Nem Tudo É De Primeira
17 Nem Tudo É De Primeira
Notas iniciais
O teto do seu quarto tinha uma rachadura.
Nada preocupante, na realidade, porque por todos esses meses e todas as tempestades que Zeus achou divertido jogar sobre a terra, nunca havia caído uma única gota dali e se não havia goteira, então provavelmente não era profunda o bastante para causar problemas.
Era só uma longa e fina rachadura no gesso branco do teto, marcando como uma cicatriz velha que ninguém se incomoda mais em esconder. Era mais ou menos do tamanho do seu braço e fazia uma forma ziguezague, lembrando o desenho de uma criança rabiscando seu primeiro papel com giz de cera.
Ou um semideus invocando seus poderes pela primeira vez sem ter ideia do que estava fazendo.
Percy grunhiu irritado consigo mesmo e cobriu seus olhos com o seu antebraço. Não foi de muita utilidade, já que a imagem da rachadura do seu teto nem um pouco parecida com a outra rachadura no pavilhão do refeitório no Acampamento Meio-Sangue se imprimiu na sua mente, de modo que ele ainda conseguia vê-la mesmo de olhos fechados. E o seu cérebro insistia em compara-las – mostrando como essa rachadura no seu quarto era quase quatro vezes menor do que a do acampamento, ou como ela se iniciava no ângulo errado e terminava no certo, embora nenhuma das sete curvas aleatórias do ziguezague se encaixasse perfeitamente.
Quase como um espasmo muscular repentino do seu corpo, Percy se virou na cama num movimento brusco e afundou o rosto com força entre o colchão e o travesseiro, como se assim ele pudesse bloquear seus próprios pensamentos. Enfincou os dedos no material macio e soltou outro grunhido frustrado, querendo poder arrancar aquela imagem da rachadura da sua cabeça.
Oh, como se fosse a rachadura o problema aqui. Disse uma voz irritante que parecia demais pro seu gosto com Hera e ele só soube que não era a deusa de verdade invadindo seus pensamentos porque ninguém conseguia usar tanto escárnio e sarcasmo juntos falando mal dele, sem ser ele mesmo. Diga-me, querido, quando foi que você aprendeu a se enganar assim? Surpreendentemente inteligente, para você.
Apertou o travesseiro contra a cabeça, rosnando em voz alta. “Vai se ferrar.”
Agora, isso foi apenas rude. Eu estou apenas apontando o óbvio.
“Vai apontar no Hades, então.”
A voz riu desdenhosamente. Porque não apenas admitimos que não é a rachadura e sim quem causou a rachadura o problema aqui? O filho do mar rangeu os dentes, mas não retrucou e se essa discussão dele com ele mesmo onde ele estava perdendo não mostrava o quão Percy estava completamente fora do seu normal, então realmente não tinha o que mostrasse. Era apenas o esperado, na realidade. Afinal, sendo ele um garoto de dezessete anos e meio que lutava com monstros e criaturas mitológicas há quase seis anos, com um deus grego como pai, um sátiro como melhor amigo e um centauro de mil anos como professor (sem falar das coisas que ele tinha visto. Quero dizer, quantos adolescentes do segundo ano por ai diriam que viram o mundo dos mortos e o fundo abismal do oceano e o Tártaro durante as férias de verão sem que tivessem, sei lá, pirado por causa das finais? Então, você vê o ponto dele.), seria de se esperar que uma hora ou outra algo acabasse se soltando dentro da sua cabeça.
Ele só não tinha previsto que essa coisa solta acabasse soando tanto como Hera. Embora fizesse sentido de certa forma, que sua loucura soasse como ela sendo ela a mais louca dentro os deuses. Ou talvez fosse seu cérebro fazendo uma metáfora consigo mesmo, seu subconsciente tentando lhe mostrar algo antes que fosse tarde demais. Talvez ele ainda não tivesse ficado louco, mas estivesse perto e o que restava da sua sanidade estava tentando mandar uma mensagem: Cara, sério, é melhor você procurar ajuda.
Percy suspirou e saiu de debaixo do travesseiro, sentindo o ar frio varrer o seu rosto. Nah. Ele não tinha bulbos o suficiente no seu cérebro para guardar tantas nuanças e complexidades. E nem para ter esse debate filosófico interno sem que Percy saísse sentido como se tivesse distendido um musculo de tanto pensar. Não, a verdade é bem mais simples.
Jesus, você adora procrastinar, não?
Devia por no seu currículo. Melhor, no seu plano de saúde! Porque conhecendo você, você poderia muito bem procrastinar até a morte... Não, pensando bem, você acabaria procrastinando a morte, então esquece. Pobre Tânato. Apesar de que isso não faz muito sentido isso. E, oh meus deuses, você acabou de procrastinar a procrastinação, Percy Jackson?
