Nem Tudo É De Primeira

5 Nem Tudo É De Primeira


Notas iniciais
Primeiro sábado de 2014!! Espero q todos tenham tido um ótimo ano-novo e estou mt feliz q vc ainda esteja lendo minha historia durante esse ano. Oh, e eu fiz um desenho rápido enquato relia Casa de Hades pela decima quinta ou decima sexta vez, se alguém tiver vontade de olhar minhas habilidades artisticas nada impressionaveis here it is ~> http://play-of-kids.tumblr.com/post/71464248046/play-of-kids-a-very-quick-sketch-of-the-scene

Duas semanas depois se iniciou as férias de verão e Percy foi para o melhor lugar do mundo.

Acampamento Meio-Sangue.

Nem tudo ainda estava reparado das batalhas e ainda havia resquícios de tudo o que acontecera quase nove meses e três semanas atrás. Mas pelo menos agora tudo tinha um pouco mais de leveza, como se o ar fosse respirável de novo.

Ou talvez fosse só para Percy, que ainda sentia o peito cheio de estilhaços de vez em quando.

Mas pelo menos agora ele não precisava fingir sorrir mais.

Pela primeira vez em quase um ano, ele conseguiu olhar para o Acampamento sem chorar.

Reviu os seus amigos que ainda estavam ali e cumprimentou cada colega que encontrou pelo caminho. Viu as pessoas reagirem com surpresa a seu estado natural e tranquilo e começaram a relaxar levemente, como se para espelhar o seu esforço.

Até mesmo Clarisse, que na última vez que haviam se encontrado tinha chegado a abraça-lo (e isso ainda era sua lembrança mais bizarra, mesmo levando em conta a sua vida), quase enfiou sua cabeça na lama quando superou sua hesitação de três segundos e meio ao seu sorriso sincero. E se Chris não estivesse bem ao lado deles, ela provavelmente teria conseguido.

“Por que o sorriso idiota, Jackson?” Clarisse perguntou com uma arrogância 47% verdadeira, cruzando os braços musculosos e erguendo uma sobrancelha grossa.

O sorriso de Percy só aumentou. “É bom estar de volta.”

.

*

.

“Ei, Hazel!” Chamou e viu a semideusa mais nova virar, os volumosos cabelos encaracolados balançando com o vento. Assim que ela o viu, os lábios escuros se abriram num sorriso doce e ela acenou levemente. Percy acenou de volta e adiantou os passos, até chegar até a amiga. Assim que se aproximou o bastante, engolfou a filha de Hades num abraço poderoso que ela imediatamente retribuiu. “Senti sua falta, garota de ouro!”

Ela riu e beijou sua bochecha antes de recuar. “Eu também senti a sua, Percy”.

Sorriu com honestidade e viu um brilho de alegria misturada com alívio inundar os olhos dourados. Lembrou-se do último encontro pessoal que tivera com Hazel e sentiu-se mais uma vez grato pela amizade daquela menina sensível.

Pôs um braço sobe o ombro da menor e começou a caminhar na direção onde ela estava indo. “Então, como vão as coisas?”

A jovem de pele chocolate, pequena demais para alcançar seu ombro, se contentou em circular sua cintura. “Boas, de verdade. Os dois acampamentos estão quase totalmente reconstruídos e a floresta daqui está completamente restaurada. Ah, e conseguimos mais uns vinte campistas aqui e mais trinta semideus entraram na legião nesses últimos tempos!”

“Sério? Bem, bom saber que os deuses continuam firmes e fortes” Hazel lhe deu um soco no braço. Percy saltou para longe de leve. “Ei, mas é verdade!”

A garota revirou os olhos e os dois caíram na risada. Ao longe Frank surgiu em meio à turma de romanos circulando a cabana de Ares, caminhando na direção deles em passos rápidos e um sorriso alegre no rosto que estavam se tornando cada vez mais frequentes, Percy notou.

“Percy, ei cara!”

O filho do deus mar soltou a amiga para poder abraçar seu distantíssimo parente (por parte de pai, para variar). Com um susto, notou que Frank estava meia cabeça mais alto e quase o dobro do seu tamanho. Afastou-se rindo, batendo sua mão na do amigo. “Esteróides não fazem muito bem para a saúde, sabia?”

O filho de Marte corou, constrangido. “É a benção do meu pai, ela ainda está me afetando, eu acho”.

“Ou você só está crescendo, como todo adolescente normal” Replicou Hazel, se adiantando para abraçar o namorado.

