Nem Tudo é Perfeito...
1 Como tudo começou...
Notas iniciais
Boa leitura, espero que gostem, com pelo menos um coment eu continuo!
Beijão...
Ali eu me encontrava, sentada em um banco no pátio do colégio, observando atentamente os pirralhos do fundamental se divertirem. Enquanto não dava o horário para entrar na sala de aula. Mas, sabia eu, que aquele ano letivo seria literalmente uma chatice, pois eu não teria a companhia de minha melhor amiga Francesca por um simples motivo, ela havia mudado de colégio, uma das duas únicas pessoas em toda face da Terra que me compreendiam por completo, sendo que a outra era a minha ídola, a Martina Stoessel (protagonista de uma série de TV argentina que por coincidência de chama VIOLETTA), que infelizmente nem imagina, que eu exista. Por isso que eu digo:
— Nem tudo é perfeito!
Mas na verdade, tudo começou o ano passado, quando a professora de Sociologia mudou Fran de lugar, esse era o apelido dela para os mais íntimos. Foi aí, que a minha vida mudou, ela que é super tímida começou a ficar amiguinha das ISPS (INTELECTUAIS SUPER POPULARES), sigla que eu criei para diferenciar aquelas insuportáveis dos demais. Do nada, elas começaram a ter conversas secretas, a fazer trabalhos juntas e muito mais. Por isso, tenha certeza de uma coisa, um dia o destino mudará sua vida de cabeça para baixo.
E foi, isso mesmo que aconteceu comigo. Até mesmo na hora do lanche, Francesca me abandonava no meio de uma conversa, para ir falar com as aquelas abusadinhas e eu ficava ali, sentada no banco em frente à diretoria boiando. E a solução para essa solução era escutar o Kevin, ele fazia com que eu esquecesse que elas existiam e que eu era uma das habitantes do Planeta Terra. É como se eu estivesse no meu próprio Planeta sem um único problema.
Com Fran fazendo aquilo comigo, eu comecei a me isolar e a perder todo o meu espírito de felicidade, pois eu me sentia sozinha sem ninguém para desabafar, conversar, enfim sem um ombro amigo. E quem disse que ela ligou?! Continuou ali mais do que animada com ISPS. Eu nem acreditava que aquela ali era a minha melhor amiga mesmo. Cada vez, que eu olhava para aquelas crianças do fundamental fazendo novos amigos ou conversando com suas amigas sobre as férias e chorava mais, pois lembrava ainda mais de Bianca e ao mesmo tempo de tudo o que ela me fez sofrer.
Então, foi nesse exato momento, que todos os meus pensamentos foram interrompidos, por algo mais ou menos assim:
— 1,2,3 Terra chamando Violetta! Vamos Vilu, a aula já vai começar!
Era a Ludmila me chamando, minha super amiga. Eu devia ter passado uns dez minutos ali pensando na vida, porque ela disse que passou mais ou menos uns dois minutos, tentando me trazer de volta para a realidade. Ela é se posso dizer assim, a substituta oficial de Francesca. Ela sempre esta disposta para me ajudar e sempre que eu tenho algum problema é só eu ligar pra ela que ela vem correndo para aonde quer eu esteja, mas isso nem sempre foi assim, quando nos encontramos pela primeira vez não fui com a cara dela e nem ela com a minha, ela era uma das populares, mas brigou com elas depois que soube que elas estavam colocando nas provas e que a Marina, “líder” das sem sal, tinha beijado seu namorado. Mas quando Fran me deixou de lado e ela estava sem amparo, começamos a nos aproxima, a partilhar nossos sentimentos, foi ela que me ofereceu um ombro amigo, quando eu mais precisava de um e eu nunca irei me esquecer disso.
Ao entramos na sala nos deparamos com as mesmas pessoas, mas a carteira de Francesca estava lá desocupada. As únicas novidades eram os novos professores e os novos conteúdos. Mas as demais coisas permaneciam iguaizinhas, as exigências eram as mesmas do ano passado e ainda maiores, afinal de contas estamos no 1° ano do ensino médio e as responsabilidades estão crescendo.
Ludmila e eu, quando escutamos a voz daquelas jararacas (odeio esse nome, mas tudo bem, para quem não sabe eu tenho fobia de cobra) ficamos desanimadas, mas ela disse:
— Vilu, não ligue. Essas daí desse jeito não chegarão a lugar nenhum. Olhe para nós, somos estudiosas, e elas só se passam, não somos frescas e elas são além da conta, temos dignidade e elas nem sabem o que isso significa.
— Verdade Lud! E o pior é que os professores nem percebem, que o que elas fazem apenas é colar. Passam a aula toda sem ticar em um livro, se passando por intelectuais, falando da vida alheia e ninguém reclama. Agora se eu fizer isso: “SAIA DE SALA AGORA CASTILLO!”. – nós rimos.