“É você que não para de falar!” Exclamou contra a mão que ele atualmente apertava contra seu rosto, ignorando o fato que ele estava gritando com seus próprios pensamentos.
Sério, cara, você não devia gritar no meio na noite com o nada. As pessoas podem pensar coisas, como qual é o seu problema por estar discutindo consigo mesmo (e perdendo espetacularmente) às cinco da manhã.
E aliais, por que não admite de uma vez por todas que Nico é o problema?
Pronto. Isso. Era isso. De uma vez por todas, seu cérebro disse e esclareceu. Cortinas abertas e o espetáculo a vista. O magico e a sua cartola no palco, pronto para se fazer de bobo e tirar um coelho branco do chapéu num truque que todo mundo com uma cabeça em cima do pescoço já havia descoberto o truque.
Só que não tinha mágico e nem coelho nenhum.
Só ele.
Perseu “Percy” Jackson, um garoto de dezessete anos e meio com uma desapontante suspeita de que ele não ia mais crescer do que já tinha crescido, uma preocupação infantil de que talvez ele nunca conseguisse ter uma barba de verdade porque ela não crescia de jeito nenhum e mãos ásperas cheias de calos de lidar com espadas e escudos. Esse era ele. Apenas ele. Um garoto realmente ordinário se tirarmos todo o fundo de mitologia e guerras e deuses.
Um garoto com muitos outros problemas e questões para pensar e dedicar o seu tempo do que ficar remoendo por dias e noites o fato dele não conseguir entender porque o seu peito de repente parecia pequeno demais para o seu coração violentamente alto toda vez que seu caro amigo Nico di Angelo invadia seus pensamentos.
E esse era o grande problema, porque aquilo não fazia sentido. Não fazia. E a não ser que Percy estivesse com algum problema cardíaco (porque ele havia pesquisado e havia doenças do coração cujos únicos sintomas eram esses), havia alguma coisa a mais que ele não estava vendo.
O relógio marcou 6h.
Aquilo era frustrante e se ele provavelmente remoeria mais o problema se ele já não estivesse frustrado além do limite consigo mesmo. Porque no final das contas, ele realmente tinha coisas mais importantes para pensar sobre.
Como, por exemplo, os eventos que ocorreriam naquele dia.
Ha, você é uma pérola para “desviar” de assunto, não?
Deslizou a mão para o seu cabelo e agarrou com violência um tufo. “Cala. A. Boca.”
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Quando o relógio marcou 6h30, Percy se ergueu da cama sentindo-se frustrado e irritado. Chutou as cobertas para longe e se levantou num movimento apressado. Havia esgotado sua paciência consigo mesmo fazia já uns vinte minutos. Provavelmente não faria diferença esperar na cama ou de pé no local combinado. Então com cuidado e o mais quietamente que pode, ele foi contornando o chão minado de roupas sujas até o banheiro. Após um banho rápido e um tempo recorde de dez minutos, o jovem semideus saiu pronto do quarto com um moletom de capuz um pouco pequeno para o seu gosto e Contracorrente no bolso da sua jeans.
Olhou para os dois lados do corredor ainda escuro e vendo que ainda não tinha ninguém acordado (mesmo porque era sábado) deslizou para fora silenciosamente, fechando a porta atrás de si com um click suave e interrompendo o ronco do Dean. Guardou as chaves no bolso do seu moletom e começou a caminhar para a saída, seus passos ecoando pelo ambiente vazio.
Assim que abriu a porta e sentiu o vento frio esbarrar no seu corpo, Percy suspirou sentindo-se relaxar um pouco. O ar úmido da manhã condensou levemente na sua pele ainda quente e ele sentiu um arrepiou bom de frio percorrer o seu corpo. Puxou o capuz sobre sua cabeça e guardou ambas as mãos no bolso do seu agasalho, respirou fundo vendo sua respiração virar vapor.
Olhou para o céu ainda escuro, embora no horizonte já desse para ver umas pinceladas de vermelho e laranja, criando sombras entre as nuvens e Percy resolveu que ele realmente não conseguia fazer duas reflexões ao mesmo tempo. Então empurrou o seu problema para o lado e se deixou relaxar, sentindo a frustração sair do seu corpo enquanto ele começava a caminhar. Agora não era a hora de pensar sobre si mesmo.
Ao chegar ao portão sentou-se no chão, encostando-se a parede. Só assim se permitiu voltar a refletir, ignorando o comichão que era o seu problema na base do seu crânio.
Como ele resolveria o problema dos eventos daquele dia?
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*
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Três horas depois, quando já estava sentindo uma dor de cabeça começar, uma buzina alta o fez pular e quase cair do muro, onde ele havia escalado e deitado fazia meia hora. Ergueu-se do concreto frio e se virou para o lado da rua.