“E desde quando eu me encaixo no normal?” Ele disse, corando mais ainda quando a menor depositou um selinho em seu rosto, mas sorrindo de qualquer maneira.

“Aqui o normal é outro, Frank” Percy, sentindo o seu sorriso diminuir levemente, os olhos presos nos dedos interlaçados dos seus amigos. Sacudiu os ombros levemente e trocou o peso de pé. “Eu mesmo, hmn, cresci uns vinte centímetros de um verão para outro quando tinha quinze.”

“Viu? Não tem porque se preocupar...” Hazel falou, mas o jovem filho do mar não conseguiu prestar atenção quando o brilho de dois anéis prateados, um na mão de cada um dos seus amigos, chamou a atenção de seus olhos.

Ele sentiu seu peito encolher, esmagando seu coração e de repente as coisas não estavam mais tão leves como antes.

“Vocês viram o Nico?” Perguntou rapidamente, sem encarar nenhum dos dois diretamente nos olhos.

“Nico?” Hazel pareceu ligeiramente, agradavelmente surpresa.

“É, eu...” Sua mão foi inconscientemente para o bolso do seu casaco, tocando o embrulho pequeno que trazia. “Eu tenho que entregar uma coisa pra ele.”

“Eu acho que o vi perto do campo de treinamento, brincando com a Sra. O´Leary algumas horas atrás, mas não sei se ele ainda tá lá.” Falou Frank, passando a mão pelo cabelo curto.

“Ok, valeu. Foi... foi bom rever vocês dois.” Disse, de repente meio sem jeito e se virou para ir embora, deixando o casal feliz para trás.

Tentou ignorar a dor se espalhando por seu corpo.

.

*

.

No final, Nico estava mesmo no anfiteatro, brincando de pega com sua cadela infernal do tamanho de um ônibus com uma roda de biga grega.

Percy parou e observou por alguns segundos, vendo Sra. O´Leary trazer de volta a roda aos pés do filho de Hades e deitar sobre as patas dianteiras, balançando o rabo que fazia o chão tremer até onde ele estava. Viu o garoto mais novo sorrir um sorriso pequeno, mas sincero, enquanto acariciava a cabeça do cachorro de duas toneladas como se fosse um filhotinho inocente.

Percy nem notou o sorriso em seu rosto quando começou a caminhar em direção a dupla.

Antes que pudesse chama-lo, Nico pareceu sentir sua presença e ergueu a cabeça em sua direção, o sorriso sumindo de seu rosto de maneira quase instintiva. O menor lançou uma última vez a roda para Sra. O´Leary pegar e se ergueu do chão, limpando o pó dos joelhos.

Quando ele voltou a encara-lo, já não tinha traços do sorriso suave de antes, mas pelo menos ainda tinha uma expressão mais tranquila, não a reservada e séria com o qual ele vinha se deparando nos últimos cinco anos. Isso fazia uma pequena parte sua se contorcer de culpa e outra se encher de prazer.

“E ai, Nico?” Perguntou quando chegou perto o suficiente, mãos casualmente nos bolsos da jaqueta e sorriso de lado habitual nos lábios. Por algum motivo, ele estava feliz.

O menino hesitou, como sempre parecia fazer antes de desviar o olhar e dar de ombros. “De boa, eu acho. Nada... nada de espetacular dês do nosso... dês da ultima vez que nos vimos.”

E com apenas isso sua alegria foi desmoronada pela culpa. Ei, protestou uma parte dele, você está aqui exatamente para compensar isso, não é? Supera isso!

“Hmn” Percy acenou, coçando a nuca distraidamente. “Você... você ficou no acampamento ou voltou para o submundo?”

“Acampamento”

“Oh”

Os dois então caíram no silêncio constrangedor, cada qual sem conseguir encarar direito o outro. Percy virou o rosto e viu com o canto do olho Nico o observando cuidadosamente, protegendo seus pensamentos com uma expressão ilegível e foi isso que impulsionou o semideus mais velho a falar. Não ia voltar à estaca zero com Nico agora só porque ele deu mancada – senão, eles realmente nunca seriam amigos.

Suspirou fundo e virou para o menor. “Nico, olha, sobre o que aconte-“

Uma cadela de duas toneladas o interrompeu, pulando em cima de si.

Graças aos seus reflexos e a sensação de que algo estava para desabar em cima de si, Percy conseguiu tirar o embrulho de dentro do seu casaco, de modo que ele não foi feito em mil pedaços, mas não podemos dizer que ele mesmo teve a mesma sorte.

