Nem Tudo É O Que Parece... -Interativa
21 A Arena
Notas iniciais
P.O.V. Victoria
Eu imagino como os tributos devem estar se sentindo nesse momento. A maioria deve estar ansiosos, impacientes, com medo, os sentimentos se multiplicam por mil como se quisessem sair de dentro deles para a liberdade do mundo. Eu sei disso, todo ano é assim e esse não seria diferente, eu mesma me sentiria assim se estivesse no lugar deles.
A contagem regressiva já havia começado, era hora dos tributos conhecerem a Arena.
Eu havia praticamente sido arrastada da cama por Izabela, ontem à noite tive que ficar trabalhando até mais tarde concertando cada detalhe que faltava e cuidando do show que havia lá fora devido as comemorações do pré jogos. Eu não queria estar ali, mas era obrigada, muitos podem me culpar por tudo que acontece, mas infelizmente eu sou mais uma peça nesse jogo.
Eu teria perdido o horário se não fosse por ela. Desde pequenas dividimos o quarto, fomos treinadas juntas, quando necessário uma ajudava a outra era assim que tinha que ser.
10, 9, 8, 7, 6, 5,
–Hora do pronunciamento!
Ajeitei-me em frente ao microfone:
–Ola tributos — comecei olhando para eles pela tela do computador, eles só podiam me ouvir, não me ver. Cada tributo tinha em seu braço um tipo de bracelete com o numero de seu distrito, e uma cor diferente o que permitia identificá-los melhor. Roxo, para o 1. Preto para o 2. Prata para o 3. Azul, 4. Dourado, 5. Branco, 6. Marrom, 7. Cobalto, 8. Verde claro 9. Vermelho, 10. Verde escuro, 11. Cinza 12.
Agora realmente iria começar.
A ARENA
Os elevadores começaram a subir, mas quando pararam nenhum dos tributos conseguia ver nada, no máximo eles ouviam as respirações pesadas um do outro, até que as luzes se acenderam.
Eles estavam dentro de um balcão abandonado com a cornucópia no centro e os objetos espalhados. Nas paredes que os cercavam havia pequenas janelas, bem ao alto, e varias portas uma encostada nas outras.
"O que é isso?" todos se perguntavam até que uma voz, feminina e jovem falou:
–Ola tributos, bem vindos à septuagésima sétima edição dos Jogos Vorazes! Vocês devem estar estranhando o lugar, se perguntando a onde leva todas essas portas, mas isso vocês terão que descobrir sozinhos. Essa Arena é um mistério, para sobreviver vocês precisam encontrar o X da questão, mas quem será inteligente o bastante para isso? Então bons Jogos vorazes e que a sorte esteja sempre ao seu favor!
A contagem voltou:
3, 2, 1!
A sirene tocou e todos pularam de suas plataformas correndo em direção a cornucópia. No calor do momento era difícil distinguir exatamente o que estava acontecendo, principalmente porque o local só era iluminado por algumas lâmpadas penduradas no teto.
Os anti-carreiristas foram os primeiros a chegar ao local pegando algumas coisas para si, como armas, mochilas com água e comida, e logo correram para a porta mais próxima, mas antes de todos chegarem lá Yulia havia quase sido atingida por uma flecha vinda de James, o garoto do 2 que errou por pouco, e por reflexo ela lançou uma adaga que se cravou no braço dele, mas nada muito serio. James arrancou a adaga com um grito de dor, mas não conseguiu revidar, a garota já havia fugido com o resto da aliança.
Kim já tinha um objetivo, ela pretendia se livrar de Yulia. As duas haviam criado uma rixa no treinamento, e estava na hora de se vingar, mas na hora em que estava indo na direção da garota do 11 ela se trombou com Jane do 9, e logo as duas começaram a lutar. Infelizmente Jane só estava com uma faca, mas isso não a impediu de fazer alguns cortes em Kim, mas a garota do 2 havia treinado a vida inteira para esse momento, e em um segundo ela conseguiu decapitar a menina do distrito 9.
Não muito longe Ennio do distrito 9 e Hermes do 7 travavam uma batalha com suas espadas, nenhum dos dois era tão habilidoso com aquele tipo de arma, o que os mantinham igualados. Hermes era rápido o que o fazia ganhar um pouco mais de vantagem, mas em um segundo de distração ele tropeçou em uma bolsa que ali estava jogada.
–Desculpe, mas sempre tem alguém melhor — disse Ennio erguendo a espada para dar o golpe final. Hermes não abaixou a cabeça, se fosse morrer seria com dignidade, mas antes que a espada se abaixasse trazendo o anjo da morte, algo inesperado aconteceu. O garoto do 9 soltou a espada, caindo quase por cima de Hermes. Ennio estava morto. Acima estava Brianna com uma adaga ensangüentada em mãos.
–Convencido — falou a garota para o corpo do menino morto e virou-se então para o outro — Corre — ela sussurrou para o garoto de seu distrito que estava caído e em seguida ela mesma correu para junto da sua aliança.
Hermes confuso com o ocorrido pegou sua espada e a mochila em que tinha tropeçado e então saiu correndo para uma das portas.
Na entrada da cornucópia, Dennis do 8, o mais novo da edição lutava com Tyler do 5. Tyler tinha um facão e Dennis, bem... nada, o garotinho, já sabia que não tinha chances mas não iria desistir. O garoto do 5 caiu sobre ele, mas dali foi arrancado por Andrews do distrito 11, o garoto que apesar de alto também era um dos mais novos da edição, também estava desarmado por isso só empurrou Tyler de cima de Dennis e antes que o garoto percebesse os dois já tinham corrido para junto de sua aliança, que incluíam Miguel do 3 e John do 12, e saído por uma das portas.
No minuto em que Tyler estava caído, também foi seu momento de distração e foi nesse deslize que uma adaga de arremesso o atingiu, o deixando estirado no chão.
A arma vinha de Sandara do 10, ela e o primo pegaram o que precisavam e saíram por uma das portas mais ao longe para não se trombarem com ninguém.
Robertah do 3 foi rápida, pegou armas mochila e comida sem que ninguém a vissem e logo seguiu seu caminho.
Pearl e Lucy, que estavam um pouco atordoadas pela morte de Jane, que era aliada das garotas, foram correndo por uma porta qualquer com uma arma e uma mochila com mantimentos para cada uma.
Os carreiristas dominaram a cornucópia, e fazendo uma escolha detalhado do que iriam querer, logo partiram também pela porta mais próxima.
***
Passou-se um tempo e então o primeiro tiro de canhão se foi ouvido:
1, 2, 3.
E só. 3 mortes, apenas 3. Isso era uma coisa rara nos jogos, o que significava que os tributos desse ano teriam um desafio a mais
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