Uma Ferrari vermelha reluziu para ele. Com o sol batendo sobre o capo encerado, fazia-se um brilho cegante, mas ainda era possível distinguir as quatro rodas de raio estrela prateado com uma única faixa branca circulando-as, uma asa traseira dupla e um símbolo desenhado em tinta dourada no capo: dois galhos de louro e sigla SPQR no centro.
Percy sentiu sua mandíbula cair.
“Reyna?”
E então, quando ele achava que não podia arregalar mais ainda os olhos e nem abrir mais a boca, o teto do carro soltou um zunido baixo e delicioso de motor em perfeito estado e começou a recuar para um compartimento na traseira do carro, revelando uma Reyna Avila Ramírez-Arellano em roupas de adolescente normal e um óculos de sol aviador encaixado na cabeça.
A garota virou o rosto em sua direção, ignorando sua expressão chocada. “Vamos Percy, eu não tenho o dia todo!” Exclamou impaciente ela, como se o fato dela estar sentada em um dos carros mais fodas do universo inteiro não fosse nada demais. Percy nunca achou que viveria o bastante para ver um desses de perto, quanto mais entrar nele. Não era um Maserati Spyder, mas era tão bom quanto.
Desceu ligeiramente abalado do muro, ainda secando violentamente o carro. “C-como... como você...” Gaguejou, ouvindo sua voz tremer de emoção.
A romana franziu o cenho, parecendo preocupada. “O que foi?”
O filho do mar tentou falar de novo, mas sentiu algo entalar na sua garganta, então apenas fez um gesto largo em direção ao carro com dedos trêmulos. Reyna piscou os olhos negros, sem entender por um momento, mas então seu rosto se iluminou com compreensão e a jovem semideus replicou simplesmente. “Mamãe me deu quando virei pretora.”
Percy não pode evitar um golpe de inveja. O máximo que seu pai havia lhe dado havia sido uma bolacha-do-mar e ele nem mais a tinha.
Aproximou-se do carro para abrir a porta do banco do passageiro e soltou um grito excitado feito uma criança no parque de diversões quando a porta, em vez de ir para frente, subiu como asas de um falcão. Ouviu vagamente Reyna soltar uma risada divertida, mas ignorou ocupado demais em delirar histericamente com o quão foda tudo aquilo era.
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Depois que Percy conseguiu se acalmar dentro da Ferrari, a viagem seguiu silenciosamente por quase uma hora enquanto Reyna dirigia habilmente pelas ruas sem nunca baixar dos 100km/h, desviando e contornando os carros em movimentos bruscos, mas precisos, ignorando os faróis e sinais de trânsitos (tirando os que sinalizavam escolas por perto e as faixas de pedestres) como se não estivessem ali por um motivo e em geral fazendo Percy brincar de ter ataques cardíacos. E o pior é que ele não se atrevia abrir a boca para reclamar depois da única vez que o fez, uma meia hora atrás, no exato momento em que um inseto gigante foi despedaçado no para-brisa bem na sua frente. Depois disso, ele resolveu enfincar os dedos no banco e rezar para absolutamente todos os deuses para que ele não virasse uma panqueca de semideus.
A filha da deusa da guerra fez um movimento brusco com o volante, transpassava o carro da frente no exato instante que um caminhão passou ao lado deles na outra faixa e Percy pode sentir o vento raspando na sua orelha. “Então, já sabe o que você vai fazer?” A semideusa romana indagou casualmente.
O filho do mar, ocupado em com o mini ataque cardíaco que a ultima manobra de Reyna havia lhe causado, não conseguiu processar a pergunta logo de primeira. “O que?!”
“Sobre o problema do Nico.” Respondeu ela.
Por um momento alucinante, Percy achou que Reyna estivesse falando do seu último encontro com o filho de Hades e das consequências disso na sua cabeça. Sentiu o seu rosto aquecer mesmo com o vento frio cortando-o e estava prestes a responder quando se tocou que não tinha como a romana saber disso e que ela provavelmente estava falando do motivo que o havia feito pedir carona para ela.
Imbecil.
“Hmn, não realmente.”
“Pensou sobre o que você vai falar?”
“Hmn, na verdade, não.”
“Como vai abordar o assunto?”
“Hm...”
Reyna estava com os óculos escuros, mas Percy conseguiu a sentir revirando os olhos. “Como diabos você sobreviveu duas guerras contra as piores criaturas desse mundo sem absolutamente nenhum senso estratégico, eu nunca vou descobrir.” Declarou ela e como se para punir o semideus grego pela sua irresponsabilidade, fez o carro dar uma volta de trezentos e sessenta graus sem sequer desacelerar e entrou na avenida com toda velocidade.
Percy sem querer soltou um palavrão em latim que fez Reyna gargalhar ao seu lado. “Isso você sabe falar em latim!”
O semideus grego agarrado ao banco resolveu não replicar, temendo que se abrisse a boca algo que não eram palavras acabaria saindo.