— Não ligue para isso amiga, quem saí perdendo são elas mesmas. – ela tinha toda razão, um dia quando elas se formarem se é que isso irá acontecer, elas irão colocar a vida delas e de todas as pessoas ao seu redor em risco.
Na hora do intervalo Ludmila ficou falando sobre as férias, mas eu sinceramente não estava nem aí, só conseguia pensar na seguinte pergunta:
“SERÁ QUE FRANCESCA AINDA LEMBRA QUE EU SOU SUA MELHOR AMIGA?”
Alguns minutos depois, ela percebeu que eu não estava prestando atenção ao que ela falava e estava triste, então ela perguntou:
— O que aconteceu Violetta? Você parece não estar nada bem. Foi alguma coisa que eu falei? – a única coisa que eu fiz foi desabar em lágrimas.
Pouco tempo depois consegui me recompor e pude responder as suas perguntas:
— O que aconteceu? Fácil, minha melhor amiga foi embora do colégio e eu acho que nem lembra mais que eu sou sua BFF. O pior é que foram aquelas cinco intelectuais do Paraguai que fizeram com que ela me deixasse de lado.
— Não fala assim amiga! Pare para pensar, isso aconteceu, porque ela não merecia sua amizade. Você é uma amigona sempre está disposta para ajudar e não se apega a falsidade.
— Quer saber uma coisa? Eu vou fazer com ela o mesmo que ela fez comigo e ainda faz, quando esta na companhia daquelas lá. Vou ignorá-la, tratá-la do mesmo jeito que ela me tratava e ainda me trata, só então eu vou saber se ela realmente valoriza minha amizade ou não. Porque gente falsa na minha vida eu já tenho de sobra.
— Esse é o espírito amiga. – então eu a abracei e a agradeci mais uma fez pela super amiga que ela é.
...
Naquela mesmo dia, Francesca me mandou uma mensagem pelo TalkApp:
— E aí miguxa como foi a aula? – eu a respondi secamente, do mesmo que ela me responde quando esta com as ISPS.
— Como sempre. Por quê?
— Nada só para saber mesmo. Você esta com raiva de mim?
— Não.
Ela também não falou mais nada, devia estar pensando: “NOSSA COMO ELA FOI GROSSA COMIGO”, “O QUE SERÁ QUE EU FIZ?”. Eu também não estava nem aí, agora ela ia perceber como é frustrante você ser rejeitada pela sua melhor amiga. E isso foi só o começo, pois eu sempre a tratei com a maior empolgação, se ela me mandava uma mensagem dessas, nossa eu pulava de alegria e a respondia feliz da vida. Agora eu só quero ver se eu tenho alguma importância na vida dela ou se as ISPS já assumiram o meu posto de BFF.
No dia seguinte na escola, chegaram duas novatas, uma se chama Camila e a outra Natalia, ambas estavam sozinhas cada uma mexendo em seu celular. Então eu disse para Lud:
— Eu as chamo para sentarem perto de nós?
— Chame. Elas parecem ser legais. – ela falou com animação.
Fui até a Natalia primeiro e falei:
— Oii, tudo bem? Meu nome é Violetta, mas pode me chamar de Vilu e o da minha amiga ali Ludmila, mas pode chama-la de Lud. – olhei para Ludmila e não conseguimos conter uma risadinha. – Quer sentar perto da gente? – ela fez que sim com a cabeça. – Nossa, que modos os meus, qual seu nome?
— Que nada! Natalia, mas pode me chamar de Naty.
— Logo depois eu me apresentei para a Camila e a fiz a mesma pergunta, ela também não recusou e disse que gosta de ser chamada de Cami.
Passamos a aula de Artes inteira falando sobre nós e vimos ali que possuíamos muito em comum. Mas que no gosto musical isso era totalmente diferente, pois enquanto eu gostava da Tini e a Lud também por influência minha, a Camila gostava de rock e a Natalia de música pop, ou melhor, ela é do tipo eclética.
Quando o sinal para o intervalo bateu, pedi para que Lud fosse lanchar com as meninas, pois eu precisava ir até a biblioteca:
— Claro Vilu! – ela falou com animação. – Mas vê se não vai chorar no banheiro... – a voz dela soou com um tom de preocupação.
— Relax amiga! – abracei ela e segui rumo a rampa.
Quando estava descendo a rampa, meu celular vibrou, fui olhar e era uma mensagem de Francesca. Eu queria ler, mas não responder no momento, foi então que aconteceu algo inacreditável. Distraída no celular acabei esbarrando em um garoto. Me abaixei para apanhar meus livros e ele foi me ajudar, nossas mãos acabaram se encontrando...
Notas finais
Como falei, só vou continuar se pelo menos uma pessoa comentar!
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