O ar saiu dos seus pulmões de uma vez, ao mesmo tempo em que quase foi afogado em um litro de baba canina. Filho de Poseidon que fosse, seus poderes não se estendia a saliva animal.

“Ei... S-sra. O´Leary... Garota...!” Exclamou num fio de voz, sem oxigênio. Abençoado oxigênio, onde ele estava? Virou o rosto, tentando escapar da cachoeira de saliva. “Eu estou feliz em te ver também! Mas eu preciso respirar! Ei, garota, por favor!”

Seus pedidos foram totalmente ignorados em nome da alegria do seu animal de estimação. Quando recebeu a terceira lambida na cara, que era tão macio quanto uma lixa de madeira, ele fez um esforço sobre-humano para tentar escapar, virando-se de barriga para baixo.

Não deu certo.

Quase que imediatamente suas costas também começaram a ficar encharcada de baba de cachorro infernal. “Qual é, garota! Essa roupa é nova! Minha mãe vai me matar! Ei, Nico que tal uma ajuda aqui?!” Virou a cabeça em busca do outro semideus, irritado e desesperado.

Encontrou-o a uns dois metros de distancia, ligeiramente inclinado para frente com os braços sobre a barriga com o corpo pequeno tremendo violentamente. De primeira, Percy achou que Nico estava chorando (o que o fez ficar repentinamente ansioso), mas então o menino ergueu ligeiramente o rosto e ele viu que na verdade o menor ria descaradamente.

O cabelo negro estava voando com o vento sobre seu rosto pálido, agora levemente corado com o esforço para rir. Ele se abraçava com força, os ombros magros tremendo para cima e para baixo.

E ele estava... natural. Espontâneo, rindo como um garoto de 15 anos qualquer, num som solto e divertido e contagioso. Era quase como sua risada de cinco anos atrás, de quanto perguntava infinitas coisas sobre mitologia que ele não tinha ideia de como responder.

Era tão... tão divertida. Diferente até mesmo daquela vez no quarto dele no seu colégio interno, porque mesmo ali havia uma pitada de insegurança e hesitação do garoto para começar a rir – um medo que ele não tinha notado até ouvir essa risada totalmente inesperada de Nico, de guarda completamente baixa.

E assim, de repente seu mau humor sumiu.

.

*

.

“Isso não é mais engraçado, sabe.” Comentou monotonamente, a cabeça apoiada sobre os braços cruzados no chão, enquanto deixava Sra. O´Leary decidir seu penteado com a língua. Já tinha desistido por volta de vinte minutos atrás.

Nico limpou uma lagrima dos olhos. O garoto já tinha caído no chão, sem forças para se manter em pé e ainda tentava respirar direito. “É-é sim... você não tem ideia do qual... hilário tá sua cara.”

Ele riu de novo quando Percy lhe mostrou a língua.

O menino então suspirou fundo e finalmente relaxou, inclinando-se sobre seus braços. Ainda tinha algumas lagrimas de riso acumuladas em seus olhos e o rosto normalmente pálido como um fantasma tinha ganhado uma tonalidade rosada, mas parecia finalmente ter cessado sua crise de riso.

Um sorriso brincou nos lábios de Percy ao ver isso.

Era uma das melhores visões do mundo, ver alguém quase se esgoelando de tanto rir.

Depois de alguns minutos de silencio, com apenas o barulho da calda da Sra. O´Leary batendo no chão, Nico finalmente se recuperou o suficiente para notar a pequena caixa retangular nas mãos protegidas de Percy. Inclinou a cabeça de lado, curioso. “O que é isso?”

O sorriso do filho do mar só aumentou e, sem dizer nada, mandou deslizando pelo chão o embrulho em direção do outro. O semideus italiano ergueu as sobrancelhas numa pergunta muda – a qual ele não respondeu – e esticou o braço para pegar o objeto.

Percy prendeu a respiração.

O papel foi rasgado e um DS novo em folha surgiu entre os cantos bege. Nico congelou de imediato.

Percy podia sentir seu coração alto e em bom som, enquanto observava o rosto em branco do outro semideus. Sem querer, sem prever, quando a situação continuou por vários segundos, ele pode sentir um nó de nervosismo crescer dentro do seu estomago, a cada momento em que Nico não dizia algo.

Podia ele ter errado na sua escolha? Deuses, ele havia ferrado com tudo tão rápido assim?

