Nem Tudo É O Que Parece... -Interativa
10 Distrito 8
Notas iniciais
Obrigada a quem comentou no ultimo!
Espero que gostem!
Aproveitem.
P.O.V. Pearl Done
Tento não mostrar muito meu rosto enquanto passo pelos pacificadores e retiro minha amostra de sangue. Não tenho certeza se ontem eles me viram, mas vai que sim.
O que eu fiz?
É uma longa historia meus antepassados, foram lideres da revolta, e foi passado de geração em geração na minha família, que a Capital é o centro do problema e não devemos confiar nela. E com base em tudo o que foi me passado, eu sempre tendo derrubar a Capital, mas como sozinha não consigo fazer isso, tento da melhor maneira possível. Derrubando as pessoas de lá.
Bem, ontem eu fiz uma das minhas clássicas, tentei pregar uma peça nos pacificadores, para mostrar que o poder não é tão forte assim.
Não foi difícil, vamos dizer que se eu fosse um cachorro e meus donos me maltratassem e não me aumentassem, e eu fosse solta no que possamos dizer uma festinha deles, onde eles estavam bêbados e tinha certa quantia de carne, eu os atacaria. E quem diria que os cachorros dos pacificadores também pensavam que nem eu? Ops.
Mas infelizmente eles me viram, mas como eu estava de capus, não tenho certeza se enxergaram meu rosto, mesmo eu tendo os despistado na corrida. Resumindo, pacificadores bêbados, não correm tão rápido e não enxergam muros tão bem.
Por sorte ninguém me reconheceu até agora, então acho que está tudo bem. Continua há esperar o tempo passar. Somos obrigados a mais um ano, assistir o filme sobre os dias escuros, lembrando o que meus antepassados fizeram e me fazendo sentir mais orgulho do que eu fiz ontem.
Ao termino do filme somos obrigados ao ouvir a irritante voz da nossa representante de distrito. Já falei que não gosto de pessoas da Capital? É por elas que estamos aqui:
-Bem vindos! –diz ela. Ninn. Ela deve ter uns 25 anos, não esta no ramo há muito tempo, ela é negra e tem seus cabelos que começam em um castanho escuro e vão descendo até ficar completamente laranja, seu cabelo vai totalmente liso até o meio das costas, seus olhos castanhos são destacados por traços fortes de maquiagem e algumas tatuagens douradas ao redor. Um vestido preto e laranja que combina totalmente com a maquiagem. Apesar de bonita sua aparência causa repulsa. –Vamos ao tributo feminino!
Ela vai até o globo de vidro e fica remexendo os papeis como se tivesse a intenção de gerar um suspense.
-E a garota é... Pearl Done!
A noticia vem como um tapa na minha cara. Meio desorientada vou em direção ao palco. Quando chego, com a ajuda de Ninn subo até lá e tento sorrir e prestar atenção nas senas que se seguem. Vejo-a ir para os tributos masculinos.
-E o nosso querido garoto é... Dennis Weriay!
Um garoto de 13 anos se dispersa e vem pão palco. Coitado mais uma criança para a capital se divertir com a morte, ou não. Ele parece não demonstrar tanto medo, mas se vê que sua coragem é um pouco forçada.
Ele vem ao meu lado, o garoto até que é alto para sua idade, tem cabelos negros, olhos verdes e pele bem clara, reparasse que suas mãos não param de bater ao lado do corpo em sinal de agitação.
-E esses são os tributos do distrito 8! –Somos apresentados. Tento parecer natural e Dennis da um sorriso, de certa forma brincalhão para os outros moradores, enquanto eles nos aplaudem.
Somos encaminhados as salas de visitas e os primeiros a entrarem são meus pais e minha avó. Minha mãe chora e me abraça com força.
-O que fizeram! Minha filha!
-Aqueles...
-Não! Não chorem e nem precisão se irritarem, não será de todo ruim eu ir para a capital.
— O que pretende fazer? –minha avó pergunta, é claro que ela já saber meus planos, ela me ensinou tudo que eu sei e odeia os jogos mais do que eu.