Logo ao longe surgiu o Túnel Caldecott, com as duas entradas cheias de carros e ele conseguiu capturar a imagem borrada de dois adolescentes postados na entrada secreta do Acampamento antes de Reyna passar voando ainda a cem por hora. Olhou confuso para a semideusa, mas a pretora ou não notou ou apenas o ignorou continuando com os olhos firmes na estrada.
Então do nada ela jogou o volante para o lado enquanto eles ainda estavam no meio do túnel e Percy só teve tempo de gritar (um grito extremamente másculo) enquanto via a parede de concreto se aproximar em meros segundos.
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“Pode abrir os olhos agora.” Disse a voz casual de Reyna.
Percy que definitivamente não havia se encolhido no banco abriu os olhos ao se descobrir possuidor de sentidos e, aparentemente, ainda vivo. De orbes arregalados e um coração frenético na sua garganta, olhou ao redor.
Eles pareciam estar dentro de um estacionamento gigantesco, com as paredes e o teto de ferro como o interior de um bunker de guerra e lotado com todos os tipos de veículos – desde bigas de corrida romanas até tanques de guerra. Olhou para trás tentativamente e viu a imagem vaga do interior do túnel, com carros normais passando.
Ok, passagem mágica. Ele provavelmente deveria ter imaginado isso.
Soltou-se do cinco e saiu da Ferrari, sentindo as pernas ligeiramente bambas e olhou para Reyna de pé num equilíbrio invejável, observando-o num misto de divertimento e impaciência. “Pronto?” Indagou, saindo de trás do carro e parando na sua frente. Percy abriu a boca para responder, mas então que ele notou a bandagem enrolada em ambas as suas pernas.
Seu enjoo sumiu na hora.
Endireitou-se automaticamente. “O que aconteceu?”
A semideusa, já tendo notado a direção do seu olhar, não pareceu surpresa ou incomodada com a pergunta. “Um problema com chama romana.” Respondeu, o tom neutro.
Percy sentiu um embrulho no seu estômago. Chama romana era basicamente a mesma coisa que fogo grego, só que com a desagradável tendência de explodir em contato com algo frio. Como uma armadura de ouro imperial. “Como isso aconteceu? Jogos de guerra?”
Reyna franziu levemente os olhos escuros e o encarou em silêncio por um momento, analisando-o dos pés a cabeça de um modo tão calculador que ela poderia muito bem estar decidindo onde iria esfaqueá-lo. O filho do mar não reagiu, apenas se deixou analisar – a pretora romana era o tipo de pessoa que decide por si só o que vai ou não vai falar e nenhum nível de imploração afetaria sua decisão. Então ficou quieto, tentando mostrar que ela podia confiar nele sem abrir a boca.
Por fim, a jovem suspirou fundo sem barulho e voltou seus olhos afiados para os do semideus grego. “Não é nada demais, só estamos tendo alguns problemas internos.” Disse, cruzando os braços que, agora Percy notava, estavam arranhados e cheios de band aids.
Franziu de leve o cenho. “Que tipo de problemas?”
Reyna o encarou por um segundo inteiro. Então respondeu secamente. “Políticos.” E se virou e começou a caminhar em direção a saída do lugar.
Percy, após um momento de hesitação, a seguiu para a luz do dia do Acampamento Júpiter.
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“Eu tenho que ir para o Senado, te vejo mais tarde, Percy.” Falou Reyna assim que ele parou do seu lado no topo do morro onde ficava a garagem e se virou, começando a descer.
O filho do mar sentiu um senso de pânico se infiltrar repentinamente dentro de si. O Acampamento Júpiter era enorme. “Espera! Onde eu-“
“Procure na Quinta Coorte!” Respondeu a romana sem se virar e então já estava longe demais para que Percy pudesse replicar.
O semideus grego segurou um suspiro frustrado e passou a mão pelos fios negros. Ergueu os olhos para o vasto terreno diante de si. De onde estava, era possível observar quase todo o acampamento, menos os campos de Marte, embora tivesse uma coluna de fumaça cinza subindo ao céu de onde ele sabia que ficava a arena de batalhas. Perguntou-se internamente se estava havendo algum treinamento no momento. Rapidamente identificou as Coortes, um amontoado de prédios perto do Pequeno Tibre. E afeiçoadamente, reconheceu a Quinta Coorte.
Mas então viu uma cortina cinza de fumaça começar a se formar em cima de um dos bunkers e sua afeição sumiu. Seus olhos treinados logo identificaram figuras apressadas começando a correr pelas ruas e um indistinto som de gritaria chegou aos seus ouvidos, mesmo daquela distância.
Sacando Contracorrente do seu bolso, Percy disparou colina abaixo sem pensar duas vezes. Aquilo não podia ser um treinamento de guerra.
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