Notas iniciais
Ola amores voltei. Não me matem! Eu sei eu demorei de novo, mas é que eu viajei, e acho que deixei minha criatividade lá por que eu não conseguia escrever nada. Eu sei que o cap. não esta muito grande , mas espero que gostem! :D Boa leitura!

P.O.V. Ravi Poyncer Davin — D6

1,2,3. Só foram três mortes. As baixas haviam acabado de aparecer no teto do quarto em que estávamos, após ser tocado o hino da Capital. O distrito nove, não teve muita sorte esse ano, os dois tributos mortos. E o distrito 5 perdeu o garoto.

O fato de terem sido poucas mortes chega a me assustar, isso pode significar que a freqüência de mortes será maior.

–Três mortes quem diria. — comenta Rossi para si mesmo.

– Pelo visto os carreiristas não se divertiram muito depois que saímos de lá. — disse em tom de sarcasmo.

–Que tipo de lugar é esse?- pergunta Margarett após um tempo, olhando ao nosso redor.

Faço o mesmo. Estávamos em uma espécie de sala. Tinha um sofá de veludo vermelho de frente para uma lareira, quadros nas paredes representavam paisagens mórbidas. O chão era de madeira, e tudo tinha um aspecto acinzentado. Na parede, uma pequena janela, com grades de ferro, permitia a visão da lua e das estrelas, além do jardim que acabava com o inicio de uma longa floresta escura.

Metade da visão era tapada pela silhueta de Pietra, minha parceira de distrito, que olhava a paisagem, mas havia se virado de lado para poder escutar a conversa.

–Acho que deve ser uma mansão — eu disse em resposta. — Para abrigar tantos tributos sem que eles se esbarrem a cada segundo, não deve ser uma casa de cinco peças. E vocês viram o tamanho daquele local onde foi posto a cornucópia, presumo que seja o centro do local.

–É estranho. Em todos os 76 anos anteriores nunca se tiveram jogos que não fossem ao ar livre. — comenta Pietra.

–Os tributos devem ser enviados a uma arena a céu aberto... É isso o que esta escrito no tratado da traição.

–Pelo visto essa regra foi revogada. eu disse fazendo uma alusão a 74ª edição, imitando a voz de Seneca Crane.

Ficamos em silencio mais um tempo até, Yulia, a garota do distrito 11 retomar o assunto.

–Só tem uma pergunta no momento que me incomoda de verdade. Que tipo de bestantes podem se ter em uma casa?

–Já parei para pensar nisso — disse Rossi.

–E a que conclusão chegou? — pergunta Margarett.

–Nenhuma. Esse é o problema.

Ele tem razão. Estamos em uma casa, pelo que deduzimos. Que tipo de desafios podemos encontrar? Pratos voadores, que tentam te decapitar? Não creio que a Capital seja tão criativa assim.

Levanto-me e pego a minha espada, e coloco meu punhal e algumas facas de arremesso em meu casaco. Mesmo nos retirando rápido da Cornucópia, conseguimos um grande numero de armamento, e algumas mochilas com um pouco de comida e outras coisas.

–A onde você vai? — pergunta Pietra, enquanto brinca com suas madeixas negras.

–Caçar alguns tributos, e dar uma olhada no lugar.

–Eu vou com você — disse ela com olhar serio — Não é bom sair sozinho.

–Pietra esta certa.- Rossi disse. O garoto do distrito 4 sacou a espada — É por isso que eu vou com você.

–Não. Eu me sairei melhor só. Fique de vigia enquanto as garotas dormem, eu volto em menos de uma hora. Temos que estabelecer uma regra, e ter uma estratégia. Todas as noites, alguém vai caçar enquanto um vigia e os outros dormem. Trocaremos de turno até o sol raiar, assim poderemos acabar com os nossos adversários mais facilmente.

–É um bom plano. Mas não demore, e não vá muito longe, tem que ter certeza de que lembra onde nós estamos.

Assinto com a cabeça e saio.

P.O.V. Clair Sanders distrito 1.