-Nada. Por enquanto. Ir a capital pode ajudar a terminar o que nossa família começou há muito tempo.
-Não filha, eu sei que nós lhe ensinamos isso, mas entenda que sozinha você não pode muito, e se agir por impulso será pior.
— Seu pai esta certo. E se você não voltar...
-Talvez eu não volte, mas se morrer quero que seja de uma maneira que ajude as pessoas a enxergar o que realmente estão fazendo.
-Mas filha...
Eles são interrompidos com os pacificadores entrando para os levá-los.
-Nós te amamos querida.
-Por favor, não faça nenhuma besteira.
Vejo minha vó antes de sair gesticular sem som um “acaba com eles!”. E eu sei que ela não estava falando dos tributos.
Eu posso morrer e tenho medo disso, mas de algum jeito a Capital vai pagar pelo que nos faz, de um jeito ou de outro.
Ir para Capital não vai ser tão ruim. Aguardem-me!
P.O.V. Dennis Weriay
A segunda colheita não é tão assustadora quanto à primeira, mas ainda não apavora. Tenho ódio da Capital, nunca o conheci por causa dela. Os jogos mataram meu pai, ele se voluntariou no lugar do meu tio que tinha doze anos na época, era só uma criança que nem eu. Mesmo eu tendo só dois dias de vida ele foi para lutar no lugar do irmão e me deixou junto da minha mãe, nunca me magoei por isso entendo os motivos dele. Mas passei a vida toda querendo um pai e minha mãe às vezes tem uns surtos quando se lembra de sua morte. Eles eram tão jovens. Meu pai morreu quando só restava ele e mais um tributo, mas o carreirista foi mais forte.
Tenho medo dos jogos por causa disso e tenho medo de que esse ano seja a minha vez.
— E o nosso querido garoto é... Dennis Weriay!
Como previsto. Subo ao palco, tentando esconder meu medo, mas sinto que não esta dando tão certo. Vou ao lado da garota que será a tributo feminino, ela lembra muito uma vencedora do distrito doze dos jogos passados, Katniss Everdeen, não tem como não lembrar principalmente a repercussão que deu aqueles jogos.
Somos levados as salas de visita e quem vem me visitar são minha mãe e meu tio. Minha mãe vem me abraçar aos prantos, sei que ela esta tendo um de seus ataques igual quando ela via uma reprise dos jogos do meu pai ou alguma foto dos dois juntos. Ainda abraçado a sento no sofá que se estende no centro da sala.
-Calma mãe, não chora, eu vou voltar eu juro, eu posso.
-Eles vão te tirar de mim igual fizeram com teu pai.
-Não, eles não vão.
Mas adiantava o que eu falasse só a fazia chorar mais. Então meu tio me tira da frente dela e segura em meus ombros.
-Garoto me escute não temos muito tempo, não cometa nem um erro, aja como se tivesse orgulho de estar, lá, os patrocinadores amam, quando os jovens se fazem de duram e ao mesmo tempo simpático, como se tudo aquilo fosse uma grande piada. Seja forte como seu pai. Eu lamento telo tirado de vocês, se eu não tivesse deixado ele se voluntariar no meu lugar eu é que teria ido e você teria crescido bem melhor a culpa é toda minha...
-Não é sua ele ó quis te proteger, porque te amava.
-Agora não importa o que esta no passado, já passou, se preocupe com o presente, tente não se preocupar, eu cuidarei de sua mãe...
-O tempo acabou.
Diz um pacificador entrando. Meu tio me abraça uma ultima vez e segue até a porta, minha mãe é arrastada até lá, pois se recusa a sair. Tento não impedir, sei que meu tio cuidara dela.
Eu vou voltar, eu sei que posso. Vou vingar meu pai e devolver a minha mãe quase tudo o que foi nos tirado quando meu pai teve que ir aos jogos. A felicidade. Pode ser que nada volte ao normal, mas eu vou sair dela vivo.
Notas finais
Digam se gostaram ou não, e se acharem erros me enformem. Por favor!
Dependendo da quantidade de reviews, eu posto outro hoje a noite!
BJss. Até a colheita do 9!
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