Nem Tão Óbvio Assim

1 Poderia ser. Era. Talvez.


Notas iniciais
Capítulo repostado, mas com algumas sutis diferenças.
Se você lia a fic antes, sugiro que dê uma relida no capítulo.
Aliais.
Mello
Matt
Near.
E, como não poderia deixar de ser: Na dúvida, leia de novo s2

Seus suaves passos ecoavam pelo corredor como se um mamute tivesse acabado de acordar, com fome e estressado.

E a última parte era verdade, afinal.

–Hey, Mello, vamos jogar bola?- um garotinho qualquer chamou, tadinho.

A única resposta que recebeu foi um olhar. E isso lhe bastou para sair correndo, tropeçando no enorme tapete que se estendia pelo corredor.

É, Mello não estava de bom-humor.

‘’Grande novidade’’, muitos poderiam dizer. Mas hoje, era assustador.

–Bom dia, Mello- uma menina qualquer arriscou, agradecendo aos céus por este ter lhe ignorado quando seus olhos se cruzaram.

Era uma linda tarde de sábado e, enquanto a maioria dos órfãos se divertia por ai, Mello arrombava um dos armários da cozinha para roubar biscoitos de chocolate.

É, acabara de acordar, depois de uma noite... ‘’Agitada’’ por assim dizer.

O que mais lhe irritara de tudo, fora encontrar a cama ao lado vazia.

E saber muito bem onde o desgraçado tinha se enfiado.

Quem ele SONHAVA que era?

Os vinte biscoitos acabaram, em sua compulsão raivosa. Mordeu o último, estraçalhando-o.

Ah, mas aquilo não ia ficar assim. Ah, mas não ia mesmo!

Seus passos ressoavam por todo o corredor, correndo animado, dando alguns pulinhos de vez em quando, rindo sozinho.
.

.

.

– Bom dia Matt!- uma menina cumprimentou.

– Bom dia!- gritou em resposta, quase dando uma pirueta no ar.

Mas isso seria bichisse demais. Corria tanto que seus cabelos iam para trás, por cima dos óculos sempre tão presentes na cabeça.

Ele tinha que encontrá-lo, e logo!

Uma gargalhada saiu, quando lembrou-se da cena. Do rosto surpreso, da expressão tranqüila. Ainda tinha a sensação do calor na ponta dos dedos, e da frieza nos lábios.

Ah, aquilo estava valendo à pena já!

Por diversão, começou a cantarolar a música do Mario. De quando pegava a estrela.

Haha, nada poderia impedi-lo agora!

.

.

.

Seus passos não eram ouvidos. As meias sob o tapete macio abafavam-os completamente. Agarrado a um robozinho azul, caminhava, lentamente, quase se encostando no corredor. Precisou de um longo suspiro antes de continuar.

A-aquilo... Era... Arriscado.

Mas fora ele quem decidira se enfiar naquele jogo.

Agora, portanto, só havia a opção de vencer.

Escorou-se na parede, entre duas janelas iluminadas.

E ele ali, escondido da luz e do mundo.

Sozinho em silêncio.

Ouvindo as gargalhadas e os risos.

– Near, tá tudo bem?- uma menina qualquer perguntou.

– Ah, sim. Estou bem sim.

– Tudo bem então- ela sorriu.

Os sorrisos...

Sentiu o rosto ficar mais quente, enquanto enrolava um cachinho branco.

E não pode evitar de rir também.

Já havia começado.

Notas finais
YOOOOOOO GENTE BONITA DESTE MEU NYAAAH!
NEM
TÃO
ÓBVIO
ASSIM
REEEEEEEEPOSTAAAAAAAAAAAADOOOOOOOOOO
*Dance*
Admirem-me, idolatrem-me, amem-me, taquem tijolos and N
Vou ignorar que depois de três malditos meses de férias deixei para fazer isso há uma semana de entrar na faculdade mas, detalhes, detalhes, quem liga.
Certo, cai na real.
Então, vamos aos fatos.
Eu tive que mudar MUITAS coisas, porque senão a fic acabaria dolorosamente próxima de Chocolate Amargo, da minha sempre querida Anjodastrevas.
Na verdade, antes, essa perigosa aproximação já se fazia mais e mais evidente.
Por isso, algumas cenas serão brutalmente cortadas, outras alteradas.
Mas pretendo manter o máximo de coisas e idéias que puder.
Matt esquilo voador (para quem se lembra) por exemplo, eu vou DAR UM JEITO de manter.
E assim por diante.
Mas enfim.
Estou tentando conseguir alguém para betar pra mim. Com isso, talvez diminuam os erros e confusões, mas só a partir do próximo capítulo por questões de euforia maior s2
Ou algo assim.
Até o próximo!
Beijos,
Kalhens.