–Aquela imbecil! — esbravejou Kim, a garota do distrito 2 — eu estava indo matar a desgraçada da Yulia, quando aquela garota do 9 trombou comigo.

–Você a matou ao menos, são duas mortes feitas pela nossa aliança uma sua e outra da Brianna. — disse James.

–E que historia foi aquela de ajudar seu parceiro de distrito? Ele poderia ter te matado. — Kim falou apontando para as pessoas presentes — somos uma aliança, ajudamos um ao outra para nos mantermos vivos mais um tempo, mas os outros são nossos inimigos.

–Eu só estava retribuindo um favor — retrucou Brianna agora esta pago não devo mais nada.

Não sei porque, mas não confio muito nessas palavras, não pareceram tão verdadeiras.

–Não tem importância então — disse Kim se virando para James novamente — Que historia foi aquela de tentar matar a Yulia, sou eu que a matéria. Aquela ordinariazinha vai perecer nas minhas mãos. — terminou ela dando ênfase as "minhas".

–Nada disso importa nesse momento, temos outras coisas a que se tratar. — falou America em tom serio.

–Tipo o quê? — perguntou Kim.

–Que tal comida? — perguntei -onde encontraremos comida? Não temos como caçar pássaros, ou esquilos em uma suposta casa.

–Com sorte, encontraremos a cozinha — ironizou Kim.

–Temos o que conseguimos na Cornucópia, e os patrocinadores. Somos um grupo grande e habilidoso, com certeza temos alguns. — disse James, que havia começado a afiar sua espada.
Eu estava sentada perto da lareira. Ela surpreendentemente ligara sozinha, o que na hora me assustou, mas tentei não transparecer. O quadro acima da lareira, o único no local, mostrava a paisagem de uma floresta morta, devastada pelo fogo, aquele quadro parecia te puxar e te prender lá dentro, era assustador, a terra ressecada, os galhos queimados sem...

–É um bom plano. — Concorda America, a garota do 5, me tirando de meus devaneios. Acho que estou ficando louca. Espera plano? Que plano?

–Então quem vai? — perguntou Brianna.

–Eu! — disse James e Tom ao mesmo tempo.

–Um garoto fica — ordenou Kim — enquanto dois exploram o local os outros descansam. Cada noite um vai.

–Eu vou. — afirmou James.

–Não. Eu irei, descanse essa noite. Eu insisto.

–Ok. Mas qual garota vai?

–Eu! — disse rapidamente. Seria bom sair um pouco. Não estava me sentindo bem de ficar naquela sala, parecia que estava me sufocando.

–Alguma objeção? — pergunta Kim para America e Brianna — Não. Então se divirtam — completou ela olhando para mim e Tom, em seguida se deitando.

Pego minha espada enquanto Tom pega sua lança, então saímos para a caçada/exploração.

–Não podemos ir muito longe, no máximo sete portas para termos certeza de que conseguirmos lembrar o caminho. — começou Tom — esta com medo?

–O que?

–Você não tem falado desde que chegamos a Arena. É medo? Alguns tentam esconde-lo através da quietude. O que você faz?

–Só um idiota não sente medo. Só basta saber controlá-lo e não deixar que ele te domine.

Ficamos em silencio por um tempo. Já havíamos passado por cinco quartos, um era uma replica da sala em que estávamos e o outro era literalmente um quarto. Cama, uma cabeceira com um espelho em cima, um armário. Um longo corredor vazio também estava em nossa lista e os outros dois cômodos eram similares aos primeiros. O quarto que estávamos agora parecia abando nado, e não por não ter pessoas. A casa simplesmente já continha um aspecto, velho, acinzentado, mas aquele quarto parecia pior, os moveis estavam todos cobertos por lençóis brancos, até mesmo os quadros, apoiados no chão. Era tenebroso.

–Vamos parar um pouco, quem sabe um tributo não aparece aqui e nós nos livramos dele. Ai é um a menos — eu disse e Tom concordou.

Sentei-me no sofá, em cima do lençol branco, era confortável. Nada mal para um lugar que parecia abandonado há anos.

–Isso parece com o cenário de um filme de terror. — comento.

–Você já assistiu a algum filme?