A ideia disso fez suas mãos se fecharem em punhos e de repente ele estava falando. “É pelo o que eu quebrei, quero dizer, eu, eu acho que peguei o modelo certo, quero dizer, o mesmo do seu antigo e eu testei a-a memoria-". Sua língua parecia feita de papel, atrapalhada, sem jeito e Poseidon, o que ele estava falando? Ele deveria parar. Provavelmente. Ah, bem, alguém poderia dizer isso a sua boca porque seu cérebro estava ocupado estando em panico. "E está tudo certo, então talvez, sabe, dá para substituir o que eu quebrei, não, quero dizer, não substituir, é obvio, mas talvez compensar um pouco o-“

“Percy”

Se calou com um estalido.

Olhou para Nico nervosamente e o menino havia depositado as mãos que seguravam o novo DS no colo e o olhava com uma expressão que ele não reconheceu imediatamente, fazendo anos desde a última vez que viu algo parecido no rosto do filho de Hades.

Uma coisa frágil.

Nico engoliu em seco, ainda o encarando nos olhos. “Obrigado.”

.

[Percy piscou e por um segundo era como se estivesse vendo aquele menino pequeno, irritantemente alegre de dez anos no seu pé, logo depois de terem lutado contra uma manticora. Havia admiração naqueles olhos. E encantamento naquelas feições mais jovens. Era uma expressão tão cheia de surpresa, de alegria e maravilha que ele simplesmente não soube lidar com. Nem antes e nem agora.]

.

Abriu a boca para falar – o que, ele não tinha ideia – mas foi interrompido por uma gritaria geral de animação de algum lugar a esquerda deles. Os dois automaticamente se viraram naquela direção e, de repente, fogos do artificio começaram a subir pelo céu.

O som agudo pipocou enquanto explosões multicoloridas pintavam o azul-avermelhado do meio de tarde, formando desenhos vivos que começaram a se mexer.

Então a palavra ‘RECOMEÇO’ se formou no meio de tudo.

Naquela hora Percy notou que seu peito não doía mais.

.

*

.

Quando foi hora da despedida, Percy viu do canto do olho uma figura escura perto da beirada da floresta e, já sabendo quem era, se adiantou em sua direção sem nenhum motivo.

Quando se aproximou, ficou ao mesmo tempo surpreso e não surpreso em ver Jason parado ao lado de Nico, conversando em tons baixos. O filho de Júpiter era visto tão frequentemente ao lado de Nico quanto ao lado de Leo e Piper quando vinha para o acampamento grego e não era raro ver os dois conversando sozinhos em algum canto particular.

Sobre o que, ele só podia tentar adivinhar. Não conseguia imaginar algo que os dois semideuses tivessem em comum para discutir, levando em conta a quase total não semelhança entre os dois.

Mas talvez fosse só falta de imaginação da sua parte. Percy não era conhecido por sua mente, afinal.

Os outros dois garotos imediatamente pararam de falar assim que o filho do rei dos deuses notou a aproximação de Percy e acenou em sua direção, o que fez o próprio Nico se virar em sua direção. Não acenou como Jason, mas Percy viu o jeito como a linha tensa dos seus ombros relaxou e mão sempre pronta deixou a cair para longe da região da espada quando o menino o viu e era o suficiente.

[Lição 1 de sobrevivência: sempre esteja atento ao redor de inimigos em potencial. Sempre pronto para puxar sua arma.]

Acenou de volta para Jason e sorriu de lado para Nico, que sorriu de volta uma vez, tentativamente e rápido, antes de desviar o olhar para o lado com o rosto em branco.

Oh, deuses. Aquilo era pedir para Percy o encher o saco.

Se adiantou em dois rápidos e chegou a ver os olhos do menor se arregalarem, mas não o deu tempo para escapar, e rapidamente o agarrou pelo pescoço numa chave de braço. Seus dedos acharam o caminho dos fios de Nico antes que ele se indagasse se aquilo era uma boa ideia e ele vigorosamente bagunçou os cabelos escuros do menor.

Quase imediatamente Nico saltou para trás, tentando se soltar. "Percy, cai fora!" Soltou um guincho indignado e ele teve de rir.

Uma cotovelada na barriga e um chute na sua canela depois, ele ainda estava rindo.

Nico o encarou irritado, mas o canto da sua boca estava tremendo e Percy sabia reconhecer alguém lutando contra um sorriso.

Percy estava rindo quando se virou para o romano e o viu erguer levemente as sobrancelhas, como se tivesse visto algo intrigante. Ergueu suas sobrancelhas também, quase que em um desafio. “O que foi?”

