — sussurrou Rony enquanto sua filha o abraçava – Não se esqueça que o Hagrid convidou você para tomar chá na sexta. Não se meta com o Pirraça. Não duele com ninguém até você ter aprendido como.
Mas como as portas estavam se fechando pelos vagões e os pais davam os últimos beijos de despedida, Rose correu para seu vagão e Hermione fechou a porta atrás dele. Os estudantes estavam debruçados na janela, olhando para deles. Um grande número de rostos, dentro ou fora do trem, parecia estar voltado para Harry.
— O que eles estão olhando? — quis saber Alvo, enquanto ele e Rose olhavam em volta, para os outros estudantes.
— Não se preocupe. — disse Rony — É que eu sou muito famoso.
Alvo, Rose, Hugo e Liliam riram.
O trem começou a se mover, O último vestígio da fumaça sumiu no ar do outono. O trem fez a curva.
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