–De terror? Poucos da Capital. Mas menos ainda dos antigos, dos poucos que foram resgatados da era de antes de Panem. E esses sim eram verdadeiros filmes de terror, e eram muito mais interessantes por mostrar como a vida era, não a fictícia, mas a real, e isso também assustava um pouco. Já assistiu algum filme?

–Não. Eu só tenho minha irmã. Meus pais morreram. Nunca me preocupei com nada que não fosse nossa sobrevivência.

Mandei mal, não devia ter tocado nesse assunto, eu me esqueci por completo.

–Sinto muito eu...

– Não tem problema, você não deve se culpar por algo que nem ao menos presenciou — disse ele esboçando um sorriso, o que me deixou mais relaxada.

–Eu também sou órfã — disse depois de um tempo — quer dizer, eu não tenho mãe e pai de sangue, fui adotada quando ainda era criança. E só descobri isso no dia da colheita.

Ele não disse nada, simplesmente colocou a mão na minha, como forma de afeto e ficou assim por um tempo.

Tom vinha sendo meu amigo desde a primeira vez que nos falamos, acho que nesse momento ele sabe mais de mim do que qualquer uma das garotas de que já chamei de amiga, e acredito que seja o contrario também. Talvez a Capital não esteja tão errada, agora eu vejo que o que eu sinto pelo meu parceiro de distrito, não é só uma simples amizade, talvez eu esteja gostando realmente dele. Talvez existam realmente amantes desafortunados do distrito 1.

–Vamos. — disse Tom se erguendo ainda segurando minha mão. Mas na hora em que me levanto acabo tropeçando em meus próprios pés e quase caio, mas meu tombo é interceptado por seus braços fortes.

–Ah... Obrigada. Eu sou muito desastrada. — disse provavelmente vermelha.

–Er... Tudo bem. — responde ele, um pouco constrangido, sem me soltar. Meus olhos estavam nos seus, que continham um verde muito profundo.

Ele chegava mais perto. Esse poderia ter sido um dos momentos mais felizes da minha vida. Mas como diz o ditado: tudo que é bom dura pouco. E a minha alegria foi estragada por uma lamina, uma nojenta lamina, que por segundos não se cravou na espinha de Tom.

Eu poderia ter o deixado morrer, mas o empurrei antes da lamina chegar, deixei que ela se cravasse um pouco a cima do meu estomago. É isso o que fazemos por quem amamos. Sacrifícios. E por algumas pessoas valem qualquer um, mesmo que seja loucura.

Caio. Tombo com tudo no chão batendo minha cabeça com força, a qual começou a latejar.

Com a visão desfocada e os sentidos atordoados, ainda consigo ver e sentir Tom puxando uma faca e jogando a no inimigo, que sai correndo em fuga sem ser atingido. Tudo estava embaçado, mas ainda era possível identificar quem era. Aqueles cabelos loiros não me enganavam. Era Ravi do distrito 6.

–Não. Não. Clair. — ouço a voz desesperada.

–Volte para sua irmã, ela precisa de você. — disse eu rouca. Em seguida cuspindo um pouco de sangue através de uma tosse.
–Eu vou me vingar dele, nem que eu tenha que matar cada tributo nessa casa, um a um, eu vou achá-lo e matar eu mesmo.

–Ganhe. Por nós.

É a ultima coisa que eu digo. Em seguida sinto algo molhado cair em meu rosto e uma sensação doce cobrir meus lábios. Então tudo fica frio e escuro, e a ultima coisa que eu escuto é um Boom de canhão.

Notas finais
Olha nossa primeira morte depois da cornucópia. Gostaram? Desculpas a autora, mas tentei ao máximo fazer a morte dela do jeito que foi pedido. Eu vou escrever mais uns dois capitulos eu mesma escolhendo as mortes, o que é bem dificil porque eu estou um pouco apegada aos personagens, mas vai ocorrer 3, 4 mortes para mais nos próximos dois cap.s e dai vocês que vão votar para ver quem sai! Comentários? Fantasminhas deixem um Oi! Desculpem mais uma vez a demora! Amo vocês! BJss e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.