Jason olhou uma vez para o seu lado, onde Nico estava estranhamente sério e de repente a expressão do filho de Zeus se alterou para algo casual antes dele responder. “Nada.”

O filho do deus mar olhou curiosamente entre os dois semideuses, mas entre o estranho rosto calmo de Jason e a expressão ligeiramente constipada de Nico, Percy resolveu que não queria saber.

Melhor prevenir do que remediar.

“E ai? O que vocês vão fazer durante o resto do ano?” Indagou.

O semideus loiro colocou as mãos nos bolsos das jeans que usava distraidamente. “Vou dar uma passada no Acampamento Júpiter, acompanhar Frank e Hazel, e depois passar o resto do verão aqui.” Disse.

Acenou de leve com a cabeça para o colega, antes de virar para Nico. “E você? Vai voltar para o submundo?”

O garoto menor o encarou nos olhos por alguns segundos, antes de desviar, brincando com o seu anel de caveira. Deu de ombros antes de falar. “Eu acho que vou com Jason, eu tenho... que conversar com Hazel sobre... uma coisa.” E foi impressão sua ou Nico lançou um olhar ranzinza e mais constipado ainda para o filho de Júpiter?

O semideus romano, se notou o olhar, não reagiu. “E você?”

Percy inclinou a cabeça de leve, cruzando os braços sobre o peito. “Tenho que dar uma passada em casa antes dos fins das férias... depois eu vou ter que começar a estudar para os testes da escola.”

“Ah, é verdade, me disseram que você conseguiu entrar no colegial. Segundo ano?”

Acenou com a cabeça. “Atrasei por causa... sabe, dos meses dormindo e todo o resto.”

Jason fez um som simpatizante e estava para falar algo quando a voz de Leo, vindo de bem longe, o interrompeu. “Ei, super-homem?! Que tal se despedir do seu melhor amigo e do amor da sua vida?!”

Os três se viraram para a direção do chamado a tempo de ver Piper dar um tapa na nuca do latino, os dois a vários metros de distancia. Percy não fez nenhum comentário, mas viu Nico revirar os olhos e Jason sorrir simples e honesto. O loiro se despediu dos dois com um gesto simples da mão e partiu em passos rápidos.

O filho do mar riu baixo ao ver Leo se lançar sobre o amigo e tentar o beijar, só para levar uma joelhada de Piper nas costelas. O filho de Hefesto então caiu cheio de drama no chão, segurando o lugar ferido e soltando um comentário que fez logo fez os três caíram na gargalhada.

Aquilo era tão familiar, o companheirismo, as brincadeiras, as risadas... que Percy logo teve que desviar o olhar ao sentir seu bom humor derreter, o riso amargo ainda na boca. Suspirou fundo, fechando os olhos por alguns segundos. Ótimo. Muito bem para quem havia prometido não se deixar levar por memórias.

Sentiu sua mão ser envolvida levemente.

Abriu os olhos surpreso, encontrando um Nico di Angelo o encarando claramente nervoso.

Mas também cheio de simpatia e algo mais que Percy não soube dizer o que, mas que ajudou a fazer a dor em seu peito retrair um pouco – o suficiente para que ele conseguisse sorrir pequeno, mas sincero, para o semideus mais novo, logo antes de apertar de leve a mão fria envolvendo a sua.

O garoto pareceu surpreso com a sua reação por alguns segundos e hesitou por um momento antes de lentamente deslizar seus dedos, até que estivessem de fato de mão dadas. O filho do mar deixou sem nem pensar direito, concentrado mais em segurar a vontade de chorar.

Percy suspirou fundo silenciosamente e fechou os olhos, banindo o restante dos seus sentimentos depressivos com toda sua força de vontade e se concentrou na presença de Nico ao seu lado, na presença de Jason, de Piper e Leo logo a frente, e de todos os outros que ainda estavam ali consigo. Bem. Vivos.

Ele ainda tinha pessoas importantes ali com ele, a vida ainda estava caminhando e ele precisava começar a se esforçar de verdade para acompanha-la ou ficaria para trás.

Seguir em frente.

“Nico.”

“... sim?”

“Você tem algo para fazer no dia 18 de Agosto?”

Notas finais
Hu-huh, as coisas estão começaaando a caminhar! Bem, eu não sei se vcs estão conseguindo seguir a ordem cronológica dessa coisa, mas aqui já são as férias do meio do ano, ou seja já faz mais ou menos uns sete meses dês da morte da Annabeth querida. Vamos ver como as coisas continuam! Espera, eu sei o que vai acontecer *espia nos próximos capitulos* oh... hehehehe